Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Se os supremacistas brancos são de direita, como o nazismo pode ser de esquerda?

O lamentável acontecimento de Charlottesville colocou em foco uma questão que há muito tempo rende acalorados debates na Internet. Afinal, o nazismo foi de direita ou de esquerda?

A polêmica chegou a ser destaque no Estadão e na Folha. No primeiro, um artigo encomendado por Guga Chacra, um dos mais engajados jornalistas da Globo neste debate e como era de se esperar, tentou refutar dois argumentos comumente usados na web pelos defensores da tese de que o nazismo foi de esquerda. O artigo, do cientista político Michel Gherman ligado ao PSOL (também como era de se esperar), começa apelando à falácia da indignação, como se a tese a ser refutada de “tão absurda não merecesse sua atenção” e como se o debate fosse meramente restrito à “historiadores de Internet”.

Acontece que não é. Existem sim historiadores sustentam a tese que o Nazismo foi de esquerda, que tentam corrigir a narrativa predominante, capitaneada pelo “papa” dos historiadores Eric Hobsbawm, o cara que tentou justificar as milhões de mortes promovidas pelo Comunismo, ao mesmo tempo em que criava um “contraponto” ao empurrar o Nazismo ao outro extremo do espectro ideológico.

Sim, a esmagadora maioria dos historiadores abraçaram sua narrativa, mas existem vários historiadores de renome mundial, especialistas no assunto, que pensam bem diferente, principalmente depois da queda do muro de Berlin, quando tornaram-se acessíveis documentos oriundos de países do antigo bloco comunista. Françoise Thom, Norman Davies, Pierre Rigoulot são alguns deles. Aliás, existe o ótimo documentário The Soviet Story, de 2008, fruto de dez anos de pesquisas, que traz opiniões de historiadores, imagens que provam as relações incestuosas entre nazismo e comunismo, assim como suas incríveis semelhanças. Portanto, não adianta apelar para a falácia da indignação. Estes caras não são ignorantes como tentam pintar. O debate é sim muito pertinente. Leia mais

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Um breve resumo das delações da Odebrecht

Sobre as delações da Odebrecht:
1) Acaba com a narrativa do PT de que se trata de uma perseguição ao partido. Apesar do PT ser o partido com mais políticos envolvidos, a delação atinge em cheio também o PSDB, o terceiro em políticos citados. O PMDB vem logo em segundo, o que é perfeitamente compreensível, uma vez foi sócio do PT nos 13 anos de poder. Em valores, o PT teria recebido R$ 204,9 milhões, o PMDB, R$ 111,7 e o PSDB R$ 52,2.
 
2) Acaba com a narrativa da “alma mais honesta do mundo”, pois Lula não pediu “cinco centavos” como ele costuma fazer chacota em seus comícios, pediu milhões!
3) Segundo Marcelo Odebrecht, Lula tinha uma conta no setor de propinas da empresa com o saldo de R$ 40 milhões, de onde eram descontadas suas “demandas”.
 
4) Marcelo Odebrecht disse textualmente que as contas correntes de Lula, Antonio Palocci e Guido Mantega foram abastecidas com a propina da MP 470 e da linha de crédito do BNDES. As duas negociatas foram comandadas por Lula.
 
5) Além da conta de Lula existia também a conta da presidência, que passou do governo Lula para Dilma, ambas administradas pelos ministros da Fazenda Pallocci e Mantega, conhecidos pelos pseudônimos “Italiano” e “Pós-italiano”.
 
6) Os depoimentos confirmam as delações de vários antecessores, inclusive o ex-líder do PT, Delcídio, de que, apesar da corrupção ter sido sempre uma prática da empresa com o setor público, foi no governo do PT que a corrupção foi institucionalizada, com percentuais definidos, intermediários e até contas no setor de propinas da empresa.
 
7) Ao contrário do que Lula sempre pregou, ele foi sempre amigo das “zelites”. Segundo Emílio Odebrecht, sua amizade com Lula começou muito antes de chegar à presidência, tendo financiado inclusive suas campanhas derrotadas. Daí o apelido “Amigo” nas planilhas de propinas. Para Marcelo, “o amigo de meu pai”.
 
8) A narrativa de Emílio corrobora também com as afirmações de Tuma Jr. que em seu livro descrevem Lula como um dedo duro que entregou diversos “companheiros” desde a época do período militar.
 
9) O pelego Lula era frequentemente convocado por Emilio Odebrecht para controlar greves na Bahia.
 
10) Quando se tornou presidente da República, Lula cumpriu a promessa de entregar o setor petroquímico para Emílio Odebrecht através da Braskem, que também faz parte do grupo Odebrecht.

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De onde vem tanto ódio?


Depois de uma longa briga fica fácil para os partidários de ambos os lados citarem os culpados que lhes convém. Um anti-petista que comemorou a morte de Dona Marisa; ou um petista fanático que sugere um tiro na testa do juiz Sérgio Moro para “vingar” a morte da Dona Marisa! Hoje existem fanáticos para todos os gostos, infelizmente. Mas, como tudo isso começou? Quem deu o primeiro tapa? Quem tem mais culpa? Enfim, por que tanto ódio?

