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Pré-sal: benção ou maldição?

petrobras_capaAté o início do segundo mandato de Lula, quando o preço do petróleo começou a disparar no mercado internacional, o Brasil se apresentava ao mundo como uma alternativa ecológica com suas várias opções de biocombustíveis. Finalmente, após várias tentativas fracassadas da nossa diplomacia, os Estados Unidos resolveram experimentar o nosso etanol.

Só tinha um problema: os gringos não queriam importar o nosso álcool, preferindo fabricar o seu próprio a base de milho, uma alternativa bem mais cara que a nossa cana-de-açúcar que, para ser viável, precisava de subsídios do governo norte-americano. O Brasil fez então uma queixa na OMC e ficamos aguardando ansiosos o veredicto final.

Enquanto a disputa se desenrolava nos meios diplomáticos, eis que acontece a descoberta do Pré-sal. O Brasil havia ganhado na loteria, comemoraria logo mais Lula e a então “mãe do PAC”, Dilma Roussef. Todos os nossos problemas seriam resolvidos.

Para completar o mar de rosas para o governo brasileiro, pouco depois ganhamos a disputa com os EUA na OMC. O Brasil não só se tornaria exportador de petróleo, como também de biocombustíveis. Tudo ajudava. O mundo crescia rápido, o preço dos nossos principais produtos de exportação não paravam de aumentar, turbinando nossa balança comercial, a arrecadação  e todos os demais indicadores. O Brasil parecia finalmente que havia entrado na trilha do primeiro mundo, tornando-se o queridinho dos investidores. Os setores privatizados na década de 90 estavam em plena expansão: a Embraer disputava com a canadense Bombardier o posto de quarta maior fabricante de aviões do mundo; a Vale disputava o posto de segunda maior mineradora do mundo, assim como a própria Petrobrás que em dez anos (após a quebra do monopólio do petróleo e da abertura do seu capital) já havia quase triplicado sua produção; o setor de telecomunicações crescia em ritmo chinês; nossas cervejarias tornaram-se gigantes internacionais. Enfim, todo mundo queria investir no Brasil, inclusive as grande montadoras que ainda não tinham fábricas aqui.

Em todas as análises sobre o futuro dos BRICs, o Brasil sempre era apontando pelos economistas como o mais atrativo, por ter uma democracia consolidada. Para completar a conjunção singular de fatores favoráveis, só faltava o governo retomar a agenda de reformas, interrompida por causa do famigerado mensalão, e acelerar os investimentos em infraestrutura, essenciais para um crescimento que acelerava a cada ano.

Quase oito anos depois, as promessas de futuro glorioso continuam no futuro. Não só continuamos importando petróleo, como aumentando gradativamente o nosso percentual de importação. Pior, não conseguimos exportar uma gota de álcool nem para os EUA nem para qualquer outro país do mundo. Pelo contrário, passamos a importar álcool do EUA, aquele mesmo de custo mais elevado, produzido a partir do milho. Para completar, a Petrobrás que chegou posto de segunda maior petroleira do mundo, pouco depois da descoberta do Pré-sal, hoje não figura nem mais entre as dez maiores. Seu valor de mercado caiu mais de 40%, seu nível de endividamento ultrapassou a casa dos 30% e seu grau de investimento foi rebaixado pelas agências classificadoras de risco. Afinal, o que aconteceu?

O ponto de inflexão

A mudança de curso da economia brasileira começou em março de 2006, quando o ministro da fazenda Antônio Palocci foi substituído por Guido Mantega. Estava aberta a temporada de intervenção na economia que iria culminar na crise de descrédito dos dias atuais. Mas Mantega não é o único responsável pelos descaminhos do Brasil. A então ministra, Dilma Roussef, já tinha dado vários indicativos na direção do aumento da presença do Estado na economia, motivo pelo qual andou entrando em conflito com Palocci. Certamente Mantega foi escolhido sob medida para a “nova fase” do PT, na qual era nítida a preocupação de livrar-se de vez da indesejável pecha de continuador da política econômica do governo do PSDB.

