Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Sobre políticos, empresários, imprensa e o metrô de São Paulo

metro_sao_pauloNunca escrevi um post específico sobre um caso de corrupção. A razão é simples: acho uma completa perda de tempo. As pessoas normalmente se alinham a um ou outro partido, discutem infinitamente, xingam-se, odeiam-se e, no final, a conclusão não confessa de cada um é sempre a mesma: não existem inocentes na política. Por isso o lema do nosso blog é sempre o mesmo desde que foi criado: “Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo”.

Mas dessa vez resolvi abrir uma exceção. Primeiro, porque o assunto do momento, as denúncias da Siemens sobre irregularidades nas licitações do metrô de São Paulo, servem para exemplificar alguns dos meus pontos de vistas já explicitados aqui em vários posts. Segundo, porque fui provocado por dois internautas que me mandaram e-mails com ares triunfais, como se tivessem encontrado, no caso das denúncias, a prova cabal de que o PT esteve sempre certo, os tucanos são todos corruptos e por aí vai.

Apesar da exceção, não vou focar no caso do metrô de São Paulo. Como sempre faço, o assunto é apenas o pano de fundo para um artigo mais abrangente, onde procuro refletir e provocar reflexões sobre as raízes dos problemas tratados.

Antes de mais nada, vou repetir o que sempre digo: não boto a mão no fogo por ninguém.  Infelizmente, como muito bem descreveu Hayek, a politica tende a selecionar os piores. Daí porque em todo o mundo os políticos têm quase sempre péssima reputação. Mas, por que isso acontece?

Vamos então começar analisando este primeiro e mais importante dos jogos de poder: os políticos. Hayek em sua obra “O caminho da servidão” enumerou três causas principais para esta tendência:

1) Quanto mais elevada à educação e a inteligência dos indivíduos, menor é a possibilidade de serem entendidos pelas camadas mais populares. Para obterem sucesso muitos candidatos abrem mão de suas reais ideias, moldando seus discursos aos anseios da massa, os quais são sempre mais simplistas. Neste ponto, os marqueteiros a cada dia tornam-se mais importantes nas eleições, pois são mestres em moldar os discursos dos candidatos ao que o povo quer ouvir. Não por acaso, a presidente Dilma reúne-se frequentemente com o marqueteiro João Santana, considerado hoje o quadragésimo ministro.

2) Por não terem fortes convicções próprias sobre assuntos complexos, a massa está mais disposta a aceitar sistemas previamente elaborados, contanto que os políticos defensores de tais sistemas mostrem-se mais convincentes, mesmo que para isto tenham que apelar para discursos populistas. Por isso têm mais chances de sucesso os políticos “progressistas” que defendem bandeiras genéricas que normalmente implicam em maiores gastos do governo, mesmo que para isso tenham que contrair dívidas astronômicas ou até mesmo inviabilizar o Estado no futuro. Os políticos ortodoxos, que se preocupam com o equilíbrio das contas públicas, irão sempre ficar em desvantagem. A atual dívida pública é um exemplo. Pouca gente sabe que a dívida pública bruta brasileira já ultrapassou a casa dos R$ 3 trilhões. Para a massa, vale mais a sensação de bem estar provocada pelo crédito facilitado do momento, mesmo que a conta venha salgada depois.

3) Parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo – ódio a um inimigo ou inveja aos que estão em melhor situação – do que sobre qualquer plano positivo. Neste ponto, o PT é mestre. Desde que chegou ao poder, o partido tem se esforçado em polarizar a política, cada vez mais. Tenta sempre moldar seu discurso em cima do “nós contra eles”. “Eles” são os inimigos do povo, as “elites”, a imprensa ou qualquer outra instituição que discorde de seu projeto de poder. É por isso que Lula nunca quis ter um diálogo franco com seu antecessor, pois para o PT é útil ter um grande inimigo. Faz parte de sua estratégia. Além disso, o PT tem como um dos seus principais axiomas o ditado popular de que “a melhor defesa é o ataque”.

