Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Mais uma narrativa mentirosa que os petistas tentam colar

mentiraO texto que ilustra este post foi publicado originalmente por um site conhecido por plantar notícias falsas (Plantão Brasil) chegou a ser compartilhado pelo presidenciável Ciro Gomes (ver aqui), o que me levou a checar a informação. O título é bem categórico: “Delação diz que Dilma descobriu e cortou a propina da Odebrecht, isso levou ao impeachement” !!!!

Isso mesmo que você leu. A farsa da mulher honesta, que já foi desmentida até mesmo pelo ex-líder do PT, Delcídio Amaral, ainda é vendida entre os seguidores e simpatizantes do PT! A “reportagem” bombástica, repercutida pelos blogs que só falam “verdades” em contraponto a tal “imprensa golpista”, é nada mais nada menos que uma interpretação pra lá de criativa, para dizer o mínimo.

E como eles chegaram a tal ginástica para criar a nova narrativa?  Bom, primeiro eles pegaram um delator para dar credibilidade à narrativa. Mesmo que o delator não tenha afirmado nada, algo pelo menos próximo da tese que tenta criar, eles deduzem então que uma ação de Graça Foster na diretoria da Petrobrás foi, na verdade, uma ação de Dilma para confrontar os corruptos!

Pois é. Para ser responsabilizada pelos “maus feitos” dos seus subordinados nada vale. Nunca sabem de nada. Mas se for algum “bem feito”, aí sim, foi a mando de Dilma! Aí ela sabe de tudo. Entra no ar a gestora competenta! Genial!

Ora, e qual foi a ação de Graça Foster que tentam atribuir a Dilma? A renegociação de um contrato da Petrobrás com a Odebrecht. Ninguém sabe nem ao certo se tal ação veio da Graça realmente, afinal ela assumiu a Petrobrás para dar uma organizada na bagunça da estatal. Ora, renegociações de contratos em processos de reestruturações de empresas são o mínimo que se pode esperar de qualquer gestor que tente justificar sua contratação. Que tais ações enfrentem resistências e provoquem conflitos de interesses também é óbvio. Aliás, freqüentemente consultorias vão de encontro até mesmo à decisões tomadas anteriormente pelos próprios contratantes, muitas vezes os donos. Ou seja, a ação atribuída a Graça Foster que tentam atribuir a Dilma não prova absolutamente nada a não ser o fato de uma empresa totalmente endividada tentando se reerguer. Nada mais. Leia mais

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Algumas conclusões sobre os grampos de Jucá, Renan e Sarney

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O que mais me impressiona no debate político é a seletividade da interpretação dos fatos. Claro que posso ser acusado da mesma coisa, mas estou aberto ao debate com qualquer um que queira me provar que estou errado. Sobre as revelações da semana, quase nenhuma novidade. Apenas as confirmações do que boa parte dos bons analistas políticos afirmam há muito tempo. Vamos então as conclusões:
1) Ao contrário do que muito governista vinha alardeando por aí nos primeiros dias do governo Temer, a Lava-jato segue firme. O governo do PT tentou e agora o PMDB tenta, mas sem sucesso.

2) Os políticos morrem de medo de Sérgio Moro. Todos querem foro especial para manter distância de Curitiba;

3) Lula sabe que pode ser preso a qualquer momento. Ele sabe que provas não faltam;

3) PMDB e PP são os parceiros de crime do PT. Portanto, o PT tentou melar a Java-jato e o PMDB vai continuar tentando no novo governo;

4) Quando o grampo do Jucá foi efetuado ele ainda era governista. Decidiu abandonar o barco só quando percebeu que não havia mais salvação para Dilma. Logo, se houvesse alguma possibilidade de salvação com o PT, estaria contra o impeachment. Portanto, não houve o “golpe” alardeado pelos petistas. Houve sim, o cálculo do “mal menor” pelas raposas do PMDB. E neste cálculo as manifestações pró-impeachment foram decisivas;

5) O mesmo plano do PMDB que descartou Dilma tentou salvar Lula;

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Como continuar sendo petista?

tati_bernardiO título do artigo tomei emprestado da colunista da Folha de São Paulo, Tati Bernadi, petista desde criancinha até esta semana quando, finalmente, jogou a toalha ao perceber que não tinha mais argumentos para continuar defendendo o partido (ver aqui). Aliás, ela não foi a única a surpreender nesta semana. O Juca Kfouri reconheceu publicamente que Zé Dirceu é corrupto no artigo “Por que eles não param?” . Ooooooh!

Claro que isso não significa ainda que ele tenha virado coxinha, mas já é um primeiro passo. Embora tenha jogado a toalha quanto ao Dirceu, lá pela metade do artigo ele faz o seguinte questionamento: “Não dava para ter parado antes de ficar evidente que os meios eram ilícitos e tornar as punições inevitáveis?”

