Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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O histórico de suspeitas de queimas de aquivos do PT

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Não ia falar sobre o caso, mas depois de ver uma publicação de Tico Santa Cruz citando a morte de Teori como “parte de um plano do PMDB para melar a Lava jato” (como se ao PT não interessasse!), então resolvi lembrar-lhes qual o partido que tem um imenso histórico de suspeitas de queimas de arquivos, um dos quais sendo investigado, mesmo de forma indireta, na Lava Jato. Certamente alguns podem ser apenas coincidências, mas qual a probabilidade das 24 mortes listadas abaixo serem todas obras do acaso?

O que todos estes casos têm em comum? A conveniência ao PT. Vejamos:

2001 – Toninho do PT, prefeito de Campinas, foi assassinado à tiros. Até aí nenhuma suspeita. Mas depois da morte de outro prefeito do PT, Celso Daniel, surgiram especulações de que tivesse também relação com o esquema de propinas montado no interior de SP, desde a conquista das primeiras prefeituras pelo PT, que financiou a campanha vitoriosa de Lula em 2002;

2002 – Celso Daniel, na época prefeito do PT foi torturado e morto. Segundo sua própria família, que admitiu que o prefeito participava do esquema de corrupção citado acima, o ex-prefeito estava indignado e disposto a denunciar a cúpula do partido de estar usando o dinheiro “arrecadado” em benefício próprio. A história sempre foi relevada pela imprensa, mas o caso está sendo novamente investigado pela Lava jato já que as informações prestadas por Marcos Valério foram confirmadas;

2002 e 2003 – Num intervalo de poucos meses, sete outras pessoas ligadas ao caso Celso Daniel vieram a ser assassinadas. São elas: Leia mais

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Algumas conclusões sobre os grampos de Jucá, Renan e Sarney

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O que mais me impressiona no debate político é a seletividade da interpretação dos fatos. Claro que posso ser acusado da mesma coisa, mas estou aberto ao debate com qualquer um que queira me provar que estou errado. Sobre as revelações da semana, quase nenhuma novidade. Apenas as confirmações do que boa parte dos bons analistas políticos afirmam há muito tempo. Vamos então as conclusões:
1) Ao contrário do que muito governista vinha alardeando por aí nos primeiros dias do governo Temer, a Lava-jato segue firme. O governo do PT tentou e agora o PMDB tenta, mas sem sucesso.

2) Os políticos morrem de medo de Sérgio Moro. Todos querem foro especial para manter distância de Curitiba;

3) Lula sabe que pode ser preso a qualquer momento. Ele sabe que provas não faltam;

3) PMDB e PP são os parceiros de crime do PT. Portanto, o PT tentou melar a Java-jato e o PMDB vai continuar tentando no novo governo;

4) Quando o grampo do Jucá foi efetuado ele ainda era governista. Decidiu abandonar o barco só quando percebeu que não havia mais salvação para Dilma. Logo, se houvesse alguma possibilidade de salvação com o PT, estaria contra o impeachment. Portanto, não houve o “golpe” alardeado pelos petistas. Houve sim, o cálculo do “mal menor” pelas raposas do PMDB. E neste cálculo as manifestações pró-impeachment foram decisivas;

5) O mesmo plano do PMDB que descartou Dilma tentou salvar Lula;

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Como continuar sendo petista?

tati_bernardiO título do artigo tomei emprestado da colunista da Folha de São Paulo, Tati Bernadi, petista desde criancinha até esta semana quando, finalmente, jogou a toalha ao perceber que não tinha mais argumentos para continuar defendendo o partido (ver aqui). Aliás, ela não foi a única a surpreender nesta semana. O Juca Kfouri reconheceu publicamente que Zé Dirceu é corrupto no artigo “Por que eles não param?” . Ooooooh!

Claro que isso não significa ainda que ele tenha virado coxinha, mas já é um primeiro passo. Embora tenha jogado a toalha quanto ao Dirceu, lá pela metade do artigo ele faz o seguinte questionamento: “Não dava para ter parado antes de ficar evidente que os meios eram ilícitos e tornar as punições inevitáveis?”

Sim. Ele disse isso. Ou seja, se Dirceu tivesse parado de se corromper depois que foi preso pela primeira vez, tudo bem.

Os casos de Tati Bernadi e Juca Kfouri são emblemáticos, pois eles sintetizam os dois principais argumentos que ainda tentam “justificar” alguém continuar sendo petista. No caso da Tati, ela revela que todas as vezes que lhe faltavam argumentos, procurava enganar a si mesma com o mote “mas tanto foi feito pelos pobres”. Compreendo, Tati. Passei pelo mesmo dilema, só que há quase uma década. Apesar do atraso, antes tarde do que nunca. Bem vinda ao clube da chamada “imprensa golpista”. Leia mais

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Se o poder tende a corromper, a esquerda tende a corromper absolutamente

Lula-institutoRecentemente, o ex-presidente Lula surpreendeu muita gente ao reconhecer publicamente que o PT envelheceu, que os petistas agora só pensam em cargos e que o partido perdeu “um pouco” da sua utopia (ver aqui).

