Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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O “capitalismo de estado” vai substituir o capitalismo de livre mercado?

Uma recente reportagem de capa da revista The Economist colocou um pouco mais de lenha na fogueira da clássica disputa entre esquerda e direita. No “novo modelo” esquerdista de capitalismo, cujos principais protagonistas são a China, a Rússia e o Brasil, o Estado estimula a fusão de grandes empresas para criar gigantes em setores onde tais países apresentam vantagens competitivas.

Para valorizar a tese da reportagem, a revista cita alguns percentuais de ações de “estatais” negociadas nas bolsas de alguns países, onde a China aparece no topo do “estatismo”, com 80% das ações de empresas. Em segundo, aparece a Rússia, com 68%. O Brasil, surpreendentemente, aparece com 38%.

E aqui cabe um primeiro questionamento, afinal o critério adotado para considerar uma empresa deste “novo modelo” é ter pelo menos alguma participação do governo, mesmo que minoritária.  Ou seja, mesmo na China onde o estatismo aparece com o maior percentual nas ações negociadas na bolsa no gráfico da revista, na verdade o capital governamental é insignificante em relação ao privado.  Por este critério de classificação de “estatais”, a Vale pode ser catalogada neste time, afinal o governo mantém alguns tentáculos na empresa, via fundos de pensão.

A revista cita alguns exemplos bem sucedidos de algumas gigantes chinesas e da Aramco, da Arábia Saudita, que controla mais de 10% do petróleo do mundo. Por outro lado, são muitos os maus exemplos, como a PDVSA, usada como máquina de propaganda de Hugo Chaves; a Dubai World, que acumula US$ 80 bilhões em dívida com a construção de um arranha-céu e uma ilha artificial; e a Huawei, uma gigante das telecomunicações chinesa que têm recebido constantemente ajuda do governo, entre outras.

A revista não cita, mas a Petrobrás poderia facilmente entrar neste time, afinal tem sido socorrida pelos empréstimos do governo nos últimos quatro anos, além de amargar uma queda de mais de 40% no preço de suas ações desde 2008, mesmo com a promessa de futuro glorioso com a descoberta do Pré-sal.

De um modo geral, a revista constata o sucesso de tais empresas nas áreas de infra-estrutura e resultados negativos na produção de bens de consumo. Apesar de festejar as novas gigantes, a revista cita um estudo do McKinsey Global Institute que aponta que as empresas onde o Estado tem uma participação minoritária são 70% mais produtivas que as totalmente estatais.

Até aí nenhuma surpresa. A novidade do “novo modelo” é que os novos governos de esquerda, procurando não repetir a ineficiência das 100% estatais do passado, agora preferem apenas manter participações minoritárias em tais empresas, deixando a administração aos especialistas da iniciativa privada. Com isso, as novas “estatais” juntariam o melhor dos dois mundos que se digladiaram na última década: a eficiência da administração do livre mercado e a “mão visível” do estado nas decisões das empresas.

Mas esta “novidade” não é tão nova assim. Na história do capitalismo os incentivos governamentais a grandes empresas sempre existiram, através do que se convencionou chamar de “políticas industriais”.  Mesmo nos EUA, o maior defensor do capitalismo de livre mercado, são muitos os casos de ajudas governamentais para setores específicos.

Depois da ascensão das potências ocidentais, o “empurrãozinho” do estado perdeu  importância, principalmente depois da hegemonia das economias de livre mercado sobre os Estados mais protecionistas, entre eles o Brasil.

Entre os asiáticos, no entanto, a mão visível do Estado nunca saiu de moda. O Japão foi o precursor do modelo. Bem sucedido até meados dos anos 80, o modelo foi se esgotando à medida que a globalização avançava e suas multinacionais migravam para outros países em busca de novas vantagens competitivas, especialmente mão-de-obra barata. Aos poucos os chamados Tigres Asiáticos foram assumindo o bastão do modelo japonês, entre eles Cingapura, uma pequena ilha que se tornou o modelo mais perfeito de equilíbrio entre intervenção estatal e economia de livre mercado.