Ver os dois principais expoentes dessa briga (Lula e Fernando Henrique) abraçados nesta semana dá uma pista para algumas respostas. FHC está em seu estado natural, sempre cordial, educado e conciliador. O peixe fora d’água da situação é Lula, que desde os anos 90 se especializou em atacar FHC.

Quem, como eu, acompanhou a transição de poder para o PT, em 2002, teve a sensação equivocada de que havíamos subido de patamar no debate político. FHC colocar o então candidato Lula no avião presidencial e viajar juntos para os EUA hoje parece algo impensável. Mas aconteceu. Para os mais jovens, houve um tempo em que os petistas chegaram a cogitar continuar com o então ministro “neoliberal” Armínio Fraga que tanto malharam na oposição. Não chegaram a um consenso, mas convidaram o então tucano e atual ministro da Fazenda, Henrique Meireles, para conduzir o BC. A equipe econômica do PT, por sua vez, passou um bom tempo elogiando o trabalho feito por FHC. Até que… estourou o mensalão.

Terminada a lua de mel entre o PT e a opinião pública, uma frase começou então a ecoar nos discursos cada dia mais inflamado de Lula: “nunca antes na história deste país”. Nossa história começou a ser recontada em antes e depois do PT. Paralelamente, o PT começou a financiar uma rede de blogs para difundir suas narrativas e formar uma nova militância, uma vez que o partido já havia perdido boa parte do apoio de sua antiga base eleitoral, a classe média, e uma parte de seus políticos havia desertado para fundar o PSOL. Era preciso compensar o apoio perdido de parte da parcela da população mais esclarecida, decepcionada com o mensalão, com o apoio das massas, principalmente dos rincões do nordeste, mais fáceis de engolir as narrativas descontextualizadas disseminadas pela rede de blogs sujos e pelos numerosos colunistas alinhados incondicionalmente ao PT na grande mídia.

E aí começaram a pipocar comparações descontextualizadas entre os governos Lula e FHC, aliás o assunto que me motivou a iniciar este blog, pois eu, que fui partidário do PT, comecei a ter ojeriza da desonestidade intelectual de supostos jornalistas, como o famigerado Paulo Henrique Amorim, por exemplo, que mobilizava milhões com sua conversa fiada. E assim chegamos ao inferno dos milhões de “especialistas” em política e economia da Internet, culminando com o ódio que todo mundo agora se diz vítima. Leia mais

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O histórico de suspeitas de queimas de aquivos do PT

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Não ia falar sobre o caso, mas depois de ver uma publicação de Tico Santa Cruz citando a morte de Teori como “parte de um plano do PMDB para melar a Lava jato” (como se ao PT não interessasse!), então resolvi lembrar-lhes qual o partido que tem um imenso histórico de suspeitas de queimas de arquivos, um dos quais sendo investigado, mesmo de forma indireta, na Lava Jato. Certamente alguns podem ser apenas coincidências, mas qual a probabilidade das 24 mortes listadas abaixo serem todas obras do acaso?

O que todos estes casos têm em comum? A conveniência ao PT. Vejamos:

2001 – Toninho do PT, prefeito de Campinas, foi assassinado à tiros. Até aí nenhuma suspeita. Mas depois da morte de outro prefeito do PT, Celso Daniel, surgiram especulações de que tivesse também relação com o esquema de propinas montado no interior de SP, desde a conquista das primeiras prefeituras pelo PT, que financiou a campanha vitoriosa de Lula em 2002;

2002 – Celso Daniel, na época prefeito do PT foi torturado e morto. Segundo sua própria família, que admitiu que o prefeito participava do esquema de corrupção citado acima, o ex-prefeito estava indignado e disposto a denunciar a cúpula do partido de estar usando o dinheiro “arrecadado” em benefício próprio. A história sempre foi relevada pela imprensa, mas o caso está sendo novamente investigado pela Lava jato já que as informações prestadas por Marcos Valério foram confirmadas;

2002 e 2003 – Num intervalo de poucos meses, sete outras pessoas ligadas ao caso Celso Daniel vieram a ser assassinadas. São elas: Leia mais

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Conchavos suprapartidários contra a Lava-lato. Precisamos reagir!

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É preocupante o movimento suprapartidário que toma corpo no Congresso para frear a Lava-jato. Aliás, nada mais previsível. Há tempos os procuradores e juízes da operação tentam buscar apoio da população em palestras e entrevistas, pois sabiam que este momento chegaria. E chegou. Nos bastidores, PT, PMDB, PSDB, PP e quase todos os demais partidos estão de mãos dadas na aprovação de sete medidas que minam a Lava-jato:

– O projeto de abuso de autoridade;

– O projeto que visa colocar a PF subordinada à PGR;

– O projeto que anistia o crime de caixa 2;

– O projeto que permite acordos de leniência sem a participação do MP e TCU;

– O projeto que proíbe as transmissões de julgamentos na TV Justiça.

