Comparação: Lula x FHC
Categories: Comparações Lula x FHC
Escrito por: Amilton Aquino
Comparar os números dos governos Lula e FHC pode levar a conclusões equivocadas, pois ambos os governos enfrentaram realidades bem distintas (ver antes o artigo “Contextualizando o Governo Lula”). Para fazer uma comparação mais justa, citamos as principais ações de cada governo e as comparamos, levando em consideração os respectivos contextos de cada governo.
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POLÍTICAS MACROECONÔMICAS
Os desafios da era FHC
A era FHC foi caracterizada principalmente pela tentativa de estabilização da economia brasileira, condição sine qua non para o início do processo de crescimento verificado na era Lula. Ao contrário do que muita gente pensa, a vitória contra a inflação não ocorreu apenas com o Plano Real, lançado já no Governo Itamar. A inflação, embora controlada, ainda não atingira um nível compatível com as economias estabilizadas, exigindo um longo processo de desindexação da economia e um rígido controle da taxa de câmbio. Não havia ainda um regime de metas de inflação. Os estados gastavam mais do que arrecadavam, pois não havia ainda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não havia uma política de superávit primário que apontasse para a redução gradativa das dívidas internas e externas. O sistema financeiro apresentava vulnerabilidades, com bancos em crise com a perda dos ganhos com os juros altos da época da inflação, assim como os Estados que apoiavam suas receitas nos bancos estaduais, que também lucravam com o processo inflacionário. O déficit previdenciário crescia descontroladamente e a máquina estatal cada dia ficava mais obsoleta pela ausência de recursos para investimentos, principalmente nos setores de infra-estrutura, essenciais para o crescimento da economia.
Ou seja, na era FHC não existiam condições mínimas para atrair os investidores estrangeiros. A equipe econômica, portanto, tinha como principais desafios, além de controlar a inflação, promover reformas que mudassem o panorama geral da economia brasileira. Sem dinheiro para investir nas estatais, a solução foi a privatização, principalmente dos setores de telecomunicações e de mineração, com a promessa de reduzir o endividamento crescente com o dinheiro obtido. Infelizmente a corrupção nos bastidores das transações macularam a boa idéia das privatizações. Os resultados benéficos do processo, no entanto, seriam sentidos nos anos seguintes com o crescimento exponencial de tais empresas e o consequente o aumento da arrecadação de impostos e de empregos proporcionado pela rápida expansão desses setores, assim como o aumento significativo de investimentos da iniciativa privada.
Diante das dificuldades em promover uma reforma geral na Previdência (principalmente com a oposição ferrenha do PT), o Governo FHC conseguiu aprovar o impopular “Fator Previdenciário”, medida que diminuiu sensivelmente os déficits sucessivos da Previdência ao retardar a aposentadoria de pessoas que conquistavam o direito precocemente, algumas com pouco mais de quarenta anos de idade. (Ironicamente, no último ano do Governo Lula foi aprovado no Congresso um projeto para acabar com o mesmo Fator Previdenciário. Dessa vez, o PT fez de tudo para barrar o projeto, o qual foi finalmente vetado pelo presidente Lula com o argumento de que tal medida aumentaria o déficit da previdência em R$ 45 bilhões em 2011).
Outra medida importante do Governo FHC para organizar a economia brasileira foi a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal, cujo objetivo principal era evitar que estados e municípios continuassem gastando mais do que arrecadavam. Como parte das negociações com os prefeitos e governadores para a aprovação da lei, foram repassados para o Governo Federal R$ 275 bilhões de dívidas dos estados e municípios para o Governo Federal, aumentando sensivelmente os gastos públicos com juros da dívida numa época de grande turbulência entre os mercados emergentes.
Outras medidas saneadoras do Governo FHC foi recuperação dos bancos federais, que entraram em crise com o fim da inflação, a implantação do impopular PROER (que evitou uma crise sistêmica na época e ajudou o Brasil a passar ileso pela crise mundial de 2008), a quebra do monopólio da Petrobrás e a abertura de seu capital, medidas que possibilitaram a triplicação da produção de petróleo do país.
Como antídoto para o crescimento da dívida pública, o Governo FHC implementou o Superávit Primário, como também os regimes de Metas de Inflação e Câmbio Flutuante, o tripé da atual e bem sucedida política econômica, a qual o PT da oposição tanto combateu.
Como resultado dos esforços de estabilização, o governo FCH multiplicou a dívida interna que pulou de R$ 108 bilhões, em 1995, para R$ 658 bilhões, em 2002 (segundo o IPEA), dos quais R$ 275 bilhões foram decorrentes do repasse das dívidas dos estados e municípios para o Governo Federal; R$ 143,4 bilhões resultante dos chamados “esqueletos”, compromissos assumidos pelos governos anteriores na época da inflação, mas que não tinham sido contabilizados como dívidas efetivas; e R$ 69,5 bilhões decorrente da recuperação dos bancos federais, que entraram em crise com a queda da inflação. (Para saber detalhes sobre estes números, clique aqui).
Os desafios da era Lula
Apesar de herdar um repique inflacionário de 12% ao ano após a chamada “Crise Lula”, decorrente do medo dos agentes econômicos de que a eminente vitória de Lula provocasse alguma mudança na política econômica deixada por FHC, Lula foi o primeiro presidente, desde o início dos anos 80, que assumiu a presidência sem ter como principal objetivo derrotar o “dragão da inflação”.
Ao assinar a famosa “carta aos brasileiros” (na verdade a “carta ao mercado”), prometendo não alterar os fundamentos da política econômica e ao assinar juntamente com FHC um empréstimo ao FMI, o ainda candidato Lula acalmou o mercado. A inflação, assim como o dólar que chegou aos R$ 4 e demais indicadores financeiros, aos poucos, foram voltando aos patamares anteriores a “Crise Lula”.
Fora este primeiro “desafio”, o Governo Lula encontrou um período de mais rápido crescimento da economia mundial desde o final da Era de Ouro do capitalismo, sem turbulências de crises e contando com a duplicação do valor dos principais produtos de exportação brasileiros ainda no primeiro mandato. Só para ilustrar a diferença de cenários, a renda per capta mundial, que passou os oito anos de FHC estagnada em U$ 5,2 mil, pulou para U$ 9 mil já em 2008. Considerando o PIB mundial com o valor do dólar de 2005, o PIB mundial pulou de US$ 29 trilhões, em 1995, para US$ 60 trilhões, em 2008. Nos oito anos de FHC, o PIB mundial aumentou de US$ 29 trilhões para US$ 33 trilhões.
Claro que a equipe econômica comandada por Antonio Palloci tem méritos em conduzir bem a política econômica herdada. Mas, fora isso, durante todo este tempo, o governo Lula não fez nada de novo, a não ser estimular alguns setores da economia e as exportações.
A primeira grande crise internacional enfrentada pelo Governo Lula só veio acontecer no final de 2008. Dessa vez, no entanto, o Brasil estava preparado, com boas reservas internacionais e com um sistema bancário sólido, saneado no governo anterior. O Governo fez bem sua parte estimulando setores importantes da economia e o Brasil saiu lucrando da crise, já que faz parte do grupo de países emergentes, os menos afetados pela crise e que, portanto, tornaram-se os principais destinos dos investidores dos primeiro mundo, cujas economias permanecem estagnadas com os juros próximo a zero.
A redução da dívida externa e o pagamento da dívida com o FMI, um dos maiores trunfos do governo do PT nesta área, foi, na verdade uma troca de títulos da dívida externa pela dívida interna – esta última com juros bem mais altos. (Confira aqui artigo sobre este assunto).
Outra ironia da história é que, depois de combater tão veemente a política de Superávit Primário quando oposição, no Governo, o PT não só o manteve como ainda aumentou o percentual de economia para o abatimento da dívida. Aliás, foi a partir do aumento do superávit primário que os números contaminados pela Crise Lula rapidamente se normalizaram. Apesar disso a dívida interna continuou aumentando na mesma proporção da era FHC, chegando a ultrapassar a histórica marca dos R$ 2 trilhões de dívida bruta ainda em 2009. Isto acontece porque se de um lado o Governo abate a dívida com o superávit primário, do outro, aumenta a dívida emitindo títulos para financiar o próprio défict e os empréstimos subsidiados do BNDES a grandes empresas (inclusive para obras no exterior).
Ao mudar a metodologia de cálculo da dívida pública em 2006, o governo tem mascarado o problema da dívida. Com a nova metodologia, o Governo unificou as dívidas interna e externa, excluindo do cálculo os títulos em poder do Banco Central e das empresas estatais, além de abater da dívida os eventuais “créditos” das reservas cambiais (Para saber mais sobre este assunto, clique aqui).
Com toda esta “maquiagem”, o Governo Lula chega ao último ano comemorando a redução percentual da dívida pública em relação ao PIB (43%), usando sempre como comparativo o recorde negativo da era FHC, quando o dólar bateu a casa dos R$ 4, na “Crise Lula”, elevando o percentual da dívida em relação ao PIB para 56,9%. Ou seja, se a comparação fosse feita com base nos números pré Crise Lula, o endividamento deixado pelo governo Lula não seria muito diferente deixado pelo já alto endividamento do governo do PSDB, com a diferença que o governo do PT teve seis anos e meio de cenário favorável para reduzir o endividamento significativamente. Em outras palavras, o percentual de endividamento do Governo Lula está favorecido pelo baixo valor do dólar nos dias atuais, o que, portanto, reduz seus méritos já que a perda de valor da moeda norte-americana é um fenômeno mundial.
Em relação aos gastos públicos, o Governo Lula tem dados sucessivos passos para trás, pois a máquina estatal do PT têm crescido muito acima do crescimento do PIB, o que torna o país vulnerável e engessado, caso os ventos da economia tornem-se desfavoráveis nos próximos anos.
Conclusão:
O governo FHC tem quase todos os méritos sobre a política macro-econômica brasileira. Como efeito colateral do processo de estabilização, o governo FHC deixou uma dívida interna recorde. O governo do PT teve o mérito de conduzir bem tais políticas, mas não deu sequencia às reformas. Ao invés de iniciar um processo de redução da carga tributária, foi na direção contrária, aumentando-a em mais dois pontos percentuais, assim como os gastos fixos da máquina governamental que aumentaram em 38%. Aliás, o governo do PT vai terminar o segundo mandato sem implementar nenhuma das seis reformas prometidas no discurso de posse do primeiro governo.
Quem se saiu melhor? FHC.
Obs.: este é o item mais importante da comparação, pois dele depende todos os outros. Ou seja, se a economia vai bem, o governo tem dinheiro para investir em todos os demais ministérios.
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EDUCAÇÃO
Em comparação com os governos anteriores tanto o governo do PSDB quanto do PT tiveram boas atuações na educação, apesar dos resultados ainda inexpressivos. Os maiores méritos do governo FHC foram na educação de base. A implantação do Bolsa Escola permitiu uma redução média anual do analfabetismo em torno de 3.5% ao ano, superando a marca do PT que continuou reduzindo, só que em um ritmo de 2.6% (números do primeiro mandato). Os especialistas atribuem a queda a incorporação do Bolsa Escola ao Bolsa Família no Governo Lula, eliminando as contrapartidas das famílias atendidas no acompanhamento dos estudantes. Outro ponto desfavorável do governo Lula neste ponto é o aumento do porcentual de brasileiros entre 15 a 17 fora da escola, revertendo uma queda gradativa que vinha ocorrendo desde o governo Itamar Franco.
O governo FHC lançou o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamenta) que destina recursos ao ensino fundamental. O governo Lula lançou o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que direciona recursos também para o ensino de base, porém com uma cláusula que repassa as sobras dos valores que não foram aplicados aos professores.
Outra medida importante do governo FHC foi a instituição do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, o qual foi ampliando no Governo Lula que o transformou no principal indicador de qualidade do ensino brasileiro (apesar dos deslizes dos últimos anos).
No ensino superior, o governo Lula foi muito superior. Além de aumentar o número de vagas nas universidades federais e expandir os campos universitários para o interior, criou o Prouni, que financia a entrada de estudantes em faculdades privadas. Claro que tais investimentos só foram possíveis com o crescimento da arrecadação na era Lula, afinal de 1995 até 2010 o PIB do Brasil foi multiplicado por dez, enquanto que o crescimento da população foi de apenas 23% no mesmo período.
Outra marca do Governo Lula nesta área foi a implantação do sistema de cotas nas universidades, uma medida polêmica, mas que ajuda a atenuar a distância dos menos favorecidos às universidades federais.
Conclusão:
Ambos os governos avançaram na educação. O governo FHC avançou mais no ensino de base, enquanto que o governo Lula avançou mais no ensino superior. Os números do governo de PT são mais expressivos, pois houve também maiores recursos investidos, conseqüência direta dos sucessivos aumentos de arrecadação nos últimos anos.
Quem se saiu melhor? LULA
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SAÚDE
Na saúde, o governo FHC teve uma atuação bem mais expressiva. Deixou sua marca com a regulamentação dos medicamentos genéricos; implantou o Programa Saúde da Família – PSF para atuar na prevenção de doenças nas comunidades; e ganhou projeção internacional com seu programa de combate à AIDS.
O Governo Lula ampliou a atuação do PSF. Deixou sua marca apenas nas implantações da Farmácia Popular e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU.
