Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente.

Os dez principais erros políticos do PT

1 – Colocar seu projeto de poder acima dos interesses do país
O estelionato eleitoral de Dilma na última eleição foi apenas um dos mais recentes exemplos do que alguns denunciam há bastante tempo. O que muita gente não sabe é que muito tempo antes de chegar ao poder o PT já dava amostras de que os interesses do partido se sobrepunham ao bem estar geral da nação. Desde sua fundação, o PT se mostrou um partido intransigente, capaz de votar contra as principais reformas do país nos últimos 30 anos apenas para não aparecer como um simples coadjuvante. Foi com a sede de se tornar protagonista a qualquer custo que o PT sempre apostou no “quanto pior melhor”, posicionando-se contra a coalizão de apoio ao governo de Itamar Franco, contra o Plano Real, contra os programas sociais que originaram o Bolsa Família no governo FHC, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, contra a Constituição de 1988 e até contra a eleição de Tancredo Neves que encerrou a ditadura militar. O duplo padrão moral do PT expresso neste tópico está de pleno acordo com as idéias de Antônio Gramisci, um dos principais referenciais teóricos do partido, segundo o qual, tudo é lícito ser for para o bem do “moderno príncipe” (o partido, que se propõe a fazer a revolução silenciosa) aquele que chega ao poder pela via democrática para, depois, subjugar todas as instituições e se manter no poder indefinidamente e a qualquer custo.

 

2 – Confundir o partido com o Estado / Aparelhamento
Hoje está claro, com os muitos exemplos, a confusão que o PT faz não apenas entre o público e o privado, como também entre a instituição da presidência da república e o partido. O primeiro indício desta confusão já ficou claro no primeiro dia de governo, quando Lula decorou os jardins da casa oficial com uma enorme estrela vermelha (ver aqui). Nesta semana, o ministro da Comunicação Social foi substituído após o vazamento de um documento que confirma o que muitos jornalistas sérios já denunciavam: o PT, via Palácio do Planalto, alimenta os chamados blogs sujos não apenas com dinheiro público, mas também com “munição” para serem disparadas contra os adversários em uma tal “guerra virtual” (ver aqui) e com o aparelhamento descarado das estatais para promover o partido. A distribuição de cargos em todas as esferas da administração pública a sindicalistas e/ou partidários tornou o PT refém do poder, motivo pelo qual tem se mostrado disposto a qualquer coisa para não mais deixá-lo.

 

3 – A institucionalização da corrupção
Até alguns anos atrás, a opinião geral, depois do estourou do Mensalão, era que o poder corrompeu o PT. Hoje, no entanto, sabemos que pelo menos desde 1994, o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, já coordenava atos ilícitos para o partido. Anos depois, o PT mergulharia de vez no submundo do crime ao criar o esquema de extorsão de empresários nas prefeituras do interior de SP para financiar a campanha de Lula em 2002, esquema este que terminou com o assassinato de dois prefeitos do partido e mais seis pessoas ligadas ao caso (ver aqui). Já no primeiro ano no poder, o PT inicia o esquema do Mensalão e institucionaliza o cartel da Petrobrás, conforme mostram as investigações da Lava-jato que já aponta ramificações para outros setores como o elétrico e o bancário. Conforme depoimento de Pedro Barusco, réu confesso no caso do Petrolão, ele passou a receber propina em 1998 de forma isolada. Só a partir de 2003 houve uma institucionalização da corrupção, com a definição de núcleos de poder e percentuais a serem distribuídos a partidos políticos (ver aqui).

 

4 – A institucionalização do “toma lá dá cá”
Negociatas entre partidos em troca de apoio político sempre existiram. No entanto, foi no governo do PT que a barganha política ficou institucionalizada ao ponto do ministério do primeiro governo Dilma ser totalmente formado por “cotas”. Cota de Lula, cota do PMDB, cota do PP e até cota de Sarney! Foi também no governo do PT que os chamados partidos nanicos ganharam “relevância”, uma vez que seus votos passaram a ser negociados financeiramente via mensalão e/ou através de indicações para cargos nos diversos escalões do poder. E não por acaso, o número de partidos nanicos criados especialmente para barganhar com o governo foi multiplicado nos últimos anos. Alguns partidos pequenos, como o PP, por exemplo, tiveram suas liberações de recursos quintuplicados pelo Governo Federal em troca de apoio político (ver aqui). E não por acaso, o PP foi o partido com o maior número de políticos envolvidos no escândalo do Petrolão até aqui. Também não por acaso, muitos políticos mudaram de partido para participar da farra da distribuição de propinas. E também não por acaso, o governo agora estimula o Kassab a criar um novo partido político para atrair corruptos do PMDB.