O PAC surgia então como o novo motor da nossa economia e, com ele, a nova prioridade do PT: a eleição da sucessora de Lula, a “mãe do PAC”. Era preciso mostrar resultados o mais rápido possível e, nesta estratégica, a expansão do crédito era o caminho mais fácil. As reformas, por sua vez, foram todas engavetadas, afinal o governo não queria tocar em assuntos que gerassem polêmica ou que os forçassem a reconhecer que estavam errados no passado, como aconteceu na tentativa da mini reforma da previdência, entre tantos outros casos.

E como sempre acontece quando um país abraça o intervencionismo keynesiano, no começo tudo é festa. Milhões de brasileiros inaugurando seus cartões de crédito, milhões de aposentados sacando empréstimos para si e para terceiros, grandes empresas recebendo milhões, bilhões com juros subsidiados, salário mínimo aumentando acima do ritmo de produtividade… Enfim, nunca o “nunca antes na história deste país” foi tão entoado.

Em qualquer outra ocasião, com tanta gente com dinheiro na mão sem um correspondente aumento de produtividade e da produção, a inflação teria voltado com força. Mas eis que mais um fator externo deu mais uma ajudinha: o dólar continuava despencando no mercado internacional. Dólar fraco significa Real forte que, por sua vez, significa mais importação que, por sua vez, significa mais produtos no mercado que, por sua vez, significa menores preços que, por sua vez, puxam a inflação para baixo.  Ou seja, o ambiente internacional era tão favorável que até quando o governo errava, variáveis externas davam uma corrigida.

Mas a sorte não dura para sempre. Em meados de2008 veio a crise internacional. Mas dessa vez o Brasil já não era mais um país emergente lutando contra a inflação, tentando fazer reformas estruturais num momento de instabilidade entre um mar de emergentes disputando a tapas os escassos investidores da década de 90. O país já havia subido de patamar. Tanto que já em 2002 (portanto, antes do governo do PT), o Brasil foi citado pela primeira vez como um dos BRICs, o que contribuiu decisivamente para a enxurrada de dólares que invadiu nossa economia a partir de 2004 e ajudou a criar o colchão de reservas cambiais que o PT hoje se gaba de ter criado. Além disso, nossa economia pegou carona no crescimento meteórico da China que, após a crise, ganhou status de nova locomotiva da economia mundial.

E aqui o governo do PT obteve mais um grande trunfo. Usando a sua varinha de condão keynesiana para resolução de todos os nossos problemas, o governo estimulou ainda mais o crescimento artificial com mais crédito, mais subsídios e a grande novidade: a redução do IPI e da Confins para os setores automotivo e da linha branca.

Mas em economia, tudo tem consequência. Algumas demoram anos para aparecer. Outras são quase imediatas. Um exemplo dessas últimas foi a redução de caixa das prefeituras decorrentes da eliminação de impostos anunciada pelo governo federal.

O resultado de tal artificialismo é que nunca se vendeu tantos carros no Brasil, mesmo nos momentos mais agudos da crise. O PT, como sempre, fez festa como se tivesse descoberto a fórmula do crescimento eterno, sem se importar com boa parte dos novos compradores que passariam os próximos anos endividados até o pescoço, reduzindo assim o potencial de consumo de outros produtos.

O problema é que mais carros nas ruas exigem mais investimento em estradas, viadutos, pontes, túneis, etc. E estas demandas, aceleradas de forma artificial pelo governo, aumentaram justamente no momento em que as prefeituras tiveram suas receitas subtraídas por causa da caridade do governo às montadoras.

Os prefeitos correm então para Brasília para pedir ajuda ao governo. A solução, claro, é mais Estado. O governo libera então mais alguns bilhões em empréstimos com prazos a perder de vista, fica bem na fita como “salvador da pátria” e, mais uma vez, empurra a conta para o futuro.