E mais uma vez a história se repete. Os Tigres Asiáticos vão ficando caros, suas empresas vão migrando para novos emergentes, o crescimento vai arrefecendo, etc. A China surge então como a bola da vez. A nova plataforma de exportação de bens de consumo para o mundo.

Além de atrair empresas estrangeiras, como os Tigres Asiáticos, a China preocupou-se desde o início em formar os chamados “campeões nacionais”. Ou seja, ajudar os maiores a ficarem ainda maiores, em detrimento dos menores.

E aqui temos mais uma ironia da história: os comunistas que sempre condenaram a concentração de renda dos países capitalistas, quando aderiram ao sistema o tornaram ainda mais concentrador.

O novo capitalismo de estado foi ainda mais reforçado com a chegada Putin ao poder na Rússia. Após a total desordem criada com a derrocada do comunismo, o governo russo restabeleceu sua participação nas empresas consideradas “estratégicas”, privatizadas a preço de banana no governo Yeltsin (na verdade, redistribuídas entre os ex-dirigentes comunistas). E com o boom da economia mundial nos anos 2000, as iniciativas de Putin foram ainda mais reforçadas.

O desastre pós-soviético serviu para reforçar ainda mais os temores dos dirigentes comunistas chineses de uma eventual desordem na transição para o capitalismo. A solução, além de manter de todas as formas o poder absoluto do Partido Comunista, foi estabelecer “vínculos” com as maiores empresas, tanto pela participação acionista quanto pelo “acompanhamento” dos gestores.

O Brasil aparece como um exemplo light da tendência, pois sua participação na formação dos chamados “campeões nacionais” tem sido feita de forma indireta via empréstimos do BNDES e fundos de pensão. A revista cita o caso da mudança do presidente da Vale, como um exemplo de intervenção política. Mesmo sem se aprofundar no nosso caso, e apesar da recente trajetória de aumento do Estado brasileiro, os primeiros resultados já podem ser sentidos na piora dos números da Petrobrás, na desastrada tentativa de criar um “campeão nacional” no setor pecuário que terminou em falência, na caríssima refinaria Abreu e Lima em Pernambuco que nem saiu da fase de terraplanagem, mas já teve seu orçamento multiplicado, além do aumento exponencial do aporte de recursos para o BNDES para financiar grandes empresas (especialmente o setor de construção civil), o que significa mais dívida bruta acumulada para o futuro.

Os números do BNDES revelam esta tendência. Os aportes de empréstimo do banco para empresas pularam de R$ 10 bilhões no final de 2006 para mais de R$ 300 bilhões no final de 2010.  Não é preciso ser nenhum gênio para perceber que este crescimento exponencial é insustentável. Para o governo não há problemas. Aliás, este montante sequer é considerado dívida, pois desde que mudou a metodologia de contabilidade da dívida em 2007, o governo do PT tem desprezado os números da dívida bruta, concentrando-se apenas na dívida líquida.

Mas o fato é que são dívidas sim. São recursos que são captados do mercado no presente a juros pelo menos o dobro que o governo repassa às empresas. A conta vai para o futuro, desde que tudo dê certo e as empresas quitem suas dívidas com o BNDES. Mas e se houver uma grave crise? O BNDES não recebe os valores dos empréstimos. E se os devedores não pagam suas dívidas? A conta vai para o contribuinte. Este é o ponto. Dívidas são dívidas. Acelerar o crescimento do presente e jogar a conta para o futuro tem conseqüências. Já assistimos este filme aqui no Brasil e estamos assistindo agora nos países ricos. Chega uma hora que a fatura chega e a conta cai nas costas da própria sociedade.

E quais os resultados práticos de todo este aporte de recursos? Um aumento do crescimento de 1,3% na média comparada com os difíceis anos do governo FHC. Detalhe: o PIB mundial aumentou de US$ 30 trilhões para US$ 33 no período FHC, enquanto que nos oito anos do governo Lula, o PIB mundial em dólares quase duplicou. Ou seja, não foi apenas o Brasil que acelerou seu crescimento nos últimos anos. Todos os emergentes cresceram, inclusive nossos vizinhos latino-americanos. Aliás, o Brasil só ficou a frente do Haiti, devastado pelo terremoto, e da Venezuela, devastada por Hugo Chaves.

