Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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As constantes guinadas do PT à esquerda e seus reflexos no futuro do Brasil

madura_dilma_chavezQue o PT deu uma guinada ainda mais à esquerda é um fato.  Além de colocar nas diretrizes do eventual segundo mandato de Dilma o objetivo explícito de “construção do socialismo” no Brasil, uma aproximação ainda maior com os países do eixo socialista, uma nova tentativa de “regulação” da mídia, entre outros objetivos de fazer tremer qualquer liberal, a presidente Dilma publicou, na surdina, e quase simultaneamente, o famigerado decreto 8.243 que dá poderes institucionais aos chamados “Conselhos Populares”, totalmente controlados por partidos de esquerda, configurando assim um verdadeiro poder paralelo ao Congresso (ver aqui nosso post com os links oficiais).

Dias depois, o PT já vem com mais uma “novidade”, agora com o objetivo explícito de moldar de vez a nossa constituição, conforme suas conveniências políticas: a convocação de um plebiscito para a criação de uma nova Assembleia Nacional Constituinte.  Dilma já tinha tentando algo semelhante logo após as manifestações de junho de 2013, mas esbarrou no desconhecimento da lei, motivo pelo qual teve que recuar no dia seguinte. Mas a turma da esquerda não desiste nunca. Se não foi possível via iniciativa da presidente, então que a militância saia as ruas para colher assinaturas para convocar um plebiscito (ver aqui). Claro que entre o PT está disfarçado na lista enorme de entidades participantes que inclui também alguns inocentes úteis, mas quem conhece o processo político do Brasil sabe o quanto o PT se envolve até o pescoço em tais movimentos.

Para quem conhece o caminho trilhado pela Venezuela, nenhuma novidade. O PT tenta repetir aqui exatamente os mesmos passos de Chávez, quando conduziu a institucionalização da Revolução Socialista Bolivariana de maneira “constitucional” e “democrática”, desde que assegure a subjugação dos demais poderes ao poder Executivo (ver aqui).

Para quem acompanha de perto os passos do PT também nenhuma novidade. No segundo post da nossa série “A crônica de uma tragédia anunciada” (ver aqui) citamos o histórico de tentativas autoritárias do PT desde o primeiro ano de mandato, via mensalão, com duas tentativas de controle do judiciário, duas tentativas de “regulação” da mídia, de castração de poderes do Ministério Público, entre outras barbaridades jurídicas “nunca antes vistas na história deste país”, como, por exemplo, o advogado de José Dirceu ser promovido à Corte Suprema para participar justamente do seu julgamento.

Dito isto, cito sete conclusões principais de todo este lamentável processo:

1) O PT MENTE descaradamente, exatamente como seu líder Lula. Para ganhar a eleição em 2002, Lula e o PT tiveram que divulgar a famosa Carta aos Brasileiros, onde negavam tudo o que defendiam quando faziam oposição irresponsável. Negaram os mesmos princípios socialistas que hoje voltam a defender abertamente em discursos cada dia mais inflamados, além dos documentos oficiais citados acima. O decreto 8.243 é mais um exemplo da desfaçatez deste partido. Assim que alguns colunistas começaram a repercutir o assunto na Internet, o ministro Gilberto Carvalho veio a público dizer que tais conselhos teriam apenas a função “consultiva”. Porém, em questionário envido pela revista Veja à Secretaria Geral da Presidência da República, o governo admite que, “dependendo da natureza do Conselho, este poderá ter também o caráter deliberativo”.

2) O PT adota a tática gramnsciana na tentativa de construção de sua versão socialista tupiniquim. Ou seja, “avança” gradativamente em cada ponto do seu programa socializante, como demonstrado nestes doze anos de poder;

3) O PT continua indiferente às lições da história que mostram que em todas as vezes, sem exceção, que tentaram “construir o socialismo” tais experiências terminaram em ESTAGNAÇÃO e AUTORITARISMO, como, aliás,  está acontecendo mais uma vez na Venezuela, o país que tem servido de modelo para o PT;

4) Tal processo gramnsciano baseia-se em um processo também gradativo de conquista da HEGEMONIA DA OPINIÃO PÚBLICA, que é usada para legitimar o autoritarismo necessário para a construção do tal “socialismo democrático”, que, na verdade estão mais para “democracia autoritária”, uma vez que a opinião pública é manipulada;

