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O Nazismo foi mesmo de direita? (parte 3)

nazismo-comunismoAs duas vertentes socialistas “na luta” pelo poder

Como vimos nos posts anteriores desta série (ver links abaixo), a Alemanha foi um terreno fértil para as ideias socialistas. Não por acaso, a grande maioria dos filósofos socialistas são alemães.

Apesar da sintonia de todos os pensadores quanto à “necessidade de substituir o capitalismo pelo socialismo”, além de “criar um novo homem”, desde o final do século XIX já começou a haver uma cisão entre duas correntes principais: 1) A vertente marxista, que pregava a abolição da propriedade privada, chegou ao poder na Rússia em 1917; 2) A vertente conservadora socialista, que concordava com o planejamento da economia, mas não concordava com a abolição da propriedade privada, seguiu tentando chegar ao poder via Partido dos Trabalhadores Alemães, o qual viria se tornar mais adiante o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, hoje mais conhecido como partido Nazista.

É importante deixar bem claro que o principal motivo da cisão, a ideia marxista de abolir a propriedade privada, é posterior ao surgimento do socialismo. Portanto, como não foram os socialistas conservadores que mudaram o ideal socialista, e sim Marx que radicalizou a ideia inicial ao introduzir esta nova utopia. Não por acaso, muitos dos socialistas do século XIX consideravam Marx um traidor da causa “ao aderir à esta fanática e utópica ideia de liberdade abstrata” como já citamos no primeiro post desta série. E aqui temos mais uma grande ironia da história. O socialismo original, hoje chamado de utópico, era mais racional e realista, enquanto que o socialismo “científico” de Marx, pregava justamente a utopia de uma sociedade sem classes e sem propriedade privada! Vá entender…

Voltando ao século XX, quando Lenin morreu, em 1924, um dos principais assessores de Hitler, seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels publicou um artigo no New York Times enaltecendo o líder russo e apontando as semelhanças entre o comunismo e o nazismo, sem esquecer de salientar que “Lenin só seria superado por Hitler”. E olha que Hitler ainda nem tinha chegado ao poder!

Em meio à baderna que se tornou a Alemanha dos anos 20, com uma hiperinflação de mais de 1000% ao mês, comunistas e nazistas disputavam o posto de “salvadores da pátria”, criticando o capitalismo e prometendo um futuro glorioso, socialista. Ambos os partidos, apesar de legais, criaram verdadeiros exércitos paramilitares. Disputaram todas as eleições democráticas, mas sempre conspiraram para chegar ao poder via golpe de estado. E mesmo com tantos pontos em comum, comunistas e nazistas tornaram-se inimigos ferozes, chegando a se digladiarem nas ruas, deixando como saldo dezenas de mortos.

Com Hitler no PT alemão, o partido foi se tornando cada dia mais parecido com seu novo líder. Mais tarde ele viria a se tornar maior que o partido.

Diferente de um líder sindical brasileiro, presidente de um partido socialista sem nunca ter sido de fato socialista, Hitler expressou em várias ocasiões sua convicções políticas. Confiram algumas de suas afirmações:

“Eu aprendi muito do marxismo, e eu não escondo isso (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democrática (…) Não é a Alemanha que será bolchevisada, é o bolchevismo que se tornará uma espécie de nacional socialismo.”

Notem que já nesta época a ideia de dominar a Rússia já estava bem clara na cabeça de Hitler. Isto ajuda a entender o porquê da traição de Hitler a Stalin, anos depois. Mas vamos em frente com seu discurso:

“Aliás, existem entre nós [nazistas] e os bolchevistas mais pontos comuns do que há divergências, e, antes de tudo, o verdadeiro espírito revolucionário, que se encontra na Rússia como entre nós, por toda a parte onde os marxistas judeus não controlam o jogo.”

E aqui está uma outra importante razão para a cisma entre nazistas e comunistas: o antissemitismo. Apesar de Marx plantar algumas sementes do antissemitismo, como já vimos no primeiro post desta série, ele também era descendente de judeus. É interessante observar que o próprio Hitler também teria sido descendente de judeus, segundo alguns historiadores.  E mais recentemente,  um ex-combatente da II Guerra Mundial, Patrick Delaforce, revelou no seu livro “O arquivo de Hitler”, que o ditador teria participado já em 1918 de uma das primeiras tentativas de golpe comunista na Alemanha, no estado da Baviera.

Portanto, o antissemitismo extremado dos nazistas levou os socialistas judaicos, mesmo os que não concordavam plenamente com a utopia marxista, a se alinharem entre os comunistas, até como uma forma de se protegerem dos nazistas. E, para aumentar ainda mais o ódio de Hitler aos comunistas, muitos desses judeus socialistas tornaram-se importantes líderes, assim como o próprio Marx, que já nesta época já era endeusado. Endeusar um judeu? Era demais para cabeça de Hitler! Mas vamos em frente com o discurso de Hitler:

“Eu sempre levei em conta esta verdade [os pontos comuns entre comunistas e nazistas] e é por isso que eu dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex comunistas.”

Fonte: Adolph Hitler, apud Hermann Rauschning, Hitler m´a dit, Coopération, Paris 1939,  p. 153. Rauschning foi Governador  Nazista de Dantzig, e muito próximo de Hitler.

Fora da Alemanha, parte da esquerda já apoiava Hitler, inclusive figuras ilustres ainda hoje celebradas pelo meio acadêmico como, por exemplo, o famoso escritor socialista inglês, Bernard Shaw, que defendeu abertamente “o extermínio de pessoas não adaptadas e inúteis para a sociedade”. Vejam o que ele disse anos antes do holocausto: “Sugiro aos químicos que descubram um gás que mate instantaneamente de forma indolor.” Para quem duvidar, esta fala está registrada em um filme, da boca do próprio Shaw. Incrivelmente poucas pessoas sabem disso. E mais uma vez Hitler incorpora a sua fanática ideologia ideias de “companheiros” socialistas, até mesmo dos odiados ingleses.

Um outro fator que foi decisivo para a radicalização da disputa política entre nazistas e comunistas foi o nacionalismo. Na Alemanha humilhada na primeira Guerra o apelo nacionalista foi uma das armas de Hitler para atrair simpatizantes. Aliás, a tática ainda hoje é repetida por todos os caudilhos tanto de esquerda quanto de direita (da direita não liberal, que fique bem claro). A utopia igualitária marxista pressupunha a convivência harmônica entre todas as nações num futuro onde todo o mundo se tornaria comunista e as classes abolidas. Alemães e ingleses convivendo pacificamente, saudando-se com o tradicional “companheiro”… Era demais para a cabeça cheia de ódio de Hitler. Seu altruísmo socialista não chegava a tanto.

Como todo populista, Hitler procurava sempre estimular o antagonismo. Explicando certa vez sobre o porquê do anti-semitismo, o então candidato a caudilho afirmou na cara de pau: “devido ao fato do anti-semitismo ser a melhor estratégia para atrair militantes nacionalistas”. Sincero, não?

A mesma estratégia ele usou para conquistar também o apoio dos empresários. Ou seja, assim como um conhecido sindicalista brasileiro, hábil moldar o discurso a platéia, Hitler pregava sempre uma no cravo e outra na ferradura. Para a massa trabalhadora, a promessa de melhores salários, do fim da exploração capitalista e todo aquele conhecido repertório socialista. Para os empresários, Hitler chamava a atenção para a ameaças judaica e comunista que a cada dia tornava-se mais real com a ascensão soviética.

Funcionou. Hitler rapidamente conseguiu o apoio dos pequenos e médios empresários temerosos de perderem suas propriedade e, ao poucos, foi conquistando também os grandes. Mesmo quem não concordava com as ideias radicais do novo líder, via-se impelido a apoiá-lo pela força da apaixonada militância que crescia a cada dia. Primeiro a Lufthansa lhe concedeu um avião para sua “caravana” por todo o país. Em seguida, a indústria automobilística (inclusive a Ford americana e a Renault francesa) e demais setores da economia alemã mostraram-se simpáticos a Hitler.