No entanto, o súbito ataque de sinceridade de Lula não é nenhuma novidade. Por trás de tais críticas ao partido esconde-se sempre o objetivo de autopreservação de Lula. Como sempre, ele está acima de tudo, inclusive do PT. Foi assim no Mensalão, quando veio a público dizer-se traído por alguns companheiros; foi assim na tentativa frustrada de forjar um dossiê para incriminar José Serra, quando Lula minimizou o caso, jogando toda a culpa para alguns “aloprados” do partido; foi assim nos protestos de junho de 2013, quando Lula veio a público posar de “defensor da política” como se este ente abstrato fosse o grande alvo dos protestos; e tem sido assim desde que o partido mergulhou de vez na pior crise de sua história com as revelações do escândalo do Petrolão.

As críticas de Lula valem para todos, menos para ele próprio, o principal responsável por tal situação mas que não perde a mania de posar de guru, de grande mentor que não está sendo ouvido pela agora “teimosa” Dilma. Quando chama a atenção, por exemplo, para a necessidade de “renovação do partido” (chamando inclusive a atenção para o fato de não existirem jovens na plateia), o ex-presidente moribundo e decadente em todos os sentidos (principalmente moralmente) contradiz o próprio discurso ao se apresentar como candidato à disputa de 2018. Como assim, Lula? Mas não é o PT que precisa de renovação, de novas lideranças, de jovens? Leia mais

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Tempos estranhos, onde provas não provam mais nada e Lula permanece solto

lula-comicioUma frase do ministro do STF, Celso de Mello, descreve bem nossa situação atual: “Vivemos tempos estranhos, tempos muito estranhos, em que se nota a perda de parâmetros, o abandono a princípios, o dito passando por não dito, o certo por errado, e vice-versa”.

De fato, é muito estranho que as pessoas estejam enjoadas de discutir política e economia justamente em um momento tão crucial da nossa história, quando temos uma presidanta que foi eleita com um discurso, mas que governa com outro; quando vemos o principal partido da situação (o próprio PT) fazendo oposição ao próprio governo; quando vemos um ex-presidente falastrão, o principal responsável pela atual crise, já em plena campanha para a próxima eleição, usando o horário eleitoral para firmar posição contra o próprio governo; vemos o maior aliado do governo, o PMDB, que se comporta também como oposição; vemos uma oposição que tem receio de fazer oposição; vemos uma multidão nas ruas que não se vê representada pelos partidos de oposição; vemos partidos de oposição que planejam se fundir com partidos governistas justamente no momento em que o governo está mais enfraquecido; vemos um governo que delapidou a Petrobrás e que, ao mesmo tempo, patrocina manifestações em “defesa da Petrobrás”; vemos um governo que se gaba de “investigar”, mas que, ao mesmo tempo, tenta, nos bastidores, melar as investigações e a reputação do corajoso juiz que resolveu de fato investigar; vemos um ministro do STF que foi advogado do PT julgando seus antigos clientes; e pior: temos agora um novo candidato ao STF, também ex-advogado do PT, com ideias ainda mais “progressistas” que o mais progressista dos juízes da corte bolivariana de Maduro… Leia mais

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O PT escancara de vez e admite tudo que seus críticos alertavam

Dilma-Lenin-2Há anos colunistas importantes alertam sobre o projeto de poder autoritário do PT. Confesso que durante muito tempo achei que existia muito exagero nisso tudo, pois como tantos outros achava que o PT, no máximo, tinha se transformando em mais um social-democrata com alguns resquícios de ranços ideológicos.

Mas, aos poucos, a realidade foi me convencendo de muita coisa que eu não queria acreditar. Ao ver se repetir no Brasil o que acontecia nos países mais adiantados no bolivarianismo, resolvi então escrever a série “A crônica de uma tragédia anunciada”, onde comecei a enumerar alguns paralelos entre as práticas do PT e a estratégia de Antônio Gramsci para promover a conquista da hegemonia da opinião pública como pré-requisito para a perpetuação no poder, exatamente como tem acontecido na Venezuela.

Foi aí então que me dei conta que, há alguns anos, a situação da Venezuela era semelhante a do Brasil de hoje e a discussão recorrente nas redes sociais era justamente se a Venezuela estava ou não rumando para um regime autoritário.

O fato é que, de lá pra cá, a Venezuela escancarou de vez sua ditadura até então disfarçada, contando com apoio formal do PT que chegou a divulgar uma nota onde endossava todos os delírios de Maduro, inclusive a justificativa para a prisão de adversários políticos.

