Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Lula e a dívida pública (PARTE 1)

O pagamento “antecipado” ao FMI

O Brasil se encheu de orgulho em 2005, quando a mídia noticiou o fato histórico da quitação da dívida brasileira com o FMI, ainda mais com dois anos de antecipação. O presidente Lula, como sempre, capitalizou ao máximo tal evento (coincidentemente às vésperas das eleições), aproveitado a ocasião para manifestar sua intenção de emprestar dinheiro ao FMI. “Vocês não acham chique? O Brasil agora vai emprestar dinheiro ao FMI!”, perguntou o presidente aos jornalistas em tom de campanha e de deboche. O fato histórico ajudou Lula a diminuir o impacto da crise do PT pós-mensalão, contribuindo para sua reeleição no ano seguinte.

Mesmo percebendo o objetivo eleitoral do Governo na antecipação da quitação da dívida, a oposição teve que se calar diante de um fato simbólico e tão importante para a auto-estima do povo brasileiro. Mesmo assim, algumas vozes dissonantes na “Imprensa Golpista” questionaram o esforço do Governo em apressar a liquidação de uma dívida que cobrava juros de apenas 4% ano, enquanto que, ao mesmo tempo, o Tesouro continuava a pagar juros superiores a 13% ao ano da Dívida Interna.

O outro lado da história

No mesmo ano do badalado pagamento da dívida com o FMI, o Governo fez diversas operações no mercado financeiro para capitalizar recursos em troca de títulos da dívida brasileira. Segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, além de US$ 4.49 bilhões em títulos da dívida brasileira no exterior, o Governo trocou C-Bonds por A-Bonds no valor de US$ 4,4 bilhões e antecipou o lançamento de US$ 3,5 bilhões em títulos da dívida externa que estavam programados para o ano seguinte. Traduzindo o “economês”, o governo pediu emprestado ao mercado financeiro um total de US$ 12,4 bilhões, um valor bem próximo aos US$ 15,5 bilhões pagos ao FMI. Ou seja, o governo juntou o valor dos empréstimos com a parcela da dívida programada para o ano seguinte (que seria paga de qualquer forma) e criou o factóide da quitação do FMI. Na prática, o governo trocou uma dívida com juros de 4% ao ano por outra com juros entre 8% e 12,75%.

O mar das dívidas

Assim como os rios correm para o mar, todos os “títulos” vendidos pelo Governo no mercado financeiro são incorporados às dívidas interna e externa. Desde o governo FHC estas movimentações têm se concentrado na dívida interna, a qual não pára de crescer. Abaixo um gráfico divulgado pela Auditoria Cidadã da Dívida que mostra sua evolução nos últimos anos.

Evolução da dívida interna segundo a Auditoria Cidadã da Dívida
Oficialmente, o governo gastou até 2008 30,57% do orçamento com juros e amortizações da dívida pública (R$ 282 bilhões). Traduzindo o “economês”, o refinanciamento da dívida significa renovar as dívidas vencidas, com novos prazos e juros, naturalmente. Em outras palavras, significa jogar a responsabilidade para o próximo governo. Tal mecanismo tem se repetido ao longo das últimas décadas com as dívidas externa e interna. A lógica dos governos é a seguinte: não importa o valor da dívida, o que importa é seu percentual em relação ao Produto Interno Bruto – PIB (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país).  Por este ângulo, o governo Lula se gaba hoje de ter uma dívida interna correspondente a 44% do PIB, valor inferior ao pico de 1998, quando este percentual chegou a 56% no auge da seqüencia de crises internacionais do segundo governo FHC.

Por esta lógica, o governo atual teria ainda 12% de margem para se endividar, pois o parâmetro é sempre o governo FHC. Ou seja, não importa se a dívida da época era de 645 bilhões e hoje este valor foi triplicado. O que importa é capacidade do governo em “honrar seus compromissos”, mesmo que estes consumam 1/3 do nosso orçamento.