Nas disputadas eleições alemãs dos anos 20, os sociais-democratas do poder eram constantemente ameaçados por comunistas, nazistas e direitistas. Isso mesmo, a direita alemã não era o partido nazista, era o Partido Popular (o Deutschnationale VolksparteiDNVP ou “Nacionalistas”). E, a medida que crescia a rivalidade eleitoral entre comunistas e nazistas, a ultra direita começou a simpatizar com o novo e carismático líder.

Apesar de perder as eleições dos anos 20, o partido nazista crescia sua representação no parlamento. Sempre fardados com seus uniformes paramilitares, os nazistas sempre fizeram muito barulho, jogando pedras em tudo e em todos.

Finalmente, no início dos anos 30, o partido Nazista tornou-se o maior partido da Alemanha, mas não conseguiu a maioria necessária para assumir o poder nas eleições de 1933. Ele só se tornaria chanceler depois que o Partido Popular (de direita) lhe deu o apoio decisivo, assim como aqui no Brasil o “Partido Liberal”, de José de Alencar, deu seu aval a Lula, em 2002.

A chegada de Hitler ao poder coincidiu com o momento da recuperação da Crise de 1929, o que ajudou ainda mais a reforçar o mito Hitler. A Alemanha teve então um período de cinco anos de progresso até o início da II Guerra Mundial e, claro, Hitler atribuiu a si próprio todo o progresso da época.

Agora que as duas vertentes socialistas finalmente chegaram ao poder, como seriam as relações entre os dois grandes líderes socialistas, Hitler e Stalin? Existem provas concretas de que eles foram aliados? Se foram aliados, por que Hitler invadiu a Rússia? Confira o próximo post da série. Até lá!


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15 Responses to O Nazismo foi mesmo de direita? (parte 3)

  1. José Luis Pinheiro says:

    Amilton, você tem a fonte que aborda o artigo de Goebbels para o New York Times? Seria interessante para reforçar o seu texto.

    Essa série de posts é bastante intrigante pois vai contra o ensino comum a que somos apresentados desde sempre. Eu só não acho necessária a comparação feita a todo momento com o PT brasileiro. O seu leitor é inteligente e saberá ligar os pontos sem você precisar forçar a relação.

    • Amilton Aquino says:

      Olá José Luis! A informação sobre o artigo de Goebbels foi retirada do documentário The Soviet History. Vc é a segunda pessoa que me faz a observação sobre a comparação com o PT. Vou levá-la em consideração. Obrigado pelo feedback. Vou dar uma revisada nos textos nesta segunda-feira. Abraço!

  2. Carlos Aguiar says:

    Discordo da sugestão do José Luis Pinheiro. Acho que deve sim fazer o paralelo com o PT. Nem todos os leitores tem capacidade de perceber estas nuances. A maioira são idiotas úteis.

    • Amilton Aquino says:

      Esta foi a intenção, mas reconheço que aquele “qualquer semelhança” quebrava bastante o ritmo da leitura.

  3. daniel says:

    “Não é a Alemanha que se tornará bolchevista mas sim o Bolchevismo que se tornará numa espécie de Nacional-Socialismo. Além disso, há mais a unir-nos ao Bolchevismo do que a separar-nos dele. Há, acima de tudo, um genuíno sentimento revolucionário, que está vivo em toda a parte da Rússia excepto onde houver marxistas judeus. Sempre deixei esta circunstância bem clara, e dei ordens para que os anteriores comunistas fossem de imediato admitidos no partido. Os pequeno-burgueses social-democratas e os patrões dos sindicatos nunca darão nacional-socialistas, mas os comunistas sempre darão.»

    Adolf Hitler, 1934”

    falso ,Hitler nunca disse nada disto.

    http://www.stormfront.org/forum/t617746-49/#post7530229

    E ainda:

    http://en.wikipedia.org/wiki/Hermann_Rauschning#Authenticity_of_Hitler_Speaks

    Repare-se no que diz Ian Kershaw, o autor daquela que é considerada a melhor ou uma das melhores biografias mainstream de Hitler:

    «In writing his biography of Hitler, Ian Kershaw has written “I have on no single occasion cited Hermann Rauschning’s Hitler Speaks, a work now regarded to have so little authenticity that it is best to disregard it altogether.”»

    • Amilton Aquino says:

      Olá Daniel. Obrigado por sua participação. Ela enriquece o debate. Então vamos aos argumentos. A citação que vc contesta consta no livro “Hitler Speaks” do nazista arrependido Hermann Rauschning. Depois da sua morte, Ian Kershaw questiona a autenticidade da obra. E qual seu argumento mais forte? Segundo Kershaw, Rauschning só teria se encontrado quatro vezes com Hitler. Vamos admitir que isso seja verdade, que o Rauschning tivesse aumentado as coisas apenas para vender livros. Será que isso invalida toda a obra? Será que sua experiência como nazista, as suas conversas com pessoas mais próximas a Hitler não têm nenhuma importância? Será que a informação só é válida se vier diretamente do biografado? Enfim, o que foi real ou não, nunca saberemos. Até porque o acusado não está mais aqui para se defender. Então o que podemos fazer é comparar o que está sendo questionado do livro de Rauschning com outras afirmações de Hitler e tentar identificar alguma peça que não se encaixe, alguma contradição gritante. Então vamos fazer isso com o trecho que vc questionou, que, por sua vez, é um dos mais enfáticos da obra. Qual a sua essência? As similaridades entre o nazismo e o comunismo. Ora, neste mesmo texto, citei a homenagem do braço direito de Hitler, Goebbels, publicado no New York Times, onde ele apontava as semelhanças entre as duas ideologias. Portanto, a ideia central do trecho questionado não fala nenhum absurdo, pois existem registros incontestáveis que apontam para a mesma direção. Abraço!

  4. uma americana no brasil says:

    Hoje em dia, é comum ouvir a afirmação de que os nazistas eram esquerdistas. A afirmação se baseia em uma definição redutora do conservadorismo como simplesmente anti-estatismo. Uma vez que os nazistas criaram um governo totalitário, o argumento, eles não podem ter sido os conservadores.
    Mas este ponto de vista, expresso principalmente no livro de Jonah Goldberg Liberal Fascism , é simplesmente retórica e prestidigitação filosófica da mão. Onde se diz que o conservadorismo significa oposição ao papel do governo?
    Conservadorismo, muito simplesmente, é a defesa das tradições e distinção de um povo contra as forças que procuram miná-lo. Não é por acaso que os termos esquerda e direita e do próprio conceito de conservadorismo nasceram na Revolução Francesa, o ponto do genocídio europeu de partida. Ao adotar códigos morais universalistas, o culto da Igualdade eo ideal anti-democrático dos direitos humanos, substituindo o estado governo destinou noções de cidadania para mais profundos de pertencimento ancestral, a Revolução Francesa semeou as sementes cujos frutos apocalíptico está sendo colhida em nossa próprio tempo.
    A esquerda eram os que estavam sentados literalmente no lado esquerdo da Assembleia Nacional, em Paris. Eles foram os jacobinos firebrand pedindo seus países tradições para ser colocado à tocha. A direita, os que estavam sentados do outro lado, estavam céticos das mudanças propostas e procurou contê-los.
    Não há realmente nenhuma razão para acreditar que o conservadorismo não tem nada para fazer, por si só, com o libertarianismo, economia de livre mercado ou anti-estatismo. Esta definição de conservadorismo é uma importação americana. Definições tradicionais do conservadorismo, com base em torno da defesa de um povo, não se pode aplicar na América, porque a América não há pessoas a serem defendidos. América é uma aglomeração de pessoas, uma construção artificial, um zoológico com efeito, não uma nação orgânica que serve como casa de uma tribo ancestral.
    Esquerda e direita não tem nada a ver intrinsecamente com grande governo ou pouco governo. O eixo da diferença não é econômica, mas moral: anti-nacionalismo contra o nacionalismo. As pessoas são naturalmente nacionalista, portanto, um argumento poderia ser feito que o anti-nacionalismo só poderia ser efetivada a nível político através de ação do governo intrusivo. Esquerdismo, então, tem uma inclinação mais natural para o governo grande ou mesmo o totalitarismo do que o conservadorismo faz.
    Desde o início dos tempos, no entanto, governantes inescrupulosos tentaram suprimir o impulso nacionalista. Seus sonhos de poder levou a erguer impérios que transcendeu os limites territoriais naturais de peoplehood. A história é, essencialmente, apenas a crônica de pessoas comuns tentando resistir à trans-nacionalista maquinações dos governantes e fazer valer os seus instintos nacionalistas naturais, desafiando-os. Essa luta continua em nosso próprio tempo.
    Sempre que os nacionalistas chegaram ao poder, portanto, é provável que eles se encontram não no que podemos chamar de condição padrão da humanidade: um grupo alargado parentes vida como uma unidade homogênea sob a sua própria autoridade governamental em sua própria pátria ancestral – mas em alguns balcanizado pesadelo que surgiu a partir da conspirações dos governantes power-loucas. Diferentes grupos étnicos estarão vivendo sob o mesmo governo. A falta de empatia com o outro – proveniente de sua diferença genética – será a fonte de discórdia sem fim. Eles vão conspirar contra os interesses uns dos outros. A política do governo vai ser o resultado final insatisfatório da contenção mútua dessas facções étnicas.
    Para unwarp deste mundo deformada vai exigir ação do governo, a ação do governo, talvez grande. Uma vez que o equilíbrio nacionalista natural das coisas foi restaurado, uma vez trans-nacionalistas fantasias utópicas foram abandonadas e os países mais uma vez, consistem de núcleos étnicos apreço e preservar a sua própria singularidade, então talvez o conservadorismo pode reduzir em libertarianismo e deixar as pessoas fazem suas próprias coisas . Até o grande dia chega, a insistência de que o verdadeiro conservadorismo = ação do governo mínimo não merece ser levado a sério. E as alegações de que os nazistas eram esquerdistas deve ser julgado como um profundo erro de compreensão.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Americana! Primeiro vamos fazer uma distinção bem clara entre direita e esquerda. A esquerda quer revolucionar a sociedade, quer mudar o curso natural da história para construir uma sociedade “mais justas e igualitária”. Acontece que o que a esquerda propõe para mudar a sociedade exige que um grupo de “iluminados” tenha um estado forte o suficiente para forçar uma redistribuição das riquezas, o que, por sua vez, implica no avanço sobre os direitos individuais do cidadão. Daí a maior tendência da esquerda ao autoritarismo, como vc mesma citou. E aí surgem as resistências. Todo o resto da sociedade que não concorda ou simplesmente não acredita nas propostas da esquerda são automaticamente considerados de direita. Acontece que neste grupo existem pessoas conservadoras que toleram um estado forte e autoritário, desde que suas propriedades e tradições sejam preservadas, existem pessoas que valorizam as tradições, mas não toleram o autoritarismo e existem os liberais de diversos níveis, os quais incluem os moderados, radicais e até anarcocapitalistas, que pregam a abolição total do estado. Ou seja, a direita não é o melhor parâmetro para classificar o espectro ideológico de Hitler, afinal a direita é essencialmente heterogênea, existem muitas direitas, algumas completamente antagônicas. As características de esquerda sim, são bem mais homogêneas e podem ser encontradas na maioria dos grupos de esquerda, mesmo entre os mais radicais e moderados. E entre elas, o poder de um estado forte como instrumento para promover políticas sociais é praticamente um dogma. Nesta briga, o nacionalismo é apenas mais um instrumento de mobilização das massas, e serve tanto para governos de esquerda, quanto de direita. Abraço!

  5. adriano says:

    Alemanha foi um terreno fértil para as ideias socialistas. Não por acaso, a grande maioria dos filósofos socialistas são alemães.”
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    será que são “alemães” mesmo?
    ou apenas badamecos semitas nascidos na Alemanha?
    não te confundas…
    para ser alemão não basta nascer na Alemanha.
    Marx não era alemão, nem Engels, nem Moses Hess, nem qualquer pensador da Escola de Frankfurt, que só era “alemã” no nome e no território.
    isso são tudo badamecos judeus com cidadania “alemã”, só isso.
    ………………………………………………………………………………….
    “A vertente conservadora socialista, que concordava com o planejamento da economia, mas não concordava com a abolição da propriedade privada, seguiu tentando chegar ao poder via Partido dos Trabalhadores Alemães, o qual viria se tornar mais adiante o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, hoje mais conhecido como partido Nazista.”
    ……………………………………………………………………………………

    http://hyperborea-land.blogspot.pt/2013/06/goebbels-sobre-o-socialismo.html

    está aqui explicado para miúdos o porquê do partido Nazi usar esse nome “Partido dos Trabalhadores Alemães” e a clara divergência que há com o marxismo.

    “Nós chamamo-nos a nós próprios partido dos trabalhadores porque queremos resgatar a palavra “trabalho” da sua definição corrente e devolvê-la ao seu significado original. Alguém que cria valor é um criador, isto é, um trabalhador. Nós recusamo-nos a distinguir formas de trabalho. A nossa única escala é se o trabalho serve o todo, ou pelo menos não o prejudica, ou então se ele é nocivo. Trabalho é serviço. Se trabalha contra o bem-estar geral, então é traição contra a pátria.”

    ler o resto do texto para perceber que o nazismo é CONTRA o marxismo, se teve algum parentesco com ele, foi antes de Hitler ter nascido.
    o nazismo até se pode ter desenvolvido a partir da esquerda, mas depois evoluiu de forma independente e incorporou aspectos próprios, de origem não-esquerdista e distanciou-se por completo do marxismo.
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    “Voltando ao século XX, quando Lenin morreu, em 1924, um dos principais assessores de Hitler, seu ministro da propaganda, Joseph Goebbels publicou um artigo no New York Times enaltecendo o líder russo e apontando as semelhanças entre o comunismo e o nazismo, sem esquecer de salientar que “Lenin só seria superado por Hitler”. E olha que Hitler ainda nem tinha chegado ao poder!”
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    porque Goebbels era talvez visionário?
    sim, esse artigo do NYT é aquele onde Goebbels diz que o nazismo aprendeu as lições do marxismo…mas atenção que não diz que são iguais ou similares.
    e,em parte, isso fazia parte da estratégia para “ganhar” eleitorado da esquerda – bem ou mal, não é isso que está em causa.

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    “Em meio à baderna que se tornou a Alemanha dos anos 20, com uma hiperinflação de mais de 1000% ao mês, comunistas e nazistas disputavam o posto de “salvadores da pátria”, criticando o capitalismo e prometendo um futuro glorioso, socialista. Ambos os partidos, apesar de legais, criaram verdadeiros exércitos paramilitares. Disputaram todas as eleições democráticas, mas sempre conspiraram para chegar ao poder via golpe de estado.”
    …………………………………………………………………………………………………………………………………………..

    falácia, porque Hitler chegou ao poder via eleições, ao contrário dos líderes marxistas, que nunca conseguiram chegar ao poder via eleições livres. nem na Venezuela sequer…
    e quanto a serem “iguais” por criticarem o capitalismo, bem, nem vou responder de tão medíocre que é esse argumento.
    e comunistas não disputavam o posto de “salvadores da pátria”, visto serem internacionalistas.
    basta ler as passagens do Mein Kampf sobre o marxismo, para ver as diferenças abismais entre o nazismo e o marxismo.
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    “E mesmo com tantos pontos em comum, comunistas e nazistas tornaram-se inimigos ferozes, chegando a se digladiarem nas ruas, deixando como saldo dezenas de mortos.”
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    evidentemente que se chegaram a degladiar, porque os “pontos em comum”, como ter exército paramilitar ou “disputar eleições” não passam de pontos perfeitamente superficiais.