– O projeto que desvirtua as 10 medidas contra a corrupção;

– A inclusão de parentes de políticos numa eventual nova rodada de repatriação de recursos não declarados no exterior.

Ou seja, o PMDB tenta repetir os passos do PT. Sim, isso também era previsível, pois ambos foram sócios da corrupção institucionalizada que hoje vem à tona. A senhora que “não sabia de nada” e posava de honesta tratou pessoalmente de propinas com Marcelo Odebrecht. Lula é o “amigo” que recebia milhões em “favores” imobiliários,  milhões via caixa 2, milhões via planilha da Odebrecht e milhões via dinheiro vivo, como revelam as últimas delações. Do lado do PSDB, a campanha de Serra de 2010 também revela milhões não declarados. O pau que dá em Chico dá em Francisco. Se todos pecaram, que todos paguem por seus crimes e de acordo com a gravidade da cada caso. Leia mais

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Ana Júlia, o perfeito exemplo da doutrinação marxista nas escolas

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Nesta semana a esquerda ganhou uma nova estrela: a chorosa Ana Júlia, que hoje sabemos ser filha de um funcionário e militante petista. Por sua desenvoltura retórica não resta dúvida de que sua carreira política está garantida, mas, por enquanto, parece que o tiro está saindo pela culatra. O fato é que, no dia seguinte ao “comovente” pronunciamento na Assembléia Legislativa do Paraná, não param de surgir memes desmentindo cada uma das conhecidas mentiras esquerdistas repetidas pela adolescente “bem informada” e “apartidária”.
 
Não vou repetir aqui cada uma das refutações já conhecidas, mas vou me concentrar apenas em uma das mentiras que revelam duas facetas mais comuns da cultura marxista: 1) a capacidade de sobrepor narrativas à realidade; 2) as constantes tentativas de culpar os adversários por tudo de errado que fazem.
 
Vejamos: no ápice do discurso, quando Ana Júlia se gaba de ter ido ao velório do aluno assassinado por um de seus próprios colegas (vale salientar), mas desvia o foco da tragédia da qual são co-responsáveis para os… deputados adversários do PT, pelo simples fato de não comparecerem ao velório!!!
 
E pasmem! Ela foi aplaudida como se tivesse marcado um gol! Pior: a estudante teve a cara de pau de acusar os deputados ali presentes de terem as mãos “sujas de sangue” do aluno assassinado! E mais uma vez foi… aplaudida! No final do pronunciamento chegou a ser abraçada coletivamente por alguns deputados, esquerdistas, claro.
 
É uma total inversão dos fatos e valores que lembram muito o genial George Owell em seu clássico “1984” que mostrava como um partido com uma ideologia hegemônica pode ser capaz de criar narrativas que podem chegar ao extremo de inverter até o significado das palavras.
 
Na vida real, a palavra “austeridade” é um desses exemplos. Em outros tempos era sinônimo de disciplina, rigor, firmeza. Hoje, graças às esquerdas, a demonização da políticas responsáveis que tentam implementar o óbvio (ou seja, impedir que governos gastem mais do que arrecadam) austeridade passou a ser algo mau, algo a ser combatido. Por isso, Ana Júlia brada contra a PEC 241 e qualquer outra iniciativa que tente colocar algum freio nos déficits que se acumulam e ameaçam nos jogar novamente no caos hiperinflacionário dos anos 80.
 
Mas eis que a realidade sempre bate a porta. Hoje surge mais um vídeo que só reforça o que todos já sabem: a doutrinação nas escolas é um fato. O tal movimento é, sim, partidário, liderado pelas principais legendas de esquerda. No vídeo abaixo, um deputado petista doutrina os alunos com a velha retórica maniqueísta dos malvadões da direita que só pensam em tirar dos pobres para dar aos ricos! Os esquerdistas, claro, são os mocinhos da história. Daí o gérmen totalitário que se entranha nas mentes da maioria dos jovens, fechando suas mentes para qualquer argumento contrário.
 
Entre os “argumentos” do deputado petista, uma mentira velha e repetida pela ONG Auditoria Cidadã da Dívida que diz que gastamos METADE do orçamento com a dívida! Ele só esquece de dizer que tal percentual é praticamente o mesmo deixado pelo governo do PT. Por que não mudou isso em 14 anos de poder? Óbvio, porque o deputado sabe que a realidade é bem diferente da narrativa que ele está passando aos alunos. Mas não importa. O importante é a guerra política e, para isso, vale tudo, inclusive aliciar menores.
 
Agora que estão de volta à oposição, o PT retoma o discurso fácil e irresponsável que fez a fama de Lula, segundo o qual basta um calote na dívida para resolver todos os nossos problemas. E é esse discursinho que a Ana Júlia e outros estudantes “bem informados” estão repetindo por aí.
 
Doutrinados? Não! Dirá a choroso Ana Júlia! Os estudantes estão provando que são conscientes e que sua única bandeira é a educação! Acredite se puder.

