Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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No aniversário do PT, mais 13 lições sobre um partido moribundo

aniversario_PTNo meu último artigo enumerei 13 lições sobre o PT extraídas da entrevista de Marta Suplicy ao Estadão (ver aqui).  Duas semanas depois, o evento do aniversário do PT não só confirma algumas teses defendidas no artigo, como vai além, trazendo outros pavorosos exemplos de falta de escrúpulos dos dirigentes do partido, dos quais retiramos mais 13 lições para quem ainda não se convenceu do mal que o partido faz ao Brasil.

Vejamos…

1 – Não importam as provas, o PT vai negar sempre.

A máxima reinante no mundo do crime vale também no PT, o que nos dias atuais chega a ser quase redundante. Em todos os casos de corrupção envolvendo o PT a rotina é o partido colocar sob suspeita as acusações, atribuindo-as a golpes políticos e blá blá blá. Foi assim com José Dirceu, foi assim do José Genuíno, Delúbio Soares e tantos outros que viviam prometendo que iriam provar suas inocências e terminaram atrás das grades.

Agora um novo tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, está novamente envolvido em um novo escândalo orçado em cifras na casa do meio bilhão de reais. E o que o PT faz? Homenageia o sujeito em pleno aniversário do partido.

E aqui uma novidade: a defesa veemente de Lula ao Vaccari. Claro que a proteção de seus corruptos é uma regra do PT. Alguns chegam a ser tratados como heróis ou mártires, como José Dirceu e Genoíno. Mas no caso de Lula, o malandro mó que está acima do partido, nem sempre isso acontece. Ele é o “cara”, cria as próprias regras e não costuma colocar a mão no fogo por qualquer companheiro com a corda no pescoço. Se o escândalo tem potencial para atingi-lo ndalo da história do PT.a regra é “não tenho nada com isso” ou “não sei de nada”. Não por acaso, ele próprio popularizou o termo “aloprado” para descrever seus companheiros flagrados tentando forjar um dossiê contra Serra. Sua imagem é o maior “patrimônio” do partido e seus cupinchas estão dispostos a tudo, até a pagarem sozinhos suas penas para preservarem o chefe, afinal, em suas mentes doentias, melhor estar na cadeia com o chefe no poder do que o contrário, pois nestas horas qualquer regalia na prisão faz toda a diferença.

Portanto, ao contrário do mensalão, quando Lula praticamente relegou seus companheiros a meros bois de piranha para sair do escândalo ileso, dessa vez Lula fez questão de defender publicamente o Vaccari Neto, mesmo este já tendo um histórico de corrupção (ver aqui). O que mudou?

Vejamos. O Vaccari Neto é o mesmo que presidiu o Bancoop, a cooperativa do Banco do Brasil que faliu em 2006 (por causa de desvios para o PT, vale salientar) e deixou na rua da amargura 3.500 mutuários (ver aqui).  No final do ano passado, eis que a OAS (uma das participantes do esquema do Petrolão e uma das maiores beneficiadas por empréstimos do BNDES) que assumiu oito das 32 obras inacabadas do antigo Bancoop, entregou justamente o prédio de luxo na praia do Guarujá onde Lula e Vaccari constam como proprietários e vizinhos, sendo o triplex de Lula (apartamento que ocupa sozinho três andares, incluindo a cobertura com elevador privativo) o mais caro de todos, orçado em R$ 3 milhões. Deu para entender ou é preciso desenhar?

Vejam bem. Não se trata de um funcionário qualquer do partido que “eventualmente” se corrompeu. Trata-se do tesoureiro do partido, o cara que tem a responsabilidade pelas finanças do partido. Portanto, se há um funcionário chave para se comprovar a culpa de um partido em um esquema de corrupção, o tesoureiro é a figura central. No caso do PT, a coisa é ainda mais grave, pois o partido já tinha tido um tesoureiro na cadeia quando escolheu justamente outro enrolado com a justiça para a função. Com diria o ditado, pau que nasce torto…

2 – Não importa o tamanho do escândalo, o PT sempre reincide no crime.