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    “Com Hitler no PT alemão, o partido foi se tornando cada dia mais parecido com seu novo líder. Mais tarde ele viria a se tornar maior que o partido.”
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    PT? que PT?
    e não me digas que o partido ter uma liderança forte também é uma característica exclusivamente “esquerdista”!
    os argumentos destes “liberais” são tão medíocres!
    o nazismo e o marxismo são iguais, porque o líder era muito forte, tinham exército paramilitar e criticavam o capitalismo.

    mas estes montes de estrume liberais não são capazes de fazer melhor do que isto?

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    ““Eu aprendi muito do marxismo, e eu não escondo isso (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democrática (…) Não é a Alemanha que será bolchevisada, é o bolchevismo que se tornará uma espécie de nacional socialismo.””

    …………………………………………………………………………………………………
    esta afirmação, se for mesmo verdadeira e da autoria de Hitler em vez de outro qualquer, já foi explicada.
    e em nada é aí dito que nazismo e marxismo sejam iguais.
    pelo contrário, diz que o nazismo superou o marxismo.
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    “Notem que já nesta época a ideia de dominar a Rússia já estava bem clara na cabeça de Hitler. Isto ajuda a entender o porquê da traição de Hitler a Stalin, anos depois. Mas vamos em frente com seu discurso:”
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    outra barbaridade.
    mas que “traição”?
    houve um pacto de não-agressão, se alguém traiu alguém, foi Estaline, que quis invadir a Alemanha, mas os seus planos foram descobertos pelos Serviços Secretos alemães.
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    “E aqui está uma outra importante razão para a cisma entre nazistas e comunistas: o antissemitismo. Apesar de Marx plantar algumas sementes do antissemitismo, como já vimos no primeiro post desta série, ele também era descendente de judeus.”

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    Marx não “plantou” anti-semitismo nenhum, isso é um dogma do politicamente correcto e uma distorção ao que foi dito.
    ele, como marxista que era, limitou-se a criticar (ou fingir que criticava) alguns judeus mercantilistas.
    uma crítica, portanto, perfeitamente a-racial e sem qualquer significado étnico.

    porque o “anti-semitismo” de Marx (Mordechai Levi) era este:

    http://hyperborea-land.blogspot.pt/2013/05/derrubar-mais-uns-mitos-sobre-mordechai.html

    em relação a “anti-semitismo” estamos falados.
    uma mentira dita muitas vezes, continua a ser mentira e não passa a ser verdade.
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    “É interessante observar que o próprio Hitler também teria sido descendente de judeus, segundo alguns historiadores.”

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    essa só historiadores politicamente correctos é que alimentam, e não existe uma única prova disso.

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    “E mais recentemente, um ex-combatente da II Guerra Mundial, Patrick Delaforce, revelou no seu livro ”O arquivo de Hitler”, que o ditador teria participado já em 1918 de uma das primeiras tentativas de golpe comunista na Alemanha, no estado da Baviera.”

    ………………………………………………….
    não era nenhum “golpe comunista”.

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    “Portanto, o antissemitismo extremado dos nazistas levou os socialistas judaicos, mesmo os que não concordavam plenamente com a utopia marxista, a se alinharem entre os comunistas, até como uma forma de se protegerem dos nazistas.”

    ………………………………………………………………..
    não é só isso que separa os marxistas dos nazis, a teoria económica, a teoria racial, etc, são outras coisas que separam os marxistas dos nazis.
    e não é questão de “anti-semitismo extremado”. é questão de ser contra a supremacia judaica preconizada pelos marxistas e contra o internacionalismo militante.

    …………………………………………………………..

    “E, para aumentar ainda mais o ódio de Hitler aos comunistas, muitos desses judeus socialistas tornaram-se importantes líderes, assim como o próprio Marx, que já nesta época já era endeusado. Endeusar um judeu? Era demais para cabeça de Hitler!”
    …………………………………………………………….
    ele nunca correu o risco de endeusar um judeu, ele nunca esteve em nenhum partido marxista, e sim num partido operário ou trabalhista, que não era formalmente (nem informalmente) marxista.

    …………………………………………………………

    “Mas vamos em frente com o discurso de Hitler:

    “Eu sempre levei em conta esta verdade [os pontos comuns entre comunistas e nazistas] e é por isso que eu dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex comunistas.””

    ………………………………………………………….
    isto já foi desmentido acima.
    essa afirmação provavelmente é da autoria de Hermann_Rauschning e Hitler desmentiu à imprensa portuguesa que tivesse admitido comunistas no NSDAP:

    http://2.bp.blogspot.com/-u77wrltBzWM/UMJCXDJmoXI/AAAAAAAAKOM/bMrQPRmF4FA/s1600/577739_4300953080276_795385247_n.jpg

    AF – Há quem afirme que muitos comunistas têm ingressado dentro do seu partido, depois das eleições. É verdade?

    H- Não é verdade! Os nacionais-socialistas são os maiores inimigos de Moscovo, a única verdadeira muralha, na Europa, contra o bolchevismo! Respeitamos, respeitaremos sempre a propriedade particular e todos os esforços individuais.
    ……………………………………………………….

    “Um outro fator que foi decisivo para a radicalização da disputa política entre nazistas e comunistas foi o nacionalismo. Na Alemanha humilhada na primeira Guerra o apelo nacionalista foi uma das armas de Hitler para atrair simpatizantes. Aliás, a tática ainda hoje é repetida por todos os caudilhos tanto de esquerda quanto de direita (da direita não liberal, que fique bem claro).”
    ……………………………………………………….
    claro, porque os montes de merda liberais e neo-liberais nem têem pátria ou raça!! são apátridas e a-raciais. ou seja, uns montes de estrume…
    quanto à esquerda, essa nunca usa “apelo nacionalista”, só às vezes usa “apelo patriótico” e, mesmo assim, só como propaganda retórica.

    “A utopia igualitária marxista pressupunha a convivência harmônica entre todas as nações num futuro onde todo o mundo se tornaria comunista e as classes abolidas. Alemães e ingleses convivendo pacificamente, saudando-se com o tradicional “companheiro”… Era demais para a cabeça cheia de ódio de Hitler. Seu altruísmo socialista não chegava a tanto.”
    ………………………………………………………………….
    outra estupidez. o altrúismo de Hitler chegava a isso, sim. e a muito mais.
    Hitler considerava a Inglaterra como irmã, não tem culpa nenhuma dos corruptos e vendidos sionistas que tomaram conta da grã-bretanha e que forçaram uma guerra estúpida.
    o que Hitler não confundia, era convivência sã entre nações, com internacionalismo, e muito menos com multirracialismo.

    …………………………………………………………..

    “Como todo populista, Hitler procurava sempre estimular o antagonismo.”
    ………………………………………………………….
    é mentira pura e simples. é uma caricatura boçal, sem qualquer explicação, prova ou substância.
    ………………………………………………………………….