 

 

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Algumas conclusões sobre os grampos de Jucá, Renan e Sarney

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O que mais me impressiona no debate político é a seletividade da interpretação dos fatos. Claro que posso ser acusado da mesma coisa, mas estou aberto ao debate com qualquer um que queira me provar que estou errado. Sobre as revelações da semana, quase nenhuma novidade. Apenas as confirmações do que boa parte dos bons analistas políticos afirmam há muito tempo. Vamos então as conclusões:
1) Ao contrário do que muito governista vinha alardeando por aí nos primeiros dias do governo Temer, a Lava-jato segue firme. O governo do PT tentou e agora o PMDB tenta, mas sem sucesso.

2) Os políticos morrem de medo de Sérgio Moro. Todos querem foro especial para manter distância de Curitiba;

3) Lula sabe que pode ser preso a qualquer momento. Ele sabe que provas não faltam;

3) PMDB e PP são os parceiros de crime do PT. Portanto, o PT tentou melar a Java-jato e o PMDB vai continuar tentando no novo governo;

4) Quando o grampo do Jucá foi efetuado ele ainda era governista. Decidiu abandonar o barco só quando percebeu que não havia mais salvação para Dilma. Logo, se houvesse alguma possibilidade de salvação com o PT, estaria contra o impeachment. Portanto, não houve o “golpe” alardeado pelos petistas. Houve sim, o cálculo do “mal menor” pelas raposas do PMDB. E neste cálculo as manifestações pró-impeachment foram decisivas;

5) O mesmo plano do PMDB que descartou Dilma tentou salvar Lula;

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Delação de Bumlai confirma pagamento a chantagista de Lula sobre assassinatos

isto_eÀs vezes a realidade é tão dura de encarar que algumas pessoas simplesmente a negam. Simplesmente se negam a ver o que está bem diante dos olhos. Os assassinatos dos ex-prefeitos do PT Celso Daniel e Toninho do PT, em um intervalo de apenas quatro meses, é um desses casos. Aliás, não apenas deles, mas de mais sete pessoas relacionadas ao caso.

Quando aconteceu a série de assassinatos Lula estava em plena ascensão nas pesquisas, nos braços do povo e nas graças da imprensa. Como acreditar que o PT tivesse algum envolvimento em um caso tão escabroso?

Pois é. Pouco depois a família do Celso Daniel teve que fugir do país para não morrer também, Lula venceu a eleição e o caso caiu no esquecimento. Só recentemente alguns fatos novos começaram a trazer algumas luzes sobre o que realmente aconteceu. Já escrevi sobre o assunto e, portanto, transcrevo um trecho: Leia mais

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Reestruturação do ensino em SP: uma lição para o Brasil

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Alunos de escolas estaduais protestam contra mudanças na rede de ensino em São Paulo. Foto: Rafael Arbex / Estadão

Há duas semanas o noticiário tem mostrado a luta dos “heróicos” estudantes de São Paulo contra a truculência da polícia e do governador fechador de escolas Geraldo Alckmin. Com raríssimas exceções, esta tem sido a tônica nas redes sociais e da maioria das reportagens veiculadas sobre o caso na grande mídia, inclusive na principal reportagem do Fantástico da Rede Globo da semana passada, edição esta que ignorou completamente a notícia mais importante da semana com repercussão dos principais jornais do mundo: a prisão do líder do governo no Senado, vale lembrar.

É realmente de espantar. Mas sigamos em frente. No caso do fechamento das escolas, a primeira pergunta que surge na mente de qualquer pessoa normal é: por que? Por que um sujeito que quer ser presidente da república viria comprar uma briga como esta?

Que o projeto foi mal conduzido e mal explicado não resta a menor dúvida. Aliás, esta tem sido uma marca do PSDB: a incapacidade de mostrar seus projetos e, principalmente, de neutralizar as narrativas criadas pelo marketing petista. Mas, e o papel da imprensa nisso tudo, como é que fica? Será que buscaram realmente as informações necessárias para responder as perguntas básicas que citei acima? Leia mais

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Desmascarando um esquerdista

Ainda estou sem tempo para escrever, então estou compartilhando aqui um  pequeno debate que tive recentemente com meu amigo Bruno Bastos, um esquerdista radical, daqueles que acham que tudo é culpa dos EUA, do capitalismo e blá blá blá. O original está no meu perfil https://www.facebook.com/amilton.aquino. Como vocês poderão ver, o Bruno, como todo esquerdista, vai escapulindo de cada assunto, ignorando os cheque-mates que vai levando e mudando de assunto, de modo que um debate que começa com uma questão objetiva e atual termina com uma questão filosófica e, claro, uma saída pela tangente. Divirtam-se.

Tudo começou logo após os atentados em Paris, quando publiquei um vídeo com o seguinte comentário:

A coisa é mais séria do que parece. Você sabia que a taxa de natalidade dos islâmicos é seis vezes maior que a europeia? Isto significa que em pouco mais de três décadas a Europa, o berço da civilização ocidental, terá como maioria de sua população muçulmana. Se está difícil agora que eles são minoria, imagina como será quando forem maioria.

