Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Reestruturação do ensino em SP: uma lição para o Brasil

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Há duas semanas o noticiário tem mostrado a luta dos “heróicos” estudantes de São Paulo contra a truculência da polícia e do governador fechador de escolas Geraldo Alckmin. Com raríssimas exceções, esta tem sido a tônica nas redes sociais e da maioria das reportagens veiculadas sobre o caso na grande mídia, inclusive na principal reportagem do Fantástico da Rede Globo da semana passada, edição esta que ignorou completamente a notícia mais importante da semana com repercussão dos principais jornais do mundo: a prisão do líder do governo no Senado, vale lembrar.

É realmente de espantar. Mas sigamos em frente. No caso do fechamento das escolas, a primeira pergunta que surge na mente de qualquer pessoa normal é: por que? Por que um sujeito que quer ser presidente da república viria comprar uma briga como esta?

Que o projeto foi mal conduzido e mal explicado não resta a menor dúvida. Aliás, esta tem sido uma marca do PSDB: a incapacidade de mostrar seus projetos e, principalmente, de neutralizar as narrativas criadas pelo marketing petista. Mas, e o papel da imprensa nisso tudo, como é que fica? Será que buscaram realmente as informações necessárias para responder as perguntas básicas que citei acima? Leia mais

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Tempos estranhos, onde provas não provam mais nada e Lula permanece solto

lula-comicioUma frase do ministro do STF, Celso de Mello, descreve bem nossa situação atual: “Vivemos tempos estranhos, tempos muito estranhos, em que se nota a perda de parâmetros, o abandono a princípios, o dito passando por não dito, o certo por errado, e vice-versa”.

De fato, é muito estranho que as pessoas estejam enjoadas de discutir política e economia justamente em um momento tão crucial da nossa história, quando temos uma presidanta que foi eleita com um discurso, mas que governa com outro; quando vemos o principal partido da situação (o próprio PT) fazendo oposição ao próprio governo; quando vemos um ex-presidente falastrão, o principal responsável pela atual crise, já em plena campanha para a próxima eleição, usando o horário eleitoral para firmar posição contra o próprio governo; vemos o maior aliado do governo, o PMDB, que se comporta também como oposição; vemos uma oposição que tem receio de fazer oposição; vemos uma multidão nas ruas que não se vê representada pelos partidos de oposição; vemos partidos de oposição que planejam se fundir com partidos governistas justamente no momento em que o governo está mais enfraquecido; vemos um governo que delapidou a Petrobrás e que, ao mesmo tempo, patrocina manifestações em “defesa da Petrobrás”; vemos um governo que se gaba de “investigar”, mas que, ao mesmo tempo, tenta, nos bastidores, melar as investigações e a reputação do corajoso juiz que resolveu de fato investigar; vemos um ministro do STF que foi advogado do PT julgando seus antigos clientes; e pior: temos agora um novo candidato ao STF, também ex-advogado do PT, com ideias ainda mais “progressistas” que o mais progressista dos juízes da corte bolivariana de Maduro… Leia mais

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Nunca se mentiu tanto

charge-petroDesde que Lula apareceu chorando na TV pedindo desculpas por seus companheiros que o haviam “traído”, o PT tem se notabilizado por conseguir driblar as repercussões dos casos de corrupção cada dia mais frequentes e escabrosos envolvendo figurões do partido. O bastão do “eu não sabia” de Lula foi repassado para Dilma, de modo que mais de uma década depois o país continua no mesmo suspense, agora no escândalo do Petrolão: sabiam ou não sabiam? Eis a questão.