Depois deste adendo sobre os políticos, vamos falar um pouco sobre a simbiose entre grandes empresas e Estados. Em todo mundo, grandes empresas fazem lobby político para abocanhar gordas licitações.  Por isso os liberais insistem tanto na redução do Estado, na transparência e no incentivo à concorrência, os melhores remédios contra a ineficiência e a corrupção. Basta dar uma olhada nos rankings dos países com maior liberdade econômica  (ou seja, com menor intervenção estatal) e no ranking Índice de Corrupção Percebida  para encontrarmos  a comprovação da teoria liberal. Portanto, seja qual for o governo, de esquerda ou de direita, quanto maior for a verba liberada e quanto mais regulado for o setor a ser explorado na licitação, maior a tendência à corrupção.  Por isso, qualquer obra realizada mesmo por prefeituras frequentemente ultrapassam as cifras dos milhões. Se investigarmos cada um desses contratos, a probabilidade de encontrarmos superfaturamento é imensa. Aliás, não apenas o superfaturamento, como os muitos adendos inseridos nos contratos que permitem que os valores originalmente orçados sejam multiplicados várias vezes, como vimos recentemente em grandes obras como a refinaria Abreu e Lima e a transposição do São Francisco, por exemplo.

Com estes exemplos não quero repetir a velha estratégia do PT que tanto critico de jogar cortinas de fumaça com outras denúncias para retirar o foco do assunto do momento, que é a denúncia de superfaturamento no metrô de São Paulo. Quem tem culpa que seja punido exemplarmente, seja de que partido for, além de devolver as quantias lesadas dos pagadores de impostos que somos nós. Portanto, o ponto que quero enfatizar aqui é o que me afasta mais do PT e, por consequência, me aproxima de outros partidos que defendam o contrário do que o PT tem feito. Ou seja, o aumento do Estado, da regulação da economia, do aparelhamento das instituições, do intervencionismo, do protecionismo ou qualquer “ismo” que venha a favorecer os fatídicos “acordos de cavalheiros” financiados com dinheiro dos nossos impostos.

Esclarecidos estes pontos, vamos ao metrô de São Paulo e a imprensa, o terceiro elo dos jogos de interesses tratados neste post. Primeiramente me chama atenção o fato de que a cada dia novos detalhes sobre o episódio são revelados, em primeira mão, pela mídia tradicional, ou, para os petistas, o “Partido da Mídia Golpista”. Até mesmo a Veja, quem mais se posiciona contra o governo do PT, fez eco as denúncias publicadas originariamente pela Folha e pelo Estadão em várias reportagens (ver aqui, aqui  e aqui.

Neste caso específico, a forma como a Folha conseguiu ter acesso aos relatórios ultra secretos do Cade (negados ao Governo de São Paulo, vale lembrar) não são criticados pelos petistas que já utilizaram o artifício  várias vezes para desqualificar outras denúncias contra seus governos. São os malditos jogos de interesses que relegam a ética ao décimo plano, apostando sempre no esquecimento da população, tendo em vista sempre as próximas eleições.

Como frequentemente acontece, os títulos das reportagens às vezes induzem o leitor a conclusões precipitadas. Como exemplo, vamos citar uma das manchetes da Folha: “Executivo afirma que Serra sugeriu acordo em licitação”. Para quem ficou só nó título, não resta dúvida. É a comprovação de que Serra participou do esquema.

Ué? A Folha acusando o PSDB? Como assim Bial?  Não é a Folha uma das representantes do “PIG” que quer de todas as formas tirar o PT do poder? Por que agora acusa um dos maiores rivais do PT?

Isso já contradiz uma das principais queixas do PT, apesar de ter declaradamente uma parte da mídia alinhada aos seus interesses, como, por exemplo, a Record, o SBT e a Carta Capital. Portanto, a imprensa não só divulga os casos de corrupção do PT. A diferença é que os partidos de esquerda tem uma tendência a se vitimizar, a atribuir qualquer crítica a conspirações e golpes.

