Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Na campanha mais odiosa e mentirosa da nossa história, quem tem mais culpa?

debateNosso país está divido. É um fato. Nunca as pessoas se odiaram tanto por causa da política. Nas redes sociais, em casa, no trabalho, onde quer que você vá, a política provoca acaloradas discussões que muito frequentemente terminam em agressões físicas.

Claro que para cada ação existe uma reação, de modo que para quem assiste a briga de longe fica difícil distinguir quem tem mais razão ou, pelo menos, quem agrediu primeiro. E para quem já tem nojo da política, tal acirramento é mais um motivo para ficar ainda mais distante do debate. Mas, será que ambos os lados realmente se equivalem? Será que ambos têm a mesma parcela de culpa? Vejamos.

Para quem acompanha de perto este debate desde os tempos em que o PT foi oposição, no entanto, não resta a menor dúvida que o maior responsável por este festival de aberrações é o PT. Os dados não mentem. Vejamos:

  • Dos 22 anúncios veiculado pelo PT até o momento nas inserções dos intervalos comerciais de TV, 19 são ataques a Aécio. Do lado do PSDB, dos 18 anúncios veiculados, apenas oito são ataques ao PT. (ver aqui)
  • Levantamento feito pela revista Isto É sobre o debate do SBT revela que a presidente Dilma mentiu ou deturpou dados 14 vezes, enquanto que Aécio mentiu ou deturpou duas vezes (ver aqui)
  • Dos 28 boatos que circulam na web sobre Aécio Neves 17 acusações são falsas; 2, sem provas; 5, capciosas; e 4, verdadeiras, porém com ressalvas (ver aqui). Do lado da campanha de Dilma, não consta até aqui nem de perto uma coletânea de acusações pelo menos parecida como as que circulam em relação ao Aécio. Mas não por falta de motivos para falar, e sim porque os partidários do PSDB não tem a mesma falta de escrúpulos que tem demostrado o PT. Percebam que até hoje o PSDB não usou o passado de Dilma para atacá-la. Claro que para boa parte do eleitorado do PT os crimes praticados por ela na época da ditadura (sequestros, assalto e atentados) são louváveis. No entanto, para a grande massa de eleitores do PT de hoje, das classes mais baixas, tais informações causam grande repulsa.

Fora tudo isso, o PT tem um histórico de forjar dossiês falsos para tentar incriminar seus opositores, além de vários episódios de incitação à violência, como, por exemplo, quando José Dirceu afirmou publicamente que o PSDB deveria apanhar nas urnas e nas ruas. Não por acaso, seus militantes agrediram fisicamente o então governador de São Paulo Mário Covas.

Vale salientar ainda que do lado petista boa parte dos ataques são pessoais, enquanto que do lado tucano, predomina contra-ataques aos ataques do PT. Ora, o mais natural era que acontecesse justamente o contrário, pois em qualquer lugar do mundo governo é sempre vidraça e oposição é sempre pedra.

Outra diferença entre PT e PSDB é que o primeiro financia uma rede de blogueiros pagos desde 2008. Paulo Henrique Amorim e Cia são os responsáveis por alimentar a nova militância petista de argumentos falaciosos e de chacotas. Na artilharia da guerra virtual, o PT também paga uma exército de jornalistas para debater nos principais fóruns da Internet. A coisa chegou a tal nível de descaramento que o presidente do PT, Rui Falcão, chegou a confessar em rede nacional suas “relações” com tais grupos (ver aqui). Na sequencia da fala, Rui Falcão chega a cometer um ato falho, citando também grupos de Hackers.

Claro que as campanhas do PSDB e do PSB tiveram que contratar também jornalistas para tentar contrabalancear a disputa, mas a diferença de abordagem entre os militantes do PT e da oposição são imensas. A militância do PT atua no ataque, criando boatos e distorcendo informações. A equipe da oposição tem uma linha de atuação mais focada na neutralização dos boatos. Não por acaso, tanto a campanha da Marina quanto a campanha do Aécio tiveram que criar sites específicos para rebater as mentiras espalhadas pelo PT (ver aqui).

O mesmo não acontece com o PT. No site mudamais.com de Dilma até existe um link chamado “Divulgue a verdade” que traz versõe petistas de vários assuntos debatidos na web (ver aqui), mas a maioria dos links não são respostas a eventuais mentiras do PSDB, e sim mais “munições” para a militância petista. Portanto, fica claro de que lado partem os ataques.

