Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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O Nazismo foi mesmo de direita? (parte 2)

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Como vimos no post anterior, a base da ideologia nazista foi criada por filósofos socialistas já no século XIX, muito antes de Hitler aparecer para a política. No início do século XX, muitos outros socialistas de menor renome dariam também suas contribuições para formação da ideologia nazista. Um deles foi Paul Lensch. Doutor em ciência política, tornou-se editor de jornais e revistas (juntamente com Rosa Luxemburgo), o que o ajudou a popularizar ainda mais as ideias socialistas. Ele é hoje considerado o pai do Socialismo de Guerra, uma das vertentes radicais que defendia a luta armada para a tomada do poder (assim como o bolchevismo na Rússia), em contraposição as influências do Socialismo Fabiano inglês que pregava uma forma gradual, linha seguida por Gramsci e adotada pelo meio acadêmico desde então.

Em um de seus livros, Lensch faz um relato histórico de como o sistema protecionista adotado por Bismarck, na segunda metade do século XIX, tornara possível na Alemanha uma evolução na concentração industrial e na cartelização da economia, o que caracterizaria um estágio superior do desenvolvimento industrial.

Nas palavras de Lensch, na Alemanha “designada pela história” para representar esta “forma superior” de vida econômica, “a luta pelo socialismo foi sobremodo simplificada, pois neste país, todos os requisitos do socialismo já se achavam estabelecidos. Portanto, era de vital interesse para qualquer partido socialista que a Alemanha triunfasse sobre seus inimigos, para cumprir sua missão histórica de revolucionar o mundo.” Ironicamente tanto Lensch quanto Rosa Luxemburgo (talvez a mais ilustre comunista da história) militaram para o SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD), um dos principais adversários de Hitler na década de 20. Ou seja, as divergências entre nazistas e comunistas eram mais pela disputa pelo poder do que por razões ideológicas de fato.

Apesar das divergências, um ponto em comum unia todos os grupos socialistas e nacionalistas da Alemanha do início do século XX: o ódio às potências capitalistas vencedoras da I Guerra Mundial. Além da Inglaterra, cujo ódio já vinha sendo alimentado por filósofos socialistas desde a revolução industrial, os EUA surgiam agora como o novo império capitalista a ser batido.

Temos aqui um dos principais pré-requisitos para os discursos esquerdistas: um grande inimigo externo. Além de facilitar a canalização do apoio popular e fortalecer os laços de companheirismo entre os participantes dos movimentos de esquerda, o inimigo em comum é uma forma de simplificar a explicação dos problemas para as camadas mais populares, com a vantagem dos acusados não poderem se defender. A lógica é sempre a mesma: “Nós estamos pobres porque eles estão ricos”. Na visão estreita marxista, o enriquecimento de uns é consequência imediata da exploração do trabalho de outros, tese completamente obsoleta que não leva em consideração vários outros aspectos da teoria do valor, desenvolvida por economistas da Escola Austríaca.

Além do inimigo externo, o modus operandis dos esquerdistas inclui também um poderoso inimigo interno: os ricos. No caso específico da Alemanha, uma parcela dos ricos incomodava um pouco mais: os judeus. Era demais para o orgulho alemão ver estrangeiros ricos em meio a miséria do pós-guerra, ainda mais se estes estrangeiros se vestiam diferente e mantinham uma outra cultura em meio aos alemães. Mas, como vimos no post anterior, o ódio aos judeus já era alimentado por filósofos socialistas décadas antes da I Guerra Mundial. Como explicar tal ódio também em época de prosperidade?

Neste caso vamos ter que retornar a Idade Média. Como todos sabem, nesta época o poder da Igreja influía em tudo, inclusive na economia. Durante muito tempo, o veemente combate a cobrança de juros tornava o lucro também uma espécie de pecado, menor que a usura, mas ainda assim algo bastante condenável. Daí um dos motivos da estagnação econômica da Alta Idade Média. A partir do século XIII, com o afrouxamento da patrulha da Igreja, as leis de livre mercado começam a vigorar com um pouco mais de liberdade e algumas regiões da Europa experimentaram uma época de grande aceleração econômica que culminaria com o Renascimento.

Durante todo este tempo os judeus, livres das influencias da Igreja, seguiram enriquecendo espalhados por diversas regiões da Europa. Portanto, o ódio (ou seria a inveja?) aos judeus não foi um fenômeno exclusivo dos alemães, sentimento este que só viria a aumentar nos séculos seguintes com o desenvolvimento do sistema bancário, setor em que os judeus tiveram grande influencia até o início do século XX. E, na esteira do antissemitismo, prosperou também o ódio ao capitalismo, afinal a usura judaica era quase sinônimo de capitalismo, o novo sistema que nos primeiros anos da revolução industrial tinha produzido as cenas terríveis de exploração que inspiraram Marx em sua bíblia esquerdista: o Capital.

Surge o “mito”

E eis que surge Hitler. Depois de servir com distinção na I Guerra Mundial, o militar recebeu a missão de espionar os diversos grupos políticos da época. Um deles em especial chamou sua atenção por ser socialista, antissemita e nacionalista ao mesmo tempo: o Partido dos Trabalhadores Alemães.

Vejam bem. O partido era dos “trabalhadores”. Não era dos empresários, nem da elite ou qualquer força conspiracionista de direita. Para quem acha que o nome é apenas um acidente semântico, seguem alguns trechos do manifesto do PT alemão de 1920:

  • Nós exigimos que o Estado tenha como principal dever prover o sustento de seus cidadãos.
  • Exigimos a abolição da renda que não for obtida por trabalho. A quebra da escravidão dos juros.
  • Exigimos a nacionalização de todas as empresas que se formaram em corporações (trustes).
  • Exigimos participação nos lucros para os trabalhadores em grandes empresas industriais.
  • Exigimos reforma agrária adequada às nossas necessidades nacionais, a aprovação de uma lei para a expropriação de terras para fins comunitários sem compensação; a abolição do arrendamento de terras, e a proibição da especulação com terras.