A explicação para esta aparente contradição já postei aqui várias vezes nos debates com os leitores. Embora os meios de comunicação tenham sim linhas editoriais que se identificam mais com um partido ou outro (o que é absolutamente lícito, vale salientar) , todos eles têm uma reputação a zelar. Publicar reportagens que contrariam suas linhas editoriais pode até enfraquecer partidos ou políticos com os quais os veículos de comunicação mais se identificam, mas tais publicações aumentam a credibilidade de tais veículos. Além do mais, em época de eleição, os veículos de comunicação tendem a apoiar os possíveis vencedores, afinal é dos governos que vêm boa parte dos seus faturamentos em publicidade. Brigar com governos é sempre mau negócio.

Ao contrário do que os petistas pregam, Lula chegou sim ao poder com o apoio da mídia. Até mesmo a Veja meses antes das eleições de 2002 publicou uma reportagem de capa onde focava o amadurecimento do PT, as mudanças que credenciavam Lula a ser uma opção viável de poder. Três pesquisas acadêmicas da época confirmam o que estou falando. Na segunda parte da minha série “Lula e a mídia golpista” citei as três primeiras pesquisas que o Google listava que analisaram as coberturas jornalísticas daquelas eleições (ver o post aqui). De um modo geral os resultados das pesquisas foram complementares. No primeiro turno, a imprensa deu um leve destaque a José Serra o então primeiro lugar nas pesquisas. Quando este foi ultrapassado por Lula, este passou a receber mais destaque. Ou seja, da mesma forma que os candidatos se moldam aos anseios dos eleitores e do sistema, também é verdade que os meios de comunicação “pendem” para os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas.

Portanto, se no decorrer dos anos do governo do PT parte da mídia resolveu posicionar-se contra o PT, o mais provável é que existam realmente razões para isto. Algumas delas citei na primeira parte da mesma série. Na verdade são as minhas razões que fizeram mudar de ponto de vista sobre o PT e que certamente são comuns a milhares de jornalistas pelo resto do Brasil. Depois que superou o escândalo do mensalão, Lula começou a apostar cada vez mais no acirramento da disputa política e no populismo, recorrendo inclusive ao cinismo. Quem, como eu, não engoliu tal discurso, virou inimigo do PT, já que no ambiente polarizado não sobra espaço para o meio termo  (ver aqui o post).

Feitas estas considerações sobre a imprensa, vamos então voltar à reportagem da Folha. Segue o trecho que descreve a participação de Serra no esquema:

“A mensagem relata uma conversa que um diretor da Siemens, Nelson Branco Marchetti, diz ter mantido com Serra e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda.

Na época, a Siemens disputava com a espanhola CAF uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens, e ameaçava questionar na Justiça o resultado da concorrência se não saísse vitoriosa.

A Siemens apresentou a segunda melhor proposta da licitação, mas esperava ficar com o contrato se conseguisse desqualificar a rival espanhola, que apresentara a proposta com preço mais baixo.

De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a licitação seria cancelada se a CAF fosse desqualificada, mas disse que ele e Portella “considerariam” outras soluções para evitar que a disputa empresarial provocasse atraso na entrega dos trens.

Segundo o e-mail, uma das saídas discutidas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, subcontratando a empresa alemã para a execução de 30% do contrato, o equivalente a 12 dos 40 trens previstos. Outra possibilidade seria encomendar à Siemens componentes dos trens.”

Ou seja, os próprios fatos relatados na matéria desmentem a conclusão induzida pelo título. Quem estava disposta a tudo para melar a concorrência era a Siemens. A CAF tinha o melhor preço e venceu. Ponto. A Siemens recorreu à justiça, mas perdeu novamente. Ponto final.

