Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Para onde caminha o Brasil

dilma perdidaQue o Brasil está a cada dia mais parecido com a Venezuela é um fato.  Há alguns anos, a discussão entre petistas e opositores era se a Venezuela estava trilhando ou não no rumo do autoritarismo. Os fatos provaram que os alertas sobre a escalada autoritária da Venezuela estavam corretos. Hoje a Venezuela é sim uma ditadura plena com direito a “poderes especiais” para o presidente, prisões arbitrárias, torturas e até mortes de opositores.

E o que o Brasil tem a ver com isso?

Tudo. O governo do PT não só apoia o governo venezuelano, como ajuda a financiá-lo.

Muito debate ainda é travado sobre a importância do Foro de São Paulo na coordenação dos movimentos de esquerda da América Latina, mas é fato que os governos de esquerda estão cada dia mais enrolados em crises políticas e econômicas que têm sim tudo a ver com seus projetos políticos. Será coincidência que em todos os países governados pelo eixo bolivariano, suas populações estão divididas e em pé de guerra? Será coincidência o fato de que em todos estes países a imprensa ser perseguida? Será coincidência que em todos estes países a máquina pública ter sido aparelhada para a perpetuação do poder? Será coincidência que em quase todos estes países terem ocorrido mortes misteriosas de opositores? Será coincidência que em todos estes países o aumento do estatismo que está levando suas economias à bancarrota? Leia mais

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A crônica de uma tragédia anunciada: o objetivo declarado de “construir” o socialismo

lula_chavezNo segundo post desta série citei várias ações autoritárias do PT desde o primeiro ano de governo, sempre tentando subjugar as demais instituições do Estado, inclusive os poderes Legislativo e Judiciário. Nas duas últimas semanas, o PT “avançou” ainda mais rapidamente no seu objetivo de “socializar” o Brasil. E dessa vez não teve meias palavras. O PT colocou nas diretrizes de um eventual segundo mandato de Dilma o compromisso explícito de “INVERTER PRIORIDADES E ESTABELECER UMA CONTRA-HEGEMONIA AO CAPITALISMO, CAPAZ DE CONSTRUIR UM PROJETO DE SOCIALISMO RADICALMENTE DEMOCRÁTICO PARA O BRASIL” (ver aqui o documento original do PT)

E antes que alguém diga que a presidente não sabe sobre tais diretrizes, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), secretário-geral do PT, já garantiu que nenhuma proposta do partido é feita à revelia da presidente (ver aqui).

Ou seja, aquele acanhamento inicial que levou o PT esconder as atas do Foro de São Paulo e a escrever a famosa Carta aos Brasileiros já não existe mais.  Aliás, desde o final da década passada o próprio Lula, falando no Foro para a “companheirada”, já se gabava da estratégia de esconder os passos iniciais da organização de partidos de esquerda que até então já tinha ajudado a eleger 12 presidentes na América Latina.

Portanto, nenhuma surpresa para quem acompanha o processo gradativo gramsciano de conquista da hegemonia da opinião pública para assegurar a “legitimidade” da construção do tal “socialismo democrático” que de democrático não tem nada, afinal pressupõe uma opinião publica manipulada pela cúpula detentora do “monopólio das virtudes”.

A única surpresa disso tudo é a aceleração do processo de “avanço” socializante do PT nas últimas semanas. Além do documento das diretrizes citado acima, a presidente Dilma assinou na sexta-feira, 23 (quando os jornalistas já estão em clima de fim de semana), um decreto que cria uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social” (ver aqui o decreto). Leia mais

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A crônica de uma tragédia anunciada: Na oposição, “quanto pior melhor”. No poder, nacionalismo em alta

lula_xingandoNo post anterior desta série, mostramos como o Foro de São Paulo teve um papel importante na coordenação dos esforços para eleger presidentes de esquerda em todo o continente, com o objetivo de implementar a agenda socialista de forma gradativa, como preconizada por Antonio Gramsci. A partir deste post, vamos falar das estratégias de conquista, manutenção e perpetuação no poder colocados em prática pelos governantes de esquerda. Vejamos:

Antes de chegar ao poder, os partidos de esquerda organizados via Foro de São Paulo fizeram violentas e irresponsáveis oposições, sempre se apresentando como os porta-vozes da ética e do povo. Eram os “reis das CPIs”. Bradavam contra tudo e contra todos. No Brasil, o PT notabilizou-se por ser contrário às principais reformas que colocaram o Brasil nos trilhos, entre elas o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Torceu sempre pelo pior, pois esta era a sua chance de colocar em prática sua maior aspiração: a chegada ao poder. Nunca demostrou a menor disposição em contribuir com algo positivo. Mesmo sendo um dos principais responsáveis pela derrubada de Collor, rejeitou apoio ao governo de transição de Itamar Franco.

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A crônica de uma tragédia anunciada: o papel do Foro de São Paulo na ascensão do bolivarianismo

foro_de_sao_pauloForo de São Paulo: como tudo começou

A ascensão da esquerda na América Latina tem um marco histórico: o Foro de São Paulo, realizado pela primeira vez em 1990. A ideia da criação do evento foi de Fidel Castro. Na ocasião, o ditador cubano buscava outra fonte de renda para manter seu regime, uma vez que, com a queda do bloco comunista, a ilha tinha perdido a “mesada” dos soviéticos. Portanto, para Fidel, o Foro representava uma esperança de recuperar, na América Latina, pelo menos um pouco do que foi perdido com a derrocada do leste europeu, uma questão de sobrevivência para Cuba.

O PT comprou a ideia e passou a financiar o projeto castrista de unificar os esforços de todos os partidos de esquerda, sindicatos, associações comunitárias e até grupos terroristas como as Farc da Colômbia e o MIR do Chile.

As ações coordenadas deram resultado. Depois de 8 anos, o Foro conseguiu eleger o primeiro presidente pela via democrática: Hugo Chaves. Desde então, o Foro tem colecionado vitórias em toda a América Latina, a ponto de José Dirceu recentemente gabar-se de ter ajudado a eleger 14 presidentes no continente (hoje já são 16). Leia mais