Era ou não era de esquerda o PT alemão?

Hitler gostou do que ouviu e, em pouco tempo, tornou-se o líder do partido, passando a fazer seus discursos inflamados pelas ruas da devastada Alemanha dos anos 20. Pouco tempo depois, mudou o nome do PT alemão para Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, cuja sigla em alemão”NAZI”, originou o termo nazista, usado pela elite intelectual de esquerda desde então para ofuscar a palavra “socialismo” e empurrar o nazismo para a direita, principalmente após a II Guerra Mundial quando, derrotado por Stalin, Hitler passou a ser negado por antigos simpatizantes de esquerda, como Getúlio Vargas, Perón e Allende, por exemplo.

E mesmo com a mudança de nome, o partido não mudou de ideologia. Seu slogan dizia o seguinte: “O interesse comum antes do interesse próprio. Esse é o espírito do Nacional Socialismo”, o mesmo ideal que inspirou tantos esquerdistas ao longo do século XX a dar suas próprias vidas pela equivocada causa comunista.

Não demorou e o salvador da pátria já tentou chegar ao poder pela primeira vez em 1923, via golpe, claro, uma prática comum na história da esquerda. O golpe foi contido e 18 comparsas de Hitler morreram nos confrontos com a “polícia opressora de direita”, os quais viriam a ser glorificados mais tarde como mártires da luta pela pátria alemã.

O líder, para infelicidade do mundo, foi poupado. Poderia ter sido condenado à morte, mas, no dia do seu julgamento, fez uso da palavra e, como tinha um grande poder de oratória, amoleceu os jurados, contando sua história sofrida de homem do povo, que teria vindo dos confins da Áustria, lutado pela pátria germânica na I Guerra Mundial e blá blá blá. Sensibilizados, os jurados deram apenas cinco anos de prisão ao líder trabalhista, tempo que ele aproveitou para amadurecer ainda mais suas ideias nefastas, além de escrever a primeira edição do seu best-seller “Minha Luta”, que mais tarde viria a se tornar a bíblia nazista.

E como sempre acontece com os líderes carismáticos de esquerda, a prisão serviu também para aumentar ainda mais a popularidade do representante dos trabalhadores alemães, que passou a receber ilustres visitas em sua bela cela com vista para o campo.

Livre e de volta às conspirações, Hitler já era um homem rico e não precisava mais trabalhar. Resolveu iniciar uma caravana por toda Alemanha, chegando a fazer cinco comícios por dia. Com a ajuda de um publicitário competente, fez imagens aéreas das multidões as quais passaram a ser exibidas nos comícios seguintes, ajudando a aumentar ainda mais a popularidade do salvador da pátria (qualquer semelhança a outros líderes carismáticos de esquerda não é mera coincidência).

Apesar de todo esforço e do crescimento exponencial de sua militância durante a década de 20, as duas primeiras tentativas de chegar ao poder pela via democrática foram frustradas. Mas Hitler não desistiu. Arregaçou as mangas, continuou sua caravana até ser finalmente chegar ao poder em 1933.

Como todos podem ver, Hitler não precisou inventar nada. Já encontrou uma ideologia pronta, criada por socialistas. Sua contribuição foi uma dose de populismo, uma das principais características dos esquerdistas de todo o mundo que tentaram chegar ao poder pelas vias democráticas.

Resta, portanto, uma dúvida, que é também o principal argumento dos esquerdistas para jogar Hitler no colo da direita: como o nazismo poderia ser de esquerda se Hitler era inimigo dos comunistas?

Mas este já é assunto o próximo post desta série. Até lá.


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Nota posterior a publicação deste artigo:
Muito mais semelhanças entre o petismo e o nazismo você pode encontrar no recente artigo “Recado ao PT: o Brasil não é nazista” do Instituto Liberal.

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18 Responses to O Nazismo foi mesmo de direita? (parte 2)

  1. Denis Pereira says:

    Amigo, vc poderia citar as fontes deste seu post? Já tinha lido algo parecido com o que vc defende, mas nada tão contudente.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Denis. A maior parte das citações vieram do livro “O caminho da servidão”, de Hayek. O resto vem de muita coisa que leio na web, artigos, documentários. Terminei de ler nesta semana o novo livro de Narloch que também defende uma tese semelhante. Qual sua dúvida?

  2. Cristian Yanzer says:

    Fantastica leitura!

  3. Felipe says:

    vc diz sobre a necessidade do socialismo de um grande inimigo externo, mas isso é falacioso, o capitalismo igualmente se usa desta tática, contra o comunismo!! E inclusive houve muita perseguição aos ditos “comunistas” em território americano, por exemplo (o inimigo interno), que o Macartismo o diga.
    O texto todo é uma grande falácia,

    • Amilton Aquino says:

      Para toda ação existe uma reação, amigo. Elementar. O comunismo na primeira metade do século XX estava em seu auge, promovendo revoluções em vários países, justamente no momento em que o capitalismo atravessava a sua pior crise. Natural que os norte-americanos reagissem a ameaça vermelha, principalmente em seu próprio território. O fato concreto é que em todos os governos de esquerda a sociedade é estimulada a odiar o grande inimigo externo capitalista, hoje personificado no império da vez, os EUA. Na época de Hitler, era a Inglaterra. Isso não é falácia. É fato. Vamos discutir outra “falácia”?

