Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A tragédia síria é a tragédia do Oriente Médio: ausência de liberdade econômica

menino-sirioDe tempos em temos uma fotografia impactante dá uma chacoalhada na humanidade. Este é o caso da chocante imagem do menino sírio morto em meio a tantos outros naufrágios menos retratados. Como as coisas chegaram a este ponto? O que fazer diante de tal tragédia humanitária? De quem é a culpa? São algumas das perguntas que imediatamente nos vem à mente.

Explicações e acusações sobram para todos os lados. Há os que acusam Bush pela invasão ao Iraque que retirou Saddam Hussein do poder e propiciou que grupos minoritários e ainda mais radicais como o famigerado Estado Islâmico ascendessem; há os que acusam a direita xenófoba europeia de fechar as portas aos refugiados; há os que reclamam da passividade da nova política norte-americana ao não comandar uma coalizão internacional para acabar com tais grupos radicais; e há a crítica mais comum das esquerdas que, como sempre, culpa o ocidente, a globalização e o capitalismo, por todas as desgraças da humanidade.

Concordo em em algum grau com algumas das explicações citadas, mas discordo veemente da explicação esquerdista.  Primeiro, porque considero a civilização ocidental, baseada na filosofia grega, no direito romano e no cristianismo, o que há de mais civilizado que a humanidade já conquistou e, portanto, deveria ser preservada e não combatida. Segundo, porque a globalização, ao contrário do que os esquerdistas pregam, é a maior responsável pela ascensão de dezenas de países ao clube dos ricos nas últimas décadas. Terceiro, porque foi o capitalismo propiciou a incrível geração de riquezas que retirou da miséria absoluta bilhões de pessoas, desde a Revolução Industrial. E poderia ter tirado muito mais, caso não existissem os movimentos coletivistas de esquerda que procuram sempre boicotar o livre mercado onde quer que este tente se estabelecer ou, pior, quando tentam pelas vias armadas as famigeradas revoluções socialistas que levaram a morte mais de 100 milhões de pessoas no século XX, sempre com o “nobre” objetivo de construir o tal “novo homem”.

Quem são, portanto, os maiores responsáveis pela tragédia da Síria que hoje leva os milhares de refugiados à Europa? Leia mais

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Como continuar sendo petista?

tati_bernardiO título do artigo tomei emprestado da colunista da Folha de São Paulo, Tati Bernadi, petista desde criancinha até esta semana quando, finalmente, jogou a toalha ao perceber que não tinha mais argumentos para continuar defendendo o partido (ver aqui). Aliás, ela não foi a única a surpreender nesta semana. O Juca Kfouri reconheceu publicamente que Zé Dirceu é corrupto no artigo “Por que eles não param?” . Ooooooh!

Claro que isso não significa ainda que ele tenha virado coxinha, mas já é um primeiro passo. Embora tenha jogado a toalha quanto ao Dirceu, lá pela metade do artigo ele faz o seguinte questionamento: “Não dava para ter parado antes de ficar evidente que os meios eram ilícitos e tornar as punições inevitáveis?”

Sim. Ele disse isso. Ou seja, se Dirceu tivesse parado de se corromper depois que foi preso pela primeira vez, tudo bem.

Os casos de Tati Bernadi e Juca Kfouri são emblemáticos, pois eles sintetizam os dois principais argumentos que ainda tentam “justificar” alguém continuar sendo petista. No caso da Tati, ela revela que todas as vezes que lhe faltavam argumentos, procurava enganar a si mesma com o mote “mas tanto foi feito pelos pobres”. Compreendo, Tati. Passei pelo mesmo dilema, só que há quase uma década. Apesar do atraso, antes tarde do que nunca. Bem vinda ao clube da chamada “imprensa golpista”. Leia mais