Pouca gente sabe, mas Delúbio Soares já estava envolvido em falcatruas para engordar os cofres do PT desde 1994 (ver aqui). Depois veio o esquema que financiou a campanha vitoriosa de 2003, baseada na extorsão de empresários que prestavam serviço a prefeituras comandadas pelo PT, escândalo este que terminou com o assassinato de dois prefeitos do partido (Celso Danil e Toninho do PT) e mais uma seqüência de assassinatos de pessoas que estiveram diretamente ou indiretamente ligadas às investigações e/ou às vítimas (ver aqui a lista completa). Na minha opinião, o mais grave escândalo da história do PT, cuja imprensa, hipnotizada com a história bonitinha de um torneiro mecânico que havia chegado a presidência, acovardou-se em dar o devido enfoque.

E quando aconteciam as investigações sobre o esquema de extorsão das prefeituras do PT, eis que um outro esquema de abrangência nacional já era gestado no primeiro ano de governo Lula: o Mensalão. Dois anos depois, enquanto o PT comemorava seus 25 anos em 2005, em meio a sua até então maior crise, eis que já se iniciava o escândalo do Petrolão, hoje o maior caso de corrupção da história da humanidade, que ironicamente coroa os 35 anos do partido!

Portanto, engana-se quem pensa que o PT se corrompeu apenas quando chegou ao poder. Na verdade a corrupção do PT é ainda mais perniciosa que as de outros partidos, pois além do enriquecimento ilícito de alguns membros podres que todos partidos têm, a corrupção do PT faz parte da sua estratégia de conquista e manutenção do poder. Por isso a solidariedade entre eles. Afinal, na cabeça de um petista, os fins sempre justificam os meios, uma das lições de Maquiavel adaptadas pelo marxista Gramsci para a conquista da “hegemonia da opinião pública”, como manifestado publicamente em documento aloprado do próprio partido publicado no final do ano passado (ver aqui)

3 – O PT sempre vai pousar de vítima, atribuindo as denúncias a supostos “golpes” da direita.

Quando era oposição, o PT não perdia uma oportunidade para solicitar impeachment. “Fora Collor”, “Fora FHC” eram pichados em todos os cantos do país. Agora que as investigações da Polícia Federal estão chegando ao topo da pirâmide do esquema do Petrolão, tornando cada dia mais real a possibilidade de impeachment, o PT agora tenta pousar de vítima de “forças golpistas”.

Parafraseando o Reinaldo Azevedo, o verdadeiro golpe foi o PT ter esmagado a CPI da Petrobrás em 2009 e, mais duas vezes, em 2014, para que nada fosse investigado e, conseqüentemente, para que a sangria aos cofres da Petrobrás continuasse intacta, até mesmo depois que a operação Java-jato veio à tona, como revelou recentemente o novo inimigo número um do PT, o juiz Sérgio Moro (ver aqui).

Mas vamos fazer um exercício mental e imaginar que a oposição nunca tivesse existido no governo Lula e Dilma (se bem que é quase isso). Ainda assim os principais escândalos do partido teriam vindo à tona, afinal quase todos eles foram denunciados pelos próprios envolvidos e/ou aliados.

E quando finalmente o mensalão chegou ao STF, nove dos onze ministros que condenaram José Dirceu e Cia. foram indicados a dedo pelo próprio PT, alguns pelo próprio Dirceu, como Luix Fux, por exemplo. E ainda assim o PT tem o topete de dizer que foi vítima de um “julgamento de exceção” dentro do próprio governo!

Portanto, quem afinal são os supostos conspiradores que o PT tanto aponta? Fernando Henrique, o cara que deixou Serra a ver navios na campanha presidencial de 2002 e colocou Lula no avião presidencial, apresentando-o ao FMI praticamente como o novo presidente do Brasil? Ou seriam os mega empresários donos das grandes construtoras, os mesmos que viviam viajando com Lula ao redor do mundo, firmando acordos pra lá de suspeitos e recebendo gordos empréstimos subsidiados do BNDES?

