Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Como continuar sendo petista?

tati_bernardiO título do artigo tomei emprestado da colunista da Folha de São Paulo, Tati Bernadi, petista desde criancinha até esta semana quando, finalmente, jogou a toalha ao perceber que não tinha mais argumentos para continuar defendendo o partido (ver aqui). Aliás, ela não foi a única a surpreender nesta semana. O Juca Kfouri reconheceu publicamente que Zé Dirceu é corrupto no artigo “Por que eles não param?” . Ooooooh!

Claro que isso não significa ainda que ele tenha virado coxinha, mas já é um primeiro passo. Embora tenha jogado a toalha quanto ao Dirceu, lá pela metade do artigo ele faz o seguinte questionamento: “Não dava para ter parado antes de ficar evidente que os meios eram ilícitos e tornar as punições inevitáveis?”

Sim. Ele disse isso. Ou seja, se Dirceu tivesse parado de se corromper depois que foi preso pela primeira vez, tudo bem.

Os casos de Tati Bernadi e Juca Kfouri são emblemáticos, pois eles sintetizam os dois principais argumentos que ainda tentam “justificar” alguém continuar sendo petista. No caso da Tati, ela revela que todas as vezes que lhe faltavam argumentos, procurava enganar a si mesma com o mote “mas tanto foi feito pelos pobres”. Compreendo, Tati. Passei pelo mesmo dilema, só que há quase uma década. Apesar do atraso, antes tarde do que nunca. Bem vinda ao clube da chamada “imprensa golpista”. Leia mais

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O escorpião que pediu ajuda ao sapo

lula_fhcExiste uma fábula que conta a história de um escorpião que, prestes a morrer afogado, pediu socorro a um sapo. Este, com medo de ser picado, a princípio negou a ajuda. No entanto, sua boa índole o levou a ceder os apelos do escorpião. Ao conduzir o escorpião a um lugar seguro o sapo recebeu então a picada que tanto temia. Em seus últimos suspiros o sapo perguntou ao escorpião o porquê dele o picar, mesmo após ter salvado sua vida. O escorpião respondeu com naturalidade: não pude evitar. É a minha natureza.

A fábula poderia ser aplicada em pelo menos três momentos da história de Fernando Henrique e Lula (e por extensão ao PSDB e ao PT). O primeiro aconteceu às vésperas das eleições de 2002, quando Fernando Henrique colocou o então candidato Lula no “sucatão” presidencial e o conduziu ao FMI para assinar um empréstimo para ajudar a debelar a crise do seu futuro governo, fruto justamente de suas declarações irresponsáveis quando oposição.  O fato é bem retratado no livro “A campanha secreta de FHC pró-Lula” (ver aqui), o que certamente ajuda também a explicar o distanciamento entre Serra e FHC nas eleições daquele ano. Aliás, não apenas este desfecho, mas já nos primeiros sinais do agravamento da chamada Crise Lula, em meados de 2002, FHC deu uma entrevista onde praticamente afiançou a eventual eleição do opositor, afirmando que este estava “preparado para assumir o Brasil”. Ou seja, FHC se comportou exatamente como se espera de um estadista: colocou os interesses do país em primeiro lugar, sacrificando a eleição do seu sucessor. Leia mais

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Se o poder tende a corromper, a esquerda tende a corromper absolutamente

Lula-institutoRecentemente, o ex-presidente Lula surpreendeu muita gente ao reconhecer publicamente que o PT envelheceu, que os petistas agora só pensam em cargos e que o partido perdeu “um pouco” da sua utopia (ver aqui).

No entanto, o súbito ataque de sinceridade de Lula não é nenhuma novidade. Por trás de tais críticas ao partido esconde-se sempre o objetivo de autopreservação de Lula. Como sempre, ele está acima de tudo, inclusive do PT. Foi assim no Mensalão, quando veio a público dizer-se traído por alguns companheiros; foi assim na tentativa frustrada de forjar um dossiê para incriminar José Serra, quando Lula minimizou o caso, jogando toda a culpa para alguns “aloprados” do partido; foi assim nos protestos de junho de 2013, quando Lula veio a público posar de “defensor da política” como se este ente abstrato fosse o grande alvo dos protestos; e tem sido assim desde que o partido mergulhou de vez na pior crise de sua história com as revelações do escândalo do Petrolão.

As críticas de Lula valem para todos, menos para ele próprio, o principal responsável por tal situação mas que não perde a mania de posar de guru, de grande mentor que não está sendo ouvido pela agora “teimosa” Dilma. Quando chama a atenção, por exemplo, para a necessidade de “renovação do partido” (chamando inclusive a atenção para o fato de não existirem jovens na plateia), o ex-presidente moribundo e decadente em todos os sentidos (principalmente moralmente) contradiz o próprio discurso ao se apresentar como candidato à disputa de 2018. Como assim, Lula? Mas não é o PT que precisa de renovação, de novas lideranças, de jovens? Leia mais

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Tempos estranhos, onde provas não provam mais nada e Lula permanece solto

lula-comicioUma frase do ministro do STF, Celso de Mello, descreve bem nossa situação atual: “Vivemos tempos estranhos, tempos muito estranhos, em que se nota a perda de parâmetros, o abandono a princípios, o dito passando por não dito, o certo por errado, e vice-versa”.