 

5 – A ressurreição do populismo

Muitos alertas têm sido feitos sobre o populismo do PT. Mas pouca gente atenta para a gravidade deste fatídico fenômeno que tem na sua essência o enfraquecimento da república. É através da busca incessante de uma relação direta entre as massas e um líder carismático que, aos poucos, a importância das instituições vai sendo questionada e corroída. Tal objetivo aparece em várias linhas de atuação do PT, como veremos nos próximos tópicos.

 

6 – As tentativas de controle do poder Judiciário

Como se não bastasse a tentativa de subjugação do Congresso via Mensalão, também já no primeiro ano de governo, o PT já revelou sua intensão de criação um “controle externo” ao poder Judiciário.  A repercussão negativa levou o governo a retirar tal intensão da pauta. Anos depois, o governo tentou mais uma vez aprovar uma emenda constitucional com o objetivo de tirar do STF a prerrogativa de dar a última palavra, submetendo suas decisões ao Congresso, este último bem mais fácil de ser domesticado via liberação de verbas e concessão de cargos públicos. Também com o apoio do PT, a PEC que retirava o poder de investigação do Ministério Público quase foi aprovada. Também no auge da popularidade de Lula, ele questionou diversas vezes as instituições que embargavam obras por suspeitas de desvios ou simplesmente em casos mais simples como o descumprimento da legislação ambiental.

 

7 – As recorrentes tentativas de controle da imprensa

Considerado o “quarto poder” das repúblicas democráticas, a imprensa também foi (e ainda é) um dos principais alvos do PT. É importante observar, no entanto, que não há um único registro de crítica do PT a imprensa antes de chegar ao poder, afinal, o partido foi o grande beneficiado com o trabalho de vigilância da imprensa aos governos anteriores. O incômodo do PT com a imprensa só começou quando apareceram as primeiras críticas ao governo, afinal todo partido que tem um projeto autoritário de poder se acha com uma missão messiânica de moldar a sociedade e, portanto, deve ser inquestionável. O primeiro projeto de “regulação” da imprensa  chegou ao Congresso em 2004, segundo o qual criava-se o “Conselho Nacional de Jornalismo” para fiscalizar e punir jornalistas, projeto este logo abortado pela repercussão negativa, principalmente depois que estourou o escândalo do Mensalão. Tentando aproveitar a popularidade de Lula no segundo mandato, o PT tenta, pela segunda vez, controlar a imprensa através do “Plano Nacional de Direitos Humanos”. O projeto, em meio a várias “boas intenções” e prezando sempre pela “democratização” da imprensa, propunha a criação de um ranking de empresas de comunicações, segundo o qual um comitê formado por “representantes” da sociedade (todos controlados por partidos de esquerda, claro) teria poderes de cassar licenças de veículos e jornalistas. Felizmente, este projeto também foi derrotado. Agora, já nos primeiros dias do segundo mandado de Dilma, o novo projeto de “regulação econômica” da mídia já está em tramitação. Em paralelo a todas as tentativas de controle via projeto de lei, o PT tem tentado moldar os meios de comunicação através de chantagens com verbas publicitárias (ver aqui).

 

8 – Estimular a divisão da sociedade brasileira
A escalada do acirramento político no Brasil nos últimos anos segue a mesma trajetória de todos os países latino-americanos que embarcaram no bolivarianismo. Na raiz de tal processo está a narrativa usada e abusada por tais governos que se apresentam sempre como vítimas de uma suposta “imprensa golpista” ou de uma “elite branca” ou ainda do “imperialismo americano”. Tal narrativa, além de funcionar como o antídoto a qualquer crítica, funciona também como a justificativa para a continuação indefinida no poder. Afinal, segundo esta narrativa populista, mudar o governo seria o mesmo que devolver o país as elites! E nesta retórica do confronto, vale tudo, desde o financiamento a blogs sujos ou da imprensa chapa-branca, passando pela ameaça descarada de convocação do “exército de Stédile”, pela extrapolação da política de cotas que acentua o discurso racial e sexista, chegando até mesmo a institucionalização de conceitos marxistas nos exames promovidos pelo MEC.

