Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 3)

Olá amigos! Dando continuidade ao balanço, encerramos esta série com a análise de cada um dos assuntos ligados a investimentos abordados na série “Desafios do pós-Lula”, publicada na época das eleições. Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores:

Saúde

Na saúde, nada mudou. Depois de Lula ter diminuído de 60% para 40% a participação federal na saúde, o governo Dilma até agora não mostrou nenhuma ação para reverter o quadro caótico deste que tem sido um dos maiores pesadelos dos brasileiros há décadas. De concreto mesmo só a ampliação do número de farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular. Muito pouco para um governo que se diz popular.

Sem ter o que mostrar, a presidente reconheceu, no dia 5/09,  a carência de médicos nos hospitais públicos e anunciou sua intenção de “solicitar aos seus ministros a elaboração de um plano de qualidade da educação médica”. Ou seja, daqui para que o projeto seja elaborado, apresentado, aprovado e finalmente colocado em prática, mais alguns milhões de brasileiros morrerão por falta de socorro. Apesar de não ter nenhum projeto concreto, a presidente já tem um número redondo para mostrar: pretende formar mais 4,5 mil médicos por ano. Com a badalada “Rede Cegonha”, outra promessa de campanha, idem. Leia mais

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Lula e a dívida pública (PARTE 6)

Mar de dívidas

Um mar de dívidas

No último post desta série, levantei alguns questionamentos sobre os números divulgados pelo Governo sobre a dívida pública. Neste e no próximo post, vamos nos aprofundar um pouco nesta questão, pois constatamos divergências até mesmo entre os dados divulgados entre os órgãos federais.

No caso da dívida interna, por exemplo, os dados divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divergem em alguns bilhões a cada ano, chegando a apresentar em 2007 uma diferença de R$ 161 bilhões!

Diante da impossibilidade, portanto, de chegar a uma conclusão final sobre quais são os dados corretos das dívidas atuais, criamos então o gráfico abaixo com base nos dados fornecidos pelo Tesouro Nacional (gráfico azul), pelo IPEA (verde) e pela Auditoria Cidadã da Dívida (vermelho). E olha que deixamos de lado outras versões da dívida, como a do economista Ricardo Bergamini, citado no post anterior. Leia mais