Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Por que o capitalismo está em crise?

crise_europeiaAntes de responder a esta pergunta, precisamos antes falar de dois princípios básicos essenciais a qualquer empreendimento:

O primeiro é a eficiência. O empreendedor procura tornar seu produto mais atrativo, tanto pela melhoria da qualidade ou pela oferta de um menor preço, deixando ao consumidor a analise final do custo-benefício do seu produto.

O segundo é o equilíbrio nas finanças. Não se deve gastar mais do que se arrecada. Com exceção de alguns momentos cruciais onde a certeza do lucro no futuro compense o risco da obtenção de um financiamento, o objetivo de todo empreendedor é acumular riquezas.

É assim desde sempre. Até mesmo antes do surgimento do capitalismo. Eficiência e equilíbrio nas finanças, portanto, valem tanto para o açougueiro da esquina, quanto para as grandes corporações e governos.

Quando analisamos estes dois princípios de forma macro nos três últimos séculos de capitalismo, a primeira conclusão é de que o princípio da eficiência  foi obtido com louvor, afinal a riqueza gerada desde então foi incomparavelmente maior que tudo que havia sido produzido desde os primórdios da humanidade, tornando possível a aquisição de produtos de alto valor agregado inclusive para as classes menos favorecidas. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 16)

Crise de 2008

Olá amigos! Finalmente chegamos ao ponto inicial da nossa série, o momento em que estourou a crise de 2008 e as famosas medidas keynesianas voltaram à moda. Desde então Keynes foi transformado no novo Max das esquerdas, servindo de justificativa para o aumento do Estado na economia.

A crise de 2008

A crise de 2008 não apenas ressuscitou John Mainard Keynes, como também elevou ao estrelato o economista turco Nuriel Rubini. Ele previu, em 2005, a hecatombe financeira mundial decorrente de uma bolha imobiliária que inflava a economia norte-americana.

De fato foi o que ocorreu, mas ele não foi o único a ver o óbvio. Senadores norte-americanos, desde o início da década de 2000, usaram a tribuna mais de uma vez para alertar sobre os rumos da economia. Mais recentemente o documentário “Inside Job”, ganhador do Oscar 2011, mostrou que nos bastidores do mundo financeiro muito mais gente sabia do que estava ocorrendo. O governo norte-americano foi alertado, e mesmo assim a crise estourou.

E como sempre ocorre, enquanto a economia cresce, tudo é festa, ninguém se preocupa com a sustentabilidade deste crescimento no futuro, pois para os políticos e agentes financeiros o que mais importa é faturar no presente. Qualquer um que alerte sobre potenciais ricos é logo taxado de pessimista, catastrófico ou de jogar no time do contra. E aí vem a crise e então todos ficam se perguntando como ninguém percebeu o que estava acontecendo. Leia mais

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Um olhar estrangeiro sobre a América Latina

Quintal de Ninguém - O crescimento da América Latina / O Brasil decolaA revista britânica “The Economist” publicou na semana passada uma interessante reportagem especial sobre a ascensão da América Latina no cenário econômico mundial. Com o título “Quintal de ninguém – O crescimento da América Latina”, os ingleses, distantes dos radicalismos políticos que obscurecem a visão da nossa realidade, ratificam o que reafirmamos aqui quase que diariamente: o bom momento econômico pelo qual o Brasil e a América Latina passam hoje é fruto de um processo histórico, iniciado na década de 90 com o controle da inflação e as reformas econômicas promovidas no período pós-ditaduras, cujos frutos estão sendo colhidos agora, combinado com o bom momento da economia global que  quase duplicou o PIB mundial entre 2003 e 2008, pulando de US$ 33 trilhões, em 2002, para US$ 60,8 trilhões, em 2008. Vale salientar que em todo período FHC, o PIB mundial aumentou apenas US$ 4 trilhões. Leia mais