Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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A crônica de uma tragédia anunciada: o objetivo declarado de “construir” o socialismo

lula_chavezNo segundo post desta série citei várias ações autoritárias do PT desde o primeiro ano de governo, sempre tentando subjugar as demais instituições do Estado, inclusive os poderes Legislativo e Judiciário. Nas duas últimas semanas, o PT “avançou” ainda mais rapidamente no seu objetivo de “socializar” o Brasil. E dessa vez não teve meias palavras. O PT colocou nas diretrizes de um eventual segundo mandato de Dilma o compromisso explícito de “INVERTER PRIORIDADES E ESTABELECER UMA CONTRA-HEGEMONIA AO CAPITALISMO, CAPAZ DE CONSTRUIR UM PROJETO DE SOCIALISMO RADICALMENTE DEMOCRÁTICO PARA O BRASIL” (ver aqui o documento original do PT)

E antes que alguém diga que a presidente não sabe sobre tais diretrizes, o deputado federal Geraldo Magela (PT-DF), secretário-geral do PT, já garantiu que nenhuma proposta do partido é feita à revelia da presidente (ver aqui).

Ou seja, aquele acanhamento inicial que levou o PT esconder as atas do Foro de São Paulo e a escrever a famosa Carta aos Brasileiros já não existe mais.  Aliás, desde o final da década passada o próprio Lula, falando no Foro para a “companheirada”, já se gabava da estratégia de esconder os passos iniciais da organização de partidos de esquerda que até então já tinha ajudado a eleger 12 presidentes na América Latina.

Portanto, nenhuma surpresa para quem acompanha o processo gradativo gramsciano de conquista da hegemonia da opinião pública para assegurar a “legitimidade” da construção do tal “socialismo democrático” que de democrático não tem nada, afinal pressupõe uma opinião publica manipulada pela cúpula detentora do “monopólio das virtudes”.

A única surpresa disso tudo é a aceleração do processo de “avanço” socializante do PT nas últimas semanas. Além do documento das diretrizes citado acima, a presidente Dilma assinou na sexta-feira, 23 (quando os jornalistas já estão em clima de fim de semana), um decreto que cria uma tal “Política Nacional de Participação Social” e um certo “Sistema Nacional de Participação Social” (ver aqui o decreto). Leia mais

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As “lições” do governo do PT

mantegaO governo do PT divide-se em antes e depois do segundo mandato de Lula. Depois de um começo responsável, do ponto de vista macroeconômico, os petistas resolveram imprimir sua “marca” na política econômica, que até então era uma herança do governo do PSDB.

Saiu de cena a equipe ortodoxa de Palocci, sintonizada com o “neoliberalismo” de FHC, e entrou em ação a heterodoxa e “progressista” equipe de Guido Mantega, que tinha como uma das principais defensoras a também economista Dilma Rouseff, que desde 2004 pressionava a equipe econômica de Palocci para reduzir o superávit primário, defendendo a ideia de que seria melhor um pouco mais de crescimento, mesmo que isto implicasse em um pouco mais de inflação.

Para quem não sabe nada de economia, Dilma e Mantega estão alinhados com a teoria econômica keynesiana, que defende uma maior intervenção estatal nos rumos da economia. Aliás, foi para esta teoria econômica que migraram a quase totalidade dos esquerdistas finalmente convencidos pela realidade de que a teoria econômica marxista estava fadada ao fracasso, como comprovado em todas as tentativas frustradas de construção do socialismo. Em contraposição a esta teoria, existem várias vertentes do liberalismo, que defendem uma redução do papel do estado na economia, concentrando esforços na saúde, segurança e educação. É a turma chata, que está sempre lembrando que não existe almoço grátis.

Quase dois mandatos depois de um gradativo aumento do estado na economia, algumas lições já parecem muito claras. Vejamos: Leia mais

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A barbárie tomando conta do Brasil

protestosJá presenciei diversas greves de policiais militares. Mas nunca vi cenas como as desta quinta-feira em Pernambuco. E olha que já tivemos uma greve que durou doze dias em 1997!

