Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

By

Desmascarando um esquerdista

Ainda estou sem tempo para escrever, então estou compartilhando aqui um  pequeno debate que tive recentemente com meu amigo Bruno Bastos, um esquerdista radical, daqueles que acham que tudo é culpa dos EUA, do capitalismo e blá blá blá. O original está no meu perfil https://www.facebook.com/amilton.aquino. Como vocês poderão ver, o Bruno, como todo esquerdista, vai escapulindo de cada assunto, ignorando os cheque-mates que vai levando e mudando de assunto, de modo que um debate que começa com uma questão objetiva e atual termina com uma questão filosófica e, claro, uma saída pela tangente. Divirtam-se.

Tudo começou logo após os atentados em Paris, quando publiquei um vídeo com o seguinte comentário:

A coisa é mais séria do que parece. Você sabia que a taxa de natalidade dos islâmicos é seis vezes maior que a europeia? Isto significa que em pouco mais de três décadas a Europa, o berço da civilização ocidental, terá como maioria de sua população muçulmana. Se está difícil agora que eles são minoria, imagina como será quando forem maioria.

Bruno Bastos – O berço da civilização aprontou muito na colonização da América. Posso considerar os povos europeus descendentes de terroristas?

Amilton Aquino – Claro que não Bruno. As barbaridades cometidas pelos europeus na época das colonizações refletiam o estágio de evolução da humanidade nas respectivas épocas. De lá pra cá os europeus tornaram-se um dos melhores exemplos de humanidade que temos atualmente. O mesmo, no entanto, não podemos dizer dos islâmicos que continuam e vão continuar presos a costumes da idade média, simplesmente porque não conseguem separar Estado e religião. Tentar justificar as barbaridades de hoje com as barbaridades de séculos atrás é tão estúpido quanto condenar a família de um assassino por seus crimes. E este é um dos pensamentos equivocados disseminados pelo esquerdismo a nível mundial, ao fomentar todos os tipos de divisões (de classe, raça, gênero, etc.) relativizando tudo com base em supostas “dívidas históricas”. Vcs, esquerdistas, não percebem, mas com o objetivo de destruir os valores ocidentais, estão alinhados com os islâmicos que não terão a menor piedade em vos destruir também quando forem maioria.

Bruno Bastos – Quantos europeus tu conhece pra dizer que são exemplo? E quantos muçulmanos tu conhece pra dizer que estão na idade média? Eu conheço um brasileiro e ele idolatra discursos falaciosos da direita hidrófoba. Mas eu não extrapolo um caso isolado pra toda a população brasileira.

Amilton Aquino – O mesmo relativismo de sempre, né Bruno? Sim já conheci alguns poucos islâmicos. O último, há duas semanas. Em poucos minutos de diálogo, o car já estava soltando fogo pelas ventas. E olha que foi ele quem puxou o papo, mostrando uma amabilidade que até me surpreendeu no primeiro momento. Sim, também conheci alguns poucos europeus e posso te garantir que a diferença de civilidade deles para os muçulmanos é imensa. Mas não estamos falando aqui de casos isolados. Estamos falando de 400 milhões de radicais islâmicos que existem hoje no mundo (de uma população total de 2,3 bilhões de islamicos) que querem destruir a civilização ocidental em nome de sua religião.

Bruno Bastos – Relativizar é entender que as pessoas são complexas e que não existem modelos. Infelizmente há os que acreditam em conto de fadas e que existem os bonzinhos e os malvados. Além disso, vc ter conhecido poucos muçulmanos ou poucos europeus significa que tu não tem base nenhuma pra falar, então baseia-se numa visão carregada de preconceito. Bom final de semana, aproveita pra ler um pouco de sociologia.

Amilton Aquino – Ah tá! Quer dize então que para ter autoridade para falar sobre o islamismo eu preciso conhecer milhões de islâmicos? Sei porque vc está falando esta bobagem. Passou uns dias na Europa e agora acha que pode recorrer à falácia do “apelo à autoridade” para, como é comum entre os esquerdistas, desqualificar o interlocutor e desviar o tema do foco central, uma vez que seus argumentos já caíram com apenas algumas linhas de contra-argumentação. Quantos muçulmanos tu conhecestes? 20, 30, 100??? Quantos zeros à esquerda de percentual isto significa diante dos 2,3 bilhões de muçulmanos atuais? Tu achas mesmo que a tua experiência com alguns islâmicos é suficiente para colocar no lixo diversos estudos sociológicos que estimam o número de islâmicos radicais em todo o mundo? Sério isso? Quem é aqui que está extrapolando casos isolados para o todo? E depois vc vem me aconselhar estudar sociologia! Ehehheheheh!

Sim, relativizar é útil para buscar novas nuances, mas nunca para equiparar coisas totalmente distintas como o famigerado relativismo moral pregado pela esquerda o tempo todo. Vc tergiversa, mas a questão é que a cultura ocidental é sim muito mais civilizada que a islâmica. Ou vai dizer que não?

E pra fechar com chave de ouro, vc recorre aos “bonzinhos” e “malvadinhos”. Como assim, Bial? Mas não é exatamente isso que vcs esquerdistas fazem o tempo todo, sempre recorrendo à estereótipos que pintam empreendedores como malvadões e trabalhadores como pobres coitados explorados? Isso para ficar em apenas em um exemplo, porque vcs criam dicotomias em praticamente tudo, desde que, claro, tais estereótipos sirvam para faturar politicamente a simpatia dos desinformados. Sim, Bruno, o mundo é muito mais complexo do que vcs esquerdistas imaginam. E é justamente por isso que socialistas tornam-se liberais ou conservadores, mas não o contrário. E sabe porque isso acontece? Porque o tempo traz mais conhecimento e experiência. Algumas pessoas conseguem passar por cima da teimosia e ver as coisas de outros ângulos. Outras, resistem e morrem negando a realidade.