De fato, é muito estranho que as pessoas estejam enjoadas de discutir política e economia justamente em um momento tão crucial da nossa história, quando temos uma presidanta que foi eleita com um discurso, mas que governa com outro; quando vemos o principal partido da situação (o próprio PT) fazendo oposição ao próprio governo; quando vemos um ex-presidente falastrão, o principal responsável pela atual crise, já em plena campanha para a próxima eleição, usando o horário eleitoral para firmar posição contra o próprio governo; vemos o maior aliado do governo, o PMDB, que se comporta também como oposição; vemos uma oposição que tem receio de fazer oposição; vemos uma multidão nas ruas que não se vê representada pelos partidos de oposição; vemos partidos de oposição que planejam se fundir com partidos governistas justamente no momento em que o governo está mais enfraquecido; vemos um governo que delapidou a Petrobrás e que, ao mesmo tempo, patrocina manifestações em “defesa da Petrobrás”; vemos um governo que se gaba de “investigar”, mas que, ao mesmo tempo, tenta, nos bastidores, melar as investigações e a reputação do corajoso juiz que resolveu de fato investigar; vemos um ministro do STF que foi advogado do PT julgando seus antigos clientes; e pior: temos agora um novo candidato ao STF, também ex-advogado do PT, com ideias ainda mais “progressistas” que o mais progressista dos juízes da corte bolivariana de Maduro… Leia mais

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O PT escancara de vez e admite tudo que seus críticos alertavam

Dilma-Lenin-2Há anos colunistas importantes alertam sobre o projeto de poder autoritário do PT. Confesso que durante muito tempo achei que existia muito exagero nisso tudo, pois como tantos outros achava que o PT, no máximo, tinha se transformando em mais um social-democrata com alguns resquícios de ranços ideológicos.

Mas, aos poucos, a realidade foi me convencendo de muita coisa que eu não queria acreditar. Ao ver se repetir no Brasil o que acontecia nos países mais adiantados no bolivarianismo, resolvi então escrever a série “A crônica de uma tragédia anunciada”, onde comecei a enumerar alguns paralelos entre as práticas do PT e a estratégia de Antônio Gramsci para promover a conquista da hegemonia da opinião pública como pré-requisito para a perpetuação no poder, exatamente como tem acontecido na Venezuela.

Foi aí então que me dei conta que, há alguns anos, a situação da Venezuela era semelhante a do Brasil de hoje e a discussão recorrente nas redes sociais era justamente se a Venezuela estava ou não rumando para um regime autoritário.

O fato é que, de lá pra cá, a Venezuela escancarou de vez sua ditadura até então disfarçada, contando com apoio formal do PT que chegou a divulgar uma nota onde endossava todos os delírios de Maduro, inclusive a justificativa para a prisão de adversários políticos.

Por aqui o PT não deixou por menos e continuou sua escalada rumo ao bolivarianismo, chegando ao cúmulo de deixar explícito nas diretrizes para o segundo mandato de Dilma o objetivo descarado de “construir um projeto de socialismo para o Brasil”, além de “estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo” (ver aqui). Leia mais

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Para onde caminha o Brasil

dilma perdidaQue o Brasil está a cada dia mais parecido com a Venezuela é um fato.  Há alguns anos, a discussão entre petistas e opositores era se a Venezuela estava trilhando ou não no rumo do autoritarismo. Os fatos provaram que os alertas sobre a escalada autoritária da Venezuela estavam corretos. Hoje a Venezuela é sim uma ditadura plena com direito a “poderes especiais” para o presidente, prisões arbitrárias, torturas e até mortes de opositores.

E o que o Brasil tem a ver com isso?

Tudo. O governo do PT não só apoia o governo venezuelano, como ajuda a financiá-lo.

Muito debate ainda é travado sobre a importância do Foro de São Paulo na coordenação dos movimentos de esquerda da América Latina, mas é fato que os governos de esquerda estão cada dia mais enrolados em crises políticas e econômicas que têm sim tudo a ver com seus projetos políticos. Será coincidência que em todos os países governados pelo eixo bolivariano, suas populações estão divididas e em pé de guerra? Será coincidência o fato de que em todos estes países a imprensa ser perseguida? Será coincidência que em todos estes países a máquina pública ter sido aparelhada para a perpetuação do poder? Será coincidência que em quase todos estes países terem ocorrido mortes misteriosas de opositores? Será coincidência que em todos estes países o aumento do estatismo que está levando suas economias à bancarrota? Leia mais

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O pior cenário está se confirmando

Pancadaria-petista-1-480x291No meu primeiro artigo do ano citei três possíveis cenários para o “novo” governo Dilma, indo do pessimista, passando por um intermediário (esperado pelo próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy), até o otimista sonhado pelos petistas.

