Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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O “capitalismo de estado” vai substituir o capitalismo de livre mercado?

Uma recente reportagem de capa da revista The Economist colocou um pouco mais de lenha na fogueira da clássica disputa entre esquerda e direita. No “novo modelo” esquerdista de capitalismo, cujos principais protagonistas são a China, a Rússia e o Brasil, o Estado estimula a fusão de grandes empresas para criar gigantes em setores onde tais países apresentam vantagens competitivas.

Para valorizar a tese da reportagem, a revista cita alguns percentuais de ações de “estatais” negociadas nas bolsas de alguns países, onde a China aparece no topo do “estatismo”, com 80% das ações de empresas. Em segundo, aparece a Rússia, com 68%. O Brasil, surpreendentemente, aparece com 38%.

E aqui cabe um primeiro questionamento, afinal o critério adotado para considerar uma empresa deste “novo modelo” é ter pelo menos alguma participação do governo, mesmo que minoritária.  Ou seja, mesmo na China onde o estatismo aparece com o maior percentual nas ações negociadas na bolsa no gráfico da revista, na verdade o capital governamental é insignificante em relação ao privado.  Por este critério de classificação de “estatais”, a Vale pode ser catalogada neste time, afinal o governo mantém alguns tentáculos na empresa, via fundos de pensão. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 18)

Olá amigos! Havia programado concluir esta série neste post. No entanto, mais uma vez, tive que mudar os planos, pois senti a necessidade de sintetizar algumas conclusões sobre alguns assuntos importantes na trajetória da Esquerda e da Direita.

Para ver o primeiro post desta série, clique aqui. Para ver o primeiro post das conclusões, clique aqui.

Conclusões (continuação)

Como vimos ao longo dos vários posts desta série, muita coisa mudou na disputa entre os dois pólos ideológicos, principalmente após a implosão do mundo comunista. Desde então, a Esquerda teve que adaptar seu discurso ao sistema capitalista, mas sempre procurando colocar-se acima das mazelas capitalistas. Nesta estratégia, o “neoliberalismo”, a globalização e o FMI sempre foram pintados pelos partidos de Esquerda como instrumentos de dominação do imperialismo norte-americano.

Mas como sempre acontece, entre o discurso e a realidade existe uma grande diferença. Os Estados Unidos hoje não são nem sombra da única superpotência que emergiu do antigo mundo dividido entre capitalistas e socialistas. Leia mais

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Lula e a dívida pública (final)

Comparativo Lula x FHC sobre o endividamento público

Lula brincando com números

Com este post finalizamos esta série sobre a Dívida Pública.  Confesso que aprendi muito nestes últimos meses, inclusive com alguns internautas. Um deles nos passou algumas informações importantes sobre o processo de endividamento da era FHC, até hoje uma das marcas mais negativas do Governo do PSDB, aliás um fator decisivo para a perda do meu apoio como eleitor, já no final do primeiro mandato.

Depois de estudar a evolução da dívida na era Lula, vamos então retornar um pouco a era FHC para concluirmos esta série com um comparativo entre os processos de endividamento nos dois Governos, assunto este que deveria ser, se não a maior, pelo menos uma das maiores preocupações dos governantes brasileiros, uma vez a dívida pública recebe, desde a era FHC, o maior “orçamento” da união.

Como sempre, ao pesquisar sobre o assunto, encontramos muitas informações desencontradas, a maioria recheada de discursos ideológicos, onde sobram bravatas e faltam argumentos realmente consistentes. Leia mais