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Os terroristas islâmicos e o apoio silencioso da esquerda mundial

terroristasAcompanhei a repercussão do ataque terrorista ao Charlie Hebdo em vários veículos de comunicação, da esquerda à direita. Todos, com a única exceção do Reinaldo Azevedo, fazem questão de enfatizar a diferença entre o islamismo e os terroristas islâmicos.

Ok. Radicais existem em qualquer religião e o todo não pode pagar pelos atos de uma minoria. No entanto, me incomoda o fato dos próprios islâmicos não saírem às ruas em seus países para demonstrar a não concordância com os atos terroristas.

Ora, quem cala consente. E é no silêncio da parte não violenta do islã que o radicalismo prospera, inclusive nas nações que os receberam como imigrantes, muitas vezes fugindo do radicalismo de seus próprios compatriotas em suas nações de origem.

Como então surgem terroristas filhos de imigrantes já radicados há anos em democracias ocidentais? Como é possível cidadãos nativos de democracias ocidentais abandonarem tudo, inclusive suas famílias, para lutarem até a morte pelo islamismo?

Claro que a fé cega é principal razão de tal fanatismo, mas certamente pesa em tal decisão o gérmen esquerdista revolucionário  que sonha em destruir a cultura ocidental, fundamentada em seus três pilares: a democracia grega, o direito romano e a religião judaico-cristã.

Não isso não é delírio de direitista.  A destruição não só dos valores ocidentais foi defendida pelos principais ícones da esquerda. Marx foi além e chegou a apontar a instituição da família como um obstáculo a ser superado para a criação do seu mundo ideal. Décadas depois, Gramsci e George Lucakcs enxergaram na cultura ocidental a explicação para que o comunismo não obtivesse o mesmo sucesso que conseguiu nos países do leste europeu e no oriente na era áurea do comunismo. E não por acaso, desde que o Marxismo Cultural tornou-se hegemônico nos sistemas de ensino de todo o mundo, a cultura ocidental e seus descendentes mais recentes (o capitalismo, o imperialismo norte-americano e o estado de Israel) tornaram-se o “mal a ser extirpado do mundo”, mesmo que para isso seja necessário construir regimes totalitários que dizimem milhões em prol da construção do tal “um mundo melhor”.

Entre as armas usadas pelos esquerdistas nesta desconstrução da cultura ocidental está o relativismo moral, que engloba desde questões psicológicas ligadas à “construção dos gêneros” até questões ligadas ao multiculturalismo, segundo a qual, não existem culturas mais ou menos desenvolvidas, apenas “culturas diferentes”.

Ou seja, segundo tal visão de mundo, a civilização europeia estaria no mesmo patamar evolutivo de uma tribo africana que corta os clitóris das meninas para que elas não venham a sentir prazer quando adultas ou de uma tribo indígena da Amazônia cujos pais têm como costume sacrificar crianças gêmeas por elas simbolizarem o mal! A nível individual seria o mesmo que dizer que uma Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, estivesse no mesmo nível moral que um delinquente qualquer que sente prazer em fazer o mal.

Claro que o “politicamente correto” explica parte deste absurdo, afinal admitir que uma cultura esteja num grau civilizatório superior à outra levaria as pessoas a admitirem o conceito de etnocentrismo, algo inconcebível para a sociologia instrumentalizada pela esquerda.

O que é a verdade? O que é o bem? O que é o mal? Questionam os esquerdistas tentando relativizar tudo com o discurso do politicamente correto. É óbvio que existem diversos pontos de vista e que a verdade pode sim ser relativizada até certo ponto, mas é óbvio também que existem pontos convergentes em diversas culturas que podem e devem ser usados como critérios para avaliar o grau de evolução de uma civilização. Não se tratam apenas de “valores burgueses” da cultura ocidental, como apontam os esquerdistas. Podemos sim definir pelo menos alguns critérios objetivos  para avaliar o grau de civilidade de uma cultura, assim como podemos avaliar o grau de civilidade de uma pessoa por seus atos ou até mesmo por suas palavras. Os direitos humanos, por exemplo, que os esquerdistas sempre recorrem para demonizar a polícia, podem sim ser usados como critérios para avaliar uma civilização. É óbvio que uma nação que mistura estado e religião, que promova sessões de chibatadas ou de apedrejamentos até a morte em praça pública, sob a total concordância das leis e das instituições deste país, não pode ser equiparada a outra civilização que repudie tais atos e defenda o direito de liberdade de expressão, mesmo para pessoas que expressem publicamente o desejo de destruí-las, caso da França.

