Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Dois pesos, duas medidas

capa-2397-originalVi agora a pouco a cara de pau do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista coletiva, batendo na mesa para afirmar e reafirmar a “falta de provas” contra Dilma. Para embasar sua “convicção”, o ministro, que se comporta mais como advogado do governo do que propriamente como Ministro da Justiça, recorre aos pareceres do procurador Rodrigo Janot e do ministro do STF Teori Zavascki como “provas inequívocas” da inocência de Dilma, simplesmente pelo fato de ambos considerarem insuficientes os indícios contra a presidente.

Mas será que eles estão certos? Quais são as referências à presidente nas delações premiadas?

Vejamos…

1) A primeira foi a reportada pela revista Veja às vésperas das eleições de 2014, segundo a qual o doleiro Youssef teria afirmado em depoimento ao juiz Sérgio Moro que Lula e Dilma sabiam sim do esquema de corrupção da Petrobrás. Na época, o PT conseguiu direito de resposta ao TRE e fez o maior estardalhaço nas redes sociais usando a decisão sobre o direito de resposta como a prova cabal de que a revista teria criado uma peça de ficção, chegando inclusive a usar tal exemplo para justificar seu projeto de “regulação” da mídia, já reprovado duas vezes pelo Congresso, e que voltou a tramitar mais uma vez já nos primeiros dias do segundo governo Dilma. Leia mais

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O PT conseguiu dividir nosso país

brasil_rachadoUma das marcas mais visíveis da reeleição da Dilma foi, sem dúvida, a divisão ainda maior do nosso país. E não foi por falta de aviso. Há muito tempo vários colunistas alertam sobre o que está acontecendo agora. O crescente acirramento é mais um sério indício de que estamos sim caminhando no rumo do bolivarianismo, inclusive com eleições decididas com diferenças mínimas e suspeitas de fraude, algo comum ao eixo bolivariano.

Tal divisão não acontece por acaso. Ela é também uma das mais manjadas estratégias da esquerda autoritára para se perpetuar no poder. É a tática de dividir para conquistar. Para tornarem seus discursos mais convincentes às classes mais baixas, os esquerdistas recorrem frequentemente à narrativas maniqueístas para salientar diferenças que levem as pessoas a optarem entre o time dos “ricos” ou dos “pobres”. A peça publicitária do PT que mostrava os banqueiros supostamente aliados a Marina (e posteriormente ao Aécio) tramando a retirada da comida da mesa dos pobres é apenas um dos exemplos desta estratégia maniqueísta e desonesta. Claro que os ricos serão sempre a minoria. Logo, quanto mais acirradas as diferenças da falsa dicotomia alimentada pela esquerda, maior seu potencial de votos. Leia mais

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Um retrocesso na nossa democracia

Finalmente terminou a eleição mais longa, mais chata, mais superficial, mais radicalizada, mais debochada, mais manipulada, mais previsível, mais “religiosa” e mais baixa da história do Brasil. Difícil entender como, em meio a tanto progresso nos últimos anos, conseguimos retroceder naquela que é a nossa principal conquista das últimas décadas: a democracia.

E como chegamos a tal ponto? Pra começar, a campanha foi antecipada para o ano seguinte às eleições de 2006 com o lançamento do espalhafatoso PAC e, de quebra, da “mãe do PAC”: Dilma Roussef. Quem não lembra do Lula levantando a mão da candidata ainda desconhecida nos vários comícios que fez por todo o país a partir de 2007, anunciando as obras do PAC?

Um ano depois, Lula sedimentou o apoio a sua candidata no famoso encontro de prefeitos em Brasília, financiado com R$ 2,4 milhões dos cofres públicos. A principal moeda de troca: as obras do PAC. Leia mais

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Lula e a dívida pública (PARTE 6)

Mar de dívidas

Um mar de dívidas

No último post desta série, levantei alguns questionamentos sobre os números divulgados pelo Governo sobre a dívida pública. Neste e no próximo post, vamos nos aprofundar um pouco nesta questão, pois constatamos divergências até mesmo entre os dados divulgados entre os órgãos federais.

No caso da dívida interna, por exemplo, os dados divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divergem em alguns bilhões a cada ano, chegando a apresentar em 2007 uma diferença de R$ 161 bilhões!

Diante da impossibilidade, portanto, de chegar a uma conclusão final sobre quais são os dados corretos das dívidas atuais, criamos então o gráfico abaixo com base nos dados fornecidos pelo Tesouro Nacional (gráfico azul), pelo IPEA (verde) e pela Auditoria Cidadã da Dívida (vermelho). E olha que deixamos de lado outras versões da dívida, como a do economista Ricardo Bergamini, citado no post anterior. Leia mais