Por aqui o PT não deixou por menos e continuou sua escalada rumo ao bolivarianismo, chegando ao cúmulo de deixar explícito nas diretrizes para o segundo mandato de Dilma o objetivo descarado de “construir um projeto de socialismo para o Brasil”, além de “estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo” (ver aqui). Leia mais

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Na desesperança por uma solução coletiva prevalece o salve-se quem puder

paulistaNão é de se estranhar a menor adesão aos protestos neste 12 de abril. E a razão já estava exposta na pesquisa divulgada no dia anterior pelo Data Folha. Embora 63% dos brasileiros apoiem o impeachement da presidanta, apenas 29% acreditam que ele vai ocorrer, apesar de 83% acreditarem que Dilma sabia sim da roubalheira na Petrobras. Simples assim.

E por que tal desesperança?

A razão é paradoxal e frustrante. Os escândalos de tão triviais já não mais escandalizam. Como se não bastasse a Petrobrás, nos últimos dias ficamos sabendo também que os tentáculos do esquema chegou a Caixa Econômica e ao Ministério da Saúde, além do verdadeiro iceberg que é o BNDES, cuja CPI o governo conseguiu barrar.

Ou seja, não faltou fato novo para mobilização. Se ela não ocorreu como se esperava foi justamente pela sobrecarga do assunto. Ninguém mais aguenta ouvir falar de corrupção, de modo que muita gente agora se policia para não repercutir tanto fatos ligados à política para não parecer um chato, monotemático. Posso falar com autoridade no assunto porque sou um dos muitos brasileiros que reduziram o número de postagens nas redes sociais nestes últimos dias para dedicar mais tempo a projetos pessoais, afinal me preocupo sim com o futuro do meu país, mas principalmente da minha família. Isso significa que minha indignação diminuiu? Não. Estou mais revoltado do que nunca, principalmente agora que a militância virtual do PT, inclusive a paga, retornou as redes sociais.

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 2)

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E como se não bastasse a sequencia de lambanças do PT no campo político, tema do primeiro post desta série (ver aqui), no campo econômico, a lista não é menos extensa.  Vejamos….

 

Os 13 principais erros do PT na economia

E assim como nos erros políticos, na economia a lambanças do PT não são atos isolados e sim conseqüência de uma forma equivocada de ver o mundo que está na ideologia do partido. A lista dos 13 principais erros listados abaixo são apenas generalizações dos erros mais comuns. Poderíamos destrinchar cada um deles em centenas de episódios desastrosos a nossa economia, alguns dos quais só hoje estamos sentido suas consequências. Então vamos em frente.

1 – Aumento do intervencionismo estatal na economia
Não existe na história um único caso de nação que ficou rica pelos caminhos sugeridos pela esquerda, seja via socialismo, comunismo ou pelo aumento gradativo do papel do Estado na economia, a última cartada da esquerda depois do fracasso de todas as demais tentativas. Mesmo os países tidos hoje como modelo para os esquerdistas, estão em crise, percorrendo o caminho inverso ao que defendem por aqui. Ainda assim, eles não se cansam de tentar construir o tal “modelo alternativo” que, invariavelmente, termina em crise econômica e ebulição social. Por aqui não foi diferente. Depois do primeiro mandato de Lula, bem sucedido no campo econômico, continuando as políticas “neoliberais” que tanto criticava quando oposição, o PT resolveu dar uma guinada à esquerda no segundo mandato. E como sempre aconteceu em todas as guinadas deste tipo ao longo da história, no início tudo é festa. Os incentivos do governo a setores específicos da economia geram um crescimento artificialmente acelerado no início. Mas, aos poucos, as distorções começam a aparecer, como tão bem descreve a teoria dos ciclos econômicos da Escola Austríaca, de modo que os ganhos de curto prazo são substituídos por graves conseqüências de longo prazo que roubam o potencial de crescimento do futuro e jogam os países que mergulham em tais experiências na combinação fatídica de estagflação – recessão com inflação, dois fenômenos que deveriam ser contraditórios, mas que o keynesianismo tornou  possível, conforme previu Hayek ainda nos anos 60. E nesta direção, a tendência de aumento do papel do Estado na economia se revela em várias diretrizes que se complementam, criando o leviatã que hoje se vê obrigado a cortar gastos e aumentar ainda mais a carga tributária para fazer frente à inércia de aumento do custo da máquina, promovida nos últimos anos. Este é o principal legado do PT na economia.  Leia mais

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente. Leia mais

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No aniversário do PT, mais 13 lições sobre um partido moribundo

aniversario_PTNo meu último artigo enumerei 13 lições sobre o PT extraídas da entrevista de Marta Suplicy ao Estadão (ver aqui).  Duas semanas depois, o evento do aniversário do PT não só confirma algumas teses defendidas no artigo, como vai além, trazendo outros pavorosos exemplos de falta de escrúpulos dos dirigentes do partido, dos quais retiramos mais 13 lições para quem ainda não se convenceu do mal que o partido faz ao Brasil.