4 – Para o PT, é dever do partido demonizar a oposição. Se possível, destruí-la.

Lula, quando presidente, chegou a expressar seu desejo de ver extinto o DEM. Mais tarde, afirmou que enquanto viver, vai fazer tudo para nunca deixar um tucano chegar ao poder. Como todos podem ver, uma fala muito “adequada” para um chefe de estado, não?

O que tal postura revela? O caráter autoritário do PT que muita gente “esclarecida” insiste em negar. A crença de que só o PT será capaz de cumprir a “missão” messiânica de criar o tal “mundo melhor” que justifica todos os crimes do partido. Neste caso, para que a democracia? Será que eles se acham tão superiores administrativamente que não conseguem nem sequer considerar a hipótese de alternância do poder, um dos pré-requisitos básicos da democracia?

Claro que não. Na verdade, por traz desse desejo de poder perpétuo se escondem os verdadeiros motivos do temor da perda do poder: 1) a perda dos milhares de cargos comissionados que reforçam o caixa do partido; e 2) a possibilidade de que uma eventual devassa de um governo de oposição venha a revelar novos escândalos.

5 – Para partidos de esquerda autoritária como o PT a polarização da sociedade é um pré-requisito básico para garantir a permanência no poder.

A explicação é bem simples: quanto mais polarizado o debate, mais emocional e menos racional. E como a esquerda tem um discurso que tem mais a ver com utopias do que com a realidade, quanto mais emocional for o debate, maiores as chances da esquerda impor sua retórica. Afinal, o que a história nos mostra é que a esquerda foi derrotada pela realidade em todos os recantos do mundo.

E não por acaso, desde que o PT chegou ao poder, cada discurso de Lula transformou-se num instrumento de autopromoção e de desconstrução de Fernando Henrique, ainda que este seja apenas um social democrata, o que no espectro ideológico corresponde a posição centro-esquerda. Durante muito tempo o PT reinou sozinho na sua retórica de demonização, a tal ponto que muita gente independente começou a se sentir cada dia mais incomodada com o teor manipulador de tais discursos. E é a indignação dessa parcela expressiva da nossa sociedade que representa hoje o maior contraponto a retórica populista do PT. Claro que para toda ação existe uma reação e dessa reação, a polarização fica ainda mais acentuada, a ponto do PT hoje ter a desfaçatez de querer pousar de vítima do ódio que seus próprios líderes semearam.

E como não poderia ser diferente, o aniversário do PT foi mais um chamado à guerra política, como, aliás, o próprio partido teve a ousadia de convocar recentemente seus apoiadores com o sugestivo cartaz “militância, às armas” (ver aqui). Até a sumida Dilma chegou a chamar seus ministros à “batalha da comunicação”.

A ordem de Lula é defender-se atacando. E para isso vale tudo. Desde a rotineira tentativa de vincular a oposição à escândalos do passado (mesmo nos casos em que não existem provas – e olha que o PT já fuçou tudo a procura), à criação de dossiês falsos como já se tornou rotina no partido ou até mesmo a suprema cara de pau de atribuir ao oponente o que você faz, exatamente como recomendou Lenin. Nesta linha de pensamento canalha, vejam só que topete, o supremo bravateiro Lula acusou a oposição pela “campanha mais suja da história”. Aquela que, segundo ele, “nossos adversários utilizaram as piores armas para tentar nos derrotar”.

Portanto, a hora é de “sair às ruas”, convocou Lula. “A luta não acabou. Os nossos adversários não podem dizer qual o seu projeto porque é antinacional”.

E aqui mais uma canalhice da esquerda, pois sempre que chegam ao poder os camaradas sempre recorrem à velha bandeira nacionalista, a mesma que adoram rotular a direita com o objetivo claro de associá-la ao Nazismo (ver aqui).