    “Explicando certa vez sobre o porquê do anti-semitismo, o então candidato a caudilho afirmou na cara de pau: “devido ao fato do anti-semitismo ser a melhor estratégia para atrair militantes nacionalistas”. Sincero, não?”
    …………………………………………………………….
    sim, sincero.
    e o facto de ter sido sincero nessa afirmação, não impede que se constate que havia razão de ser desse “anti-semitismo”.
    o facto do “anti-semitismo” ter sido usado como estratégia não invalida que ele fosse válido naquela altura, isto porque os judeus dominavam realmente os sectores-chave da Alemanha, como a banca por exemplo, muita da imprensa, a cultura, etc, etc
    uma coisa não invalida a outra.
    ………………………………………………………………
    “A mesma estratégia ele usou para conquistar também o apoio dos empresários. Ou seja, assim como um conhecido sindicalista brasileiro, hábil moldar o discurso a platéia, Hitler pregava sempre uma no cravo e outra na ferradura. Para a massa trabalhadora, a promessa de melhores salários”

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    olha! e não é que cumpriu?
    não só cumpriu a promessa de melhores salários, como aumentou o nível de vida em geral (carro para todos, p.exemplo) e como quase acabou com o desemprego em poucos anos.
    mas claro, isto são “pormenores” para a escumalha liberal e neo-liberal, o Hitler era um sacana demagogo e populista que nunca cumpriu nada do que prometeu, apesar de ter acabado com o desemprego e a miséria em geral HAHAHAHAHA
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    “, do fim da exploração capitalista e todo aquele conhecido repertório socialista.”
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    hahaha meter no mesmo saco, as promessas CUMPRIDAS de Hitler, e o discurso retórico, vazio e propagandístico da escumalha marxista para atrair os ingénuos para uma escravatura laboral de nível sub-humano hahaha

    cada vez que se pensa que a indigência intelectual destes montes de trampa liberais não pode descer mais baixo, eis que…

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    “Para os empresários, Hitler chamava a atenção para a ameaças judaica e comunista que a cada dia tornava-se mais real com a ascensão soviética.”
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    olha, e curiosamente cheio de razão…

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    “Funcionou. Hitler rapidamente conseguiu o apoio dos pequenos e médios empresários temerosos de perderem suas propriedade e, ao poucos, foi conquistando também os grandes.”
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    claro que funcionou! os empresários não são estúpidos e sabem quem é que os defende, e o que lhes convém.

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    “Mesmo quem não concordava com as ideias radicais do novo líder, via-se impelido a apoiá-lo pela força da apaixonada militância que crescia a cada dia. Primeiro a Lufthansa lhe concedeu um avião para sua “caravana” por todo o país. Em seguida, a indústria automobilística (inclusive a Ford americana e a Renault francesa) e demais setores da economia alemã mostraram-se simpáticos a Hitler.”

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    é óbvio que sim!
    e dizer que a Ford foi “obrigada” a simpatizar com Hitler é o cúmulo da indigência intelectual hahaha
    isto é mesmo o ressabiamento e a azia mais pura hahahaha
    Henry Ford, em pessoa, simpatizava com a ideologia nazi. não me parece que tenha sido “forçado”.

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    “Nas disputadas eleições alemãs dos anos 20, os sociais-democratas do poder eram constantemente ameaçados por comunistas, nazistas e direitistas. Isso mesmo, a direita alemã não era o partido nazista, era o Partido Popular (o Deutschnationale Volkspartei, DNVP ou “Nacionalistas”).”
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    talvez. o Nazismo é um sistema de Terceira Via. não de Direita.

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    “E, a medida que crescia a rivalidade eleitoral entre comunistas e nazistas, a ultra direita começou a simpatizar com o novo e carismático líder.”
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    há mais em comum entre o nazismo e a ultra-Direita, que entre o nazismo e a extrema-esquerda.

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    “Finalmente, no início dos anos 30, o partido Nazista tornou-se o maior partido da Alemanha, mas não conseguiu a maioria necessária para assumir o poder nas eleições de 1933.”
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    conseguiu a maioria necessária sim. chega de mentiras e revisionismos da história.

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    “Ele só se tornaria chanceler depois que o Partido Popular (de direita) lhe deu o apoio decisivo, assim como aqui no Brasil o “Partido Liberal”, de José de Alencar, deu seu aval a Lula, em 2002.”
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    comparar Hitler com Lula, isto é mesmo o esplendor da indigência e diarreia mental…

    “A chegada de Hitler ao poder coincidiu com o momento da recuperação da Crise de 1929, o que ajudou ainda mais a reforçar o mito Hitler. A Alemanha teve então um período de cinco anos de progresso até o início da II Guerra Mundial”
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    “coincidiu” hahahahaha “coincidiu”, assim como quem não quer a coisa…porque Hitler não teve nada a ver com essa recuperação hahaha
    isso é que é azia profunda e ressentimento hahaha
    se calhar foram os montes de merda e os filhos da puta neo-liberais os “responsáveis” dessa recuperação hahahaha
    os filhos da puta que foderam os EUA e a Alemanha, onde até já sopa dos pobres havia, além de desemprego em alta escala, degeneração etc, hahahahaha

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    “e, claro, Hitler atribuiu a si próprio todo o progresso da época.”
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    e com TODA razão.
    se um tipo como tu, pode estar a bater com os cascos num teclado a dizer asneiras sobre o NS, é precisamente graças ao progresso e tecnologia NS que criou o computador, por exemplo.

    • Amilton Aquino says:

