Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A revolução cubana valeu mesmo a pena?

vintage-cars-old-havana-cuba-cr-michael-petitMorreu Fidel, um dos meus maiores ídolos da juventude. E por que não é mais? Porque descobri que meus professores de humanas mentiram (e muito) para mim. Acho que todo mundo está cansado de ouvir que Cuba, apesar do indiscutível fracasso econômico, é modelo em educação e saúde, o que provaria que os esquerdistas são mais humanos, mais fraternos, mais fofos. Enfim, que eles têm o monopólio das virtudes.

Vamos supor que isso seja verdade, será que suas propostas são as mais eficazes para reduzir a pobreza?  Vejamos: Em 1958 Cuba tinha a terceira maior renda per capta das Américas, superando metade dos países da Europa (inclusive a Itália) e uma classe média maior que a da Suíça. Havana era um dos maiores destinos turísticos do mundo, rota dos maiores nomes da música da época, rivalizando com Nova York em atrações, possuindo até mais salas de cinema, por exemplo.

Décadas depois, o que é Cuba hoje? Um país em ruínas,onde tudo é racionado, onde engenheiras se prostituem por alguns dólares, onde os carros mais novos são dos anos 50 e onde todo o esplendor da antiga Havana foi transformada em um grande favelão. As estatísticas certamente manipuladas pelos ditadores ainda colocam o país numa posição intermediária no ranking per capta (92ª posição mundial e 25ª das Américas), mas a pergunta que fica é: como Cuba estaria hoje se não tivesse ocorrido a tal revolução?

Na pior das hipóteses, teria triplo da renda per capta atual, como atestam as pesquisas abaixo. Quem sabe o tal “bordel norte-americano” fosse hoje mais um estado do império capitalista, uma espécie de Hawai caribenha. Que tal?

“Ah, mas parte do fracasso econômico de Cuba se deve ao famoso embargo norte-americano”, argumentarão 100% dos esquerdistas. Leia mais

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Conchavos suprapartidários contra a Lava-lato. Precisamos reagir!

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É preocupante o movimento suprapartidário que toma corpo no Congresso para frear a Lava-jato. Aliás, nada mais previsível. Há tempos os procuradores e juízes da operação tentam buscar apoio da população em palestras e entrevistas, pois sabiam que este momento chegaria. E chegou. Nos bastidores, PT, PMDB, PSDB, PP e quase todos os demais partidos estão de mãos dadas na aprovação de sete medidas que minam a Lava-jato:

– O projeto de abuso de autoridade;

– O projeto que visa colocar a PF subordinada à PGR;

– O projeto que anistia o crime de caixa 2;

– O projeto que permite acordos de leniência sem a participação do MP e TCU;

– O projeto que proíbe as transmissões de julgamentos na TV Justiça.

– O projeto que desvirtua as 10 medidas contra a corrupção;

– A inclusão de parentes de políticos numa eventual nova rodada de repatriação de recursos não declarados no exterior.

Ou seja, o PMDB tenta repetir os passos do PT. Sim, isso também era previsível, pois ambos foram sócios da corrupção institucionalizada que hoje vem à tona. A senhora que “não sabia de nada” e posava de honesta tratou pessoalmente de propinas com Marcelo Odebrecht. Lula é o “amigo” que recebia milhões em “favores” imobiliários,  milhões via caixa 2, milhões via planilha da Odebrecht e milhões via dinheiro vivo, como revelam as últimas delações. Do lado do PSDB, a campanha de Serra de 2010 também revela milhões não declarados. O pau que dá em Chico dá em Francisco. Se todos pecaram, que todos paguem por seus crimes e de acordo com a gravidade da cada caso. Leia mais