O atendimento hospitalar, no entanto, não evoluiu em nenhum dos governos. Com raras exceções, as cenas recorrentes de corredores lotados de macas continuam a ser uma triste realidade brasileira.
Conclusão:
O governo FHC com menos recursos fez mais pela saúde no Brasil. Em comparação com todas as outras áreas de atuação do Governo Lula, a saúde é certamente uma das menos expressivas.
Quem se saiu melhor? FHC
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SEGURANÇA
Em ambos os governos, a segurança pública continuaram relegadas. O governo FHC chegou a propor algumas ações para melhorar a segurança pública (como a unificação das polícias, por exemplo), mas nunca pôs nada em prática. O governo Lula implantou o Sistema Único da Segurança Pública (Susp), mas até agora nenhum resultado prático foi obtido. Um viés a favor do governo Lula são as intenções de investimentos na modernização de aviões das forças armadas (digo “intenções” porque até agora a transação não foi concretizada e, quando for, o compromisso de pagar as aeronaves vai para o sucessor de Lula). No governo FHC houve a compra de um porta-aviões francês fora de linha (ainda hoje o único do Brasil) e a instalação do polêmico Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM, marcado por um escândalo de corrupção em sua implantação. No governo Lula, o maior destaque foi a melhoria da Polícia Federal, que teve seu contingente de policiais dobrado, assim como melhorias salariais e de equipamentos.
Conclusão:
Como na saúde, ambos os governos também tiveram atuações pífias. Mas o PT conseguiu sobressair um pouco pelas melhorias na estrutura da Polícia Federal.
Quem se saiu melhor? LULA
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REDUÇÃO DA POBREZA
Em ambos os governos houve uma expressiva redução da pobreza. Segundo a FGV, a redução da pobreza no primeiro governo FHC foi de 5,1%, patamar quase idêntico aos 5,2% do primeiro governo Lula. No governo FHC, a redução foi decorrência do controle da inflação, enquanto que no Governo Lula, da ampliação dos programas assistências, como Bolsa Família. Certamente quando terminar seu segundo mandato, os número do governo do PT serão bem mais expressivos também neste item, decorrente da ampliação do Bolsa Família e da aceleração do crescimento da economia. Mas ainda assim os méritos do governo do PSDB são maiores, pois tanto o Bolsa Família quanto a política econômica são continuações de políticas implementadas na era FHC.
Conclusão:
Embora a redução percentual do nível de pobreza seja praticamente idêntica entre os dos primeiros mandatos de FHC e Lula, os resultados do primeiro são mais expressivos porque a estabilização da moeda melhorou a vida da população como um todo, enquanto a gestão Lula obteve melhora mais significativa para as populações mais pobres. Outro ponto que reduz os méritos do governo Lula é que o Bolsa Família trata-se da unificação e ampliação de programas lançados no segundo governo FHC. Ou seja, os méritos do Bolsa Família são também do governo FHC.
Quem se saiu melhor? FHC
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POLÍTICA EXTERNA
Ambos os governos tiveram importantes atuações na política externa. Ambos os presidentes viajaram bastante e aumentaram o prestígio do Brasil no cenário mundial. FHC chamava atenção por ser um intelectual. Lula chama atenção por seu um ex-metalúrgico. Lula, no entanto, conseguiu mais prestígio, pois o Brasil da década de 2000 subiu na escala de importância no mundo globalizado, principalmente após a crise do final de 2008, quando os países ricos, pela primeira vez na história da humanidade, jogaram para os países emergentes a responsabilidade de atenuarem os efeitos da crise mundial, já que estes países vêm mantendo taxas de crescimento muito superiores ao mundo desenvolvido nas últimas duas décadas. Na época de FHC, o G8 decidia tudo sozinho. Na era Lula, surgiram o G14 e o G20, nos quais o Brasil participa ativamente.
Até o final de 2008, Lula se tornou uma espécie de xodó entre os líderes mundiais. Nos dois últimos anos, no entanto, Lula tem perdido sua grande popularidade internacional pelos equívocos no episódio Honduras, na visita à Cuba, quando ignorou o apelo de presos políticos em greve de fome; ao visitar alguns dos mais sanguinários ditadores africanos e, mais recentemente, no apoio ao programa nuclear iraniano.
Entre os nossos vizinhos sul americanos, o desempenho do Governo do PT não tem sido melhor, pois nosso país tem sido desafiado sucessivamente pelos nossos vizinhos, que contam com a total complacência do Governo Lula. A começar pela Argentina, que tem descumprido acordos de livre comércio, sobretaxando produtos brasileiros, a Bolívia nacionalizou uma refinaria da Petrobrás; o Equador expulsou do país uma construtora Brasileira (contratada com dinheiro do BNDES); o Paraguai que conseguiu aumentar em 300% o preço da energia vendida ao Brasil e até a Venezuela de Hugo Chaves tem falhado na sua contrapartida para a construção de uma refinaria em Pernambuco.
Um viés a favor de Lula nesta área são seus esforços no sentido de derrubar barreiras alfandegárias aos produtos agropecuários brasileiros.
Na primeira versão que escrevi desta comparação, havia dado ponto para o Governo Lula neste quesito. Diante dos últimos equívocos, no entanto, não tenho como manter a mesma posição.
Conclusão:
Os cenários são bem distintos. Os países do primeiro mundo caíram alguns degraus no cenário mundial, ao passo que os países emergentes subiram alguns degraus. FHC era apenas um coadjuvante na década de 90. Lula figura como mais um protagonista no cenário mundial, principalmente por fazer parte dos BRICs, grupo dos principais emergentes de onde se destaca a China. Portanto, a política externa brasileira da era Lula cresceu em importância, mas errou bastante ao se comportar de forma passiva diante das audaciosas investidas dos vizinhos sul americanos e de forma ativa ao se aliar a figuras autoritárias.
Quem se saiu melhor? FHC
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LEGADO ÉTICO
Ambos os governos decepcionaram seus eleitores do ponto de vista ético. Além das várias denúncias envolvendo personagens de diversos escalões do governo e até de familiares (a filha de FHC x filhos de Lula, por exemplo), ambos os governos praticaram o fisiologismo político, os quais se cristalizaram nos escândalos da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, no governo FHC, e no escândalo do Mensalão, no governo Lula.
Outro ponto que depõe contra o PT é o discurso desonesto que tenta desqualificar o Governo FHC com comparações descontextualizadas e a falta de humildade em não reconhecer os erros do passado quando combatia políticas que hoje defende. Ao invés disso, o presidente Lula e, por extensão o PT, adotaram a tática de radicalizar o discurso, dividindo o país entre os “contra” e “a favor” ao presidente Lula (direita e esquerda), uma tática semelhante a de Hugo Chaves, na Venezuela.
O Presidente ainda cometeu graves desvios éticos ao diferenciar cidadãos de primeira e segunda classe no episódio Sarney, ao ameaçar o Ministério Público com uma suposta “castração de poderes”, ao desobedecer à legislação eleitoral e ao negar a existência do Mensalão por seis anos, uma vez que finalmente admitiu a sua existência ao STF.
Ao conquista uma popularidade de 80%, o presidente Lula perdeu a inédita chance de, em um fim de mandato, promover uma reforma política para evitar o fisiologismo verificado nos dois governos. FHC pelo menos teve a desculpa de se aliar ao PFL para poder aprovar as reformas que possibilitaram o “sucesso” do governo Lula. O governo do PT, no entanto, não fez reformas. Portanto, não precisava se rebaixar tanto ao fisiologismo do PMDB.
Conclusão:
Talvez o governo FHC tenha um maior número de escândalos. Porém a decepção com o PT foi mais desastrosa, pois o partido era uma das últimas esperanças do povo brasileiro de uma política ética. Tal desilusão, portanto, afastou muita gente da política e salientou o ditado popular de que “político é farinha do mesmo saco”.
Quem se saiu menos ruim? FHC
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CONCLUSÃO FINAL
Embora os números do governo do PT sejam bem mais expressivos, o governo FHC tem os maiores méritos, pois criou as condições macroeconômicas para o crescimento consolidado na era Lula. A FHC coube o ônus de implementar reformas impopulares em um período de grandes turbulências, onde teve que enfrentar sete crises internacionais com uma economia extremante frágil e dependente dos capitais especulativos. O governo Lula, além de não implementar uma única medida macro-econômica, pegou seis anos e meio de crescimento ininterrupto, com as maiores médias de crescimento mundial dos últimos 30 anos, o que influiu diretamente no progresso verificado na economia brasileira, que bateu sucessivos recordes de arrecadação. Lula pecou também por não prosseguir com as reformas (certamente por serem impopulares). Das seis reformas pendentes e prometidas em seu discurso de posse (ainda no primeiro mandato), Lula não conseguiu implementar uma única nos dois mandatos. Além do mais Lula vai terminar o segundo mandato com a dívida interna triplicada, apesar do bom momento da economia mundial e da queda do dólar em todo mundo. Com o crescimento da dívida, o governo Lula pagou em sete anos de governo mais de R$ 1 trilhão em juros. Ou seja, um valor superior ao total da dívida interna deixada por FHC. Com uma dívida tão gigantesca, mais do que nunca o Governo Lula deveria ter um compromisso com a redução de gastos públicos. Mas, ao contrário, o governo Lula tem aumentado os gastos a cada ano, reduzindo cada vez mais a capacidade de investimento do Estado e empurrando a conta da rolagem da dívida para os próximos governos.



A análise está muito bem feita e a conclusão não poderia ser outra. O problema é que temos muita gente que só vê o momento, inclusive endeusando políticos que, muito provavelmente, não chegariam ao plano real, como foram os presidentes anteriores ao FHC.
Agora que o país está no trilho, está crescendo, depois de anos negros na era FHC, vão tentar de todas as formas desvirtuar, pra voltar àquela velha história de cento e oitenta anos atrás. Pela primeira vez na história o Brasil se preocupa com os pobres, vão tentar desvirtuar isso também.
FHC foi um presidente das elites. Foi eleito duas vezes Presidente da República e achou que ainda era Ministro da Fazenda. Governou apoiado nos seus amigos intelectuais do PSDB paulista, até hoje o único quadro presidenciável do partido. Ficou oito anos somente voltado para economia, somente no âmbito da avenida paulista. Entregou o país endividado, com as reservas devastadas, com uma enorme taxa de desemprego, com o risco país acima de 2000 pontos. Mudou a Constituição para permanecer no poder. No cenário geopolítico mundial o Brasil tinha a mesma importância que a Argentina.
Lula, mesmo com toda sua resistência, mesmo não tendo o diploma que vocês tanto valorizam, estabilizou o país, venceu as velhas oligarquias golpistas, fez o Brasil crescer, diminuiu a inflação, diminuiu o risco país, e acima de tudo melhorou as condições de vida da população mais pobre, algo que um intelectual da elite não pode entender. Lula também elevou o Brasil à categoria de líder na América Latina de maneira indiscutível, e com papel de destaque nos BRICS, em contraposição aos países desenvolvidos. A ordem mundial hoje consiste na dualidade entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento liderados pelos BRICS, portando o Brasil é ator global de primeira ordem.
Vamo parar com essa estratégia sofista de desvirtuar a verdade, se o Brasil tem a importância que tem hoje, muito se deve a postura corajosa do governo Lula
Pedro,
Se esta é a sua réplica ao meu último comentário, deduzo então que vc não leu uma única linha, pois vc repetiu a mesma “velha retórica” que atribui a mim. Na falta de argumentos, a saída é apontar as conquistas do país e atribuí-las ao deus Lula. O mesmo raciocínio ingênuo que didaticamente critiquei no meu último comentário, mas que vc não conseguiu replicar.
Certamente vc é mais um dos bitolados discípulos do PHA que enxergam conspiração em tudo, exatamente como Lula quer. Neste contexto, eu sou mais um conspirador que, nas suas palavras, “tenta de todas as formas desvirtuar a verdade” . Não me surpreendo com isso, pois na lógica deturpada e populista de Lula e seus seguidores, tudo que não é a favor é contra. Não existe mais meio termo. Agora tudo se resume em ricos x pobres, direita x esquerda, os que amam e os que odeiam o país.
Não sei se vc percebeu, mas vamos ficando cada dia mais parecidos com o Brasil da época do “milagre” militar. Crescimento acelerado, mil promessas de um futuro glorioso, policiamento ideológico, controle da imprensa e das instituições, populismo nacionalista, oposição de mentirinha, etc.
Nesta mesma linha, até bem pouco tempo o amiguinho de Lula, Hugo Chaves, era citado pelos ensandecidos esquerdistas como o modelo a ser seguido, pois em menos de uma década conseguiu tirar da pobreza milhões de venezuelanos e blá blá blá. Pois bem, foi só o preço do petróleo baixar e agora o general está afundado em dívidas, a beira da hiperinflação.
O que aconteceu lá? Algo que está acontecendo com o Brasil. Hugo Chaves não soube aproveitar o bom momento da economia mundial e o alto preço do petróleo para aperfeiçoar as condições macroeconômicas do país. Assim como no Brasil, aumentou gastos contando que a bonança seria para sempre. Quando a torneira diminuiu o fluxo, ficou difícil reduzir os gastos e aí estamos assistindo agora a tragédia anunciada.