      • Felipe says:

        Claro! estou sempre aberto a discutir falácias. O nazismo podia muito bem se opor ao capitalismo, que era sim, uma força a se considerar, e muito mais próxima de seu país, porém escolheu o comunismo porque? Deixo vc pensar nisso.
        Porém, isso me deixa dizer ainda mais dos erros grosseiros que se encontram no texto:
        As características que foram abordadas são de regimes ditatoriais, não de regimes socialistas, ou vc acha que todo socialismo é uma ditadura? O fato do nazismo ser de direita meu caro, é histórico, história estaque o autor do texto deveria ter estudado com mais afinco…

        A Alemanha tornou-se um país republicano em 1918, com a fundação da República de Weimar.
        Desde a fundação do II Reich, em 1871, a Alemanha conheceu um grande processo de desenvolvimento industrial, equiparando-se às grandes potências da época em vários setores da produção. Mas desde logo sofreu uma ruptura profunda no seu interior, entre uma classe formada pela alta nobreza e pela alta burguesia e uma classe trabalhadora que exigia também a participação no poder, o que lhe era veementemente negado.
        A rendição militar e a profunda crise financeira abalaram profundamente as estruturas do país, possibilitando uma rápida polarização, que na prática fez com que a República nascesse destinada a morrer. Desde o final da Guerra a preocupação da maioria dos alemães foi encontrar um culpado para a derrota. A elite militar e empresarial, os meios de comunicação, radicalizaram seu discurso autoritário e preconceituoso, no sentido de propagar a idéia de não houve uma derrota militar, mas sim um ato de traição de grande parcela da sociedade por parte dos partidos de esquerda e os judeus. Acusavam ainda a Paz de Versalhes pela situação de ruína do país, imposta pelas grandes potências e aceita pelos republicanos, apresentados então como os traidores da pátria.
        Os conservadores de direita defendiam a reorganização da monarquia e os mais radicais propunham uma ditadura; enquanto que os grupos de esquerda criticavam as reformas republicanas como insuficientes. Desde o início caracterizou-se uma profunda polarização ideológica, com forte efeito sobre os grupos de centro e a maioria da sociedade, situação reforçada pelo constante e rápido agravamento da crise econômica.

        ———– A formação do partido nazista
        Desde o final da guerra, com a acentuada polarização entre forças de direita e esquerda, surgiram diversos agrupamentos políticos. Cerca de 70 desses grupos possuíam discurso fascista, culpavam os judeus, liberais e marxistas pela derrota na guerra.
        Em 1920 foi criado o Partido Nacional Socialista e definiu seu programa político, caracterizado pelo anti-semitismo, extremo nacionalismo e críticas ao socialismo em geral. De um conjunto de 25 pontos do programa do partido, vários referem-se aos judeus, exigindo que sejam eliminados dos cargos públicos e da imprensa, exigindo uma legislação específica para os mesmos, que seriam comparados a estrangeiros. O discurso radical contra os judeus foi um dos fatores de atração sobre outros partidos de extrema direita e grupos anti-semitas; outro fator foi a capacidade retórica de Hitler e toda a encenação montada para seus discursos, e ainda a incorporação de grupos paramilitares, devido a suas relações privilegiadas com o exército.
        No período de 3 anos o partido cresceu de forma significativa chegando a 55 mil filiados, sendo que parte significativa eram quadros da burocracia do governo, militares e elementos da alta burguesia que enxergavam o NSDAP como uma força significativa na luta contra os grupos de esquerda.

        ———— OS EFEITOS DA CRISE DE 29
        O processo eleitoral de 1930 foi fortemente influenciado pelos efeitos da crise econômica. O Partido Nazista reforçou sua ação propagandística baseada no ataque aos “inimigos do povo alemão”, numa referência principalmente aos judeus, ao mesmo tempo em que realizou ações concretas, como a doação de sopa aos pobres e manteve a violência de seu grupo paramilitar contra as associações e partidos de esquerda. Os nazistas procuravam reforçar a imagem de modernidade tecnológica, de decisão e de ativismo jovem.
        Ao mesmo tempo as forças do governo alemão entram em crise. Destaca-se cada vez mais a figura de Alfred Hugenberg, o magnata da imprensa alemã, representando a direita conservadora, responsável por forte oposição à república.
        Nas eleições para a assembléia Nacional, assim como nas eleições nas províncias, o partido de Hitler amplia sua votação, em detrimento dos partidos políticos de centro. O poder estava nas mãos do marechal Hindenburg, monarquista tradicional que, com uma política dúbia, evita a ascensão de Hitler, mas ao mesmo tempo abre caminho para que os grupos conservadores se consolidem no poder. A crise institucional resultante mais uma vez beneficia Hitler.Em 30 de janeiro de 1933 o presidente Hindenburg entrega o poder a Hitler. Na prática essa foi a forma que os mais variados grupos conservadores, representando diversos setores da elite encontraram para preservar seus privilégios, recuperar o poder e instaurar um Estado autoritário. Não só a elite apoiou a ascensão do Führer, grande parcela da sociedade o fez, refletindo as incertezas da situação de miséria que se ampliava no país.

        • Amilton Aquino says:

          Olha, nem li todo o texto que vc postou, pois percebi que era um copy/paste de algum lugar (mais precisamente do site historiananet.com.br. Segue o link: http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=381). Até onde li, não vi nada que contradiz minhas “falácias”, mas vou ver com mais calma logo mais à noite posto aqui minhas impressões. Continuo esperando seus argumentos de fato. Seja específico. Cite um trecho pelo menos do meu texto apontado em que vc discorda como vc fez no outro comentário e aí podemos debater de fato debater. Copiar e colar texto aqui não é debate.

          • Felipe says:

            A intenção do texto foi mostrar que historicamente o nazismo possui características de direita, embora seja uma direita ditatorial, o que aparentemente gera muita confusão quando não se entende bem o que é o socialismo e a democracia. Mas já que vc quer debater o texto, tubo bem, eu topo, porém vou fazer isto com todo o texto, começando por:
            “……De Fichte, um socialista utópico precursor de Marx, Hitler herdou as ideias anti-semitas. Segundo ele, “permitir que os judeus se tornassem cidadãos alemães livres feriria a nação alemã”. Fichte é também considerado o pai do nacionalismo alemão, uma das bases do regime nazista e todos os seus derivados…….”
            Isto está incorreto, se forem observadas as raízes de Hitler, a Sociedade Thule, esta por sim mesma considerava o povo alemão como uma raça pura, não contaminada e os Judeus na verdade eram enxergados como poluidores da raça e da cultura germânica. Fichte nada teve a ver com o anti-semitismo, somente no idealismo alemão… Algo que inclusive deveria ser aplicado aqui no Brasil.