É com este pensamento que o Governo programa a emissão de títulos das dívidas (novos empréstimos). A antecipação do lançamento dos títulos que serviram para “pagar” a dívida do FMI é apenas um exemplo de como o governo programa seus orçamentos. Em outras palavras, a “emissão de títulos” tornou-se uma das fontes de recursos do Governo, principalmente nos períodos pré-eleitorais.
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Ao revelar sua disposição em emprestar dinheiro ao FMI, o governo Lula faz exatamente aquilo que criticava quando oposição. Ao passar da condição de devedor à credor do FMI, na prática o governo Lula se coloca na posição de “explorador” dos países aos quais o FMI vai emprestar nosso dinheiro.
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Fontes:
Observatório Internacional da Dívida
Auditoria Cidadã da Dívida

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35 Responses to Lula e a dívida pública (PARTE 1)

  1. Leonardo Zamboni says:

    O comprometimento orçamentário para o pagamento da dívida é realmente um problema grave, que obsta o desenvolvimento brasileiro. Nesse mês foi instaurada no congresso a CPI da dívida pública, proposta pelo Deputado Ivan Valente do PSOL. Argumenta-se que parte da dívida pública é indevida, sendo possível a sua redução após uma análise minuciosa das contas, a exemplo do que foi feito pelo Equador, que recentemente reduziu sua dívida externa em 70%, e por Getúlio Vargas, que fez algo semelhantemente nos anos 30.

    Restou porém explicar a razão do aumento nominal da dívida interna durante o governo Lula ter comprometido uma fatia menor do PIB, e também do orçamento, em relação a seu antecessor. A evolução da dívida se deu paralelamente à redução (ainda que modesta) dos juros. Portanto, tomar novos empréstimos hoje compromete, proporcionalmente, menos receita pública do que antes, pois os juros são menores. Nesse sentido, a capacidade de honrar os pagamentos é mais importante do que o montante nominal.

    Além disso, a substituição da dívida externa (atrelada normalmente ao dólar) pela dívida interna é muito positiva, pois elimina o risco cambial. Ataques especulativos às moedas e mercados financeiros de Nações endividadas não são incomuns. Mesmo com juros maiores, a vulnerabilidade do País a esses ataques, ou mesmo às intempéries do sistema financeiro internacional, será tanto menor quanto maior a proporção Dívida Interna/Dívida Externa. Portanto, nesse aspecto, a política de Lula é correta.

    • Marcos Coimbra says:

      Leonardo, é inadimissível que com um cenário tão positivo o governo Lula continue a aumentar a dívida. Como o Amilton falou no artigo, o problema é que Lula toma sempre como base o desastre do segundo governo FHC, um período cheio de crises internacionais. O problema é que Lula joga sempre para a torcida. Fazer um esforço para estancar a dívida exige austeridade nos gastos do governo. Como Lula só pensa nas próximas eleições, cortar gastos é tudo que ele não quer.

    • Aline Leal says:

      Permita discordar, Leonardo. O problema da dívida não é apenas um problema. É hoje o nosso principal problema, pois consome mais da metade do que o nosso país arrecada. O governo Lula perdeu a grande chance de mudar este círculo vicioso que compromete o nosso futuro. O fato do percentual do PIB ser menor do que o do segundo governo FHC não é nenhum mérito. Se vc observar o gráfico da evolução da dívida vai ver que repete a mesma trajetória do governo FHC. A diferença é que o governo atual toma como referência principalmente os últimos anos de FHC, período de grande turbulência na economia. A queda dos juros a qual vc se referiu só aconteceu a partir do final de 2008 a partir da crise mundial. Ou seja, se não houvesse a crise, tudo iria continuar na mesma. Falta ao governo a coragem para enxugar gastos, afinal estas são medidas impopulares. A verdade é que Lula prefere jogar para a torcida e empurrar as dívidas para o sucessor.

  2. Vera says:

    Leonardo, o enfoque colocado pelo Amilton quanto à capacidade de honrar compromissos não abarca, a meu ver, uma comparação entre àquela e o montante nominal, mas sim ao quanto se deixa de investir no que é necessário devido ao comprometimento do orçamento. Concordo com a Aline e acrescento: toda e qualquer discussão no campo da política e/ou economia que hoje se faz tem sempre viés comparativo – FHC versus Lula e vice-versa. Os defensores de um ou de outro tendem a perder o foco da questão – o tamanho da dívida -, que é justamente o que está muito bem colocado pelo Amilton. O tempo de FHC já passou. O de Lula é o aqui e agora, o que implica, necessariamente, em pensar em 2010 e em como será conduzida a economia brasileira em período pré-eleitoral. Henrique Meirelles, o “fiador” da política monetária/econômica de Lula já se prepara para deixar a “economia” para se entregar à “política”. Quem ocupará seu lugar? Como se comportará o “ente” Mercado? Vejo muita pirotecnia pela frente…

