Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Esquerda x Direita (parte 17)

Comunismo capitalista

Olá amigos! Finalmente chegamos às conclusões desta série. Peço desculpas se me estendi um pouco, mas achei necessário fazer uma recapitulação dos principais eventos que influíram direta ou indiretamente nos caminhos da Esquerda e da Direita nas últimas décadas, pois nosso objetivo é provocar a reflexão principalmente nos mais jovens, aqueles que não viveram a hiperinflação e estão começando a se familiarizar com a economia, o verdadeiro motor que molda a disputa ideológica.

E assim retornamos a pergunta inicial do nosso primeiro post: Afinal, Keynes é de Direita ou de Esquerda?

Primeiras conclusões

Até a queda do muro de Berlim, quando os esquerdistas ainda acreditavam no socialismo como alternativa ao capitalismo, Keynes era de Direita, no máximo um reformador do capitalismo. Aliás, o próprio Keynes se autoproclamou o “salvador do capitalismo”, a partir da crise de 1930, vale lembrar. Desde então, o keynesianismo passou a ser classificado como mais uma escola neoliberal da primeira metade do século XX (as outras são a Austríaca e o Monetarismo). Nesta época o termo “neoliberal” ainda significava “derivar do liberalismo”. Portanto, não tinha ainda o sentido pejorativo que as esquerdas o impuseram a partir dos anos 80. Com o fim do comunismo, restou às esquerdas se renderem ao capitalismo e aderir à escola menos liberal das três: o keynesianismo. Foi então que Keynes, depois de morto, passou a ser de “esquerda”.

Portanto, a maioria dos partidos de Esquerda de todo mundo deram uma guinada para a Direita, abandonando o socialismo como alternativa ao capitalismo e aderindo a social-democracia européia (ver o post 4) e, mais recentemente, a chamada Terceira Via, uma vertente desta última, que tenta conciliar Esquerda e Direita com um “Estado necessário”, nem mínimo, como defendem os liberais radicais, nem máximo, como defendiam os radicais marxistas.

No Brasil, o fenômeno cristalizou-se na migração do PT para o centro, ocupando antes a posição original do PSDB, que foi “empurrado” para a direita em meio à polarização alimentada pele então presidente Lula a partir do escândalo do Mensalão. Das antigas divergências entre os dois partidos na era FHC, na era Lula sobrou apenas a nuance mais estatizante do PT, pois, no poder, os lulistas passaram a defender bandeiras que criticavam quando oposição. Vale salientar ainda que estas diferenças só vieram a se tornar realmente evidentes a partir da crise de 2008, quando as medidas de socorro keynesianas voltaram à moda e as esquerdas resolveram cantar vitória, atribuindo a crise única e exclusivamente a desregulamentação do controle do sistema financeiro, o que não é totalmente verdade, como vimos no post 16 desta série, já que a crise imobiliária norte-americana tem mais a ver com os desmandos dos governantes ao longo de décadas de déficits crescentes e medidas artificiais para estimular o consumo, via endividamento da população. Ou seja, temos aí a essência do keyensianismo: intervenção estatal para estimular o crescimento da economia no presente, jogando a conta para o futuro. O resultado todos nós estamos vendo.

Neste novo contexto, Keynes, defensor de um estado “mais atuante” na economia, tornou-se o novo expoente das esquerdas. O irônico disso tudo é que as esquerdas cantaram vitória colhendo os frutos das reformas “neoliberais” da década de 90, uma vez que não voltaram atrás nas reformas implementadas (ver os dez pontos do “receituário neoliberal” no post 9), não fecharam as fronteiras ao processo de globalização que tanto combateram e nem tampouco ao capitalismo, o sistema que inspirou o antigo “papa” das esquerdas, Karl Marx, a idealizar o mundo perfeito do socialismo, a aspiração máxima das esquerdas de algumas décadas atrás e que, como sabemos, não deu em nada (aliás, deu sim: milhões de mortos).

A primeira conclusão desta série, portanto, é que:

No campo econômico, a Direita triunfou, pois o comunismo ruiu e a Esquerda teve que adaptar seu discurso ao sistema capitalista.

Mas se a realidade mostrou que as esquerdas estavam completamente equivocadas no campo econômico, então por que a disputa ainda permanece tão acirrada?

Bom, entre a realidade da economia e a percepção desta realidade por parte da grande população existe o discurso político. E é neste discurso político que se encontra a força da Esquerda, pois tem um forte apelo social (assim como o keynesianismo), em contraposição ao estereótipo elitista capitalista da Direita. Além disso, existem os efeitos retardados de algumas reformas econômicas, as quais só são percebidas anos depois.

A Esquerda, portanto, desde o início foi uma força de REAÇÃO às mazelas do capitalismo. Tem um forte apelo às massas, pois se apresenta como “porta-voz dos menos favorecidos”. As bandeiras da Esquerda (mesmo as comprovadamente equivocadas ou apenas retóricas) seduzem também pessoas mais bem informadas e idealistas, que passam a exercer papel fundamental de militância.

A Direita, ao contrário, não tem um perfil claro. Por ser originária da situação, a Direita engloba tudo que não é de Esquerda. E então chegamos a nossa segunda conclusão:

A Esquerda é quem define a Direita por exclusão do que não é de “esquerda”. Portanto, são jogados na vala comum da Direita militares, capitalistas, corruptos, fascistas, nazistas ou qualquer outro grupo extremista ou conservador que não se enquadre na utopia esquerdista.

