Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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O PT escancara de vez e admite tudo que seus críticos alertavam

Dilma-Lenin-2Há anos colunistas importantes alertam sobre o projeto de poder autoritário do PT. Confesso que durante muito tempo achei que existia muito exagero nisso tudo, pois como tantos outros achava que o PT, no máximo, tinha se transformando em mais um social-democrata com alguns resquícios de ranços ideológicos.

Mas, aos poucos, a realidade foi me convencendo de muita coisa que eu não queria acreditar. Ao ver se repetir no Brasil o que acontecia nos países mais adiantados no bolivarianismo, resolvi então escrever a série “A crônica de uma tragédia anunciada”, onde comecei a enumerar alguns paralelos entre as práticas do PT e a estratégia de Antônio Gramsci para promover a conquista da hegemonia da opinião pública como pré-requisito para a perpetuação no poder, exatamente como tem acontecido na Venezuela.

Foi aí então que me dei conta que, há alguns anos, a situação da Venezuela era semelhante a do Brasil de hoje e a discussão recorrente nas redes sociais era justamente se a Venezuela estava ou não rumando para um regime autoritário.

O fato é que, de lá pra cá, a Venezuela escancarou de vez sua ditadura até então disfarçada, contando com apoio formal do PT que chegou a divulgar uma nota onde endossava todos os delírios de Maduro, inclusive a justificativa para a prisão de adversários políticos.

Por aqui o PT não deixou por menos e continuou sua escalada rumo ao bolivarianismo, chegando ao cúmulo de deixar explícito nas diretrizes para o segundo mandato de Dilma o objetivo descarado de “construir um projeto de socialismo para o Brasil”, além de “estabelecer uma contra-hegemonia ao capitalismo” (ver aqui). Leia mais

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Sim. O fascismo também foi de esquerda.

1376203-mussolini2Já escrevi uma série específica sobre o nazismo, mostrando que, ao contrário do que nossos professores influenciados pelo Marxismo Cultural nos ensinaram, tal ideologia não só nunca foi de “extrema direita” como sempre esteve à esquerda do espectro ideológico (ver aqui).

Eis o motivo pelo qual os esquerdistas preferem rotular seus adversários de “fascistas”, afinal os traços esquerdistas do fascismo parecem menos evidentes quando comparados ao nazismo. Mesmo assim, como veremos as seguir, não só suas características são mais que suficientes para enquadrá-lo também no campo da esquerda, embora alguns historiadores prefiram classificá-lo como uma terceira via, com características de ambos os lados.

Na pior das hipóteses, nem o fascismo nem o nazismo nunca deveriam ser classificados como de “extrema-direita”, afinal se ambos têm características de esquerda e de direita, no máximo deveriam ficar no centro do espectro ideológico ou pendendo mais para um dos lados. Mas NUNCA no extremo de um dos lados como comumente se apregoa.

Então de onde vem esta confusão?

Para responder esta pergunta, vamos ter que retornar ao pós Revolução Francesa de onde emergiram três grandes grupos principais: socialistas, liberais e conservadores. Leia mais

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Na desesperança por uma solução coletiva prevalece o salve-se quem puder

paulistaNão é de se estranhar a menor adesão aos protestos neste 12 de abril. E a razão já estava exposta na pesquisa divulgada no dia anterior pelo Data Folha. Embora 63% dos brasileiros apoiem o impeachement da presidanta, apenas 29% acreditam que ele vai ocorrer, apesar de 83% acreditarem que Dilma sabia sim da roubalheira na Petrobras. Simples assim.

E por que tal desesperança?

A razão é paradoxal e frustrante. Os escândalos de tão triviais já não mais escandalizam. Como se não bastasse a Petrobrás, nos últimos dias ficamos sabendo também que os tentáculos do esquema chegou a Caixa Econômica e ao Ministério da Saúde, além do verdadeiro iceberg que é o BNDES, cuja CPI o governo conseguiu barrar.

Ou seja, não faltou fato novo para mobilização. Se ela não ocorreu como se esperava foi justamente pela sobrecarga do assunto. Ninguém mais aguenta ouvir falar de corrupção, de modo que muita gente agora se policia para não repercutir tanto fatos ligados à política para não parecer um chato, monotemático. Posso falar com autoridade no assunto porque sou um dos muitos brasileiros que reduziram o número de postagens nas redes sociais nestes últimos dias para dedicar mais tempo a projetos pessoais, afinal me preocupo sim com o futuro do meu país, mas principalmente da minha família. Isso significa que minha indignação diminuiu? Não. Estou mais revoltado do que nunca, principalmente agora que a militância virtual do PT, inclusive a paga, retornou as redes sociais.

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 2)

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E como se não bastasse a sequencia de lambanças do PT no campo político, tema do primeiro post desta série (ver aqui), no campo econômico, a lista não é menos extensa.  Vejamos….

 

Os 13 principais erros do PT na economia

E assim como nos erros políticos, na economia a lambanças do PT não são atos isolados e sim conseqüência de uma forma equivocada de ver o mundo que está na ideologia do partido. A lista dos 13 principais erros listados abaixo são apenas generalizações dos erros mais comuns. Poderíamos destrinchar cada um deles em centenas de episódios desastrosos a nossa economia, alguns dos quais só hoje estamos sentido suas consequências. Então vamos em frente.

1 – Aumento do intervencionismo estatal na economia
Não existe na história um único caso de nação que ficou rica pelos caminhos sugeridos pela esquerda, seja via socialismo, comunismo ou pelo aumento gradativo do papel do Estado na economia, a última cartada da esquerda depois do fracasso de todas as demais tentativas. Mesmo os países tidos hoje como modelo para os esquerdistas, estão em crise, percorrendo o caminho inverso ao que defendem por aqui. Ainda assim, eles não se cansam de tentar construir o tal “modelo alternativo” que, invariavelmente, termina em crise econômica e ebulição social. Por aqui não foi diferente. Depois do primeiro mandato de Lula, bem sucedido no campo econômico, continuando as políticas “neoliberais” que tanto criticava quando oposição, o PT resolveu dar uma guinada à esquerda no segundo mandato. E como sempre aconteceu em todas as guinadas deste tipo ao longo da história, no início tudo é festa. Os incentivos do governo a setores específicos da economia geram um crescimento artificialmente acelerado no início. Mas, aos poucos, as distorções começam a aparecer, como tão bem descreve a teoria dos ciclos econômicos da Escola Austríaca, de modo que os ganhos de curto prazo são substituídos por graves conseqüências de longo prazo que roubam o potencial de crescimento do futuro e jogam os países que mergulham em tais experiências na combinação fatídica de estagflação – recessão com inflação, dois fenômenos que deveriam ser contraditórios, mas que o keynesianismo tornou  possível, conforme previu Hayek ainda nos anos 60. E nesta direção, a tendência de aumento do papel do Estado na economia se revela em várias diretrizes que se complementam, criando o leviatã que hoje se vê obrigado a cortar gastos e aumentar ainda mais a carga tributária para fazer frente à inércia de aumento do custo da máquina, promovida nos últimos anos. Este é o principal legado do PT na economia.  Leia mais