5) Tal processo de construção de uma opinião pública hegemônica é feita com muito marketing, mentiras, meias verdades e “vantagens” concedidas a setores específicos da sociedade. Claro que uma parte da sociedade percebe tais manipulações, mas o risco é calculado, pois as perdas são compensadas pela adesão de uma massa desinformada que é sempre a maioria. O exemplo disso foi a enorme adesão do nordeste ao PT, quando este perdeu boa parte dos seus históricos e originários eleitores de classe média;

6) A parcela da população que percebe os métodos manipuladores do partido “revolucionário” e que, consequentemente, passa a fazer oposição ostensiva ao governo passa também a ser  rotulada de “ELITE GOLPISTA” ou “IMPRENSA GOLPISTA”, exatamente como recomendado por Gramsci;

7) Tal processo leva fatalmente a uma DIVISÃO DA SOCIEDADE cada dia mais acirrada (como, aliás, tem acontecido no Brasil), que pode levar à violência (como tem acontecido na Venezuela), à guerras civis ou até mesmo à movimentos separatistas, como tantos que já ocorreram no século XX em diversos países.

Os sete pontos citados acima (entre outros mais sutis) resumem o “CONSPIRACIONISMO” de que são acusados hoje alguns jornalistas, inclusive todos os citados na lista negra divulgada pelo PT por, supostamente, “incitarem o ódio” no Brasil que levaram às vaias na abertura da copa. Ou seja, o PT acusa seus opositores de fazerem exatamente o que eles fazem, como, aliás, Lenin ensinava aos seus revolucionários.

Há alguns anos atrás era impensável que o PT viesse a ser tão explícito, a ponto de colocar em um documento oficial seu objetivo central de “construir o socialismo” no Brasil. Quando o jornalista Olavo de Carvalho falava no início do governo de Lula sobre o projeto socialista do PT e de suas relações com o Foro de São Paulo, choviam comentários ridicularizando-o, e rotulando-o de “conspiracionista”. E agora? Como seus críticos vão explicar as concretizações cada dia mais inequívocas das “previsões” do Olavo de Carvalho?

Não por acaso, muitos destes críticos estão hoje caladinhos. Claro que muitos continuam relevando tais atos do PT com o argumento de que tratam-se de tentativas de “democratizar” ainda mais o governo e blá blá blá, quando, na prática, acontece justamente o contrário.

Enfim, o que tem feito o PT dar uma guinada tão visível ainda mais à esquerda, em um momento em que a economia consegue a proeza de praticamente estagnar em plena copa do mundo? Tenho duas hipóteses:

1) Seriam os chamados “Conselhos Populares” instituídos via decreto (às vésperas de uma copa do mundo, com o Congresso esvaziado) um plano B do PT, em caso de derrota nas próximas eleições, com o objetivo de dificultar um eventual mandato da oposição?

2) Ou tal guinada seria parte de uma tática de tudo ou nada que poderia acelerar ainda mais o ritmo do processo gradativo de socialização defendido pela ala mais radical do PT, que aumentou substancialmente seu poder de barganha no partido em um momento de nítida fragilidade de Dilma?

É importante observar que ambas as hipóteses não são excludentes.  Uma serve mais para uma eventual derrota, enquanto que, em caso de vitória, ambas são úteis ao PT.

O que mais me chama a atenção em todo este processo é o silêncio da oposição e da mídia televisiva sobre tais assuntos.  Como um partido que divulga um documento propondo instituir o socialismo em um país e a presidente nem mesmo chega a ser questionada sobre o que isto significa na prática?

Na verdade tal silêncio não surpreende quem acompanha de perto a evolução de tais acontecimentos.  A mídia televisiva é quem recebe a maior fatia publicitária do governo. Há muito tempo os colunistas “conspiracionistas” alertavam para a possibilidade do PT estar usando tais verbas (cada ano mais gordas) para exercer algum controle sobre tais veículos. O episódio da retirada do ar dos comentários da jornalista Rachel Sheherazade do jornal do SBT mediante a ameaça explícita de retirada da verba publicitária da emissora provaram que tal suposição eram sim bem reais e não apenas chifres em cabeça de burro.

Quanto ao silêncio do Aécio Neves, a explicação é óbvia: ele não quer se aproximar ainda mais da direita, já que tais críticas à tendência autoritária do PT são vistas por ele e por boa parte da população como frutos de delírios conspiratórios da ala mais à direita do jornalismo brasileiro ou de parlamentares excêntricos como Jair Bolsonaro.