Sim. Ele disse isso. Ou seja, se Dirceu tivesse parado de se corromper depois que foi preso pela primeira vez, tudo bem.

Os casos de Tati Bernadi e Juca Kfouri são emblemáticos, pois eles sintetizam os dois principais argumentos que ainda tentam “justificar” alguém continuar sendo petista. No caso da Tati, ela revela que todas as vezes que lhe faltavam argumentos, procurava enganar a si mesma com o mote “mas tanto foi feito pelos pobres”. Compreendo, Tati. Passei pelo mesmo dilema, só que há quase uma década. Apesar do atraso, antes tarde do que nunca. Bem vinda ao clube da chamada “imprensa golpista”. Leia mais

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O escorpião que pediu ajuda ao sapo

lula_fhcExiste uma fábula que conta a história de um escorpião que, prestes a morrer afogado, pediu socorro a um sapo. Este, com medo de ser picado, a princípio negou a ajuda. No entanto, sua boa índole o levou a ceder os apelos do escorpião. Ao conduzir o escorpião a um lugar seguro o sapo recebeu então a picada que tanto temia. Em seus últimos suspiros o sapo perguntou ao escorpião o porquê dele o picar, mesmo após ter salvado sua vida. O escorpião respondeu com naturalidade: não pude evitar. É a minha natureza.

A fábula poderia ser aplicada em pelo menos três momentos da história de Fernando Henrique e Lula (e por extensão ao PSDB e ao PT). O primeiro aconteceu às vésperas das eleições de 2002, quando Fernando Henrique colocou o então candidato Lula no “sucatão” presidencial e o conduziu ao FMI para assinar um empréstimo para ajudar a debelar a crise do seu futuro governo, fruto justamente de suas declarações irresponsáveis quando oposição.  O fato é bem retratado no livro “A campanha secreta de FHC pró-Lula” (ver aqui), o que certamente ajuda também a explicar o distanciamento entre Serra e FHC nas eleições daquele ano. Aliás, não apenas este desfecho, mas já nos primeiros sinais do agravamento da chamada Crise Lula, em meados de 2002, FHC deu uma entrevista onde praticamente afiançou a eventual eleição do opositor, afirmando que este estava “preparado para assumir o Brasil”. Ou seja, FHC se comportou exatamente como se espera de um estadista: colocou os interesses do país em primeiro lugar, sacrificando a eleição do seu sucessor. Leia mais

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Tempos estranhos, onde provas não provam mais nada e Lula permanece solto

lula-comicioUma frase do ministro do STF, Celso de Mello, descreve bem nossa situação atual: “Vivemos tempos estranhos, tempos muito estranhos, em que se nota a perda de parâmetros, o abandono a princípios, o dito passando por não dito, o certo por errado, e vice-versa”.

De fato, é muito estranho que as pessoas estejam enjoadas de discutir política e economia justamente em um momento tão crucial da nossa história, quando temos uma presidanta que foi eleita com um discurso, mas que governa com outro; quando vemos o principal partido da situação (o próprio PT) fazendo oposição ao próprio governo; quando vemos um ex-presidente falastrão, o principal responsável pela atual crise, já em plena campanha para a próxima eleição, usando o horário eleitoral para firmar posição contra o próprio governo; vemos o maior aliado do governo, o PMDB, que se comporta também como oposição; vemos uma oposição que tem receio de fazer oposição; vemos uma multidão nas ruas que não se vê representada pelos partidos de oposição; vemos partidos de oposição que planejam se fundir com partidos governistas justamente no momento em que o governo está mais enfraquecido; vemos um governo que delapidou a Petrobrás e que, ao mesmo tempo, patrocina manifestações em “defesa da Petrobrás”; vemos um governo que se gaba de “investigar”, mas que, ao mesmo tempo, tenta, nos bastidores, melar as investigações e a reputação do corajoso juiz que resolveu de fato investigar; vemos um ministro do STF que foi advogado do PT julgando seus antigos clientes; e pior: temos agora um novo candidato ao STF, também ex-advogado do PT, com ideias ainda mais “progressistas” que o mais progressista dos juízes da corte bolivariana de Maduro… Leia mais

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Na desesperança por uma solução coletiva prevalece o salve-se quem puder

paulistaNão é de se estranhar a menor adesão aos protestos neste 12 de abril. E a razão já estava exposta na pesquisa divulgada no dia anterior pelo Data Folha. Embora 63% dos brasileiros apoiem o impeachement da presidanta, apenas 29% acreditam que ele vai ocorrer, apesar de 83% acreditarem que Dilma sabia sim da roubalheira na Petrobras. Simples assim.

E por que tal desesperança?

A razão é paradoxal e frustrante. Os escândalos de tão triviais já não mais escandalizam. Como se não bastasse a Petrobrás, nos últimos dias ficamos sabendo também que os tentáculos do esquema chegou a Caixa Econômica e ao Ministério da Saúde, além do verdadeiro iceberg que é o BNDES, cuja CPI o governo conseguiu barrar.

