Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Três argumentos para NÃO votar no PT

dilma_aecioEu poderia listar dezenas de razões para não votar no PT (e conseqüentemente votar no Aécio), mas vou me limitar a citar três para não deixar o texto muito longo.

1) O argumento econômico

Todo mundo já deve ter percebido que todas as vezes que Dilma sobe nas pesquisas, a bolsa de valores cai e o dólar sobe e vice-versa. Em qualquer lugar do mundo, tal comportamento do mercado deveria estar mais ligado à oposição, mas aqui o governo é quem é o motivo da incerteza. O porquê de tal pessimismo com relação a política econômica atual é resumido em uma só palavra: insustentabilidade. A grande massa não consegue ver isso ainda, mas entre os economistas é consenso que o governo tem que mudar a rota para não cair no precipício. O problema é que o governo não demostrou até agora disposição em reconhecer pelos menos seus equívocos, os mesmos cometidos há alguns anos na Venezuela e na Argentina, dois países arrasados pela combinação perversa de populismo e estatismo, a mesma linha seguida pelo PT.

Portanto, a primeira certeza que teremos a partir de segunda-feira é que, a depender do candidato que escolheremos no domingo, teremos uma forte alta da bolsa de valores e baixa do dólar (no caso de vitória do Aécio) ou de forte queda da bolsa combinada com alta do dólar (no caso de vitória da Dilma).

Para a grande massa tais oscilações não significam muita coisa. No entanto, no médio e no longo prazo o maior ou menor otimismo dos investidores agora pode ser a diferença entre a necessária correção de rumo ou no mergulho de vez na crise. Leia mais

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Comparação Lula x FHC (corrupção)

Não costumo escrever artigos específicos sobre casos de corrupção, pois não tenho o menor saco para ficar discutindo “quem roubou mais”, nem para me colocar na defesa de qualquer acusado. Não boto a mão no fogo por ninguém, pois tenho a percepção clara de que a política atrai corruptos e tende a corromper quem não tem convicções firmes, principalmente depois de muito tempo no poder.

Apesar da minha relutância ao tema, é impossível ficar indiferente à enxurrada de escândalos que surgem nos jornais a cada dia. Pior que isso é perceber que estes não mais provocam indignação como antes, a ponto de um escândalo como o do Petrolão, por exemplo, que até o que se sabe movimentou um volume de recursos 33 vezes maior que o Mensalão, não render uma única reportagem nas três edições da revista eletrônica semanal “Fantástico” da Rede Globo, desde que a revista Veja trouxe mais este escândalo à tona, há três semanas.

Ué? Mas não é a Globo que vive sendo acusada pelo PT de querer derrubá-lo? Como deixaram então passar esta oportunidade? A resposta para esta aparente contradição você encontra em um outro post do nosso blog (ver aqui).

Feitas estas divagações, vamos então ao tema deste artigo.  Observe os gráficos abaixo:

rede_escandalos_fhc_lula

Eles representam os escândalos de corrupção nos oito anos do governo FHC e nos oito anos do governo Lula. A visualização está comprometida, mas no site da revista Veja é possível visualizar em detalhes, com links, evolvidos, conexões e tudo o mais (ver aqui).

A Rede de Escândalos da Veja é bem mais abrangente que os governos Lula e FHC. Começa a partir do governo Sarney até os dias atuais. Não publiquei os demais governos porque os períodos Sarney, Collor/Itamar e Dilma são menores que os oito anos de FHC e Lula, o que pode prejudicar a comparação visual. E como a polarização política entre PSDB e PT sempre esteve mais centrada em seus maiores ícones, resolvemos então mostrar aqui apenas os gráficos dos dois períodos cuja duração é igual. Leia mais

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Lula e a dívida pública (final)

Comparativo Lula x FHC sobre o endividamento público

Lula brincando com números

Com este post finalizamos esta série sobre a Dívida Pública.  Confesso que aprendi muito nestes últimos meses, inclusive com alguns internautas. Um deles nos passou algumas informações importantes sobre o processo de endividamento da era FHC, até hoje uma das marcas mais negativas do Governo do PSDB, aliás um fator decisivo para a perda do meu apoio como eleitor, já no final do primeiro mandato.

Depois de estudar a evolução da dívida na era Lula, vamos então retornar um pouco a era FHC para concluirmos esta série com um comparativo entre os processos de endividamento nos dois Governos, assunto este que deveria ser, se não a maior, pelo menos uma das maiores preocupações dos governantes brasileiros, uma vez a dívida pública recebe, desde a era FHC, o maior “orçamento” da união.

Como sempre, ao pesquisar sobre o assunto, encontramos muitas informações desencontradas, a maioria recheada de discursos ideológicos, onde sobram bravatas e faltam argumentos realmente consistentes. Leia mais

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Comparação Lula x FHC

Charge Lula x FHCComparar os números dos governos Lula e FHC pode levar a conclusões equivocadas, pois ambos os governos enfrentaram realidades bem distintas (ver antes o artigo “Contextualizando o Governo Lula”). Para fazer uma comparação mais justa, citamos as principais ações de cada governo, levando em consideração os respectivos contextos internacionais e locais.

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MACROECONOMIA

Os desafios da era FHC

A era FHC foi caracterizada principalmente pela tentativa de estabilização da economia brasileira, condição sine qua non para o início do processo de crescimento verificado na era Lula. Ao contrário do que muita gente pensa, a vitória contra a inflação não ocorreu apenas com o Plano Real, lançado já no final do governo Itamar. A inflação, embora controlada, ainda não atingira um nível compatível com as economias estabilizadas, exigindo um longo processo de desindexação e um rígido controle da taxa de câmbio. Não havia ainda um regime de metas de inflação; os estados gastavam mais do que arrecadavam, pois não havia ainda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não havia uma política de superávit primário que apontasse para a redução gradativa das dívidas interna e externa. O sistema financeiro apresentava vulnerabilidades, com bancos em crise com a perda dos ganhos com os juros altos da época da inflação, assim como os Estados que apoiavam suas receitas nos bancos estaduais, que também lucravam com o processo inflacionário. O déficit previdenciário crescia descontroladamente e a máquina estatal cada dia ficava mais obsoleta pela ausência de recursos para investimentos, principalmente  nos setores de infra-estrutura, essenciais para o crescimento da economia. Leia mais

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Contextualizando o governo Lula

Nos últimos anos nos acostumamos a ver recordes sucessivos do governo Lula. A descontextualização dos números, no entanto, supervaloriza as conquistas do atual governo e ajudam popularizá-lo, a ponto do presidente não mais se preocupar com eventuais quedas nos índices de aprovação, mesmo depois de suas veementes defesas a José Sarney e Renan Calheiros, dois dos maiores representantes da política coroneslista que controlam o Congresso brasileiro.

Abaixo enumeramos alguns fatores que supervalorizam os números do governo do PT.

A evolução natural

Entre os erros mais freqüentes (e mais desonestos) ao se comparar os números entre os governos do PT e do PSDB é ignorar o processo natural de evolução da economia. É algo como comparar um veículo do ano com um veículo de uma década atrás. O veículo novo tem a obrigação de ser melhor, pois muitos dos recursos novos são resultantes do aperfeiçoamento constante da tecnologia, processo este que tem sido acelerado cada vez mais nos últimos anos. Leia mais