Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Acende o sinal vermelho na economia brasileira

sinal_vermelhoQue os indicadores da economia brasileira têm piorado no governo Dilma é um fato. Até mesmo o PT reconhece isso (nos bastidores, claro). Não se trata apenas do murmúrio da oposição que torce pelo “quanto pior melhor”, algo que o PT sempre fez antes de chegar ao poder e que agora recorre sempre para rotular quem ousa a criticar seu governo. A crítica é generalizada entre os economistas, até mesmo entre os keynesianos, a linha seguida pela equipe econômica atual.

E como não dá mais para tapar o sol com a peneira, o governo apela então para sua velha trincheira: a comparação descontextualizada ao governo FHC. Funciona com os eleitores menos informados, mas não ajuda a resolver os problemas nem ao menos recuperar um pouco da credibilidade perdida nos últimos anos. Pelo contrário, tais comparações tendem a deixar o governo ainda mais complacente como os indicadores que pioram a cada ano. E não são dois ou três indicadores que pioraram. São quase todos.Vejamos:

  • A taxa de investimento, que cresceu lentamente durante a década passada, a partir do governo Dilma começou a recuar, chegando a sofríveis 18,4% em setembro. Só para dar uma ideia do que isso representa, a China investe 46%; a Índia, 30%, a Indonésia, 33%; o México 29%. Ou seja,  o PAC é mesmo uma obra de ficção científica, pois além de não conseguir criar as condições mínimas de infraestrutura, não consegue aumentar a taxa de investimento do país.
  • A poupança interna, que também já era baixa, caiu ainda mais, chegando a irrisórios 14%, quatro pontos abaixo dos 18% do final do governo Lula. Detalhe: a poupança é o combustível para o crescimento sustentável. As economias mais bem sucedidas têm sempre taxas de poupança superiores a 30%. Ou seja, vamos continuar dependendo de poupança externa para crescer.
  • A taxa de crescimento médio, que no governo Lula foi de 4%, no governo Dilma caiu para 2%, inferior até mesmo ao turbulenta década de 90.
  • O superávit primário (a economia feita para reduzir a dívida pública) tem caído significativamente nos últimos anos. Depois de chegar a casa dos 4%, na década passada, e passar a maior parte do tempo acima dos 3%, hoje a expectativa é que o ano termine com algo em torno de 2% do PIB. Isso pela contabilidade oficial, pois corrigindo as manobras contábeis cada ano mais comuns no governo do PT, o superávit correto seria hoje seria 0,6 pontos percentuais abaixo (pelos cálculos do economista Raul Velloso). Pior: a previsão para 2014 já é de meio ponto percentual inferior.
  • O déficit nominal (o saldo final depois de descontados os gastos do governo, inclusive juros) continua crescendo assustadoramente. Depois de uma década de regressão (caiu de 6% para pouco mais de 1% no período pré-crise no governo Lula), desde então iniciou uma trajetória de alta que deverá fechar 2013 acima dos 3% do PIB. Pior: a previsão para 2014 por enquanto está na casa dos 3,5%. E quanto maior este índice, maior a necessidade do governo de contrair empréstimos para fechar as contas. Para os esquerdistas mais radicais que viviam relevando a queda do superávit primário (a parte que o governo destina ao pagamento da dívida) e superestimando o até então superávit nominal, eis que não podem mais contar com este argumento. Já estamos sim no vermelho.
  • O déficit da previdência caminha para mais um recorde. No acumulado do ano até setembro, o déficit alcança R$ 48,042 bilhões, valor que já supera com sobra o déficit total do ano passado que ficou em R$ 42 bilhões. E olha que além dos três meses restantes faltam ainda computar o décimo terceiro salário. Para os próximos anos, com o envelhecimento da população, a tendência é desesperadora. Segundo um estudo do próprio Ministério da Previdência, o déficit deverá ser multiplicado por 20 até o ano 2050 (ver aqui). Pior: qualquer reforma da previdência os seus efeitos serão sentidos décadas depois. Portanto, quanto mais tempo perdemos, mais passivos acumulamos.