Enfim, o que mais falta acontecer para que as pessoas percebam a gravidade do rumo que estamos tomando? Por que tantas pessoas resistem em ver a realidade?

Tenho mais três hipóteses:

1)  Um parte de eleitores do PT (os militantes mais engajados) continuam acreditando que o socialismo é a solução para todos os males do mundo;

2) Outra parte dos eleitores do PT está “blindada” contra qualquer argumento contrário, pois Lula conseguiu convencê-los que qualquer crítica ao partido trata-se apenas de “conspirações da direita má e golpista”;

3) O restante dos eleitores do PT pode até estar ciente de alguns acontecimentos isolados (não do processo como um todo), mas releva-os, pois não acreditam que o PT seja realmente um partido autoritário.

Os eleitores da primeira hipótese são os casos patológicos. Não têm cura a curto e médio prazo. Serão necessárias décadas e um mar de destruição para esta turma cair na real.  São os demais que me motivam a escrever, pois acredito no poder da informação.

O problema é que para desmascarar o PT temos que nos aprofundar um pouco em cada assunto, coisa que a maioria dos brasileiros não está disposta, infelizmente. Para estes tenho dois argumentos bem fortes para se preocuparem: um político e outro econômico.

O político já está bem evidente com a nítida degradação da nossa política, fruto de uma combinação de acirramento ideológico promovido pelo PT (que aumentou a importância dos chamados partidos de aluguel e o “toma lá dá cá” cada dia mais descarado) e do populismo lulista que transformou o exercício da presidência em um eterno processo eleitoral, levando o presidente a se preocupar mais com as eleições e a deixar os reais interesses do país em segundo plano. Para saber onde este método de fazer política vai nos levar, sugiro um link de um site Venezuelano que mostra a realidade do regime que o PT apoia: http://www.maduradas.com. Também na Venezuela, a coisa aconteceu gradativamente. Eis o que nos aguarda se continuarmos na mesma direção.

Para quem não conseguir se convencer com o argumento político, então vamos falar um pouco do argumento econômico. Para quem ainda não sabe, hoje o Brasil é o antepenúltimo colocado em crescimento do PIB na América Latina, sendo que em 2012 e 2013 foi o penúltimo, superando apenas o Haiti devastado por um terremoto e pela Venezuela devastada pelo chavismo. Perguntada recentemente por repórteres estrangeiros o porquê do Brasil estar estagnado, Dilma respondeu com um significativo “não sei” (ver aqui).

Ora, até o ex-presidente semi-alfabetizado sabe que o Brasil vive uma crise de credibilidade por conta justamente das constantes guinadas à esquerda do PT, as quais começaram já no segundo mandato de Lula, vale salientar. Mas, com sempre, ele tira o dele da reta e coloca a culpa na equipe econômica (ver aqui).

Ou seja, o que acontece aqui é a mesma coisa que sempre acontece em um país que envereda pelos caminhos do esquerdismo. Os empreendedores ficam reticentes, adiam investimentos, outros suspendem, outros simplesmente migram para países com maior liberdade econômica. O resultado é sempre o mesmo: primeiro estagnação, depois escassez, inflação, como tem acontecido nos países do eixo bolivariano, e, por fim, uma escalada autoritária para tapar o sol com a peneira.

Por outro lado, os países da recém criada Aliança do Pacífico vão na direção contrária, e já conseguiram em apenas um ano de fundação o que o Mercosul não conseguiu em duas décadas: a unificação tarifária de 90% dos produtos do acordo comercial firmado inicialmente entre Chile, Peru, Colômbia e México, que integrou recentemente a Costa Rica. Neste grupo, o crescimento tem sido sustentável (em torno de 4,5%) e com inflação baixa, despertando interesse de países como a Austrália, Canadá, Japão, União Europeia entre outras grandes nações com alto índice de liberdade econômica, as quais têm participado dos encontros do bloco como observadores.

