Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Nunca se mentiu tanto

charge-petroDesde que Lula apareceu chorando na TV pedindo desculpas por seus companheiros que o haviam “traído”, o PT tem se notabilizado por conseguir driblar as repercussões dos casos de corrupção cada dia mais frequentes e escabrosos envolvendo figurões do partido. O bastão do “eu não sabia” de Lula foi repassado para Dilma, de modo que mais de uma década depois o país continua no mesmo suspense, agora no escândalo do Petrolão: sabiam ou não sabiam? Eis a questão.

Quem acompanha o noticiário diariamente lembra muito bem dos esforços de Lula para tentar barrar as investigações, tanto no Congresso (nas duas CPIs criadas e esvaziadas para investigar a Petrobrás) quanto nas demais instituições com prerrogativa constitucional de investigação, que o governo insiste, na cara de pau, em tentar vender a ideia de que as investigações só acontecem “porque o governo manda investigar”. Leia mais

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O Brasil está realmente na rota do bolivarianismo?

dilma_chavezNos últimos dias o tema bolivarianismo entrou de vez na pauta nacional. Além dos colunistas que já abordam o tema há bastante tempo, agora vários outros colunistas simpáticos ao PT resolveram finalmente tocar na ferida, o que prova que o assunto começa a preocupar o governo, afinal o que antes parecia apenas neurose de alguns radicais de direita, agora já convence uma parcela maior da sociedade.

A Carta Capital chegou a publicar um artigo enciclopédico explicando o que para eles é o bolivarianismo, fazendo questão de salientar as diferenças entre Simón Bolívar e Chávez, comunismo e bolivarianismo, Venezuela e Brasil, entre outras “abismais diferenças” para colocar tudo em panos quentes (ver aqui).

Outra tentativa descarada de dourar a pílula foi de Samy Adghirni, o substituto do colunista governista Vladimir Safatle do Uol, em férias. Embora o texto de Adghirni não tenha o mesmo peso de Carta Capital, o fato é que, por ele ter sido correspondente na Venezuela, seu texto merece uma especial atenção. Ao tentar diferenciar o que acontece no Brasil e na Venezuela, Adghirni consegue justamente o efeito contrário, pois a maior parte das “diferenças” salientadas por ele apenas mostram que estamos sim caminhando na mesma direção. Confira aqui a ótima analise de Luciano Ayan sobre o texto de Adghirni.

Apesar de uma declaração de Jô Soares ter viralizado na rede, onde ele mostrou seu ceticismo ao diferenciar o tamanho do Brasil e da Venezuela, o fato é que tal declaração destoa completamente de outra entrevista conduzida pelo ele próprio com Ives Gandra há alguns anos, onde o jurista alertava para vários outros passos bolivarianos que estão sendo dados agora (ver aqui). Aliás, esta foi uma das poucas vezes em que o Jô foi corrigido por um entrevistado por sua equivocada visão em algum assunto.

A coisa ficou tão escancarada que a própria Dilma veio a público para tentar se desvincular da resolução autoritária divulgada pelo PT recentemente, que acirra ainda mais a divisão do país ao associar a oposição ao mal (que deve ser combatida de todas as formas) e escancara de vez um dos principais objetivos da revolução bolivariana, que pressupõe a construção de uma “hegemonia política”, exatamente como propôs Gramsci (ver aqui a resolução do PT) Leia mais

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O PT conseguiu dividir nosso país

brasil_rachadoUma das marcas mais visíveis da reeleição da Dilma foi, sem dúvida, a divisão ainda maior do nosso país. E não foi por falta de aviso. Há muito tempo vários colunistas alertam sobre o que está acontecendo agora. O crescente acirramento é mais um sério indício de que estamos sim caminhando no rumo do bolivarianismo, inclusive com eleições decididas com diferenças mínimas e suspeitas de fraude, algo comum ao eixo bolivariano.

Tal divisão não acontece por acaso. Ela é também uma das mais manjadas estratégias da esquerda autoritára para se perpetuar no poder. É a tática de dividir para conquistar. Para tornarem seus discursos mais convincentes às classes mais baixas, os esquerdistas recorrem frequentemente à narrativas maniqueístas para salientar diferenças que levem as pessoas a optarem entre o time dos “ricos” ou dos “pobres”. A peça publicitária do PT que mostrava os banqueiros supostamente aliados a Marina (e posteriormente ao Aécio) tramando a retirada da comida da mesa dos pobres é apenas um dos exemplos desta estratégia maniqueísta e desonesta. Claro que os ricos serão sempre a minoria. Logo, quanto mais acirradas as diferenças da falsa dicotomia alimentada pela esquerda, maior seu potencial de votos. Leia mais