      Adriano, pelo que percebi vc é português. Seja bem vindo ao nosso blog. O contraditório é muito bem vindo, apesar das suas malcriações! Eheheheeh! Vamos então aos argumentos. Confesso que fiquei surpreso com o sua ira. Pelo seu tom de ironia esperava, no mínimo, que vc trouxesse dados que refutassem a tese central da minha série de posts. E, para minha surpresa, vc a corrobora. Ora, quando um esquerdista em um debate, transpirando ódio, admite que “talvez o Nazismo seja um sistema de Terceira Via”, na verdade ele está admitido que o nazismo não foi o regime de “extrema direita” pintado pelos historiadores esquerdistas, como nos foi ensinado durante todo este tempo. Claro que para mim o espectro ideológico do nazismo está bem mais à esquerda do centro como vc especula, mas ouvir de um esquerdista tão enraivecido com vc algo que tire o nazismo da “extrema direita” para mim já é um grande progresso. Isso prova que vc não tem argumentos para derrubar a tese central da nossa série. Então vamos restringir o debate aos pormenores que foi o que sobrou da sua argumentação. Eheheeehe! Não vou me deter a cada uma das suas citações, pois alguns dos tópicos que irei abordar respondem a mais de uma de suas citações de uma só vez. Até porque, como todos podem ver, algumas de suas falas são tão sem sentido que nem merecem ser debatidas.
      1) Sobre minha generalização sobre a predominância de filósofos socialistas alemães no século XIX, vc questionou três que apenas viveram na Alemanha, mas não teriam de fato sangue alemão. Eu poderia citar vários outros filósofos socialistas de sangue alemão para refutá-lo, mas não preciso fazer isso porque o sangue é irrelevante para a minha afirmação. O que eu quis dizer é que a Alemanha foi um terreno fértil para as ideias socialistas. Não tem a menor importância se Marx era judeu alemão ou qualquer outra nacionalidade, o fato é que a maior parte dos socialistas do século XIX vieram da região onde hoje está situada a Alemanha. Deu para sacar a diferença?
      2) Sobre a interpretação da palavra “trabalho” para Goebbels, primeiro vamos combinar que é uma interpretação bem mais realista, ampla e inteligente que a interpretação limitada marxista, que reduz tudo a uma ridícula luta de classes. Ora, é fato que o socialismo nazista foi mais inteligente e realista que o marxismo, pois ao preservar a propriedade privada e respeitar o esforço individual, o nacional socialismo estava evitando os paraísos dos preguiçosos que se tornaram todos os regimes comunistas, onde pouca diferença fazia em trabalhar muito ou pouco. Sobre o texto do Goebbels, confesso que não o conhecia. E olha que bela surpresa, nem precisei pensar muito para te responder sobre este tópico. No mesmo texto, o Goebbels tira qualquer dúvida que vc tenha levantando. Com a palavra Goebbels: “O Socialismo é a doutrina de libertação da classe trabalhadora. Promove a ascensão da quarta classe e a sua incorporação no organismo político da nossa Pátria, e está inextricavelmente ligado ao rompimento da presente escravatura e recuperação da liberdade da Alemanha”. Veja só como sua visão é deturpada. Vc leu o texto do Goebbels e só viu as discordâncias do nacional socialismo com o marxismo, mas não viu as divergências que ele apontou com os liberais. Ora, é claro que havia sim divergência com os marxistas. Se não houvesse não existiria o Nacional Socialismo. Mas é importante relembrá-lo que o socialismo original não era marxista. Marx veio depois. Portanto, para os nacionais socialistas, Marx deturpou as o socialismo original, criando uma utopia que só os mais alienados esquerdistas acreditaram. Feitas todas as considerações, o fato concreto é que os nazistas foram sim SOCIALISTAS. Mais uma vez, fala Goebbels: “Nós somos socialistas porque nós vemos no socialismo, que é a união de todos os cidadãos, a única hipótese de manter a nossa herança racial e de reconquistar a nossa liberdade política, renovando o nosso Estado alemão…”
      3) Sobre a chegada de Hitler ao poder, não criei nenhuma falácia não. Vc é quem está criando. Hitler nunca conseguiu a maioria de votos necessários. Só chegou ao poder porque convenceram Hindemburg, o vencedor de fato, a dar-lhe o cargo de chanceler. Segue o link da wikipedia que mostra os percentuais de cada candidato tanto no primeiro quanto no segundo turno: http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_na_Alemanha_em_1932
      Ainda sobre este tópico, vc diz tenta me refutar dizendo que os comunistas não se apresentavam como “salvadores da pátria”, visto serem internacionalistas. Uma coisa nada tem a ver com a outra. A expressão “salvador da pátria” tem o sentido de prometer algo melhor, mudar a realidade, resolver a crise. Deu para entender ou quer que desenhe?
      4) “PT? que PT?” O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, mais um partido socialista de origem trabalhista com um líder com grande poder de retórica, com um discurso para agradar os trabalhadores e outro para agradar os empresários, um líder que ficou mais forte politicamente depois de ser preso, que depois que virou político nunca mais trabalhou, que passou mais de uma década fazendo “caravanas” pelo resto do país, candidatando-se em todas as eleições, que nunca se contentou em começar uma carreira pelo legislativo até chegar ao executivo, que fez alianças mais à direita para chegar ao poder, um líder defensor de um estado “forte”, intervencionista, que gostava de semear o ódio, o confronto, de se apresentar como o “salvador da pátria”… E aí? Lembra alguém?
      5) Sobre a frase que Hitler mostra as semelhanças entre o nazismo e o marxismo, vc vem com esta pérola: “e em nada é aí dito que nazismo e marxismo sejam iguais”. Claro que não, ô gênio! Se fossem iguais ambos seriam a mesma coisa. Nunca afirmei que foram iguais, afirmei que o nazismo foi sim um partido de esquerda, um pouco à direita do marxismo, mas ainda assim de esquerda. Sobre a autenticidade ou não da frase, ela veio de um nazista que esteve sim com Hitler (pelo menos quatro vezes), segundo reconhece o próprio contestador. No mais, ela não difere em nada de outras afirmações nazistas, uma delas do próprio Goebbels que vc ingenuamente postou aqui.
      6) “houve um pacto de não-agressão, se alguém traiu alguém, foi Stalin, que quis invadir a Alemanha, mas os seus planos foram descobertos pelos Serviços Secretos alemães”. Cara, confesso que nunca ouvi falar desse plano secreto de Stalin. Isso não altera em nada minha série, mas me ajuda a escrever o próximo post. Não me surpreenderia se for verdade, afinal foram duas raposas socialistas brigando pela hegemonia mundial. Me passa a fonte. Te agradeço antecipadamente. Agora vc ironizar a “traição” de Hitler é não ter o que falar, né? Ehehehehe !!! Quem traiu quem primeiro não importa, o que importa é que os dois historicamente tiveram relações muito mais próximas do que Hitler deixava transparecer nas suas falas.
      7) Sobre Marx “fingir que criticava” os judeus, aí foi demais, cara. Sem comentários! Pior que isso só a citação que vc sugeriu sobre Marx delirando sobre uma futura “república universal”. Quem sabe depois do apocalipse, se vc acreditar, claro! Eheheeh! Sobre uma mentira repetida muitas vezes, concordo com vc, afinal ainda hoje a maioria da população mundial acredita que o nazismo foi o regime mais extremado de direita!!!
      8) “essa só historiadores politicamente correctos é que alimentam”. Mais uma vez não muda nada da essência do meu post. Eu já faço a alusão as divergências dos historiadores sobre este assunto. Não omiti nada.
      9) Sobre a tentativa de golpe comunista que Hitler teria participado em 1918, cito o livro e o autor, mas vc refuta com uma opinião pessoal? Eheeehheeheh!! Que argumento forte, hein?
      10) “não é questão de “anti-semitismo extremado”. é questão de ser contra a supremacia judaica preconizada pelos marxistas e contra o internacionalismo militante”. Não sei o que vc contesta aqui, afinal uma coisa não exclui a outra e ambas as afirmações constam no meu texto. Mais uma “refutação” sem pé nem cabeça, apenas para faze volume no texto. Eheheheeheh!
      11) “ele nunca correu o risco de endeusar um judeu, ele nunca esteve em nenhum partido marxista, e sim num partido operário ou trabalhista, que não era formalmente (nem informalmente) marxista”. Cara, aqui tive vontade de te xingar da mesma forma que vc me xingou, mas não me rebaixar ao seu nível. Primeiro que a frase não tem o menor sentido. O fato de haver líderes comunistas judeus era mais um motivo de ódio de Hitler, fato. E foi isso que falei. Logo em seguida vc contradiz uma outra citação sua reforçando justamente o trabalhismo de Hitler que tentou negar com a citação inicial de Goebbels. Eeheheeheh!
      12) “essa afirmação provavelmente é da autoria de Hermann_Rauschning e Hitler desmentiu à imprensa portuguesa que tivesse admitido comunistas no NSDAP”. Bom, primeiro vc questiona a veracidade da afirmação de Hermann Rauschning que afirmava que Hitler deu ordem de aceitar no partido todos os ex comunistas, depois cita um repórter português justamente com uma pergunta que dá ainda mais credibilidade a afirmação que vc está questionando. Presta atenção na pergunta: “Há quem afirme que muitos comunistas têm ingressado dentro do seu partido, depois das eleições. É verdade?” Ora, onde há fumaça há fogo. O livro de Rauschning foi publicado bem depois dessa entrevista e, como todos podem ver, ele não era o único que percebia ex-comunistas no partido nazista. Se Hitler responde negativamente na entrevista, não significa muita coisa, afinal políticos mentem, principalmente à imprensa. Lula, por exemplo, tem uma coleção de afirmações que desmentem completamente afirmações anteriores.
      13) “quanto à esquerda, essa nunca usa “apelo nacionalista”, só às vezes usa “apelo patriótico” e, mesmo assim, só como propaganda retórica.” Kkkkkkkkkkkk! Realmente existe uma distância abissal entre “apelo nacionalista” e “apelo patriótico”. Nossa que argumento convincente, quebrou a espinha dorsal do meu post! Eheheeheh!
      14) “outra estupidez. o altrúismo de Hitler chegava a isso, sim. e a muito mais.” Nossa, realmente não sabia que Hitler era tão altruísta, acho que merecia o Nobel da Paz! EEheheheheheh! “Hitler considerava a Inglaterra como irmã, não tem culpa nenhuma dos corruptos e vendidos sionistas que tomaram conta da grã-bretanha e que forçaram uma guerra estúpida.” Cara, Hitler considerar a Inglaterra como uma irmã? Será que foi isso mesmo que vc escreveu? Ehehhehheheheheh!
      15) “é mentira pura e simples. é uma caricatura boçal, sem qualquer explicação, prova ou substância”. Nossa! Quanta substância essa sua “refutação”!