E assim se fecha o círculo keynesiano de endividamento que está na raíz dos problemas atuais do capitalismo, algo perfeitamente explicado pela teria austríaca de economia desde o início do século passado, mas que infelizmente continua sendo ignorada pelo mainstream econômico. Poderíamos citar vários outros exemplos em vários outros setores da economia, mas vamos focar apenas nas distorções mais diretamente ligadas à questão do petróleo.

Uma pesquisa realizada pela FGV em 2012 revelou que apenas a cidade de São Paulo tem um prejuízo equivalente a 1% doPIB do Brasil por causa dos engarrafamentos. É um cálculo difícil de fazer, mas é óbvio que perdemos em produtividade, em saúde pública (poluição atmosférica, sonora, stress, etc.) e, claro, no desperdício de combustível. Infelizmente a pesquisa não engloba todo o Brasil, mas a julgar pelos R$ 40 bilhões anuais perdidos apenas na cidade de São Paulo, dá para concluir que o prejuízo total deve ultrapassar fácil a casa dos 10% do PIB, o que daria algo em torno de uns R$ 400 bilhões anuais.

Mas o caos urbano não é tudo. As BRs também estão congestionadas, o que significa mais acidentes, mais gastos com manutenção, aumento do custo de frete que, por sua vez, significa maior pressão inflacionária.

O caso da Petrobrás é desesperador. Além de não conseguir atender ao aumento artificial da frota de veículos, a empresa passa a ser utilizada pelo governo como instrumento de controle inflacionário, impedindo que a empresa reajuste os preços dos combustíveis. O problema é que a Petrobrás importa em dólar e vende em Real. Então o dólar que até então só caía, agora começa a subir. A Petrobrás então é forçada pelo governo a diminuir sua margem de lucro para evitar o aumento dos preços. Com a margem de lucro reduzida, a empresa perde então capacidade de investimento. Sem alternativas, a Petrobrás recorre à vários empréstimos sucessivos. O pessimismo se instala no mercado e as ações da empresa despencam.

Para piorar, tudo isso ocorre justamente no momento em que a Petrobrás precisa de mais investimentos, pois, além do aumento do consumo, ela agora tem que ter caixa suficiente para entrar como sócia de pelo menos 30% e cada campo licitado no novo regime de partilha instituído pelo governo.

Mas o governo do PT continua ignorando as leis de mercado. Como sempre, tenta enfeitar a realidade com marketing. A empresa está endividada até o pescoço, mas o governo apresenta na publicidade com um fato consumado uma previsão otimista de investimento até 2017 que corresponde a quase o valor total do patrimônio da empresa hoje! De onde vai tirar o dinheiro ninguém sabe.

Ou seja, tudo que descrevemos acima bem resumidamente tem uma única causa: o intervencionismo do governo. E é justamente o aumento do poder do Estado que tem freado os investimentos no Brasil nos últimos anos.

Acontece que o governo não aprende com os próprios erros (nem com dos outros) e repete com outros setores o intervenicionismo que tanto tem prejudicado o setor de petróleo, tentando remediar problemas agravados justamente por suas ações equivocadas. Por exemplo, ao forçar a queda da Selic passando por cima dos critérios técnicos do próprio Banco Central, o governo cria um viés inflacionário para cima. A inflação começa então a subir, mas o governo não quer admitir que errou na dosagem da queda da Selic, então vai procurar outros meios para segurar a inflação. E como o preço da energia influi diretamente nos preços dos produtos, sobrou então para o setor elétrico. Mas a queda não foi suficiente para trazer a inflação para o teto da meta, então o governo negocia com grandes prefeituras para adiar aumentos de tarifas de transporte público.  Acontece que em muitas prefeituras tais tarifas já são subsidiadas. Segurar os aumentos significa, portanto, aumentar o repasse de verbas para os subsídios, justamente o dinheiro que falta para ser investido na infra-estrutura viária que diminuiria os engarrafamentos. E mais um círculo vicioso keynesiano se fecha. Os prefeitos pedem socorro, mais dívidas, mais intervencionismo, mais estado, etc. e etc.