  3. Pedro Pedra says:

    Voces estão com inveja = o FHC afundou e vendeu o Brasil, agora vão puxar o saco do FHC vão.Mario Sergio (27/08/2009 – 12:53)
    O que o PSDB fez quando estava no governo?
    Nenhum governo teve mídia tão favorável quanto o de FHC, o que não deixa de ser surpreendente, visto que em seus dois mandatos ele realizou uma extraordinária obra de demolição, de fazer inveja a Átila e a Gêngis Khan. Vale a pena relembrar algumas das passagens de um governo que deixará uma pesada herança para seu sucessor.
    A taxa média de crescimento da economia brasileira, ao longo da década tucana, foi a pior da história, em torno de 2,4%. Pior até mesmo que a taxa média da chamada década perdida, os anos 80, que girou em torno de 3,2%. No período, o patrimônio público representado pelas grandes estatais foi liquidado na bacia das almas. No discurso, essa operação serviria para reduzir a dívida pública e para atrair capitais. Na prática assistimos a um crescimento exponencial da dívida pública. A dívida interna saltou de R$ 60 bilhões para impensáveis R$ 630 bilhões, enquanto a dívida externa teve seu valor dobrado.
    Enquanto isso, o esperado afluxo de capitais não se verificou. Pelo contrário, o que vimos no setor elétrico foi exemplar. Uma parceria entre as elétricas privatizadas e o governo gerou uma aguda crise no setor, provocando um longo racionamento. Esse ano, para compensar o prejuízo que sua imprevidência deu ao povo, o governo premiou as elétricas com sobretaxas e um esdrúxulo programa de energia emergencial. Ou seja, os capitais internacionais não vieram e a incompetência das privatizadas está sendo financiada pelo povo.
    O texto que segue é um itinerário, em 45 pontos, das ações e omissões levadas a efeito pelo governo FHC e de relatos sobre tentativas fracassadas de impor medidas do receituário neoliberal. Em alguns casos, a oposição, aproveitando-se de rachas na base governista ou recorrendo aos tribunais, bloqueou iniciativas que teriam causado ainda mais dano aos interesses do povo.
    Essa recompilação serve como ajuda à memória e antídoto contra a amnésia. Mostra que a obra de destruição realizada por FHC não pode ser fruto do acaso. Ela só pode ser fruto de um planejamento meticuloso.
    45 deserviços de FHC:
    1 – Conivência com a corrupção
    O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
    2 – O escândalo do Sivam
    O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
    3 – A farra do Proer
    O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
    4 – Caixa-dois de campanhas
    As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
    5 – Propina na privatização
    A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
    6 – A emenda da reeleição
    O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
    7 – Grampos telefônicos
    Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
    8 – TRT paulista
    A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
    9 – Os ralos do DNER
    O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
    10 – O “caladão”
    O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O “caladão” provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
    11 – Desvalorização do real
    FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava “ou eu ou o caos”. Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
    12 – O caso Marka/FonteCindam
    Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
    13 – Base de Alcântara
    O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
    14 – Biopirataria oficial
    Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
    15 – O fiasco dos 500 anos
    As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
    16 – Eduardo Jorge, um personagem suspeito
    Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
    17 – Drible na reforma tributária
    O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
    18 – Rombo transamazônico na Sudam
    O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
    19 – Os desvios na Sudene
    Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
    20 – Calote no Fundef
    O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
    21 – Abuso de MPs
    Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
    22 – Acidentes na Petrobras
    Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
    23 – Apoio a Fujimori
    O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
    24 – Desmatamento na Amazônia
    Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
    25 – Os computadores do FUST
    A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
    26 – Arapongagem
    O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
    27 – O esquema do FAT
    A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
    28 – Mudanças na CLT
    A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
    29 – Obras irregulares
    Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
    30 – Explosão da dívida pública
    Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
    31 – Avanço da dengue
    A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
    32 – Verbas do BNDES
    Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
    33 – Crescimento pífio do PIB
    Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
    34 – Renúncias no Senado
    A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
    35 – Racionamento de energia
    A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
    36 – Assalto ao bolso do consumidor
    FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
    37 – Explosão da violência
    O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
    38 – A falácia da Reforma agrária
    O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
    39 – Subserviência internacional
    A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
    40 – Renda em queda e desemprego em alta
    Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
    41 – Relações perigosas
    Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman – paraíso fiscal do Caribe.
    42 – Violação aos direitos humanos
    Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
    43 – Correção da tabela do IR
    Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
    44 – Intervenção na Previ
    FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
    45 – Barbeiragens do Banco Central
    O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.
    E agora vem dar uma de moralista.