      Bom, vou ter que trabalhar agora e vou deixar para comentar as demais “refutações” logo mais à noite. Bom divertimento aos demais leitores!

    • Amilton Aquino says:

      Votei. E a medida em que fui lendo seus “argumentos”, fui percebendo quem vc realmente é: um nazista de merda!!! Aos poucos sua máscara vai caindo a medida em que começa a justificar as ações de Hitler. Primeiro, tenta “contextualizar” o antissemitismo; depois credita a Hitler todos os méritos da recuperação da economia alemã; depois se ressente por ser “confundido” com os marxistas e por aí segue já espumando de raiva. Daí em diante só xingamentos e demonstrações de ódio, traço bem típico dos nazistas que continuam seguindo fielmente seu líder falecido. Por fim, ainda tem a petulância de me chamar de “estrume”! Cara, como alguém em pleno século XXI, depois de ver todo o genocídio provocado por Hitler consegue ainda defender um filho da puta desses? Só mesmo alguém com uma diarreia mental como vc para se passar par este lamentável papel. Vc não merece nem ser respondido, mas vou refutar o resto dos seus vômitos apenas por consideração aos demais leitores. Vamos em frente: 16) “havia razão de ser desse antissemitismo”. Cara, só mesmo a escória da humanidade como vc para achar normal genocídios contra uma população inteira de uma raça apenas porque uma minoria dessa população ocupavam postos importantes na economia. Filho da puta, famílias inteiras foram assassinadas, filhos na frente dos pais e vice-versa, em nome de uma ideologia de merda e vc acha isso justificável? 17) “não só cumpriu a promessa de melhores salários, como aumentou o nível de vida em geral”. Como todo esquerdista, vc acredita mesmo que um salvador da pátria qualquer tem poderes mágicos para criar riquezas e empregos. Vcs desconhecem completamente as leis naturais dos mercados. Não sabem, por exemplo, que depois que a economia chega ao fundo do poço e todos os maus investimentos são liquidados, um novo ciclo de desenvolvimento é iniciado, pois a base de comparação é muito baixa. A partir dos primeiros dados positivos, o otimismo volta e o crescimento vai se acelerando cada vez mais. Não por acaso, as maiores médias de crescimento ocorrem sempre após grandes crises. Com Hitler não foi diferente. Acontece que, como todo populista, ele começou a interferir cada vez mais na economia, criando as distorções que começaram a aparecer já em 36 em forma de inflação. Depois teve que congelar preços, salários até se defrontar com um déficit monstro que foi sendo jogado para debaixo do tapete ate estourar a guerra. Ou seja, se não tivesse afundado a Alemanha na guerra Hitler seria tragado pela próprios alemães, pois o déficit nas contas subia a cada ano, deixando um saldo acumulado de 40 bilhões de Reichsmarks em 1939, 10 bilhões a mais do que os gastos da década. Pode demorar, o progresso artificial promovido com dinheiro sem lastro sempre vem à tona, ou em forma de inflação (como de fato ocorreu) ou via dívidas (como também ocorreu). Mas aí veio a guerra e economia foi para segundo plano e filhos da puta como vc ainda acham que Hitler ficaria imune aos acertos de contas do mercado. 18) “os empresários não são estúpidos e sabem quem é que os defende, e o que lhes convém”. Pois é, boa parte dos mega-empresários preferirem a simbiose de governos populistas do que a concorrência do livre mercado. 19) “e dizer que a Ford foi “obrigada” a simpatizar com Hitler é o cúmulo da indigência intelectual”. Ford simpatizava com Hitler, assim como Peróm, Getúlio Vargas e todos os filhos da puta com tendências autoritárias como vc ainda hoje. Difícil entender, mas a humanidade é assim. Tem gosto para tudo! 20) “há mais em comum entre o nazismo e a ultra-Direita, que entre o nazismo e a extrema-esquerda”. Vindo da sua visão deturpada da realidade, não poderia esperar outra coisa. Pelo menos, os demais esquerdistas que passarem por aqui vão ver que vc, um nazistas, considera o nazismo um regime de centro e não de “extrema direita” como eles dizem por aqui. 21) “se um tipo como tu, pode estar a bater com os cascos num teclado a dizer asneiras sobre o NS, é precisamente graças ao progresso e tecnologia NS que criou o computador”. Até que ponto chega o fanatismo! Hitler criou empregos, criou o computador… Num passe de mágica, os alemães ficaram mais inteligentes porque Hitler subiu ao poder!!! Olha, asno, a maior parte das grandes invenções que revolucionaram o mundo foram impulsionadas pelas guerras, mas não é por isso que vou defendê-las. Desde o início, Hitler tinha em mente a guerra, e é claro que na sua loucura colocou os sempre competentes cientistas alemães para trabalhar em prol de sua loucura. Agora, daí a acreditar que se o nazismo não tivesse existido, o computador também não teria existido, tem que ser muito asno para acreditar nisso. E vc provou ser um.

  6. Alan Patrick says:

    Puxa Amilton! O comentário fascista do Adriano mostra muito bem o grau de autoritarismo, preconceito e racismo da nefasta ideologia fascista, não é mesmo? Na parte em que o fascista Adriano escreveu: “Talvez. O nazismo é um sistema de terceira via. Não de direita.” Esta frase dele é ambígua, vc pode tanto interpretar que ele esta querendo dizer que o nazismo e um sistema de centro como de extremidade. Em nenhum momento ele afirmou com certeza que o nazismo era um sistema de centro, como vc sugeriu na sua resposta. Mas na parte em que o fascista do Adriano disse “Há mais em comum entre o nazismo e a ultra-direita, que entre o nazismo e a extrema esquerda.” Ficou claro neste comentário que para ele(um nazista), há mais em comum entre o nazismo e a ultra-direita(sinônimo de extrema direita), do que para o nazismo e a extrema esquerda. Ou seja, o fascista do Adriano admitiu que o fascismo se encontra muito próximo da ultradireita(extrema direita). Aliás, depois de tudo que ele vômitou de raiva e ódio contra a esquerda, e tendo declarado que há mais em comum entre o nazismo e a ultradireita(extrema direita), do que entre o nazismo e a extrema esquerda, vc ainda acha mesmo que o nazista do Adriano e a nefasta ideologia fascista são mesmo de esquerda?

    • Amilton Aquino says:

      Olá Patrick, nunca estive tão certo. Quanto mais me aprofundo neste assunto, mais convicto fico. Quando digo que o nazismo foi e é de esquerda faço a afirmação e provo o porquê. Cito as raízes filosóficas, todas de esquerda, a trajetória até chegar ao poder, também de esquerda; até o exercício do poder com o forte estatismo característico dos governos de esquerda. Ou seja, não é simplesmente uma opinião do tipo “para mim é de esquerda”, opinião esta que pode de fato variar bastante de acordo com o espectro ideológico que vc está situado. Mato a cobra e mostro o pau. Quanto ao Adriano, pouco me importa o que um nazista pensa. As críticas que ele faz tanto ao capitalismo quanto ao marxismo provam o que vc tenta negar, quando ele diz que “talvez o nazismo seja de centro”. O “talvez” dele de fato deixa uma ambiguidade no ar, mas logo em seguida ele vem com uma categórica: “não é de direita”. E aí sim vc começa a deturpara a coisa, quando tenta interpretar a frase dele colocando o nazismo na extrema direita. Ora, se ele critica os dois extremos e afirmou categoricamente que não é de direita, o que sobra é um viés à direita se tiver que escolher entre a extrema direita e a extrema esquerda. Mas a opinião dele ou sua não vão mudar em nada a essência do nazismo que é sim uma partido socialista, não apenas no nome como também nas ações. Ele, como vc, está impregnado com o marxismo cultural que expandiu o conceito de direita com o objetivo de jogar Hitler no colo da direita. Não por acaso, tanto vc quanto ele estão aqui tentando refutar meus argumentos, o que mostra que ha muito mais em comum entre vc do que comigo. Abraço!