            Dando prosseguimento ao texto

            “Marx foi além e afirmou, categoricamente, sobre os poloneses, as primeiras vítimas de Hitler: “as classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições da vida devem deixar de existir. Elas devem perecer no holocausto revolucionário””
            Esta afirmação carece de fontes.
            porém, como dito no próprio trabalho de Hitler, ele ter aprendido marxismo a fim de lidar com a dialética deles, na discussão com marxistas, “incorporando-a para os meus fins”.
            Se isto não é oposição, desde as raízes, realmente não sei o que é.

            Prosseguindo….

            “”Há uma vida superior a vida individual – a vida do povo e do estado – e a finalidade do indivíduo é sacrificar-se por esta vida superior. Nada mais nazista (e socialista eu diria – ou seria o contrário?).””
            Aparentemente o autor desconhece o que é socialismo de fato. NADA indica que o socialismo o indivíduo deve se sacrificar pelo estado, o ideal socialista é somente: Organização econômica de propriedade pública, distribuição mais igualitária dos bens e igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. PONTO.
            O resto, é alienação hollywoodiana.

            Bem, o segundo post comento no outro dia. Boa diversão.

          • Amilton Aquino says:

            Li todo o texto da historiananet que vc postou. Nada diferente do que estamos acostumados ver por aí. Ou seja, mais um texto escrito por historiadores esquerdistas com o objetivo claro de jogar Hitler para direita para fazer um contraponto aos genocídios de Stalin. Valorizam a disputa com os comunistas e o apoio dos empresários, mas escondem o programa socialista do partido nazista. Algo como se o PT, ao receber apoio de empresários, tivesse se tornado um partido de direita! A resposta para este texto vc encontra no terceiro post desta série. Resumindo, o povo alemão tinha na presidência um social-democrata que não conseguia debelar a crise, mas que mesmo assim ficou em primeiro lugar nas eleições de 1933; dois partidos socialistas radicais com votações crescentes a cada eleição (nazista e comunista, respectivamente no 2º e 3º lugares) e um partido de direita com uma votação inexpressiva em 4º lugar. Portanto, o Partido Popular, de direita, diante do impasse eleitoral que se formou já que nenhum dos quatro conseguiu a maioria necessária, resolveu apoiar Hitler, convencendo o presidente Hindemburg a aceitar Hitler como chanceler, pensado eles que conseguiriam controlar a fera e, de quebra, afastar o perigo comunista. Um ano depois Hindemburg morreu e Hitler incorporou também a presidência e estendeu seus tentáculos em tudo, inclusive nas empresas dos capitalistas que o apoiaram de início, mas que arrependeram-se redondamente depois que os soldados nazistas montaram guaritas nas suas empresas. E estes historiadores de esquerda ainda tem a cara de pau de dizer que Hitler era de “extrema direita”!
            Agora vamos as “falácias”. Vc atribui o antissemitismo nazista apenas a Sociedade de Thule, descartando qualquer influência dos filósofos socialistas que citei. Acontece que a tal sociedade mística só surgiu décadas depois dos socialistas antissemitas que citei. Na verdade tal sociedade é mais uma entre outras que receberam influencias de tais filósofos. O contrário é que não pode ser, afinal ainda não dá para voltar no tempo, né?
            Sobre Marx, não é de estranhar que historiadores esquerdistas questionem a fonte da afirmação antissemita do seu “deus”, no entanto, existem também outras afirmações bem constrangedoras dele de cunho racista que não “carecem de fontes”, e que seus defensores fazem um malabarismo incrível para “contextualizar” o racismo marxista.
            Sobre as influências do marxismo em Hitler, na terceira parte desta série publiquei um trecho de uma fala de Hitler que que o contradiz completamente. Com a palavra Adolph Hittler: “Eu aprendi muito do marxismo, e eu não escondo isso (…) Todo o Nacional Socialismo está contido lá dentro (…) O nacional socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democrática (…) Não é a Alemanha que será bolchevisada, é o bolchevismo que se tornará uma espécie de nacional socialismo. Aliás, existem entre nós [nazistas] e os bolchevistas mais pontos comuns do que há divergências, e, antes de tudo, o verdadeiro espírito revolucionário, que se encontra na Rússia como entre nós, por toda a parte onde os marxistas judeus não controlam o jogo. Eu sempre levei em conta esta verdade [os pontos comuns entre comunistas e nazistas] e é por isso que eu dei ordem de aceitar imediatamente no partido todos os ex comunistas.” E vc vem me falar de oposição? Por acaso o PSTU pode ser considerado de direita por fazer oposição ao PT?
            Sobre o socialismo perfeito que vc imagina, ele só existe na sua cabeça. Em todos os países em que implantaram a tal revolução socialista, o resultado foi autoritarismo, polarização da sociedade, mortes, atraso tecnológico e escassez. Como vc pode ver, me diverti muito com seus comentários. Manda mais “falácias”.

          • Felipe says:

            Estranhamente, tive a mesma impressão sobre o texto deste aluno, nada diferente do que estou acostumado: Uma pessoa que desconhece história e que quer jogar Hitler para a esquerda, a fim de afirmar que nunca ouve uma ditadura de direita. A diferença é que o meu é simplesmente uma lição de história… (não sei o que vc discordou nisso)
            Tentam usar características de ditadura como se fossem de regimes comunistas para tentar criar um vínculo.
            Quanto ao PT, quem disse algo quanto a isso(???) Bem, vou ignorar esse pedaço.
            sim o povo alemão tinha um presidente social-democrata, antes de Hitler, que não conseguia debelar a crise (nenhuma novidade quanto a isso, até no cenário político atual), que mesmo assim ficou em primeiro lugar em 33, também nada de se espantar, FHC foi reeleito no Brasil, mas quanto
            “dois partidos socialistas radicais com votações crescentes a cada eleição (nazista e comunista, respectivamente no 2º e 3º lugares)” opa!! o partido comunista é socialista, já o nazista foi “direitizado” por Hitler, segundo o texto HISTÓRICO que te passei. (Já que vc afirmou sua frase, me dá o direito de dizer esta.)