Bruno Bastos – A realidade é uma interpretação, seu Amilton. A sua interpretação me parece incoerente, nada que você apresentou se sustenta. Não vi nenhum indício de que a atual civilização ocidental seja melhor, ou que tenha o direito de se desvincular do processo histórico que a antecedeu. E pode me chamar de esquerdista mais vezes, me sinto lisonjeado.

Amilton Aquino – Está aí uma coisa que vc falou que ilustra muito bem o fosso filosófico que nos separa e que resume bem algumas diferenças entre esquerdistas, liberais e conservadores: vc acredita que a realidade não passa de uma “interpretação”. Para mim definitivamente não. Para mim existe sim uma realidade objetiva que pode ser melhor interpretada por algumas pessoas que por outras. Se a realidade é apenas uma interpretação, como vc diz, então cada um que crie sua realidade, todos têm razão e está tudo certo. Mas, será mesmo? Experimenta revogar a lei da gravidade na tua “realidade interpretativa” e experimenta pular do segundo andar para ver o que acontece…

E então? Quem é mais coerente? Vc acha mesmo que vc argumentou melhor que eu? Vc realmente não vê nenhuma diferença civilizatória entre a cultura ocidental e a islâmica? Só mesmo na sua “realidade interpretativa”. Abraço!

Bruno Bastos – A realidade é uma interpretação sociocultural, não existe realidade neutra e objetiva. É a minha visão de mundo, explica como se dão os processos históricos que termos observado. Mas aproveitando a recente fixação de vossa pessoa pelo estado islâmico, acho que os fundamentalistas ocidentais estão perdendo em vc um bom recruta.

Amilton Aquino – Bruno, 2 + 2 sempre será 4, independentemente da sua subjetividade. A diferença é que algumas “realidades” são mais fáceis de perceber que outras. O problema de vcs esquerdistas nesta questão filosófica básica está em confundir subjetividade com as ações decorrentes dessa subjetividade. Se vc fosse o líder de uma revolução comunista no Brasil hoje, por exemplo, vc fuzilaria os empresários malvadões e colocaria a cumpanherada para administrar suas empresas. Vc faria isso de acordo com sua leitura equivocada da realidade. No entanto, as consequências da sua interpretação seriam reais (e desastrosas). Em pouco tempo, as empresas, antes bem administradas por seus donos, começariam a cair de produtividade, a corrupção aumentaria uma vez que agora as empresas seriam “de todos”. Os produtos similares estrangeiros ficariam então mais atrativos. Para compensar, vc então aumentaria as taxações de importados, conduzindo-nos para um isolamento que, no longo prazo, terminaria como aconteceu com todos os países comunistas. Ou seja, a realidade que vc tenta negar sempre vai se impor. Por mais difíceis que sejam de entender, mesmo na economia onde entra o conjunto da subjetividade humana, existem leis que não podem ser ignoradas, como, por exemplo, a lei da oferta e da demanda. Ignorar tais leis é como ignorar a lei da gravidade. Os efeitos de algumas dessas leis não tão evidentes para leigos pode até demorar para serem evidenciados, mas sempre aparecerão, independentemente da sua “interpretação subjetiva”. Enquanto vcs esquerdistas não entenderem algo tão elementar vão continuar brigando com a realidade, apresentando suas “narrativas” furadas que só nos conduzem ao conflito.

Sobre o recrutamento, deixo para vc, afinal quem está recrutando ocidentais para destruir o o ocidente é o EI não os países ocidentais.


 

Este não foi o primeiro nem será o último debate com o Bruno. Em todos eles, a rotina se repete. Ele vai escapulindo, escapulindo até que… some. Reaparece logo mais com outro assunto que ele pensa estar muito bem informado até que alguns parágrafos depois já está mudando de assunto. Resolvi publicar este aqui porque tocou na questão filosófica que explica a teimosia dos esquerdistas de um modo geral: a realidade subjetiva que eles acreditam, independente da realidade objetiva.

Posts relacionados:

3 Responses to Desmascarando um esquerdista

  1. Jordano Sabino says:

    Na vdd é bem mais que 400 milhões de muçulmanos que querem destruir a civilização ocidental,e parece que os esquerdistas nem veem as leis dos países árabes,que pior que esses,só Coréia do Norte.

  2. Jordano Sabino says:

    Olha esse vídeo,é muito bom:https://www.youtube.com/watch?v=QkgRVggM-XE

    Diferentemente das outras religiões,a maioria dos islâmicos são violentos,intolerantes e repressores,a esquerda só apoia eles pelo fato de combaterem um inimigo em comum:A Civilização Ocidental,mas os esquerdistas vão se arrepender se isso acontecer,pois os gays,ateus e as outras minorias irão morrer ou no mínimo sofrer muito e as mulheres serão escravizadas,a esquerda cai numa armadilha.

    E olha esse post meu sobre Karl Marx e sobre o marxismo:https://plus.google.com/u/0/b/100656323532610556496/+DrDoomm/posts/M6UHMQY277j?pid=6222677600007509106&oid=100656323532610556496&authkey=CPzS1JPV6K2etQE

    Eu sou novo aqui neste seu site,inclusive é a primeira vez que comento aqui,e estou achando os seus post sensacionais.

    • Amilton Aquino says:

      Seja bem vindo Jordano. Ótimas sugestões. Vou ler seu artigo com mais calma no fim de semana. Abraço!