Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Pré-sal: benção ou maldição?

petrobras_capaAté o início do segundo mandato de Lula, quando o preço do petróleo começou a disparar no mercado internacional, o Brasil se apresentava ao mundo como uma alternativa ecológica com suas várias opções de biocombustíveis. Finalmente, após várias tentativas fracassadas da nossa diplomacia, os Estados Unidos resolveram experimentar o nosso etanol.

Só tinha um problema: os gringos não queriam importar o nosso álcool, preferindo fabricar o seu próprio a base de milho, uma alternativa bem mais cara que a nossa cana-de-açúcar que, para ser viável, precisava de subsídios do governo norte-americano. O Brasil fez então uma queixa na OMC e ficamos aguardando ansiosos o veredicto final.

Enquanto a disputa se desenrolava nos meios diplomáticos, eis que acontece a descoberta do Pré-sal. O Brasil havia ganhado na loteria, comemoraria logo mais Lula e a então “mãe do PAC”, Dilma Roussef. Todos os nossos problemas seriam resolvidos. Leia mais

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Os segredos bilionários do PT e o silêncio da “imprensa golpista”

lulaSempre soube que muita sujeira viria à tona depois que Lula deixasse o poder, mas não esperava tanto. No último dia 15 ficamos sabendo de mais uma aventura do PT no exterior envolvendo U$ 6 bilhões (de DÓLARES!) em “segredo de estado” (ver aqui). Oficialmente, trata-se de “empréstimos” a Cuba e a Angola, porém ninguém sabe as condições dos “acordos”, os juros, os prazos e todas as garantias legais comuns a qualquer transação financeira normal e que deveriam ser de conhecimento público, mas não são.

Infelizmente o PT do poder é bem diferente do “guardião da ética e do patrimônio público” da época da oposição e, mais uma vez, recorreu a práticas comuns a regimes autoritários para encobrir mais esta “caridade” com o nosso dinheiro, a exemplo de episódios semelhantes com alguns vizinhos latino-americanos como a Bolívia, Equador, Paraguai e Argentina que também tiraram umas lasquinhas do nosso cada vez mais apertado orçamento.  A prerrogativa de “segredo de estado” garante o sigilo das operações que só poderão ter seus detalhes revelados a partir de 2027, depois que Lula tiver sido sepultado com todas as honras e glórias de “mito”.  Leia mais

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Diferenças fundamentais entre Esquerda e Direita (parte 2)

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Antonio Gramsci, o pai do Marxismo Cultural

Como vimos no primeiro post desta série, a esquerda surgiu como uma forma de contestação da estrutura da sociedade europeia do final do século XVIII. Primeiro, em relação à monarquia francesa, onde contou com a ajuda da burguesia para derrubar a antiga nobreza. Depois, quando a monarquia francesa caiu, e os burgueses passaram a comandar a Revolução Industrial, a nova elite capitalista passou a ser o alvo principal dos esquerdistas.

As péssimas condições de trabalho durante a Revolução Industrial inspiraram filósofos franceses a pensar numa forma de tornar a sociedade menos desigual, mais justa e fraterna. Surgia então o Socialismo, formulado primeiramente por Saint-Simon, Charles Fourier, Louis Blanc e Robert Owen. Não era ainda o socialismo revolucionário que conhecemos hoje. Era mais brando. Propunha uma transformação gradativa da sociedade, estruturada no pacifismo, contando inclusive com a boa vontade da própria burguesia, algo mais próximo do que conhecemos hoje nos países escandinavos. Leia mais

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O Brasil estragou tudo?

o_brasil_estragou_tudoA última capa da revista britânica The Economist sobre o Brasil corrige uma falha da própria revista, quando, quatro anos antes, publicou uma outra reportagem especial excessivamente otimista sobre nosso país. Não traz nenhuma novidade, nada além do que boa parte dos economistas, empresários e jornalistas alertam há anos, mas traz a credibilidade de um olhar estrangeiro de uma das mais respeitadas revistas do mundo.

Dessa vez a repercussão no Brasil foi bem aquém das expectativas. Diferente da capa de 2009 que mostrava o Cristo Redentor decolando, utilizada abundantemente pela militância do PT para reforçar o clima de “Brasil potência” às vésperas das eleições presidenciais, dessa vez quase nada se falou, nem mesmo a Carta Capital, a revista que é associada à revista britânica. Leia mais