            Mas continuando o texto, eles elegeram Hitler com a intenção se segurar o comunismo, nisso vc está certo, mas está errado quanto a Hitler “estender os tentáculos”, ele não conseguiria fazer isso sem apoio do partido direitista em poder…. Isso é bem óbvio,

            Além, de que mesmo ele sendo comunista (o que é errado, em minha opinião), elege-lo chanceler não iria impedir o avanço comunista no país, afinal eles queriam mudar o regime da Alemanha… E os comunistas não estariam nem um pouco satisfeito com ele depois do que ele escreveu no mein kampf (meu ultimo post). Vc foi bem incoerente nesta afirmação, percebe? Mas isso foi influência do texto acima.

            Eu não descartei, as ideias não eram anti-semíticas, a falácia foi sua, e vc não pode afirmar que Thule surgiu a partir das ideias dos filósofos socialistas (???) isso não faz sentido algum.

            Mas, postarei a história (verdadeira) da fundação de thule.
            “No século XX, é relacionada ao Grupo de Thule este fundado em 17 de Agosto de 1918 por Rudolf von Sebottendorff em Munique. O nome Thule é derivado da ilha mística Thule. O seu nome original era “Studiengruppe für germanisches Altertum” (Grupo de estudo para antiguidade germânica), mas em breve com a formação do Grupo de Thule, este começou a disseminar propaganda anti-republicana e anti-semítica. A Sociedade Thule, existe a cerca de 1.200 anos e desde sua fundação, teve como objetivo a promoção das antigas tradições religiosas européias, tais como o Druidismo, o Wotanismo, o Woragsmo, a Asatru e a Vanatru, desde sua fundação ela sempre foi dirigida por Druidas e Ghodis nos cargos de Grão Mestre e Venerável.”
            fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade_Thule
            Procure estudar mais a história da Alemanha;

            Quanto a frase de Hitler, também existe a frase que ele diz combater o socialismo, está no meu outro post (e foi ignorada),
            E, quanto ao Nazi ter origens esquerdistas, lembremos que o neo-liberalismo (esquerda) tem origens na direita…. Isso não quer dizer absolutamente nada em dizer que o nazismo é uma política de esquerda.

            Não disse que o Nazismo é de direita por fazer oposição a esquerda, mas o é por uma questão histórica.

            Eu estou me divertindo também, é fácil quebrar seus argumentos falaciosos. Vc não deveria se fundamentar no texto de um estudante para formar sua opinião, só uma dica 😉

          • Amilton Aquino says:

            Texto de aluno, que aluno? E se eu fosse aluno, qual seria o problema? Por acaso vc é professor? Se for, pior para vc, meu caro, pois além de estar apelando para a conhecida falácia do apelo a autoridade, está cada vez mais enrolado nos argumentos. Vc chegou aqui dizendo que meu texto era falacioso, citando o Macartismo. Refutei e o assunto morreu. Pedi então para vc ser mais específico para debatermos de fato o que vc acha que é falácia. Então vc fez um copy/paste de um texto da web e colou aqui. Detectei o plágio e cobrei um debate de fato, onde vc apontasse as supostas falácias do meu texto. E aí finalmente vc fez três citações, as quais também refutei. Duas delas, vc não tocou mais no assunto (considero resolvidas?), focando apenas no caso do Grupo Thule. Então vamos falar um pouco mais sobre este assunto. Ora, isso não contradiz nada do meu texto. O que mostrei com as citações de vários filósofos socialistas do século XIX é que as ideias antissemitas não foram inventadas pelo nazismo. Já existiam bem antes e eram alimentadas por figuras ilustres do socialismo, incluindo o próprio Marx. Portanto, nada mais natural para um partido socialista ser influenciado por filósofos socialistas, não? Se o grupo Thule somou um caráter místico ao Nacional SOCIALISMO ou ampliou o sentimento antissemita, isto em nada contradiz o meu texto, soma apenas. Não citei a Thule no meu texto porque o assunto misticismo é secundário. Ponto. Sobre o copy/paste que vc postou, não dei muita atenção a ele, pois como comentei é apenas a opinião de mais um marxista deturpando a história e não vale a pena refutar cada parágrafo. Minha refutação já está bem clara nos meus textos. Quem se dispôs a refutar alguma coisa aqui foi vc. Então, faça o que prometeu. A parte que me propus (refutar a versão marxista/granscista sobre o nazismo) já estou fazendo. E para isso não uso falácias, uso principalmente falas de filósofos socialistas, do próprio Hitler, alem de trechos do manifesto do PT alemão! E aí, o que vale mais? A fonte direta ou a interpretação deturpada de um marxista cego pela ideologia? Aliás, dando uma olhada rápida aqui no seu texto anterior vi uma provocação sua que deixei passar por desatenção. Segue “O nazismo podia muito bem se opor ao capitalismo, que era sim, uma força a se considerar, e muito mais próxima de seu país, porém escolheu o comunismo porque?” Então vou agora te responder com mais uma fala do próprio Hitler: “Nós somos socialistas, nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual de exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua ultrajante avaliação de um ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade ao invés de responsabilidade e comportamento, e nós estamos determinados a destruir esse sistema, custe o que custar”. Claro que ele não falava isso para os empresários, pois, como todo populista, o líder do PT alemão sabia muito bem moldar o discurso a platéia, assim como o líder do PT brasileiro. E aí vc vem ironizar porque ignorei um trecho do texto “HISTÓRICO” que você postou que dizia que Hitler combateu os socialistas? Não, professor! Aprenda do aluno aqui. Ele não combateu o socialismo, até porque seu partido era socialista no nome, no programa, na prática estatizante,intervencionista e autoritária, algo comum a todas revoluções socialistas que se seguiram em diversas partes do mundo. Ele combateu sim os comunistas, por divergências específicas, pois nas linhas gerais, ele mesmo admitiu que o Nacional SOCIALISMO estava contido no Marxismo, como citei no último comentário. Quer que cite de novo? Mas vamos em frente. Vc tenta ironizar e novamente se dar mal. Para os demais leitores se situarem, vou citar algumas frases do meu interlocutor entre aspas. Volto logo em seguida. Vejamos: 1) “Uma pessoa que desconhece história e que quer jogar Hitler para a esquerda, a fim de afirmar que nunca ouve uma ditadura de direita”. Onde eu falei que nunca houve uma ditadura de direita??? Está deturpando minhas palavras, professor? Que feio, heim! 2) “Tentam usar características de ditadura como se fossem de regimes comunistas para tentar criar um vínculo”. Ok, então me diz um único regime comunista que não foi autoritário? Professor, está com amnésia? É assim que vc quer me dar uma “lição de história”? 3) “Quanto ao PT, quem disse algo quanto a isso(???)”. Professor, vou desenhar para vc. O argumento mais forte que vc apresentou até agora para sustentar a tese de que Hitler foi de direita foi o fato dele receber apoio de uma parte do empresariado. Então respondi que isso não significa nada, afinal Lula também recebeu apoio de empresários e nem por isso é considerado de direita. Deu para entender ou quer que desenhe mais um pouco? 4) “opa!! o partido comunista é socialista, já o nazista foi “direitizado” por Hitler”. Opa digo eu!!!! Aqui temos uma pequena evolução no seu rasciocínio. Ora, se vc admite que Hitler “endireitou” o Nacional SOCIALISMO, então vc está admitindo que, pelo menos no início, o partido de Hitler era de fato de esquerda! Neste caso, professor, vc nunca poderá dizer para os seus alunos que o Nacional Socialismo foi de “extrema direita” como tantos outros textos “históricos” que encontramos por aí. No máximo de centro, mas nunca de direita, se vc tiver honestidade intelectual, claro. 5) “vc está errado quanto a Hitler “estender os tentáculos”, ele não conseguiria fazer isso sem apoio do partido direitista em poder”. Amigo, ele precisou do Partido Popular (este sim de direita) apenas para chegar ao poder, mas como vc sabe, tal partido era bem raquítico, teve uma pequena fração dos votos dos demais partidos. Depois que Hitler chegou ao poder, um abraço! Ele fez o que quis. Não havia ninguém acima dele. O cara passou a ser reverenciado. Quem ousaria a manipulá-lo? 6) “Além, de que mesmo ele sendo comunista (o que é errado, em minha opinião), elege-lo chanceler não iria impedir o avanço comunista no país, afinal eles queriam mudar o regime da Alemanha… “. Professor, aqui vc se superou! Que confusão dos diabos é esta? Primeiro vc levanta a hipótese de Hitler ser comunista (????), depois vc se contradiz, voltando atrás na opinião que vc tinha concordado comigo anteriormente, quando afirmei que o apoio do Partido Popular a Hitler era uma forma de conter o avanço comunista! Em seguida vc levanta uma hipótese do que não ocorreu, afinal Hitler conseguiu sim conter o avanço comunista na Alemanha. E pra finalizar a frase sem sentido nenhum, vc diz que “afinal eles queriam mudar o regime da Alemanha”. ohoooooo!! Pior (se é que é possível piorar isso) vc ainda tem a cara de pau de fechar o “raciocínio” com mais uma tentativa fracassada de ironia: “Vc foi bem incoerente nesta afirmação, percebe?” Caramba! depois de tudo isso eu fui o incoerente!!!!! 7) “E, quanto ao Nazi ter origens esquerdistas, lembremos que o neo-liberalismo (esquerda) tem origens na direita” O que uma coisa ter a ver com a outra? Neoliberalismo de esquerda? Essa é nova para mim, professor. Desde quando? 8) “Isso não quer dizer absolutamente nada em dizer que o nazismo é uma política de esquerda. Não disse que o Nazismo é de direita por fazer oposição a esquerda, mas o é por uma questão histórica”. E o samba do crioulo doido continua. Primeiro não diz nada com nada. Depois, surpreendentemente, releva o principal argumento que os historiadores marxistas se apoiaram para jogar Hitler no colo da direita, o fato dele perseguir os comunistas. E, por fim, vem com o argumento triunfal que tira todas as dúvidas sobre o motivo do debate: Hitler foi de direita por uma questão HISTÓRICA! Depois ainda tem a capacidade de tentar ironizar, dizendo ser fácil “quebrar meus argumentos falaciosos”! Professor, vc estava realmente sóbrio quando escrever este infeliz comentário? Olha, não sei para vc, mas para mim este debate está fortalecendo ainda mais meus textos, afinal os internautas estão vendo aqui, na prática, a comprovação da tese central da série de posts: a deturpação dos fatos por historiadores marxistas reproduzida por professores mediocres, sem nenhum senso crítico.

  4. Gilx says:

    Felipe é o típico “professor” marxista da área de Humanas formado pelo nosso MEC (Ministério da Educação Comunista). Copiou um texto na maior cara de pau, esquecendo que existe na internet uma ferramenta poderosa chamada “Google” para pegar qualquer malandro com ares de gostosão. Esperemos que não seja um novo Allan Patrick, que sempre regurgitava as mesmas longas respostas, feito gato correndo atrás do próprio rabo.
    Como bem resumiu Eric Voegelin: marxismo é vigarice.