Ou seja, não faltou fato novo para mobilização. Se ela não ocorreu como se esperava foi justamente pela sobrecarga do assunto. Ninguém mais aguenta ouvir falar de corrupção, de modo que muita gente agora se policia para não repercutir tanto fatos ligados à política para não parecer um chato, monotemático. Posso falar com autoridade no assunto porque sou um dos muitos brasileiros que reduziram o número de postagens nas redes sociais nestes últimos dias para dedicar mais tempo a projetos pessoais, afinal me preocupo sim com o futuro do meu país, mas principalmente da minha família. Isso significa que minha indignação diminuiu? Não. Estou mais revoltado do que nunca, principalmente agora que a militância virtual do PT, inclusive a paga, retornou as redes sociais.

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 2)

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E como se não bastasse a sequencia de lambanças do PT no campo político, tema do primeiro post desta série (ver aqui), no campo econômico, a lista não é menos extensa.  Vejamos….

 

Os 13 principais erros do PT na economia

E assim como nos erros políticos, na economia a lambanças do PT não são atos isolados e sim conseqüência de uma forma equivocada de ver o mundo que está na ideologia do partido. A lista dos 13 principais erros listados abaixo são apenas generalizações dos erros mais comuns. Poderíamos destrinchar cada um deles em centenas de episódios desastrosos a nossa economia, alguns dos quais só hoje estamos sentido suas consequências. Então vamos em frente.

1 – Aumento do intervencionismo estatal na economia
Não existe na história um único caso de nação que ficou rica pelos caminhos sugeridos pela esquerda, seja via socialismo, comunismo ou pelo aumento gradativo do papel do Estado na economia, a última cartada da esquerda depois do fracasso de todas as demais tentativas. Mesmo os países tidos hoje como modelo para os esquerdistas, estão em crise, percorrendo o caminho inverso ao que defendem por aqui. Ainda assim, eles não se cansam de tentar construir o tal “modelo alternativo” que, invariavelmente, termina em crise econômica e ebulição social. Por aqui não foi diferente. Depois do primeiro mandato de Lula, bem sucedido no campo econômico, continuando as políticas “neoliberais” que tanto criticava quando oposição, o PT resolveu dar uma guinada à esquerda no segundo mandato. E como sempre aconteceu em todas as guinadas deste tipo ao longo da história, no início tudo é festa. Os incentivos do governo a setores específicos da economia geram um crescimento artificialmente acelerado no início. Mas, aos poucos, as distorções começam a aparecer, como tão bem descreve a teoria dos ciclos econômicos da Escola Austríaca, de modo que os ganhos de curto prazo são substituídos por graves conseqüências de longo prazo que roubam o potencial de crescimento do futuro e jogam os países que mergulham em tais experiências na combinação fatídica de estagflação – recessão com inflação, dois fenômenos que deveriam ser contraditórios, mas que o keynesianismo tornou  possível, conforme previu Hayek ainda nos anos 60. E nesta direção, a tendência de aumento do papel do Estado na economia se revela em várias diretrizes que se complementam, criando o leviatã que hoje se vê obrigado a cortar gastos e aumentar ainda mais a carga tributária para fazer frente à inércia de aumento do custo da máquina, promovida nos últimos anos. Este é o principal legado do PT na economia.  Leia mais

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente. Leia mais

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Para onde caminha o Brasil

dilma perdidaQue o Brasil está a cada dia mais parecido com a Venezuela é um fato.  Há alguns anos, a discussão entre petistas e opositores era se a Venezuela estava trilhando ou não no rumo do autoritarismo. Os fatos provaram que os alertas sobre a escalada autoritária da Venezuela estavam corretos. Hoje a Venezuela é sim uma ditadura plena com direito a “poderes especiais” para o presidente, prisões arbitrárias, torturas e até mortes de opositores.

E o que o Brasil tem a ver com isso?

Tudo. O governo do PT não só apoia o governo venezuelano, como ajuda a financiá-lo.

Muito debate ainda é travado sobre a importância do Foro de São Paulo na coordenação dos movimentos de esquerda da América Latina, mas é fato que os governos de esquerda estão cada dia mais enrolados em crises políticas e econômicas que têm sim tudo a ver com seus projetos políticos. Será coincidência que em todos os países governados pelo eixo bolivariano, suas populações estão divididas e em pé de guerra? Será coincidência o fato de que em todos estes países a imprensa ser perseguida? Será coincidência que em todos estes países a máquina pública ter sido aparelhada para a perpetuação do poder? Será coincidência que em quase todos estes países terem ocorrido mortes misteriosas de opositores? Será coincidência que em todos estes países o aumento do estatismo que está levando suas economias à bancarrota? Leia mais

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Dois pesos, duas medidas

capa-2397-originalVi agora a pouco a cara de pau do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista coletiva, batendo na mesa para afirmar e reafirmar a “falta de provas” contra Dilma. Para embasar sua “convicção”, o ministro, que se comporta mais como advogado do governo do que propriamente como Ministro da Justiça, recorre aos pareceres do procurador Rodrigo Janot e do ministro do STF Teori Zavascki como “provas inequívocas” da inocência de Dilma, simplesmente pelo fato de ambos considerarem insuficientes os indícios contra a presidente.