Vejamos…

1 – Não importam as provas, o PT vai negar sempre.

A máxima reinante no mundo do crime vale também no PT, o que nos dias atuais chega a ser quase redundante. Em todos os casos de corrupção envolvendo o PT a rotina é o partido colocar sob suspeita as acusações, atribuindo-as a golpes políticos e blá blá blá. Foi assim com José Dirceu, foi assim do José Genuíno, Delúbio Soares e tantos outros que viviam prometendo que iriam provar suas inocências e terminaram atrás das grades.

Agora um novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está novamente envolvido em um novo escândalo orçado em cifras na casa do meio bilhão de reais. E o que o PT faz? Homenageia o sujeito em pleno aniversário do partido.

E aqui uma novidade: a defesa veemente de Lula ao Vaccari. Claro que a proteção de seus corruptos é uma regra do PT. Alguns chegam a ser tratados como heróis ou mártires, como José Dirceu e Genoíno. Mas no caso de Lula, o malandro mó que está acima do partido, nem sempre isso acontece. Ele é o “cara”, cria as próprias regras e não costuma colocar a mão no fogo por qualquer companheiro com a corda no pescoço. Se o escândalo tem potencial para atingi-lo ndalo da história do PT.a regra é “não tenho nada com isso” ou “não sei de nada”. Não por acaso, ele próprio popularizou o termo “aloprado” para descrever seus companheiros flagrados tentando forjar um dossiê contra Serra. Sua imagem é o maior “patrimônio” do partido e seus cupinchas estão dispostos a tudo, até a pagarem sozinhos suas penas para preservarem o chefe, afinal, em suas mentes doentias, melhor estar na cadeia com o chefe no poder do que o contrário, pois nestas horas qualquer regalia na prisão faz toda a diferença.

Portanto, ao contrário do mensalão, quando Lula praticamente relegou seus companheiros a meros bois de piranha para sair do escândalo ileso, dessa vez Lula fez questão de defender publicamente o Vaccari Neto, mesmo este já tendo um histórico de corrupção (ver aqui). O que mudou?

Vejamos. O Vaccari Neto é o mesmo que presidiu o Bancoop, a cooperativa do Banco do Brasil que faliu em 2006 (por causa de desvios para o PT, vale salientar) e deixou na rua da amargura 3.500 mutuários (ver aqui).  No final do ano passado, eis que a OAS (uma das participantes do esquema do Petrolão e uma das maiores beneficiadas por empréstimos do BNDES) que assumiu oito das 32 obras inacabadas do antigo Bancoop, entregou justamente o prédio de luxo na praia do Guarujá onde Lula e Vaccari constam como proprietários e vizinhos, sendo o triplex de Lula (apartamento que ocupa sozinho três andares, incluindo a cobertura com elevador privativo) o mais caro de todos, orçado em R$ 3 milhões. Deu para entender ou é preciso desenhar? Leia mais

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13 lições sobre o PT confirmadas na entrevista da Marta Suplicy

marta_suplicyJá escrevi vários artigos sobre as canalhices do PT, mas nada como ouvir da boca de uma de suas fundadoras (mais uma a enxergar o óbvio) algumas verdades que o exército de idiotas úteis do partido insiste em negar.

A entrevista não é mais novidade, mas só agora tive um tempinho para escrever. Portanto, para quem ainda não a leu, segue o link do Estadão.

Antes de mais nada, devo esclarecer que o termo “idiota útil” usado aqui não é um xingamento gratuito, e sim o termo usado pela cúpula dos camaradas comunistas do século passado para descrever a militância inocente que abraçava com fervor a ideologia marxista, mas não sabia quase nada sobre as canalhices que aconteciam nos bastidores entre suas lideranças. O século XX terminou, o comunismo ruiu, mas os idiotas úteis continuam mais ativos do que nunca, como veremos a seguir.

Então vamos às lições…

1 – A entrevista confirma tudo o que alguns colunistas falavam sobre os bastidores da campanha, mas que eram sistematicamente negadas pelo partido.

Quando as notícias não lhes interessam, os petistas adoram acusar a imprensa de conspirar, de mentir e fazer tudo para prejudicar o PT. Na prática, o PT sempre usou a imprensa tanto para atacar adversários quanto para se promover. Felizmente o PT ainda não conseguiu controlar toda a imprensa. E a cada novo escândalo repercutido, maior o empenho do partido em aprovar seu antigo projeto de “regulação” da mídia. Não por acaso, a presidente que continua muda e sumida desde as eleições fez uma única aparição recentemente para falar sobre o que? Sobre regulação da mídia. Leia mais

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Sim, eu avisei!

abismo_PTOlá amigos! Ainda não voltei ao blog. Passo aqui apenas para fazer alguns registros de improviso, pois vejo acontecer exatamente o que eu e várias outras pessoas alertamos. Se tivesse um pouco mais de tempo, faria um comparativo ponto a ponto sobre a situação atual e outro diagnóstico que publiquei aqui no final de 2013 (ver aqui). E como previsto, tudo piorou.