Daí porque a maioria das pessoas e políticos rejeita o rótulo de “Direita”, apesar da história comprovar que a Esquerda, apesar de toda militância e organização, errou muito mais que a heterogênea Direita.

O mais irônico é que o programa do PNS, partido nazista Brasileiro (sim, o Brasil tem um partido Nazista!), existe uma simetria total de ideais com os partidos de esquerda. Duvida? Então leia a seção de perguntas e respostas no site do partido, mais especificamente a pergunta O Nacional-Socialismo é de Direita?

Migração ideológica

Neste contexto, a derrocada do mundo comunista provocou vários fluxos de migração entre os pólos ideológicos. Se no final dos anos 80 as populações dos países pós-comunistas abraçaram a Direita capitalista, na década seguinte, com o aprofundamento da crise decorrente da transição para o capitalismo, houve uma onda de saudosismo ao antigo regime comunista, tendência esta que logo perdeu força a partir da década de 2000 quando tais países passaram a crescer a taxas altíssimas, aproveitando o boom de crescimento mundial a partir de 2003, como também da adaptação a economia globalizada.

No terceiro mundo capitalista ocorreu um efeito contrário. Durante os anos de comunismo, havia nas camadas menos favorecidas uma clara rejeição aos partidos de Esquerda devido, principalmente, à supressão da religiosidade verificada em vários países socialistas. Com o fim do comunismo e a conseqüente adaptação dos partidos de Esquerda a nova realidade global, tal temor foi diminuindo entre os mais pobres, ainda mais quando a Esquerda começou a moderar o discurso e mais religiosos passaram a abraçar a Esquerda.

Entre os eleitores da classe média, cansados de sofrer com efeitos colaterais das reformas “neoliberais” dos anos 90, a Esquerda finalmente começou a ser vista como uma opção de poder de fato e não mais apenas um instrumento de protesto, principalmente depois que uma parcela da elite empresarial aderiu aos favoritos nas pesquisas, como sempre acontece, vale salientar.

Portanto, a adesão da população à Esquerda ou a Direita depende diretamente do momento econômico. Se a economia vai bem, mérito do governante. Se vai mal, a culpa é do governante. A grande massa, portanto, não leva em consideração ações dos governos cujos reflexos positivos ou negativos demoram anos e até décadas para serem sentidos nem os contextos histórico-econômicos em que estão inseridos.

Os políticos sabem disso. E aí identificamos a grande diferença entre populistas e estadistas.

Os populistas resistem em implementar reformas impopulares cujos resultados positivos serão colhidos no futuro. São imediatistas, pois pensam mais nas eleições do que com o bem comum. Os verdadeiros estadistas, ao contrário, são capazes de assumir ônus e até sacrificar a permanência no poder em prol do bem comum.

A ascensão das Esquerdas na América Latina

As reformas econômicas dos anos 90 deixaram seqüelas nos eleitorado. Foi neste contexto que vários partidos de esquerda chegaram ao poder a partir dos anos 2000 na América Latina, principalmente após o “sucesso” do Chavismo.

E por que Hugo Chaves, um mero presidente de um país sem muita expressão, teve um papel tão importante neste processo?

O caso de Chaves é emblemático e merece algumas linhas neste post de conclusão, pois ilustra bem o que afirmamos aqui nos 16 posts desta série, como também serve de alerta para nós brasileiros. Quando assumiu a presidência, o preço do barril de petróleo custava US$ 7 . Com o boom de desenvolvimento da economia global a partir de 2003, principalmente entre os emergentes, o preço do barril começou a subir gradativamente, chegando a custar mais de US$ 150 em 2007. Se considerarmos que a exportação de petróleo corresponde a 90% da pauta de exportações da Venezuela e que mais da metade da arrecadação vem da indústria do petróleo, podemos imaginar também como foi fácil para Hugo Chaves implementar as política sociais que garantiram sua sobrevivência política, mesmo depois grave crise que quase o derrubou no primeiros anos do seu governo.

Foi neste “momento mágico” da economia venezuelana e mundial que Hugo Chaves aproveitou os holofotes para fazer aquilo que os populistas mais amam: promover o culto a si próprio, dividindo a história em “antes e depois dele” (qualquer semelhança não é mera coincidência). Era a esquerda no poder dando exemplo de distribuição de renda ao mundo, desafiando os EUA, conclamando a América Latina a embarcar na sua “Revolução Bolivariana” que havia tirado cerca de 18% de venezuelanos da miséria absoluta (segundo os dados do governo Venezuelano).

Não só políticos de outros países latino-americanos aderiram ao Chavismo, como parte expressiva dos intelectuais ajudaram a mitificar o novo líder da Esquerda latino-americana, mesmo quando este perseguia opositores e fechava canais de TV e emissoras de rádio que ousavam criticá-lo, repetindo as práticas que as esquerdas tanto criticavam nos governos militares de direita.

A influência chavista se refletiu também em outros países, notadamente na Bolívia e no Equador, e mais recentemente na Argentina, Paraguai, Uruguai e Peru, além do Brasil, já que Chaves conseguiu ofuscar até mesmo o nosso badalado presidente, mesmo depois que o Brasil passou a figurar entre os BRICs.