  • O déficit na balança comercial anual ainda não está consolidado, mas demos mais um passo em outubro para concretizar mais um déficit também neste indicador. Depois de anos seguidos exportando mais que importando, em outubro registramos um déficit de U$ 1,8 bilhões, o pior resultado desde a crise do final da década de 90. Detalhe: o resultado poderia ser ainda pior, pois as exportações contaram com a receita extra de uma plataforma de petróleo de U$ 1,9 bilhão, resultado de mais uma manobra contábil do governo, pois a plataforma será usada pela própria Petrobrás. Ou seja, a balança comercial revela na prática aquilo que todo mundo critica e o governo reluta em reconhecer: o país está consumindo mais do que pode, estimulado pelo próprio governo que, por um lado, incentiva o consumo e, por outro, tenta frear a inflação, movimentos contraditórios que só desperdiçam recursos e provocam as inúmeras distorções que citamos neste post. Nos últimos 12 meses, enquanto as importações aumentaram 7,5%, as exportações recuaram 1,9%. A conta não fecha e entramos em mais um déficit.
  • A produtividade do trabalhador brasileiro, que já andava estagnada desde o final do governo Lula, começou a cair no governo Dilma, acentuando ainda mais a distorção do crescimento do salário mínimo acima do PIB. Para quem recebe salários por enquanto tudo é festa. Para quem paga, no entanto, as dificuldades vão se somando e tornando nossa indústria ainda menos competitiva. Mais uma conta que não fecha e que exigirá do governo (no próximo mandato, claro) a mudança da política salarial aprovada no final do governo Lula. Meus pêsames para  quem estiver no cargo de presidente que será obrigado a tomar esta impopular decisão.
  • A produção industrial tem tido movimentos erráticos no governo Dilma, porém a trajetória de queda é clara nos últimos três anos. Apesar do aumento de 0,7% em outubro, a produção industrial segue em déficit de 0,6% no semestre. Tudo isso apesar dos estímulos do governo para mais consumo via “Minha casa melhor”. A pequena melhora não justifica os efeitos negativos, pois além de roubar potencial de crescimento do futuro com mais uma rodada de concessão de crédito, o governo piora ainda mais o próximo indicador.
  • O índice de endividamento da família brasileira bateu mais um recorde, chegando em março deste ano aos 44%. Ou seja, as famílias brasileiras devem aos bancos quase metade do que ganham durante o ano. Quando a série histórica divulgada pelo BC começou, em 2005, o índice era de 18,39%. Ou seja, o governo Lula roubou potencial de crescimento do presente ao estimular o crédito muito além do que deveria. Ao invés de aprender a lição, o governo Dilma continua repetindo a dose, empurrando mais crédito para o povão se enforcar e reduzindo mais potencial de crescimento do futuro.
  • A dívida bruta continua aumentando e em ritmo cada ano mais acelerado, tendo ultrapassado a marca dos R$ 3 trilhões. Pela contabilidade do governo, ela estaria hoje em 58% do PIB, enquanto que para o FMI (o padrão usado para o resto do mundo) tal percentual seria de 68%. Tal percentual é ainda mais significativo quando comparado à média dos países emergentes, algo em torno de 30%. A dívida líquida que vinha diminuindo com os cumprimentos das metas de superávit primário começaram a perder ritmo nos últimos anos de Dilma, apontando para uma parada no ritmo da queda que poderá ser revertida caso as contas continuem piorando.
  • A inflação já esteve pior, mas ainda está muito mais próxima do teto da meta que do centro da meta. E só recuou porque o governo teve que voltar atrás em mais uma de suas aventuras populistas, como veremos no próximo item. No mais, nossa inflação está camuflada, já que os preços das principais tarifas administradas estão defasadas por pressão do governo. Em algum momento elas deverão ser reajustadas, trazendo novas pressões inflacionárias. Algumas delas, como, por exemplo, os preços dos combustíveis e da energia já estão sendo discutidas. A boa notícia é que a Dilma finalmente reconheceu o mal que fez a Petrobrás e permitiu que a empresa reajuste seus preços de acordo com as oscilações do mercado internacional. Ou seja, o governo vai ter que recorrer a outros meios para segurar a inflação.