Além da militância virtual paga, o PT tem também uma guerrilha empenhada em criar perfis falsos e derrubar sites “inimigos”. A coisa ficou tão descarada que um dos filhos de Lula, o Marcos Lula, chegou a postar no Twitter a seguinte mensagem, após a derrubada da página do TV Revolta:  “Uma já caiu… Vamos derrubar a outra página do canal?  Com a força do povo a gente consegue” (ver aqui)

Portanto o primeiro ponto de reflexão que proponho aqui é: por que o PT se atira com tanta virulência nesta guerra política? Por que tanto medo de perder as eleições? Foi sempre assim? Na eleição que levou Lula ao poder, em 2002, o PSDB demostrou o mesmo apego ao poder que tem demostrado o PT? Será que o PT acha realmente que o PSDB quer acabar com o Bolsa Família, provocar desemprego e quebrar o país? Qual é o político do mundo que quer ser impopular?

É óbvio que isso tudo é apenas discurso político para conquistar votos dos menos esclarecidos. E o resultado desta estratégia fica muito clara quando percebemos a predominância dos votos do PT entre os menos esclarecidos. Mas, na realidade, tanto Lula quanto Dilma têm opiniões bem diferente do Aécio do que suas campanhas falam. Durante o tempo em que Aécio foi governador, no auge do lulismo, Lula e Dilma elogiavam o agora transformado em demônio Aécio Neves. E não foi só uma vez. Além dos registros de áudio publicados no programa do PSDB, existem também várias notícias publicadas nos jornais da época (ver aqui). Lula chegou a articular uma transferência do Aécio ao PMDB, cogitando até que este viesse a sucedê-lo, caso tivesse do seu lado, claro (ver aqui).

E vejam só que ironia. Se o Aécio tivesse cedido a cooptação de Lula, talvez hoje estivesse no lugar da Dilma. A que preço? Certamente teria que abrir mão de suas convicções, aderir ao esporte favorito de Lula: demonizar FHC. Como não cedeu, agora virou o alvo de desconstrução, assim como a Marina, o FHC ou qualquer outro que apareça como obstáculo ao plano de perpetuação no poder do PT, afinal não é a toa que o PT tem como orientação ideológica a doutrina de Gramsci que não conta com a alternância do poder.

Outro que virou alvo do PT foi o possível ministro da Fazenda do PSDB, Armínio Fraga. Acontece que o mesmo PT que hoje demoniza o Armínio chegou a cogitá-lo no governo Lula. Hoje Lula nega o convite (como sempre), mas a notícia foi repercutida na época pela imprensa. Aliás, não só pela imprensa, mas consta também no livro “Sobre formigas e cigarras” do petista e ministro da Fazenda de Lula, Antônio Palocci, onde em um ataque de sinceridade, narra episódios curiosos da formação de governo (com elogios ao trabalho feito pelo PSDB) e o momento em que Lula quase convidou Armínio Fraga para continuar no governo do PT.

Este é mais um caso de tantas mentiras descaradas do PT que são desmentidas por declarações anteriores dos próprios membros do partido. Lula é campeão de desmentidos por ele mesmo. Em uma de suas mais lamentáveis performances, ele, aos berros e transpirando ódio como de costume, chama de imbecis os críticos do Bolsa Família, quando na campanha de 1998 ele fazia as mesmas críticas (ver aqui).

E casos como este se multiplicam. Neste final de semana, por exemplo, Lula comparou Aécio a Collor, seu aliado político que já foi seu ferrenho adversário. Detalhe: há poucas semanas ele havia dado um puxão de orelha na Dilma justamente por ela ter comparado Marina ao mesmo Collor (ver aqui) .

O que mais este corriqueiro episódio revela? Que o PT não tem escrúpulos. Vai para o lado que acha que dá mais voto, mesmo que isso implique em contradizer o próprio discurso de algumas semanas atrás ou se aliar as figuras mais nefastas da nossa política. E para que o tal discurso da mentira seja bem “sucedido” o PT aposta na ignorância do eleitorado, na memória curta do brasileiro e com a conivência dos seus eleitores mais “bem informados” que fazem vistas grossas a estes “pequenos desvios éticos” em nome da manutenção do poder a qualquer custo.

A primeira pedra

Não foi a toa que a Dilma falou que na eleição “nós fazemos o diabo”. Na mesma linha, Lula tinha ameaçado que “a oposição não sabe do que somos capazes para ganhar as eleições”.

Sim, eu sei. E como ex militante do PT posso contar um pouco da minha trajetória pessoal que pode  ajudar a entender como chegamos a tal campanha do ódio e quem é o verdadeiro culpado de tudo isso.