E como sempre acontece entre os populistas, Hugo Chaves aumentou os gastos do governo consideravelmente confiando que o bom cenário duraria para sempre. Quando o preço do petróleo começou a recuar, o governo não teve como baixar os gastos na mesma proporção. Como conseqüência, a Venezuela, que ostentava até 2007 os maiores índices de crescimento da América Latina, passou a exibir os piores índices do continente, com a perversa combinação de recessão e inflação. Chaves finalmente caiu no ostracismo, parou de fazer bravatas e até acenou uma reconciliação com a Colômbia, já que passou a depender da importação de energia do vizinho inimigo.

No Brasil, foi com a nova versão do “Lula paz e amor” e com a famosa “Carta aos brasileiros” (na verdade, carta para acalmar o mercado financeiro) que a Esquerda finalmente chegou ao poder. E assim como Hugo Chaves, Lula aproveitou o bom momento do cenário global para fazer bravatas e atrair para si todos os méritos do crescimento da nossa economia, dividindo também a nossa história em “antes e depois dele”.

Felizmente por aqui o petróleo ainda não fazia (e ainda não faz) parte da nossa pauta de exportações. Caso contrário, teríamos seguido uma trajetória semelhante à venezuelana. Em compensação, nosso crescimento foi turbinado com a valorização dos preços das commodities agrícolas e minerais com a ascensão da China e demais emergentes. Felizmente (mais uma vez), os preços das nossas commodities ainda não caíram como caiu o petróleo (apesar de ainda continuar num valor relativamente alto, acima dos US$ 100). Algumas até se valorizaram ainda mais, ajudando a segurar a nossa cada ano mais deficitária economia, num cenário econômico cada vez mais instável e que cobra no governo Dilma as reformas essenciais para aumentar nossa competitividade que foram proteladas nos dois governos Lula (apesar de terem sido prometidas no discurso de posse do primeiro mandato, vale sempre lembrar).

Portanto, o “sucesso” das Esquerdas latino-americanas na década de 2000 tem menos a ver com as ações dos seus governos e mais a ver com a combinação dos resultados das reformas econômicas implementadas na década de 90, com o bom cenário mundial entre 2003 e 2008 e com o aprofundamento do processo de globalização que trouxe um enorme fluxo de investimentos aos países emergentes. Seus méritos concentram-se numa maior atenção às classes menos favorecidas. No entanto, tal atenção não seria possível sem a estabilidade conquistada na década anterior combinada com o bom cenário global.

No Brasil, o maior mérito da Esquerda no poder (a maior atenção às classes menos favorecidas) só foi possível por causa de dois fatores que o PT foi historicamente contra: Plano Real e Globalização.

________________________________________________________

No próximo e último post desta série, vamos falar do cenário político nacional e da figura central da nossa política, responsável direto pela hecatombe política e de valores que observamos hoje, assim como os reflexos do surto de keynesianismo na crise de 2008 e que hoje cobra a fatura, principalmente nos governos mais atingidos pela crise, os países do primeiro mundo. Até lá!

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57 Responses to Esquerda x Direita (parte 17)

  1. Sandro says:

    Nao li o texto ainda, mas o cartum ta excelente!!! rsrs

  2. Ricardo Rocha says:

    Caro Aquino,sou ex aluno do Celso Furtado e posso lhe garantir que algumas coisas estão fora do lugar.
    Excelente texto, eu diria professoral, mas as coisas não são tão simples e a maioria dos analistas, inclusive o brilhante autor, só vêem em branco e preto e o mundo globalizado, hoje, posso te garantir, é prá lá de cinza.

    • Amilton Aquino says:

      Olá Ricardo,
      Obrigado pelos elogios. Quanto ao “preto e branco” também sou muito incomodado com isso e procuro sempre mostrar o “cinza”. Portanto, não entendi bem sua crítica. Pelo que vc deu a entender, vc discorda da minha visão sobre a globalização. Como meu objetivo e esclarecer e aprender, seria importante para o debate que vc postasse aqui a sua visão. Abraço!

      • Ricardo Rocha says:

        Caro Aquino, parece que o mundo não percebeu que o capitalismo de Estado chinês é essencialmente predador.
        Estamos, e nesse estamos estou incluindo EUA, Brasil e outros menos citados, exportando empregos para a China.
        Existem fabricas chinesas especializadas em produzir eletro-eletrônicos sem marca para que os “fabricantes” apenas coloquem a sua logomarca. No Brasil, o caso mais gritante dessa estrategia e a Philco, comprada pelo Ford, vendida logo depois e que foi parar na mão de um “empresario” que se orgulha do que faz.
        É uma estratégia de longo prazo para a dominação de mercados.
        A moeda sub valorizada e a falta absoluta de seguridade social reduzem de forma dramática os custos de produção.
        E nós aqui no Brasil com uma politica industrial que não merece esse nome, exultamos com os recordes de exportação de produtos primários enquanto importamos todo tipo de bugigangas. Até as novas bolsas ecológicas de supermercados vem da China.
        Qualquer semelhança com os espelhinhos dados aos índios não é mera coincidência.
        É dessa área cinza da globalização que estou falando, da mudança radical dos mercados. O ocidente ainda não entendeu os asiáticos e quando entender, Inês já será morta.