Portanto, qual o custo-benefício do exponencial aumento do aporte de recursos do BNDES para as empresas privadas?  Vale a pena aumentar alguns décimos no nosso crescimento atual às custas de um aumento tão expressivo do aporte de recursos do Tesouro para o BNDES? É sensato estimular o crescimento via dívidas e logo depois aumentar os juros da Selic para segurar o mesmo crescimento, como fez o governo no ano passado?

Na melhor das hipóteses, considerando que todas as empresas que receberam recursos do BNDES paguem suas dívidas nos próximos anos, é justo o contribuinte arcar com a diferença de juros cobrados entre os recursos que o Tesouro pega emprestado do mercado e os juros camaradas que são repassados aos “amigos do rei”? É justo empreiteiras que já estão lucrando rios de dinheiro com nossa bolha imobiliária e com as obras super faturadas da copa receberem bilhões de recursos retirados dos bolsos do contribuinte brasileiro?

E os resultados práticos da mudança do marco regulatório do petróleo? O Brasil mal consegue produzir para o próprio consumo. E por que isso acontece? Porque o governo não tem recursos suficientes para aumentar os investimentos necessários para a exploração do Pré-sal, mesmo com a capitalização recorde feita pela empresa há mais de um ano, quando o governo vendeu uma parte do petróleo que ainda nem foi retirado do fundo do mar. Até aqui, o máximo que conseguimos foi aumentar o suficiente para o consumo interno. Nada mais. Muito pouco para um país que há três anos era tido como o “mais novo membro da OPEP”.

E qual a justificativa para tal mudança? Evitar que a iniciativa privada embolsasse os lucros do Pré-sal? Ok. Mas suponhamos que o Pré-sal seja um sucesso, metade do lucro vai para a metade dos acionista privados da “estatal”. Neste caso, não seria menos arriscado deixar a exploração com a iniciativa privada, uma vez que o governo já fica com metade dos recursos gerados pela indústria do petróleo via impostos? E se o Pré-sal não der certo? Quem vai arcar com o prejuízo? O contribuinte, claro.

Enfim, são muitas dúvidas sobre o futuro do atual modelo brasileiro. O mercado sente isso e revela seu pessimismo no valor das ações da Petrobrás. No âmbito global, as dúvidas sobre o modelo são igualmente intrigantes. Como garantir um sistema de comércio justo se algumas mega-empresas contam com o apoio aberto ou encoberto de governos?

A The Economist não tem respostas, mas nos arriscamos a especular que  o mundo possa caminhar em duas direções:

1 – Os antigos ricos podem boicotar as multinacionais dos países emergentes sob o pretexto de concorrência desleal. Esta é a opção do confronto, com conseqüências imprevisíveis. As primeiras reações já começam a acontecer: franceses e britânicos já falam em uma nova “política industrial” que garanta os empregos dos europeus, o que pode ser traduzido no aumento do protecionismo.

2 – Os antigos ricos podem usar as mesmas estratégias dos emergentes para neutralizar as vantagens competitivas das multinacionais com braço estatal.  Esta opção não seria menos traumática. Se houvesse uma adesão total de todos os países a este “novo capitalismo”, as supostas vantagens competitivas de tais empresas seriam anuladas, pois elas só se sustentam em relação aos países que não praticam tal modelo.

O que sobraria então neste cenário? A corrupção, uma das características mais marcantes dos representantes deste novo capitalismo. Não por acaso, Brasil, China e Rússia aparecem na rabeira do ranking da Transparência Internacional: o Brasil está em 73º lugar, a China em 75º e a Rússia em 143º.

Por enquanto o crescimento exponencial da China tem garantido o sucesso do “capitalismo de estado”. Mas, até quando? A cada ano fica mais claro que o gigante asiático está passando por uma bolha imobiliária que em algum momento vai estourar, arrastando consigo o mundo e, principalmente, as economias mais dependentes do seu crescimento, como o Brasil.