Segundo a Justiça alemã, a Siemens pagou 1,3 bilhões de dólares em suborno em vários países do mundo, dos quais 24 milhões de reais para representantes de agentes públicos brasileiros. O esquema é o mesmo em todo o mundo. As empresas formam consórcios e combinam quem vence cada licitação. As perdedoras são subcontratadas pelas vencedoras, alternando-se em vários países. Entre as empresas participantes do esquema estão a canadense Bombardier, a espanhola CAF, a francesa Alstom e a japonesa Mitsui.

Portanto, o esquema não é um problema isolado do governo de São Paulo. Acontece em todo Brasil e em todo mundo. Mas por que só as informações sobre o metrô de São Paulo vazaram do Cade?

Para começar o órgão é subordinado ao Ministério da Justiça, do ministro José Eduardo Cardozo, um petista especialmente empenhado em queimar o filme do governador Geraldo Alkmim. A investigação não é recente, mas vêm à tona justamente no momento em que o PT faz um esforço extra para recuperar a popularidade de Dilma e ao mesmo tempo em que Lula lança a candidatura de Padilha para o governo de São Paulo.

Coincidência? Pode ser, mas é muito estranho que todo o processo vaze para a Folha de São Paulo, justamente o jornal que estava negociando sua venda para o Paulo Henrique Amorin. Sim, aquele mesmo do blog Conversa Fiada, financiado com dinheiro das estatais. Aliás, como um blogueiro seria capaz de comprar um conglomerado como a Folha? Isso sim surpreende mais que os esquemas confessados pela Siemens. Isso também merece uma investigação.

Enquanto novos dados surgem, vou continuar aqui clamando no deserto, tentando chamar a atenção para a raiz da maioria dos casos de corrupção noticiados pela imprensa: a simbiose entre políticos e empresários. Acabar totalmente com a corrupção é quase impossível, mas certamente sua incidência pode ser bastante reduzida com a redução do Estado. Os países líderes nos rankings de liberdade econômica e de transparência já nos legaram seus bons exemplos. Cabe a nós aprender com suas boas experiências ou, como tem agido o PT, repetir as experiências fracassadas de Estados intervencionistas.

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10 Responses to Sobre políticos, empresários, imprensa e o metrô de São Paulo

  1. Gilx says:

    “Folha de São Paulo, justamente o jornal que estava negociando sua venda para o Paulo Henrique Amorim.”
    Amilton, essa é nova para mim. Você tem mais detalhes sobre isso?

