O custo da “meia entrada”

zeroDesde o ápice dos protestos, em meados de junho, muitos artigos foram publicados tentando colocar alguma luz sobre o mal-estar atual que está dizimando a popularidade dos políticos de um modo geral. Um dos melhores, na minha opinião, é do economista André Lara Rezende, um dos pais do Real, que pode ser lido aqui.

O artigo é longo e faz uma ampla abordagem sobre nossa economia desde Vargas. A repercussão do artigo tem ampliado o debate sobre os custos do estado brasileiro, que é o centro da questão, a chave para compreender a raiz dos nossos problemas, afinal é com o dinheiro retirado da própria população via tributação que o governo responde às demandas da própria sociedade. Se falta dinheiro, não tem saúde, educação, segurança, etc. Enfim, tudo que as ruas clamam agora.

Instigado a dar sua opinião sobre o artigo, o economista Samuel Pessoa (IBRE-FGV) discordou em três pontos da análise de Lara, o que deslocou a repercussão do real conteúdo do artigo para a uma falsa polêmica entre os dois economistas. Digo falsa, porque discordar de três pontos de um artigo imenso não é lá muita coisa, convenhamos.  Acontece que uma das discordâncias é sobre o custo da máquina pública, justamente o centro do debate.

Primeiro vamos ao argumento de Lara. Resumidamente ele questiona o fato de apenas 7% do que é arrecadado pelo estado ser realmente investido. Para onde vão os outros 93%? Leia mais