Mas será que eles estão certos? Quais são as referências à presidente nas delações premiadas?

Vejamos…

1) A primeira foi a reportada pela revista Veja às vésperas das eleições de 2014, segundo a qual o doleiro Youssef teria afirmado em depoimento ao juiz Sérgio Moro que Lula e Dilma sabiam sim do esquema de corrupção da Petrobrás. Na época, o PT conseguiu direito de resposta ao TRE e fez o maior estardalhaço nas redes sociais usando a decisão sobre o direito de resposta como a prova cabal de que a revista teria criado uma peça de ficção, chegando inclusive a usar tal exemplo para justificar seu projeto de “regulação” da mídia, já reprovado duas vezes pelo Congresso, e que voltou a tramitar mais uma vez já nos primeiros dias do segundo governo Dilma. Leia mais

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União, estados e municípios em crise. De quem é a culpa?

professores-paranaQue o governo federal gasta mais do que arrecada não é novidade nem mesmo para o mais lunático dos militantes petistas. E não por acaso, a presidanta, que passou a campanha presidencial demonizando políticas de austeridade, teve que indicar para o ministério da Fazenda o fatídico Levy Mãos de Tesoura, um “neoliberal” ainda mais convicto que o próprio demônio Armínio Fraga.

Só este fato já deveria servir de aprendizado para os petistas que ainda acham que é possível continuar inflando a economia indefinidamente com políticas artificiais keynesianas que, mesmo que tragam ilusões de recuperação no curto prazo, no longo apenas agravam a crise, exigindo ajustes ainda mais dolorosos. Leia mais

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No aniversário do PT, mais 13 lições sobre um partido moribundo

aniversario_PTNo meu último artigo enumerei 13 lições sobre o PT extraídas da entrevista de Marta Suplicy ao Estadão (ver aqui).  Duas semanas depois, o evento do aniversário do PT não só confirma algumas teses defendidas no artigo, como vai além, trazendo outros pavorosos exemplos de falta de escrúpulos dos dirigentes do partido, dos quais retiramos mais 13 lições para quem ainda não se convenceu do mal que o partido faz ao Brasil.

Vejamos…

1 – Não importam as provas, o PT vai negar sempre.

A máxima reinante no mundo do crime vale também no PT, o que nos dias atuais chega a ser quase redundante. Em todos os casos de corrupção envolvendo o PT a rotina é o partido colocar sob suspeita as acusações, atribuindo-as a golpes políticos e blá blá blá. Foi assim com José Dirceu, foi assim do José Genuíno, Delúbio Soares e tantos outros que viviam prometendo que iriam provar suas inocências e terminaram atrás das grades.

Agora um novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está novamente envolvido em um novo escândalo orçado em cifras na casa do meio bilhão de reais. E o que o PT faz? Homenageia o sujeito em pleno aniversário do partido.

E aqui uma novidade: a defesa veemente de Lula ao Vaccari. Claro que a proteção de seus corruptos é uma regra do PT. Alguns chegam a ser tratados como heróis ou mártires, como José Dirceu e Genoíno. Mas no caso de Lula, o malandro mó que está acima do partido, nem sempre isso acontece. Ele é o “cara”, cria as próprias regras e não costuma colocar a mão no fogo por qualquer companheiro com a corda no pescoço. Se o escândalo tem potencial para atingi-lo ndalo da história do PT.a regra é “não tenho nada com isso” ou “não sei de nada”. Não por acaso, ele próprio popularizou o termo “aloprado” para descrever seus companheiros flagrados tentando forjar um dossiê contra Serra. Sua imagem é o maior “patrimônio” do partido e seus cupinchas estão dispostos a tudo, até a pagarem sozinhos suas penas para preservarem o chefe, afinal, em suas mentes doentias, melhor estar na cadeia com o chefe no poder do que o contrário, pois nestas horas qualquer regalia na prisão faz toda a diferença.

Portanto, ao contrário do mensalão, quando Lula praticamente relegou seus companheiros a meros bois de piranha para sair do escândalo ileso, dessa vez Lula fez questão de defender publicamente o Vaccari Neto, mesmo este já tendo um histórico de corrupção (ver aqui). O que mudou?