  • A taxa Selic, a taxa básica de juros da nossa economia, também continua aumentando, devendo fechar o ano na casa dos 10%, bem próxima dos 12% quando o governo forçou o BC a baixar a taxa na marra. Isto é o que acontece quando a “vontade política” se sobrepõe a opinião dos técnicos. E aqui mais uma lição da realidade. O governo não tem outra alternativa a não ser conter os gastos correntes, uma lição básica que o governo resiste em colocar em prática e que está na raiz de todos os desequilíbrios atuais.
  • O risco país que já chegou a 143 pontos em dezembro de 2012, em setembro último já está na casa dos 232 pontos. Detalhe: a situação já esteve pior (chegou aos 250 no meio do ano) e só baixou um pouquinho por causa das últimas privatizações.
  • O potencial de crescimento da nossa economia (o máximo que ela pode crescer sem provocar inflação e outros desequilíbrios) foi reduzido de 4,25% para 3,5%, segundo o último relatório do FMI. Ou seja, o Brasil vai entrar na “maioridade” econômica na próxima década sem passar pelo crescimento rápido característico de economias emergentes.
  • Até mesmo as reservas cambiais, o maior orgulho do governo do PT, já começam a ser questionadas. Depois de crescer rapidamente durante toda a década passada, nos últimos anos estabilizou-se na casa dos U$ 370 bilhões. Levantamento feito pelo Bank of America/Merrill Lynch mostra que as reservas estrangeiras do país são inferiores ao estoque de investimentos estrangeiros no mercado financeiro do Brasil (US$ 415 bilhões em junho). Ou seja, ainda que pouco provável, o governo não conseguiria conter uma fuga maciça de dólares do Brasil. No máximo, amortece-la.
  • A taxa de desemprego tem sido o refúgio do governo para se defender das críticas. Como explicar um bom indicador em meio a tantas notícias ruins? Antes de mais nada, é preciso deixar bem claro que também nesta variável, há manipulações estatísticas por parte do governo. Como dizer que estamos em pleno emprego se apenas pouco mais da metade da população economicamente ativa está efetivamente trabalhando? Este dado é do próprio IBGE, o mesmo que divulga o índice de desemprego menor que o governo gosta de divulgar (restrito às seis maiores regiões metropolitanas) e um outro índice de desemprego geral em todo o Brasil, este bem mais realista e na média das economias o G-20 (ver aqui). Mas quero aqui me concentrar em outros pontos que pouca gente fala sobre o tal baixo desemprego. O primeiro é que o crescimento do emprego nos últimos anos concentra-se no setor de serviços, beneficiado pela política de incentivo à demanda do governo federal. Com mais dinheiro do que deveria no mercado, as importações de produtos tende a aumentar como tem acontecido. O problema é que nos setores de serviços a importação não é tão fácil. Não se importam cabeleireiros como se importam produtos, por exemplo. Com a demanda (artificial) maior que a oferta real, a mão de obra é valorizada, mesmo que sua produtividade tenha diminuído, como vimos anteriormente. E por que a produtividade cai? Uma das razões é que, com o mercado de trabalho aquecido, os empregados tendem a ficar mais acomodados. Por fim, outro fator que explica o bom indicador são obras da copa e das olimpíadas. Ou seja, algo que não deverá se repetir a partir de 2016. Como ficarão tais empresas e tais empregos depois que a demanda das obras para tais eventos acabar? Bom, este é mais um exemplo das distorções provocadas pelas intervenções do governo na economia, algo elementar descrito pela teoria austríaca. Durante algum tempo, tais intervenções produzem alguns resultados nos setores beneficiados, mas logo prejudicam outros setores por causa da realocação de recursos provocada pelos incentivos. Por exemplo, quem financia um carro terá que diminuir o consumo de outros produtos para poder honrar com as mensalidades nos próximos anos. No final, toda a economia sente os efeitos do aumento do custo da mão de obra que aumentou 150% nos últimos nove anos. Como consequência, nossas empresas tornam-se menos competitivas no mercado internacional, exigindo do governo mais protecionismo. Mais protecionismo chama mais ineficiência. Mais ineficiência gera menos riqueza que, no final, resulta em desemprego e recessão. E assim se fecha mais um ciclo pernicioso keynesiano. Estamos apenas no meio do caminho. O “bom” índice de emprego atual é apenas um fotograma de um filme que ainda não terminou. Esperemos para ver os próximos capítulos.