Quem acompanha o noticiário diariamente lembra muito bem dos esforços de Lula para tentar barrar as investigações, tanto no Congresso (nas duas CPIs criadas e esvaziadas para investigar a Petrobrás) quanto nas demais instituições com prerrogativa constitucional de investigação, que o governo insiste, na cara de pau, em tentar vender a ideia de que as investigações só acontecem “porque o governo manda investigar”. Leia mais

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Na campanha mais odiosa e mentirosa da nossa história, quem tem mais culpa?

debateNosso país está divido. É um fato. Nunca as pessoas se odiaram tanto por causa da política. Nas redes sociais, em casa, no trabalho, onde quer que você vá, a política provoca acaloradas discussões que muito frequentemente terminam em agressões físicas.

Claro que para cada ação existe uma reação, de modo que para quem assiste a briga de longe fica difícil distinguir quem tem mais razão ou, pelo menos, quem agrediu primeiro. E para quem já tem nojo da política, tal acirramento é mais um motivo para ficar ainda mais distante do debate. Mas, será que ambos os lados realmente se equivalem? Será que ambos têm a mesma parcela de culpa? Vejamos.

Para quem acompanha de perto este debate desde os tempos em que o PT foi oposição, no entanto, não resta a menor dúvida que o maior responsável por este festival de aberrações é o PT. Os dados não mentem. Vejamos:

  • Dos 22 anúncios veiculado pelo PT até o momento nas inserções dos intervalos comerciais de TV, 19 são ataques a Aécio. Do lado do PSDB, dos 18 anúncios veiculados, apenas oito são ataques ao PT. (ver aqui)
  • Levantamento feito pela revista Isto É sobre o debate do SBT revela que a presidente Dilma mentiu ou deturpou dados 14 vezes, enquanto que Aécio mentiu ou deturpou duas vezes (ver aqui)
  • Dos 28 boatos que circulam na web sobre Aécio Neves 17 acusações são falsas; 2, sem provas; 5, capciosas; e 4, verdadeiras, porém com ressalvas (ver aqui). Do lado da campanha de Dilma, não consta até aqui nem de perto uma coletânea de acusações pelo menos parecida como as que circulam em relação ao Aécio. Mas não por falta de motivos para falar, e sim porque os partidários do PSDB não tem a mesma falta de escrúpulos que tem demostrado o PT. Percebam que até hoje o PSDB não usou o passado de Dilma para atacá-la. Claro que para boa parte do eleitorado do PT os crimes praticados por ela na época da ditadura (sequestros, assalto e atentados) são louváveis. No entanto, para a grande massa de eleitores do PT de hoje, das classes mais baixas, tais informações causam grande repulsa.

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Até onde a cara de pau petista pode chegar

Amigos, ainda não voltei ao blog. Este post é apenas um pequeno desabafo diante da sequência de absurdos que tenho visto nestes dias. Eis que hoje me defronto com a seguinte postagem de um desses blogs sujos patrocinados pelo governo (Brasil 247), repercutida por um amigo por quem tenho grande consideração.

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Fiquei atônito, pensando até que ponto a paixão política pode cegar as pessoas. Como uma pessoa de bem, excelente pai, marido, irmão, amigo, pode chegar ao ponto de divulgar uma baboseira dessas?

Já não bastam mais imagens para comprovar os fatos. Não basta mais ver os acusados falando em tom de deboche tudo o que a revista Veja publicou. Basta uma perícia qualquer contratada por um acusado que diz ter identificado “dois cortes” na gravação e pimba! Acabou a acusação. Isto já é suficiente não apenas para inocentar completamente os acusados, como também para inverter a acusação de fraude para o portador da notícia!

Ou seja, os caras que inventaram esta “obra-prima” da esgotosfera financiada pelas estatais não levaram nem em consideração que um dos envolvidos, o Luiz Azevedo, assessor de Ricardo Berzoini, chegou a divulgar uma nota onde praticamente admite as acusações. Em suas próprias palavras “por se tratar de uma ação investigativa do parlamento envolvendo uma empresa estatal, evidentemente a articulação política do governo não deve se omitir de participar dos debates com parlamentares, inclusive para a formação do roteiro e da estratégia dos trabalhos”. Em nenhum momento da nota ele chega a questionar a gravação como fazem os doidivanas nos blogs sujos. Apenas limita-se a ressaltar sua atuação política nos bastidores, achando tudo absolutamente normal!