        • Amilton Aquino says:

          Concordo com cada palavra sua Ricardo. Aliás, a China também será pivô de uma grave crise no futuro. Suas afirmações corroboram com o que afirmamos nos posts sobre o processo de globalização, cujos verdadeiros protagonistas são os asiáticos. Os EUA e a Europa, ao contrário do que diziam os esquerdistas até alguns anos atrás, são os maiores prejudicados. Portanto, o processo de globalização não é nem nunca foi um plano de dominação elaborado em Washington. Apesar de todas as distorções que vc citou (que muito tem a ver com a pirataria), é inegável que a globalização beneficia também os países pobres. Cabe aos novos emergentes agora combater estas distorções. O problema é que hoje todo mundo depende do crescimento chinês e, portanto, ninguém tem cacife para exigir algo deles. Enfim, a economia mundial está doente. Vamos passar ainda por muita turbulência para chegarmos algum dia a uma solução mais equilibrada. Obrigado pela contribuição!

          • Sandro says:

            Amilton e Ricardo,

            sobre a China já existe um certo consenso de que ela não conseguirá manter o atual ritmo de crescimento por mais do que 10 anos! Nesse caso, existe um cenário muito bem descrito por George Friedman no seu livro THE NEXT 100 YEARS, e mais recentemente no THE NEXT DECADE, de que a China iria se partir em dois no ano de 2020.

            Sobre a globalização ser boa ou ruim indico dois materiais: o video GLOBALIZATION IS GOOD (http://www.youtube.com/watch?v=pp7g9mT8s7Y) do sueco Johan Norberg, e o livro THE GLOBALISATION AND ITS DISCONTENTS do Nobel em economia Joseph Stiglitz.

            Abs

          • Amilton Aquino says:

            Sandro,
            Sobre a globalização, acho que estes últimos dez anos desmentiram aquele discurso oportunista dos nossos esquerdistas quando tentavam nos convencer que a globalização era uma coisa inventada por norte-americanos para nos explorar. O fato é que a entrada da China e da Índia com seus mais de 2,5 bilhões de habitantes no mercado global puxou os preços da maioria dos produtos manufaturados para baixo. Claro que aí tem muita pirataria e mão-de-obra escrava que coloca em cheque muita empresa do 1º mundo. Mas por que existe a pirataria e a mão-de-obra escrava? Porque existe ainda muita diferença entre países ricos e pobres. A China vai continuar enriquecendo nos próximos anos e então sua mão-de-obra também vai começar a ficar cara, assim como ocorreu com as economias maduras. Aos poucos mais países vão ascendendo ao clube dos ricos e o mundo vai ficando mais homogêneo economicamente falando, graças à globalização.

  3. Gilx says:

    Estou também aguardando o ponto de vista do internauta Ricardo Rocha, que parece se orgulhar de ter sido aluno de Celso Furtado (um típico nacionalista bem ao gosto da esquerda burlesca nacional).

    “Celso Furtado era um dicionário vivo dos chavões do nacionalismo. Combatia as companhias estrangeiras como ameaça à autonomia do Brasil e à sobrevivência de suas indústrias. Era a favor da intervenção do Estado na economia. Atribuía o atraso brasileiro ao “receituário neoliberal a serviço da consolidação da política imperial dos Estados Unidos”. Em resumo, dizia coisas que nem o PT tem mais coragem de dizer, porque parecem enferrujadas. Seus livros foram lidos com devoção por uma geração de jovens românticos.”

    http://veja.abril.com.br/011204/tales_alvarenga.html

    • Amilton Aquino says:

      Pois é Gilx, desde a adolescência escuto a teoria de Furtado de que os países subdesenvolvidos seriam sempre desenvolvidos por causa dos países ricos e etc. E o que vemos hoje? Não só vários países do antigo terceiro mundo chegaram ao clube dos ricos, como hoje os antigos ricos estão em crise. A partir de 2012, pela primeira vez na história, o conjunto do PIB dos países emergentes ultrapassará o conjunto do PIB das chamadas economia avançadas. De fato, as idéias de Furtado estão mofadas. Abraço!

  4. Ricardo Rocha says:

    Me orgulho da visão abrangente do mundo que me foi passada. E só.

    • Sandro says:

      Ricardo,

      A propósito, o que você acha desta visão de mundo?

      http://www.youtube.com/watch?v=dKzOIKLL_pE&playnext=1&list=PLAFED45DDC40FF563

      (Video em 10 partes)

      Abs
      Sandro

      • Amilton Aquino says:

        Sandro,
        Acho bem factível a questão do “stablishment” que o Olavo trata, mas, sinceramente, não acho que os Rockefeller, Ford e Cia. estão em mais em condições de manter “status quo”. A lista dos mais ricos mudou bastante desde que a palestra foi proferida até hoje.

        • Sandro says:

          Amilton,

          Ele não se refere as pessoas mais ricas, como costumamos ver nas listas como a da Forbes, mas as famílias, clãs, com fortunas pulverizadas entre um grupo mais ou menos homogêneo. Ou seja, mesmo não sendo os mais ricos individualmente, e pela tradição de poder, ainda “apitariam” um bocado nas relações de poder do Estado. Foi assim que entendi.
          Acho bastante complexa, e intrigante, esta visão de mundo do Olavo, até porque ele sempre cita os fatos demostra com exemplos. É mais um ponto de vista que penso que merecer ser estudado.

          Abs

          • Amilton Aquino says:

            De fato, a forma como o Olavo descreve este mundo obscuro certamente daria um ótimo roteiro para cinema. É tudo muito articulado, embora um tanto fantástico demais para o dinamismo do mundo atual, na minha opinião.

            Tem algumas coisas também contraditórias. Ele fala muito deste plano maquiavelicamente elaborado de uma “nova ordem mundial”, as quais remontam ao século XV. Depois argumenta no sentido contrário, que ninguém faria um plano para obter os resultados depois de morto. E aí concordo plenamente, pois por mais ambiciosa que fosse uma família, certamente um plano destes não sobreviveria a mais de duas gerações.