Os sinais das distorções do capitalismo de estado chinês já podem ser vistos até mesmo pelos satélites. Gigantescos conjuntos habitacionais estão simplesmente vazios, pois 75% da população chinesa está excluída da festa capitalista, sobrevivendo com grandes dificuldades (para ver o vídeo sobre as cidades fantasmas chinesas, clique aqui). Apesar da distorção, o governo chinês continua a construir mais apartamentos, pois uma parada brusca levaria a uma uma queda expressiva no PIB. Ou seja, a bolha continua a inflar.

Enquanto isso as dívidas se acumulam. Apesar de ser hoje o maior credor mundial, a China tem uma dívida astronômica de mais de US$ 3,5 trilhões, o que equivale a 54% do PIB, segundo dados do governo, os quais são contestados por muitos economistas ocidentais, entre eles Nouriel Roubine, que calcula a dívida chinesa em 80% do PIB.

Enfim, a China, o maior expoente do novo modelo de capitalismo, poderá ser o novo foco de mais uma grave crise capitalista. O que fazer para minimizar os efeitos de tal crise? Diminuir as dívidas, aumentar a poupança interna, desenvolver tecnologia, aumentar eficiência, equilibrar a previdência, reduzir o chamado “custo Brasil”, etc. Ou seja, todas as reformas prometidas pelo governo Lula desde o o discurso de posse do primeiro mandando, mas que até agora não saíram do papel.

Enquanto isso, seguimos esgotando todas as nossas vantagens competitivas. E assim como a Grécia, poderemos pagar muito caro por nos deslumbrarmos com o nosso crescimento momentâneo, achando que já chegamos ao primeiro mundo, sem termos chegado de fato.

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14 Responses to O “capitalismo de estado” vai substituir o capitalismo de livre mercado?

  1. Rafael says:

    Bravo!

  2. Gilx says:

    Resumo da ópera: a economia do Brasil, infelizmente, é um fatídico voo de galinha.
    Pagaremos caro pelo populismo de Lula.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Giux,

      Não diria exatamente um vôo de galinha, pois, apesar dos pesares, o cenário dos próximos anos é amplamente favorável aos emergentes, principalmente para os países de grande mercado consumidor, como Brasil e Índia, por exemplo. Mas o que posso te afirmar com toda convicção é que nosso crescimento não acontece da maneira mais eficiente, nem com todo o potencial que temos. Crescemos por inércia.

      Apesar do PT, acredito que aos poucos nossos governantes vão caindo na real. O fundo de previdência dos funcionários públicos é o mais recente exemplo, além da privatização dos aeroportos. Se o PT não tivesse feito aquela oposição irresponsável no governo FHC, já teria sido aprovada há mais de dez anos e hoje a situação da previdência não seria tão dramática. Da mesma forma, se os aeroportos tivessem sido privatizados há mais tempo hoje o caos não estaria instaurado. Demora, mas os “cumpanheiros” vão aprendendo na marra. Os fatos sempre se sobrepõem a ideologia.

    • Gustavo Vasconcelos Jacobina says:

      Caro Gilx, o pior é que se fosse um vôo de galinha pelo menos a ave tem assas para se equilibrar enquanto cai, o problema do Brasil é que conforme foi relatado por um comentarista econômico da revista Veja, o Basil é hoje UM TIJÔLO VOADOR.

      • Amilton Aquino says:

        Gustavo, não compararia a um tijolo, mas certamente a um carro que anda a 40Km na segunda ou na terceira marcha. Ou seja, consome muito mais recursos do carro do que deveria. Poderia andar na mesma velocidade muito mais tranquilamente com uma marcha mais alta, fazendo menos barulho e consumindo muito menos combustível. Falta eficiência.

  3. Maria says:

    Excelente e oportuníssima análise!