Vejamos…

  • Ao contrário do previsto pelo governo (como já se tornou rotina), que previa um PIB de 2,5% para 2014, terminaremos o ano com PIB de no máximo 0,2% – e olha que já tem analista falando que pode ficar abaixo de zero.  Pior, o novo ministro da Fazenda já anunciou que o país não deve esperar crescimento para os dois próximos anos. Ou seja, a população vai continuar crescendo enquanto que a geração de riquezas, na melhor das hipóteses, vai ficar estagnada. Ou seja, ficaremos mais pobres.
  • Depois de anos de superávits sucessivos, terminamos 2014 com o maior déficit da balança comercial desde o início da série histórica, em 1947.
  • Depois de anos de superávits primários, terminamos 2014 com o maior déficit da nossa história.
  • Economia estagnada deveria provocar menos inflação. No entanto, o governo continua na sua ilusão perpétua de estimular o crescimento pelas vias monetárias. O resultado, portanto, é sempre o mesmo: inflação no limite do teto da meta e mais deterioração da economia.
  • A indústria continua caindo…
  • O dólar subindo…
  • O Real caindo…
  • E os juros subindo. Portanto, Dilma vai terminar seu primeiro mandato com uma taxa de juros maior que herdou, assim como a inflação, déficits e todos os demais indicadores econômicos piorando.
  • Os dois únicos que pareciam estar imunes até então (o desemprego e as reservas cambiais) já começam a dar os primeiros sinais de piora. As reservas cambiais, que de 2006 a 2011 foram multiplicadas por 7, há três anos estão estagnadas na casa dos U$ 370 bilhões, chegando inclusive a cair um pouco nos dois últimos meses.  Portanto acabou aquele papinho de que o Brasil é credor internacional, afinal a dívida externa já supera em muito as reservas como veremos a seguir.
  • Pois é. A dívida externa que o Lula disse que havia quitado está maior que nunca. Irrisórios U$ 750 bilhões segundo os critérios do FMI ou U$ 540 bilhões pela contabilidade criativa do governo do PT! Sim, o Brasil é hoje o terceiro do ranking com maior dívida externa, perdendo apenas para a Espanha e os EUA (ver aqui).
  • E a dívida interna? Continua subindo. Segundo a contabilidade antiga, usada até 2007, nossa dívida interna bruta hoje está na casa dos R$ 3,3 TRILHÕES! Pode conferir diretamente no site do BC: http://www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP. Ou seja, se usássemos os mesmos critérios de avaliação para comparar  dívida bruta do governo do PT com o do PSDB pularíamos de 56% em proporção ao PIB no final do governo FHC (parâmetro contaminado pela chamada Crise Lula que elevou o dólar a quase R$ 4, vale salientar) para lastimáveis 75%!
    Mas o governo do PT não gosta de falar de dívida bruta. Prefere falar de dívida líquida, afinal bastar emprestar um valor igual ao da dívida ao mercado e a dívida líquida estará zerada! O raciocínio é que, ao emprestar, o governo passa a ter um valor correspondente a receber no futuro  (mesmo que tais recursos demorem décadas para retornar aos cofres públicos – e se retornarem) e mesmo que o governo continue pagando mais de R$ 200 bilhões de juros ao ano pela dívida bruta que ele insiste em relevar. No reino mágico do PT é como se a dívida não existisse. Não por acaso, a dívida líquida, ao contrário de todos os outros indicadores que só pioram, continua na casa dos 35%. E por que isso acontece? Porque o governo continua repassando bilhões ao BNDES e às estatais falidas. Logo, quanto mais dinheiro o governo empresta, menor a dívida líquida! Simples assim.
    Aliás, este é motivo de uma contenda do governo com o FMI que também contesta a contabilidade da dívida do governo do PT (ver aqui). Pior, o ritmo do crescimento da dívida externa e interna está acelerando na mesma proporção que os déficits externos da balança comercial e das contas do Tesouro. Onde isso vai dar se a rota não for corrigida rapidamente? Pois é, eis a missão impossível do Joaquim Levy.
  • Por fim, chegamos ao último refúgio do governo do PT: o suposto baixo índice de desemprego. Segundo o dado que o governo gosta de divulgar (o que se refere apenas as seis maiores regiões metropolitanas), o desemprego no Brasil hoje estaria na casa dos 4,8%. No entanto, na estatística que abrange todo o país, divulgada pelo próprio IBGE, o número correto de desemprego no Brasil seria 6,8%, o que nos colocaria na posição de sétimo maior índice de desemprego do G-20 (ver aqui). E olha que não estamos nem levando em consideração o fato de que parte deste índice está artificialmente melhorado pelos programas sociais e pela geração “nem nem” (ver aqui), os jovens que não estudam e não procuram emprego e que, portanto, não entram na estatística do desemprego calculada pelo IBGE que só considera os que estão em busca de trabalho.
    Apesar de todas as maquiagens, o fato concreto é que já durante as eleições a piora do indicador já era visível. De lá pra cá a coisa piorou ainda mais. Não só as indústrias começam a demitir em massa, como tivemos o pior novembro na geração de empregos dos últimos anos, mês tradicionalmente de contratação. O índice de criação de empregos no terceiro trimestre, que já havia sido o pior desde a crise de 1999, agora cai mais 80%, o que configura o pior resultado desde o auge da crise de 2008 (ver aqui). Portanto, apertem os cintos pois a coisa vai seguir piorando, infelizmente. Boa parte dos empregos ainda existentes estão na berlinda, a espera de uma mudança na direção política econômica que aponte para, pelo menos, uma não piora dos atuais indicadores. Todo mundo sabe que demitir no Brasil custa caro e, portanto, este é o último recurso que o empregador recorre quando não vê mais perspectivas de melhora. O Joaquim Levy representa esta esperança, apesar da Dilma. Se ele vai ter autonomia para tomar as decisões necessárias já é outra história. Os sinais são contraditórios. Enquanto o ministro aponta para uma redução dos repasses de recursos para o BNDEs, o governo, no apagar das luzes do primeiro mandato, libera mais um aporte bilionário. Enquanto que o ministro promete uma maior transparência, definindo um superávit menor, porém mais realista com o quadro que vai enfrentar, eis que o governo adia sua posse para poder concretizar a manobra fiscal que acabou com o superávit primário. Ou seja, as incertezas permanecem e com elas os adiamentos de investimentos por parte dos empresários. E aqui se cumpre mais uma previsão dos analistas de mercado que viam um impulso de otimismo em caso de vitória da oposição ou de pessimismo em caso de vitória de Dilma. Venceu o pessimismo e as consequências estão aí.