            Acho, inclusive, que ele já mudou de opinião sobre este assunto, pois no debate com Dugin, ele mede bem as palavras e descreve um outro cenário “menos fantástico”, com outros atores envolvidos, sendo que o antigo ator principal da época desta entrevista (a elite do establishment) aparece apenas como uma das forças (e não mais “a força”), e mesmo assim de forma desorganizada.

            Acredito sim que o mundo é dominado pelos grandes capitalistas via lobby. Isto fica bem claro no documentário “Inside job”. Porém, os objetivos são sempre obter mais lucro, se possível o mais imediato possível, sem se importar muito com o que vai acontecer no futuro, como a crise de 2008 pode comprovar. Afinal, muita gente sabia que a bolha iria estourar, mas ainda assim a farra continuou, pois no final todos esperam a ajuda do governo, via keynesianismo, claro.

            Acho que a aristocracia está em franca decadência. Os novos ricos agora ditam as regras, pois, ainda mais que nunca, o dinheiro fala mais alto.

  5. Sandro says:

    Amilton,

    Sobre sua afirmação no texto:

    “No Brasil, o fenômeno cristalizou-se na migração do PT para o centro, ocupando antes a posição original do PSDB, que foi “empurrado” para a direita em meio à polarização alimentada pele então presidente Lula a partir do escândalo do Mensalão.”

    Na questão do PSDB ter sido empurrado para a direita, me lembrei da entrevista do Luis Carlos Mendonça de Barros no Roda Viva, quando questionado sobre um governo Serra ou Dilma, ele disse que achava que um governo Serra seria mais de esquerda!!! rsrs

    Ainda sobre esta questão, vale lembrar um frase do Olavo de Carvalho: “No Brasil os políticos brigam para saber quem é mais de esquerda!” E que “aqui é feio ser de direita”.

    Abs

    • Amilton Aquino says:

      Pois é, o FHC também afirma isso. Acho que o Serra se queimou bastante nestas eleições. Primeiro, tentou atrelar sua imagem a Lula! Depois, tentou mostrar FHC (depois de passar oito anos o escondendo); depois veio com aquela promessa eleitoreira de aumentar o mínimo para R$ 600,00… Enfim, atirou para todos os lados e terminou mais uma vez morrendo na praia.

  6. Sandro says:

    Amilton,

    Sobre:

    “o mundo perfeito do socialismo, a aspiração máxima das esquerdas de algumas décadas atrás e que, como sabemos, não deu em nada.”

    Afirmo que deu sim: uns 165 milhões de mortos no século XX, ou seja, mais baixas do que em todas a guerras e pestes de todos os tempos somadas! Veja o trabalho do academico R.J. Hummel: http://en.wikipedia.org/wiki/R._J._Rummel

  7. Sandro says:

    Amilton,

    Sobre:

    “As bandeiras da Esquerda (mesmo as comprovadamente equivocadas ou apenas retóricas) seduzem também pessoas mais bem informadas e idealistas, que passam a exercer papel fundamental de militância.”

    Ver video: Marxistas, os idiotas úteis
    http://www.youtube.com/watch?v=95H1wqh96Ts&feature=related

    • Amilton Aquino says:

      Não conhecia o vídeo. Incrível como o comunismo continua a nos surpreender. E pensar que um dia já fui também um “idiota útil”.

  8. Ricardo Rocha says:

    Gilx, não sei se nome, sobrenome, pseudônimo ou apelido.
    Americano nacionalista é bonito, até patriótico.
    Europeus então e lindo, estão defendendo sua cultura, suas tradições. Brasileiro patriota é burlesco?
    Comentário ridículo esse seu.

    • Amilton Aquino says:

      Ricardo,
      Permita-me um aparte neste assunto, pois acho que o nacionalismo tem sido usado e abusado por populistas tanto de direita quanto de esquerda para legitimar seus objetivos nem sempre nobres. Vou fazer uma pequena analogia para ser mais claro: vc e seu filho adolescente estão em um ônibus confortavelmente sentados. Em determinado momento, todos os assentos já estão lotados e chega uma pessoa idosa e fica em pé ao lado do seu filho. Se vc for um homem muito “apegado” à família, do tipo que “pensa primeiro nos seus em qualquer situação”, certamente ficará indiferente a velhinha em pé. No entanto, se vc tiver senso de cidadania, certamente vai pedir para seu filho ceder o lugar, caso este não tome a iniciativa.

      No primeiro caso, vc seria o “nacionalista”, que ama sua família acima de tudo. Mas, como vc pode ver, seu comportamento não seria nada louvável. Enfim, o que quero dizer com isso é que o nacionalismo exacerbado muitas vezes distorce a percepção da realidade. Isto explica como Hitler conseguiu levar uma nação inteira à loucura do nazismo.

      Não lembro o nome do filósofo, mas tem um australiano que diz que à medida que uma sociedade evolui, o nacionalismo vai sendo substituído por uma “cidadania mundial”, que busca o bem comum do mundo e não apenas do seu país. Seria muito bom que algum dia pudéssemos ser todos “cidadãos do mundo”, acima dos nacionalismos exacerbados. Certamente teríamos menos guerras.