Dois meses depois já podemos afirmar, sem sobra de dúvidas, que a coisa “evoluiu” para o pior cenário, apesar dos esforços do Levy em atenuar os efeitos retardados da política econômica equivocada do governo do PT, culminando com o anúncio de novas medidas amargas nesta semana, que contrariam ainda mais o cenário pintando pela presidanta candidata, mas ajudam a atenuar o pessimismo do mercado.

Em quase todas as notícias econômicas divulgadas desde 2013, os números oficiais saíram piores que as previsões. E não por acaso, a expectativa de crescimento para 2015 vem sendo revisada para baixo a cada novo boletim divulgado pelo próprio Banco Central, passando de um leve crescimento no início do ano para uma recessão de 0,42%. Isto sem contar com o risco de duplo apagão e demais fatores que vou listar na sequência. Só para refrescar a memória daqueles que viviam dizendo que éramos excessivamente pessimistas e/ou “torcedores do contra”, a previsão do governo do PT, até o final de 2014, era de um crescimento na casa dos 3%! (ver aqui). Agora já tem gente trabalhando com um cenário de recessão na casa dos 2% caso se agrave um pouco mais a situação dos reservatórios.

E para se configurar a “tempestade perfeita”, que nos levaria ao pior cenário, citei quatro pontos importantes que, se confirmados, se somariam a herança maldita petista, tornando-nos muito mais parecidos com os nossos vizinhos ideológicos mais adiantados no processo esquerdizante: Venezuela e Argentina.

Vejamos… Leia mais

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União, estados e municípios em crise. De quem é a culpa?

professores-paranaQue o governo federal gasta mais do que arrecada não é novidade nem mesmo para o mais lunático dos militantes petistas. E não por acaso, a presidanta, que passou a campanha presidencial demonizando políticas de austeridade, teve que indicar para o ministério da Fazenda o fatídico Levy Mãos de Tesoura, um “neoliberal” ainda mais convicto que o próprio demônio Armínio Fraga.

Só este fato já deveria servir de aprendizado para os petistas que ainda acham que é possível continuar inflando a economia indefinidamente com políticas artificiais keynesianas que, mesmo que tragam ilusões de recuperação no curto prazo, no longo apenas agravam a crise, exigindo ajustes ainda mais dolorosos. Leia mais

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Três possíveis cenários para um governo que já começa velho

dilma_posseO segundo governo Dilma começa com a mesma cara do primeiro: desastrado. Um dia após o novo ministro do Planejamento anunciar que pretendia mudar a regra de reajuste do salário mínimo, eis que Dilma reaparece, com a simpatia que lhe é peculiar, cobrando que o ministro volte atrás na afirmação (ver aqui). Ou seja, é um governo que continua na sua linha de dar uma no cravo e outra na ferradura, o que só alimenta as incertezas e o pessimismo do mercado.

Se a Dilma chegou a surpreender positivamente os agentes econômicos na última semana de 2014, permitindo as primeiras medidas impopulares que fizeram a vaca da campanha da Dilma tossir, eis que agora ela coloca seu ministro do Planejamento numa saia justa já no seu primeiro pronunciamento.

Com tal atitude, Dilma pode até ficar bem na fita com seus eleitores mais à esquerda, mas reforça o principal temor do mercado: de que ela continue sendo ela mesma. Os primeiros indícios de que ela não aprendeu nenhuma lição do primeiro mandato apareceram já no seu discurso de posse, com excessos de autoelogios e sem nenhuma autocrítica. E não por acaso, a bolsa despencou 3% no primeiro dia útil do ano.

Indiferente à piora de todos os indicadores econômicos, estagnação dos indicadores sociais e até a piora de alguns como, por exemplo, o aumento de indigentes que cresceu de 10,08 milhões, em 2012, para 10,45 milhões em 2013 (ver aqui) a presidente considera cumprida a meta do seu primeiro mandato de “a erradicação da pobreza extrema”, como se os mais de dez milhões de indigentes não existissem. E olha que os dados do desastroso ano de 2014 nem foram computados nesta última pesquisa do IBGE… Leia mais

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Sim, eu avisei!

abismo_PTOlá amigos! Ainda não voltei ao blog. Passo aqui apenas para fazer alguns registros de improviso, pois vejo acontecer exatamente o que eu e várias outras pessoas alertamos. Se tivesse um pouco mais de tempo, faria um comparativo ponto a ponto sobre a situação atual e outro diagnóstico que publiquei aqui no final de 2013 (ver aqui). E como previsto, tudo piorou.