Vejamos. O Vaccari Neto é o mesmo que presidiu o Bancoop, a cooperativa do Banco do Brasil que faliu em 2006 (por causa de desvios para o PT, vale salientar) e deixou na rua da amargura 3.500 mutuários (ver aqui).  No final do ano passado, eis que a OAS (uma das participantes do esquema do Petrolão e uma das maiores beneficiadas por empréstimos do BNDES) que assumiu oito das 32 obras inacabadas do antigo Bancoop, entregou justamente o prédio de luxo na praia do Guarujá onde Lula e Vaccari constam como proprietários e vizinhos, sendo o triplex de Lula (apartamento que ocupa sozinho três andares, incluindo a cobertura com elevador privativo) o mais caro de todos, orçado em R$ 3 milhões. Deu para entender ou é preciso desenhar? Leia mais

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13 lições sobre o PT confirmadas na entrevista da Marta Suplicy

marta_suplicyJá escrevi vários artigos sobre as canalhices do PT, mas nada como ouvir da boca de uma de suas fundadoras (mais uma a enxergar o óbvio) algumas verdades que o exército de idiotas úteis do partido insiste em negar.

A entrevista não é mais novidade, mas só agora tive um tempinho para escrever. Portanto, para quem ainda não a leu, segue o link do Estadão.

Antes de mais nada, devo esclarecer que o termo “idiota útil” usado aqui não é um xingamento gratuito, e sim o termo usado pela cúpula dos camaradas comunistas do século passado para descrever a militância inocente que abraçava com fervor a ideologia marxista, mas não sabia quase nada sobre as canalhices que aconteciam nos bastidores entre suas lideranças. O século XX terminou, o comunismo ruiu, mas os idiotas úteis continuam mais ativos do que nunca, como veremos a seguir.

Então vamos às lições…

1 – A entrevista confirma tudo o que alguns colunistas falavam sobre os bastidores da campanha, mas que eram sistematicamente negadas pelo partido.

Quando as notícias não lhes interessam, os petistas adoram acusar a imprensa de conspirar, de mentir e fazer tudo para prejudicar o PT. Na prática, o PT sempre usou a imprensa tanto para atacar adversários quanto para se promover. Felizmente o PT ainda não conseguiu controlar toda a imprensa. E a cada novo escândalo repercutido, maior o empenho do partido em aprovar seu antigo projeto de “regulação” da mídia. Não por acaso, a presidente que continua muda e sumida desde as eleições fez uma única aparição recentemente para falar sobre o que? Sobre regulação da mídia. Leia mais

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Sim, eu avisei!

abismo_PTOlá amigos! Ainda não voltei ao blog. Passo aqui apenas para fazer alguns registros de improviso, pois vejo acontecer exatamente o que eu e várias outras pessoas alertamos. Se tivesse um pouco mais de tempo, faria um comparativo ponto a ponto sobre a situação atual e outro diagnóstico que publiquei aqui no final de 2013 (ver aqui). E como previsto, tudo piorou.