O contraste com o Mercosul, capturado pelo bolivarianismo, é brutal: em mais de duas décadas, o bloco conseguiu firmar parcerias com Israel, Palestina e Egito. Pior: até países do eixo bolivariano como o Equador e a Bolívia (que já estão percebendo a canoa furada que embarcaram e que, por isso mesmo, já deram um freio nas guinadas à esquerda) já estão demonstrando interesse no novo bloco comercial, tanto que já participaram também de reuniões do novo bloco comercial. Também como observador, participaram recentemente Uruguai e Paraguai, este último expulso do Mercosul para dar lugar a Venezuela. Pois bem, e aqui mais uma prova de quanto este eixo faz mal a economia: no ano passado o Paraguai foi o país que mais cresceu na América Latina: 14%. Claro que parte desse fantástico crescimento é recuperação do ano anterior de recessão, mas ainda assim um número para deixar bem pensativos os dirigentes da Venezuela, Argentina e Brasil, os países mais atolados do continente na armadilha bolivariana do baixo crescimento com inflação alta. Convidado a voltar ao Mercosul o Paraguai respondeu: não, obrigado!

Enfim, basta uma rápida olhada no ranking de liberdade econômica (ver aqui) para ver o que há de comum não só entre as nações ricas do século passado, com as que integraram ficaram ricas mais recentemente: liberdade econômica. Ou seja, menos intervenção do estado na economia, justamente o contrário que o PT tem feito no Brasil nos últimos anos.

Portanto, reflita muito bem antes de votar nas próximas eleições, pois não se trata de apenas de mais uma eleição, e sim da consolidação de um processo que já nos levou à estagnação e caminha para nos levar à recessão no próximo ano com um acirramento político ainda mais violento.

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20 Responses to As constantes guinadas do PT à esquerda e seus reflexos no futuro do Brasil

  1. pt says:

    Ainda não li tudo o texto mais já vou comentar.
    Vocês são muito sensacionalistas,primeiro o pt nunca escondeu que era um partido socialista agora já acho que vocês estão exagerando em transformar o Brasi num pais socialista e outra claro que a midia o pig boicota o pt sempre boicotou nao e invenção não eles tentam demonizar o pt a qualquer custo.
    Uma vez teve um deputado do pt que foi pego com algumas gramas de maconha na sua casa em Cascavel no PR se não me engano, e a globo deu a noticia e ficaram o dia todo batendo em cima desta noticia,e uma vez um deputado do Psdb foi pego com 500 kg de cocaina so seu helicoptero perto de sua fazenda em MG e apenas daram uma notinha disto,mas se fosse com o pt iam ficar a semana toda dando esta noticia e ainda esqueceram de dizer que este deputado é padrinho de casamento do Aécio Neves por fala que a midia incita o odio contra o pt porque a mesmo tenta o demonizar assim como vocês estão fazendo postando esta noticia,um leigo vem lê a noticia e fica com ódio do pt,sendo que aqui a muito achismo,opiniao pessoal e meias verdades.

    • Amilton Aquino says:

      A coisa mais fácil do mundo é falar mal da imprensa. Se um zé mané acha que tal notícia deve ter mais importância que outra, pronto: a culpa é da imprensa. Acontece que existem outros fatores que fazem com que uma notícia tenha maior ou menor relevância dependendo do dia. Por exemplo, quando acontece um fato muito importante que toma a maior parte da primeira página de um jornal, claro que algumas notícias que seriam muito importantes em um dia de manchetes frias terá uma relevância menor. Posso falar disso com autoridade porque já fui repórter de um grande jornal, mas a maioria dos críticos da imprensa falam do que não sabem ou simplesmente repetem a ladainha que ouviu de alguém. Este caso do helicóptero, por exemplo, vi diversas reportagens na Globo sobre o caso. Uma rápida busca no site do Globo com o nome do Perrela e veja só como se pega alguém na mentira: 29 reportagens sobre o caso, muitas das quais no JN. Segue o link: http://www.globo.com/busca/?q=perrela&cat=a&ss=2c0100e9038ebb0f&species=v%C3%ADdeos No entanto, o caso do vereador do PT que vc diz a mídia fez o maior estardalhaço, não aparece em um único registro. Pode pesquisar. Claro que o caso de um vereador tem muito menos repercussão que de um deputado, mas, mesmo assim, são 29 reportagens do caso que vc tenta ligar ao PSDB, quando na verdade o cara é do PDT, um dos aliados mais fiéis do PT. Puta que o pariu! E depois sou eu quem está exagerando e fazendo sensacionalismo! O filho da puta do Lula passa todos estes anos detonando FHC, o cara que fez de tudo para acalmar o mercado na crise provocada por anos de declarações irresponsável do PT quando oposição, e tu ainda queres colocar o PT no papel de vítima? A porra da imprensa está cheia de esquerdista. Vai em qualquer faculdade de ciências humanas e faz uma pesquisa para ver quantos são de direita. Sabe quem era meu ídolo do jornalismo na época de estudante? Ricardo Kotcho, petista de carteirinha entre tantos outros que ocupavam e ainda ocupam lugares de destaque na odiada Globo como, por exemplo, o ex-terrorista Franklin Martins e o mistificador mó do PT, o famigerado Paulo Henrique Amorim, que continua na segunda maior emissora do país, em horário nobre, diga-se da passagem. Mas já que o assunto é o “PIG”, então me responda por que até hoje nunca saiu no JN nada sobre o os U$ 6 bilhões de DÓLARES de “empréstimos secretos” do PT (ver aqui http://visaopanoramica.net/2013/10/20/os-segredos-bilionarios-do-pt-e-o-silencio-da-imprensa-golpista/) ou sobre o enriquecimento meteórico dos filhos de Lula e de Dilma? Leia o artigo que citei e vê se abre a mente.