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Por que muita gente honesta ainda admira Lula?

lulaA palavra “ética” vem do grego “ethikos”, que significava “portador de caráter”. Para os gregos antigos a ética significava a busca pelo melhor modo de viver e conviver. Em outras palavras, significa que não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós.

Dito isto, te pergunto como você se sentiria se um de seus mais próximos amigos afirmasse publicamente que você nunca foi gente de sua confiança?

Pois é. Este é apenas um dos muitos exemplos de falta de ética explícita de Lula, documentados com áudio e imagem para todo mundo ver (ver aqui). São inúmeros os episódios ao longo de sua trajetória política. Mentir, caluniar, zombar, pousar de vitima, colocar-se acima do bem e do mal são apenas algumas de suas práticas mais comuns.

Boa parte da nossa população já percebeu tais padrões repetitivos no discurso de Lula. No entanto, muita gente honesta ainda continua admirando-o, alguns de maneira quase religiosa, a ponto de acreditarem que “Lula é uma dessas pessoas enviadas por Deus ao mundo para fazer avançar a humanidade”! Sério. Já ouvi isso de pessoas ditas espiritualizadas. Como explicar tamanha fascinação coletiva em meio a tantas provas de falta de ética? Leia mais

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A crônica de uma tragédia anunciada: a escalada autoritária do PT

PT_saldo_socialismoDurante muito tempo relutei em crer no caráter autoritário do PT. A cada nova investida do governo em aprovar projetos que traziam nas entrelinhas mecanismos de controle a instituições ou segmentos da sociedade, sempre procurei colocar um pouco de equilíbrio nas acaloradas discussões na web, pois nunca estive completamente convencido deste viés autoritário do PT.

Mas nada como o tempo para fazer emergir as verdades sufocadas pelas conveniências do momento. Uma coisa é uma ação isolada, um projeto mal elaborado, uma comunicação mal feita que possa suscitar diversas interpretações. Outra coisa são vários projetos ou ações apontando na mesma direção.