Vejamos…

  • Ao contrário do previsto pelo governo (como já se tornou rotina), que previa um PIB de 2,5% para 2014, terminaremos o ano com PIB de no máximo 0,2% – e olha que já tem analista falando que pode ficar abaixo de zero.  Pior, o novo ministro da Fazenda já anunciou que o país não deve esperar crescimento para os dois próximos anos. Ou seja, a população vai continuar crescendo enquanto que a geração de riquezas, na melhor das hipóteses, vai ficar estagnada. Ou seja, ficaremos mais pobres.
  • Depois de anos de superávits sucessivos, terminamos 2014 com o maior déficit da balança comercial desde o início da série histórica, em 1947.
  • Depois de anos de superávits primários, terminamos 2014 com o maior déficit da nossa história.
  • Economia estagnada deveria provocar menos inflação. No entanto, o governo continua na sua ilusão perpétua de estimular o crescimento pelas vias monetárias. O resultado, portanto, é sempre o mesmo: inflação no limite do teto da meta e mais deterioração da economia.
  • A indústria continua caindo…
  • O dólar subindo…
  • O Real caindo…
  • E os juros subindo. Portanto, Dilma vai terminar seu primeiro mandato com uma taxa de juros maior que herdou, assim como a inflação, déficits e todos os demais indicadores econômicos piorando.
  • Os dois únicos que pareciam estar imunes até então (o desemprego e as reservas cambiais) já começam a dar os primeiros sinais de piora. As reservas cambiais, que de 2006 a 2011 foram multiplicadas por 7, há três anos estão estagnadas na casa dos U$ 370 bilhões, chegando inclusive a cair um pouco nos dois últimos meses.  Portanto acabou aquele papinho de que o Brasil é credor internacional, afinal a dívida externa já supera em muito as reservas como veremos a seguir.
  • Pois é. A dívida externa que o Lula disse que havia quitado está maior que nunca. Irrisórios U$ 750 bilhões segundo os critérios do FMI ou U$ 540 bilhões pela contabilidade criativa do governo do PT! Sim, o Brasil é hoje o terceiro do ranking com maior dívida externa, perdendo apenas para a Espanha e os EUA (ver aqui).
  • E a dívida interna? Continua subindo. Segundo a contabilidade antiga, usada até 2007, nossa dívida interna bruta hoje está na casa dos R$ 3,3 TRILHÕES! Pode conferir diretamente no site do BC: http://www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP. Ou seja, se usássemos os mesmos critérios de avaliação para comparar  dívida bruta do governo do PT com o do PSDB pularíamos de 56% em proporção ao PIB no final do governo FHC (parâmetro contaminado pela chamada Crise Lula que elevou o dólar a quase R$ 4, vale salientar) para lastimáveis 75%!
    Mas o governo do PT não gosta de falar de dívida bruta. Prefere falar de dívida líquida, afinal bastar emprestar um valor igual ao da dívida ao mercado e a dívida líquida estará zerada! O raciocínio é que, ao emprestar, o governo passa a ter um valor correspondente a receber no futuro  (mesmo que tais recursos demorem décadas para retornar aos cofres públicos – e se retornarem) e mesmo que o governo continue pagando mais de R$ 200 bilhões de juros ao ano pela dívida bruta que ele insiste em relevar. No reino mágico do PT é como se a dívida não existisse. Não por acaso, a dívida líquida, ao contrário de todos os outros indicadores que só pioram, continua na casa dos 35%. E por que isso acontece? Porque o governo continua repassando bilhões ao BNDES e às estatais falidas. Logo, quanto mais dinheiro o governo empresta, menor a dívida líquida! Simples assim.
    Aliás, este é motivo de uma contenda do governo com o FMI que também contesta a contabilidade da dívida do governo do PT (ver aqui). Pior, o ritmo do crescimento da dívida externa e interna está acelerando na mesma proporção que os déficits externos da balança comercial e das contas do Tesouro. Onde isso vai dar se a rota não for corrigida rapidamente? Pois é, eis a missão impossível do Joaquim Levy.
  • Por fim, chegamos ao último refúgio do governo do PT: o suposto baixo índice de desemprego. Segundo o dado que o governo gosta de divulgar (o que se refere apenas as seis maiores regiões metropolitanas), o desemprego no Brasil hoje estaria na casa dos 4,8%. No entanto, na estatística que abrange todo o país, divulgada pelo próprio IBGE, o número correto de desemprego no Brasil seria 6,8%, o que nos colocaria na posição de sétimo maior índice de desemprego do G-20 (ver aqui). E olha que não estamos nem levando em consideração o fato de que parte deste índice está artificialmente melhorado pelos programas sociais e pela geração “nem nem” (ver aqui), os jovens que não estudam e não procuram emprego e que, portanto, não entram na estatística do desemprego calculada pelo IBGE que só considera os que estão em busca de trabalho.
    Apesar de todas as maquiagens, o fato concreto é que já durante as eleições a piora do indicador já era visível. De lá pra cá a coisa piorou ainda mais. Não só as indústrias começam a demitir em massa, como tivemos o pior novembro na geração de empregos dos últimos anos, mês tradicionalmente de contratação. O índice de criação de empregos no terceiro trimestre, que já havia sido o pior desde a crise de 1999, agora cai mais 80%, o que configura o pior resultado desde o auge da crise de 2008 (ver aqui). Portanto, apertem os cintos pois a coisa vai seguir piorando, infelizmente. Boa parte dos empregos ainda existentes estão na berlinda, a espera de uma mudança na direção política econômica que aponte para, pelo menos, uma não piora dos atuais indicadores. Todo mundo sabe que demitir no Brasil custa caro e, portanto, este é o último recurso que o empregador recorre quando não vê mais perspectivas de melhora. O Joaquim Levy representa esta esperança, apesar da Dilma. Se ele vai ter autonomia para tomar as decisões necessárias já é outra história. Os sinais são contraditórios. Enquanto o ministro aponta para uma redução dos repasses de recursos para o BNDEs, o governo, no apagar das luzes do primeiro mandato, libera mais um aporte bilionário. Enquanto que o ministro promete uma maior transparência, definindo um superávit menor, porém mais realista com o quadro que vai enfrentar, eis que o governo adia sua posse para poder concretizar a manobra fiscal que acabou com o superávit primário. Ou seja, as incertezas permanecem e com elas os adiamentos de investimentos por parte dos empresários. E aqui se cumpre mais uma previsão dos analistas de mercado que viam um impulso de otimismo em caso de vitória da oposição ou de pessimismo em caso de vitória de Dilma. Venceu o pessimismo e as consequências estão aí.