 

9 – Transformar o exercício do poder em um eterno processo eleitoral 

Desde que o PT chegou ao poder, cada ato do governo tem sido cuidadosamente planejado para fazer um contraponto aos “500 anos” antes do PT. Não por acaso, o “nunca antes na história deste paif” virou o bordão predileto de Lula na época em que colhia os frutos das reformas implementadas no governo FHC e do boom da economia mundial. Tal narrativa, além de justificar a perpetuação no poder, procurava sempre afastar qualquer possibilidade de ascensão da oposição, procurando sempre desconstruir Fernando Henrique e seu partido, mesmo que, nos bastidores, a equipe do PT se desmanchasse em elogios ao trabalho feito pelos tucanos, conforme revelado pelo próprio ministro Palocci em seu livro de memórias “Sobre formigas e cigarras”, lançado em 2006. Tal desconstrução fica ainda mais difícil de digerir quando hoje sabemos que FHC fez uma “campanha secreta” pró Lula em 2002, ajudando a acalmar não apenas o mercado, como também os desconfiados republicanos norte-americanos que temiam, com razão, que Lula, juntamente com Chávez e Fidel Castro, viesse a constituir um eixo do mal na América Latina (ver aqui). Mas o trabalho sujo de desconstrução não ficou restrito a FHC. A cada nova campanha eleitoral, os adversários do PT, em qualquer nível da administração pública, passaram a ser sistematicamente perseguidos pela rede de blogs sujos financiada pelo PT. Neste esforço, a fábrica de dossiês falsos do PT foi uma importante ferramenta. Nada mais nada menos que dez dossiês falsos foram relatados apenas por Turma Júnior no seu livro “Assassinato de Reputações”. Paralelamente, o PT sempre tentou usar a máquina do Estado para levar a imprensa casos de corrupção envolvendo a oposição, seja via vazamentos seletivos do CADE (no caso do superfaturamento do Metrô de SP, por exemplo, no momento em que a popularidade de Dilma despencou, logo após os protestos de Junho) ou mais recentemente na tentativa de obter nomes de oposicionistas com contas no HSBC da Suíça, para criar um contraponto ao Petrolão, como revela a Veja desta semana (ver aqui). E como consequência desta política de acirramento irresponsável, desde que o PT chegou ao poder, nosso país não passa mais nem mesmo um ano sem o clima de efervescência eleitoral. Dias depois da posse de Dilma, o próprio Lula a transformou em pata manca ao anunciar sua candidatura em 2018 e já começando as articulações de bastidores que podem levá-lo até mesmo a se afastar da presidanta para não arcar com o ônus político da atual crise.

 

10 – Alinhamento com o que há de pior no cenário internacional
Pois é, os republicanos norte-americanos tinham razão. Lula, Chávez e Fidel não apenas fundaram o eixo do mal do Foro de São Paulo, como se alinhou ao que há de pior no cenário internacional, incluído ditadores de todos os continentes, um dos quais acusado até mesmo de canibalismo. Mais recentemente, Dilma virou mico mundial ao defender, na ONU, o diálogo como os decepadores de cabeças do Estado Islâmico. Nesta semana, Dilma voltou a ser notícia internacional ao ser criticada pela Prêmio Nobel da Paz, a iraniana Shrin Ebadi, por ser abster a votar sobre as violações dos direitos humanos em seu país (ver aqui). Mas a iraniana não deveria se surpreender com tal atitude do governo brasileiro, afinal a abstenção é menos grave que o apoio formal que o governo do PT dá ao governo bolivariano da Venezuela, que galgou todos os passos ensinados por Gramsci para criar uma ditadura pela via democrática.

 

 

Enfim, poderia destrinchar estes dez tópicos principais em vários outros e escrever páginas e páginas sobre a incrível coletânea de erros do PT. Mas vou ficar por aqui para não ficar cansativo. O que resulta disso tudo é a triste crise moral em que vivemos, onde todos os referenciais éticos são relativizados para tentar justificar os “maus feitos” do PT.

Mais irritante que ver ainda hoje gente tentando dourar a pílula do PT, é ver o cinismo dos petistas repetindo a desculpa esfarrapada de que “estão investigando”!

Ora, todo mundo sabe que nos bastidores, o PT faz de tudo para barrar as investigações, inclusive promove uma campanha no submundo dos blogs sujos para atingir o juiz Sérgio Moro. Mas para as massas, o discurso mentiroso é vendido como um fato.

