Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Ana Júlia, o perfeito exemplo da doutrinação marxista nas escolas

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Nesta semana a esquerda ganhou uma nova estrela: a chorosa Ana Júlia, que hoje sabemos ser filha de um funcionário e militante petista. Por sua desenvoltura retórica não resta dúvida de que sua carreira política está garantida, mas, por enquanto, parece que o tiro está saindo pela culatra. O fato é que, no dia seguinte ao “comovente” pronunciamento na Assembléia Legislativa do Paraná, não param de surgir memes desmentindo cada uma das conhecidas mentiras esquerdistas repetidas pela adolescente “bem informada” e “apartidária”.
 
Não vou repetir aqui cada uma das refutações já conhecidas, mas vou me concentrar apenas em uma das mentiras que revelam duas facetas mais comuns da cultura marxista: 1) a capacidade de sobrepor narrativas à realidade; 2) as constantes tentativas de culpar os adversários por tudo de errado que fazem.
 
Vejamos: no ápice do discurso, quando Ana Júlia se gaba de ter ido ao velório do aluno assassinado por um de seus próprios colegas (vale salientar), mas desvia o foco da tragédia da qual são co-responsáveis para os… deputados adversários do PT, pelo simples fato de não comparecerem ao velório!!!
 
E pasmem! Ela foi aplaudida como se tivesse marcado um gol! Pior: a estudante teve a cara de pau de acusar os deputados ali presentes de terem as mãos “sujas de sangue” do aluno assassinado! E mais uma vez foi… aplaudida! No final do pronunciamento chegou a ser abraçada coletivamente por alguns deputados, esquerdistas, claro.
 
É uma total inversão dos fatos e valores que lembram muito o genial George Owell em seu clássico “1984” que mostrava como um partido com uma ideologia hegemônica pode ser capaz de criar narrativas que podem chegar ao extremo de inverter até o significado das palavras.
 
Na vida real, a palavra “austeridade” é um desses exemplos. Em outros tempos era sinônimo de disciplina, rigor, firmeza. Hoje, graças às esquerdas, a demonização da políticas responsáveis que tentam implementar o óbvio (ou seja, impedir que governos gastem mais do que arrecadam) austeridade passou a ser algo mau, algo a ser combatido. Por isso, Ana Júlia brada contra a PEC 241 e qualquer outra iniciativa que tente colocar algum freio nos déficits que se acumulam e ameaçam nos jogar novamente no caos hiperinflacionário dos anos 80.
 
Mas eis que a realidade sempre bate a porta. Hoje surge mais um vídeo que só reforça o que todos já sabem: a doutrinação nas escolas é um fato. O tal movimento é, sim, partidário, liderado pelas principais legendas de esquerda. No vídeo abaixo, um deputado petista doutrina os alunos com a velha retórica maniqueísta dos malvadões da direita que só pensam em tirar dos pobres para dar aos ricos! Os esquerdistas, claro, são os mocinhos da história. Daí o gérmen totalitário que se entranha nas mentes da maioria dos jovens, fechando suas mentes para qualquer argumento contrário.
 
Entre os “argumentos” do deputado petista, uma mentira velha e repetida pela ONG Auditoria Cidadã da Dívida que diz que gastamos METADE do orçamento com a dívida! Ele só esquece de dizer que tal percentual é praticamente o mesmo deixado pelo governo do PT. Por que não mudou isso em 14 anos de poder? Óbvio, porque o deputado sabe que a realidade é bem diferente da narrativa que ele está passando aos alunos. Mas não importa. O importante é a guerra política e, para isso, vale tudo, inclusive aliciar menores.
 
Agora que estão de volta à oposição, o PT retoma o discurso fácil e irresponsável que fez a fama de Lula, segundo o qual basta um calote na dívida para resolver todos os nossos problemas. E é esse discursinho que a Ana Júlia e outros estudantes “bem informados” estão repetindo por aí.
 
Doutrinados? Não! Dirá a choroso Ana Júlia! Os estudantes estão provando que são conscientes e que sua única bandeira é a educação! Acredite se puder.

 

 

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Reestruturação do ensino em SP: uma lição para o Brasil

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Há duas semanas o noticiário tem mostrado a luta dos “heróicos” estudantes de São Paulo contra a truculência da polícia e do governador fechador de escolas Geraldo Alckmin. Com raríssimas exceções, esta tem sido a tônica nas redes sociais e da maioria das reportagens veiculadas sobre o caso na grande mídia, inclusive na principal reportagem do Fantástico da Rede Globo da semana passada, edição esta que ignorou completamente a notícia mais importante da semana com repercussão dos principais jornais do mundo: a prisão do líder do governo no Senado, vale lembrar.

É realmente de espantar. Mas sigamos em frente. No caso do fechamento das escolas, a primeira pergunta que surge na mente de qualquer pessoa normal é: por que? Por que um sujeito que quer ser presidente da república viria comprar uma briga como esta?