    • Gilx says:

      Caro Ricardo,
      Meu apelido é esse mesmo aí que está no meu avatar (Gilx), que pronuncia-se “gílks”, assim como Max ou Rex. A propósito, convido você a fazer uma visitinha ao meu modesto blog, o qual me expresso muito melhor com o humor gráfico do que com apenas palavras.

      Quando eu disse que a esquerda brasileira é burlesca, não estou criticando o nacionalismo em si, mas a forma como ele é ideologicamente defendido (como bem explanou o Amilton em minha “defesa”). PSTU e PCO, por exemplo, sempre apresentaram aquele velho discurso “fora a política neoliberal” há décadas. Como já dizia o Delfim Netto (que hoje se debandeou pro lulismo), a esquerda no Brasil é cafona.

  9. Sandro says:

    Amilton,

    No último parágrafo, conclusão:

    “Seus méritos concentram-se numa maior atenção às classes menos favorecidas.”

    Acredito que se pode acrescentar que seus deméritos se concentram em não terem feito nenhuma das reformas estruturais prometidas, indispensáveis ao avanço sustentável do país, o que por conseqüência, vai resultar numa “menor atenção à todas as classes, em especial as menos favorecidas”!!!

    Abs

    • Amilton Aquino says:

      Sandro,
      A conclusão que postei é mais genérica, pois refere-se à América Latina e não apenas ao Brasil. A média da carga tributária dos nossos hermanos, por exemplo, já está num nível ideal, em torno de 25%. Mas fica aqui bem registrada sua observação, que se aplica muito bem ao Brasil.

  10. aliancaliberal says:

    Perfeito o texto. O legal de seus textos é que não usa economês desta forma fica fácil popularizar o conhecimento, exatamente o que os despotas temem.

    Tanto que eu já “plantei” algumas sementes “liberais” em alguns esquerdistas, quando eu mostro a lei de Say e suas consequencias então cai ao chão muitas “convicções”.

    • Amilton Aquino says:

      Valeu Liberal! Pena que vou ter que dar uma parada nos próximos meses. O segundo semestre é bem pesado para mim. Voltarei com a análise do 1º ano de Dilma. Abraço!

  11. Sandro says:

    Amilton,

    ainda, em:

    “No entanto, tal atenção não seria possível sem a estabilidade conquistada na década anterior, nem com (ERRO DE DIGITAÇÃO – “SEM”) o bom cenário global.”

    Favor acrescentar também: “… tal atenção não seria possível sem o BÔNUS DEMOGRÁFICO”

    Ou seja, a tal atenção só foi possível por causa de três fatores que não dependeram do governo, sendo que ainda assim, acerca de dois deles ele sempre foi historicamente contra: Plano Real e Globalização!

    Abs

    • Amilton Aquino says:

      Obrigado pela correção.
      Sobre o bônus demográfico discordo, pois este já existia na era FHC. A diferença é que na era Lula entramos no ciclo positivo do desenvolvimento, ciclo este que potencializou o bônus demográfico. Mas concordo com o último parágrafo, o qual adaptei com dois fatores para o final do texto. Valeu.

  12. Ricardo Rocha says:

    A pirataria é um dado importante no xadrez do comercio exterior Chinês. Ela tem a função de destruir mercados e em seguida entrar com seus produtos e fabricas.
    Nesse processo vale lembrar a frase lapidar de Akio Morita fundador da Sony: Tentamos com Pearl Harbor, não funcionou,viemos com nossos radinhos de pilha.
    Alguem se lembra do nome de uma grande industria de eletro eletrônicos americana? Pois é, depois vieram os coreanos que no começo produziam carros tão ruins como os primeiros carros japoneses. O tempo passou e hoje o I30 da Hyundai foi considerado na Inglaterra, terra dos Rolls,Bentleys e Jaguars o Best of Best em engenharia automotiva.
    O diferencial chinês é a sua escala de produção. Dez milhões de peças é quase padrão nas fabricas chinesas, mais duas horas de trabalho e eles produzem mais dois milhões de peças excedentes exportáveis por um custo ridículo, não dá para competir.

    • Amilton Aquino says:

      Realmente é muito difícil competir com os asiáticos. Mas, como já disse antes, este bônus demográfico asiático aos poucos vai se esgotando e então as altas taxas de crescimento vão diminuindo. A China de hoje é o Japão do final do século XX. E o que aconteceu com o Japão? Está estagnado desde meados dos anos 90, apesar da indiscutível excelência dos japoneses na alta tecnologia.

  13. Ricardo Rocha says:

    Estamos discutindo apenas as questões econômicas envolvendo a China quando o assunto é muito mais abrangente. Os chineses já estão em quase a metade da Africa, a metade boa, a que tem matérias primas nobres.
    O Sandro escreveu que o armamento do exercito chines é obsoleto.Ele foi, já não é mais. As ogivas nucleares chinesas careciam de precisão, já não carecem mais, graças por irônico que seja a uma empresa americana, a Loral Space. O bem treinado e equipado exercito americano tem um efetivo conhecido de 1.4 milhão. O exercito chines tem um efetivo estimado de 200 milhões.
    Os chineses com os seus seis mil anos de historia,não esquecem os séculos de dominação estrangeira.
    Joguem suas fichas senhores.

    • Amilton Aquino says:

      Pois é Ricardo, hoje, mesmo com um PIB três vezes menor que o norte-americano, a economia chinesa já compete com a dos EUA em termos de influência na economia mundial. Agora, imagina daqui há dez anos? Se os prognósticos de crise na economia chinesa se confirmarem, teremos mais uma hecatombe na economia. Acho que algum dia teremos saudade do império norte-americano.