Portanto, o mínimo que podemos esperar dos islâmicos não fanáticos que vivem no ocidente é que ajudem as instituições dos países que os acolheram a desbaratar tais grupos terroristas. Por outro lado, ter um olhar mais cuidadoso em relação a “cidadãos” que creem cegamente num deus que supostamente os premiam com 60 virgens caso dizimem o máximo de ocidentais possível é o mínimo que se pode esperar de instituições de democracias ocidentais, principalmente as que foram vítimas de ataques covardes. E isso não pode ser confundido com discriminação. Se eu sou muçulmano e a quase todos os ataques terroristas são de muçulmanos é absolutamente compreensível que serei visto com outros olhos, mesmo que o politicamente correto insista em negar o óbvio.

Por fim, os esquerdistas que gostam de atribuir todas as mazelas do mundo ao capitalismo, poderiam usar o mesmo “espírito crítico” para condenar de fato os ataques terroristas e não ficarem por aí minimizado tais atos, citando, como contraponto, o número de negros ou homossexuais assassinados todos os dias no Brasil. Se é para relativizar, por que estes esquerdistas nunca lembram dos milhares de cristãos que são assassinados todos os anos em países islâmicos?

Mas as vítimas cristãs ou judaicas não valem nada para os esquerdistas. Por isso eles ficam tão constrangidos em eventos como o atentado ao Charlie Hebdo. No máximo autoridades de esquerda, como a presidente Dilma, por exemplo, divulgam notas protocolares que mal escondem a condescendência costumeira com que tratam tais terroristas, como fez questão de ressaltar na ONU recentemente, quando defendeu o diálogo com os decepadores de cabeças do Estado Islâmico.

Mais que um já rotineiro atentado, o ataque terrorista ao jornal francês é um ataque à liberdade de expressão. Se os islâmicos querem continuar vivendo na Idade Média que vivam em seus países e não continuem invadindo as democracias ocidentais que tanto odeiam, tentando moldá-las a sua religião.

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6 Responses to Os terroristas islâmicos e o apoio silencioso da esquerda mundial

  1. Paulo Henrique says:

    Legal. Fiquei muito feliz por ainda está postando essas matérias maravilhosas. Parabéns Amilton.

  2. André Luiz says:

    Já viu esse vídeo Amilton Aquino? Eu concordo com quase tudo que essa mulher falou.

    https://www.youtube.com/watch?v=5M7FY7H_UiQ

    • Amilton Aquino says:

      André, obrigado pelo link. Assino em baixo tudo que ela falou. De fato, trata-se de um choque de civilizações, uma do século XXI e outra da idade média. De fato, ninguém vê cristãos, judeus ou budistas queimando mesquitas ou tentando impor sua fé pela violência. No entanto, frequentemente vemos muçulmanos explodindo igrejas em nome da sua fé. Eis a grande diferença. O mundo civilizado mede as palavras para falar dos islâmicos, mas eles não relutam em nos chamas de infiéis, de “provocadores da ira de Alá”, o inimigo a ser batido. Portanto, se detestam tanto a civilização ocidental, que fiquem nos seu mundinho e nos deixem em paz.

  3. Oneide Teixeira says:

    Ate que enfim um padre católico (Paulo Ricardo) ensina qual é a doutrina econômica da igreja católica.
    A ICAR tem a DSI doutrina social da igreja como “sistema econômico”, na verdade mais que um sistema econômico.
    https://www.youtube.com/watch?v=xQFyp6rOHp8

    • Amilton Aquino says:

      Ainda não vi todo o vídeo, Oneide, mas indico a todos. Este padre é muito bem informado e corajoso.