    • Confesso que não li seu post inteiro ainda, pois estou sem tempo agora. Mas percebi que trata-se de uma lista de escândalos. Amigo, os escândalos da era FHC são conhecidos e por isso mesmo ele foi punido nas urnas. Se as críticas hoje são mais direcionados a Lula é porque ele é quem está no poder e quem deve ser julgado. Nós, como eleitores, temos que ter uma visão crítica e os políticos, como já disse Eça de Queiroz, devem ser mudados com frequencia, assim como as fraldas. Pelo mesmo motivo.

    • Olá Pedro, finalmente li seu imenso post. Não vou me aprofundar muito, pois teria que escrever demais, o que não é possível agora. Mas já que vc listou 45 escândalos do governo FHC, posto aqui um link onde são catalogados 102 escândalos do governo Lula em apenas seis anos e meio de governo (http://blogmomentocerto.blogspot.com/2009/06/lula-acervo-historico-dos-escandalos.html). Para o PT a coisa é ainda mais grave, pois, quando oposição, o PT era o “partido da ética”, lembra?

      Quanto a taxa de crescimento da era FHC, vale ressaltar o seguinte: foi igual ao primeiro governo Lula. A diferença é que o governo FHC pegou uma fase de transição com uma sucessão de crises internacionais, enquanto que o PT pegou uma, já no final do governo, depois que finalmente a economia do país (não o governo, que fique bem claro) entrar definitivamente no mercado globalizado. Se vc observar as taxas de crescimento do governo FHC vai ver que é uma gangorra, um ano sobe para 4%, depois desce para zero, sobre de novo e assim sucessivamente. O governo Lula, ao contrário, teve seis anos e meio de crescimento da economia mundial sem crises. Só este ano que vai ser zero por causa da primeira crise que pegou. Daí a diferença. A política econômica é a mesma, sem mexer uma vírgula (e era para mexer. Era para baixar os juros, por exemplo, além de diminuir a carga tributária).

      Quanto ao endividamento, o governo Lula não ficou atrás, como vc pode ver no artigo acima e nos seguintes. A diferença é que FHC teve razões para se endividar, precisava segurar o câmbio contra as ameaças de inflação nas sucessivas crises, teve que assumir dívidas dos Estados para implementar a Lei de Responsabilidade Fiscal, etc. O que não é o caso do PT que não só continua endividado o país, como tem aumentado os gastos mais que a receita.

      Quanto às privatizações, o governo Lula não privatizou tanto quanto FHC porque não tinha mais o que privatizar. Na falta, continua repetindo um dos mais vergonhosos erros de FHC que é privatização as rodovias federais, ironicamente uma das maiores críticas do PT aos PSDB!

      Poderia falar sobre cada um dos itens citados e vc veria que muito do que o PT ainda hoje critica, muito o PT se beneficia, como, por exemplo, do Proeer na única crise que o PT enfrentou. Mas tudo isso será assunto para novos posts. Obrigado pela visita e volte sempre.

  4. O Ruminante says:

    Confesso que diante a essas informações, não sei nem o que dizer sobre os governantes de nosso país, graças a deus não voto em ninguém a muito tempo.

    Que vergonha!

  5. elizabetemattos says:

    Quanto mais eu leio, mais fico indignada. Meu amigo vou fazer mais uma referencia ao teu blog. Gosto muito da maneira como vc escreve.

  6. elizabetemattos says:

    Esqueci de perguntar. Posso colocá-lo como meu parceiro de Link?