    • Sandro says:

      Ricardo,

      Houve um engano, não escrevi que o armamento do exército Chinês é obsoleto. Mas indico esta entrevista na Folha de hoje com um sociólogo professor da USP, e marxista.

      Essa mudança ainda não tem correspondente em outras formas de poder?

      Nem no poder político nem no militar. A China é um anão militar, embora esteja acelerando. E também não tem poder político. A época do expansionismo chinês, que deu origem ao PC do B no Brasil, por exemplo, acabou.

      http://www1.folha.uol.com.br/mundo/961378-e-a-primeira-crise-que-nasceu-na-periferia-diz-francisco-de-oliveira.shtml

  14. Ricardo Rocha says:

    Faltou dizer. E os americanos discutindo febrilmente o teto da divida. E o serviço de inteligencia?? americano, faz o que? Muinha preocupação é com os meus netos.

    • Amilton Aquino says:

      O absurdo desta polêmica do aumento do teto da dívida só reforça o que afirmamos na nossa série. O governo norte-americano gasta muito e muito mal. Pode demorar, mas um dia a fatura dos gastos do governo chegam. E é isso que está acontecendo agora. Isto ficou claro já na crise de 2008 em meio aos rios de dinheiro jorrados nas maiores economias para conter a crise. Isto repete o que aconteceu na crise de 1930 que foi transformada em uma grande depressão que durou uma década.

  15. Sandro says:

    Amilton,

    Grande questão, o nazismo é de direita ou de esquerda!?!?

    vi no texto que citas o programa do “partido” nacional-socialista brasileiro no qual eles se definem como de esquerda. mas andei vendo no wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo – e lá fala que é de extrema direita e aponta os porquês.

    o Olavo de Carvalho define como de esquerda por ser o regime altamente intervencionista!

    Acho esta questão bastante complexa!

    Abs

    • Amilton Aquino says:

      Olá Sandro,
      Desculpas pela demora. Só agora sobrou um tempinho.

      Quanto ao espectro ideológico do nazismo depende do contexto histórico e dos critérios que valorizamos mais ou menos nos conceitos de esquerda e direita, conceitos estes que têm variado bastante ao longo das décadas, como vimos na nossa série.

      O fato concreto é que as bandeiras dos nazistas atuais em nada diferem das bandeiras da esquerdas mais radicais, combatendo o imperialismo norte-americano, globalização, etc.

      Mas mesmo no tempo de Hitler, ele e Stalin tinham muito em comum, desde o autoritarismo, passando pelo nacionalismo exacerbado até a forte presença do estado na economia.

      O que aproxima o nazismo da direita é o racismo típico dos mais reacionários direitistas e sua aproximação estratégica com o fascismo, este sim indiscutivelmente de extrema-direita.

      De fato, é bem difícil caracterizar esta loucura que é o nazismo!

  16. Sandro says:

    Amilton,

    Interessantíssimo este link da Wikipedia: ESPECTRO POLÍTICO:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Espectro_pol%C3%ADtico

    Parece que os conceitos entre direita e esquerda são bem mais confusos do que parecem!!!

    abs

    • Amilton Aquino says:

      Acho que todos estão desatualizados. Os vários modelos refletem um pouco da época em que foram pensados, embora hoje não digam quase nada, pois hoje o único traço realmente visível que diferencia esquerda e direita no poder nos dias atuais é o tamanho do estado na economia e o populismo (este último traço mais especificamente na América Latina).

  17. Sandro says:

    Amilton,

    ainda:

    “O nome do Partido Nazista era “National Sozialistische Deutsche Arbeiterpartei” (N.S.D.A.P.) ou em português, Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. O nome socialista era utilizado, entretanto, sob o nosso atual entendimento de socialismo, o nazismo é radicalmente antissocialista ou anticomunista. O termo “National Sozialistische”, que em alemão dá origem a “Nazismo” era utilizado como forma de se contrapor ao termo comunismo, ou internacional Socialista no sentido utilizado pelo marxismo. O nazismo pode ser considerado uma forma extrema de fascismo, muitas vezes chamado de nazifascismo. Os vários tipos de fascismos se identificam como anti-socialistas.[16]
    Hitler dizia que o termo “socialista” era uma palavra de origem alemã, correspondente a um modelo ideal de terras semi-coletivas, semi-privadas que existia entre os antigos povos germânicos do 1º Reich, e afirmava que Karl Marx, um judeu, havia “roubado” esta palavra para sua teoria subversiva, o comunismo. Foi justamente para diferenciar a sua proposta de novo modelo de sociedade do socialismo primitivo, que Marx criou o termo comunismo (enquanto estágio pós-socialista). Hitler defendia o retorno ao “socialismo” germânico do 1º Reich. Assim, na Alemanha, havia uma disputa retórica e linguístico-formal entre nazistas e comunistas em torno do uso e do significado do termo “socialismo” na língua alemã.
    Quando questionado o porquê de usar a palavra socialismo como parte do nome de seu partido, Adolf Hitler disse: “Por que eu iria forçar essas criaturas a se submeterem a uma disciplina rígida, da qual não conseguem escapar? Eles podem ter tantas terras ou usinas quanto querem, o importante é que o estado, por intermédio do partido, decida quanto às ações e atitudes, pouco importando, assim, que sejam proprietários ou operários. Compreendem, agora, que tudo isso não significa mais nada? Nosso socialismo tem uma forma de agir mais profunda. Não modifica a ordem das coisas, não faz senão mudar as relações dos homens com o estado (…) Que significado têm a partir de agora as expressões ‘propriedade’ e ‘renda’? Por que teremos a necessidade de socializar os bancos e as usinas? Nós socializamos os homens!”