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A tragédia síria é a tragédia do Oriente Médio: ausência de liberdade econômica

menino-sirioDe tempos em temos uma fotografia impactante dá uma chacoalhada na humanidade. Este é o caso da chocante imagem do menino sírio morto em meio a tantos outros naufrágios menos retratados. Como as coisas chegaram a este ponto? O que fazer diante de tal tragédia humanitária? De quem é a culpa? São algumas das perguntas que imediatamente nos vem à mente.

Explicações e acusações sobram para todos os lados. Há os que acusam Bush pela invasão ao Iraque que retirou Saddam Hussein do poder e propiciou que grupos minoritários e ainda mais radicais como o famigerado Estado Islâmico ascendessem; há os que acusam a direita xenófoba europeia de fechar as portas aos refugiados; há os que reclamam da passividade da nova política norte-americana ao não comandar uma coalizão internacional para acabar com tais grupos radicais; e há a crítica mais comum das esquerdas que, como sempre, culpa o ocidente, a globalização e o capitalismo, por todas as desgraças da humanidade.

Concordo em em algum grau com algumas das explicações citadas, mas discordo veemente da explicação esquerdista.  Primeiro, porque considero a civilização ocidental, baseada na filosofia grega, no direito romano e no cristianismo, o que há de mais civilizado que a humanidade já conquistou e, portanto, deveria ser preservada e não combatida. Segundo, porque a globalização, ao contrário do que os esquerdistas pregam, é a maior responsável pela ascensão de dezenas de países ao clube dos ricos nas últimas décadas. Terceiro, porque foi o capitalismo propiciou a incrível geração de riquezas que retirou da miséria absoluta bilhões de pessoas, desde a Revolução Industrial. E poderia ter tirado muito mais, caso não existissem os movimentos coletivistas de esquerda que procuram sempre boicotar o livre mercado onde quer que este tente se estabelecer ou, pior, quando tentam pelas vias armadas as famigeradas revoluções socialistas que levaram a morte mais de 100 milhões de pessoas no século XX, sempre com o “nobre” objetivo de construir o tal “novo homem”.

Quem são, portanto, os maiores responsáveis pela tragédia da Síria que hoje leva os milhares de refugiados à Europa? Leia mais

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Como continuar sendo petista?

tati_bernardiO título do artigo tomei emprestado da colunista da Folha de São Paulo, Tati Bernadi, petista desde criancinha até esta semana quando, finalmente, jogou a toalha ao perceber que não tinha mais argumentos para continuar defendendo o partido (ver aqui). Aliás, ela não foi a única a surpreender nesta semana. O Juca Kfouri reconheceu publicamente que Zé Dirceu é corrupto no artigo “Por que eles não param?” . Ooooooh!

Claro que isso não significa ainda que ele tenha virado coxinha, mas já é um primeiro passo. Embora tenha jogado a toalha quanto ao Dirceu, lá pela metade do artigo ele faz o seguinte questionamento: “Não dava para ter parado antes de ficar evidente que os meios eram ilícitos e tornar as punições inevitáveis?”

Sim. Ele disse isso. Ou seja, se Dirceu tivesse parado de se corromper depois que foi preso pela primeira vez, tudo bem.

Os casos de Tati Bernadi e Juca Kfouri são emblemáticos, pois eles sintetizam os dois principais argumentos que ainda tentam “justificar” alguém continuar sendo petista. No caso da Tati, ela revela que todas as vezes que lhe faltavam argumentos, procurava enganar a si mesma com o mote “mas tanto foi feito pelos pobres”. Compreendo, Tati. Passei pelo mesmo dilema, só que há quase uma década. Apesar do atraso, antes tarde do que nunca. Bem vinda ao clube da chamada “imprensa golpista”. Leia mais

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O escorpião que pediu ajuda ao sapo

lula_fhcExiste uma fábula que conta a história de um escorpião que, prestes a morrer afogado, pediu socorro a um sapo. Este, com medo de ser picado, a princípio negou a ajuda. No entanto, sua boa índole o levou a ceder os apelos do escorpião. Ao conduzir o escorpião a um lugar seguro o sapo recebeu então a picada que tanto temia. Em seus últimos suspiros o sapo perguntou ao escorpião o porquê dele o picar, mesmo após ter salvado sua vida. O escorpião respondeu com naturalidade: não pude evitar. É a minha natureza.

A fábula poderia ser aplicada em pelo menos três momentos da história de Fernando Henrique e Lula (e por extensão ao PSDB e ao PT). O primeiro aconteceu às vésperas das eleições de 2002, quando Fernando Henrique colocou o então candidato Lula no “sucatão” presidencial e o conduziu ao FMI para assinar um empréstimo para ajudar a debelar a crise do seu futuro governo, fruto justamente de suas declarações irresponsáveis quando oposição.  O fato é bem retratado no livro “A campanha secreta de FHC pró-Lula” (ver aqui), o que certamente ajuda também a explicar o distanciamento entre Serra e FHC nas eleições daquele ano. Aliás, não apenas este desfecho, mas já nos primeiros sinais do agravamento da chamada Crise Lula, em meados de 2002, FHC deu uma entrevista onde praticamente afiançou a eventual eleição do opositor, afirmando que este estava “preparado para assumir o Brasil”. Ou seja, FHC se comportou exatamente como se espera de um estadista: colocou os interesses do país em primeiro lugar, sacrificando a eleição do seu sucessor. Leia mais

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Como a esquerda fomenta crises e sabota o debate econômico

tsipasUma das características responsáveis pela evolução humana é sua capacidade de aprender com os erros.  É partir do acúmulo de experiências e da transmissão dos conhecimentos adquiridos que o ser humano conseguiu avanços antes inimagináveis em quase todas as áreas do conhecimento.