Felizmente os riscos dessa tragédia acontecer no Brasil são reduzidos, pois o cenário continua sendo muito favorável aos emergentes, diferente da década anterior caracterizada por crises em alguns dos principais emergentes. Mas certamente o prejuízo seria muito grande se uma nova crise surgisse logo em sequencia, como aconteceu várias vezes na era FHC.
Enfim, respeito a sua opção de votar no Lula, na Dilma ou qualquer outro boneco escolhido por ele, até porque o PSDB na oposição se mostrou muito incompetente e covarde. Veja os comentários deste blog. Como vc já apareceram muitos aqui, mas todos fogem quando o debate é aprofundado. Quando muito, ficam andando em círculos fazendo as comparações ingênuas que vc faz. Assim como eu, um simples cidadão, o PSDB poderia fazer o mesmo com as mentiras de Lula, caso tivesse coragem e competência para mostrar os desafios que enfrentou na década anterior e contextualizar todas as “conquistas” que Lula atribui a si. Sendo assim, o PT vai continuar no poder, pois sua capacidade de manipular as informações é inversamente proporcional a incompetência do PSDB em se comunicar com a sociedade. Só lhe dou um conselho: seja mais crítico.
Amilton, concordo plenamente com a critica ao PSDB como oposicao, Alckmin so não ganhou do LULA por que foi abandonado a própria sorte no segundo turno, fruto dos interesses de Serra e Aecio, e estratégia equivocada.
Outro fato interessante é que no mapa do resultado das eleicoes de 2006, LULA ganhou em todos os Estados do Norte, Nordeste, Espirito Santo, Minas e Rio, dai para baixo Alckmin Ganhou, e ainda chegou a ganhar no Mato Grosso e algumas capitais do país, o que indica que quanto mais esclarecido e menos dependente de programas sociais ou do governo menos votos LULA terá, esta é a lógica populista, explorar os votos dos menos esclarecidos com açoes de impacto populista de curto prazo, associado a programas de “dependencia” social.
Mas não é só esclarecida que precisa ser uma sociedade, veja o exemplo da Argentina, refem do populismo peronista, um pais que já foi uma dos mais ricos do mundo no comeco do seculo passado, que ao contrário do Brasil tem uma estrutura educacional pública muito superior a nossa, praticamente os mesmos recursos naturais em abundancia que o Brasil, porem com um pequeno mercado interno, e o principal, que é a espinha dorsal de qualquer economia, a escassez atual de recursos externos para financiamento, fruto do calote dado na divida anos atras, algo que acontecia constantemente na era FHC nao pelos calotes, mas pela fuga de capitais, necessidade de luta contra a inflacao e demora em alterar politica cambial.
Portanto, fazer um discurso de ricos contra pobres, é mais uma das ferramentas populistas em ação, um discurso simples para pessoas que pensam simples e não conseguem ou não querem ter um pensamento mais elaborado sobre as coisas.
Com recursos financeiros tudo fica fácil, até o aumento do gasto público muito superior a era FHC é permitido. (entendam bem, gasto, nao investimento)
Nossa sorte é que o Brasil tem uma economia privada muito maior do que as forças populistas, alem de bases democráticas e politicas melhores do que Argentina e Venezuela.
Lula sempre sonhou em ser Chavez ou Fidel, felizmente pegou um pais com uma economia com pouco peso das estatais , diversificada e pouco dependente do controle do estado, alem de estrutura democratica boa e juridica rozoavel, ele faz o que pode, acolhe ex presidente violador de leis locais em embaixada em Honduras, utiliza seu fantastico carisma e alimenta as massas com acoes populistas, e sempre que pode tenta aos poucos mudar e testar nossas bases democráticas.
Uma boa comparação FHC x LULA e exemplo disto, é o Programa Nacional de Direitos Humanos elaborado na era FHC e o agora editado pelo Governo LULA, incluindo agora a censura e a reparaçao a perseguidos politicos pela direita, ao passo que ignora os perseguidos ou vitimas dos querrilheiros de esquerda.
Sonho com um dia em que teremos um Brasil com muitos ricos e uma grande classe média, e então livre do populismo, que Deus nos proteja e continue brasileiro neste último ano de testes!
Boa análise Abud. A Argentina é um perfeito exemplo daquilo que tememos. Até a década de 50 tinha um PIB maior que o Brasil. Hoje tem um PIB equivalente ao estado de São Paulo. O país foi vítima do populismo instituído por Peron. A quase unanimidade que conquistou aniquilou a oposição e aí se seu a tragédia. Hoje a Argentina está amarrada pelos pacotes de “bondades” que sustentaram o populismo do passado. O país não só não consegue ser competitivo, como amarga sucessivos déficits decorrentes da ausência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal nas províncias, que sempre gastam mais do que arrecadam. A bomba sobra para o Tesouro.
Por aqui a coisa vai na mesma linha. A popularidade de Lula vai cada dia minando as oposições. Até políticos do antigo PDS/PFL estão oportunamente mudando de lado. Ninguém quer bater de frente. Ninguém fala nada, nem mesmo quando a mentira é deslavada como o suposto pagamento da dívida externa e a mudança na metodologia da contabilidade da dívida que exclui quase 500 bilhões dos títulos em poder do BC e dos empréstimos as estatais.
Enquanto o cenário positivo continuar, tudo bem. O problema vai ser depois que os ventos mudarem, cortar os gastos da máquina pesada que está sendo criada. Acho que já vi este filme antes. Infelizmente.
Olá senhores acho que em toda a minha vida nunca aprendi tanto de política como agora acompanhando estes posts todos os dias desde já agradeço pela devoção como defendem suas condições apesar de no fundo realmente notar uma certa “quedinhas pró PSDB” rsrs.
Acredito sim que o FHC fez um excelente primeiro mandato já o segundo não manteve o mesmo nível do primeiro mas também foi bom! Mais ai vendo estas críticas tão fortes contra o atual governo me pergunto devo eu me incluir nesta grande parcela da população que vocês denominam famigerados ou analfa de mãe e Beto de pai? Pelo fato de não conseguir enxergar tamanha falta de preparo do atual presidente? Tenho apenas 22 anos sempre estudei em escola publica não tive a infância dos sonhos mais lembro muito bem como era ganhar 1 real no inicio do plano real quanta besteira dava pra comprar mais também lembro como era difícil para minha mãe consegui-lo!
Sei que precisamos estudar o passado para entender o presente mais não julguem o pobre como burro tenham mais respeito ao falarem desta parte da população principalmente você que diz andar de ônibus e que da um duro danado para sustentar a sua família! Entendam que talvez estes oito anos possam ter sido os melhores pra muitos brasileiros, principalmente pra mim que hoje sou bacharel em sistemas de informação e já estou concluindo a minha pós-graduação não almejo concursos públicos pois não me adaptei a lentidão do funcionalismo publico e trabalho em uma das empresas de tecnologia mais respeitadas em nosso pais e sabe qual é o meu maior orgulho ? ver minha mãe que na hera FHC teve que trabalhar de bóia fria pra me sustentar terminar o seu segundo grau e hoje estar cursando uma universidade como muitos membros da minha família estão ou já concluíram .Somos pobres? Sim. Burros? nem tanto o futuro do nosso pais esta na educação e educação também existe na pobreza , onde nas escolas? Não nos lares .
Discutam defendam suas opiniões mais não difamem o povo brasileiro e admitam que ambos os governos foram fundamentais para chegarmos aqui eu vejo esta historia e a comparo como uma empresa se o FHC é o chefe de desenvolvimento e produções lula é o chefe de RH e Marketing ambos extremamente importantes e indispensáveis para que se alcance o sucesso não adianta ter um bom produto se a propaganda não for bem feita e ainda vele lembra que mesmo sendo incorreto o contrario se aplica com uma boa propaganda seu produto não precisa ser tão bom assim. Então sejamos justos com nos mesmos e percebam cada um no seu tempo e no seu cenário fizeram um bom trabalho se FHC criou a situação que hoje estamos o Lula por sua vez foi um gênio ao usá-la como usou e colocar o Brasil em evidencia. Ou seja se Lula não governaria nos tempos de FHC, FHC também não conseguiria dar o destaque que o Brasil tem hoje pois podem falar o que quiser mais o FHC não tem e nunca vai ter o carisma e o poder da palavra como o Lula tem e isso é importante sim pois isso vende lá fora e não podemos nos esquecer que o nosso país é um produto , então já que vocês insistem em trocá-los de lugar e colocá-los para atuar em épocas diferentes em cenários diferentes pensem nisso.
Mais uma vez obrigado pelo conhecimento que vocês vem distribuindo mesmo que sem perceber .
E gostaria que o blogueiro criasse um tópico sobre as opções que temos ai para preencher esta vaga que logo estará vaga ai na presidência acho que ajudaria a conhecer os pontos fortes e fracos de cada um para que possamos escolher a melhor opção e que de preferência sem puxar saco para partido, rsrsrsrs brincadeira !
Desde já um abraço a todos
Ola Leonardo, o pouco que nos relatou de sua historia de vida é o exemplo do Brasil que queremos, a ascensão social pela educação e trabalho duro!
Entendo que este caminho pode ser muito mais fácil do que é hoje, poderíamos ter um ensino público básico de altissima qualidade e federalizado, associado a politicas sociais de suporte e fomento da capacitação e das condições básicas para a educação, e não programas assistencialistas.
Como comentei anteriormente FHC é o exemplo de um primeiro ministro enquanto LULA o de um Rei, os dois tem papel importante mas cada um na sua função básica, um de administrar e outro de cumprir o papel de representar o País.
Em nenhum momento chamamos o povo brasileiro de burro, mesmo por que não acredito na burrice, e sim na ignorancia ou falta de esclarecimento o que é bem diferente.
Em uma sociedade em que o ensino fundamental de qualidade é universal, não temos uma associação direta entre classes sociais e nivel de esclarecimento, já no Brasil aonde o pobre não tem acesso ao mesmo nível de ensino das classes mais favorecidas, esta relação acaba ficando mais próxima, e infelizmente é terreno fértil para o populismo.
O que queremos é que histórias como a sua sejam mais comuns e fáceis do ponto de vista do acesso a uma educação de primeiro mundo, o unico caminho para a ascensão social sustentada.
Olá Leonardo,
Que bom seria que o debate se desse sempre neste tom. Entre tantas coisas que aprendi nestas décadas uma foi que não dá para defender nenhum político ou partido incondicionalmente. Se hoje pareço um defensor do PSDB isto se deve ao combate que faço ao populismo instaurado no país nos últimos anos, algo que considero terrivelmente pernicioso não só para a democracia como para o próprio desempenho do Governo. Se o PSDB voltar ao poder, vai cometer erros também e pode ter certeza que estarei criticando da mesma forma.
Se FHC cometeu o terrível erro de instituir a reeleição, Lula não só a referendou ao se recandidatar, como tenta de todas as formas eleger uma fantoche para preparar o caminho para continuar no poder por mais algumas décadas. Ou seja, um dos princípios fundamentais da democracia (a alternância de poder) está seriamente ameaçado. As conseqüências disso são conhecidas em diversos países, dos quais a Argentina é um dos mais representativos.
Lamento se vc se sentiu ofendido quando critico a ignorância do povo brasileiro ao avaliar os desempenhos dos presidentes apenas pela observação da melhoria do seu dia-a-dia, sem levar em conta os desafios que cada um enfrentou e o processo cumulativo de ganhos que ocorre ano após ano. Lógico que quando fazemos qualquer generalização corremos o risco de cometer injustiças. Mas não leve a mal. Quando faço este tipo de crítica é porque estou realmente indignado com a indiferença da sociedade com as contas públicas, a ponto de uma mentira deslavada como o suposto pagamento da dívida externa ser repetido várias vezes em cadeia nacional, sem que ocorra uma reação, nem mesmo da oposição. Este é mais um sintoma do populismo ao qual me refiro. As “merdas” vão acontecendo e ninguém se dá conta, até que a bomba estoura, normalmente nas mãos de outro.
Entre os méritos de Lula, o maior foi a competência com que a equipe econômica conduziu a economia. Minha crítica nesta área concentra-se no fato de não avançar nas reformas por falta de coragem de assumir alguns ônus como fez FHC para preparar o terreno para os sucessores. Veja discurso de posse de Lula ainda no primeiro mandato e vai ver que não promoveu uma única das sete grandes reformas prometidas, alguma essenciais para aumentar nossa competitividade. A escolha de Lula foi o imediatismo. Faz apenas o que dá Ibope. Se a reforma agrária é difícil de fazer, então vamos acalmar o MST com dinheiro. Se promove uma reforma fiscal ou tributária pode reduzir a arrecadação a curto prazo, então deixa quieto, e por aí vai.
Quanto ao sucesso de Lula no exterior, claro que ele tem seus méritos, mas convém levar em conta duas condição extraordinárias que muito contribuíram para isso: 1) O deslocamento do fluxo de capitais dos países desenvolvidos para os emergentes a partir de 2005, aumentando a importância dos chamados BRICs; 2) A crise financeira mundial que diminuiu a importância dos países ricos e aumentou a dos emergentes. Ou seja, qualquer que fosse o presidente hoje do Brasil teria mais visibilidade. Claro que o inusitado de termos um ex-torneiro mecânico a frente de um país candidato a potência atrai mais atenção, mas certamente sua popularidade não seria a mesma se tivesse governado o Brasil na década passada. Hoje é fácil peitar os EUA enfraquecido economicamente e politicamente pelo desastroso Bush. Queria ver ele fazer isso em 1995 no auge do poder norte-americano, com o Brasil precisando desesperadamente de dólares.