Aliás, não só ele. O ministro Paulo Bernardo repetiu o que todo petista tem repetido desde que começaram a estourar os primeiros escândalos do PT. Nas palavras do próprio Bernardo, “isso vem desde Pedro Álvares Cabral. Porque, na primeira CPI, já deve ter acontecido isso. A não ser que a gente queira fingir que nós somos todos inocentes, que somos muito hipócritas, e falar: ‘Não, isso não acontece’”.

Ou seja, é a institucionalização da corrupção. Até bem pouco tempo o governo ainda negava ou jogava a culpa para um bode expiatório do terceiro escalão. Agora admite tudo e acha normal!

Enfim, não seria preciso nem gravação para comprovar a veracidade das informações publicadas pela Veja, mas para os teleguiados eleitores petistas, nada que venha da Veja merece o menor crédito. Já as baboseiras publicadas pelos blogueiros chapa-branca…

É a velha estratégia esquerdista de acirrar os ânimos para se proteger de qualquer acusação. Você estimula o ódio contra um inimigo qualquer e passa a classificar de “conspiração” qualquer crítica que lhe façam. Muita gente se pergunta ainda hoje como o nazismo foi possível. Eis a resposta: com muita lavagem cerebral e com cultivo da fé em um partido que se acha acima de tudo e de todos.

Para quem ainda não viu, segue o vídeo gravado por um funcionário da Petrobrás através de uma caneta espiã. Assistam e tirem suas próprias conclusões: https://www.youtube.com/watch?v=_gkpvF0yfCI

Como já dizia um velho ditado popular: o verdadeiro cego é aquele que não quer ver.

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Um país cada dia mais dividido e cheio de ódio

dilma_vaiadaAmigos, este post é um desabafo de um ex-petista. Sei que hoje sou visto de forma enviesada por muitos de meus amigos de outras épocas, mas este post é dedicado a eles e todos os petistas que ainda não perceberam que foram enganados por Lula e pelo PT.

E por que tenho me empenhado tanto neste assunto ultimamente? Porque percebo já há muito tempo que estamos trilhando o mesmo caminho sem volta da Venezuela, nosso vizinho que está à beira de uma guerra civil. Tenho alertado sobre este processo gradativo aqui no nosso blog desde 2009 e a cada ano vejo concretizados os meus temores, conforme pode ser visto nos meus últimos posts.

Recentemente ganhei um colega de trabalho venezuelano que está no Brasil justamente para se afastar do inferno que está a Venezuela. Conversamos sempre que podemos sobre as novidades de ambos os países e a constatação é sempre a mesma: o Brasil de hoje é a Venezuela de alguns anos atrás. Infelizmente, caminhamos a passos firmes para a recessão, com inflação, população em pé de guerra, protestos em todos os lugares, violência galopante e, por fim, a consolidação do autoritarismo. Não é preciso ser nenhum cientista político para perceber que já estamos vivendo isso no Brasil. Em escala menor, mas progressivamente e cada ano mais rapidamente. Leia mais

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Algumas coisas que a imprensa não fala sobre Mandela

mandelaNunca senti um desconforto tão grande para falar sobre um assunto como este de hoje. É difícil passar uma vida inteira vendo uma pessoa de um ângulo e, de repente, vê-la de um outro, que mostra nuances bem diferentes daquilo que acreditávamos e que gostávamos de acreditar. Na verdade, gostamos de ter ídolos e heróis. E é esta tendência humana uma das responsáveis por transformar tantas figuras polêmicas (alguns verdadeiros psicopatas) em modelos a serem seguidos. Com Mandela infelizmente não foi diferente. Longe de ser o herói celebrado com quase unanimidade entre os líderes de todo mundo, seu passado inclui algumas passagens que chocam quem não as conheciam, como eu. Sim, ele tem seus méritos. Amadureceu, perdoou, acabou com o Apartheid. Mas seus méritos não devem passar uma borracha no lado obscuro do seu passado. Leia mais