No entanto, em algumas áreas a evolução humana tem ocorrido mais lentamente. A economia é um exemplo. Não por acaso as previsões de economistas têm um nível de confiabilidade não muito diferente das previsões da Mãe Dinah. Muitos tentam justificar este fato atribuindo à parte humana das ciências econômicas, mas existe outro fator que sabota a evolução do debate: o discurso populista da esquerda.

Claro que a economia não é nem nunca será uma ciência exata, mas não é difícil perceber o abismo que esperam as economias cujo crescimento está baseado em crédito acima do seu potencial ou que acumule déficits sucessivos, por exemplo. Apesar da intuição geral até entre o mais leigo dos cidadãos de que isso não pode dar certo, entre os “especialistas” da área econômica existe uma corrente acadêmica que acredita sim que pode promover um crescimento sustentável a partir de “induções” e sem consequências no longo prazo. São os keynesianos, a linha abraçada pelos esquerdistas órfãos do fracassado comunismo.  São estes economistas que teimam em brigar com a realidade, chegando ao cúmulo de mudar o significado das palavras, quando estas já não conseguem descrever a realidade que eles tentam criar artificialmente.  Um dos exemplos mais recentes é agora a demonizada “austeridade”, que levou os gregos ao recente plebiscito, atendendo o apelo do seu governo de extrema esquerda que até então pregava o “não” à austeridade.

Uma rápida olhada no dicionário nos mostra o quanto é surreal a situação. Segundo o Aurélio, austeridade significa ser cuidadoso, severo, rigoroso, escrupuloso em não se deixar dominar pelo que agrada aos sentidos. Ou seja, é tudo que se poderia esperar de uma administração pública. Mas os gregos decidiram justamente pelo caminho inverso.

Seria mesmo surreal se tal decisão envolvesse apenas o discurso populista descolado da realidade. O problema é que tal discurso consegue um verniz de credibilidade quando tais argumentos encontram suporte na teoria keynesiana. Leia mais

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Se o poder tende a corromper, a esquerda tende a corromper absolutamente

Lula-institutoRecentemente, o ex-presidente Lula surpreendeu muita gente ao reconhecer publicamente que o PT envelheceu, que os petistas agora só pensam em cargos e que o partido perdeu “um pouco” da sua utopia (ver aqui).

No entanto, o súbito ataque de sinceridade de Lula não é nenhuma novidade. Por trás de tais críticas ao partido esconde-se sempre o objetivo de autopreservação de Lula. Como sempre, ele está acima de tudo, inclusive do PT. Foi assim no Mensalão, quando veio a público dizer-se traído por alguns companheiros; foi assim na tentativa frustrada de forjar um dossiê para incriminar José Serra, quando Lula minimizou o caso, jogando toda a culpa para alguns “aloprados” do partido; foi assim nos protestos de junho de 2013, quando Lula veio a público posar de “defensor da política” como se este ente abstrato fosse o grande alvo dos protestos; e tem sido assim desde que o partido mergulhou de vez na pior crise de sua história com as revelações do escândalo do Petrolão.

As críticas de Lula valem para todos, menos para ele próprio, o principal responsável por tal situação mas que não perde a mania de posar de guru, de grande mentor que não está sendo ouvido pela agora “teimosa” Dilma. Quando chama a atenção, por exemplo, para a necessidade de “renovação do partido” (chamando inclusive a atenção para o fato de não existirem jovens na plateia), o ex-presidente moribundo e decadente em todos os sentidos (principalmente moralmente) contradiz o próprio discurso ao se apresentar como candidato à disputa de 2018. Como assim, Lula? Mas não é o PT que precisa de renovação, de novas lideranças, de jovens? Leia mais

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A incrível capacidade da esquerda de subverter a realidade

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Nos últimos dias quatro eventos em quatro países bem diferentes mostram o atordoamento das esquerdas diante da realidade.  O primeiro, óbvio, é o nosso Brasil, cujo partido que está no poder realizou nesta semana um congresso nacional com o incrível dilema de apoiar ou não a política econômica do próprio governo! O segundo é a Grécia, cujo governo de estrema esquerda, eleito recentemente prometendo romper com o FMI, se vê no dilema de ter que pagar uma parcela de 1,6 mil bilhões de euros até o final de junho ao mesmo FMI para, vejam só que ironia, receber mais uma parcela de ajuda! Os demais países, Argentina e Venezuela, assistem paralisados grandes protestos e greves em meio ao caos generalizado provocado pelo chamado “socialismo do século XXI”, o bolivarianismo do amado, e homenageado no último congresso petista, Hugo Chávez.