Quem me conhece desde 2003 sabe que fui um grande entusiasta do PT. E para quem acha que meus adversários de debate eram tucanos está muito enganado. Meus adversários eram os radicais do PT que criticavam Lula por manter a política econômica de Fernando Henrique. Mais tarde, tal ala insatisfeita deixou o PT e criou o PSOL, que hoje repete os passos do PT, com o mesmo discurso vazio e irresponsável. A oposição do PSDB, de fato, era quase nula. Apenas repetia que Lula seguia sua política econômica e só.

Quando estourou o escândalo do mensalão meu mundo caiu. Assisti a reação de Lula dizendo que não sabia de nada, tentando acreditar que ele falava a verdade. Fiquei reticente e me afastei dos debates políticos por mais de cinco anos. Ao ver o presidente chorar em público, dizendo-se traído pelos companheiros e chegando até a cogitar abandonar a política, dei um crédito a ele, até porque estava entusiasmado com a economia que caminhava muito bem.

O segundo divisor de águas na minha relação com o PT foi depois da reeleição de Lula, quando este, em tom triunfal, achando-se absolvido pelas urnas, defendeu sua “tese” de que o mensalão nunca existiu e que tudo não passou de uma tentativa de golpe da direita representada pelo tal “Partido da Mídia Golpista” para tirar o PT do poder!

Foi neste momento que começou a minha raiva do PT. Ora, se eu que não estava sendo acusado de conspirar fiquei com raiva, imagine então como ficaram os jornalistas que se tornaram desafetos do PT, a ponto de hoje o partido divulgar uma lista negra de jornalistas com o objetivo claro de intimidá-los?

Par mim, tal tese nunca colou, pois eu mesmo acompanhei toda a trajetória do PT. Eu sabia que a imprensa tinha sido fundamental na construção do mito que ele tinha se tornando. A própria Veja, hoje considerada de ultra direita pelo PT, publicou várias matérias de capa levantando a bola do PT. O acervo da revista está disponível digitalmente no seu site para quem quiser consultar. Portanto, para mim ficava muito claro ali que o PT havia tomado um caminho sem volta de tentativa de manipulação da opinião pública. E nesta guerra a imprensa era um obstáculo que precisava ser domado.

E não deu outra. O famoso Plano Nacional de Direitos Humanos, apresentando no final do governo Lula, trazia a tentativa mais descarada de controle da imprensa, via criação de um conselho de “representantes da sociedade civil”, com poderes para punir as empresas de comunicação, inclusive caçar suas licenças (ver aqui).

Felizmente o projeto foi rejeitado pelo Congresso, mas o PT já lançou nas suas diretrizes para um eventual segundo mandato de Dilma uma nova tentativa de “regulação” da imprensa. Aliás, antes mesmo das diretrizes do PT serem divulgadas, o deputado José Guimarães (PT-CE), irmão do mensaleiro José Genoíno, bradou aos quatro ventos que a imprensa havia passado dos limites nos ataques a Lula e que, após as eleições, o PT iria aprovar a “regulamentação” das comunicações, “quer queiram, quer não queiram”. Sim, ele disse isso! (ver aqui)

Portanto, existe sim uma guerra declarada contra a imprensa livre e o estado de direito, uma vez que o PT tem também tentado subjugar os demais poderes. Já tentou criar um “controle externo” ao Judiciário e agora tenta diminuir o papel do Congresso com o decreto de Dilma que cria os tais Conselhos Populares, cujos representantes são amplamente dominados pelos partidos da esquerda radical. Isto para não falar da primeira tentativa de subjugação do Legislativo via mensalão, que começou já no primeiro ano de governo, vale lembrar.

Enfim, está muito claro quem começou esta escalada de ódio. Está claro qual o partido que tem mentido sistematicamente: o PT. Está claro qual o partido que nunca desceu do palanque desde que chegou ao poder: o PT. Está claro qual o partido que tem um projeto autoritário de perpetuação no poder: o PT. E está claro qual o partido que tem sido vítima dessa retórica mentirosa: o PSDB.

Portanto, você, eleitor cansado da política, que pretende votar nulo nestas eleições. Saiba que seu voto estará beneficiando o lado que está no poder, o lado que tem usado e abusado da mentira e de uma retórica populista que tem minado as bases republicanas do nosso estado democrático.  Votar no PT hoje é o mesmo que dar ao governo a absolvição por todos os escândalos que aconteceram nestes doze anos de poder, um número muito superior a tudo que já foi visto na história da nossa república (confira o comparativo de corrupção entre os governos do PT e do PSDB aqui).

Pelo bem do nosso país, por favor, vote contra o PT. Exercite um preceito básico da democracia: alterne o poder, pois assim você vai estar mandando uma mensagem clara de repúdio ao festival de desmandos que assistimos durante todos estes anos.