Felizmente a realidade sempre vence. O governo preso a uma ideologia estatizante reluta, até esgotar todos artifícios possíveis para esconder a realidade. No final, quando não restam mais opções recorre então ao mercado. Não sem antes criar mil e uma restrições para tentar dizer a sociedade que não é exatamente a mesma coisa que estão fazendo. De fato, não é a mesma coisa. Eles geralmente pioram o que criticavam quando oposição. Apesar de todos artifícios, a essência é a mesma. O governo não tem dinheiro suficiente para bancar o “estado forte” que gostariam ter nas mãos e repassa tais setores à iniciativa privada. De quebra, ainda pega uma graninha nos leilões para tapar o rombo das contas cada vez mais apertadas e maquiadas.

Certezas e incertezas

O comemorado leilão de Libra na última semana é mais um exemplo do que poderia ter sido e não foi por pura teimosia do PT. Se o leilão tivesse ocorrido logo que foi descoberto sob o regime de concessão, hoje já estaríamos retirando alguns milhares de barris por dia.  Ao invés disso, vamos ter que esperar até 2020 para começar a retirar os primeiros barris, além de continuar importando derivados de petróleo.

Mas isso não é tudo. Na época  da descoberta do Pré-sal o petróleo estava em alta, chegando ao pico de U$ 145 o barril em 2007. Os norte-americanos estavam apavorados com a escalada do preço que já durava anos. Eles certamente estariam dispostos a pagar um pouco mais caro por um petróleo proveniente de um país menos hostil que os odiados árabes. Mas nosso antiamericanismo não permitiu. Em nome de um novo regime de exploração, paramos tudo e passamos anos discutindo o novo marco regulatório do petróleo. Resultado: o petróleo caiu de preço (hoje está na casa dos U$ 100), os EUA colocaram seus cientistas em ação e descobriram uma nova fonte energética, o gás de xisto, cuja produção está se expandindo em todo o mundo, já que várias jazidas já foram mapeadas na China, Argentina e no Brasil, inclusive. Pouco depois novas reservas de petróleo foram descobertas na costa da África, na Indonésia e em algumas das ex-repúblicas soviéticas. Na Europa, as até então energias alternativas cresceram em importância e hoje já não são mais tão irrelevantes, com tendência de crescimento ainda maior no futuro, já que existe um forte apelo ambientalista sobre elas. E olha que tudo isso que aconteceu nós especulamos aqui nosso blog em 2009. Agora imagina como o que poderá acontecer num intervalo de 35 anos, o período que a Dilma acha que vai receber R$ 1 trilhão do campo de Libra.

Ou seja, o Brasil ufanista de Lula que se achava o último rei da cocada preta agora descobriu que é apenas mais uma opção entre tantas que surgem a cada ano. Não por acaso, das mais de 40 empresas esperadas para o leilão, terminamos com um único consórcio formado por apenas duas empresas privadas, já que as duas chinesas são estatais e tiveram suas participações “negociadas” previamente com o governo brasileiro, uma vez que já receava o fracasso que foi. Por fim, não só ficamos com o preço mínimo do leilão, como a nossa descapitalizada Petrobrás ainda teve que aumentar em mais 10% sua participação inicialmente prevista para evitar que o fracasso fosse ainda maior. Como a empresa vai arranjar os U$ 6 bilhões para quitar sua parte é um mistério. Mas para o governo isso não é problema. Em último caso, o Tesouro coloca no mercado alguns bilhões de títulos à venda, repassa ao BNDES e este a Petrobrás, como têm feito nos últimos anos. A conta, como sempre, é empurrada para o futuro, roubando-lhe o pontencial de crescimento como hoje já podemos sentir no governo Dilma, consequência direta das aventuras populistas de Lula.