Por mais competente que seja um mentiroso, aos poucos ele vai deixado escapar algumas falas que contradizem seu discurso oficial. O Lula, por exemplo, um dos campeões de contradições na Internet, recentemente deixou escapar que “o Congresso e até os sindicatos são obstáculos” (ver aqui). Hugo Chaves, antes de se eleger em 1998 negou ser socialista, afirmou que Cuba era sim uma ditadura, que não pretendia se reeleger mais de uma vez, que não expropriaria empresas entre outras mentiras. No poder, todos vieram o que fez. Em uma da pérolas de Lula, ele, tentando comparar o Fernando Henrique a um ditador, descreve a si mesmo anos depois no poder. Imperdiível! (ver aqui). Leia mais

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A chance que perdemos

lula-dilmaImagine que você assumisse, em 2003, a presidência de uma empresa bastante endividada e deficitária. Os juros das dívidas consomem cerca de 6% do seu faturamento anual, sendo que a cada mês várias dívidas precisam ser quitadas. Dar o calote, nem pensar. Primeiro, porque a maioria dos credores são funcionários da própria empresa. Segundo, porque partiu da presidência a iniciativa de pedir dinheiro emprestado e não dos credores. Terceiro, porque o calote deixaria a empresa totalmente sem crédito, a principal fonte de financiamento para quitar outras dívidas que vencem a cada mês. Quarto, porque já houve uma experiência de calote anterior e a situação ficou ainda pior. Leia mais

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A sinceridade de Gabeira

gabeiraFernando Gabeira é uma rara exceção da política. Tem a sinceridade utópica que gostaríamos que todos os políticos tivessem. Ele é mais um dos milhões de brasileiros decepcionados com o PT e, por extensão, com a esquerda por seus incontáveis equívocos. E como sempre acontece com quem critica o PT, Gabeira é agora mais um “reacionário”, assim como Hélio Bicudo, Francisco Weffort e tantas outras figuras históricas do PT que tiveram a coragem de dizer as verdades que a cada dia ficam mais difíceis de esconder.

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A crise de identidade do PT

PT-rachadoUma coisa temos que admitir. O PT é de longe o partido mais organizado do Brasil. Até mesmo quando está dividido. A recente “proposta de resolução”, recheada de contradições, levada ao Diretório Nacional do partido, no último sábado, tem um objetivo claro: testar junto à opinião pública os principais argumentos das duas principais correntes que disputam o poder internamente. A linha que der mais Ibope, leva. Foi assim que o PT chegou ao poder, foi assim que o PT governou e é assim que o PT vai tentar manter-se no poder.

A volta de Lula ainda é uma incógnita. Pesam contra sua saúde e o risco político de ter que enfrentar ventos contrários na economia, o que comprometeria sua imensa popularidade construída na esteira da bolha da economia mundial dos anos 2000 e na farra da expansão do crédito. Estaria Lula disposto a correr o mesmo risco que Michael Schumacher correu ao retornar a Fórmula 1 em condições adversas, tendo que ser rebaixado de sua antiga condição de mito para piloto comum?

O orgulho de Lula diz não, mas o seu gosto pelo poder o atrai como um imã à disputa política, fomentando o coro de “volta Lula” dentro do próprio partido. A razão também diz não, mas a julgar pelo apetite em que ele tem aparecido na mídia nos últimos dias aumenta ainda mais a interrogação. A divisão é clara e a recente “proposta de resolução” é a prova documental da crise de identidade do PT, acentuada depois dos protestos de junho. Acostumado a mobilizar as massas contra um suposto ente conspirador de direita, desta vez o PT viu o feitiço virar contra o feiticeiro. A ala mais consciente do partido finalmente admitiu o que falamos aqui há anos: “o PT precisa reconhecer com humildade os erros cometidos”. Leia mais

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A verdadeira reforma política

camaraO assunto do momento agora é reforma política. Há décadas especialistas de várias áreas apontam a necessidade não apenas desta, como de outras até mais importantes e urgentes, como a tributária, por exemplo. O próprio Lula, ainda no seu discurso de posse do primeiro mandato, prometeu cinco dessas grandes reformas estruturais (ver aqui), mas, infelizmente, não implementou nenhuma. Foi necessário a população se rebelar para que, finalmente, a reforma política finalmente entrasse em pauta. E, como sempre, atropelada pela urgência e pelo improviso, duas das características marcantes do governo Dilma.

Mas afinal, até que ponto uma reforma política pode melhorar de fato a nossa representatividade? É esta a reforma mais urgente? O que pode melhorar e o que pode piorar com as atuais propostas?

Vamos começar com um balde de água fria. Qualquer que seja o novo modelo adotado (distrital, misto, proporcional, majoritário, distritão, distrital alemão, francês, etc.) nenhum vai resolver ou pelo menos melhorar significativamente nossa política. Todos os sistemas, sem exceção, apresentam vantagens e desvantagens que, no final, se equivalem. A prova disso é que em alguns países, onde vigoram o regime distrital, se discute a mudança para o proporcional ou majoritário, enquanto que aqui o sistema distrital ou algumas de suas variantes são vendidos como a solução para nossos problemas. Ou seja, ninguém está plenamente satisfeito.