Enfim, este é o Brasil do PT. O país do duplo padrão moral, o país da narrativa que nada tem a ver com os fatos. O país da mentira, da corrupção, do cinismo, do oportunismo, do populismo, de Lula…

O que é preciso deixar bem claro é que a escolha de governar com os piores usando os piores métodos possíveis foi uma escolha racional do PT, implementada desde o primeiro ano. Se tivesse tentando um diálogo com a oposição, certamente teria conseguido o apoio para a maioria de seus projetos, como, aliás, contou em várias votações. Outra prova disso é que agora mesmo, em seu pior momento, sem apoio da população, sem apoio do mercado e sem apoio do Congresso, os articuladores do governo Dilma chegaram ao cúmulo da cara de pau de pedir o apoio do PSDB para aprovar o ajuste fiscal que o PT tanto demonizou durante a campanha…

O PSDB nega. Mas o certo é que vários tucanos de alta plumagem, como Geraldo Alckimin, Perillo, Beto Richa e Jatene, por exemplo, já se mostraram dispostos a cooperar. Ou seja, Lula poderia ter chamados os bons de todos os partidos para contribuir para os projetos de interesse do país, como tem proposto Marina. Mas preferiu, desde o início, se aliar com o que há de pior na nossa política e estimular a política do confronto. E aqui estamos nós.

 

Até o próximo post!

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12 Responses to A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

  1. Vânia Luz says:

    Com certeza vou divulgar em meu face Amilton.
    E as propagandas escabrosas que o PCdoB junto e misturado com o PT anda disseminando nos comerciais de TV? como sempre dilmais e pt fazendo o diabo..

    • Amilton Aquino says:

      Obrigado, Vânia. Não podemos baixar a guarda. O povo é facilmente manipulado e basta a economia melhorar um pouquinho e Lula sai do esconderijo. Por enquanto, ele fica mandando seus paus mandados dourarem a pílula.

  2. rogerio ribeiro says:

    Amilton Aquino , me indique o melhor livro de Antonio Gramsci , Keynes , Mises , Milton Friedman ,Adam Smith , por gentileza! Quero conhecê-los melhor .

    • Amilton Aquino says:

      Do Antônio Gramisci não tem melhor. Toda sua obra é uma praga. Sua obra mais famosa é “Memórias do Cárcere”. De Keynes, sua grande obra é “A teoria Geral”, que também é uma coleção de equívocos. Do Adam Smith, “Riqueza das Nações”. Do Mises, te indico todas. Pra começar, “Ação Humana”. Do Milton Friedman, “Capitalismo e Liberdade”. Enfim, se tiver tempo de fato, vale a leitura de todos. Mas se vc preferir analises corretas do pensamente de tais autores vc encontra em mises.org.br. Abraço!

  3. rogerio ribeiro says:

    Amilton Aquino , o que vc pensa da China?Por que a China é chamada de “comunista” . E se ela é isso , por que cresce tanto?

    • Amilton Aquino says:

      Rogério, a China é um caso à parte. Por ter uma população de 1,2 bilhões de habitantes, mão de obra qualificada e uma cultura focada no trabalho e na poupança, a China encontrou na economia de livre mercado o passaporte para o primeiro mundo. Desde meados dos anos 70 quando os comunistas chineses chegaram a conclusão óbvia de que sua economia planificada estava fadada ao fracasso e resolveram abri-la gradativamente, o país acelerou bastante entre os anos 90 e 2000. No entanto, já iniciou uma gradativa desaceleração na medida em que sua mão de obra vai ficando mais cara e novos playes surgem no mundo emergente. Apesar de todo este progresso, boa parte do crescimento chinês é artificial, estimulado pelo Estado. Esta característica vai levar o gigante chinês a uma crise muito grave nos próximos anos. A cúpula (o que sobrou do comunismo) está ciente do que está por vir e já esta se preparando para tornar o pouso o mais suave possível, mas o fato é que a cada dia ficam mais claros os sinais de bolha imobiliária que está prestes a estourar.

  4. André Luiz says:

    Eu não me lembro de ter lido aqui um artigo, ou artigos que explicitassem a ideologia de Antonio Gramsci. Eu li, isto sim, vários artigos que fizeram referência ao autor. Então fica a sugestão para detalhar em um artigo os principais pontos da ideologia, e como isso se articula ao PT. Provavelmente os principais líderes do PT nem conhecem Gramsci, me refiro a Lula, Dilma, José Dirceu, Rui Falcão e companhia. Eles seriam o intelectual coletivo que indicariam as diretrizes para a tal formação da hegemonia? Mesmo não conhecendo nada ou muito pouco sobre o autor? Quem seriam os ideólogos do comunismo gramsciano ligados ao Partido dos Trabalhares, me refiro aos cabeças? Eu conheço só uma, a Marilene Chauí, aquela que diz ter ódio da classe média, esta conhece Gramsci profundamente. Ou ela somente pode ser considerada uma intelectual orgânica, que me parece na “teoria” está numa hierarquia mais baixa que o intelectual coletivo?