  2. Alan Patrick says:

    Olá Amilton,
    penso que o principal problema da corrupção não esta no Estado, mas sim na forma como o sistema político brasileiro esta estruturado, privilegiando o privado em detrimento do público. O financiamento privado de campanha, por exemplo, tem sido uma das principais fontes de corrupção no país. Empresários banca a campanha de políticos de seu interesse só para depois ter pessoas vendidas no poder, que os irão favorecer com licitações, superfaturamentos etc. O senso comum tende a atribuir a corrupção como algo que esta presente principalmente no setor público, quando na realidade no setor privado existe tanto ou até mais corrupção do que no setor público. O sistema político brasileiro ao permitir o financiamento privado de campanha, confunde o espaço público com o privado, ou seja, candidatos eleitos que deveriam representar interesses públicos, passam a representar interesses privados de quem os financiam. O dinheiro que vai para o ralo da corrupção, decorrente do financiamento privado de campanha, onera mais o Estado do que se o financiamento de campanha fosse exclusivamente público. Um exemplo muito claro de como apenas reduzir o papel do Estado na economia não necessariamente diminui a corrupção, pode ser vista nas privatizações corruptas do governo FHC. Enfim, diminuir a corrupção demanda além de aumentar a transparência e a punição para os infratores, necessita também que haja separação do espaço público do privado.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Alan, estou devendo ainda a segunda parte do post sobre a reforma política, onde pretendo falar também sobre financiamento público de campanhas. Como já disse antes, teoricamente a ideia é boa. Na prática, não tenho certeza de que a possível melhora compensará o aumento de gastos que deverá ser bem expressivo. Além disso há a tendência de aumento de poder dos “donos de partidos”. Tenho certeza absoluta de que em pouco tempo surgiriam denúncias de que este ou aquele cacique estariam selecionando os candidatos pelo valor que estes estariam dispostas a desembolsar por debaixo dos panos. Neste caso, haveria uma clara tendência a longo prazo de elitizar ainda mais o Congresso. O sistema atual já é misto e os gastos públicos já são imensos. Acho que a proibição das contribuições de empresas seria bem vinda, mas a principal melhoria seria no barateamento das campanhas. Muita coisa pode ser feita nesta direção, como, por exemplo, concentrar as campanhas apenas nas rádios e TVs, proibir camisas e todo o tipo de materiais gráficos, limitar o poder dos publicitários sobre as campanhas, etc. Quanto sua afirmação de que no setor privado há tanta corrupção quanto no público, discordo. Claro que sempre existem exceções, mas a regra geral é que sempre cuidamos melhor do que é nosso em relação ao patrimônio público. A confirmação disso pode ser vista em toda parte. Os banheiros públicos são apenas um dos milhares de exemplos. Portanto, a melhor forma de reduzir a corrupção é reduzir o Estado. Reduzir o Estado não significa reduzir o papel do Estado. E um dos seus papéis é assegurar a livre concorrência, o melhor remédio contra a corrupção. Claro que nos setores estratégicos dominados por poucas empresas a coisa é mais difícil, mas não impossível. Basta ver as muitas experiências dos países líderes no ranking de liberdade econômica. Sobre a suposta corrupção que vc atribui às privatizações do governo FHC, gostaria de lembra-lo que o tal livro “Privataria Tucana” que pretendia trazer provas contundentes não provou absolutamente nada. O PT tentou até criar uma CPI baseada no livro, mas teve que desistir porque concluíram que seria melhor manter a suspeita atual do que investigar e, no final, concluir que sempre houve mais fumaça do que fogo sobre este assunto. Aliás, tem um vídeo que desmascara completamente o autor do livro, quando ele revela sua “metodologia” nas investigações. Aliás, o cara é totalmente despreparado. Comente erros imperdoáveis de português para um jornalista. Abraço e até a próxima!

      • Alan Patrick says:

        Olá Amilton, o livro A Privataria Tucana é composta de 1/3 de documentos que traz sérios indícios de corrupção no processo de privatização do governo FHC. E uma pena que uma investigação sobre o assunto não tenha ido para frente, pois se existe indícios de corrupção é necessário que haja investigação, independente de qual partido seja. Vc pode me indicar qual é este vídeo que “desmacara completamente” o autor do livro A Privataria Tucana? Abraços!

        • Amilton Aquino says:

          Olá Alan, vc acredita mesmo nas bravatas deste cara? Claro que o que ele tinha de mais bombástico já publicou neste livro. O alvo era FHC. Não conseguiu. Então mirou no Serra. Como não conseguiu nada para incriminá-lo, então procurou incriminar o máximo de pessoas com um mínimo de ligação com Serra. Acontece que o mais próximo que chegou, através de sua filha, foi desmentido. Segue o link: http://www.implicante.org/videos/video-as-mentiras-de-amaury/ Abaixo tem três artigos sobre o assunto. Apesar de tudo, concordo com a crítica que o Amaury sobre as offshores. Alguma coisa precisa ser feita para coibir estes mecanismos de lavagem de dinheiro. Acontece que todo mundo tem culpa no cartório. Por isso nada acontece. O próprio autor do livro revelou aos blogueiros “progressistas” que a CPI do Banestado, a origem das investigações do Amaury, foi sepultada por um acordo entre PT e PSDB, já que ambos tinham envolvidos. Isso sem falar na Oi, que também é objeto do livro. Já imaginou como ficaria Lula se investigassem o enriquecimento meteórico de Lulinha na Oi? Bom, pelo menos agora não precisamos mais nos preocupar com corrupção nas empresas privatizadas nem com os frequentes prejuízos das estatais. Não sei se vc sabe, mas a Petrobrás já tem uma dívida que chega a 35% do seu patrimônio. Se ela continuar no ritmo que vai, a conta vai pesar no meu e no seu bolso. Se tivesse sido privatizada, pelo menos desta dívida estaríamos livres. Abração!