Quanto a sua sugestão de criar um espaço sobre os candidatos, gostaria muito, mas talvez não tenha tempo. Gostaria também de escrever uma série de artigos sobre os erros e acertos do Governo Lula, mas vai depender da minha disponibilidade de tempo nos próximos meses.
Um abraço.
Caro dono do blog,
você propôs uma análise imparcial da comparação Lula versus FHC, mas na verdade, sejamos sinceros, sua análise é tão somente disfarçada de imparcialidade. Então para todos que a lerem, deve-se ficar claro que você mentiu ao falar em imparcialidade. É uma análise pró-FHC muito clara.
A economia tem sua ´dinâmica própria e pouco depende de qualquer governo`. Me parece que essa sua tese já está absoleta há muito… muito tempo. Desde do crash de 1929 sabe-se que não é bem assim. Com a Segunda Revolução Industrial o capitalismo tomou feições monopolista e não concorrêncial, e desde essa época sabe-se também que se o Estado não intervir na dinâmica econômica, tudo vai pro espaço. Keynes em 1933 já sabia disso, e olha que foi 67 anos atrás!!
Outro ponto que eu gostaria de abordar refere-se ao fato de você ter usado a seguinte expressão referindo-se ao povo brasileiro: ´povo ignorante`. Essas expressões mostram uma tendência elitista sua. Calma lá, eu li seu perfil, você desencantou com os governos de esquerda, e o seu rancor foi o principal elemento nessa comparação Lula versus FHC, já que todos concordam que não foi uma comparação isenta.
Gostaria sinceramente que você me indicasse a fonte que fala que o Brasil cresceu mais que a economia mundial na era FHC. Não é desconfiando não, mas pô, o Brasil não cresceu nada na era FHC, se na era FHC o Brasil cresceu mais que o mundo, significa que a economia mundial encolheu…tem como me passar essa fonte?
Quanto ao fato de até agora o Brasil ter crescido menos que a média da economia mundial com Lula, eu o atribuo às políticas macroeconômicas adotadas na era FHC, que deixaram o país a beira do abismo, com risco país acima de 2000 pontos, ou seja, a um pequeno passinho de quebrar totalmente. Em outros termos, se FHC não fosse tão frouxo, o Brasil já teria entrado no status de líder dos países em desenvolvimento, os Brics, há muito tempo, e hoje cresceria como eles, pois China, Índia e Rússia crescem a indíces maiores que sete por cento.
Você me acusou de ser ´mais um dos bitolados discípulos do PHA`, e eu gostaria que você me informasse qual o significado dessa sigla, pois sinceramente não sei.
Você me aconselhou a adotar uma postura mais crítica, mas me pergunto, crítica como a sua? Isso aí ia ser bem difícil, porque eu não sou do tipo que faz análises tendenciosas. A velha discussão entre direita e esquerda, pra mim não importa, quero que essa divergência se exploda. Minhas idéias tem um compromisso com a realidade dos fatos, essa coisa de utilizar argumentos no intuito de fazer prevalescer a tese oposta aos fatos não é comigo. Você que é uma pessoa inteligente, sabe que o governo Lula foi muito melhor que o governo FHC.
Não te culpo, conforme li no seu perfil, você está amargurado com os governos de esquerda, pois desencantou depois de anos de militância. Isso está te fazendo não enxergar os fatos. Conheço muitas pessoas que pensam como você. Eu sempre respondo pra elas que o que menos importa é o fato do governo Lula ser ou não de esquerda, e sim o fato de que o governo Lula apesar de ter enfrentado uma duríssima crise política e outra duríssima crise econômica, ter deixado o país em condição de almejar um futuro entre as potências mundiais, algo que com FHC era impossível.
Você fala muito em econômia, a ´estrela economia`, e muito pouco de política. Se olhando na economia FHC já perde de goleada de Lula, ao se falar de política é até sacanagem. FHC sempre teve muito, mais muito menos resistência que Lula, foi eleito duas vezes no primeiro turno, e mesmo assim, não conseguiu unir o país em torno de seus objetivos principais. FHC, quando eleito em 1994 tinha oitenta por cento do congresso a seu favor, ampla governabilidade. A maior coligação já existente, PSDB, PMDB, PFL, PPB, PTB e mais uma porrada de partido. A oposição na época, tadinha, era só o PT, que por sua vez era muito muito menor do que é hoje, olhe os dados pra você ver, se você quiser eu te passo por e-mail. Lula quando eleito em 2002 não tinha maioria no congresso, longe disso, precisou fazer acordos de todos os tipos pra governar. Lula enfrentou uma duríssima crise política, na época do mensalão, que abriu caminho pra velha oposição coronelista golpista ir a forra. Contornou a crise, conquistou setores que antes não queriam nem vê-lo por perto, e pode por sua liderança e força propor a união em torno de temas importantes para o Brasil, veja, Olimpíada e Copa do Mundo no Brasil, uma depois da outra, quando que isso era possível para o nosso país? O frouxo do FHC, nunca ia conseguir fazer isso.
Se te consola, Lula deve ser respeitado muito mais por ser o estadista que é, pelo carisma, pelo faro político, pela arrojada postura frente aos países poderosos, do que por ser de esquerda, não é verdade?
Pedro, acesse o link http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp e voce tera todos os numeros de crescimento do PIB que precisar, entrei neste blog procurando dados sobre crescimento comparativo entre o Governo FHC e LULA, depois de analisado os dados deste link.
Vendo os dados de PIB, observamos que o Brasil de FHC cresceu 19,8% em oito anos enquanto o mundo cresceu 25,9%, crescendo acima da media mundial por tres anos.
Ja nos 6 anos de LULA o Brasil cresceu 27,5% contra 22,3% do mundo, e tambem em tres anos o Brasil cresceu mais que o mundo.
Fazendo uma analise simplista e vendo o movimento no comercio, populariade do governo, chegamos a conclusão pouco elaborada de que LULA foi Melhor que FHC certo?
Errado, é a mesma coisa que falar que Michael Schumacher foi muito melhor do que Ayrton Senna, que teve condições muito mais adversas de carro e concorrente, do que Schumacher e por isso ganhou so 3 campeonatos enquanto o outro ganhou 7, a pergunta é, quem foi mais piloto?
O que pedimos é que apenas elabore mais sua opinião, e enxergue o plano de poder que esta por tras do Governos LULA.
Não somos donos da verdade, que a historia ja nos mostrou e infellizmente ira nos mostrar no futuro, se a censura do LULA deixar é claro.
Caro Pedro,
Os pontos que vc refutou nos quais eu teria sido parcial repliquei, mas vc não replicou novamente. Desviou o assunto e agora escolhe a dedo os assuntos que quer falar. Se quer que eu mude o teor da comparação acima, traga argumentos consistentes e deixe de ficar repetindo a retórica vazia dos palanques de Lula.
Quanto a sua citação de Keynes de 77 anos atrás isso só mostra como vc está atualizado. Amigo, quando eu digo que a economia atual tem vida própria não estou emitindo nenhuma opinião se o Estado deve ser mais ou menos intervencionista. Estou apenas constando um fato que a cada ano fica mais claro. Veja o caso dos EUA, por exemplo, os dólares sobram em economia emergentes como a do Brasil, algo bem diferente a realidade de uma década atrás. Os investidores norte-americanos não querem saber de nacionalidades, eles querem obter lucro e migram para onde traz mais perspectivas, assim como as empresas multinacionais. A GM, por exemplo, está quase falida nos EUA ao mesmo tempo que bate recordes de produção na China e no Brasil. Muitas empresas fecham nos EUA porque não conseguem competir com os preços de suas próprias filiais do exterior. O governo do EUA sabe disso, mas pouco pode fazer, pois no fundo o capital é quem governa o mundo. Daí a vida própria a qual me refiro.
Há 40 anos atrás isso seria inimaginável pelos teóricos do subdesenvolvimentismo crônico segundo o qual países ricos estariam destinados a serem sempre ricos e os pobres condenados eternamente a se contentarem em exportar matérias-primas. O que aconteceu nestes últimos anos? Dezenas de países ascenderam economicamente, chegando a ultrapassar os tradicionais ricos em renda per capta. Nas últimas décadas o crescimento dos ricos vem declinando ano após ano, enquanto que os pobres e em desenvolvimento vem acelerando. O que está havendo é a migração dos investimentos dos ricos para os pobres em busca de novos mercados já que no primeiro mundo fica cada dia mais difícil vender, uma vez que seus mercados estão saturados. Daí a invasão de dólares na bolsa brasileira a partir de 2005, o que fez o dólar cair substancialmente, processo este do qual Lula muito se beneficiou. Será que deu para entender ou vou ter que desenhar?
Sobre a minha “visão elitista” já falei sobre isto ao amigo Leonardo. Definitivamente não faço parte da elite deste país. Sou até hoje o único membro de uma numerosa família do interior de Pernambuco (próximo da cidade onde Lula nasceu e posso te garantir que lá não é seco como aparece no filme. kkkkkkkkk) que conseguiu concluir um curso universitário.
Quanto ao crescimento da economia mundial o link é o mesmo que o Abud indicou. Acesse http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp, clique em “Downloads” e em seguida na planilha “All countries and regions/subregions (totals) for all years – sorted by region/subregion” que mostra o PIB per capta de todos os países do mundo.
Para facilitar, fiz os cálculos percentuais e criei a seguinte tabela:

Conclusão:
Média mundial do crescimendo do PIB per capta na era FHC: 9%
Crescimento do PIB do Brasil na era FHC: 18,28%
Conclusão: Brasil cresceu 50% acima da média mundial na era FHC.
Média mundial de crescimento do PIB per capta na era Lula: 50,6%
Crescimento do PIB do Brasil: 24,4%
Conclusão: Brasil cresceu em um rítmo 51% inferior ao da média mundial na era Lula.
Precisa dizer mais alguma coisa sobre economia?
Sobre a sua desculpa de que o Brasil atual não cresce mais por causa das políticas de FHC, francamente, amigo. Por que Lula não mudou a política econômica então?
Sobre o meu desencanto com o PT e com a política de um modo geral isto é notório, mas pode ter certeza que isto não ofusca a minha visão da realidade. Pelo contrário, me torna mais crítico, pois não me iludo com ninguém.
Sobre a base de apoio de FHC, este realmente precisou se aliar ao PFL e Cia porque promoveu reformas importantes na economia. Agora te pergunto: qual a reforma importante aprovada no Congresso por Lula nestes sete anos? Como disse ao amigo Leonardo, Lula empurrou todas as reformas com a barriga e mesmo assim continuou com o toma lá da cá do PMDB. Perdeu a grande chance de fazer pelo menos um discurso criticando tal prática. Como resultado, temos o pior Congresso da história, retrato do presidente.
De fato, no quesito “política” tenho que concordar contigo, afinal Lula é a mais esperta das raposas que já passaram por Brasília. FHC teria que ter muitas aulas com Lula para aprender a ser tão cara-de-pau e maquiavélico (no pior sentido da palavra). Se hoje a imagem de FHC está queimada, pode ter certeza que muito tem a ver com os discursos demonizantes de Lula falando mal dos seus antecessores, ao mesmo tempo que faz sua autopromoção com o seu famoso “nunca na história deste país”. Daí a indignação minha e de muitos outros, pois se tem uma coisa que me deixa p. da vida é ver alguém se promover às custas de outros. Se Lula tivesse um pingo de caráter ele hoje seria amigo de FHC pois pode ter certeza que ele no fundo sabe tudo que falamos aqui. Na verdade o que ele mais teme é que Serra vença as eleições e se beneficie também dos bons ventos da economia mundial. Assim, teríamos uma outra base de comparação com o PSDB, o que poderia prejudicar seu projeto de voltar em 2014. Como só pensa em se manter no poder, então tenta de todas as formas desqualificar qualquer resquício de oposição. Para isto conta com seu batalhão de paus mandados, dos quais o Paulo Henrique Amorim (o PHA) é o maior ícone. Se quer saber mais sobre este dito cujo (se é que não sabe) sugiro a leitura de uma preciosidade dele que citei na série “Lula e a mídia Golpista”.
Caro dono do blog,
Eu não quero ser descortez, mas o quadro acima que você postou como resposta ao meu comentário é pra rir, e depois rir de novo, e depois rir mais uma vez.
Não acredito que você tenha feito isso de má fé, se fez não tem jeito de discutir mais.
O indicador que deve ser usado como crescimento econômico é o PIB E NÃO O PIB PER CAPTA ORA BOLAS !!!! Seu erro deve ter ocorrido por que você está tão preocupado em usar os termos instruidos de economia que se esqueceu de estudar um pouco da dinâmica demográfica mundial, lamentável!!
Se você não sabe, o mundo cresce demograficamente muito menos hoje do que a dez anos atrás, isso se deve à diminuição crescente das taxas de natalidade principalmente nos países emergentes, que eram os principais responsáveis pela explosão demográfica.
É lógico que o PIB per capta mundial cresceu muito mais na era Lula que na era FHC, o crescimento econômico mundial foi muito superior aos crescimento demográfico nos últimos anos.