  7. Leonardo Zamboni says:

    O grande problema com a dívida pública brasileira não é exatamente seu montante nominal, mas os altos juros que pagamos. Sugiro a vocês uma leitura de Keynes, economista heterodoxo que demonstrou como o papel exercido pelo Estado na economia, por meio de seus investimentos e gastos, tem fundamental importância no crescimento econômico e na geração de empregos. A política fiscal de Lula, aos poucos, abandona o ortodoxismo recessivo dos anos FHC, com juros altos, estado reduzido e metas de superávit primários e caminha rumo a um heterodoxismo keynesiano e expansionista, com maiores investimentos e gastos estatais (que incluem a renúncia fiscal), juros menores e déficits nominais intencionais. A retirada dos investimentos públicos do cálculo do superávit primário foi um grande passo que aliviará a capacidade de investimentos governamentais. A dívida nominal é menos importante do que a relação dívida/PIB. Uma política expansionista, com juros mais baixos e elevados investimentos estatais, ainda que eleve a dívida nominal, graças a um déficit programado, promoverá um crescimento tal do PIB, que a relação dívida/PIB retrairá, e, consequentemente, diminuirá o comprometimento orçamentário com os serviços da dívida. Esse é o caminho certo que a equipe econômica de Lula tem procurado seguir. O fato de o Brasil ter atravessado a crise sem recessão é a grande prova de que Mantega tem acertado. Outro fator muito positivo do governo Lula, repito, foi a substituição gradual da dívida externa, dolarizada, pela dívida interna, liberando o País dos grilhões perversos do FMI, que já obstou demais nosso desenvolvimento com sua cartilha recessiva.

    • Leonardo, o grande problema da dívida é que os governos criam orçamentos contando com receitas fantasiosas. Nesta terça-feira, 01/09, temos mais um exemplo disso. O governo acaba de mandar ao Congresso o Orçamento de 2010 contando (para fechar a conta) que a arrecadação vai aumentar 15%! Se não aumentar (e certamente não vai aumentar) o governo emite títulos da dívida e pronto: fecha a conta. A dívida, claro, segue engordando cada vez mais.

      Outro ponto que discordo de vc é a “substituição” da dívida externa pela interna. Vou falar sobre isto no próximo post. Por enquanto, adianto-lhe que os juros da dívida interna são maiores que os da dívida externa. O exemplo da dívida do FMI exemplifica isso. O governo trocou uma dívida com juros de 4% ao ano por outras com juros entre 8 e 13%.

  8. Aquino, “aquele” não é a penas pedra, mas uma carreta de pedras todas absolutamnete já arredondadas por serem sempre as mesmas, atiradas pelos petralhas.
    Futuro? Que é isso amigo! Deus mulla resolve tudo tão logo ingira umas duas ou três garrafas que tanto podem ser de importado quanto qualquer 51 da vida, que também aí não há paladar, a exemplo do escrupulo, pois que ética e moral estão a milhões de léguas de distância desse senhor que de “senhor” só mesmo na língua lusa, que também nela ele defeca tal como na ética e honestidade que absolutamente desconhece.
    Ele veio fazer cocô na alma nacional…
    Haverá um tempo em que alguém limpará essas fezes petistas, defecadas pelas mãos, pés, bocas e bundas sujas, talvez neste caso mais limpas as bundas que as bocas.

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  11. Rad. Arrais says:

    Vale ressaltar ainda Aquino, que não vejo problema nas privatizações. A Vale por exemplo, teve seu portfolio aumentado consideravelmente, o que fez com que empregos fossem gerados em diversas áreas geográficas no Brasil seu market-share é sem comparação a epoca estatal e sem contar que Vale era sinonimo de banco para os governos.
    Quanto a comparação dos governos tenho 4 pontos:

    – Assistir um Lula pragmático / morto – tanto criticou-se FHC porém hoje os petistas tem que se conformar com meras ações iniciadas no gov de FHC bombardeadas por Lula em campanha eleitoral e copiadas ou pior editadas no governo atual:
    EX: Bolsa escola x bolsa família;
    FHC com ACM X LULA com Sarney;
    AVANÇA BRASIL x PAC;

    – Lula é analfabeto – o que é educação, para um ser se enche de orgulho ao dizer sou o unico presidente anafalbeto;

    – É vergonhoso ver todos os outros presidentes fazendo o nosso de títere (fantoche) sem falar nos unsultos internacionais quanto a personalidade do LULA (Hugo Chavez).
    – FHC – Em seu governo houveram vários fraudes sim, mas não lembro do nosso ex-presidente tomar partido de nehum (ACM – José Arruda – Jáder barbalho);
    LULA – sem comentários sua defesa a Sarney e não me digam que isto é governança;

    O erro de FHC? No seu segundo mandato ter recorrido a velha abertura do balcão de troca de favores.