          • Sérgio Bispo says:

            Amilton Aquino, Olá, tenho uma copia do livro do Amaury, e na pagina 76 do referido livro cita que tem documentos obscuros que implicam tanto os governos de FHC e LULA. Porque os seguidores do PT sempre usam este livro como recurso ou argumento para dizer que a privataria rendeu um montante de R$950 milhões? E os escândalos da atual gestão do PT de quanto será o montante? Grande Abraço!

          • Amilton Aquino says:

            Olá Sérgio, não só esta parte, como também sobre a guerra de espionagem entre facções do próprio PT do qual ele mesmo foi vitima. Sobre o suposto montante de dinheiro da corrupção, ele mesmo cita em entrevista (não li o livro) que o maior escândalo de corrupção do mundo teria sido o do Banestado, segundo o qual envolveria cifras entre R$ 30 bilhões e R$ 50 bilhões! Acontece que pouco depois teve que confessar que a CPI não deu em nada porque envolvia também gente do PT. Seria muito melhor então que ele tivesse escrito primeiro um livro sobre a CPI do Banestado, afinal foi originalmente para este caso que o Amaury obteve autorização para ter acesso a documentação da CPI. Se o escândalo do Banestado foi tão maior que o que ele atribui a “privataria”, fica então a questão: por que dar mais atenção ao caso menos relevante?

  3. Mauro says:

    Por mais que vem tente, seu discurso é vazio.

    Está na cara para quem você baba ovo. No seu link das diferenças até as datas das implantações dos programas sociais voce milagrosamente esquece de mencionar…e sobretudo quem sempre estava do lado no momento da lançamento.

    E uma pena, foi uma recomendação dada pelo twitter e mais um blog que toma partido para ser jogado fora, Provavelmente igual a Veja, não aparecerá meu comentário. Relaxa, é para vc mesmo . Até nunca mais.

    • Amilton Aquino says:

      Mauro, como vc pode ver, seu comentário foi liberado sim. Desde que não faça xingamentos gratuitos, vc será sempre bem vindo, apesar das divergências. Aliás, para ser sincero, gosto de receber comentários divergentes, pois eles servem para testar minhas convicções. E pode ter certeza que nos muitos embates que já tive aqui no blog e em outras mídias sociais, modéstia a parte, sempre tive minhas convicções reforçadas. Pode dar uma conferida nos debates e vc vai ver na prática o que estou falando. O script é quase sempre o mesmo. Os caras chegam aqui por indicação. Depois, jogam com ares triunfais todos os “argumentos” que beberam na esgotosfera dos blogs financiados pelo PT. E aí começamos os debates. Aos poucos vão baixando a bola e, no final, terminam saindo de fininho. Apesar do blog hoje ter mais audiência que nos anos anteriores, os debates estão cada vez mais raros. Por que isso acontece? Bom, uma das razões é que os petistas estão meio cabisbaixos com os últimos acontecimentos, afinal os fatos comprovaram as principais críticas ao PT. Aquele Brasil pintado pelo PT na campanha presidencial era apenas uma miragem. E aqui chegamos ao ponto da sua crítica a minha “parcialidade”, afinal sou hoje um crítico do PT, o que me coloca naturalmente no time da Veja. Mas e os argumentos? O mais próximo que vc chegou foi questionar um suposto esquecimento de minha parte de mencionar as datas da implantações dos programas sociais. Ué? É preciso? Por acaso vc não sabe que as bolsas foram iniciados no governo FHC?