Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A incrível coletânea de erros do PT (parte 1)

PTDiante do clamor nacional pelo reconhecimento dos seus erros, Dilma finalmente ensaiou mostrar um pouco de humildade e amenizar um pouco sua fama de autoritária, arrogante e mal humorada. Fazendo um esforço hercúleo para parecer simpática, a presidente admitiu que “talvez” tivesse errado nas dosagens de algumas medidas.

O que a presidente ainda não entendeu é que não basta ela reconhecer seus erros. Para conseguir um mínimo de legitimidade, ela precisa antes se desvencilhar do projeto de perpetuação no poder do PT e, no campo econômico, rever suas equivocadas concepções keynesianas de economia que entram em choque diretamente com o seu principal ministro, o liberal Joaquim Levy, de quem depende o sopro de esperança para que nossa economia não piore ainda mais.

E como ninguém da imprensa se dispôs a elencar a interminável lista de equívocos do PT, aqui estou eu. Um pouco atrasado, eu sei, pois tive duas semanas bem atribuladas, mas o tema é sempre atual, pois o PT não pára de reincidir nos velhos erros e cometer novos.

E para o artigo não ficar muito longo, resolvi dividi-lo em três partes. Neste primeiro artigo vou focar nos erros políticos do PT. No segundo, nos erros econômicos. No terceiro, vou focar nos erros mais específicos do governo Dilma, parte deles ligados ao próprio PT e, claro, a Lula. Então, vamos em frente. Leia mais

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Para onde caminha o Brasil

dilma perdidaQue o Brasil está a cada dia mais parecido com a Venezuela é um fato.  Há alguns anos, a discussão entre petistas e opositores era se a Venezuela estava trilhando ou não no rumo do autoritarismo. Os fatos provaram que os alertas sobre a escalada autoritária da Venezuela estavam corretos. Hoje a Venezuela é sim uma ditadura plena com direito a “poderes especiais” para o presidente, prisões arbitrárias, torturas e até mortes de opositores.

E o que o Brasil tem a ver com isso?

Tudo. O governo do PT não só apoia o governo venezuelano, como ajuda a financiá-lo.

Muito debate ainda é travado sobre a importância do Foro de São Paulo na coordenação dos movimentos de esquerda da América Latina, mas é fato que os governos de esquerda estão cada dia mais enrolados em crises políticas e econômicas que têm sim tudo a ver com seus projetos políticos. Será coincidência que em todos os países governados pelo eixo bolivariano, suas populações estão divididas e em pé de guerra? Será coincidência o fato de que em todos estes países a imprensa ser perseguida? Será coincidência que em todos estes países a máquina pública ter sido aparelhada para a perpetuação do poder? Será coincidência que em quase todos estes países terem ocorrido mortes misteriosas de opositores? Será coincidência que em todos estes países o aumento do estatismo que está levando suas economias à bancarrota? Leia mais

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Dois pesos, duas medidas

capa-2397-originalVi agora a pouco a cara de pau do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em entrevista coletiva, batendo na mesa para afirmar e reafirmar a “falta de provas” contra Dilma. Para embasar sua “convicção”, o ministro, que se comporta mais como advogado do governo do que propriamente como Ministro da Justiça, recorre aos pareceres do procurador Rodrigo Janot e do ministro do STF Teori Zavascki como “provas inequívocas” da inocência de Dilma, simplesmente pelo fato de ambos considerarem insuficientes os indícios contra a presidente.

Mas será que eles estão certos? Quais são as referências à presidente nas delações premiadas?

Vejamos…

1) A primeira foi a reportada pela revista Veja às vésperas das eleições de 2014, segundo a qual o doleiro Youssef teria afirmado em depoimento ao juiz Sérgio Moro que Lula e Dilma sabiam sim do esquema de corrupção da Petrobrás. Na época, o PT conseguiu direito de resposta ao TRE e fez o maior estardalhaço nas redes sociais usando a decisão sobre o direito de resposta como a prova cabal de que a revista teria criado uma peça de ficção, chegando inclusive a usar tal exemplo para justificar seu projeto de “regulação” da mídia, já reprovado duas vezes pelo Congresso, e que voltou a tramitar mais uma vez já nos primeiros dias do segundo governo Dilma. Leia mais

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O pior cenário está se confirmando

Pancadaria-petista-1-480x291No meu primeiro artigo do ano citei três possíveis cenários para o “novo” governo Dilma, indo do pessimista, passando por um intermediário (esperado pelo próprio ministro da Fazenda, Joaquim Levy), até o otimista sonhado pelos petistas.

Dois meses depois já podemos afirmar, sem sobra de dúvidas, que a coisa “evoluiu” para o pior cenário, apesar dos esforços do Levy em atenuar os efeitos retardados da política econômica equivocada do governo do PT, culminando com o anúncio de novas medidas amargas nesta semana, que contrariam ainda mais o cenário pintando pela presidanta candidata, mas ajudam a atenuar o pessimismo do mercado.

Em quase todas as notícias econômicas divulgadas desde 2013, os números oficiais saíram piores que as previsões. E não por acaso, a expectativa de crescimento para 2015 vem sendo revisada para baixo a cada novo boletim divulgado pelo próprio Banco Central, passando de um leve crescimento no início do ano para uma recessão de 0,42%. Isto sem contar com o risco de duplo apagão e demais fatores que vou listar na sequência. Só para refrescar a memória daqueles que viviam dizendo que éramos excessivamente pessimistas e/ou “torcedores do contra”, a previsão do governo do PT, até o final de 2014, era de um crescimento na casa dos 3%! (ver aqui). Agora já tem gente trabalhando com um cenário de recessão na casa dos 2% caso se agrave um pouco mais a situação dos reservatórios.

E para se configurar a “tempestade perfeita”, que nos levaria ao pior cenário, citei quatro pontos importantes que, se confirmados, se somariam a herança maldita petista, tornando-nos muito mais parecidos com os nossos vizinhos ideológicos mais adiantados no processo esquerdizante: Venezuela e Argentina.

Vejamos… Leia mais