    O erro de LULA? Ter vendido sua alma para as mentes “brilhantes” que o acompanham por não ter uma propria, pois senhores o que ele sabia fazer ele desaprendeu: Ser um de nós!

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  17. Wagner says:

    Ética é um atributo do ser humano e não de uma entidade. Ética não faz parte de programa de partido a ou b. Ninguém pode escolher umpartido por ser mais ou menos ético, nem por ser mais ou menos honesto. Um partido apresenta uma ideologia eos seus membros devem escolher a melhor maneira de alcançar os resultados almejados pelo partido.
    No Brasil não é muito comum se ouvor discursos falando sobre isso. O brasileiro comum não entende e os formadores de opinião não se interessam.
    Há portanto, uma confusão entre pessoas e instituições e os governos agem como se fossem os detentores da posse e até da propriedade dos cargos. Poderíamos então discutir o que seria melhor para nós, brasileiros, em tese, e cobrarmos dos partidos que seguissem o que haviam proposto internamente, cada militante. Mas ao contrário, como é pessoal, o que deveria ser intitucional, ao se eleger o candidato passa a ter uma dívida com os seus cabos eleitorais que lhe emprestaram o prestígio (carisma) em troca dos favores que vão redundar em mais poder e maior capacidade apoio a uma próxima campanha.
    Isso não é apenas no Brasil, mas aqui ainda estamos passando por um período colonialista em que as pessoas se vêm numa posição de inferioridade em relação aos donos do poder. Este processo se inicia no município em que os candidatos praticamente são escolhidos por critérios de poder e não de capacidade administrativa, ou mesmo do que seria elementar, sua idoneidade.
    Mas pelo visto aqui, ainda que tardios meus comentários,cada um ve seu interesse pessoal, sua maneira de ver, sua ideologia. Parece que não há governo,já que uns dizem: o presidente tal foi mal sucedido por causa da crise internacional,o outro foi bem por causa do que o anterior fez e “pegou” uma época melhor. Como se nenhum fosse responsável por nada e se os estados estivessem em uma espécie de piloto automático, na esteira da globalização.
    Penso que não temos, no conjunto, a menor possibilidade de saber quem foi melhor ou pior, menos ainda de saber qual será melhor. Seremos influenciados pela mídia, por ofertas de amigos, por convicções vãs, raramente pelas nossas consciências. Já o cediço cargo de vereador, ou mesmo o pouco mais distante, de prefeito e talvez, em alguns casos e com algumas adaptações necessáris na forma de escolha, os deputados, estaria ao alcance dos “homer’s” e dos intelectuais.
    O certo é que não estamos prontos para votar para presidente, ainda, mas estamos aprendendo.
    Escolher um homem comum, dentre os diversos candidatos foi algo fantástico historicamente. e foi bom. Houvesse outro candidato do mesmo tipo seria uma boa opção, apesar de este ter se emprestado ( para não dizer vendido ) a outras ideologias com o objetivo de vencer uma eleição e ficamos com um governo ideologicamente “meia-boca”.
    Bem, e quais são as nossas opções ?
    Infelizmente não há. Dilma, apesar de sua história de guerrilha e amor à causa, está ultrapassada e só está aí como plano “D” ou sei lá que letra, depois que os planos “A” e “B” foram detonados pela oposição. Na outra trincheira, uma pessoa que já vem marcada com escâdalos de sangessugas e o partido que criou o mensalão e a re-eleição e os anões etc etc. São Paulo está à mingua. As Marinas e Helenas não têm conseguido demonstrar substância em outras áreas como a ecnômia, educação, emprego e saúde e não decolam.
    A quem recorrer então ?
    Muitos escolhem os institutos de pesquisa para se decidirem. E aí se gastam, fortunas com midia para afetar a opinião pública e “encomendar” pesquisas.
    Quanto ao FMI, graças a Deus nos livramos deles (e do clube de Paris). Alem de tudo que foi dito aqui, é sabido que eles influenciavam muito negativamente nos assuntos internos, chegando diversas vezes a se falar em abalos na nossa soberania.
    Bons moços não temos. Boas meninas menos ainda. Votar em artistas atletas famosos, ídolos etc, não resolve. fazer o que ?
    Deixo aí a pergunta . . .