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Os segredos bilionários do PT e o silêncio da “imprensa golpista”

lulaSempre soube que muita sujeira viria à tona depois que Lula deixasse o poder, mas não esperava tanto. No último dia 15 ficamos sabendo de mais uma aventura do PT no exterior envolvendo U$ 6 bilhões (de DÓLARES!) em “segredo de estado” (ver aqui). Oficialmente, trata-se de “empréstimos” a Cuba e a Angola, porém ninguém sabe as condições dos “acordos”, os juros, os prazos e todas as garantias legais comuns a qualquer transação financeira normal e que deveriam ser de conhecimento público, mas não são.

Infelizmente o PT do poder é bem diferente do “guardião da ética e do patrimônio público” da época da oposição e, mais uma vez, recorreu a práticas comuns a regimes autoritários para encobrir mais esta “caridade” com o nosso dinheiro, a exemplo de episódios semelhantes com alguns vizinhos latino-americanos como a Bolívia, Equador, Paraguai e Argentina que também tiraram umas lasquinhas do nosso cada vez mais apertado orçamento.  A prerrogativa de “segredo de estado” garante o sigilo das operações que só poderão ter seus detalhes revelados a partir de 2027, depois que Lula tiver sido sepultado com todas as honras e glórias de “mito”.  Leia mais

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O Brasil estragou tudo?

o_brasil_estragou_tudoA última capa da revista britânica The Economist sobre o Brasil corrige uma falha da própria revista, quando, quatro anos antes, publicou uma outra reportagem especial excessivamente otimista sobre nosso país. Não traz nenhuma novidade, nada além do que boa parte dos economistas, empresários e jornalistas alertam há anos, mas traz a credibilidade de um olhar estrangeiro de uma das mais respeitadas revistas do mundo.

Dessa vez a repercussão no Brasil foi bem aquém das expectativas. Diferente da capa de 2009 que mostrava o Cristo Redentor decolando, utilizada abundantemente pela militância do PT para reforçar o clima de “Brasil potência” às vésperas das eleições presidenciais, dessa vez quase nada se falou, nem mesmo a Carta Capital, a revista que é associada à revista britânica. Leia mais

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A grande desaceleração

brics_afundandoA revista britânica The Economisth é ótima em “fotografar” momentos importantes da história, mas péssima em analisar tendências de longo prazo. Sua última capa, que mostra a desaceleração dos BRICs, é um choque de realidade em suas otimistas análises anteriores. Já comentamos aqui algumas de suas capas. Vamos relembrar.

Em 2009, a revista publicou uma análise excessivamente otimista do Brasil, ilustrando sua capa com a imagem do Cristo Redentor decolando. Apesar do equívoco, a reportagem teve dois grandes méritos: 1) desmistificar o ufanismo lulista que atribuía a si todos os méritos do bom momento do Brasil, valorizando as reformas anteriores ao governo Lula; 2) apontar arrogância de Lula como um dos principais problemas do país, ao promover a radicalização política e impedir o verdadeiro debate que deveria ser tratado nas eleições, que seria a qualidade e a sustentabilidade do nosso crescimento nos próximos anos. Neste caso, a revista acertou em cheio, pois foi exatamente o que aconteceu.

Em 2010, a revista publicou mais uma capa otimista sobre a América Latina, com uma análise parecida com a anterior, apontando o boom dos preços das commodites como a principal alavanca do crescimento da região, o que possibilitou uma sensível redução da pobreza da região e uma maior resistência às crises. Claro que o boom das commodities não iria durar para sempre, mas pelo menos em relação à América Latina a revista até que não errou tanto, afinal, com exceção dos países que mais mergulharam no populismo, como Venezuela e Argentina, de um modo geral a América Latina aproveitou melhor a década passada. O link do nosso site com os comentários sobre as duas capas pode ser lido aqui.

