Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Se o poder tende a corromper, a esquerda tende a corromper absolutamente

Lula-institutoRecentemente, o ex-presidente Lula surpreendeu muita gente ao reconhecer publicamente que o PT envelheceu, que os petistas agora só pensam em cargos e que o partido perdeu “um pouco” da sua utopia (ver aqui).

No entanto, o súbito ataque de sinceridade de Lula não é nenhuma novidade. Por trás de tais críticas ao partido esconde-se sempre o objetivo de autopreservação de Lula. Como sempre, ele está acima de tudo, inclusive do PT. Foi assim no Mensalão, quando veio a público dizer-se traído por alguns companheiros; foi assim na tentativa frustrada de forjar um dossiê para incriminar José Serra, quando Lula minimizou o caso, jogando toda a culpa para alguns “aloprados” do partido; foi assim nos protestos de junho de 2013, quando Lula veio a público posar de “defensor da política” como se este ente abstrato fosse o grande alvo dos protestos; e tem sido assim desde que o partido mergulhou de vez na pior crise de sua história com as revelações do escândalo do Petrolão.

As críticas de Lula valem para todos, menos para ele próprio, o principal responsável por tal situação mas que não perde a mania de posar de guru, de grande mentor que não está sendo ouvido pela agora “teimosa” Dilma. Quando chama a atenção, por exemplo, para a necessidade de “renovação do partido” (chamando inclusive a atenção para o fato de não existirem jovens na plateia), o ex-presidente moribundo e decadente em todos os sentidos (principalmente moralmente) contradiz o próprio discurso ao se apresentar como candidato à disputa de 2018. Como assim, Lula? Mas não é o PT que precisa de renovação, de novas lideranças, de jovens? Leia mais

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A incrível capacidade da esquerda de subverter a realidade

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Nos últimos dias quatro eventos em quatro países bem diferentes mostram o atordoamento das esquerdas diante da realidade.  O primeiro, óbvio, é o nosso Brasil, cujo partido que está no poder realizou nesta semana um congresso nacional com o incrível dilema de apoiar ou não a política econômica do próprio governo! O segundo é a Grécia, cujo governo de estrema esquerda, eleito recentemente prometendo romper com o FMI, se vê no dilema de ter que pagar uma parcela de 1,6 mil bilhões de euros até o final de junho ao mesmo FMI para, vejam só que ironia, receber mais uma parcela de ajuda! Os demais países, Argentina e Venezuela, assistem paralisados grandes protestos e greves em meio ao caos generalizado provocado pelo chamado “socialismo do século XXI”, o bolivarianismo do amado, e homenageado no último congresso petista, Hugo Chávez.

O que há em comum entre todos este países? O imenso abismo entre o discurso fácil e populista de esquerda e a realidade dos números. Não é por acaso que todos os governos de esquerda que chegaram ao poder tiveram que dar uma guinada à direita. A primeira desculpa é que não dá para mudar o tal “sistema” de uma hora para outra. No caso do PT, que já está no poder há treze anos tal desculpa já não tem o mesmo apelo. Então resta-lhes agora a apelar para a estarrecedora narrativa de que o ministro Joaquim Levy é apenas um “neoliberal infiltrado” no governo popular do PT, uma “concessão” à conspiradora direita golpista que ameaça derrubar o PT!

Não é de hoje que a esquerda vive de narrativas descoladas da realidade. Sua história é uma coletânea de erros. Das decapitações da Revolução Francesa, passando pelo Socialismo Utópico, Socialismo Científico, Socialismo Conservador, Nacional-socialismo, Leninismo, Stalinismo, Trotskismo, Maoísmo, Castrismo, Chavismo, entre tantos outros “ismos” vermelhos responsáveis por mais de 100 milhões de mortos no século XX, a esquerda teve que reciclar seus discursos a cada nova derrota da realidade, mas nunca perdeu a pose. Leia mais