E agora Dilma? (parte 2)

charge-aroeira-dilma-corrupcaoComo vimos na primeira parte deste post, Dilma mal começou o governo e já teve que admitir um dos principais erros do governo Lula: a escalada dos gastos públicos, crítica esta que a própria Dilma tentou se esquivar na campanha eleitoral. Vimos também o efeito dominó que tais gastos têm em diversos indicadores econômicos e a contradição estrutural da nossa economia que hoje sofre com o excesso de dólares, porém, ao mesmo tempo, precisa cada vez mais de financiamento externo para contrabalançar o crescente déficit em transações correntes e financiar os mega-projetos lançados e já capitalizados politicamente por Lula, mas que ainda precisam ser concretizados por Dilma.

Neste post, vamos falar de mais algumas contradições da nossa economia e dos dilemas a serem enfrentados pela nova presidente. Se você não leu o primeiro post, clique aqui.

Crédito saturando

A diferença entre remédio e veneno é apenas a dose. A antiga premissa da medicina também se aplica a economia. Depois de uma necessária e tardia recuperação do crédito a partir do 2º mandato de Lula, a qual se tornou possível com a abundância de dólares no mercado, a partir de 2005, e com a redução da nossa taxa de risco, o Governo Lula exagerou na dose e queimou quase todas as fichas do crédito, inclusive de forma ilícita, como mostra a reportagem do Estadão, razão pela qual Lula está sendo investigado pelo Ministério Público. Leia mais