Bem, estes são os principais indicadores macroeconômicos que dão uma indicação clara do caminho que estamos seguindo. Isso explica o porquê de estarmos caindo em todos os rankings internacionais. Vejamos:

  • IDH: caímos de 75º, em 2010, para 85º, em 2013.
  • Competitividade: 48º para 56ª posição
  • Qualidade da infraestrutura: 107º para 114º
  • Educação: 116º para o 121º
  • Ambiente macroeconômico: 62ª para a 75ª
  • Qualidade das instituições: 79º para 80º
  • Eficiência do governo: 111º para 124º
  • Déficit nominal: 64º para o 72º
  • Poupança: 78ª para a 93ª
  • Inflação: 97º para 98º
  • Baixa confiança nos políticos: 121º para o 136º

Ou seja, por mais que o governo alardeie algumas conquistas, o fato concreto é que outros países estão andando mais rápido que nós. Os poucos progressos verificados no Brasil são mais decorrentes da inércia do desenvolvimento global do que realmente dos nossos próprios méritos. Este é o resultado da “Nova Matriz Econômica” anunciada com estardalhaço peculiar do PT, segundo a qual seria responsável para “dar um salto” para um “novo patamar”.

Mas afinal, o que provocou tal mudança de clima? O governo naturalmente coloca toda a culpa na crise internacional, uma crise localizada no primeiro mundo, com efeitos limitados sobre as economias emergentes. Mas o fato é que os EUA já voltaram a crescer, a Europa começa a dar os primeiros sinais de recuperação e os emergentes continuam crescendo forte. Portanto, como explicar que o Brasil esteja na pior posição entre os BRICs? Como explicar que o Brasil esteja sempre entre as economias que menos crescem na América Latina?

A resposta está na combinação perniciosa da ausência de reformas com o aumento do intervencionismo estatal na economia. Sobre o primeiro fator, há anos que economistas alertam sobre a necessidade das reformas estruturais, não apenas para manter um crescimento sustentável, como para resolver ou pelo menos amenizar problemas que há décadas são do conhecimento de todo mundo, como, por exemplo, o famigerado “custo Brasil”, o déficit da previdência, o alto custo do trabalhador brasileiro, etc. E o que aconteceu? Nada.

Quando o sinal amarelo acendeu e o governo percebeu que não tinha mais nenhuma outra opção intervencionista para resolver os gargalos da política de estímulo ao consumo sem investimento em infraestrutura, finalmente anunciou o esperado programa de privatizações. Viva! Até a revista Veja comemorou com uma matéria de capa elogiando a nova rota do governo. Mas era bom demais para ser verdade. Para não ter que dar o braço a torcer, o governo inventou uma série de empecilhos ao setor privado com o objetivo de tentar se diferenciar das privatizações de FHC. E o que aconteceu? Adiamentos de leilões, poucas empresas interessadas, leilões finalizados com preço mínimo, empresas vencedoras sem experiência e, finalmente, o descredito dos investidores.

Agora o sinal vermelho acendeu. Diante de tantos problemas, o governo que deveria estar preocupado em governar, demonstra sempre mais disposição na disputa da reeleição. E como já é de praxe no Brasil, em anos de eleições não se fazem reformas. Logo, os ajustes serão empurrados para 2015. Até lá vamos torcer para que nossos indicadores não piorem ainda mais e que o setor agropecuário, não por acaso aquele que sofre menos intervenções do governo, continue carregando o Brasil nas costas.

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10 Responses to Acende o sinal vermelho na economia brasileira

  1. kim says:

    Belo texto, vai chegar um momento q nao terão como criticar essa suposta herança maldita, oposição e FHC.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Kim. A verdadeira herança maldita foi a parada na agenda de reformas a partir do mensalão. É isso que a população precisa perceber e cobrar dos nossos governantes. Infelizmente nossa oposição não tem a competência mínima para mostrar este panorama que mostramos acima. Isso é o que me deixa ainda mais frustrado.

      • Cáster says:

        Não vamos esquecer que quem inventou o mensalão foi o partido que anteriormente governou o país. Até o Barbosa atesta isso. Outra que o atual governo manteve a mesma política de FHC, com as privatizações, os juros altos, o câmbio flutuante, o superávit primário. Ou seja, se a oposição estivesse governando o panorama seria o mesmo ou pior ainda, pois no final do mandato do FHC todos os índices e taxas apresentadas no texto acima estavam piores ainda do que estão agora. Não dá para esquecer que a inflação naquele período chegou em 12 por cento ao ano, mais que o dobro do índice atual, para não falar no desemprego, nos juros exorbitantes, nas exportações negativas, as quais dão um verdadeiro banhos nas exportações negativas atuais, e por aí vai.

        • Amilton Aquino says:

          Olha só o exemplo na prática do que falei no início do post. Na falta de argumentos, a velha tática de apelar para comparação descontextualizada ao governo FHC. Cara, não nem me dar ao trabalho de refutar tanta asneira. Tudo isso está mais que explicado (e debatido) no link : http://visaopanoramica.net/2009/08/05/comparacao-fhc-x-lula/ Volte quando tiver algum argumento um pouquinho mais consistente, pelo menos.