O que há em comum entre todos este países? O imenso abismo entre o discurso fácil e populista de esquerda e a realidade dos números. Não é por acaso que todos os governos de esquerda que chegaram ao poder tiveram que dar uma guinada à direita. A primeira desculpa é que não dá para mudar o tal “sistema” de uma hora para outra. No caso do PT, que já está no poder há treze anos tal desculpa já não tem o mesmo apelo. Então resta-lhes agora a apelar para a estarrecedora narrativa de que o ministro Joaquim Levy é apenas um “neoliberal infiltrado” no governo popular do PT, uma “concessão” à conspiradora direita golpista que ameaça derrubar o PT!

Não é de hoje que a esquerda vive de narrativas descoladas da realidade. Sua história é uma coletânea de erros. Das decapitações da Revolução Francesa, passando pelo Socialismo Utópico, Socialismo Científico, Socialismo Conservador, Nacional-socialismo, Leninismo, Stalinismo, Trotskismo, Maoísmo, Castrismo, Chavismo, entre tantos outros “ismos” vermelhos responsáveis por mais de 100 milhões de mortos no século XX, a esquerda teve que reciclar seus discursos a cada nova derrota da realidade, mas nunca perdeu a pose. Leia mais

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Tempos estranhos, onde provas não provam mais nada e Lula permanece solto

lula-comicioUma frase do ministro do STF, Celso de Mello, descreve bem nossa situação atual: “Vivemos tempos estranhos, tempos muito estranhos, em que se nota a perda de parâmetros, o abandono a princípios, o dito passando por não dito, o certo por errado, e vice-versa”.

De fato, é muito estranho que as pessoas estejam enjoadas de discutir política e economia justamente em um momento tão crucial da nossa história, quando temos uma presidanta que foi eleita com um discurso, mas que governa com outro; quando vemos o principal partido da situação (o próprio PT) fazendo oposição ao próprio governo; quando vemos um ex-presidente falastrão, o principal responsável pela atual crise, já em plena campanha para a próxima eleição, usando o horário eleitoral para firmar posição contra o próprio governo; vemos o maior aliado do governo, o PMDB, que se comporta também como oposição; vemos uma oposição que tem receio de fazer oposição; vemos uma multidão nas ruas que não se vê representada pelos partidos de oposição; vemos partidos de oposição que planejam se fundir com partidos governistas justamente no momento em que o governo está mais enfraquecido; vemos um governo que delapidou a Petrobrás e que, ao mesmo tempo, patrocina manifestações em “defesa da Petrobrás”; vemos um governo que se gaba de “investigar”, mas que, ao mesmo tempo, tenta, nos bastidores, melar as investigações e a reputação do corajoso juiz que resolveu de fato investigar; vemos um ministro do STF que foi advogado do PT julgando seus antigos clientes; e pior: temos agora um novo candidato ao STF, também ex-advogado do PT, com ideias ainda mais “progressistas” que o mais progressista dos juízes da corte bolivariana de Maduro… Leia mais

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O PT escancara de vez e admite tudo que seus críticos alertavam

Dilma-Lenin-2Há anos colunistas importantes alertam sobre o projeto de poder autoritário do PT. Confesso que durante muito tempo achei que existia muito exagero nisso tudo, pois como tantos outros achava que o PT, no máximo, tinha se transformando em mais um social-democrata com alguns resquícios de ranços ideológicos.

Mas, aos poucos, a realidade foi me convencendo de muita coisa que eu não queria acreditar. Ao ver se repetir no Brasil o que acontecia nos países mais adiantados no bolivarianismo, resolvi então escrever a série “A crônica de uma tragédia anunciada”, onde comecei a enumerar alguns paralelos entre as práticas do PT e a estratégia de Antônio Gramsci para promover a conquista da hegemonia da opinião pública como pré-requisito para a perpetuação no poder, exatamente como tem acontecido na Venezuela.

Foi aí então que me dei conta que, há alguns anos, a situação da Venezuela era semelhante a do Brasil de hoje e a discussão recorrente nas redes sociais era justamente se a Venezuela estava ou não rumando para um regime autoritário.

O fato é que, de lá pra cá, a Venezuela escancarou de vez sua ditadura até então disfarçada, contando com apoio formal do PT que chegou a divulgar uma nota onde endossava todos os delírios de Maduro, inclusive a justificativa para a prisão de adversários políticos.

Por aqui o PT não deixou por menos e continuou sua escalada rumo ao bolivarianismo, chegando ao cúmulo de deixar explícito nas diretrizes para o segundo mandato de Dilma o objetivo descarado de “construir um projeto de socialismo para o Brasil”, além de “estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo” (ver aqui). Leia mais

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Sim. O fascismo também foi de esquerda.

1376203-mussolini2Já escrevi uma série específica sobre o nazismo, mostrando que, ao contrário do que nossos professores influenciados pelo Marxismo Cultural nos ensinaram, tal ideologia não só nunca foi de “extrema direita” como sempre esteve à esquerda do espectro ideológico (ver aqui).