    • Amilton Aquino says:

      Olá André. Desculpas pela demora. Estive totalmente out nestes dias. Agradeço a sugestão. Tenho um artigo que não é especificamente sobre Gramsci, mas está bem focado em sua ideologia (http://visaopanoramica.net/2013/10/14/diferencas-fundamentais-entre-esquerda-e-direita-parte-2/). De fato, muita gente do PT não tem ideia do que é o Marxismo Cultural, mas isso não significa muita coisa na prática, pois trata-se de uma mentalidade que já está tão entranhada em suas cabeças que eles já agem por inércia. Quanto aos chefes do processo, pode ficar certo de que Dirceu, Falcão, Gilberto Carvalho, Marco Aurélio Garcia, entre outros, estão sim muito cientes de todo este processo. Lula, nem tanto. É apenas um macunaíma que se aproveita de tudo isso para se dar bem. Mesmo assim ele entende muito bem o conceito de hegemonia. A hierarquia entre os intelectuais orgânicos são sim uma peça chave neste processo. Não só a Chauí, mas boa parte da USP, da Unicamp e demais grandes universidades do país dão o suporte ideológico para a construção da cultura esquerdista que se tornou hegemônica desde o final dos anos 70. Por isso, ninguém ver mal algum em Gramsci, pois ele é apresentando sempre como um marxista mais realista, o cara que encontrou a fórmula para fazer a revolução silenciosa e de forma democrática. Na verdade, nós sabemos que a coisa não é bem assim. Abraço!

  5. rogerio ribeiro says:

    Estava discutindo com um colega meu prol PT sobre aparelhamento do estado. Aê conversa vai , conversa vem , eu comentei q estava conversando com uma colega minha , q faz faculdade de direito no Pará q está fazendo monografia sobre o aparelhamento do STF pelo governo . Quando falei isso , meu colega prol PT falou assim: o STF tá aparelhado pelo PTe os corruptos estão presos , sinal q esse aparelhamento é benéfico . Aí , eu falei que o fato de a polícia federal ser independente pode minimizar o aparelhamento . Aí , meu colega falou assim:
    -A polícia Federal é independente ? Mais ou menos independente .O MPM é aparelhado e isso pode influenciar na atuação da polícia.
    E aí , Amilton Aquino, comente sobre aparelhamento do judiciário e prisão dos corruptos!

    • Amilton Aquino says:

      Rogério, a coisa chegou a tal ponto que nem mesmo Dias Toffoli, ex advogado do PT, foi capaz e de inocentar a cumpanheirada no julgamento do mensalão, apesar de aliviar seu voto em todos as acusações. Embora a atividade de um juiz tenha sim uma parte subjetiva que pode ser influenciada pela linha ideológica que ele segue, ainda assim ele não pode simplesmente ignorar os fatos ou simplesmente o conjunto de indícios que apontam para uma mesma direção. Apesar das pressões políticas, juízes, delegados, procuradores e demais servidores de órgãos com prerrogativa de investigação (que independem da vontade do presidente da república, vale salientar) têm sim uma imagem a zelar. O ministro do STF, Luiz Fux, por exemplo, chegou a ser entrevistado por Dirceu antes de ser indicado e garantiu que “matava no peito” as denúncias contra Dirceu. No entanto, como veio admitir depois de condenar Dirceu, não pode ignorar o enorme conjunto de provas anexado ao processo. Preferiu, portanto, ser acusado de traidor pelo PT do que ser cúmplice do esquema de corrupção. Aliás, esta foi também a opção de Joaquim Barbosa. Ou seja, embora o PT tente, é impossível controlar as consciências das pessoas. Se hoje mais corruptos estão indo para a cadeia é porque hoje temos cada vez mais gente indignada com o discurso mentiroso do PT, inclusive entre seus indicados. Simples assim. Abraço!

  6. Só para atualizar e não sei porque não usam isso contra o PT.

    A divida publica bruta aumentou 10% em um ano.

    Divida publica bruta federal em fevereiro de 2015 = 3414 bilhões de reais.

    Divida publica bruta federal em fevereiro de 2014 = 3037 bilhões de reais.

    Método FMI não o do BC brasileiro.