Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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E agora Dilma? (parte 3)

dilma_cortando_gastosOlá amigos, nesta terceira e última parte sobre nossas impressões sobre os primeiros dias do novo governo, vamos falar de mais alguns dilemas que a nova presidente está tendo que enfrentar por causa do populismo do seu antecessor, que pensou mais nas eleições do que realmente no bem do país.

Como prevemos aqui, as “faturas” da farra eleitoral começaram a chegar. Se você não leu ainda os posts anteriores, clique nos links: parte 1, parte 2.

.Juros aumentando

E como também era previsto, os nossos juros voltaram a subir. Pior: com uma tendência de alta para os próximos meses, o que significa que vamos continuar no pódio das taxas de juros.

Temos aqui um dos principais fatores para o aporte maciço de dólares para o nosso país nos últimos anos, pois enquanto no primeiro mundo os juros praticamente zeraram, aqui já voltamos à casa dos dois dígitos já na primeira reunião do Banco Central do novo governo. Resultado: mais dólares no mercado, o que significa mais queda da moeda norte-americana, que significa mais valorização do Real, que significa mais queda na nossa competitividade, que significa mais déficit nas transações correntes, que, por sua vez, podem nos levar a uma grave crise cambial. Leia mais

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E agora Dilma? (parte 2)

charge-aroeira-dilma-corrupcaoComo vimos na primeira parte deste post, Dilma mal começou o governo e já teve que admitir um dos principais erros do governo Lula: a escalada dos gastos públicos, crítica esta que a própria Dilma tentou se esquivar na campanha eleitoral. Vimos também o efeito dominó que tais gastos têm em diversos indicadores econômicos e a contradição estrutural da nossa economia que hoje sofre com o excesso de dólares, porém, ao mesmo tempo, precisa cada vez mais de financiamento externo para contrabalançar o crescente déficit em transações correntes e financiar os mega-projetos lançados e já capitalizados politicamente por Lula, mas que ainda precisam ser concretizados por Dilma.

Neste post, vamos falar de mais algumas contradições da nossa economia e dos dilemas a serem enfrentados pela nova presidente. Se você não leu o primeiro post, clique aqui.

Crédito saturando

A diferença entre remédio e veneno é apenas a dose. A antiga premissa da medicina também se aplica a economia. Depois de uma necessária e tardia recuperação do crédito a partir do 2º mandato de Lula, a qual se tornou possível com a abundância de dólares no mercado, a partir de 2005, e com a redução da nossa taxa de risco, o Governo Lula exagerou na dose e queimou quase todas as fichas do crédito, inclusive de forma ilícita, como mostra a reportagem do Estadão, razão pela qual Lula está sendo investigado pelo Ministério Público. Leia mais

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E agora Dilma? (parte 1)

charge_clayton_dilmaOlá amigos internautas! Estou de volta para mais uma temporada de posts. Logicamente, minha reestréia vai ser dedicada a um balanço dos últimos três meses em que fiquei sem postar, especialmente sobre a estréia da nossa presidente.

Que me desculpem os fãs de Lula, mas vou começar expressando minha alegria de não ter que ver mais todos os dias o “cara” promovendo o próprio culto. Se bem que a alegria pode ser passageira, já que ele já deixou claro que pretende voltar, além de ainda ter que agüentar seus inevitáveis “pitacos” no governo da sua pupila. De qualquer forma, quatro anos de férias de Lula é um consolo.

Mas a volta de Lula pode não ser tão fácil quanto ele pensa. Aos poucos, as nuvens da economia vão mudando e em todos os pontos de piora ficam cada dia mais evidentes as falhas e omissões do governo anterior, o que coloca a nova presidente numa situação delicada, pois, apesar de ter sido conduzida ao Planalto por Lula, está tendo agora que tomar medidas que vão de encontro aos rumos até pouco tempo defendidos por ela. Leia mais