Em 2012 , a revista apontava o novo “capitalismo de estado” dos BRICs como uma suposta alternativa ao capitalismo de livre mercado. Ou seja, mais uma vez a revista deixou-se levar pelo sucesso momentâneo sem olhar para o longo prazo. Nosso post sobre o assunto pode ser lido aqui.

Portanto, a “fotografia” atual da revista, que mostra a desaceleração também dos BRICs é de certa forma uma correção de rota. Uma capa mais realista, que de certa forma coloca um contraponto ao otimismo em relação a tais países em anos anteriores.  A ilustração é melhor que a reportagem. Ela mostra a China bem à frente dos demais, mas já começando e pisar em lama; a Rússia ainda em pé, mas já enrolada; a Índia afundando na lama, mas ainda com os braços livres; e por fim o Brasil, com braços e pernas afundados na lama. Leia mais

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A culpa é da Globo!

globoNo ápice dos protestos, no final de junho, fui surpreendido por uma convocação da minha filha, de dez anos, para participar de um protesto contra a Globo. “Um dia sem Globo” era o mote do protesto organizado pela galerinha do “Face”.

Dupla surpresa para mim. Primeiro, porque na minha casa todos são apolíticos. Segundo, pelo engajamento demonstrado por minha filha que justificava o porquê do protesto: “A Globo só mostra os baderneiros! Queima o filme dos manifestantes!”, justificou.

Neste momento lembrei de uma manchete recente do blog do ex-jornalista Paulo Henrique Amorim, o famoso Conversa Afiada (para mim Conversa “Fiada”, mesmo) , que também metia o pau na Globo: “Jornal Nacional: 40 minutos para os protestos, 1 minuto para Dilma!”.  Bom, na certa ele queria que a Globo, para ser imparcial, cronometrasse 20 minutos de cobertura dos protestos e 20 minutos repetindo a única frase que a Dilma tinha proferido até então: “o Brasil acordou mais forte”. A audiência iria bombar, certamente!!!

Trocando em miúdos, enquanto os revolucionários mirins diziam que a Globo queria enfraquecer o movimento, o porta-voz do PT na esgotosfera, Paulo Henrique Amorim, acusava a Globo de incentivar o movimento. Ou seja, a Globo é pau pra toda obra.

Para quem não conhece PHA (a sigla, como também é conhecido o ex-jornalista), ele é hoje o maior ícone da esgotosfera, uma nova modalidade de “jornalismo” cuja característica mais marcante é o escarnio, a zombaria e, principalmente, incitação ao ódio partidário. Leia mais

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O “cara” do “cara”

Em um comício realizado nesta quarta-feira, na Bahia, Lula proferiu mais uma de suas pérolas. Segundo o comentarista Carlos Sardemberg, na Rádio CBN, ele teria dito textualmente o seguinte:

– Obama falou que eu era o “cara” há dois anos e nem sabia das pesquisas de popularidade que estão saindo agora. Se ele soubesse iria falar: não é que este “cara” não é o “cara” do “cara”!!!

Vejam a que ponto chegamos. Como se não bastasse o absurdo do presidente participar de comícios, descumprir as leis, desafiar as instituições democráticas, ainda temos que suportar o “cara” se elevar ao quadrado em mais uma corriqueira seção de autoglorificação.

