Sobre políticos, empresários, imprensa e o metrô de São Paulo

metro_sao_pauloNunca escrevi um post específico sobre um caso de corrupção. A razão é simples: acho uma completa perda de tempo. As pessoas normalmente se alinham a um ou outro partido, discutem infinitamente, xingam-se, odeiam-se e, no final, a conclusão não confessa de cada um é sempre a mesma: não existem inocentes na política. Por isso o lema do nosso blog é sempre o mesmo desde que foi criado: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo”.

Mas dessa vez resolvi abrir uma exceção. Primeiro, porque o assunto do momento, as denúncias da Siemens sobre irregularidades nas licitações do metrô de São Paulo, servem para exemplificar alguns dos meus pontos de vistas já explicitados aqui em vários posts. Segundo, porque fui provocado por dois internautas que me mandaram e-mails com ares triunfais, como se tivessem encontrado, no caso das denúncias, a prova cabal de que o PT esteve sempre certo, os tucanos são todos corruptos e por aí vai.

Apesar da exceção, não vou focar no caso do metrô de São Paulo. Como sempre faço, o assunto é apenas o pano de fundo para um artigo mais abrangente, onde procuro refletir e provocar reflexões sobre as raízes dos problemas tratados.

Antes de mais nada, vou repetir o que sempre digo: não boto a mão no fogo por ninguém.  Infelizmente, como muito bem descreveu Hayek, a politica tende a selecionar os piores. Daí porque em todo o mundo os políticos têm quase sempre péssima reputação. Mas, por que isso acontece?

Vamos então começar analisando este primeiro e mais importante dos jogos de poder: os políticos. Hayek em sua obra “O caminho da servidão” enumerou três causas principais para esta tendência:

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