      • pt says:

        Cara me desculpe,é que só porque o cara tinha ligaçao com aécio neves,parece que falaram que é do psdb me desculpe,esse e do pt tbm eu num tinha haviam me falam,foi mal,da proxima vez vou confirmar as fontes.

        E cara parece que você tá tentando dar todos os méritos do Lula ao Fhc,e do jeito que você fala parece que exatamente no ano em que lula,estava tudo perfeito pelo governo anterior,sendo que inflaçao estava a 12% e dolar á 4.E quase todos os dados e fatos concretos os numeros mostro que lula foi superior a Fhc.Um dos unicos problemas do Pt na minha opiniao,infelizmente é a corrupçao,apesar de eu nao acreditar no mensalao realmente o numero de denuncias aumentou so que a grande midia nao e tao calada quanto era antes.
        E me mostra onde que o Lulinha e milionario,falavam que ele tem uma fazenda e é dono da Friboi,e sabe quem falou um cara que trabalha no instituto do Fhc.
        Eu sei que eles tambem nao sao probre devem ter uma vida de excelente nivel,mas mentiras nao vale.

        • Amilton Aquino says:

          PT, dá para ver que vc é bem jovem e certamente foi bombardeado com as mentiras do PT durante todos estes anos. Então vou ser compreensivo com vc e te dá algumas dicas para que vc cheque as informações e tire suas próprias conclusões. Infelizmente parece que vc não leu o link da Folha que te passei que fala do lançamento de um livro que mostra a campanha secreta do FHC pró Lula, nos bastidores da eleição de 2002. Se vc tivesse lido, vc veria que todos os indicadores da nossa economia foram contaminados pelo medo de que Lula se elegesse, inclusive a inflação que vc cita de 12%. Tanto é verdade, que bastou o ministro Palocci vir a público elogiar todo o trabalho feito pelo FHC e reforçar até suas medidas, como, por exemplo, aumentar o superávit primário (para pagamento da dívida) que todos indicadores retornaram aos patamares anteriores à Crise Lula em poucos meses. Ou seja, tivemos uma crise de credibilidade, como agora estamos começando a sofrer novamente pela nova guinada do PT à esquerda. Segue o link novamente: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2014/06/1477450-a-campanha-secreta-de-fhc-pro-lula.shtml Sugiro também a leitura da minha comparação entre Lula e FHC para que vc entenda as diferenças de cenários entre as décadas de 90 e 2000: http://visaopanoramica.net/2009/08/05/comparacao-fhc-x-lula/ Sobre os filhos de Lula, segue um link do Reinaldo Azevedo. Não são opiniões, são fatos. Pode pesquisar em outras fontes.

          • pt says:

            Aqui não apareceu o link sobre os filhos do lula

          • pt says:

            Bom,eu vi a noticia realmente é verdade,mas não há nada de errado nisso claro que ele teve ter dito ajuda do Lula pois ele tem influencia e tal,mas houve algo ilicito ou ilegal ou não?,é que da onde eu vi que falava que ele era dono da friboi e de mansões.