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O Brasil está realmente na rota do bolivarianismo?

dilma_chavezNos últimos dias o tema bolivarianismo entrou de vez na pauta nacional. Além dos colunistas que já abordam o tema há bastante tempo, agora vários outros colunistas simpáticos ao PT resolveram finalmente tocar na ferida, o que prova que o assunto começa a preocupar o governo, afinal o que antes parecia apenas neurose de alguns radicais de direita, agora já convence uma parcela maior da sociedade.

A Carta Capital chegou a publicar um artigo enciclopédico explicando o que para eles é o bolivarianismo, fazendo questão de salientar as diferenças entre Simón Bolívar e Chávez, comunismo e bolivarianismo, Venezuela e Brasil, entre outras “abismais diferenças” para colocar tudo em panos quentes (ver aqui).

Outra tentativa descarada de dourar a pílula foi de Samy Adghirni, o substituto do colunista governista Vladimir Safatle do Uol, em férias. Embora o texto de Adghirni não tenha o mesmo peso de Carta Capital, o fato é que, por ele ter sido correspondente na Venezuela, seu texto merece uma especial atenção. Ao tentar diferenciar o que acontece no Brasil e na Venezuela, Adghirni consegue justamente o efeito contrário, pois a maior parte das “diferenças” salientadas por ele apenas mostram que estamos sim caminhando na mesma direção. Confira aqui a ótima analise de Luciano Ayan sobre o texto de Adghirni.

Apesar de uma declaração de Jô Soares ter viralizado na rede, onde ele mostrou seu ceticismo ao diferenciar o tamanho do Brasil e da Venezuela, o fato é que tal declaração destoa completamente de outra entrevista conduzida pelo ele próprio com Ives Gandra há alguns anos, onde o jurista alertava para vários outros passos bolivarianos que estão sendo dados agora (ver aqui). Aliás, esta foi uma das poucas vezes em que o Jô foi corrigido por um entrevistado por sua equivocada visão em algum assunto.

A coisa ficou tão escancarada que a própria Dilma veio a público para tentar se desvincular da resolução autoritária divulgada pelo PT recentemente, que acirra ainda mais a divisão do país ao associar a oposição ao mal (que deve ser combatida de todas as formas) e escancara de vez um dos principais objetivos da revolução bolivariana, que pressupõe a construção de uma “hegemonia política”, exatamente como propôs Gramsci (ver aqui a resolução do PT) Leia mais

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O PT conseguiu dividir nosso país

brasil_rachadoUma das marcas mais visíveis da reeleição da Dilma foi, sem dúvida, a divisão ainda maior do nosso país. E não foi por falta de aviso. Há muito tempo vários colunistas alertam sobre o que está acontecendo agora. O crescente acirramento é mais um sério indício de que estamos sim caminhando no rumo do bolivarianismo, inclusive com eleições decididas com diferenças mínimas e suspeitas de fraude, algo comum ao eixo bolivariano.