A estatistica correta foi a utilizada pelo nosso amigo Abbud, postada anteriormente ao seu comentário.
Sugiro que diante do que expus, você reconheça que usou o indicador errado, e não tente através de argumentos sofistas mudar o método tradicionalmente utilizado para se comparar o crescimento nacional ao crescimento mundial.
O método correto aponta que o Brasil cresceu acima da média mundial na era Lula, e cresceu abaixo da média mundial na era FHC, é só olhar a estatistica postada pelo Abbud, à qual eu peço emprestado como fonte.
Caro Pedro,
Eu usei o PIB per capta e deixei bem claro isso de propósito justamente para corrigir a variável demográfica que também deve ser considerada. Não adianta vc aumentar sua renda se suas despesas aumentam mais que as receitas. Vc vai ficar mais pobre. Mais população significa mais gastos, menos riqueza para ser distribuída, amigo. Isso é básico. Eu já havia feito uma referência a isto em um comentário anterior quando fiz uma rápida comparação entre o orçamentos que FHC pegou (pouco mais de R$ 100 bilhões para governar para 160 milhões) e o orçamento atual (15 vezes superior para uma população apenas 20% maior). A questão é lógica. É mais capital circulando para um população que cada vez cresce menos, ainda mais com os preços de produtos tecnológicos em queda. É por isso que hoje existe mais gente comprando. É o mesmo efeito cumulativo que venho citando aqui várias vezes. Para quem entende um pouco de economia e de “demografia” é fácil entender o crescimento dos últimos anos. Para quem não entende, resta cultuar o deus Lula.
Não inventei dados nenhum. A tabela mostra aquilo que temos falado o tempo todo: que a década passada foi difícil, com baixo crescimento em todo mundo. Entre 1995 e 2002 o PIB per capta mundial permaneceu praticamente estagnado, na casa dos US$ 5,2 mil dólares. Em 2003 deu um pulo de 9,8% (mais que em todos os 8 anos de FHC) e daí não parou mais de crescer chegando a incríveis US$ 9 mil dólares já em 2008. Claro que o ritmo do crescimento da população tem diminuído, mas convenhamos, a diferença é astronômica. Se não houvesse a crise financeira do final de 2008 certamente já em 2009 o PIB per capta já teria sido duplicado. Ou seja, o dado confirma aquilo que dizemos o tempo todo.
Os dados citados servem também para desmistificar os argumentos dos que dizem que as crises da era FHC não eram tão relevantes. Pois bem, dá uma olhada nos anos de 1997 e 1998 (crise asiática e russa), o PIB per capta foi negativo por dois anos consecutivos. Em 2001, quebra da Nasdaq, segunda crise argentina, 11 de setembro, etc. Resultado: redução de -2%.
Infelizmente a oposição é tão incompetente que não é capaz de jogar estes números na cara de Lula.
Pedro, os dados que utilizei do PIB sao os mais obvios e o utilizei de propósito, para mostrar que precisamos analisar mais profundamente os fatos, e elaborar e exercitarmos mais nosso senso crítico.
Como disse precisamos exergar quem foi “melhor” piloto e nao quem ganhou mais campeonatos.
A Analise do Amilton esta igualmente correta a minha, e ainda mais correlacionada do que o crescimento absoluto do PIB, o que vale para o mundo vale para o Brasil, com mais gente produzindo mais chance de gerar riqueza, com menos gente, menos força de trabalho para gerar riqueza.
Melhor ainda se pegássemos indicadores realmente sociais e balanceados como o IDH não acha?
Ai vai o desafio, sair das falacias cegas e ir para os fatos históricos.
Não encontrei nada compilado da maneira que gostaríamos mas os dados estao todos neste http://hdrstats.undp.org/en/countries/data_sheets/cty_ds_BRA.html
Primeiro dado, entre 1990 e 2000 o Brasil cresceu a media de 0,79% a.a o IDH , enquanto de 2000 a 2007 o Brasil cresceu apenas a media de 0,41% a.a o IDH
Agora acesse este outro site http://hdrstats.undp.org/en/countries/country_fact_sheets/cty_fs_BRA.html
Veja como claramente o Brasil da um salto entre 1995 e 2000 na evolucao do IDH , alcanca a média da America Latina e depois estabiliza e cresce menos.
Será realmente que nosso país esta melhorando mais com LULA do que melhorou com FHC???
Os numeros sociais dizem que NAO! se compararmos com o mundo a situação da era LULA fica pior ainda, melhoramos sim, mas muito menos do que na era FHC.
Perfeita a análise, Abud. Só agora vi seu comentário, pois o sistema o identificou como span, certamente porque foram postados dois links.
Infelizmente ainda somos minoria. Infelizmente vamos ter que sofrer um pouco mais com o populismo. O consolo é que o mundo passa por um processo de evolução em vários indicadores, certamente um dia teremos uma sociedade com um senso crítico mais apurado e talvez recoloquemos os pingos nos “is” da história.
Abraço.
Amilton! Achei que fosse uma comparação séria. Mas é só o argumentinho dizendo que tuuuudo que ocorre hoje é obra do FHC. Nossa…16 anos de repercussão das obras do FHC! Se o governo anterior fosse tudo isso mesmo…teria elegido o Serra, o Alckmin e outros tucanos…essa ladainha de dizer que o bolsa família e obra do FHC é outro argumentinho mais ou menos, pois se assim fosse (já que dizem que este programa de governo foi o responsável pela reeleição de Lula), tooodos os outros tucanos estavam reeleitos. O Lula pegou a maior crise desde o Crash!! É um absurdo comparar as duas crises…Se os tucanos tivessem na presidência, eles tinham se desesperado tanto quanto os banqueiros, empresários e etc. O Brasil quebrou duas vezes na era FHC…uma por orgulho (e vaidade) e outra por inccompetência…e na boa…não há desculpa para um governo entreguista, ludibriador e inconsequente.
Olha, comentários como este seu já respondi aos montes. Poderia apenas fazer copy cola já que vc não leu o debate. Não vou perder tempo com este tipo de comentário ingênuo. Se quiser, leia os demais comentários e vc vai ver que “argumentinhos” como estes seus não resistem a um debate realmente sério. Agora, se depois que vc ler tudo tiver realmente algum bom argumento, então vc volta.
Abraço
Olá Amilton, já faz algum tempo que nenhum questionador entrou no seu blog para argumentar sua excelente análise, parecem que não possuem mais argumentos…..
Porém encontrei um blog muito semelhante ao seu porém com outro ponto de vista, e até certo ponto inteligente (o que é muito raro).
Para dizer que não somos abertos a argumentos, e sermos sempre questionadores vale a pena voce e os demais visitantes do blog tambem visitarem este blog.
http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=217&cpage=1#comment-229
Depois de ponderar os dois lados continuo com as minhas convicções já várias vezes colocada aqui.
Abraços
Olá Abbud,
Dei uma olhada no blog indicado, mas não aguentei prosseguir com a leitura, pois é tudo aquilo que combatemos: a glorificação do governo Lula comparando números descontextualizados. Infelizmente não tenho mais tempo para ficar rodando em círculos com estes caras, mas, como vc pode ver nos debates travados aqui, quando aprofundamos cada assunto, percebemos como tais argumentos são frágeis. Desculpas, mas não deu para acompanhar. A cada réplica do blogueiro, minha língua ficava coçando. Uma pena que não tenha tempo agora.
Abraço.
Tambem não tenho tempo, por isso sugeri a divulgação na esperança de uma força tarefa “oftalmológica” para ver se conseguimos abrir os olhos do maior número de pessoas possível, mas infelizmente fazemos parte da população que precisa trabalhar para pagar impostos e sustentar o ciclo vicioso atual, tambem pejorativamente chamada de elite!
Abraços
nao há o que comparar.. governo Lula e FHC. Lula tem que ser comparados com outros presidentes mais expressivos…. Vargas, por exemplo. Lula mostrou que o Brasil tem tudo para ser o país, e nao um país. Credibilidade internacional e respeito sao os pontos mais importantes que Lula realizou.
Pois é Carlos realmente não devemos comparar LULA com FHC, GV tem muito mais de LULA do que imaginamos.
Veja como a história é cíclica..
Com o discurso de acabar com a política do café com leite das oligarquias da época , GV o super popular presidente então apelidado de “O pai dos pobres” é eleito por voto indireto na revolucao de 30, deu um golpe de estado e virou ditador em 37, depois de mais de 15 anos de um governo nacionalista e populista , cai nos bracos do povo e é eleito pelo voto direto.
Parece até que o LULA quer seguir a mesma trajetoria, so que de maneira inversa. Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador , Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!!
Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola…
A estatística utilizada acima está errada, quando você compara crescimento econômico nacional com mundial, tem que usar o PIB. Todo mundo sabe disso, quando vocês falam que a China cresce 11 por cento ao ano, estão falando é que o PIB aumentou nesse patamar. Sabemos que existem países que estão realizando a primeira ou segunda revolução industrial só agora, é lógico que o crescimento demográfico vai diminuir e a renda per capita consequentemente vai aumentar.
Não adianta espernear, vir com um monte de argumentos, ao se comparar crescimento econômico com o exterior deve ser usado o PIB.
Mas como sou curioso, olhei no site do IBGE, que é uma fonte mais confiável que o site de onde vocês tiraram essa estatistica, aí vai a verdadeira evolução do PIB per capta:
1995 2,8
1996 0,6
1997 1,8
1998 -1,5
1999 -1,2
2000 2,8
2001 -0,2
2002 1,2
2003 -0,3
2004 4,2
2005 1,7
2006 2,3
2007 4,0
O dono do blog ainda citou algumas estatisticas duvidosas, gostaria de novo saber qual a fonte que fala que o orçamento na era Lula é 15 vezes maior que na era FHC, e qual a fonte que fala que Lula fez a divida interna aumentar em maior proporção que FHC, quando todo mundo sabe que o grande resoponsável pela explosão da divida interna foi o próprio
Ressalto ainda que FHC assumiu num ambiente de calmaria econômica, com a inflação já controlada, é só olhar as estatísticas, com vultuosas reservas cambiais. Depois dos oito anos de seu governo, entregou uma bomba atômica para seu sucessor, o risco país a 2.400 pontos, os juros a 25 por cento na taxa selic, a inflação a 12 por cento, fez a dívida interna explodir, fez a dívida externa explodir, deixou 12 milhoões de desempregados. Ou seja, a verdade, que o dono do blog tenta esconder, é a seguinte: FHC fracassou em seus objetivos, teve um primeiro mandato de calmaria econômica, com tempo suficiente para se preparar para eventuais crises, e um segundo mandato desastroso, em todos os sentidos. Era a ordem natural das coisas, primeiro os tigres asiáticos, depois o méxico, depois a Rússia, depois a Argentina, e a bola da vez com o risco país a mais de 2000 pontos, o Brasil. Só não foi assim, porque, critiquem a vontade, desde o primeiro momento que o Lula assumiu, teve a preocupação de abaixar os juros, não fez de maneira abrupta, senão teria sido deposto no dia seguinte.
Abaixando os juros gradualmente, e controlando o dólar, o governo Lula desamarrou o Brasil e devolveu a possibilidade de crescimento econômico. Se FHC tivesse a coragem de fazer isso mais cedo, o Brasil hoje cresceria no ritmo dos Brics.
O governo Lula não é perfeito, cometeu sim alguns erros, mas sinceramente eu não sei o que leva vocês a negarem os avanços decorrentes dele, e ainda por cima tentar ressucitar uma época triste da história do Brasil, em que o ex-presidente entregou o tesouro nacional na mão do grande capital estrageiro e devastou socialmente o Brasil com uma política econômica baseada na estagnação econômica e no desemprego
Caro Pedro,
Não tenho tempo de lhe responder agora, mas pode ter certeza que vou fazer mais algumas considerações, apesar de vc ficar andando em círculos.
De antemão eu já te adianto um link sobre o orçamento de 2010. Olha só, não são apenas 15 vezes não, são 18!!!!
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1424379-5601,00.html
Ps.: Vc já observou que quanto mais vc fala, mais nos dá argumentos? Rssssssssss!
SE O ORÇMENTO ESTÁ 18 VEZES MAIOR E MERITO E PURO ESPIRITO DE ECONOMISTA DE LULA , FAZER O PAÍS CRESCER A TAL PONTO É ESPLÊNDIDO , MUITA EFICIÊNCIA E MAIOR PODER DE ESTADO QUE LULA DEU, AINDA BEM QUE ESTAMOS FICANDO UM PAÍS RICO , VALEU LULA E CHISPA DAQUI DIREITA DE INVEJA
Não, amigo. Quando FHC assumiu, o PIB brasileiro era de R$ 350 bilhões, enquanto que a carga tributária era de 28%. Quando Lula assumiu, o PIB era de R$ 1,5 trihão. Na era Lula o PIB foi duplicado. Como vc pode ver, é tudo uma questão de continuidade. O maior orçamento de FHC foi o menor de Lula e por aí vai. Em condições normais, quando não ocorrem crises internacionais o Brasil sempre cresce. Como o ritmo de crescimento da população é cada dia menor, claro que vai haver um aumento da renda per capta e, portanto, um maior orçamento per capta. Ou seja, vai sobrar dinheiro para investir (isto se o governo fosse responsável, mas como não é, continua faltando, especialmente para Saúde). Queria ver se vc teria a mesma opinião hoje se fosse o contrário: se Lula tivesse assumido em 1995 e FHC em 2003.