    • Amilton Aquino says:

      Gilx, vou te confessar uma coisa. Eu até gosto desses embates. Não sou dono da verdade, mas até chegar as minhas convicções atuais percorri um longo caminho. Na verdade já pensei como a maioria dos meus interlocutores. Se alguém consegue mudar alguma coisa na minha opinião (e isso já aconteceu), para mim isso é apenas parte do meu aprendizado. Não é fácil para ninguém reconhecer que estava errado. Já passei por isso várias vezes. Quando o mundo comunista ruiu, fiquei muito perturbado. Quando estourou o escândalo do mensalão, fiquei atordoado. Durante muito tempo relutei a acreditar que Lula sabia daquilo, tentava me enganar tentando acreditar que ele realmente não sabia de nada, afinal até então eu era um defensor fanático de Lula. Cheguei a brigar com familiares em sua defesa. Enfim, quando a realidade se sobrepõe a suas ideias, vc só tem duas opções: ou vira um fanático lutando contra a realidade ou a aceita. Eu aceitei.

  5. Kleber Cerqueira says:

    Prezado Amilton.
    Acrescentando um fato histórico ao comentário do Felipe sobre comunistas perseguidos nos EUA durante o Macartismo..
    Se vc tiver tempo, dá uma lida na resenha do livro “The Forsaken” de Tim Tzouliadis (link abaixo), que conta a estória de alguns milhares de americanos, na sua maioria operários da indústria automobilística, que foram seduzidos pela canto da sereia soviética e acabaram executados ou presos na Sibéria. Abraço. Kleber.
    http://darussia.blogspot.com.br/2013/02/desamparados-tragedia-dos-americanos-na.html

    • Amilton Aquino says:

      Meu amigo, quanto mais mergulhamos neste assunto, mais atrocidades aparecem e mais as peças do quebra-cabeças se encaixam. E veja que não é apenas um livro que traz estas informações. Alguns são bem antigos, do final da década de 70. Dei uma pesquisada rápida nos títulos e não encontrei um único publicado no Brasil. Por que será? Porque o mercado editoria brasileiro, reflexo do famigerado Marxismo Cultural que domina nosso meio acadêmico e imprensa, não deixou. Enquanto estes livros eram censurados no Brasil, porcarias como “A ilha” de Fernando Morais passou 60 semanas no top dos mais vendidos. Que raiva que sinto hoje só de pensar que um dia já defendi esta porcaria de comunismo. Obrigado pelo link. Vou procurar este livro.

  6. PepiBahia says:

    Resolvi ler os demais textos do teu blog sobre o nazismo para saber a relevância das informações aqui constadas no nível histórico e es que de cara, no primeiro texto após o que iniciamos um debate, logo de cara, as primeiras linhas são:

    “Como vimos no post anterior, a base da ideologia nazista foi criada por filósofos socialistas já no século XIX, muito antes de Hitler aparecer para a política.”

    Qual a fonte que tu utilizou para proferir tais absurdos?

    Aquele que se deu o minimo trabalho de estudar o Nazismo além do que dizem os autores revisionistas (como Hayek e Von Mises (o qual tenho a leve impressão que tu plagiou na resposta anterior à minha, mas “esqueceu” de dar os créditos e sequer citou-o como fonte) sabe que isto que tu postou foi uma barrigada… das grandes. O problema é que aqueles que leem o seu blog pela raiva ao PT, já que tu adora atacar o Lula por aqui, vai acreditando em tudo o que tu escreve.

    Mas façamos o favor de desmitificar tamanha “pedrada” na História:

    Os principais autores utilizado por Rosenberg (espero que não só saiba quem é, mas que saiba sua contribuição para as ideias do NSDAP) para a construção da doutrina nazista, e que está muito bem enunciado na obra de William Shirer, “Ascensão e Queda do III Reich) – novamente digo pra você, qualquer autor que queira ser levado a sério no debate ideológico sobre o nazismo, tem a OBRIGAÇÃO de lê-lo antes de reproduzir informações sobre o tema – foram:

    – Gobineau: filósofo RACISTA francês, principal contribuinte da ideia de que a miscigenação da raça leva a uma degradação da humanidade, dai a ligação do nazismo com os mitos nórdicos do “Arianismo” e o “Super-Homem” o qual o “personagem” de Nietzsche foi vítima e, na sequência, a teoria do “Herrenvolk”, onde os descendentes dos arianos seria a “Raça Superior”, um “Povo de Sehores”;
    – Fitche: principal expoente filosófico do “idealismo alemão”, o qual contribuiu para o pseudo “racionalismo” do pensamento nazista de superioridade da cultura alemã, expressada pelo que ele chamou de “Völksich”, onde o povo alemão deveria se unir para combatar os seus inimigos. Este conceito é característico muito mais pelo NACIONALISMO do que pelo Socialismo do povo alemão. E todos sabemos que NACIONALISMO é uma doutrina tipicamente de Direita, já que, em miúdos, privilegia a “burguesia nacional”, não é mesmo?;
    – Wagner: (Grande) músico, produtor e criador de óperas alemão, o qual buscou inspirações na mitologia pagã dos povos antepassados da Germânia para compor suas obras, foi utilizado pelos nazistas como representação “culta” máxima da expressão cultural e artística alemã;
    – Ratzel: Contemporâneo da expressão histórica máxima do capitalismo financeiro, o Imperialismo, foi o criador da teoria do “Espaço VItal” (Lebensraum), onde para compensar a unificação tardia alemã, a nação deveria buscar os recursos naturais não na África ou Ásia (já ocupada por outras potências CAPITALISTAS europeias, principalmente Inglaterra e França), mas sim no Leste (que naquele período, século XIX, era formado sobretudo pelo Império Russo, extremamente atrasado, já que a Revolução Burguesa naquele país e não tinha, ainda, desenvolvido seus meios-de-produção para aproveitar os extensos recursos naturais disponíveis em seu imenso território).

    Em resumo, o que eu quero dizer é: não da pra levar um texto a sério quando se faz uma afirmação de que a base filosófica do nazismo é de autores socialistas, com ideias socialistas.