6 – Para partidos de esquerda autoritária como o PT, a retórica pode tudo, inclusive inverter o significado das palavras.

George Orwell em sua obra de ficção “1984” acertou em cheio ao abordar a questão da “novilíngua”, a constante tentativa de mudar o significado de palavras, em um sistema autoritário. Em um dos casos mais emblemáticos, os tiranos tentavam massificar a frase “Liberdade é escravidão”, afixada em vários locais públicos.

No caso da Petrobrás, o PT faz a mesma coisa. Apesar do governo do PT estar sendo investigado por alguns bravos brasileiros que resolveram colocar em prática a prerrogativa de investigação que a Constituição concede às suas intituições, Dilma procura vender o discurso de que “ela” está investigando, em contraponto ao PSDB que, segundo a retórica petista, “engavetava” todas as investigações, como se as autoridades do judiciário fossem todas subservientes ao governo.

O mesmo acontece com a palavra proibida “privatização”, que passou a ser vendida como “concessão”. Na prática, o governo do PT chegou à mesma conclusão que o governo do PSDB. Ou seja, se o governo não dispõe dos recursos necessários para fazer tudo que tem que ser feito, então repassa-se para a iniciativa privada. Mas para não dar o braço a torcer, o governo do PT define um prazo de vigência da administração privada. E como esperado, os resultados são muito inferiores às privatizações da década de 90, afinal se o empresário só vai poder dispor do bem “concedido” durante um período de tempo, certamente não vai ter o mesmo impulso para investir por tempo indeterminado. Não por acaso, vários leilões tentados pelo governo tiveram que ser cancelados por falta de interessados.

Mas a maior inversão que o PT promove na sua história é o conluio com os maiores empresários do país. O governo não apenas gasta mais com o “bolsa empresário” que com o Bolsa Família, como ajudou a criar grandes monopólios. Em um dos casos mais escandalosos, chegou a tentar fundir o grupo Pão de Açúcar com o Carrefour com dinheiro emprestado do BNDES.

7 – A imprensa sempre será um problema para os propósitos autoritários da esquerda.

Lula já chegou a dizer que a impressa deveria se restringir a divulgar notícias, abstendo-se de expressar opiniões. Ou seja, segundo Lula, não deveria haver jornalismo opinativo, jornalismo investigativo, colunistas e especialistas em ver as entrelinhas do jogo do poder. Também aqui nenhuma novidade. Em todo mundo, esta é uma constante. A esquerda, quando não usa a força para chegar ao poder, usa a imprensa para se promover enquanto oposição. No poder, usam de todos os meios legais e ilegais para controlar a mídia, revelando seu verdadeiro caráter autoritário. Só para citar um exemplo, há alguns anos muita gente da esquerda rejeitava completamente o argumento de que a Venezuela caminhava para um regime autoritário. Hoje nem eles mesmos tem dúvidas.

Segundo o discurso de Lula no aniversário do partido, “o critério adotado pela imprensa é a criminalização do PT desde que chegou ao poder”.  Será? Come explicar então as várias capas da “ultra-direitista” Veja, antes de 2003, pintando um PT maduro, cada dia mais pronto para assumir o poder? E depois da eleição (antes de estourar os primeiros escândalos), como explicar as capas de Veja enaltecendo o governo do PT, com direito a entrevista especial com Lula?

Enfim, desafio a qualquer um que traga alguma crítica do PT à imprensa antes de 2003. Neste caso, fica mais uma vez evidente o duplo padrão moral do PT. Quando a imprensa servia para atirar pedras, tudo era lícito. Agora que o partido virou vidraça, a imprensa tornou-se um problema.

8 – O PT sempre vai procurar no passado escândalos para justificar os do presente.

Este é o triste papel que resta aos petista de hoje. E nesta direção, a confissão do ex-gerente da Petrobrás, Pedro Barusco, de que começou a receber propina já no governo FHC soa com música aos ouvidos dos petistas.  Mas, será que já naquela época havia um esquema de corrupção institucionalizado que funcionava em prol do partido do poder?