Que o projeto foi mal conduzido e mal explicado não resta a menor dúvida. Aliás, esta tem sido uma marca do PSDB: a incapacidade de mostrar seus projetos e, principalmente, de neutralizar as narrativas criadas pelo marketing petista. Mas, e o papel da imprensa nisso tudo, como é que fica? Será que buscaram realmente as informações necessárias para responder as perguntas básicas que citei acima? Leia mais

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Na desesperança por uma solução coletiva prevalece o salve-se quem puder

paulistaNão é de se estranhar a menor adesão aos protestos neste 12 de abril. E a razão já estava exposta na pesquisa divulgada no dia anterior pelo Data Folha. Embora 63% dos brasileiros apoiem o impeachement da presidanta, apenas 29% acreditam que ele vai ocorrer, apesar de 83% acreditarem que Dilma sabia sim da roubalheira na Petrobras. Simples assim.

E por que tal desesperança?

A razão é paradoxal e frustrante. Os escândalos de tão triviais já não mais escandalizam. Como se não bastasse a Petrobrás, nos últimos dias ficamos sabendo também que os tentáculos do esquema chegou a Caixa Econômica e ao Ministério da Saúde, além do verdadeiro iceberg que é o BNDES, cuja CPI o governo conseguiu barrar.

Ou seja, não faltou fato novo para mobilização. Se ela não ocorreu como se esperava foi justamente pela sobrecarga do assunto. Ninguém mais aguenta ouvir falar de corrupção, de modo que muita gente agora se policia para não repercutir tanto fatos ligados à política para não parecer um chato, monotemático. Posso falar com autoridade no assunto porque sou um dos muitos brasileiros que reduziram o número de postagens nas redes sociais nestes últimos dias para dedicar mais tempo a projetos pessoais, afinal me preocupo sim com o futuro do meu país, mas principalmente da minha família. Isso significa que minha indignação diminuiu? Não. Estou mais revoltado do que nunca, principalmente agora que a militância virtual do PT, inclusive a paga, retornou as redes sociais.

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O custo da “meia entrada”

zeroDesde o ápice dos protestos, em meados de junho, muitos artigos foram publicados tentando colocar alguma luz sobre o mal-estar atual que está dizimando a popularidade dos políticos de um modo geral. Um dos melhores, na minha opinião, é do economista André Lara Rezende, um dos pais do Real, que pode ser lido aqui.

O artigo é longo e faz uma ampla abordagem sobre nossa economia desde Vargas. A repercussão do artigo tem ampliado o debate sobre os custos do estado brasileiro, que é o centro da questão, a chave para compreender a raiz dos nossos problemas, afinal é com o dinheiro retirado da própria população via tributação que o governo responde às demandas da própria sociedade. Se falta dinheiro, não tem saúde, educação, segurança, etc. Enfim, tudo que as ruas clamam agora.

Instigado a dar sua opinião sobre o artigo, o economista Samuel Pessoa (IBRE-FGV) discordou em três pontos da análise de Lara, o que deslocou a repercussão do real conteúdo do artigo para a uma falsa polêmica entre os dois economistas. Digo falsa, porque discordar de três pontos de um artigo imenso não é lá muita coisa, convenhamos.  Acontece que uma das discordâncias é sobre o custo da máquina pública, justamente o centro do debate.

Primeiro vamos ao argumento de Lara. Resumidamente ele questiona o fato de apenas 7% do que é arrecadado pelo estado ser realmente investido. Para onde vão os outros 93%? Leia mais

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De volta em meio à revolta

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Olá amigos, estou de volta para mais uma temporada de posts. Continuo sem tempo, mas vou tentar escrever alguns posts nos próximos meses, dentro das minhas possibilidades, claro. E como não poderia ser diferente, vamos começar falando sobre os protestos que tomaram conta do Brasil nos últimos dias, eventos que deixaram muita gente perplexa, inclusive colunistas que tiveram que mudar de opinião em um curto espaço de tempo.

É um movimento estranho. Diferente de outros grandes movimentos que tinham líderes e uma causa principal, este movimento é difuso, com muitas bandeiras e muitas delas contraditórias. Incluem radicais de esquerda, radicais de direita, libertários, ativistas da causa gay, todas as classes e idades, pessoas bem informadas, mal informadas, adolescentes brincando de revolucionários, pessoas querendo tomar cerveja e até bandidos mais interessados em saquear lojas. Em comum apenas a indignação e o sentimento de frustração com o “Brasil potência”, pintado na publicidade petista que, infelizmente, é bem diferente da realidade. Tudo tem limites e o PT apostou demais na passividade dos brasileiros. O resultado está aí…

Entre os mais velhos, que lutaram para derrubar os militares, é muito estranho ver esta nova movimentação, agora contra os políticos que substituíram os militares. Chega a ser irônico, para não dizer trágico. Mas afinal, o que de fato está acontecendo? Quem ganha e quem perde com tais protestos? Eles representam uma nova etapa de conscientização da população brasileira? Quais seus possíveis desdobramentos?

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