Claro que votar contra o PT significa dar um novo voto de confiança ao PSDB. Sim, o partido também tem seus calcanhares de Aquiles e certamente vai nos decepcionar novamente com novos casos de corrupção. No entanto, esta nova chance significa uma nova oportunidade para que eles ajam diferente, que demostrem ter aprendido alguma lição do passado.  Se ainda assim nos decepcionarem ainda mais que o PT, alternemos mais uma vez. É assim que funciona a democracia. Na impossibilidade de escolhermos o partido e/o  candidato ideal, escolhamos o menos ruim, levando sempre em consideração o viés daquele que já foi castigado nas urnas. Votar hoje no PT é, antes de tudo, aprovar a mentira; é concordar com a tese de que o crime compensa; e dar um novo salvo conduto para que o PT continue com seus esquemas de corrupção.

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9 Responses to Na campanha mais odiosa e mentirosa da nossa história, quem tem mais culpa?

  1. Pedro Mundim says:

    É uma situação delicada mesmo. As nuvens escuras já estão à vista, e quem quer que seja eleito vai tomar chuva. Acredito que a coisa vai começar a estourar antes até do fim do mandato atual. Foi por este motivo que Lula não quis ser candidato de jeito nenhum, pois sabia muito bem que se fosse, ganharia, mas estaria lascado depois. Por isso ele inventou a Dilma, que como você bem definiu, tem sabido cumprir à risca seu papel de tarefeira.

    Eu penso que a eleição que será decidida no próximo domingo,a rigor, não será a de 2014, mas a de 2018: se Aécio ganhar ele vai pegar a rebordosa e terá que ser o novo FHC, tomando as necessárias medidas de austeridade, arcando com o inevitável ônus de impopularidade e entregando tudo limpinho para o retorno triunfal de Lula em 2018, o que provavelmente dará início a um longo ciclo petista no poder. Se Dilma ganhar… aí complica. O PT tem governado com relativa falcilidade até agora porque o povo está satisfeito, mas com a economia em queda e o povo batendo panela na rua, aí só na paulada, como na Venezuela. As alternativas são duas: ou o PT parte de uma vez para a ditadura (e talvez o plano seja esse mesmo) ou se conforma em ver sua popularidade destruída e uma vitória retumbante dos tucanos em 2018.

    Concordo que o PSDB tem sido o mais prejudicado até agora, mas não o isento de culpa. Tomando uma retrospectiva dos últimos 20 anos, longe de ver um embate entre o PT e o PSDB, eu vejo um movimento de gangorra: quando um sobe, o outro desce, e vice versa. É claro que ficar por baixo não é agradável, mas como toda criança sabe, só com um não dá para brincar de gangorra. O segredo do PT até agora, melhor dizendo, o segredo de Lula, tem sido saber o momento certo de ficar por baixo e o momento certo de ficar por cima. Lula foi prudente até em perder as três primeiras eleições que disputos, pois se ganhasse, só teria duas opções: fazer mais ou menos o mesmo que FHC fez, ou partir para uma aventura populista que levaria à hiperinflação – em ambas as opções, ele estaria destruído politicamente. Deve ser lembrado que nenhum governo populista teve sucesso na América Latina antes da estabilização dos anos 90, sendo exemplos Siles Suazo na Bolívia e Alan Garcia no Peru, que levaram ao caos hiperinflacionário.

    • Amilton Aquino says:

      O meu maior medo, Pedro, é que a coisa descambe para a violência. O acirramento vai permanecer qualquer que seja o resultado. Se o PSDB ganhar, o MST e o MSTE vão cair em cima. Se o PT ganhar e continuar nesta escalada bolivariana, aí muito provavelmente vamos ter também problemas institucionais, além de econômicos, claro.

  2. Amilton Aquino says:

    Só complementando, agora a pouco saiu a notícia que o PT pediu para o TSE tirar do ar o site do aeciodeverdade.com citado no texto acima. http://www.folhapolitica.org/2014/10/tse-nega-pedido-do-pt-para-tirar-do-ar.html O site foi criado justamente para combater as mentiras do PT!!!! Ou seja, eles, não contentes com as mentiras que espalham na web, querem que os caluniados aceitem tudo caladinhos. Por enquanto a justiça ainda está negando tais pedidos absurdos. Mas não se iludam. Depois do mensalão eles estão muito mais cuidadosos na indicação de membros da corte e vão tentar aparelhar o que resta. É o autoritarismo do PT cada dia mais explícito.