Tal divisão não acontece por acaso. Ela é também uma das mais manjadas estratégias da esquerda autoritára para se perpetuar no poder. É a tática de dividir para conquistar. Para tornarem seus discursos mais convincentes às classes mais baixas, os esquerdistas recorrem frequentemente à narrativas maniqueístas para salientar diferenças que levem as pessoas a optarem entre o time dos “ricos” ou dos “pobres”. A peça publicitária do PT que mostrava os banqueiros supostamente aliados a Marina (e posteriormente ao Aécio) tramando a retirada da comida da mesa dos pobres é apenas um dos exemplos desta estratégia maniqueísta e desonesta. Claro que os ricos serão sempre a minoria. Logo, quanto mais acirradas as diferenças da falsa dicotomia alimentada pela esquerda, maior seu potencial de votos. Leia mais

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Três argumentos para NÃO votar no PT

dilma_aecioEu poderia listar dezenas de razões para não votar no PT (e conseqüentemente votar no Aécio), mas vou me limitar a citar três para não deixar o texto muito longo.

1) O argumento econômico

Todo mundo já deve ter percebido que todas as vezes que Dilma sobe nas pesquisas, a bolsa de valores cai e o dólar sobe e vice-versa. Em qualquer lugar do mundo, tal comportamento do mercado deveria estar mais ligado à oposição, mas aqui o governo é quem é o motivo da incerteza. O porquê de tal pessimismo com relação a política econômica atual é resumido em uma só palavra: insustentabilidade. A grande massa não consegue ver isso ainda, mas entre os economistas é consenso que o governo tem que mudar a rota para não cair no precipício. O problema é que o governo não demostrou até agora disposição em reconhecer pelos menos seus equívocos, os mesmos cometidos há alguns anos na Venezuela e na Argentina, dois países arrasados pela combinação perversa de populismo e estatismo, a mesma linha seguida pelo PT.

Portanto, a primeira certeza que teremos a partir de segunda-feira é que, a depender do candidato que escolheremos no domingo, teremos uma forte alta da bolsa de valores e baixa do dólar (no caso de vitória do Aécio) ou de forte queda da bolsa combinada com alta do dólar (no caso de vitória da Dilma).

Para a grande massa tais oscilações não significam muita coisa. No entanto, no médio e no longo prazo o maior ou menor otimismo dos investidores agora pode ser a diferença entre a necessária correção de rumo ou no mergulho de vez na crise. Leia mais

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A responsabilidade do PT na recessão atual e suas lições para o futuro

mantega2E como previsto pelos economistas “chatos”, o Brasil entrou oficialmente em recessão. Surpresa mesmo só com a velocidade que tal recessão chegou, afinal nem mesmo os mais pessimistas acreditavam que tal recessão pudesse chegar em pleno ano eleitoral, quando normalmente os governos, e em especial o PT, abrem todas as torneiras de estímulos artificiais para tentar dar a impressão de que as coisas estão melhores (ou menos ruins) do que realmente estão.

O governo, claro, se defende das críticas jogando a culpa no cenário internacional, apesar do Brasil crescer hoje metade da média mundial e a 1/3 da média dos emergentes e pobres. Incrível como o governo do PT finalmente descobriu a influência do contexto internacional na nossa economia. Nos anos do boom econômico mundial da década passada, o contexto internacional favorável era sempre jogado para debaixo do tapete, afinal, segundo a retórica petista, tudo de bom que acontecia era obra do Lula. Contexto internacional desfavorável na era FHC? Que nada, “o Brasil vivia de joelhos ao FMI”, fuzilavam os petistas.  “Os números não mentem”, comparavam com ar triunfal os vários indicadores de ambos os governos para atestar a superioridade administrativa do PT. Leia mais

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As previsões fracassadas do PT e a crise iminente

dilmaO governo Dilma começou no auge do lulismo, quando nosso PIB cresceu 7,5%, metade do recorde de 1973, mas ainda assim um crescimento considerável para os padrões atuais. O discurso triunfalista na campanha presidencial de 2010 falava de um “novo salto” do Brasil que nos levaria, na era Dilma, ao primeiro mundo.

Já nesta época muitos economistas faziam ressalvas ao nosso pibão, lembrando que parte deste crescimento era de recuperação da recessão do ano anterior e que, principalmente, tal PIB teria sido inflado artificialmente com um exagerado estímulo ao crédito e que, portanto, as “faturas” viriam nos anos seguintes, diminuindo assim nosso potencial de crescimento no novo governo.

Com sempre, qualquer crítico do PT recebe logo um rótulo e os tais economistas  foram classificados como “pessimistas”, “viúvas de FHC”, “urubólogos” ou simplesmente portadores da síndrome do complexo de vira-latas. Eu, como blogueiro independente, procurei sempre repercutir por aqui tais alertas, demostrando meu pessimismo em meio à euforia, criticando o fato de que a campanha presidencial foi transformada em um leilão de promessas de mais “programas sociais”, deixando de lado o debate econômico que revelaria a fragilidade e a insustentabilidade do crescimento artificial petista. Leia mais

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As “lições” do governo do PT

mantegaO governo do PT divide-se em antes e depois do segundo mandato de Lula. Depois de um começo responsável, do ponto de vista macroeconômico, os petistas resolveram imprimir sua “marca” na política econômica, que até então era uma herança do governo do PSDB.