          • Amilton Aquino says:

            Rapaz, o cara trabalhava em um zoológico de em poucos anos passa a faturar milhões por ano, passando a ser um dos maiores acionistas da OI e dono de várias empresas. Incrível como ele só veio a ficar tão competente depois que pai passou a ser presidente, não? Mas não é só isso. Lula teve que mudar a lei para permitir a fusão da Oi e da Brasil Telecom, favorecendo seu filho, claro. Em um pais sério, isso daria um grande estardalhaço, mas aqui o máximo que dá é uma notícia de rodapé.

  2. Kleber Cerqueira says:

    Ótima resposta, Amilton.
    Recomendo assistir a uma série de entrevistas de FHC ao jornalista Augusto Nunes (um dos nove da lista negra do PT), onde o ex-presidente explica de forma didática e serena o que foi o plano real, o PROER, a lei de responsabilidade fiscal, a importância das privatizações, a falácia da compra de votos para a reeleição e como se deu a oposição irresponsável e eleitoreira do PT:

    https://www.youtube.com/watch?v=K_PhYIs5FLc&list=PL72E56BF406F57D0E

    • Amilton Aquino says:

      Obrigado Kleber. Já vi esta entrevista, aliás, recomendo também a quem não viu. Abraço!

  3. pt says:

    E cara,paises grandes são mais dificieis de crescer do que paises pequenos.

    • Amilton Aquino says:

      É mesmo? Então como explicar a Índia e a China crescerem acima dos 7%?

      • pt says:

        China e Indía são excessões,a India com mais de 1 bilhão de pessoas tem o pib menor que o Brasil que nem passa dos 200 milhões,China o pib é bem maior porem per capita tambem e muito inferior.

        • Amilton Aquino says:

          Rapaz, a diferença é que existem vários países dentro do Brasil. De fato, se fossem desmembrados seria mais fácil administra países menores. No entanto, se são mais fáceis de administrar, também sofrem para atrair grandes investimentos já que seus mercados consumidores são menores. No final, uma coisa compensa a outra. Não esqueça que o Brasil já cresceu a 14% ao ano.

          • pt says:

            Mas e se desmembrassem,assim sendo mais fácil de administrar,e fizesse tipo o sistema da União Európeia assin nap perderia tantos investimentos nem mercados consumidores.
            Mas quando cresceu esses 14% foi de forma constante ou não?.
            Eu sei que vc gosta do Fhc entao vou mandar essa!
            Você sabia que quando o FHC pegou o Brasil em 1995 o Brasil era a 8 economia do mundo e em 2002 no ultimo ano do Fhc era apenas a 13 economia do mundo,e foi o Lula que teve que fazer o Brasil voltar a crescer e chegou a ser 6 economia do mundo,mas atualmente é a 7 economia.

          • Amilton Aquino says:

            Este é um dos principais objetivos dos blocos comerciais. Sobre o crescimento recorde do período militar, de fato foi apenas um ano que chegou a 14%, afinal este ritmo é insustentável. De qualquer forma, antes da crise do petróleo, o crescimento do Brasil foi um dos maiores do mundo. Sobre os rankings das economias que vc cita, este não é motivo para nos gabarmos. Explico o porquê: o Brasil é um país continental que tem uma das maiores populações do mundo. Se não houver nenhuma crise e o Brasil crescer de forma sustentável durante alguns anos, a tendência é que ultrapassemos todos os europeus cujas populações e recursos naturais são muito inferiores. Acontece que a década de 90 foi um período de crises entre os emergentes. Como o primeiro mundo estava livre dessas crises, alguns europeus como a Espanha, por exemplo, que estava em pleno boom imobiliário, ultrapassaram o Brasil. Na década de 2000 o quadro se inverteu. Os emergentes cresceram de importância no início da década com a globalização chinesa e, quando estourou a crise de 2008, estes foram afetados num primeiro momento, mas logo se recuperaram, enquanto que a Europa afundou na crise. Logo, os países que tinha economias muito próximas a do Brasil foram ultrapassados por nós. No entanto, este rankging é enganoso, pois não leva em consideração a renda per capta. Quando usamos este critério, vemos então que o Brasil perde feio para todos os europeus e até para alguns africanos.