    Se me permite, acho fundamental questionar certas “teses” dessa revista, que a meu ver é extremamente superestimada, talvez pelo fato de não ser americana (e sim inglesa) e ter construído sua imagem como uma espécie de bíblia liberal.

    A The Economist é a revista de liberal que os caras da Carta Capital adoram, pois é chegada em teses “moderninhas” como legalização de drogas e outras besteiras.

  4. Gustavo Vasconcelos Jacobina says:

    EIS QUE É CHEGADA A HORA…isso é o que os antigos diziam diante de uma evidênciua como esta apresentada pelo Amilton, para conplementar, inclusive o video anexo sobre a bolha da china, a conclusão que chego também é que diante do viés diplomático anti-americano a economia Brasileira está enormemente dependente da china para exportar suas comodities. E aí é que vem a pergunta… e se a china entrar em crise como informam os especialistas e é negada pelos dirigentes do partidão chinês(sic)?, será que vamos ver o demiurgo celso Amorim bater as portas dos “americanus capitalistas” para implorar por ajuda? ah! seria cômico se não fosse trágico para nós Brasileiros.

  5. Gilx says:

    Amilton,
    Eu gostaria de ter o seu otimismo. “Crescemos por inércia” é um eufemismo elegante para dizer que nossa economia é empurrada com a barriga, aos trancos e barrancos. O grande problema de nossos políticos chama-se “mentalidade estatal”, tanto pela esquerda quanta pela velha direita. Na verdade, esse país nunca teve uma política econômica liberal de fato, no máximo uma dosagem de neoliberalismo, iniciado por Collor, intensificado por FHC e seguido por Lula.
    Vejamos o exemplo das “privatizações” dos aeroportos que, na verdade, são concessões feitas nas “coxas”. Ou seja, se tudo der certo, palmas para Dilma que conseguirá “sanar” o problema do caos aéreo. Se não conseguir, os ideologistas de esquerda, centro-esquerda, neo-esquerda e o diabo a quatro, vão por a culpa no capitalismo de livre mercado. Mas como bem sabemos, liberalismo de livre mercado nunca houve neste país.

    • Amilton Aquino says:

      Sintetizou bem, Gilx. De fato, o estatismo paternalista é um traço da nossa política, tanto de esquerda, quanto de direita.

  6. Sandro says:

    Gustavo,

    THE WALL STREET JOURNAL:
    China se prepara para uma era de crescimento mais lento

    Uma desaceleração no ritmo de investimento em infraestrutura, geração de energia e exportações provavelmente implicará um crescimento mais lento nas importações de aço, concreto, petróleo e outras commodities, potencialmente um golpe para Brasil, Austrália, os países produtores de petróleo do Oriente Médio e outros grandes fornecedores de commodities.

    http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203370604577264020806366302.html

    • Amilton Aquino says:

      Olá Sandro,

      Que este arrefecimento iria acontecer, nenhuma novidade. Faz tempo que comentamos sobre isso aqui. Só não imaginava que este arrefecimento fosse acontecer tão cedo.

      Para nossa sorte, os EUA estão se recuperando e já voltaram a ser nosso maior importador. Continuamos abusando da sorte!

  7. aliançaliberal says:

    O pior de tudo é saber que que a maioria da população não se dá conta que ela que paga por tudo.
    No caso do BNDES grande parte dos recursos serão financiados por inflação, diluindo a sensação de que foi o contribuinte que pagou a conta.
    A função da economia é aumentar a produtividade,mas os governos “comem” este ganho, parecendo com aquela do bêbado que da um passo pra frente e dois para trás.

    • Amilton Aquino says:

      Como sempre, a conta termina no bolso do contribuinte. Acontece que este contribuinte está ocupado demais para se preocupar com políticos. O pensamento reinante é “foi sempre assim e sempre será”. E assim, os políticos ficam à vontade para sugar tudo o que podem no momento, sem se preocupar com as conseqüências no futuro. A única forma de mudar isso é com conscientização e com a profissionalização da administração pública. Infelizmente caminhamos na contramão, pois a política está cada dia pior e o nosso estado vai ficando mais obeso.

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