    Não sou comunista, não voto em legenda, não gosto do PT, mas o que tu está fazendo é ASSASSINAR A HISTÓRIA e tentar deturpar o que foi o nazismo!

    Isso é IMORAL, Falsidade ideológica e SUJO! Não digo MENTIRA, pois nem eu mesmo sei se tu tem consciência da tamanha, desculpe a expressão, besteira que tu escreveu. E aqui incio o processo de desmascarar o teu pensamento Amilton. Ele está equivocado! E como está equivocado!
    Não me preocuparia se não visse o tamanho de postagens e “views” que tem teu blog!

    Não li sobre os outros temas, mas sobre o “Nazismo”, esse seu objetivo desenfreado, desesperado de tentar limpar o nazismo e sua relação com a burguesia e a direita alemã, em resposta ao comunismo, é complicado!

    ATENÇÃO TODOS OS LEITORES:

    Se querem um conselho de alguém formado em História: Muito cuidado com o que vocês leem na internet e que não tem qualquer citação as fontes que sustentam os argumentos.

    Vejo muitas postagens neste blog, mas todas elas carecem de FONTES que sustentem os argumentos. E como estamos falando de história aqui, o autor deveria ter o comprometimento ético de pelo menos citar a referência bibliográfica utilizada, o que não foi feito!
    Isso é típico dos revisionistas. Por isso, CUIDADO! Muito cuidado com os revisionistas!!!

    • Amilton Aquino says:

      Opa! Levou um banho no comentário do dia 31, baixou a crista mas agora já se assanhou de novo! Calma amigo! Vc é o segundo “historiador” que aparece por aqui. Não pense que vai me assustar apelando para “autoridade” do seu diploma. Vc tem que trazer argumentos de fato e isso, até agora, vc não conseguiu. Vc diz que cometi uma “barriga”, mas esqueceu que no último comentário foi vc quem cometeu o erro elementar de confundir esquerdismo com marxismo. Como vc conseguiu, “historiador”? Ah, e minha resposta não foi plágio não. Perceba que ela foi feita sob medida para o seu comentário. Pode pesquisar. Recorta o meu texto e busca no google para ver se encontra algo pelo menos parecido. Errou de novo “historiador”. Ou melhor, “barrigou” de novo! Mas vou tomar como elogio, afinal ter um texto confundido com alguma coisa escrita por Hayek para mim é uma honra! Ah, e desde quando Hayek é revisionista? O cara foi contemporâneo de Hitler, viu a ascensão e queda do nazismo. Escreveu quando o monstro ainda estava vivo e tu vens dizer que o cara é revisionista? Outra barriga “historiador”. Mises revisionista? Kkkkkkkkkkkkkkk!!! Mises foi um economista! Como pode ser historiador revisionista? Outra “barriga” meu caro “historiador”. O nacionalismo é só de direita? Como historiador vc deveria saber que o nacionalismo é um instrumento usado por populistas tanto de direita quanto de esquerda para manipular as massas ignorantes, algo repugnantes aos liberais, vale salientar. Outra “barriga”, historiador”. Bom, ainda nem comecei a refutar seu comentário e veja quantas barrigas vc já cometeu. Mas vamos aos argumentos. Certamente vc vai cometer a falácia do apelo a autoridade para dizer que eu estou falando de nazismo sem ler a “bíblia” do nazismo. Mas vc está criticando meu texto sem ao menos lê-lo (pelo menos com um mínimo de atenção). Vc não viu que citei Fitche, “historiador”? Não citei Gobineau como influência sobre o racismo porque na mesma época o maior expoente da esquerda, o seu ídolo Marx, já mostrava-se racista em relação aos poloneses que considerava inferiores. O mesmo sobre Engels. Quer fontes mais primárias que estas? Mas não servem, né? Tem que ler a bibliografia bitolada dos seus professores marxistas, não é “historiador”? Não citei Wagner porque o foco aqui é política e a influência do músico sobre Hitler foi mais de natureza cultural, da mesma forma não citei o caráter místico da sociedade thule por achar dispensável para o objetivo desta série. O mesmo raciocínio vale para o geógrafo Ratzel. Não o citei. E daí? Muda alguma coisa? O objetivo desta série de posts não é esgotar todo o assunto e sim mostrar que as principais ideias nazistas já existiam na Alemanha antes de Hitler aparecer e eram defendidas por socialistas, afinal em nenhum outro lugar do mundo tais ideologias esquerdistas encontraram terreno tão fértil para ploriferar. E, para isto, fiz algumas citações baseadas na análise de Hayek. E isto deixei bem claro no texto! E mais uma vez vc não viu! Portanto, antes de se atrever a me desqualificar aprenda a ler, pelo menos. Assim vc não vai conseguir me desmascarar “historiador”. Pior para vc, um “historiador” perder um debate para um programador. Por fim, não admito que vc duvide da minha honestidade intelectual. Não ganho um centavo para estar aqui. O faço por uma questão de princípios, pois cansei de ver mentiras a minha vida toda, deturpações de historiadores marxistas como vc que insistem em ver o mundo ainda hoje sob o ângulo distorcido de Marx do século XIX. Isso aqui é um blog, não um livro. As informações que posto aqui foram fruto de muita reflexão. Bebi em várias fontes e óbvio não lembro de cada coisa que vi ou lí em diversos lugares. Portanto, não preciso fazer referência bibliográfica para cada afirmação que posto aqui. Se discordar de algo, posta aqui e nós debateremos, como tenho feito desde então. Se vc provar que estou errado, mudo o texto. Mas até aqui vc não conseguiu nem fazer cócegas. Como pode ver, você, um “historiador”, continua contribuindo para dar mais credibilidade ao meu texto, pois não basta citar fontes, tem que argumentar com coerência e lógica. E aí, modéstia à parte, é minha especialidade, afinal passo quase todo o dia trabalhando com lógica. Abraço e volte sempre!