Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente. Leia mais

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A verdadeira reforma política

camaraO assunto do momento agora é reforma política. Há décadas especialistas de várias áreas apontam a necessidade não apenas desta, como de outras até mais importantes e urgentes, como a tributária, por exemplo. O próprio Lula, ainda no seu discurso de posse do primeiro mandato, prometeu cinco dessas grandes reformas estruturais (ver aqui), mas, infelizmente, não implementou nenhuma. Foi necessário a população se rebelar para que, finalmente, a reforma política finalmente entrasse em pauta. E, como sempre, atropelada pela urgência e pelo improviso, duas das características marcantes do governo Dilma.

Mas afinal, até que ponto uma reforma política pode melhorar de fato a nossa representatividade? É esta a reforma mais urgente? O que pode melhorar e o que pode piorar com as atuais propostas?

Vamos começar com um balde de água fria. Qualquer que seja o novo modelo adotado (distrital, misto, proporcional, majoritário, distritão, distrital alemão, francês, etc.) nenhum vai resolver ou pelo menos melhorar significativamente nossa política. Todos os sistemas, sem exceção, apresentam vantagens e desvantagens que, no final, se equivalem. A prova disso é que em alguns países, onde vigoram o regime distrital, se discute a mudança para o proporcional ou majoritário, enquanto que aqui o sistema distrital ou algumas de suas variantes são vendidos como a solução para nossos problemas. Ou seja, ninguém está plenamente satisfeito.

Portanto, se até hoje parlamentares de países avançados não conseguiram encontrar a fórmula perfeita de representação, por que acreditar que nossos nobres parlamentares serão capazes de inovar nesta área? Ainda mais com o tempo comprimido pela pressa da presidente em se esquivar dos protestos jogando a responsabilidade para o Congresso. Claro que isso não pode dar certo. Na melhor das hipóteses vão trocar o seis por meia dúzia ou, quem sabe, até piorar o que já existe.

Então, o que fazer para melhorar a nossa política? Eis a questão. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 19)

Conclusões Finais

Como vimos ao longo da nossa série, medidas keynesianas têm sido usadas tanto por governos de Direita quando de Esquerda. O motivo é simples: o keynesianismo tem um forte apelo popular que se molda perfeitamente aos anseios dos políticos oportunistas. Ao aumentar o tamanho do Estado, os donos do poder não só reforçam as políticas paternalistas que os perpetuam no poder, como jogam para os futuros sucessores a conta da megalomania dos seus governos.

Este foi o motivo do fracasso das duas grandes oportunidades que perdemos de entrar no clube dos ricos. Primeiro com JK que, para realizar o capricho de construir Brasília, endividou o país e precisou fabricar moeda para “fechar as contas” no final do seu governo.

Os militares, apesar de conseguirem conter a escalada inflacionária deixada por JK e piorada por seus sucessores, cometeram o mesmo erro, endividando ainda mais o país com os petrodólares abundantes no mercado internacional. O resultado de mais uma aventura keynesiana foi uma dívida externa imensa e uma nova escalada inflacionária ainda maior que protelou nosso crescimento sustentável por mais duas décadas. Leia mais

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Um retrocesso na nossa democracia

Finalmente terminou a eleição mais longa, mais chata, mais superficial, mais radicalizada, mais debochada, mais manipulada, mais previsível, mais “religiosa” e mais baixa da história do Brasil. Difícil entender como, em meio a tanto progresso nos últimos anos, conseguimos retroceder naquela que é a nossa principal conquista das últimas décadas: a democracia.

E como chegamos a tal ponto? Pra começar, a campanha foi antecipada para o ano seguinte às eleições de 2006 com o lançamento do espalhafatoso PAC e, de quebra, da “mãe do PAC”: Dilma Roussef. Quem não lembra do Lula levantando a mão da candidata ainda desconhecida nos vários comícios que fez por todo o país a partir de 2007, anunciando as obras do PAC?

Um ano depois, Lula sedimentou o apoio a sua candidata no famoso encontro de prefeitos em Brasília, financiado com R$ 2,4 milhões dos cofres públicos. A principal moeda de troca: as obras do PAC. Leia mais

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Contextualizando o governo Lula

Nos últimos anos nos acostumamos a ver recordes sucessivos do governo Lula. A descontextualização dos números, no entanto, supervaloriza as conquistas do atual governo e ajudam popularizá-lo, a ponto do presidente não mais se preocupar com eventuais quedas nos índices de aprovação, mesmo depois de suas veementes defesas a José Sarney e Renan Calheiros, dois dos maiores representantes da política coroneslista que controlam o Congresso brasileiro.

Abaixo enumeramos alguns fatores que supervalorizam os números do governo do PT.

A evolução natural

Entre os erros mais freqüentes (e mais desonestos) ao se comparar os números entre os governos do PT e do PSDB é ignorar o processo natural de evolução da economia. É algo como comparar um veículo do ano com um veículo de uma década atrás. O veículo novo tem a obrigação de ser melhor, pois muitos dos recursos novos são resultantes do aperfeiçoamento constante da tecnologia, processo este que tem sido acelerado cada vez mais nos últimos anos. Leia mais

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Desabafando

Decidi criar este blog depois de ver hoje o discurso constrangedor do senador Aluísio Mercadante, fazendo um incrível exercício verborrágico para defender e justificar o injustificável: o apoio do PT a Sarney!

Fiquei surpreso comigo mesmo quando, num aparte do senador Agripino Maia, percebi  que torcia por este senador, fazendo minhas suas palavras, quando tentava enquadrar o agora fantoche Mercadante. E pensar que algum dia eu, que já fui militante do PT, que tinha o Mercadente como um exemplo e que tinha náusea quando via qualquer político do PDS/PFL falar, e agora me flagrar torcendo pelo Agripino. Que tristeza! Leia mais