Como continuo sem tempo (e sem saco para escrever), vou postar aqui uma boa entrevista publicada na Veja sobre este personagem chamado Lula, às vésperas de sua sonhada eleição plebicitária. Leia mais

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Um olhar estrangeiro sobre a América Latina

Quintal de Ninguém - O crescimento da América Latina / O Brasil decolaA revista britânica “The Economist” publicou na semana passada uma interessante reportagem especial sobre a ascensão da América Latina no cenário econômico mundial. Com o título “Quintal de ninguém – O crescimento da América Latina”, os ingleses, distantes dos radicalismos políticos que obscurecem a visão da nossa realidade, ratificam o que reafirmamos aqui quase que diariamente: o bom momento econômico pelo qual o Brasil e a América Latina passam hoje é fruto de um processo histórico, iniciado na década de 90 com o controle da inflação e as reformas econômicas promovidas no período pós-ditaduras, cujos frutos estão sendo colhidos agora, combinado com o bom momento da economia global que  quase duplicou o PIB mundial entre 2003 e 2008, pulando de US$ 33 trilhões, em 2002, para US$ 60,8 trilhões, em 2008. Vale salientar que em todo período FHC, o PIB mundial aumentou apenas US$ 4 trilhões. Leia mais

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Lula e a “Mídia Golpista” (PARTE 3)

Terminamos o segundo post desta série com uma pergunta: a quem interessa uma imprensa desmoralizada? A resposta é óbvia: a todos os corruptos do país, especialmente os corruptos políticos.

Neste contexto, o atual Governo presta um grande desserviço a nossa democracia, pois, ao usar sua popularidade para colocar a sociedade contra a imprensa, Lula coloca a faca e o queijo nas mãos dos congressistas para que estes elaborem uma nova lei de imprensa, de acordo com seus interesses.

Um mau prenúncio

O projeto de lei do Dep. Paulo Maluf que limita os poderes do Ministério Público na investigação de políticos é uma mostra do que pode vir a ocorrer num futuro com uma nova lei de imprensa criada por um Congresso em conflito com a mídia. Este mesmo projeto (já aprovado na Câmara e atualmente em tramitação no Senado) foi usado pelo próprio presidente Lula para “alertar” o Ministério Público com uma possível “castração de poderes”, caso o novo procurador geral da república não tivesse cuidado com as “biografias” dos investigados (no caso, Sarney). Leia mais

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Lula e a “Mídia Golpista” (PARTE 2)

O processo de “desencantamento” da imprensa com o presidente Lula, descrito na primeira parte deste artigo, pressupõe que no início do governo a mídia ainda não tinha o caráter “golpista” a ela atribuído nos últimos meses. Para embasar esta afirmação, analisei as três primeiras pesquisas científicas que apareceram no Google sobre a cobertura dos principais jornais do país nas eleições de 2002, das quais posto aqui as principais conclusões.

Pesquisa 1 – Katia Saisi *

Citação 1:
“Verifica-se que os percentuais de citações que os jornais fizeram de cada candidato são bastante próximos e não houve diferença maior do que três pontos. No primeiro turno, o destaque é dado para Serra (31,48% na Folha e 31,44% no Estado), seguido por Lula (28,30% na Folha e 30,88% no Estado), Ciro (24,30% e 23,41), Garotinho (15,34% e 14,07%). (…) Já no segundo turno, Lula liderou praticamente com 60% das aparições nos dois jornais, ficando Serra com 40%.” Leia mais

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Lula e a “Mídia Golpista” (PARTE 1)

Nos últimos meses a Internet tornou-se um grande campo de batalha ideológica entre os defensores incondicionais de Lula e seus os críticos. Na verdade, este é um processo que vem ocorrendo em menor grau desde o escândalo do Mensalão, mas que arrefeceu após as eleições de 2006. Recentemente a batalha recomeçou devido principalmente a cinco graves erros políticos do Governo Lula.

Erro nº 1: o eterno palanque

O presidente, desde que assumiu o governo, nunca desceu do palanque. Em todas as oportunidades que teve de falar em público, procurou sempre se apoderar de todos os méritos pelo bom momento econômico que vive o país, fazendo comparações descontextualizadas em relação ao governo anterior, apesar de não mudar uma vírgula das políticas “neoliberais” herdadas e, paradoxalmente, tão criticadas quando oposição. Leia mais