Esquerda x Direita (parte 17)

Comunismo capitalista

Olá amigos! Finalmente chegamos às conclusões desta série. Peço desculpas se me estendi um pouco, mas achei necessário fazer uma recapitulação dos principais eventos que influíram direta ou indiretamente nos caminhos da Esquerda e da Direita nas últimas décadas, pois nosso objetivo é provocar a reflexão principalmente nos mais jovens, aqueles que não viveram a hiperinflação e estão começando a se familiarizar com a economia, o verdadeiro motor que molda a disputa ideológica.

E assim retornamos a pergunta inicial do nosso primeiro post: Afinal, Keynes é de Direita ou de Esquerda?

Primeiras conclusões

Até a queda do muro de Berlim, quando os esquerdistas ainda acreditavam no socialismo como alternativa ao capitalismo, Keynes era de Direita, no máximo um reformador do capitalismo. Aliás, o próprio Keynes se autoproclamou o “salvador do capitalismo”, a partir da crise de 1930, vale lembrar. Desde então, o keynesianismo passou a ser classificado como mais uma escola neoliberal da primeira metade do século XX (as outras são a Austríaca e o Monetarismo). Nesta época o termo “neoliberal” ainda significava “derivar do liberalismo”. Portanto, não tinha ainda o sentido pejorativo que as esquerdas o impuseram a partir dos anos 80. Com o fim do comunismo, restou às esquerdas se renderem ao capitalismo e aderir à escola menos liberal das três: o keynesianismo. Foi então que Keynes, depois de morto, passou a ser de “esquerda”. Leia mais