Vejamos…

  • Ao contrário do previsto pelo governo (como já se tornou rotina), que previa um PIB de 2,5% para 2014, terminaremos o ano com PIB de no máximo 0,2% – e olha que já tem analista falando que pode ficar abaixo de zero.  Pior, o novo ministro da Fazenda já anunciou que o país não deve esperar crescimento para os dois próximos anos. Ou seja, a população vai continuar crescendo enquanto que a geração de riquezas, na melhor das hipóteses, vai ficar estagnada. Ou seja, ficaremos mais pobres.
  • Depois de anos de superávits sucessivos, terminamos 2014 com o maior déficit da balança comercial desde o início da série histórica, em 1947.
  • Depois de anos de superávits primários, terminamos 2014 com o maior déficit da nossa história.
  • Economia estagnada deveria provocar menos inflação. No entanto, o governo continua na sua ilusão perpétua de estimular o crescimento pelas vias monetárias. O resultado, portanto, é sempre o mesmo: inflação no limite do teto da meta e mais deterioração da economia.
  • A indústria continua caindo…
  • O dólar subindo…
  • O Real caindo…
  • E os juros subindo. Portanto, Dilma vai terminar seu primeiro mandato com uma taxa de juros maior que herdou, assim como a inflação, déficits e todos os demais indicadores econômicos piorando.
  • Os dois únicos que pareciam estar imunes até então (o desemprego e as reservas cambiais) já começam a dar os primeiros sinais de piora. As reservas cambiais, que de 2006 a 2011 foram multiplicadas por 7, há três anos estão estagnadas na casa dos U$ 370 bilhões, chegando inclusive a cair um pouco nos dois últimos meses.  Portanto acabou aquele papinho de que o Brasil é credor internacional, afinal a dívida externa já supera em muito as reservas como veremos a seguir.
  • Pois é. A dívida externa que o Lula disse que havia quitado está maior que nunca. Irrisórios U$ 750 bilhões segundo os critérios do FMI ou U$ 540 bilhões pela contabilidade criativa do governo do PT! Sim, o Brasil é hoje o terceiro do ranking com maior dívida externa, perdendo apenas para a Espanha e os EUA (ver aqui).
  • E a dívida interna? Continua subindo. Segundo a contabilidade antiga, usada até 2007, nossa dívida interna bruta hoje está na casa dos R$ 3,3 TRILHÕES! Pode conferir diretamente no site do BC: http://www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP. Ou seja, se usássemos os mesmos critérios de avaliação para comparar  dívida bruta do governo do PT com o do PSDB pularíamos de 56% em proporção ao PIB no final do governo FHC (parâmetro contaminado pela chamada Crise Lula que elevou o dólar a quase R$ 4, vale salientar) para lastimáveis 75%!
    Mas o governo do PT não gosta de falar de dívida bruta. Prefere falar de dívida líquida, afinal bastar emprestar um valor igual ao da dívida ao mercado e a dívida líquida estará zerada! O raciocínio é que, ao emprestar, o governo passa a ter um valor correspondente a receber no futuro  (mesmo que tais recursos demorem décadas para retornar aos cofres públicos – e se retornarem) e mesmo que o governo continue pagando mais de R$ 200 bilhões de juros ao ano pela dívida bruta que ele insiste em relevar. No reino mágico do PT é como se a dívida não existisse. Não por acaso, a dívida líquida, ao contrário de todos os outros indicadores que só pioram, continua na casa dos 35%. E por que isso acontece? Porque o governo continua repassando bilhões ao BNDES e às estatais falidas. Logo, quanto mais dinheiro o governo empresta, menor a dívida líquida! Simples assim.
    Aliás, este é motivo de uma contenda do governo com o FMI que também contesta a contabilidade da dívida do governo do PT (ver aqui). Pior, o ritmo do crescimento da dívida externa e interna está acelerando na mesma proporção que os déficits externos da balança comercial e das contas do Tesouro. Onde isso vai dar se a rota não for corrigida rapidamente? Pois é, eis a missão impossível do Joaquim Levy.
  • Por fim, chegamos ao último refúgio do governo do PT: o suposto baixo índice de desemprego. Segundo o dado que o governo gosta de divulgar (o que se refere apenas as seis maiores regiões metropolitanas), o desemprego no Brasil hoje estaria na casa dos 4,8%. No entanto, na estatística que abrange todo o país, divulgada pelo próprio IBGE, o número correto de desemprego no Brasil seria 6,8%, o que nos colocaria na posição de sétimo maior índice de desemprego do G-20 (ver aqui). E olha que não estamos nem levando em consideração o fato de que parte deste índice está artificialmente melhorado pelos programas sociais e pela geração “nem nem” (ver aqui), os jovens que não estudam e não procuram emprego e que, portanto, não entram na estatística do desemprego calculada pelo IBGE que só considera os que estão em busca de trabalho.
    Apesar de todas as maquiagens, o fato concreto é que já durante as eleições a piora do indicador já era visível. De lá pra cá a coisa piorou ainda mais. Não só as indústrias começam a demitir em massa, como tivemos o pior novembro na geração de empregos dos últimos anos, mês tradicionalmente de contratação. O índice de criação de empregos no terceiro trimestre, que já havia sido o pior desde a crise de 1999, agora cai mais 80%, o que configura o pior resultado desde o auge da crise de 2008 (ver aqui). Portanto, apertem os cintos pois a coisa vai seguir piorando, infelizmente. Boa parte dos empregos ainda existentes estão na berlinda, a espera de uma mudança na direção política econômica que aponte para, pelo menos, uma não piora dos atuais indicadores. Todo mundo sabe que demitir no Brasil custa caro e, portanto, este é o último recurso que o empregador recorre quando não vê mais perspectivas de melhora. O Joaquim Levy representa esta esperança, apesar da Dilma. Se ele vai ter autonomia para tomar as decisões necessárias já é outra história. Os sinais são contraditórios. Enquanto o ministro aponta para uma redução dos repasses de recursos para o BNDEs, o governo, no apagar das luzes do primeiro mandato, libera mais um aporte bilionário. Enquanto que o ministro promete uma maior transparência, definindo um superávit menor, porém mais realista com o quadro que vai enfrentar, eis que o governo adia sua posse para poder concretizar a manobra fiscal que acabou com o superávit primário. Ou seja, as incertezas permanecem e com elas os adiamentos de investimentos por parte dos empresários. E aqui se cumpre mais uma previsão dos analistas de mercado que viam um impulso de otimismo em caso de vitória da oposição ou de pessimismo em caso de vitória de Dilma. Venceu o pessimismo e as consequências estão aí.

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Nunca se mentiu tanto

charge-petroDesde que Lula apareceu chorando na TV pedindo desculpas por seus companheiros que o haviam “traído”, o PT tem se notabilizado por conseguir driblar as repercussões dos casos de corrupção cada dia mais frequentes e escabrosos envolvendo figurões do partido. O bastão do “eu não sabia” de Lula foi repassado para Dilma, de modo que mais de uma década depois o país continua no mesmo suspense, agora no escândalo do Petrolão: sabiam ou não sabiam? Eis a questão.