Certamente não. O PSDB nunca teve um projeto de perpetuação no poder a qualquer custo. Mas se os petistas puderem convencer alguém a fazer alguma afirmação que envola tucanos em seus próprios escândalos de corrupção, podem ter certeza que eles o farão. E nestes casos, qualquer depoimento já tem valor de “prova documental”.

Diante da impossibilidade de tapar o sol com a peneira, resta aos esquerdistas do poder a tática de nivelar tudo por baixo, para que eles possam sobressair no final com o apelo populista de que “se todos são corruptos, pelo menos o PT governa para os mais pobres”. Foi com este raciocínio que muitos brasileiros menos informados votaram no PT na última eleição, mesmo já sabendo do escândalo do Petrolão.

Na mesma linha de relativização, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tem feito o papel deprimente de tentar justificar a corrupção que todos os dias vêm à tona com a cultura brasileira, historicamente corrupta. Em outras palavras, ele está dizendo que é assim mesmo, sempre foi e sempre será. Portanto, mudar pra que?

Ouvir isso de algum petista aloprado até poderia passar, mas vindo do ministro da Justiça, o cara que teria a função comandar toda a estrutura de investigação do Estado é realmente mais uma marca pavorosa do governo do PT.

9 – O PT aposta sempre na ignorância da massa. Portanto, a construção de uma “narrativa” fácil de entender pela grande massa é mais importante que a própria realidade.

Claro que tal estratégia sempre tem o efeito colateral de afastar alguns adeptos mais esclarecidos. E não por acaso o PT deixou de ser um partido da classe média para se tornar um partido de massas.

Infelizmente, tal estratégia canalha costuma a dar a vitória ao PT. Foi assim no Mensalão, quando o PT vendeu a narrativa de que este nunca existiu e que tudo não passou de uma tentativa de golpe por parte da oposição, e funcionou na última eleição com as lamentáveis peças publicitárias que diziam que eleger a oposição seria o mesmo que tirar a comida da mesa dos brasileiros.

No aniversário do PT, tanto Dilma quanto Lula recorreram ao manjado apelo nacionalista para “defender” a Petrobrás de supostas forças do mal que a querem destruir. Segundo Lula, a imprensa e a oposição “não se incomodam com o prejuízo que causaram à Petrobras e ao Brasil. Eles vão prestar contas à história”, bravejou.

Ou seja, é a inversão total dos fatos. Desde o segundo governo Lula que se fala de corrupção na Petrobrás, mas eles sempre negaram. Hoje sabemos pelas investigações da Lava-jato que Dilma foi informada via email ainda quando ministra e que o governo Lula recebeu orientação do TCU para parar as obras e investigar os casos de corrupção, mas não seguiu nenhuma orientação, inclusive do Congresso que endossou o parecer do TCU, mas que também foi engavetado. Isso para não falar das CPIs que foram tratoradas pelo governo.

Portanto, na lógica de Lula e Dilma, o problema da Petrobrás não são os casos de corrupção, e sim a divulgação das notícias que podem ajudar a acabar com tais esquemas!

10 – O PT molda seu discurso às conveniências do momento, mesmo que estes se choquem frontalmente com discursos defendidos e um passado não muito distante.

Há bem pouco tempo a Polícia Federal era um orgulho do PT.  Agora é alvo de críticas (ver aqui).  O mesmo aconteceu com o STF que teve o seu “primeiro integrante negro” e que depois foi passou a ser chamado de “capitão do mato”, com o Ministério Público, entre outras instituições que ousaram cumprir seus papéis institucionais.

Enfim, quando era oposição, o PT vivia convocando CPIs. Agora, faz de tudo para engaveta-las. E em se tratando de apoios políticos, a coisa fica ainda mais escandalosa. Quem imaginaria ver hoje Lula, Maluf e Collor de mãos dadas?

11 – O PT aposta sempre uma no cravo e outra na ferradura. É a velha e consagrada estratégia da esquerda de dividir para conquistar.