Enfim, diante de tantas incertezas, o certo é que hoje já podemos computar os prejuízos que tivemos e o dinheiro que deixamos de ganhar com o pupulismo petista com o Pré-Sal. Resta aos donos do poder justificar a perda com mais promessas de futuro glorioso que o novo modelo de partilha representaria. Mas nem nisso podemos apostar. O modelo de partilha já existe em outros países e, na prática, está muito longe de ser esta panacéia que os petistas dizem que é. Tem suas vantagens e desvantagens como tudo na vida, mas pesados os prós e contras, ambos os modelos se equivalem. Não por acaso, o regime de concessão predomina nos países desenvolvidos, enquanto que o regime de partilha é mais comum em países africanos.

Apesar do PT, ainda consigo ser otimista para acreditar que a longo prazo a Petrobrás vai se recuperar, afinal o setor de petróleo é um dos mais lucrativos do mundo e, claro, depois de cometer todos os erros possíveis, é mais provável que os petistas fiquem mais caulelosos, pelo menos em relação a empresa.

Por fim, torçamos para que o preço do petróleo não caia no mercado internacional a ponto de inviabilizar toda a aposta no Pré-sal. Se a previsão otimista prevalecer o Pré-sal poderá compensar no futuro uma parte dos prejuízos ao país decorrentes do ufanismo petista. Caso contrário, vai entrar para história como mais um caso de “maldição”.


Amigos, aproveito para fazer um apelo a todos que lerem este post (e que gostarem, claro). Ajudem a divulgar o nosso blog, por favor. Leiam os posts anteriores. Tudo que temíamos está acontecendo. Não é preciso ter nenhuma bola de cristal para chegar a estas conclusões. Basta estudar um pouco a teoria austríaca. Nossa única arma é a informação. Faça sua parte. Obrigado!

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8 Responses to Pré-sal: benção ou maldição?

  1. Oneide teixeira says:

    Amilton que bom que recomeçou a escrever tenho muita coisa boa agora pra ler.
    Quando tiver tempo da uma olhada neste site http://lucianoayan.com/
    Muito bom sobre “guerra politica”.

    • Amilton Aquino says:

      Obrigado Oneide. Vou dar uma olhada sim. É realmente preocupante este clima cada dia mais hostil de guerra politica.

  2. Filipe Santos says:

    Bom dia. Descobri o seu blog a pouco tempo, logo após a (infelizmente) reeleição da Dilma. Você afirma ter ainda esperança na recuperação da Petrobrás. Depois da dívida cada vez maior que a empresa contraiu e das denúncias de corrupção, como você analisa? Existe chance real de quebra na Petrobrás?

    • Amilton Aquino says:

      Olá Filipe. Seja bem vindo! Se a empresa fosse privada já teria quebrado há muito tempo, mas como é a principal estatal ela só quebra se o país quebrar junto. Mas é bom ficar atento, pois estamos caminhando para isso.

      • Filipe Santos says:

        Nossa, que situação… Existe alguma previsão para quanto tempo o país pode suportar se o endividamento continuar nesse ritmo?

        • Amilton Aquino says:

          Vai depender do rumo que a presidente escolher. Ela tem dois caminhos muito claros: continuar no rumo que está, que nos quebraria em dois ou três anos, ou dar uma guinada para fazer tudo que criticou nas eleições. Minha aposta é que ela tente fazer um meio termo. Não chega a quebrar neste mandato, mas nos mantém “crescendo” na casa do 1% nos próximos anos, algo muito aquém das nossas possibilidades. Com este crescimento, ela vai só pode esperar por uma mudança no cenário externo. Se melhorar, ela consegue se safar. Se piorar, aí sim ela não vai ter outra saída a não ser aplicar as tais medidas amargas.

  3. Filipe says:

    É inacreditável que um país com as possibilidades do Brasil tenha a real possibilidade de quebrar em 2017… E se crescer 1% ao ano, será empobrecimento na certa para grande parte da população. Bem, o PT gosta tanto dos pobres que quer que todos o sejam!

    • Amilton Aquino says:

      E pensar que tivemos toda oportunidade do mundo na década passada para fazer todas reformas necessárias. Uma pena!