Quem acompanha o noticiário diariamente lembra muito bem dos esforços de Lula para tentar barrar as investigações, tanto no Congresso (nas duas CPIs criadas e esvaziadas para investigar a Petrobrás) quanto nas demais instituições com prerrogativa constitucional de investigação, que o governo insiste, na cara de pau, em tentar vender a ideia de que as investigações só acontecem “porque o governo manda investigar”. Leia mais

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O PT conseguiu dividir nosso país

brasil_rachadoUma das marcas mais visíveis da reeleição da Dilma foi, sem dúvida, a divisão ainda maior do nosso país. E não foi por falta de aviso. Há muito tempo vários colunistas alertam sobre o que está acontecendo agora. O crescente acirramento é mais um sério indício de que estamos sim caminhando no rumo do bolivarianismo, inclusive com eleições decididas com diferenças mínimas e suspeitas de fraude, algo comum ao eixo bolivariano.

Tal divisão não acontece por acaso. Ela é também uma das mais manjadas estratégias da esquerda autoritára para se perpetuar no poder. É a tática de dividir para conquistar. Para tornarem seus discursos mais convincentes às classes mais baixas, os esquerdistas recorrem frequentemente à narrativas maniqueístas para salientar diferenças que levem as pessoas a optarem entre o time dos “ricos” ou dos “pobres”. A peça publicitária do PT que mostrava os banqueiros supostamente aliados a Marina (e posteriormente ao Aécio) tramando a retirada da comida da mesa dos pobres é apenas um dos exemplos desta estratégia maniqueísta e desonesta. Claro que os ricos serão sempre a minoria. Logo, quanto mais acirradas as diferenças da falsa dicotomia alimentada pela esquerda, maior seu potencial de votos. Leia mais

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Revisando 28 boatos sobre Aécio

dilma_pinoquioE como já era esperado, a máquina de triturar reputações do PT já está apontada para Aécio. Não que ele seja nenhum santo (vou falar mais adiante dos assuntos que me incomodam nele), mas o número de mentiras desferido nas Internet até aqui já ultrapassaram em muito a campanha de desconstrução de Marina.

Alguns são tão despropositados que ficam restritos ao disse me disse na Internet. Se bem que a julgar pela campanha absurda contra Marina, quando o PT chegou a afirmar que se esta fosse eleita iria tirar o prato de comida da mesa dos mais pobres, não seria nenhuma surpresa se alguma dessas mentiras absurdas que circulam na Internet aparecerem também no horário da TV, principalmente na reta final da campanha, quando não houver mais tempo para resposta. Não tenho a menor dúvida de que isso vai acontecer.

Por enquanto, a campanha do PT segue com as mentiras menos escabrosas, a maior parte delas desmentidas com imagens dos próprios petistas em outra épocas defendendo justamente o que criticam agora ou vice-versa. Haja óleo de peroba para tanta cara de pau!

No dia seguinte a eleição do 1º turno, começou a circular na web uma lista da de 28 motivos para não votar no Aécio. Já conhecia boa parte das mentiras que constam ali, mas confesso que fiquei surpreso e desconcertado com algumas acusações.

Pesquisando sobre as “novidades” encontrei um outro artigo que analisa cada tópico, classificando cada item como verdadeiro,  verdadeiro com ressalvas, falso, capcioso e sem provas (ver aqui). Segundo a avaliação, 12 acusações são falsas; 4, sem provas; 5, capciosas (que parte de um fato para induzir ao erro); e 7 verdadeiras (boa parte com ressalvas).

Concordo com a maior parte da avaliação, mas tenho algumas divergências em alguns itens. Na minha avaliação 17 acusações são falsas; 2, sem provas; 5, capciosas; e 4, verdadeiras, porém com ressalvas. Falo das minhas divergências de avaliação logo mais. Leia mais

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A responsabilidade do PT na recessão atual e suas lições para o futuro

mantega2E como previsto pelos economistas “chatos”, o Brasil entrou oficialmente em recessão. Surpresa mesmo só com a velocidade que tal recessão chegou, afinal nem mesmo os mais pessimistas acreditavam que tal recessão pudesse chegar em pleno ano eleitoral, quando normalmente os governos, e em especial o PT, abrem todas as torneiras de estímulos artificiais para tentar dar a impressão de que as coisas estão melhores (ou menos ruins) do que realmente estão.

