Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Acende o sinal vermelho na economia brasileira

sinal_vermelhoQue os indicadores da economia brasileira têm piorado no governo Dilma é um fato. Até mesmo o PT reconhece isso (nos bastidores, claro). Não se trata apenas do murmúrio da oposição que torce pelo “quanto pior melhor”, algo que o PT sempre fez antes de chegar ao poder e que agora recorre sempre para rotular quem ousa a criticar seu governo. A crítica é generalizada entre os economistas, até mesmo entre os keynesianos, a linha seguida pela equipe econômica atual.

E como não dá mais para tapar o sol com a peneira, o governo apela então para sua velha trincheira: a comparação descontextualizada ao governo FHC. Funciona com os eleitores menos informados, mas não ajuda a resolver os problemas nem ao menos recuperar um pouco da credibilidade perdida nos últimos anos. Pelo contrário, tais comparações tendem a deixar o governo ainda mais complacente como os indicadores que pioram a cada ano. E não são dois ou três indicadores que pioraram. São quase todos.Vejamos: Leia mais

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 2)

Como vimos no primeiro post desta série, na minha opinião o balanço do primeiro ano do governo Dilma foi positivo por dois fatores principais: 1) a menor tolerância em relação a corrupção em relação a Lula; e 2) o não agravamento da situação econômica do país em meio a um cenário altamente desfavorável, fruto da combinação do agravamento da crise européia com os abacaxis deixados por Lula.

Neste post, vamos checar o que foi conseguido pelo atual governo diante de cada um dos desafios apontados na série “Desafios do Pós-Lula”.

Antes, no entanto, é preciso deixar bem claro que, como alertamos aqui desde 2009, a maioria dos problemas deixados por Lula poderiam ter sido evitados caso este fosse menos preocupado com sua popularidade e tivesse um pouco de coragem para assumir alguns ônus necessários para efetuar algumas reformas essenciais ao nosso crescimento sustentável. E olha que não estou me referindo diretamente às faladas e consensuais reformas estruturais prometidas pelo próprio Lula desde o discurso de posse do primeiro mandato, mas que até hoje nenhuma foi realmente tocada, e sim de pequenas ações que poderiam ter evitado a esquizofrenia econômica herdada por Dilma.  Por exemplo, a economia já estava a pleno vapor depois dos seis meses desastrosos da crise de 2008, mas o governo Lula continuou dando incentivos a setores específicos da economia que já não precisavam, como o automobilístico e de eletrodoméstico. Com isto, o governo deu mais fôlego para a inflação. Com mais inflação, já no governo Lula o BC teve que reiniciar uma trajetória de alta de juros, aumentando assim o custo da dívida pública. Com mais dívida e mais juros, mais especuladores vieram ao Brasil. Com mais dinheiro entrando, mais o Real se valorizou em relação ao Dólar. Com mais valorização do Real, mais a nossa indústria perdeu competitividade e mais gente saiu do Brasil para gastar no exterior, o que, por sua vez turbinou o nosso déficit em transações correntes. Leia mais

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Os desafios do pós-Lula (candidatos)


Para quem leu os dois primeiros posts desta série, deve perceber que a maioria dos tópicos abordados (principalmente os macroeconômicos) nem sequer foram citados pelos dois principais candidatos. O primeiro motivo é óbvio: falar de macroeconomia para a grande massa é algo complicado. O segundo, e mais importante, é que as eleições foram transformadas pelo presidente Lula num plebiscito entre a continuidade ou não dos projetos do atual governo. Resultado: tanto Dilma como Serra ficaram reféns do otimismo para o futuro cantado em verso e prosa pelo marketing oficial. E aí então assistimos a este espetáculo lamentável de troca de acusações, desqualificações e deboche, enquanto que os reais problemas do país estão sendo relegados.

Infelizmente o objetivo inicial desta série, que seria confrontar os programas de governo dos dois candidatos sobre cada um dos temas citados nos dois posts anteriores desta série, não será possível. Isto porque os “programas” de governo dos dois candidatos parecem mais duas listas de promessas genéricas. Trocando em miúdos, tanto no guia eleitoral, quanto nos programas improvisados de ambos os candidatos as retóricas tem muito mais convergências do que divergências. Tudo parece mais fácil e melhor do que realmente é. Leia mais

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Os desafios do pós-Lula (macroeconomia)


Uma das afirmações recorrente nos vários comícios de Lula, mesmo antes da campanha eleitoral, diz o seguinte: “O melhor disso tudo é que o próximo governo terá que fazer mais do que fizemos, caso contrário o povo não vai aceitar”.

Lula estava muito ciente do que estava falando. O próximo presidente vai ter que trabalhar muito não apenas para dar conta de toda expectativa criada para o futuro do país pelo atual governo, como também para por em prática os vários projetos lançados (e já capitalizados politicamente por Lula), para efetuar pelo menos uma das cinco reformas essenciais pendentes e ainda resolver problemas macroeconômicos que começam a dar os primeiros sinais.

Neste post, vamos falar dos principais desafios macroeconômicos do Brasil para os próximos anos. No segundo, falaremos dos principais desafios de investimento e infra-estrutura. No terceiro e último, falaremos dos prós e contras de cada um dos candidatos a presidente sobre cada um dos desafios aqui citados. Leia mais