Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Mais um voo de galinha?

dividasDesde os anos 80 a economia brasileira tem sido comparada ao voo de uma galinha. Chega até decolar, mas logo volta ao chão. Durante o auge da bolha mundial, na era Lula, até parecia que este velho estigma tinha ficado para traz, que finalmente tínhamos alçado voo rumo ao primeiro mundo.

Passados dois anos, o clima já é bem diferente. A galinha ainda está voando, mas o cidadão comum já começa a sentir no dia a dia a piora dos indicadores econômicos, cuja face mais visível é a indigesta combinação de crescimento baixo com inflação alta.

Este mal estar é certamente um dos combustíveis dos protestos que explodem em todo Brasil. Mas não foi por falta de aviso. Não são poucos os economistas que há anos alertam  sobre o que está acontecendo agora. Aqui mesmo no nosso blog, desde 2009 apontamos os possíveis desdobramentos futuros da política de curto prazo, que pensa mais nos resultados imediatos (e nas próximas eleições) do que realmente no futuro do país. Os posts continuam disponíveis no nosso blog. Basta uma rápida olhada para ver que os nossos temores estão se concretizando (ver as séries de posts “Os desafios do Pós-Lula” e “E agora Dilma?“).

Não pensem que fico feliz com isso. Preferia estar redondamente enganado a ver, mais uma vez, a história se repetir. Quem acompanhou a série que publiquei sobre o primeiro ano de Dilma vai ver que fiquei até surpreso positivamente com algumas de suas atitudes e me incluí entre os brasileiros que aprovaram seu governo nas primeiras pesquisas. Infelizmente foi só uma primeira impressão. A partir do segundo ano ela reaproximou-se de Lula e passou a governar já em campanha para 2014. E aí a coisa começou a desandar de vez.

Afinal o que está acontecendo com nossa economia? O que tem provocado a piora dos nossos indicadores? Ainda dá tempo reverter tais tendências de piora? O que fazer agora? Leia mais

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De volta em meio à revolta

protestos

Olá amigos, estou de volta para mais uma temporada de posts. Continuo sem tempo, mas vou tentar escrever alguns posts nos próximos meses, dentro das minhas possibilidades, claro. E como não poderia ser diferente, vamos começar falando sobre os protestos que tomaram conta do Brasil nos últimos dias, eventos que deixaram muita gente perplexa, inclusive colunistas que tiveram que mudar de opinião em um curto espaço de tempo.

É um movimento estranho. Diferente de outros grandes movimentos que tinham líderes e uma causa principal, este movimento é difuso, com muitas bandeiras e muitas delas contraditórias. Incluem radicais de esquerda, radicais de direita, libertários, ativistas da causa gay, todas as classes e idades, pessoas bem informadas, mal informadas, adolescentes brincando de revolucionários, pessoas querendo tomar cerveja e até bandidos mais interessados em saquear lojas. Em comum apenas a indignação e o sentimento de frustração com o “Brasil potência”, pintado na publicidade petista que, infelizmente, é bem diferente da realidade. Tudo tem limites e o PT apostou demais na passividade dos brasileiros. O resultado está aí…

Entre os mais velhos, que lutaram para derrubar os militares, é muito estranho ver esta nova movimentação, agora contra os políticos que substituíram os militares. Chega a ser irônico, para não dizer trágico. Mas afinal, o que de fato está acontecendo? Quem ganha e quem perde com tais protestos? Eles representam uma nova etapa de conscientização da população brasileira? Quais seus possíveis desdobramentos?

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