  3. André Luiz says:

    Realmente o país está divido. Eu mesmo já acabei discutindo com um petista no trabalho. Ele disse que o PSDB sempre foi governo das elites, o que para mim é papagaiada ideológica. Depois da briga ele disse que eu não conhecia História o suficiente, já que ele é formado em História, e eu em Psicologia. No Brasil existe uma mentalidade muito forte de esquerda. Bom, esta eleição se reveste de tal importância que se pode dizer que domingo a nação brasileira vai passar por uma provação. Sabe aquelas provações que se a pessoa vencer vai ganhar mais racionalidade e aprendizado, e se perder corre o risco de se afundar no caos. A última pesquisa do DATAFOLHA demonstrou leve vantagem da Dilma, então se constata que as forças do inconsciente (dependência governamental, medo, preconceitos ideológicos, difamações que trazem a tona emoções contrárias ao candidato difamado…), na qual o PT investe com marketing agressivo, está surtindo efeito. Mas se a nação brasileira votar 45 e confirmar, com maioria, mesmo que seja apertada, demonstrará lucidez de decisão, em meio a correntes que procuram fazer emergir os aspectos mais primários da personalidade humana. Posteriormente, a truculência da esquerda, e a volta do Lula, é outro momento. Mas o mais importante é o PT perder, pois se ganhar é o terrorismo, e a fantasia de esquerda que tanto já trouxe desordens na sociedade, é a sombra da nossa personalidade.

    • Amilton Aquino says:

      O grande problema deste debate, André, é que a política se sobrepõe a economia. Agora mesmo, o povão não está ainda sentido na pele os efeitos do déficit recorde de R$ 43 bilhões. Só vão sentir se a crise se agravar. Enquanto isso não acontecer, eles vão continuar achando que está tudo indo bem. A coisa é complicada.

  4. Fabiano says:

    E uma coisa que me deixa triste é ver pessoas esclarecidas, com inteligência, conhecimento e acesso a informação teimarem em votar no PT, pessoas inclusive bem intencionadas… E se você expõe esses vários motivos para votar contra o PT, você é taxado de coxinha, filhinho de papai, insensível quanto a questões sociais, alienado, reaça, manipulado pelas grandes mídias e uma lista interminável de coisas… E nada, nada mesmo, as faz aceitar que o PSDB seja uma alternativa viável, como se o PSDB tivesse feito coisas mais graves que o PT no governo.
    Sem contar que parece que essas pessoas preferem ficar cegas e acreditar no que o PT diz sobre os problemas da economia serem de uma crise mundial fantasma e que está tudo sob controle por aqui. Isso em vez de ouvirem os grandes economistas falando o contrário. No exterior já agem como fato que a economia do Brasil está indo por um péssimo caminho (afinal, no The Economist já até recomendaram que votemos em Aécio), e continuam questionando isso aqui dentro.
    Seria tão bom que apenas os irresponsáveis que votam no PT sofressem as consequências disto.

    • Amilton Aquino says:

      Exatamente isso, Fabiano. Infelizmente todos nós sentiremos as consequências. Se Dilma vencer perdendo do sul, sudeste e centro-oeste certamente vai ganhar força o grupo de pessoas que sugere a separação do Brasil.

  5. Thomas Messier says:

    Vou oferecer uma crítica sobre este trecho do seu texto: “É óbvio que isso tudo é apenas discurso político para conquistar votos dos menos esclarecidos. E o resultado desta estratégia fica muito clara quando percebemos a predominância dos votos do PT entre os menos esclarecidos.”

    Acho que não avança o debate tratar quem pensa diferentemente de “menos esclarecidos.” Apesar de discordar deles, tem petistas com bons motivos para apoiar Dilma, Lula, e o PT. O assunto não é preto e branco, e acho que no fim o segredo é continuar fazendo o que você faz melhor: providenciar fatos e argumentos bem articulados. Outras coisas que podem ser percebidas como insultos só deixam a pessoa defensiva e no fim não dão em nada.

    Apesar da crítica, parabéns pelo blog, eu gosto de ler seus artigos porque já canso dos memes, vídeos, e artigos com informação fora de contexto que não elevam o discurso. Acho que todo mundo é pelo menos um pouco parcial, mas pelo menos você procura sempre apoiar seus artigos com fontes, e geralmente fontes que não são algum blog qualquer. Mais uma vez, parabéns.

    • Amilton Aquino says:

      Obrigado, Thomas. A intensão não foi menosprezar. Na verdade, este é um dado que revelam as pesquisas. É mais ou menos a mesma polêmica com aquela colocação do FHC há duas semanas. De qualquer forma, valeu a dica.