O governo, claro, se defende das críticas jogando a culpa no cenário internacional, apesar do Brasil crescer hoje metade da média mundial e a 1/3 da média dos emergentes e pobres. Incrível como o governo do PT finalmente descobriu a influência do contexto internacional na nossa economia. Nos anos do boom econômico mundial da década passada, o contexto internacional favorável era sempre jogado para debaixo do tapete, afinal, segundo a retórica petista, tudo de bom que acontecia era obra do Lula. Contexto internacional desfavorável na era FHC? Que nada, “o Brasil vivia de joelhos ao FMI”, fuzilavam os petistas.  “Os números não mentem”, comparavam com ar triunfal os vários indicadores de ambos os governos para atestar a superioridade administrativa do PT. Leia mais

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A crônica de uma tragédia anunciada: Na oposição, “quanto pior melhor”. No poder, nacionalismo em alta

lula_xingandoNo post anterior desta série, mostramos como o Foro de São Paulo teve um papel importante na coordenação dos esforços para eleger presidentes de esquerda em todo o continente, com o objetivo de implementar a agenda socialista de forma gradativa, como preconizada por Antonio Gramsci. A partir deste post, vamos falar das estratégias de conquista, manutenção e perpetuação no poder colocados em prática pelos governantes de esquerda. Vejamos:

Antes de chegar ao poder, os partidos de esquerda organizados via Foro de São Paulo fizeram violentas e irresponsáveis oposições, sempre se apresentando como os porta-vozes da ética e do povo. Eram os “reis das CPIs”. Bradavam contra tudo e contra todos. No Brasil, o PT notabilizou-se por ser contrário às principais reformas que colocaram o Brasil nos trilhos, entre elas o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Torceu sempre pelo pior, pois esta era a sua chance de colocar em prática sua maior aspiração: a chegada ao poder. Nunca demostrou a menor disposição em contribuir com algo positivo. Mesmo sendo um dos principais responsáveis pela derrubada de Collor, rejeitou apoio ao governo de transição de Itamar Franco.

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A crônica de uma tragédia anunciada: a escalada autoritária do PT

PT_saldo_socialismoDurante muito tempo relutei em crer no caráter autoritário do PT. A cada nova investida do governo em aprovar projetos que traziam nas entrelinhas mecanismos de controle a instituições ou segmentos da sociedade, sempre procurei colocar um pouco de equilíbrio nas acaloradas discussões na web, pois nunca estive completamente convencido deste viés autoritário do PT.

Mas nada como o tempo para fazer emergir as verdades sufocadas pelas conveniências do momento. Uma coisa é uma ação isolada, um projeto mal elaborado, uma comunicação mal feita que possa suscitar diversas interpretações. Outra coisa são vários projetos ou ações apontando na mesma direção.

Por mais competente que seja um mentiroso, aos poucos ele vai deixado escapar algumas falas que contradizem seu discurso oficial. O Lula, por exemplo, um dos campeões de contradições na Internet, recentemente deixou escapar que “o Congresso e até os sindicatos são obstáculos” (ver aqui). Hugo Chaves, antes de se eleger em 1998 negou ser socialista, afirmou que Cuba era sim uma ditadura, que não pretendia se reeleger mais de uma vez, que não expropriaria empresas entre outras mentiras. No poder, todos vieram o que fez. Em uma da pérolas de Lula, ele, tentando comparar o Fernando Henrique a um ditador, descreve a si mesmo anos depois no poder. Imperdiível! (ver aqui). Leia mais

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A chance que perdemos

lula-dilmaImagine que você assumisse, em 2003, a presidência de uma empresa bastante endividada e deficitária. Os juros das dívidas consomem cerca de 6% do seu faturamento anual, sendo que a cada mês várias dívidas precisam ser quitadas. Dar o calote, nem pensar. Primeiro, porque a maioria dos credores são funcionários da própria empresa. Segundo, porque partiu da presidência a iniciativa de pedir dinheiro emprestado e não dos credores. Terceiro, porque o calote deixaria a empresa totalmente sem crédito, a principal fonte de financiamento para quitar outras dívidas que vencem a cada mês. Quarto, porque já houve uma experiência de calote anterior e a situação ficou ainda pior. Leia mais

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Acende o sinal vermelho na economia brasileira

sinal_vermelhoQue os indicadores da economia brasileira têm piorado no governo Dilma é um fato. Até mesmo o PT reconhece isso (nos bastidores, claro). Não se trata apenas do murmúrio da oposição que torce pelo “quanto pior melhor”, algo que o PT sempre fez antes de chegar ao poder e que agora recorre sempre para rotular quem ousa a criticar seu governo. A crítica é generalizada entre os economistas, até mesmo entre os keynesianos, a linha seguida pela equipe econômica atual.

E como não dá mais para tapar o sol com a peneira, o governo apela então para sua velha trincheira: a comparação descontextualizada ao governo FHC. Funciona com os eleitores menos informados, mas não ajuda a resolver os problemas nem ao menos recuperar um pouco da credibilidade perdida nos últimos anos. Pelo contrário, tais comparações tendem a deixar o governo ainda mais complacente como os indicadores que pioram a cada ano. E não são dois ou três indicadores que pioraram. São quase todos.Vejamos: Leia mais