Arrastões, vândalos correndo atrás de caminhões em movimento para saqueá-los, bandidos cobrando “pedágios” para permitir a passagem de carros, pessoas ilhadas em seus próprios estabelecimentos, assaltos e, claro, assassinatos: 27 em menos de dois dias de greve!

Não eram apenas bandidos comuns. Havia crianças, mulheres, senhores e senhoras participando da “revolução” dos pobres. Todos unidos pelo espirito coletivo que os faz se sentirem mais fortes e corajosos para tomar dos ricos “tudo que lhes foi roubado pela mais-valia”. É o mesmo espírito que move o MST e tantos outros movimentos que pregam a tomada de posse da propriedade alheia. São os “agentes revolucionários” que roubam, sequestram e até matam pela causa, exatamente como fizeram os revolucionários dos anos 60 e 70 que hoje estão no poder.

São estas pessoas que hoje inspiram os saqueadores e invasores de todo país. Se nossa presidentA assaltava bancos, por que não posso assaltar? Se nossa presidentA sequestrava, por que não posso sequestrar?  Se o grande líder Lula não estudou e chegou a presidente, por que devo estudar? Leia mais

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A crônica de uma tragédia anunciada: Na oposição, “quanto pior melhor”. No poder, nacionalismo em alta

lula_xingandoNo post anterior desta série, mostramos como o Foro de São Paulo teve um papel importante na coordenação dos esforços para eleger presidentes de esquerda em todo o continente, com o objetivo de implementar a agenda socialista de forma gradativa, como preconizada por Antonio Gramsci. A partir deste post, vamos falar das estratégias de conquista, manutenção e perpetuação no poder colocados em prática pelos governantes de esquerda. Vejamos:

Antes de chegar ao poder, os partidos de esquerda organizados via Foro de São Paulo fizeram violentas e irresponsáveis oposições, sempre se apresentando como os porta-vozes da ética e do povo. Eram os “reis das CPIs”. Bradavam contra tudo e contra todos. No Brasil, o PT notabilizou-se por ser contrário às principais reformas que colocaram o Brasil nos trilhos, entre elas o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Torceu sempre pelo pior, pois esta era a sua chance de colocar em prática sua maior aspiração: a chegada ao poder. Nunca demostrou a menor disposição em contribuir com algo positivo. Mesmo sendo um dos principais responsáveis pela derrubada de Collor, rejeitou apoio ao governo de transição de Itamar Franco.

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O macunaíma de Garanhuns e a “arte” de mentir descaradamente

lulaNão são poucas as pessoas que conviveram com Lula desde o início da sua carreira política que afirmam categoricamente que o ex-presidente não tem caráter. José Nêumanne Pinto, César Benjamim, Hélio Bicudo, Francisco de Oliveira são apenas alguns exemplos (ver aqui). Isto para não falar de outros mais sutis como Fernando Gabeira, Francisco Welfort e Eduardo Jorge que medem as palavras, mas repetem o óbvio: Lula é um oportunista.

Nesta semana o nosso Macunaíma de Garanhuns deu mais uma amostra da sua falta de escrúpulos em entrevista a uma emissora de TV portuguesa. Como sempre tentando se safar, Lula renegou seus próprios companheiros presos na Papuda: “não são gente de minha confiança”, afirmou categoricamente sobre os mensaleiros (ver aqui).

Imagino a cara do ator global e militante fanático do PT, José de Abreu, ao ver esta entrevista. Na semana anterior, o cara já estava fumaçando nas redes sociais, ameaçando até desfiliar-se do PT caso o Lula e a Dilma não fizessem alguma coisa para libertar seus “presos políticos”.  Sim, ele credita nisso! O PT é quem governa o país, indicou dez dos onze ministros que julgaram o mensalão e os embargos infringentes, mas ainda assim ele e milhões de petistas acreditam piamente que os condenados são “heróis”, vítimas de um estado “aparelhado” pela direita!!! Leia mais