Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Sim. O fascismo também foi de esquerda.

1376203-mussolini2Já escrevi uma série específica sobre o nazismo, mostrando que, ao contrário do que nossos professores influenciados pelo Marxismo Cultural nos ensinaram, tal ideologia não só nunca foi de “extrema direita” como sempre esteve à esquerda do espectro ideológico (ver aqui).

Eis o motivo pelo qual os esquerdistas preferem rotular seus adversários de “fascistas”, afinal os traços esquerdistas do fascismo parecem menos evidentes quando comparados ao nazismo. Mesmo assim, como veremos as seguir, não só suas características são mais que suficientes para enquadrá-lo também no campo da esquerda, embora alguns historiadores prefiram classificá-lo como uma terceira via, com características de ambos os lados.

Na pior das hipóteses, nem o fascismo nem o nazismo nunca deveriam ser classificados como de “extrema-direita”, afinal se ambos têm características de esquerda e de direita, no máximo deveriam ficar no centro do espectro ideológico ou pendendo mais para um dos lados. Mas NUNCA no extremo de um dos lados como comumente se apregoa.

Então de onde vem esta confusão?

Para responder esta pergunta, vamos ter que retornar ao pós Revolução Francesa de onde emergiram três grandes grupos principais: socialistas, liberais e conservadores. Leia mais

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Por que esquerdista torna-se direitista, mas nunca o contrário?

placa_esquerda_direitaO mesmo questionamento pode ser feito em outros níveis da disputa ideológica, como, por exemplo, por que milhões de militantes petistas migraram para o outro lado, mas nunca o contrário?

Pare um pouco para pensar e tente responder, honestamente, a este questionamento. Não estou falando do cidadão comum que acompanha a política vagamente pelas manchetes dos telejornais (e, portanto, muito mais suscetível a mudar de opinião de acordo com os ventos do momento), e sim de pessoas engajadas politicamente, muitas das quais dedicaram suas vidas às causas em que acreditavam.

Claro que em um universo de milhões de pessoas, sempre pode aparecer uma exceção (principalmente quando motivações financeiras entram em cena), mas, de um modo geral, não é o que acontece. Não existem antigos ícone do conservadorismo ou do liberalismo brasileiro ou mundial que tornaram-se socialistas convictos, por exemplo. No entanto, poderíamos citar milhares (talvez milhões) de grandes nomes da política em todo mundo que já foram algum dia socialistas convictos e hoje são seus ferrenhos críticos. Por que isso acontece? Será que existe um “complô” da direita mundial para cooptar esquerdistas? Serão todas estas pessoas “traidoras” da causa esquerdista? Ou será que estas pessoas foram convencidas pela realidade de que estavam equivocadas? Leia mais

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Diferenças fundamentais entre Esquerda e Direita (parte 3)

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Edmund Burke, o pai do conservadorismo

No primeiro post desta série falamos das cinco diferenças fundamentais entre a Esquerda e a Direita que permanecem atuais desde o início. No segundo, vimos como o marxismo infiltrou-se nas universidades e na cultura e anexou novas bandeiras ao esquerdismo. A partir deste post, vamos falar um pouco sobre cada uma das atuais vertentes da guerra ideológica.

E como já ficou claro até aqui, são os esquerdistas quem definem quem é de direita. Ao propor suas bandeiras que tentam moldar o futuro da humanidade, todos que não concordam com os pontos propostos pelos esquerdistas são caracterizados como de direita. Naturalmente, este grupo que sobra (ou seja, o resto) é bem heterogêneo, apesar da esquerda o pintar sempre como um poderoso ente conspirador, unido, bem estruturado, organizado e sempre disposto a conspirar contra os “trabalhadores”.  Mas a história real não é bem assim. Existem na direita vários pontos de vista que derivam de dois grupos bem diferentes e, em muitos aspectos, antagônicos: conservadores e liberais. Vamos começar pelos primeiros.

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