  2. André Luiz says:

    Para saber como é a oposição no governo, é so pondo a oposição no governo, por meio do voto. Não a Marina Silva e Eduardo Campos, mas o PSDB. Já está na hora de haver mudança. Vantagens de um possível governo do PSDB poderia ser uma dose maior de liberalismo na economia, umas privatizações mais decentes, quem sabe eles poderiam até administrar o Bolsa-Família melhor, de uma forma menos assistencialista. O PSDB foi o que promeveu mudanças mais estruturais no Brasil na década de 90.

    • Amilton Aquino says:

      André, sou mais cético em relação ao futuro político do Brasil do que quanto ao econômico. Quem assumir o Brasil em 2015 vai ter que fazer um duro ajusta fiscal, revogar a política atual de aumento do salário mínimo, tentar fazer as reformas pendente, enfim, tudo que exige ônus político que está represado desde o segundo mandato de Lula. Só bomba! Agora imagina se o PT vai para a oposição. Imagina o barulho que estes caras iriam fazer aumentando ainda mais o estigma elitista do PSDB e reforçando o populismo lulista. Receio que tenhamos que nos contentar em ficar torcendo para que a realidade dê uma “endireitadinha” no PT. Se correr o bicho pega, se ficar…

  3. Pingback: O Brasil continua afundando, e a competitividade é quem mais sofre | Blog do Munhoz

  4. Rodrigo Brunel says:

    São tudo farinha do mesmo saco e estão junto no mesmo Barco a muito tempo. Quem estava no Governo do FHC está fazendo política econômica e governamental no Governo do PT. São heranças que vieram de Governos passados, do Plano Real que não é do FHC. Agora o duvidoso é deixar tudo nas mãos para o PSDB que tem dívidas com o FMI e não terminou ainda de fazer suas obras de privatizações. Ao contrário do que deveria ser, as privatizações deveriam ser compradas por empresas Brasileiras, o que de fato num tem como, pois a maiores empresas nacionais já são controladas por capital estrangeiro, o que de fato é péssimo, pois o Brasil perde investimentos para pagar dividendos. E esse dinheiro ninguém sabe para onde vai!
    Pelo menos uma coisa é certa, os brasileiros estão vivendo melhor que à 10 anos atrás. Hoje todo mundo tem um telefone, melhorou de casa e está andando de carro bom.
    Então quanto mais se ganha mais se gasta e mais a economia deveria crescer. No entanto como o dinheiro não fica dentro do pais para novos investimentos, o país para de crescer e quem tem que fazer os ajustes é o Governo. É claro que o Governo não faz a sua parte, porém nunca deixamos de ser escravos do regime de exploração. Todo riqueza que é gerada no Brasil é mandada para fora para ser trocada por “espelhos e especiárias”.
    O que está acontecendo no Brasil é reflexo do que também está havendo nos EUA e em outros países desenvolvidos. A economia mundial está estagnada porque seus CEO estão pensando mais em ganhar com seus dividendos do que fazer novos investimentos e seguir com a politica expansonista e com o crescimento de renda do mundo.

  5. André Luiz says:

    Prezado Amilton Aquino:

    Vc se referiu a uma relação entre aquecimento do mercado de trabalho e acomodação das pessoas no mercado de trabalho (no fator taxa de desemprego), que gera queda de produtividade. Eu li que no Brasil tem um índice de 33% de pessoas que se sentem acomodados nos seus trabalhos, maior que a média mundial que é de 30%. Mas é uma reportagem de 2010, o link está abaixo. Mas existe essa relação do ponto de vista econômico, alguma teoria que explique isso? Poderia definir melhor, em poucas linhas, se tiver tempo, ou mostrar algum link.

    http://noticias.r7.com/educacao/noticias/33-dos-brasileiros-estao-acomodados-no-emprego-20100903.html

    • Amilton Aquino says:

      Olá Andre! Ainda não escrevi um post específico sobre o assunto porque quero pesquisar um pouco para saber como é feito o cálculo em outros países. Mas te indico um ótimo artigo do Leandro Roque, do Mises, que aponta para um desemprego muito maior que a taxa divulgada pelo IBGE. Aliás, hoje quase ninguém mais fala do levantamento do DIEESE que aponta para o dobro do IBGE. Como o governo do PT tem usado a chamada contabilidade criativa para fazer a realidade parecer melhor do que realmente é, então é muito provável que este número esteja sendo adulterado. Segue o link do Mises: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1471