Eis o motivo pelo qual os esquerdistas preferem rotular seus adversários de “fascistas”, afinal os traços esquerdistas do fascismo parecem menos evidentes quando comparados ao nazismo. Mesmo assim, como veremos as seguir, não só suas características são mais que suficientes para enquadrá-lo também no campo da esquerda, embora alguns historiadores prefiram classificá-lo como uma terceira via, com características de ambos os lados.

Na pior das hipóteses, nem o fascismo nem o nazismo nunca deveriam ser classificados como de “extrema-direita”, afinal se ambos têm características de esquerda e de direita, no máximo deveriam ficar no centro do espectro ideológico ou pendendo mais para um dos lados. Mas NUNCA no extremo de um dos lados como comumente se apregoa.

Então de onde vem esta confusão?

Para responder esta pergunta, vamos ter que retornar ao pós Revolução Francesa de onde emergiram três grandes grupos principais: socialistas, liberais e conservadores. Leia mais

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Na desesperança por uma solução coletiva prevalece o salve-se quem puder

paulistaNão é de se estranhar a menor adesão aos protestos neste 12 de abril. E a razão já estava exposta na pesquisa divulgada no dia anterior pelo Data Folha. Embora 63% dos brasileiros apoiem o impeachement da presidanta, apenas 29% acreditam que ele vai ocorrer, apesar de 83% acreditarem que Dilma sabia sim da roubalheira na Petrobras. Simples assim.

E por que tal desesperança?

A razão é paradoxal e frustrante. Os escândalos de tão triviais já não mais escandalizam. Como se não bastasse a Petrobrás, nos últimos dias ficamos sabendo também que os tentáculos do esquema chegou a Caixa Econômica e ao Ministério da Saúde, além do verdadeiro iceberg que é o BNDES, cuja CPI o governo conseguiu barrar.

Ou seja, não faltou fato novo para mobilização. Se ela não ocorreu como se esperava foi justamente pela sobrecarga do assunto. Ninguém mais aguenta ouvir falar de corrupção, de modo que muita gente agora se policia para não repercutir tanto fatos ligados à política para não parecer um chato, monotemático. Posso falar com autoridade no assunto porque sou um dos muitos brasileiros que reduziram o número de postagens nas redes sociais nestes últimos dias para dedicar mais tempo a projetos pessoais, afinal me preocupo sim com o futuro do meu país, mas principalmente da minha família. Isso significa que minha indignação diminuiu? Não. Estou mais revoltado do que nunca, principalmente agora que a militância virtual do PT, inclusive a paga, retornou as redes sociais.

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 2)

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E como se não bastasse a sequencia de lambanças do PT no campo político, tema do primeiro post desta série (ver aqui), no campo econômico, a lista não é menos extensa.  Vejamos….

 

Os 13 principais erros do PT na economia

E assim como nos erros políticos, na economia a lambanças do PT não são atos isolados e sim conseqüência de uma forma equivocada de ver o mundo que está na ideologia do partido. A lista dos 13 principais erros listados abaixo são apenas generalizações dos erros mais comuns. Poderíamos destrinchar cada um deles em centenas de episódios desastrosos a nossa economia, alguns dos quais só hoje estamos sentido suas consequências. Então vamos em frente.

1 – Aumento do intervencionismo estatal na economia
Não existe na história um único caso de nação que ficou rica pelos caminhos sugeridos pela esquerda, seja via socialismo, comunismo ou pelo aumento gradativo do papel do Estado na economia, a última cartada da esquerda depois do fracasso de todas as demais tentativas. Mesmo os países tidos hoje como modelo para os esquerdistas, estão em crise, percorrendo o caminho inverso ao que defendem por aqui. Ainda assim, eles não se cansam de tentar construir o tal “modelo alternativo” que, invariavelmente, termina em crise econômica e ebulição social. Por aqui não foi diferente. Depois do primeiro mandato de Lula, bem sucedido no campo econômico, continuando as políticas “neoliberais” que tanto criticava quando oposição, o PT resolveu dar uma guinada à esquerda no segundo mandato. E como sempre aconteceu em todas as guinadas deste tipo ao longo da história, no início tudo é festa. Os incentivos do governo a setores específicos da economia geram um crescimento artificialmente acelerado no início. Mas, aos poucos, as distorções começam a aparecer, como tão bem descreve a teoria dos ciclos econômicos da Escola Austríaca, de modo que os ganhos de curto prazo são substituídos por graves conseqüências de longo prazo que roubam o potencial de crescimento do futuro e jogam os países que mergulham em tais experiências na combinação fatídica de estagflação – recessão com inflação, dois fenômenos que deveriam ser contraditórios, mas que o keynesianismo tornou  possível, conforme previu Hayek ainda nos anos 60. E nesta direção, a tendência de aumento do papel do Estado na economia se revela em várias diretrizes que se complementam, criando o leviatã que hoje se vê obrigado a cortar gastos e aumentar ainda mais a carga tributária para fazer frente à inércia de aumento do custo da máquina, promovida nos últimos anos. Este é o principal legado do PT na economia.  Leia mais

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente. Leia mais