A exemplo de Marta Suplicy, seu ex-marido Eduardo Suplicy, Tarso Genro e outros integrantes do partido, que passaram a expressar publicamente algum desconforto com os rumos do partido, pelo menos uma das correntes do PT se mostrou contrária ao apoio a Vaccari (ver aqui). Com a publicidade de tais dissidências, o PT atira para todos os lados, oferecendo dentro do próprio partido várias opções de identificação para a militância descontente.

Na mesma linha, Lula já se apresenta como candidato às eleições de 2018, inclusive fazendo críticas públicas a Dilma (ver aqui), isso um dia depois da imprensa publicar o pedido de socorro de Dilma a ele, depois que sua popularidade ruiu. Mui amigão este Lula.

12 – O projeto de poder do PT está acima de tudo, inclusive das disputas internas.

E como previsto no artigo anterior, aconteça o que acontecer, mesmo que as correntes internas do partido se digladiem, em momentos importantes como em eleições ou mesmo no aniversário do partido eles sempre vão pousar “unidos”.

13) Não importa a história de fracassos da esquerda, eles sempre estarão dispostos a repetir os mesmos erros.

A desconexão com a realidade é uma das características mais marcantes da esquerda, desde os tempos da Revolução Francesa. Não por acaso, a história da esquerda é uma sucessão de fracassos que só revela a distância entre a “narrativa” criada pelos camaradas e a realidade.

Primeiro, veio o socialismo utópico. Deu errado. Depois, veio Marx com seu “socialismo científico”, que décadas depois seria responsável pela maior carnificina da história da humanidade e fracasso total econômico. A parte dos socialistas utópicos que não aderiu ao socialismo de Marx virou a dissidência hoje conhecida por “socialismo conservador” que mais tarde pariu o Nacional Socialismo de Hitler.

Enfim, ao longo do século XX foram dezenas de tentativas de implantar o paraíso na terra usando os diversos “ismos” (leninismo, stalinismo, trotskismo, maoísmo, castrismo, etc.), todas redondamente fracassadas, mas sempre “recicladas” pelo discurso populista da esquerda, sempre disposta a “recriar” o socialismo ao mesmo tempo em que tentam atribuir ao capitalismo todos os males da humanidade, apesar de, no poder, os cumpanheiros usarem o mesmo capitalismo para se locupletarem com poder. Daí o hoje tão em moda “capitalismo de estado”, a mais nova experiência de esquerda que também começa a ruir em todos os lugares onde foi tentado.

Mas não foi por falta de aviso. Quem acompanha as opiniões de economistas mais alinhados a linha liberal não está nem um pouco surpreso de ver o que está acontecendo agora a nossa economia. Demora, mas a conta de decisões populistas sempre chega e, como elas, os amargos remédio “neoliberais”.

Tentando explicar aos cumpanheiros de orelha em pé com a nova equipe econômica de Dilma, o até então sumido Lula comparou as tais “medidas amargas” à quimioterapia que teve que ser submetido para enfrentar o câncer. Ora, e quem causou o câncer atual da economia? Será que ele surgiu do nada? O que o governo poderia ter feito lá atrás para evitar que ele se desenvolvesse? Por exemplo, por que o governo preferiu estimular o endividamento da população e dar subsídios a grandes montadoras e construtoras justamente no período em que a economia brasileira mais crescia?

Pois é. Agora a economia vai de mal a pior e o governo não pode contar com a “bala” do estímulo ao crédito, uma vez que a população já está com a corda no pescoço. Culpa de quem?

Enfim, poderia citar várias outras lições sobre o PT, mas vou me limitar ao número treze em homenagem  ao partido dos “trabalhadores”. E para fechar com chave de ouro, a Dilma, em mais um ato falho, falou no aniversário do PT mais uma verdade sobre seu governo: “Nós temos hoje uma das menores taxas de crescimento…. (ops”) de desemprego da nossa história”.

Até a próxima!

 

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