Saiu de cena a equipe ortodoxa de Palocci, sintonizada com o “neoliberalismo” de FHC, e entrou em ação a heterodoxa e “progressista” equipe de Guido Mantega, que tinha como uma das principais defensoras a também economista Dilma Rouseff, que desde 2004 pressionava a equipe econômica de Palocci para reduzir o superávit primário, defendendo a ideia de que seria melhor um pouco mais de crescimento, mesmo que isto implicasse em um pouco mais de inflação.

Para quem não sabe nada de economia, Dilma e Mantega estão alinhados com a teoria econômica keynesiana, que defende uma maior intervenção estatal nos rumos da economia. Aliás, foi para esta teoria econômica que migraram a quase totalidade dos esquerdistas finalmente convencidos pela realidade de que a teoria econômica marxista estava fadada ao fracasso, como comprovado em todas as tentativas frustradas de construção do socialismo. Em contraposição a esta teoria, existem várias vertentes do liberalismo, que defendem uma redução do papel do estado na economia, concentrando esforços na saúde, segurança e educação. É a turma chata, que está sempre lembrando que não existe almoço grátis.

Quase dois mandatos depois de um gradativo aumento do estado na economia, algumas lições já parecem muito claras. Vejamos: Leia mais

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Debate sobre a macroeconomia brasileira

debateOlá amigos. Infelizmente não sobrou tempo para escrever neste fim de semana.  Então vou deixar os links de dois debates que assisti recentemente que reforçam bastante o cenário que mostramos no nosso último post.  O primeiro foi promovido pelo Instituto Millenium, reunindo os economistas Armínio Fraga, Gustavo Franco, Henrique Meirelles e Raul Velloso (ver aqui  e aqui).  Na verdade, este não foi um debate, e sim um colóquio, afinal todos os economistas têm opiniões semelhantes sobre os rumos da nossa economia. Leia mais

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Acende o sinal vermelho na economia brasileira

sinal_vermelhoQue os indicadores da economia brasileira têm piorado no governo Dilma é um fato. Até mesmo o PT reconhece isso (nos bastidores, claro). Não se trata apenas do murmúrio da oposição que torce pelo “quanto pior melhor”, algo que o PT sempre fez antes de chegar ao poder e que agora recorre sempre para rotular quem ousa a criticar seu governo. A crítica é generalizada entre os economistas, até mesmo entre os keynesianos, a linha seguida pela equipe econômica atual.

E como não dá mais para tapar o sol com a peneira, o governo apela então para sua velha trincheira: a comparação descontextualizada ao governo FHC. Funciona com os eleitores menos informados, mas não ajuda a resolver os problemas nem ao menos recuperar um pouco da credibilidade perdida nos últimos anos. Pelo contrário, tais comparações tendem a deixar o governo ainda mais complacente como os indicadores que pioram a cada ano. E não são dois ou três indicadores que pioraram. São quase todos.Vejamos: Leia mais

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Mais um voo de galinha?

dividasDesde os anos 80 a economia brasileira tem sido comparada ao voo de uma galinha. Chega até decolar, mas logo volta ao chão. Durante o auge da bolha mundial, na era Lula, até parecia que este velho estigma tinha ficado para traz, que finalmente tínhamos alçado voo rumo ao primeiro mundo.

Passados dois anos, o clima já é bem diferente. A galinha ainda está voando, mas o cidadão comum já começa a sentir no dia a dia a piora dos indicadores econômicos, cuja face mais visível é a indigesta combinação de crescimento baixo com inflação alta.

Este mal estar é certamente um dos combustíveis dos protestos que explodem em todo Brasil. Mas não foi por falta de aviso. Não são poucos os economistas que há anos alertam  sobre o que está acontecendo agora. Aqui mesmo no nosso blog, desde 2009 apontamos os possíveis desdobramentos futuros da política de curto prazo, que pensa mais nos resultados imediatos (e nas próximas eleições) do que realmente no futuro do país. Os posts continuam disponíveis no nosso blog. Basta uma rápida olhada para ver que os nossos temores estão se concretizando (ver as séries de posts “Os desafios do Pós-Lula” e “E agora Dilma?“).

Não pensem que fico feliz com isso. Preferia estar redondamente enganado a ver, mais uma vez, a história se repetir. Quem acompanhou a série que publiquei sobre o primeiro ano de Dilma vai ver que fiquei até surpreso positivamente com algumas de suas atitudes e me incluí entre os brasileiros que aprovaram seu governo nas primeiras pesquisas. Infelizmente foi só uma primeira impressão. A partir do segundo ano ela reaproximou-se de Lula e passou a governar já em campanha para 2014. E aí a coisa começou a desandar de vez.