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Nazismo

    • Amilton Aquino says:

      Mais uma vez fica evidente o caráter socialista do nazismo:

      “Hitler dizia que o termo “socialista” era uma palavra de origem alemã, correspondente a um modelo ideal de terras semi-coletivas, semi-privadas que existia entre os antigos povos germânicos do 1º Reich”

      Ou seja, a essência do nazismo original caminhava na direção do comunismo. No entanto, o orgulho exacerbado de Hitler e o ódio aos judeus o forçavam a se afastar do comunismo proposto pelo judeu Marx, o qual teria “roubado” a idéia do socialismo nazista.

      Nas palavras de Hitler: “Que significado têm a partir de agora as expressões ‘propriedade’ e ‘renda’? Por que teremos a necessidade de socializar os bancos e as usinas? Nós socializamos os homens!”

      Ou seja, mais uma experiência socializante fracassada.

  18. Sandro says:

    Amilton,

    Por outro lado, o autor do Livro Negro do Comunismo, e ex-maoista:

    “Courtois argues that Communism and National Socialism are SLIGHTLY different totalitarian systems”

    http://en.wikipedia.org/wiki/St%C3%A9phane_Courtois

  19. aliancaliberal says:

    Olha este video de como funciona o sistema de reservas fracionárias e a fraude que isso realmente é.
    As partes 1-2-3 100%,já a 4 e 5 com resalvas.

    http://www.youtube.com/watch?v=NoGZ3-CMzJg

    • Amilton Aquino says:

      Pois é Liberal, isso explica o porquê de todas as nações ricas e pobres estarem hoje endividadas. Além, claro, do nosso ilustre Keynes. Muito bom o vídeo. Recomendo a todos.

    • Sandro says:

      Liberal e Amilton,

      Gostaria de recomendar um livro que pode ser baixado em PDF sobre este assunto: A Teoria da Exploração do Socialismo-Comunismo – http://www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=33

      Abs

    • Sandro says:

      Liberal e Amilton,

      Ainda sobre este video vale dar uma olhada neste projeto: BITCOIN – http://www.bitcoin.org/

      Segue uma explicação direto da Wikipedia sobre o tema:

      Bitcoin é uma moeda digital criada em 2009 por Satoshi Nakamoto. O nome também se refere ao programa código aberto que ele projetou para usar a moeda, e a rede peer-to-peer que ele forma. Differente da maioria das moedas, bitcoin não depende em confiar em nenhum emissor centralizado. Bitcoin usa banco de dados distribuído espalhados pelos nós da rede peer-to-peer para registrar as transações, e usa criptografia para prover funções básicas de segurança, como certificar que bitcoins só podem ser gastas pelo dono, e evitar gastos duplos.
      O projeto de Bitcoin permite propriedade e transferências anônimas de valores. Bitcoins podem ser salvas em computadores na forma de um arquivo carteira, ou em serviços de carteira provido por terceiros; e em ambos os casos bitcoins podem ser enviadas pela Internet para qualquer pessoa que tenha um endereço de Bitcoin. A topologia P2P da rede Bitcoin e a ausência de uma entidade administradora central torna inviável que qualquer autoridade, governamental ou não, manipule o valor de bitcoins ou induza inflação “imprimindo” mais notas.
      Bitcoin é uma das primeiras implementações do conceito chamado criptomoeda, descrito originalmente em 1998 por Wei Dai na lista de discussões Cypherpunk.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Bitcoin

      O que vocês acham?

      Abs

      • Amilton Aquino says:

        Sandro,
        Muito criativo o projeto. Porém acho que agrava ainda mais nosso problema atual, pois já temos um excesso de moeda no mundo, a maior parte fiduciária em poder dos bancos. Este dinheiro não pode circular, primeiro porque é fiduciário e, segundo, porque provocaria uma hiperinflação sem precedente no mundo.
        Portanto, criar mais um mecanismo de “criação de moeda” só agrava o problema.

    • Sandro says:

      Liberal e Amilton,

      O video explica de forma mais rápida o que é o projeto BITCOIN:

      http://www.youtube.com/watch?v=Um63OQz3bjo

      Abs

  20. Sandro says:

    Amilton,

    Achei um texto do Olavo de Carvalho muito interessante e, digamos, com um espectro de visão e tempo histórico sobre direita e esquerda bem mais amplo do que aquele do tempo dos que sentavam à direita ou à esquerda do rei! Vale dar uma lida, pois é bem elucidativo sobre estes conceitos.

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/051031dc.htm

    Abs

    • Amilton Aquino says:

      Descrição perfeita:

      ” direita é o que se legitima em nome da antigüidade, da experiência consolidada, do conhecimento adquirido, da segurança e da prudência, ainda quando, na prática, esqueça a experiência, despreze o conhecimento e, cometendo toda sorte de imprudências, ponha em risco a segurança geral; esquerda é o que se arroga no presente a autoridade e o prestígio de um belo mundo futuro de justiça, paz e liberdade, mesmo quando, na prática, espalhe a maldade e a injustiça em doses maiores do que tudo o que se acumulou no passado.”