Caro Pedro,
Ok. Vc não aceita o PIB per capta como compararativo, embora ele revele o que dizemos aqui o tempo todo: que o período FHC foi de baixo crescimento para o mundo todo e que a era Lula foi o período de maior crescimento da economia mundial desde os anos 70.
Mas vamos aos dados que vc apresentou, já que agora vc contesta o banco de dados norte-americano, mesmo ele discriminando o PIB de cada país. Pelos dados que vc postou, o mundo teria crescido 6,3% na era FHC e 11,9% na era Lula. Temos aí mais um dado que comprova o que estamos falando, pois na pior das hipóteses é quase o dobro, contando apenas com seis anos de Lula. Pois bem, como a economia brasileira cresceu 18,28% na era FHC e 19,5% no período correspondente na era Lula (isto sem contabilizar o ano de 2009 cujo crescimento foi zero ou próximo a zero), podemos concluir pelos seus “números mais confiáveis” que FHC teria crescido num ritmo três vezes maior que o do mundo, enquanto que Lula teria crescido num ritmo 1,6 vezes maior que o do mundo. Ou seja, poderíamos afirmar então que o desempenho de FHC segundo estes números que vc postou seriam quase duas vezes melhores que os de Lula!
Mas, como disse nos posts anteriores, a evolução do PIB per capta mundial é um dado mais revelador, pois ele inclui na comparação a variável demográfica. Sendo assim vou postar mais alguns números que contradizem seu argumento.
População mundial em 1995: 5 674 bilhões
População mundial em 2005: 6 453 bilhões
A população mundial teria aumentado então em 779 milhões no período, o que percentualmente corresponderia a 13,7% de aumento. Ou seja, um índice superior aos 11,9% de aumento do PIB no período, segundo os dados que vc postou (os quais não chequei no site do IBGE, vale salientar).
Em outras palavras, o dado contradiz a sua tese que tenta desqualificar o PIB per capta que citei com a explicação infantil de que a redução da taxa de natalidade explicaria o fato da renda per capta mundial ter pulado de U$ 5,2 mil em 2002 para U$ 9 mil em 2008, depois de passar os oito anos de FHC estagnada nos mesmos U$ 5,2 mil.
Agora já que vc insiste nos seus “sofismas” sobre a demografia, então eu te pergunto: por que o PIB per capta mundial ficou estático na era FHC e aumentou 73% entre 2003 e 2008? Foi a população mundial que diminuiu ou foi o PIB mundial que aumentou? Será que o decréscimo da taxa de natalidade (que explicaria tal aumento) só serve para a era Lula?
Com relação ao comparativo da evolução da dívida, sugiro a leitura da última parte de uma série de dez artigos que publiquei sobre a dívida pública brasileira. http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/
Vc vai ver que 85% da dívida deixada por FHC não podia ser evitada, pois foram decorrentes de “esqueletos” que vieram à tona com o fim do processo inflacionário,
enquanto que na era Lula a dívida continua aumentando na mesma proporção por absoluta falta de competência. Dá uma olhada nos gráficos e vc vai ver então do que estou falando. http://visaopanoramica.net/graficos/
Se vc quiser se aprofundar um pouco mais no assunto, sugiro a leitura de do post 7 da mesma série que mostra a manobra contábil do governo atual que retirou do cálculo da dívida os títulos em poder do BC (quase R$ 500 bilhões) e mais os empréstimos as estatais. Caso isso não tivesse sido feito, hoje a dívida interna seria de mais de R$ 2 trilhões! http://visaopanoramica.net/2009/10/10/lula-e-a-divida-publica-parte-7/
Bom se vc chama calmaria um início de governo em plena crise do México, então seu conceito de calmaria está muito equivocado, amigo. Assim como está equivocado o seu conceito de estabilidade, pois ao contrário do que vc pensa, o controle da inflação não foi só a troca da moeda não. Foi um longo processo que demorou anos e até hoje por falta de compromisso do Governo não foi concluído, daí porque temos ainda as mais lucrativa taxas de juros aos especuladores. Já falei isso aqui, mas vc insiste com o mesmo argumento infantil, o mesmo que tenta comparar os governos com índices, o que convenhamos, é uma estratégia cínica, uma vez que exclui das comparações os contextos de cada número, assim como o efeito cumulativo ao qual também já me reportei e que vc continua ignorar, no máximo classificando-os como “sofismas”.
Mais cara-de-pau ainda pegar como parâmetro de comparação os números contaminado pela “Crise Lula”, pois todo mundo sabe que até meados de 2002 o país caminhava para uma retomada do crescimento já que a fase de crises dos emergentes havia passado, da qual o Brasil conseguiu passar sem se transformar também um foco de instabilidade (e que vc infantilmente atribui a Lula mais este mérito, rsrssrsr). Claro que num ambiente de instabilidade entre os emergentes o risco país vai disparar, da mesma forma que o dólar disparava por qualquer boato, já que na época os EUA não demonstrava nem em sonho a fragilidade de hoje. Os juros que vc citou em 25% ao ano, na verdade foi de 26% e aconteceram no auge da “Crise Lula”, pois foi só ele assinar a carta a sociedade se comprometendo em não alterar os fundamentos da política econômica e logo os juros começaram a baixar, retomando a um patamar ligeiramente inferior a época pré-crise. Vc se vangloria de Lula ter baixado os juros, mas esquece de citar que até 2008 os juros estavam em patamares bem próximos da era FHC. Só vieram a cair de fato com a crise internacional como uma alternativa de estimo a economia. Perceba que até a única crise que Lula enfrentou foi benéfica para o país, pois ao contrário das anteriores, quando o epicentro era entre os emergentes, o dólar disparava e só restava os Governos aumentar os juros para não deixar os “investidores” correrem para as economias seguras. Como desta vez o foco da crise foi no 1º mundo, não só os dólares não saíram daqui, como vieram mais ainda, uma vez que a crise lá era de origem financeira (desconfiança nos bancos), sendo que aqui os bancos mostraram-se sólidos devido ao PROER da era FHC que o PT tanto criticou na época e mais uma vez se beneficiou no Governo. Ou seja, mais uma vez FHC ficou com o ônus, Lula com o bônus.
E já que vc fala hoje com tanto orgulho dos BRICs, devo lembrar-lhe que na época de FHC ainda não existia este grupo, pois este só passou a existir de fato depois que os bancos de investimentos passaram a classificá-los como tal, chamando os investidores a apostarem nestes países, já que estes apresentavam grande potencial de crescimento por seus imensos mercados consumidores, justamente o que faltava nas saturadas economias do 1º mundo. Ou seja, mais um vento a favor da época atual do qual FHC não pode contar. Isto sem falar que pousar de BRIC ao lado da China levanta o moral de qualquer um. Está aí mais um fator que inflaciona o prestígio de Lula e que inflacionaria qualquer outro que estivesse no cargo.
Enfim, aceito o seu desabafo, mas devo lhe dizer que não estou tentando ressuscitar nada. Estamos apenas combatendo o populismo instaurado neste país que tenta endeusar Lula e satanizar o resto. Seria bom que vc usasse esta sua “curiosidade” para torna-se um cidadão consciente, e não mais um manipulado pela publicidade governista.
Entenda uma coisa de uma vez por todas, amigo. Minha revolta não é apenas com o populismo de Lula. É também com a oposição que tem se mostrado incompetente para combater este processo populista que está em marcha. Se a oposição tivesse metade do empenho que teve o PT quando oposição, tudo isso aqui hoje já devia estar muito claro para a sociedade e eu e tantos outros não estaríamos perdendo tempo e cabelos para tentar explicar tudo isso aqui. Quem sabe até vc estivesse hoje tivesse uma outra visão deste processo. Ao invés disso, a oposição gastou tempo precioso na TV falando de marolinha e algumas gafes do presidente sem a menor importância.
A única explicação que encontro para a indiferença do PSDB sobre estas questões é talvez uma estratégia de deixar para soltar a artilharia durante a campanha, o que eu consideraria um erro da mesma forma, pois se tudo isso aqui já é muito complicado para entrar na cabeça das pessoas que tem tempo e internet para pesquisar como vc, imagine então em poucos minutos de horário de TV falando para uma massa já com a cabeça feita…
Portanto, ao contrário de vc que faz uma defesa incondicional do populista Lula, eu sou um simples cidadão que tenta fazer aquilo que a oposição não faz: desmistificar o endeusamento de Lula, algo muito prejudicial a nossa democracia cujos efeitos serão sentidos no futuro.
Alguns indícios já são realidade hoje, pois chegamos ao ponto de vermos pessoas como vc se vangloriando do fato de Lula com sua “habilidade política” ter driblado o Mensalão! Este é um perfeito exemplo de uma coisa safada que Lula faz com maestria. Ele coloca o mérito da coisa em segundo plano e resume tudo na disputa política. Não importa mais se foi comprovada a culpa dos seus colaboradores mais próximos. Agora, o Mensalão não passa de uma disputa política da qual Lula venceu. E para onde foi a ética????
Veja o ar preocupado de Lula na época do Mensalão distribuindo seu famoso “eu não sabia” para todos os lados e compare agora com seu cinismo ao defender Sarney no ano passado. Temos aí mais um passo no processo populista em que estamos vivendo. Agora ele sabe que uma crise política como esta última pode no máximo lhe tirar um ou dois pontos percentuais de popularidade, nada que não seja compensado com um novo programa social como o “Minha casa, minha vida”. E assim ele vai se tornando cada dia mais cínico.
E quando me preocupo com nossa democracia não estou me referindo a nenhum risco de golpe de estado não, pois acho que já temos maturidade suficiente para evitar que isto ocorra hoje. Falo pelo simples fato da auto-censura que começa a acontecer nos meios de comunicação, já que qualquer coisa que se fala que seja interpretada como crítica ao Governo é logo taxada de “golpismo”, “PIG” e etc. O que sobra é um bando de puxa-sacos, como o PHA, por exemplo, sem nenhum compromisso com a verdade, já que censura comentários como os meus ou de qualquer outra pessoa que provoque algum tipo de reflexão no exército de iludidos que está sendo formado para as próximas eleições.
Enfim, vejo com muito pessimismo os rumos que estamos tomando, pois para quem conhece um pouco de história este filme já não é nenhuma novidade.
Os.: agradeço a sua contribuição. Vc tem sido muito útil aqui. Certamente quem acompanha este debate vai tirar algumas conclusões. Aliás, acho que está na hora de dar uma atualizada neste comparativo incluindo os dados sobre o IDH que o Abud citou, um comparativo do PIB brasileiro com o PIB mundial e um comparativo sobre o endividamento de cada governo. Quando sobrar um tempinho atualizo.
Abraço e volte sempre!
Olá Pedro, ao inves de usar sua tecnicas de defesa de advogado do LULA, dando circulos em suas análises, por que não comenta a evolução do IDH?
Já que utilizou minhas estatísticas do PIB como corretas, apesar de não responder quem foi mais “piloto”, e simplesmente ver quem ganhou mais campeonatos, por que não nos ajuda a analisar a evolução do IDH nos dois periodos?
Não seria o indice mais completo e ponderado que poderíamos utilizar para comparar em que período nosso país evolui mais em um aspecto mais amplo?
Sem dúvida que sim! pois é um Índice de Desenvolvimento Humano , comparável a qualquer regiao e pais do mundo, e não um Índice de Popularidade de Governo!
Mais uma vez utilizou em seu ultimo “circular” comentário jargões do passado que não colam mais.
Coragem para fazer mudanças? Que mudanças o LULA fez?
Entrega do tesouro ao “grande capital estrangeiro”? Quem é esse grande capital estrangeiro? Seria o que comprou nossas estatais que se hoje estivessem na mão do LULA seriam máquina para o populismo, como são para o Chaves na Venezuela?
Para seu conhecimento, os grandes acionistas das ex estatais são os Fundos de previdencia da petrobras,banco do brasil, bancos nacionais, e todos os investidores na maioria brasileiros, que hoje geram riqueza e recebem dividendos, e no passado financiavam prejuízos. Esse é o grande capital estrangeiro a que voce se refere?
LULA, o Getulio Vargas as avessas!
Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador.
Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!!
Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social e industrial, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola…
Estamos regredindo a 60 anos atras…
olhe meus caros amigos eu li esse debate e me interessei justamente para apurar fatos conclusivos perante ao q eu já pensava antes.
sem duvida FHC proporcionou para nosso país o que jamais tivemos, estabilidade economica, agora pergunto: como FHC investiria no país sem dinheiro?
certamente no governo lula tiveram várias obras q certamente envolveram investimentos, porem graças ao governo passado q isso foi possível, pois se lula tivess e pego o Brasil na década de 90 ele certamente quebraria o país, vc acha msm q um cara sem o minimo de conhecimento e q só fala besteira na midia seria capaz de deter a inflaçao?? NUNCA
olhe.. vcs q ainda defendem o lula.. por favor tirem os cabrestos.. tente ver os dois lados da moeda, eu nunca critiquei lula antes dele ser presidente.. meu pai por exemplo acreditava em suas promesas e se decepcionou com seu primeiro mandato, (meu pai é historiador, sociologo e cientista politico) ele tem muitos argumentos até para provar a qlqr um q apoiar lula é ignorancia e apoio a corrupçao.
eu sei q breviamente receberei varias criticas (pessoais) mas sejam éticos e não sigam o exemplo do pt, corruptos bandidos!!!
ah soh uma coisa.. akeles q um dia lutaram por uma “democracia” hj estão lah no senado ROUBANDO para qm qr ver.. olhe sarney por exemplo.. o proprio lula q apresenta bens incalculaveis hahaha mto ironico.. é akela kestao “qm serve os serventes” o lula é apenas mais uma impunidade q o povo apoia por pleno desconhecimento de fatos, alias hj formamos na faculdade analfabetos tbm!! bem a cara do lula… e a divida interna estah crescendo.. só mais uma coisa: Lula estah sim extimulando o consumo, entretanto será q estamos msm preparados a consumir? (o credito estah sem duvidah mais facil) de certa forma isso parece um plano (neo liberal) adotADO pelos US de fato funciona.. mas alem de ser contraditoria as leis “esquerdistas” de lula.. pode ser um barco furado qnd as pessoas não tiverem dinheiro para cobrir os creditos cedidos.
Gostaria de fazer uma observação quanto ao salário mínimo, tratado no post do dia 11 de setembro de 2009 às 7:56 pm.
O salário mínimo no governo FHC variou de R$ 70,00(e não de R$ 80,00) para R$ 200,00. Portanto, um aumento de mais de 185%. No governo Lula – que ainda não terminou, mas certamente não trará mais um reajuste este ano – a variação foi de R$ 200,00 para R$ 510,00. Um aumento de 155%.
Fonte: “http://www.portalbrasil.net/salariominimo.htm”
Considerando a política salarial fundamental para diminuir as desigualdades sociais – meta (pelo menos, em tese) tão perseguida pelo governo Lula – não seria um contra-senso essa inferioridade em relação ao governo FHC?
E outra questão: por que os candidatos pró-FHC fogem ao debate da comparação entre os dois governos, deixando os pró-Lula apresentarem dados superiores desvinculados do contexto em que eles foram extraídos? Não estariam eles, implicitamente, concordando que Lula foi melhor?
Obrigado e parabéns pelo debate.
Olá John,
Obrigado pela observação quanto ao mínimo. Claro que debitando a inflação dos dois períodos teremos um número bem parecido, porém com um gosto de derrota para o PT já que esta era uma bandeira história, ainda mais numa época de grande crescimento mundial, sem crises. Mais contracenso ainda é com relação a outra bandeira histórica do PT: a reformar agrária. Cadê esta reforma cantada em verso e prosa em todas as falas do PT?
Com relação a inércia do PSDB, acho que é uma mistura de três fatores: 1) o PSDB ficou sem discurso, uma vez que o PT continuou a política econômica e os programas sociais do governo anterior; 2) O PSDB de hoje não é o mesmo da década passada, pois perdeu referências como Mários Covas e Sérgio Mota; 3) Covardia.
Quanto ao primeiro ponto, poderia ficar cutucando Lula o tempo todo mostrando a população tudo o que Lula criticava no passado e que hoje defende. O segundo não tem muito o que fazer, paciência. Agora, com relação ao terceiro ponto é de lamentar, pois revela primeiro uma covardia com FHC, e em segundo com suas próprias convicções, pois como vimos por aqui, o PT não resiste ao aprofundamento das questões.
De novo vou tomar emprestada a estatística do Abbud, que é a mais correta, compara o crescimento do PIB do Brasil na época de FHC com o crescimento do PIB mundial em contraposição ao crescimento do PIB do Brasil com o PIB mundial na era Lula, aí vai:
LULA FHC
BRASIL 27,5% BRASIL 19,8%
MUNDO 22,3% MUNDO 25,9%
Não se trata de endeusar o Lula e demonizar todos que vieram antes dele. Estamos comparando Lula com FHC na seara econômica.
Os dados acima mostram que o Brasil cresceu conjuntamente mais que o mundo na era Lula, e menos que o mundo na era FHC. E ainda um fato importante, que desmente o argumento utilizado pelos tucanos de que nos anos de Lula foi mais fácil crescer, pois o mundo cresceu mais nos anos de FHC do que nos anos de Lula.
O crescimento do PIB é o índice mais importante, tanto que é o único utilizado na comparação de crescimentos entre os países.
É o mais importante, mas não é o único. Fazendo uma análise da macroeconomia nos dois períodos, Lula é o vecedor em todos os aspectos. Gerou mais empregos, diminuiu mais a inflação, apresentou expressivamente maiores superávits em transações correntes no balanço de pagamentos, aumentou menos a dívida interna, diminuiu a dívida externa contra o aumento da mesma no período FHC, diminuiu mais a cotação do dólar, diminuiu muito mais o risco país, aumentou muito mais as exportações.
Então vamos dar a Cézar o que é de Cézar, se estamos comparando Lula e FHC, primeiramente na seara econômica, Lula foi melhor, quem negar isso vai estar negando a matemática!!Quem negar isso, vai faze-lo por resistência à Lula, por posições ideológicas e partidárias.
O dono do blog utilizou ainda dois termos de comparação: o legado ético e a diminuição da pobreza. Em sua análise, FHC foi melhor nos dois aspectos. Respeito tal análise, mas de novo vou me ater os fatos. Vamos lá:
Em termos de legado ético, claramente Lula foi melhor que FHC. Escandalos existiram nos dois governos, só que os escândalos da era FHC foram relacionadas a cifras de dinheiro imensurávelmente maiores que os da era Lula, e além disso, na era Lula os escândalos foram investigados, na era FHC ainda hoje paira o fantasma das privatizações das teles, em que o Ministro Sergio Mota estava envolvido em suspeitas de desvios astronômicos, até hoje tal escândalo nunca foi investigado. Não ficou provado nem que Lula, nem que FHC participaram diretamente nos diversos escândalos de corrupção. Mas FHC mudou a Constituição da República pra permanecer no poder, inclusive com compra de votos(200.000 reais pra cada deputado). No ponto de vista do legado ético, Lula ganha.
Em relação a diminuição da pobreza: na minha opinião o único modo de diminuir a pobreza é possibilitando que as camadas desfavorecidas tenham renda. Lula criou muito mais empregos que FHC, portanto Lula ganha nesse ponto também.
Uma potência mundial não se faz somente em termos econômicos. Lula se preocupou em reaparelhar as forças armadas e proteger as fronteiras, FHC esqueceu da defesa. Lula reconstruiu todo o aparelho bélico brasileiro, inclusive a Folha de São Paulo admitiu que depois de Lula nenhum páis da América Latina tem condições a longo prazo de chegar perto do Brasil em termos de desenvolimento do sistema de defesa.
Política externa, Lula foi bem melhor. Elevou o Brasil a ator global de primeira ordem, com notável liderança entre os países em desenvolvimento, juntamente com China, Rússia e Índia. Lula conseguiu ainda uma vitória histórica, trazendo para o Rio de Janeiro as Olimpíadas de 2016, vencendo cidades emblemáticas como Chicago, Madrid e Tóquio. Lula atuou ainda para fortalecer o Mercosul. FHC em termos de política externa, não consigo visualizar seus êxitos.
Em termos de desenvolvimento e planejamento nacional Lula também foi melhor, o campo de seu governo percorreu o Brasil todo, FHC focalizou somente o eixo Rio São Paulo.
Educação Lula também foi muito melhor, só olhar as Universidades Públicas que estavam sucateadas com FHC e depois deste ganharam novo fôlego. O mais importante, o projeto de privatização das Universidades Públicas do governo FHC foi abandonado por Lula, e ainda temos Universidade gratuita no Brasil.
Em relação a Saúde, não estou bem informado, não tenho condições de contrapor os argumentos utilizados pelo dono do blog, então fica a análise deste.
Eu acho que tá acontecendo um erro aqui, pessoas que não gostam do governo Lula estão utilizando o método da comparação com o governo FHC para contestar o governo atual. Essa discussão não leva a lugar nenhum. O governo Lula foi sim melhor, mas ainda sim não é perfeito, tem seus erros. E essa energia toda poderia estar sendo utilizada para críticas construtivas, para abrir caminhos, para pensar a melhor maneira de ver o nosso Brasil no topo, no lugar em que deve estar.
Nos últimos anos, inegáveis avanços ocorreram, ficar negando por ranço político é um negócio muito contraproducente.
Caro Pedro,
Assim fica difícil debater. Vc continua andando em círculos, não traz nada de novo. Tudo o que vc diz agora já disse nos outros posts e todos já foram replicados, mas vc ignora as réplicas, não responde aos questionamentos. Simplesmente repete tudo de novo fazendo as comparações descontextualizadas que os petistas usam para embasar o seu triunfalismo.
Já saquei qual é a sua. Vc acha que quem ganha o debate é que faz o último post! kkkkkkkkkk. Como não tem argumentos, fica repetindo seus “melhores argumentos”!
Esta é a única explicação que encontro pela sua insistência em reescrever o mesmo texto não sei quantas vezes.
Como não sou nenhum palhaço de ficar falando com quem me ignora, vou ignorar este seu último post também e vou considerar apenas as estatísticas do Abud que vc tão convenientemente “tomou emprestado”.
Portanto, peço ao amigo Abud que me envie o link do arquivo Excel onde ele fez os cálculos, pois já peguei três tabelas diferentes do BD norte-americano e não consegui reproduzir os números que ele postou.
Ao Pedro, deixo um aviso: Se repetir o mesmo texto mais uma vez vou ter que fazer uma coisa que nunca fiz aqui: desabilitar seu comentário.
Pedro, esqueceu do IDH? ele é mais importante do que o PIB ou seria uma consequencia ponderada deste, e portanto muito mais preciso? Ignorou dados aos quais voce não tem argumento? Seria o mesmo que dizer que a Arabia Saudita teve um avanço fantástico no PIB e por isso foi bem, mas lá 99% do PIB esta ligado a cotação do barril de petróleo. Precisamos saber como isso foi transferido de forma sustentável a sociedade de cada país e ai o IDH é o indicador mais completo!
Amilton seguem dados que peguei no site http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp
Year Brazil China LAM World Brazil China LAM World
1995 4,20% 10,90% 1,00% 2,90% 4,20% 10,90% 1,00% 2,90%
1996 2,20% 10,00% 3,60% 3,30% 6,50% 22,00% 4,70% 6,30%
1997 3,40% 9,30% 5,20% 3,70% 10,10% 33,30% 10,20% 10,20%
1998 0,00% 7,80% 2,30% 2,40% 10,10% 43,70% 12,70% 12,80%
1999 0,30% 7,60% 4,20% 3,30% 10,40% 54,60% 17,50% 16,50%
2000 4,30% 8,40% 4,00% 4,20% 15,20% 67,60% 22,20% 21,40%
2001 1,30% 8,30% 4,40% 1,70% 16,70% 81,50% 27,60% 23,40%
2002 2,70% 9,10% 5,60% 2,00% 19,80% 98,00% 34,80% 25,90%
2003 1,10% 10,00% 2,40% 2,70% 1,10% 10,00% 2,40% 2,70%
2004 5,70% 10,10% 5,70% 4,10% 6,90% 21,10% 8,20% 6,90%
2005 3,20% 10,40% 4,60% 3,50% 10,30% 33,70% 13,30% 10,70%
2006 4,00% 11,60% 5,40% 4,00% 14,70% 49,20% 19,40% 15,20%
2007 5,70% 13,00% 5,60% 3,90% 21,20% 68,70% 26,10% 19,70%
2008 5,20% 9,00% 4,30% 2,20% 27,50% 83,90% 31,50% 22,30%
As tres primeiras colunas sao crescimento em relação ao ano anterior, as tres ultimas é o acumulado dos dois periodos que eu calculei.
Atenção que é o PIB em US Dolar sem converter para o poder de compra de cada pais, ou seja, não considera as variações cambiais de cada país, e portanto tem embutido um erro para mais ou para menos.
Outro ponto é a análise que fiz anteriormente, mesmo em uma situação interna e externa muito mais adversa na era FHC, por tres anos crescemos mais que o mundo, enquanto que o LULA ate agora tambem,porém em um abiente bem mais propício, o que indica que quando tivemos ambiente externo propício, (exceto o interno do apagao) na era FHC sempre crescemos mais que o mundo, já com LULA, mesmo com tudo a favor em 2003 2005 e 2006 crecemos menos que o mundo.
Quanto a Educação, o problema do Brasil não é o ensino superior e sim o básico!
Sem ensino básico de qualidade, as universidades públicas vão ser só para os ricos! E precisaremos de sistemas rídiculos e injustos de cotas! E no básico foi aonde FHC focou.
Se não tivessemos opção ( que não é o caso) prefiro privatizar as Universidades e universalizar o ensino básico público, aliás como é em muitos países desenvolvidos.
Como disse e repito, LULA é GV as avessas:
Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador.
Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!!
Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social e industrial, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola…
Estamos regredindo a 60 anos atras, e ainda tem gente que acha que trazer as olimpiadas e a copa é o máximo da política externa, enquanto somos engulidos e coniventes com países que não cumprem contratos em negociações comerciais mundo afora…
Caro Abud,
Obrigado pelos dados. Mas eu gostaria de ver realmente o arquivo excel onde se encontram estes dados para procurar alguma entrelinha que explique a contradição que estou vendo entre a evolução normal do PIB e a evolução per capta da população mundial.
