Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Esquerda x Direita (parte 17)

Comunismo capitalista

Olá amigos! Finalmente chegamos às conclusões desta série. Peço desculpas se me estendi um pouco, mas achei necessário fazer uma recapitulação dos principais eventos que influíram direta ou indiretamente nos caminhos da Esquerda e da Direita nas últimas décadas, pois nosso objetivo é provocar a reflexão principalmente nos mais jovens, aqueles que não viveram a hiperinflação e estão começando a se familiarizar com a economia, o verdadeiro motor que molda a disputa ideológica.

E assim retornamos a pergunta inicial do nosso primeiro post: Afinal, Keynes é de Direita ou de Esquerda?

Primeiras conclusões

Até a queda do muro de Berlim, quando os esquerdistas ainda acreditavam no socialismo como alternativa ao capitalismo, Keynes era de Direita, no máximo um reformador do capitalismo. Aliás, o próprio Keynes se autoproclamou o “salvador do capitalismo”, a partir da crise de 1930, vale lembrar. Desde então, o keynesianismo passou a ser classificado como mais uma escola neoliberal da primeira metade do século XX (as outras são a Austríaca e o Monetarismo). Nesta época o termo “neoliberal” ainda significava “derivar do liberalismo”. Portanto, não tinha ainda o sentido pejorativo que as esquerdas o impuseram a partir dos anos 80. Com o fim do comunismo, restou às esquerdas se renderem ao capitalismo e aderir à escola menos liberal das três: o keynesianismo. Foi então que Keynes, depois de morto, passou a ser de “esquerda”. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 16)

Crise de 2008

Olá amigos! Finalmente chegamos ao ponto inicial da nossa série, o momento em que estourou a crise de 2008 e as famosas medidas keynesianas voltaram à moda. Desde então Keynes foi transformado no novo Max das esquerdas, servindo de justificativa para o aumento do Estado na economia.

A crise de 2008

A crise de 2008 não apenas ressuscitou John Mainard Keynes, como também elevou ao estrelato o economista turco Nuriel Rubini. Ele previu, em 2005, a hecatombe financeira mundial decorrente de uma bolha imobiliária que inflava a economia norte-americana.

De fato foi o que ocorreu, mas ele não foi o único a ver o óbvio. Senadores norte-americanos, desde o início da década de 2000, usaram a tribuna mais de uma vez para alertar sobre os rumos da economia. Mais recentemente o documentário “Inside Job”, ganhador do Oscar 2011, mostrou que nos bastidores do mundo financeiro muito mais gente sabia do que estava ocorrendo. O governo norte-americano foi alertado, e mesmo assim a crise estourou.

E como sempre ocorre, enquanto a economia cresce, tudo é festa, ninguém se preocupa com a sustentabilidade deste crescimento no futuro, pois para os políticos e agentes financeiros o que mais importa é faturar no presente. Qualquer um que alerte sobre potenciais ricos é logo taxado de pessimista, catastrófico ou de jogar no time do contra. E aí vem a crise e então todos ficam se perguntando como ninguém percebeu o que estava acontecendo. Leia mais

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Esquerda x Direita (parte 15)

Ascensão dos BRICs

Olá amigos! Neste post, finalmente vamos falar da ascensão dos BRICSs no panorama global dos anos 2000.

Se você não leu os posts anteriores desta série, leia pelo menos o post 13 desta série, um pré-requisito para entender este post. Se preferir ler desde o início, clique aqui.

A ascensão dos BRICs

Nos dois últimos posts desta série exibimos uma série de gráficos que mostram claramente a aceleração da economia global a partir do ano 2003, com um aumento expressivo da importância dos países periféricos e, em contrapartida, a diminuição do peso dos países ricos na economia mundial.

Só a título de ilustração, o FMI prevê que a partir de 2013, o PIB dos países emergentes e em desenvolvimento irá ultrapassar o PIB das economias avançadas. Vale lembrar que em 2000, o PIB dos emergentes representava menos que 60% do PIB das economias avançadas. Leia mais