Portanto, se até hoje parlamentares de países avançados não conseguiram encontrar a fórmula perfeita de representação, por que acreditar que nossos nobres parlamentares serão capazes de inovar nesta área? Ainda mais com o tempo comprimido pela pressa da presidente em se esquivar dos protestos jogando a responsabilidade para o Congresso. Claro que isso não pode dar certo. Na melhor das hipóteses vão trocar o seis por meia dúzia ou, quem sabe, até piorar o que já existe.

Então, o que fazer para melhorar a nossa política? Eis a questão. Leia mais

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 3)

Olá amigos! Dando continuidade ao balanço, encerramos esta série com a análise de cada um dos assuntos ligados a investimentos abordados na série “Desafios do pós-Lula”, publicada na época das eleições. Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores:

Saúde

Na saúde, nada mudou. Depois de Lula ter diminuído de 60% para 40% a participação federal na saúde, o governo Dilma até agora não mostrou nenhuma ação para reverter o quadro caótico deste que tem sido um dos maiores pesadelos dos brasileiros há décadas. De concreto mesmo só a ampliação do número de farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular. Muito pouco para um governo que se diz popular.

Sem ter o que mostrar, a presidente reconheceu, no dia 5/09,  a carência de médicos nos hospitais públicos e anunciou sua intenção de “solicitar aos seus ministros a elaboração de um plano de qualidade da educação médica”. Ou seja, daqui para que o projeto seja elaborado, apresentado, aprovado e finalmente colocado em prática, mais alguns milhões de brasileiros morrerão por falta de socorro. Apesar de não ter nenhum projeto concreto, a presidente já tem um número redondo para mostrar: pretende formar mais 4,5 mil médicos por ano. Com a badalada “Rede Cegonha”, outra promessa de campanha, idem. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 19)

Conclusões Finais

Como vimos ao longo da nossa série, medidas keynesianas têm sido usadas tanto por governos de Direita quando de Esquerda. O motivo é simples: o keynesianismo tem um forte apelo popular que se molda perfeitamente aos anseios dos políticos oportunistas. Ao aumentar o tamanho do Estado, os donos do poder não só reforçam as políticas paternalistas que os perpetuam no poder, como jogam para os futuros sucessores a conta da megalomania dos seus governos.

Este foi o motivo do fracasso das duas grandes oportunidades que perdemos de entrar no clube dos ricos. Primeiro com JK que, para realizar o capricho de construir Brasília, endividou o país e precisou fabricar moeda para “fechar as contas” no final do seu governo.

Os militares, apesar de conseguirem conter a escalada inflacionária deixada por JK e piorada por seus sucessores, cometeram o mesmo erro, endividando ainda mais o país com os petrodólares abundantes no mercado internacional. O resultado de mais uma aventura keynesiana foi uma dívida externa imensa e uma nova escalada inflacionária ainda maior que protelou nosso crescimento sustentável por mais duas décadas. Leia mais

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Um retrocesso na nossa democracia

Finalmente terminou a eleição mais longa, mais chata, mais superficial, mais radicalizada, mais debochada, mais manipulada, mais previsível, mais “religiosa” e mais baixa da história do Brasil. Difícil entender como, em meio a tanto progresso nos últimos anos, conseguimos retroceder naquela que é a nossa principal conquista das últimas décadas: a democracia.

E como chegamos a tal ponto? Pra começar, a campanha foi antecipada para o ano seguinte às eleições de 2006 com o lançamento do espalhafatoso PAC e, de quebra, da “mãe do PAC”: Dilma Roussef. Quem não lembra do Lula levantando a mão da candidata ainda desconhecida nos vários comícios que fez por todo o país a partir de 2007, anunciando as obras do PAC?

Um ano depois, Lula sedimentou o apoio a sua candidata no famoso encontro de prefeitos em Brasília, financiado com R$ 2,4 milhões dos cofres públicos. A principal moeda de troca: as obras do PAC. Leia mais

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Contextualizando o governo Lula

Nos últimos anos nos acostumamos a ver recordes sucessivos do governo Lula. A descontextualização dos números, no entanto, supervaloriza as conquistas do atual governo e ajudam popularizá-lo, a ponto do presidente não mais se preocupar com eventuais quedas nos índices de aprovação, mesmo depois de suas veementes defesas a José Sarney e Renan Calheiros, dois dos maiores representantes da política coroneslista que controlam o Congresso brasileiro.

Abaixo enumeramos alguns fatores que supervalorizam os números do governo do PT.

A evolução natural

Entre os erros mais freqüentes (e mais desonestos) ao se comparar os números entre os governos do PT e do PSDB é ignorar o processo natural de evolução da economia. É algo como comparar um veículo do ano com um veículo de uma década atrás. O veículo novo tem a obrigação de ser melhor, pois muitos dos recursos novos são resultantes do aperfeiçoamento constante da tecnologia, processo este que tem sido acelerado cada vez mais nos últimos anos. Leia mais