    • Wagner,

      Faço coro com vc na desilusão política. Ao contrário da nossa economia que deu passos largos nos últimos 20 anos, nossa política não só não evoluiu, como até regrediu em vários aspectos. Um exemplo disso é a polarização crescente entre governo e oposição, processo este que torna os eleitores mais emotivos e menos racionais.

      E como mudar um quadro desalentador como o que vc citou? O único caminho é educação. Infelizmente este é um processo lento. Poderia ser acelerado se nossos líderes acenassem nesta direção. Infelizmente não é o que temos observado, principalmente no mais popular líder que tivemos em todos os tempos, o qual colocou a disputa política acima dos interesses do país e não perde uma oportunidade para acirrar os ânimos entre governo e oposição.

      De fato, ninguém é santo e seja qual for o governante, teremos assunto de sobra para criticarmos. O que não podemos, no entanto, é achar que tem quer ser sempre assim, que a corrupção é inerente aos políticos e aderir incondicionalmente aos candidatos polarizados.

      Na dúvida, vote sempre contra quem está no poder, pois assim vc estará mostrando seu descontentamento e oferecendo a oportunidade para que outro faça algo melhor. Este é um dos pressupostos básicos da democracia (a alternância do poder) que, infelizmente, é sempre diminuído pelo partido que está no poder.

      Também fico muito incomodado com este festival de pesquisas que só estimula ainda mais a polarização entre governo e oposição, principalmente às vésperas das eleições. Certamente muita gente decide seu voto por um ou outro candidato da polarização e não vota realmente em quem queria votar de fato. Uma pena, pois depois que o PT no governo mostrou mais convergências do que divergências com as ações do governo do PSDB, o mínimo que esperávamos era ter uma campanha mais propositiva, menos emotiva e mais racional.

  18. Abbud says:

    Wagner boa análise, apesar de discordar de alguns pontos, principalmente quanto a idéia generalista de que não podemos afirmar o que é certo e errado, pois o sistema é “falho” e por isso devemos garantir no mínimo a alternancia de poder.

    Podemos sim avaliar quem foi, e quem será melhor para o País e a partir desta análise é que surgem as mudanças necessárias para o País, e neste sentido a alternancia de poder é um consequência e não uma regra da democracia.

    Acredito que caminhamos lentamente para um modelo político parecido ao dos EUA,aonde existem dois grandes partidos, de mesma origem porém com conceitos de direção de sociedade divergentes, mas que independentemente de quem esteja no poder a direção macro não sofre grandes alterações, pois as bases e conceitos de sociedade são sólidos, e este é um exemplo de que a alternacia de poder é uma consequencia e não uma regra da democracia.

    Dizem que as sociedades só mudam substancialmente quando realmente há indignação com algo, foi assim com a didatura que virou democracia e tambem foi assim quando passamos de um estado de hiperinflação para o de estabilização, ou seja, quando chega a um ponto aonde ninguem aguenta viver do jeito que estão as coisas elas mudam.

    Hoje vivemos um ciclo vicioso, aonde cada vez mais a classe política é vista como uma classe de “bandidos”, e assim expulsa cade vez mais os homens de bem.

    Isto só mudará quando nós, os homens de bem, nos indignarmos e mudarmos tudo o que esta ai, mesmo que para isso tenhamos que entrar na política, e não deixar que os “bandidos” o façam pela gente!

    Mas sempre voltaremos um ponto, que no final das contas é a origem de todos os males beneces de uma nação, o nível de educação e capital humano que temos.

    Sem gente preparada não há país preparado para nada, inclusive para votar, e assim continuamos a eleger factóides e pessoas, ao invés de elegermos projetos e pensamentos, até que um dia os homens de bem se indignem e sejam a mola da mudança!

    Abraços

  19. Cristina says:

    Adorei seu texto, já estou divulgando no twitter. Parabéns

  20. Gustavo Vasconcelos Jacobina says:

    Por enquanto ainda é fácil votar no Brasil, difícil é dar cultura básica ao povo para distinguir entre democratas que defendem a liberdade individual, pública e respeita os direitos humanos , daqueles que vivem de embromação, improviso, e populismo; Nossos netos que com fé em Deus estarão num Brasil mais evoluído,e melhor educados, e com certeza terão que fazer uma distinção maior entres concorrentes politicos com consenso entre público e privado, ou seja, terão que decidir baseado em critérios outros distintos da antagonia tamanho de mercado x tamanho de governo, como capacidade de liderânça, produtividade,representatividade,currículo político e administrativo, etc..