  4. Sandro says:

    A valsa dos partidos, de Collor a Dilma

    http://www.todasasconfiguracoes.com/2014/04/24/a-valsa-dos-partidos/

    “Minto, talvez tenha uma conclusão. Os gráficos que apresentei colocam em xeque uma noção política que tentamos usar no Brasil, mas falhamos: nossa tentativa de rotular partidos e parlamentares como de esquerda ou de direita. Em uma conversa de bar, se você perguntar sobre parlamentares de direita, provavelmente ouvirá como resposta a bancada evangélica, Jair Bolsonaro, Paulo Maluf; entre outros. Jair Bolsonaro e Maluf são do PP (base aliada), enquanto em 2013 foram considerados líderes da bancada (evangélica) os parlamentares João Campos (PSDB-GO), Anthony Garotinho (PR–RJ), Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Lincoln Portela (PR-MG) e o senador Magno Malta (PR-ES) (Wikipédia), notamos que apenas o primeiro deles pertence a um partido dito de direita, os outros todos são membros de partidos profundamente enraizados na base aliada petista, nominalmente um governo de esquerda. Junte isso ao FHC, grande cacique do PSDB, defendendo abertamente a legalização da maconha para ter uma imagem colorida do que é a política brasileira.

    À luz dos dados, e da valsa que foi acompanhar o espectro político durante 22 anos, não consigo mais usar termos ideológicos para a política brasileira. Não é desilusão, é estatística; esses dados são isentos de ideologia e mostram com quem cada parlamentar votou. Essa dança de pontos parece ser mais facilmente explicada como conjuntos de parlamentares que conseguiram alianças ou não conseguiram alianças, suas opiniões em programas sociais, dívida pública, direitos contraceptivos, privatizações ou direção econômica não parecem valer dois centavos, já que um mesmo parlamentar pode em 2002 apoiar azul e em 2003 votar exatamente como vermelho.

    Isso me parece um resultado natural de nossa cultura política. Não votamos em partidos, votamos em indivíduos, em parlamentares individuais. Nessa lógica, o indivíduo ganha força sobre o partido, o que traz a riqueza desses gráficos. Se essa análise fosse feita na França ou nos EUA, os gráficos nos matariam de tédio, os partidos possuem muita força e um parlamentar que sai da linha não é facilmente perdoado, todo gráfico seria composto de blocos extremamente coesos e distantes. A quantidade de partidos e sua distribuição de tamanho seriam também muito diferentes: nos dois países mencionados eu poderia fazer este gráfico em preto-e-branco, enquanto aqui falta frequência no espectro visível para tanto partido; se eu precisasse representar o PSC eu teria que usar infravermelho.

    Retomando a origem deste post, temos o golpe de 1964. Nele, alguma direita acusou a esquerda de uma tentativa de golpe e, para evitá-lo, tomou a iniciativa. Atualmente, essa noção está tão longe de nossa política quanto os gols de Pelé daquela época estão de nossa seleção. Se levantarem em nossa conversa de bar reclamações sobre o direitismo de Jair Bolsonaro, podemos argumentar que o partido de Bolsonaro foi estatisticamente indistinguível do PT durante o governo Lula. Suas declarações pouco importam, seu impacto é nos votos. Nessa discussão podemos ouvir que o PSOL é o único partido verdadeiramente de esquerda do Brasil, e podemos responder que ele foi estatisticamente mais próximo do PSDB que do PT ou do PCdoB durante todo o governo Lula e em 2011 os três deputados psolistas foram quase estatisticamente indistinguíveis de um típico deputado tucano. E se isso é uma conversa de bar, preciso perguntar: há direita no Brasil? Há esquerda? Não tenho respostas para essa pergunta, essa hipótese não foi necessária para minha análise. Tenho partidos vermelhos, azuis, verdes, rosa, cinza e laranjas surgindo, morrendo, brigando, valsando e compondo com complexidade e riqueza sinistras a câmara dos deputados, e, nela, definindo os rumos dessa nação.”

    • Amilton Aquino says:

      Excelente! Ele só falhou na escolha das cores dos partidos. Poderia colocar tons variando da esquerda (vermelho) à direita (azul). Facilitaria bastante a leitura dos gráficos.

  5. Sandro says:

    Amilton,

    Nas palavras do próprio autor:

    “Uma palavra no código de cores. Os partidos progressistas são todos denotados na cor rosa porque, no futuro, irão se fundir. Isso foi uma decisão estética, faltam cores no espectro visível para tantos partidos no Brasil.”

    “(…) cores são preciosas nesses gráficos.”

    ;((