      • Alan Patrick says:

        Ok Amilton, como já disse uma vez, volto a repetir: discordo de vc, mas respeito sua opinião. Ou como diria Voltaire: “Posso não concordar com nenhuma das palavras que vc diz, mas defenderei até a morte seu direito de dize-las.” Dito isto, vamos para mais algumas considerações: Concordo com as críticas que vc faz ao totalitarismo nazi-fascista, o que discordo de vc, é da sua tentativa de jogar a ideologia nefasta do nazi-fascismo para o campo da esquerda. Como já observei em outro momento, o fascismo e o nazismo eram movimentos conservadores, que foram apoiados e financiados por grandes empresários, com o objetivo de garantir a manutenção do sistema de exploração capitalista e de evitar uma revolução SOCIALISTA por parte da esquerda. O fascismo e o nazismo, portanto, não tinha como meta superar as relações de produção capitalista, mas sim conserva-las, tanto que o capitalismo de Estado imperou nesses regimes totalitários. Como vc sabe, o capitalismo tem a versão liberal de livre mercado e a versão capitalista de Estado. No nazi-fascismo de Mussolini e Hitler, foi o capitalismo de Estado que dominou. Mas um dos principais argumentos que me leva a considerar o nazi- fascismo de extrema direita, esta na diferença filosófica da esquerda e da direita, nas ideias de igualdade e de desigualdade. Ora, a esquerda defende a ideia da igualdade social, e a direita defende que a desigualdade social é algo natural! o nazi-fascismo odeia a ideia de igualdade social defendida pela esquerda, e leva ao extremo as ideias da direita na desigualdade humana, por isso o nazi-fascismo e racista e xenófobo, algo que o situa no espectro ideológico da extrema direita. Agora, levando em conta este fator, igualdade e desigualdade para a direita e a esquerda, fica demonstrado que chamar o nazismo de partido de esquerda é totalmente equivocado, visto que o totalitarismo nazi-fascista é sim de extrema direita, possuindo como característica o conservadorismo e a defesa dos interesses da classe dominante e da propriedade privada burguesa, e principalmente por levar ao extremo a ideia de desigualdade humana defendida pela direita. Quanto ao Adriano, em nenhum momento ele afirmou que o nazismo é de centro, vc que afirmou isto. O nazista do Adriano escreveu: “talvez. O nazismo é um sistema de terceira via. Não de direita.” Ora, quando escrevi que a frase dele estava ambígua, me referi a afirmação vaga dele de o nazismo ser um sistema de terceira via. Entre a esquerda e a direita tem o centro(centro esquerda e centro direita), assim como na esquerda e na direita tem as posições de extremo(extrema esquerda e extrema direita). A terceira via que ele afirmou ser o nazismo pode ser entendido tanto como algo de centro(esquerda ou direita), ou como de extremidade(esquerda ou direita). Pelo fanatismo e ódio dele, fica provado que ele se situa no pólo ideológico da extremidade, mais especificamente o da direita, não o de centro(esquerda ou direita). Agora, o que me levou a deduzir que a terceira via que ele se referiu e de fato de extrema direita, está na frase que ele afirma categoricamente logo em seguida: “Há mais em comum entre o nazismo e a ultra-direita, que entre o nazismo e a extrema esquerda.” Ora, a ultradireita e a extrema direita são iguais, o que mostra que para seguidores da nefasta ideologia nazista, como o Adriano, a ideologia do nazi-fascismo é SIM de extrema direita. Com certeza o nazista do Adriano espumou de raiva e ódio quando vc o chamou de “esquerdista”. Agora, vc ter a capacidade de dizer que entre mim e o nazista do Adriano, tem mais em comum do que entre vc e algum de nós dois, confesso que por mais divergências ideológicas que vc e eu possuímos, não esperava esta afirmação da sua parte. Eu sou marxista leninista e adoto como filosofia o materialismo histórico e dialético! A diferença entre mim e o nazista do Adriano e clara, basta ler meu comentário e o dele para perceber a diferença de pensamento. Sou contra o nazi-fascismo e todos os sistemas totalitários de exploração humana, algo que o nazista do Adriano demonstrou apoiar e defender. Abraço!

        • Amilton Aquino says:

          Olá Alan, já conheço os seus argumentos e respeito-os. O problema é que seu ponto de vista parte de premissas falsas, no mínimo utópicas. Primeiro vc usa como parâmetro exclusivo de esquerdismo o marxismo que prega a destruição do regime capitalista. Vc não leva em conta que antes do marxismo existir o socialismo já existia e nunca pregou as utopias marxistas de abolição da propriedade privada e mudanças radicais nos meios de produção. É óbvio que ao propor ideias tão radicais, naturalmente boa parte dos socialistas não iriam concordar com a utopia marxista. E este pessoal continuou defendendo suas vertentes de socialismo conservador que combatiam sim as distorções do sistema capitalista, porém de uma forma mais branda e gradual. Tanto Hitler quanto Mussolini são oriundos desse socialismo. Claro que em relação a revolução proposta por Marx eles são conservadores e, portanto, se identificam mais à direita do espectro ideológico. No entanto, isso não os coloca nem mesmo no centro, quanto mais na extrema direita, como vc diz que são. No máximo centro esquerda. Portanto, considerar o Nacional Socialismo como de direita é o mesmo que dizer que o Socialismo Conservador e o Socialismo Fabiano são de direita, pois ambos nunca concordaram com a proposta radical de Marx de abolir as classes e a propriedade privada, dois dos principais requisitos do capitalismo. O mesmo erro vc comete ao falar de igualdade. Ora, até mesmo no marxismo a igualdade é utópica. Nunca existiu nem nunca vai existir, simplesmente porque as pessoas são diferentes. Também neste ponto, tanto as vertentes socialistas Conservadora, Fabiana, Nazista e Fascista lutavam sim contra as desigualdades de explorações capitalistas e contra a democracia liberal. Portanto, é falsa a sua afirmação de que “o nazi-fascismo odeiam a ideia de igualdade social defendida pela esquerda”. Ora, basta ver os princípios do Nacional Socialismo que citamos no segundo post desta série: “Nós exigimos que o Estado tenha como principal dever prover o sustento de seus cidadãos”. Claro que isso não prega a “igualdade marxista”, mas está bem longe da “extrema desigualdade” que vc atribui aso nazistas e fascistas. Quanto ao Adriano, minha opinião já está bem clara no meu comentário anterior e não vou ficar aqui batendo na mesma tecla. Discordo veementemente quando vc tenta interpretar a terceira via que o Adriano deixa no ar como de “extrema direita”. Terceira via é sinônimo de centro. Se é de centro não pode ser nunca de extremo, no máximo centro direita ou esquerda. E aí vc começa a apelar, amigo. Primeiro, apela ao ódio do cara para justificar a “extremidade”. Depois, quando ele diz que “há mais em comum entre o nazismo e a ultra-direita, que entre o nazismo e a extrema esquerda”. Amigo, não force a barra. Ter mais ponto em comum com um extremo não elimina os pontos em comum com o outro extremo. Mas, como já disse, este é o ponto de vista de um cara com uma visão totalmente deturpada. Sobre as semelhanças e diferenças entre seu ponto de vista e do Adriano, peço desculpas já que vc se sentiu ofendido. Conheço muito bem as diferenças, mas me referi aos pontos em comum incontestáveis entre o nazismo e o comunismo, os quais serão o assunto do último post desta série. Abraço!