Afinal o que está acontecendo com nossa economia? O que tem provocado a piora dos nossos indicadores? Ainda dá tempo reverter tais tendências de piora? O que fazer agora? Leia mais

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 3)

Olá amigos! Dando continuidade ao balanço, encerramos esta série com a análise de cada um dos assuntos ligados a investimentos abordados na série “Desafios do pós-Lula”, publicada na época das eleições. Clique nos links abaixo para ver os posts anteriores:

Saúde

Na saúde, nada mudou. Depois de Lula ter diminuído de 60% para 40% a participação federal na saúde, o governo Dilma até agora não mostrou nenhuma ação para reverter o quadro caótico deste que tem sido um dos maiores pesadelos dos brasileiros há décadas. De concreto mesmo só a ampliação do número de farmácias credenciadas ao programa Farmácia Popular. Muito pouco para um governo que se diz popular.

Sem ter o que mostrar, a presidente reconheceu, no dia 5/09,  a carência de médicos nos hospitais públicos e anunciou sua intenção de “solicitar aos seus ministros a elaboração de um plano de qualidade da educação médica”. Ou seja, daqui para que o projeto seja elaborado, apresentado, aprovado e finalmente colocado em prática, mais alguns milhões de brasileiros morrerão por falta de socorro. Apesar de não ter nenhum projeto concreto, a presidente já tem um número redondo para mostrar: pretende formar mais 4,5 mil médicos por ano. Com a badalada “Rede Cegonha”, outra promessa de campanha, idem. Leia mais

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 2)

Como vimos no primeiro post desta série, na minha opinião o balanço do primeiro ano do governo Dilma foi positivo por dois fatores principais: 1) a menor tolerância em relação a corrupção em relação a Lula; e 2) o não agravamento da situação econômica do país em meio a um cenário altamente desfavorável, fruto da combinação do agravamento da crise européia com os abacaxis deixados por Lula.

Neste post, vamos checar o que foi conseguido pelo atual governo diante de cada um dos desafios apontados na série “Desafios do Pós-Lula”.

Antes, no entanto, é preciso deixar bem claro que, como alertamos aqui desde 2009, a maioria dos problemas deixados por Lula poderiam ter sido evitados caso este fosse menos preocupado com sua popularidade e tivesse um pouco de coragem para assumir alguns ônus necessários para efetuar algumas reformas essenciais ao nosso crescimento sustentável. E olha que não estou me referindo diretamente às faladas e consensuais reformas estruturais prometidas pelo próprio Lula desde o discurso de posse do primeiro mandato, mas que até hoje nenhuma foi realmente tocada, e sim de pequenas ações que poderiam ter evitado a esquizofrenia econômica herdada por Dilma.  Por exemplo, a economia já estava a pleno vapor depois dos seis meses desastrosos da crise de 2008, mas o governo Lula continuou dando incentivos a setores específicos da economia que já não precisavam, como o automobilístico e de eletrodoméstico. Com isto, o governo deu mais fôlego para a inflação. Com mais inflação, já no governo Lula o BC teve que reiniciar uma trajetória de alta de juros, aumentando assim o custo da dívida pública. Com mais dívida e mais juros, mais especuladores vieram ao Brasil. Com mais dinheiro entrando, mais o Real se valorizou em relação ao Dólar. Com mais valorização do Real, mais a nossa indústria perdeu competitividade e mais gente saiu do Brasil para gastar no exterior, o que, por sua vez turbinou o nosso déficit em transações correntes. Leia mais

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Balanço do primeiro ano do governo Dilma (parte 1)

O governo Dilma começou com uma saia justa, tendo que tomar medidas contrárias aos rumos até pouco tempo defendidos pela até então candidata. Com um repique inflacionário, taxa Selic em alta, câmbio supervalorizado, queda de competitividade da indústria, endividamento crescente, déficit recorde em transações correntes, R$ 137 bilhões de restos a pagar do governo Lula, além de mais um recorde de déficit previdenciário.

Tudo isso, tendo que iniciar as obras da copa e das olimpíadas já em ritmo de desespero, já que o governo Lula não deixou nem mesmo uma pedra fundamental encaminhada. A situação só não era pior por causa dos altos preços das commodities que continuaram altos no mercado internacional, turbinando assim nossas exportações. Mas governo e mercado sabiam que o ritmo frenético do final do governo Lula não era sustentável e que o crescimento deveria recrudescer. Primeiro, por causa do repique inflacionário, decorrente de um esforço extra para aquecer a economia e criar o clima de euforia que ajudaria na eleição da candidata. Segundo, pela falta de estrutura para aguentar um crescimento na casa dos 7%. Terceiro, pelo aumento do nível de endividamento da população decorrente da ampliação do crédito nos últimos anos. E quarto, pelos sinais de agravamento da crise européia, entre outros fatores menos relevantes. Leia mais