    • Sigit says:

      Da nojo desse monte de lixo, só a luta amdara organizada pelo povo, para tirar os bandidos deste pais, entitulados de autoridades por parte da midia.todos os dias no meio de comunicação, se ver o povo morrendo por falta de respeito de seus direitos.

      • Amilton Aquino says:

        Não esqueça que a “luta armada” levou ao poder nos países comunistas as mais sangrentas ditaduras. Não, esta não é a solução.

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  22. Pedro says:

    Prezado,
    seu argumento é por demais simplista ao dizer que quitar a dívida com o FMI significa, na prática, tão-somente aumentar os juros pagos por ela. Você ignora que, o FMI não empresta a juro baixo por ser bonzinho; ele se roga o direito de interferir na definição de prioridades nas políticas públicas, o que só pode ser aceito por um país que se quer soberando quando a situação pe emergencial, como era quando o FMI foi chamado. A partir do momento que a emergência passa, o ideal é, sim, retomar as rédeas do estabelecimento das prioridades do país.

    • Olá Pedro,

      Concordo com seu argumento sobre a importância de se livrar do FMI. A minha crítica é com relação da manobra eleitoreira às vésperas das eleições de 2006, conforme mostrado no post, e quanto à idéia que o Governo tenta vender de que a parcela da dívida do FMI é sinônimo da dívida externa como um todo. Lula chegou a afirmar categoricamente em um pronunciamento oficial que quitou a dívida externa, para mim a maior demonstração de cara-de-pau que este país já presenciou.

  23. Maurício says:

    Segundo gráfico publicado neste site, a dividia mobiliária federal cresceu 60% no governo Lula. Faltou completar que a esta mesma dídida cresceu mais de 1000% no governo FHC, de 62 Bilhões para 687 Bilhões. Na verdade todos os lados maqueiam informações para defender seus pontos de vista. Nenhum destes políticos e nem a “imprensa golpista” se importam verdadeiramente com o povo brasileiro.

    • Maurício,
      Se vc ler os próximos posts desta série vai ver que o governo Lula mudou a forma de cálculo da dívida. Ou seja, se fossem usados os mesmos critérios da época de FHC para calcular a divida atual esta seria hoje de mais de R$ 2,3 trilhões (com previsão de terminar o governo próximo a R$ 2,5 trilhão)! Se duvidar, consulte a planilha Divggp.xls diretamente no site do BC: http://www.bcb.gov.br/?DIVIDADLSP

      Usar percentuais para esconder os números reais é apenas mais um dos muitos sofismas utilizados pelo PT, pois quanto menor o ponto de partida, maior será o percentual final, mesmo que o montante adicionado seja significativamente menor, como é o caso aqui.

      É um fato que houve um grande endividamento na era FHC. A diferença é que 85% da dívida da era FHC não tinha como ser evitada (o restante foi queimando reservas para segurar o câmbio). Quase metade dela foi resultante do repasse das dívidas de estados e municípios para o Governo Federal como contrapartida nas negociações para a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Para saber mais sobre o assunto, sugiro que leia o último post desta série: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/

      Na era Lula, ao contrário, não houve motivos para continuar aumentando a dívida, pelo menos no ritmo da era FHC. Aliás, esta dívida hoje era para estar quase quitada, pois o antídoto para ela foi criando ainda no governo FHC: o superávit primário. Acontece que o governo atual não pára de emitir novos títulos e então a dívida continua a crescer e nós continuamos comprometendo 30% da arrecadação com serviços da dívida.

      A “imprensa golpista” infelizmente não publica este número de R$ 2,3 trilhão. Prefere publicar a conta maquiada do governo, segundo o qual a dívida estaria hoje na casa dos R$ 1,6 trilhão.

  24. Geraldo Lacerda says:

    Não se esqueçam…política atualmente é sinônimo de poder e poder no capitalismo é quem tem mais dinheiro…simples exploração e usura.
    Se as pessoas tivessem Vergonha na cara, qualquer partido e/ou sistema de governo daria certo…mas isso é utopia.
    Não me assunta em nada o que li até agora.