Abraço,
Um amigo meu me mandou um texto que apesar de ter sido elaborado em 1931 é extremamente atual, e mostra muito do que discutimos aqui neste blog.
A adaptação feita por ele é também perfeita.
O pensamento abaixo foi
ESCRITO NO ANO DE 1931 !!!
(Adrian Rogers)
“É impossível levar o pobre à prosperidade através
de legislações que punem os ricos pela prosperidade.
Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa
deve trabalhar sem receber.
O governo não pode dar para alguém aquilo que
não tira de outro alguém.
Quando metade da população entende a idéia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população
irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira
metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”.
Adrian Rogers, 1931
“É impossível levar o Brasileiro pobre à prosperidade através
de legislações que punem os Brasileiros ricos pela prosperidade.
Por cada Brasileiro que recebe sem trabalhar, outro Brasileiro
deve trabalhar sem receber.
O Governo Lula não pode dar para alguém aquilo que
não tira de outro alguém.
Quando metade da população Brasileira entende a idéia de que
não precisa trabalhar, pois a outra metade da população Brasileira
irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende
que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira
metade, então chegamos ao começo do fim da nação Brasileira”.
Marcos Gueller, 2010
(Adapted from text Adrian Rogers 1931)
Isto aqui trata-se de uma matéria de TUCANO!… obviamente que o autor disso aí está preocupado em creditar todas as coisas boas aos tucanos, afinal, ele é um!..mesmo fazendo o máximo de esforços pra puxar tudo para seu lado, ainda foi obrigado a dizer que o lula foi melhor em alguns itens!..isso mesmo, pois nos 8 anos de mandato FHC, ele nao encontrou nada para dizer este foi melhor nestes quesitos..FHC primeiro mandato: bom..segundo mandato: ruim, ou melhor, péssimo dos péssimos! Governo Lula primeiro mandato: mais ou menos.. segundo mandato: muito bom
Amigo, ao contrário de vc que vê política como torcedor de futebol, eu não tenho medo de reconhecer os méritos do meu opositor ou até mesmo dar o braço a torcer em alguma idéia desde que os argumentos contrários sejam mais fortes. Como vc pode ver no debate (se é que vc leu) até aqui os argumentos dos seus amigos petistas não resistem a qualquer aprofundamento. Traga argumento sérios e pare de rotular os outros e fazer bravatas como o seu ídolo.
o pessoal do PT está dando comida estragada à tropa de choque.
Para reforçar um pouco o que temos debatido aqui, dito por um dos personagens principais hoje em São Paulo:
FHC disse ainda que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração.
“Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom”, ironizou. E continuou: “Eleição é futuro. Se [o PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer.”
Do Site UOL em 08/02/2010
Pois é Abud, o PSDB é também o culpado por chegarmos a este ponto, pois, no governo, não souberam passar para a população tudo que foi feito. Na oposição, permitiram que Lula desconstruísse FHC e assumisse os méritos de tudo que foi feito até então (mesmo sem ter promovido uma única reforma nestes sete anos). O artigo de FHC infelizmente é tardio. O povão não vê contextos, só vê resultados.
Olá, primeiramente parabéns pelo blog e pela forma como percebo que tem tratado aqueles que postam seus comentários, mesmo que para expressar uma discordância mais baseada no fígado do que opiniões fundamentadas. Achei muito interessante o mote da comparação entre os dois períodos de governo, concordo plenamente que eles têm de ser comparados dentro do contexto em que aconteceram. Nesse sentido, recomendo a leirura do livro “três mil dias no bunker” para que se tenha uma idéia do esforço de engenharia institucional que esteve por trás da criação do Plano Real. Não há nada remotamente parecido no Governo Lula. Aliás, até hoje eu não entendi porque o Governo Lula se empenhou tanto em conseguir maioria no Congresso via mensalão se nao foi para aprovar alguma das reformas que o país tanto precisa. As iniciativas que o atual governo tomou que mais o beneficiaram, os aumentos reais do salário mínimo e a “criação” e expansão do Bolsa Família foram praticamente medidas administrativas, sem ter que enfrentar nenhum dos embates que marcaram o governo anterior. Outro ponto que me parece relevante é o fato de que essas medidas, por mais meritórias que sejam, dependem de fundos públicos. Veja bem, isso não é para dizer, de maneira alguma, que nao devessem ter existido. Programas de transferencia de renda com condicionalidades, como é o caso do BF, existem em muitos países e integram o rol de políticas sociais dos Estados mais avançados. O ponto é que é bem mais difícil reduzir a pobreza de forma mais consistente, com políticas que aumentem a escolaridade da população e ampliem as condições para criação de empregos, o que exige o tipo de reforma que o Governo Lula tão habilmente evitou. Finalizando, me parece que uma das possíveis óticas para analisar o atual governo é pelos seus imperativos, o de ter assento permanente no conselho de segurança da ONU e o de vencer a sucessão. A isso, se subordinam, respectivamente, a política externa e a atual política interna.
Marcelo, o que mais me impressiona nisso tudo é tudo que nós falamos aqui é óbvio. Não precisa ser economista para entender o que aconteceu como este país nestes últimos anos. Infelizmente a propaganda política desonesta do atual governo, empenhada em mitificar Lula e desconstruir os seus atencessores, combinada com a indiferença da população com estes assuntos, permitiu que chegássemos a este ponto.
A INCURTURA É QUE INCENTEVEIA A PRORIFERAÇÃOD A CORRUPTANCIA.
gostaria de saber com que base vcs arrumam esse argumentos.
n vejo o gover FHC dessa forma que vcs falam. sou informado o máximo que posso. mas concluo quem entre os dois o LULA foi o menos pior. e vcs “tucanos acham FHV perfeito” chega a ser ridiculo isso.
Os argumentos estão aí. Vc tem todo o direito de discordar. Porém vc deve dizer em que discorda e trazer argumentos que sustentem sua opinião. Dizer simplesmente que achou Fulano menos pior que Sicrano não é argumento e não contribui em nada com o debate, da mesma forma que não contribui em nada ficar tachando quem não é petista de tucano. Faça jus a sua “boa formação”.
Para quem não leu ainda coluna de FHC no Estado de São Paulo do mes passado.
Nada melhor do que um dos comparados falar um pouco, pena que o outro, além de não gostar de ler nunca escreveu nada.
SEM MEDO DO PASSADO
Fernando Henrique Cardoso
O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.
Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?
A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.
Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.
Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.
Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.
Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.
O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.
Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.
É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).
Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
ainda não vi Dilma nem ninguém do PT conseguir contradizer este artigo.
não passam de uns escadistas bravateiros mesmo…
Dizer que o governo Lula deve todo o seu bom desempenho ao seu antecessor fhc soa meio papo de tucano…
Poderíamos então dizer que o “sucesso” do governo fhc foi então mérito de seus antecessores. Todo o seu plano de estabilização econômica,(se é que podemos dizer que este foi realmente um plano elaborado pelo governo brasileiro, visto que a estabilização da moeda é fato em todos os países da américa latina, pois fora uma exigência do mercado global) foi lastreado pela arrecadação obtida pela “venda” (estava mais para entrega) das estatais herdadas dos governos anteriores, principalmente os da era da ditadura, quando foram criadas.
Não fora a eleição do Lula, hoje não seríamos mais donos da Petrobrás, nem da Embraer, ou do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e por aí vai…
A mais recente investida do PSDB e do DEM contra o patrimônio público foi no que se refere aon Pré-sal, que tentaram entregar tudo na mão da iniciativa privada, não a Nacional, chegando ao ponto ridículo de alguns deputados tucanos irem ao EUA pedirem ajuda das indústrias Petroquímicas de lá para forçarem o governo aqui a abrir mão dos 35% da quota do Pré-sal reservados à Petrobras. Como acreditar em um governo formado por pessoas assim?…
Caro Roberto
Dizer que o fim da inflação foi decorrente não do plano Real e sim de uma milagrosa “exigência do mercado global” só mostra o quanto vc entende de economia. Sem comentários…
Ao contrário do que vc pensa, a Embraer é hoje uma empresa privada, a quarta maior fabricante de aviões do mundo, assim como a Vale a segunda maior mineradora do mundo. A Petrobrás, graças ao fim do monopólio e a abertura do seu capital a iniciativa privada (cujo modelo Lula copiou para o BB) teve sua produção triplicada. Se FHC realmente quisesse privatizar a o BB e a Caixa o teria feito. Ao contrário, investiu R$ 60 bilhões para sanear os bancos federais para que hoje Lula faça a farra do crédito.
Quanto à contribuição dos antecessores de FHC, este foi sim beneficiado pela abertura econômica iniciada na era Collor e com a implantação do Plano Real no curto governo Itamar, assim como Lula se beneficiou das conquistas do Gov. FHC e dos bons ventos da economia mundial que aumentou a renda per capta do mundo em 73% apenas nos seis primeiros anos de Lula, depois de passar oito anos estagnada na era FHC.
Se vc sair da cegueira ideológica vai ver que Lula faz tudo hoje o contrário do que pregava quando oposição, seguindo a risca a política econômica deixada pelo PSDB. Até privatização de estradas tem promovido.
Não se iluda, amigo. Governar o Brasil hoje é muito mais fácil. De 1995 para cá a população brasileira aumentou apenas 23%, enquanto que o orçamento do Governo pulou de pouco mais de R$ 100 bilhões para R$ 1,8 trilhão.
Lula tem méritos, claro. Só que estes estão inflacionados pelo marketing, o qual vc parece ser um consumidor contumaz.
Como números são números, a do governo Lula foi melhor. O FHC teve 8 anos para tal e pouca coisa melhorou. Assim, não é possível dizer que ele não teve tempo de demonstrar algo. Vide só alguns números que valem a pena citar (vide IBGE). Taxa de desemprego: FHC herdou com 5% e deixou em 12,5% e Lula está na casa dos 7%; Risco pais: FHC deixou na casa dos 3000 pontos e hoje está em 196; Valorização da bolsa de valores: FHC melhor índice 18000 e no governo Lula, chegou a 74000 e hoje está em 69000; Conquista de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, governo Lula; Obtenção de grau de investimento, governo Lula; Ufa, chega né.
Johnny,
Números são números, porém seus significados podem ser bem diferentes quando saímos da mera superficialidade. Comparar os números de dois governos separados por intervalo de 15 anos em pleno século XXI é de uma ingenuidade tamanha que só mesmo um governo populista como o de Lula para ter a cara-de-pau de alimentar, coisa de gente desonesta mesmo, sem um mínimo de escrúpulos.
Como comparar os números de um governo que teve como principal desafio o combate à inflação e a reforma do Estado brasileiro com o seguinte que goza das conquistas do anterior e tem como principal desafio “acelerar o crescimento”? Como comparar os números de dois governos quando o maior orçamento do primeiro é menor que o menor orçamento do sucessor? Como comparar os números de Brasil de estatais estagnadas e quase nenhuma multinacional da década passada com o Brasil das gigantes Vale, Embraer, Petrobás, Ambev, Perdigão, etc. etc.? Como comparar os números de um governo que teve que passar por sete crises externas com um outro que só teve uma e mesmo assim já no final do segundo mandato? Como comparar os números do Brasil da década passada com um sistema bancário a beira da falência, repleto de bancos estatais deficitários, com o Brasil de hoje, que conta com um sistema bancário privado totalmente saneado, e com bancos estatais turbinados com os investimentos feitos pelo antecessor, com recursos para conceder crédito para pequenos e grandes investidores? Como comparar os números da Petrobrás da década passada, estagnada que não conseguia nem mesmo o suficiente para o consumo interno, com a Petrobrás de hoje turbinada pela injeção de capitais privados, com a produção triplicada e com tecnologia para explorar o Pré-sal? Como comparar os números do Brasil da década passada que sofria com a supervalorização do dólar da única potência do mundo com o Brasil de hoje com o dólar em queda livre em todo o mundo, com os EUA cada vez mais fraco? Como comparar os números das exportações brasileiras da década passada com as da atual, cujo os preços dos principais produtos de exportação (commodities) valorizaram mais de 100% no mercado internacional apenas no primeiro governo Lula? Como compara os números de um governo onde a renda per capta mundial permaneceu estagnada durante quase uma década, com o sucessor que teve a sorte de pegar o período de maior crescimetno da economia mundial desde o início dos anos 70, cujo PIB per capta pulou aumentou 73% apenas de 2003 a 2008? Enfim, como comparar os números de um governo que pegou um PIB de R$ 350 bilhões com o sucessor que pegou um PIB de R$ 1,5 trilhão, quando a população cresceu apenas 10%?
Meu caro Johnny, os 3.000 pontos de risco país da era FHC são apenas mais um número na balança das comparações descabidas do PT. Para mim é a percepção do mercado sobre a nossa economia que chegou bem próximo de sucumbir como várias outras economias emergentes ao redor do mundo sucumbiram. O risco país caiu aqui da mesma forma que caiu na maioria dos emergentes, assim como diminuiu a probreza até mesmo na sofrida América Latina.
Poderia contextualizar cada item que vc citou e vc veria que tais conquistas são resultado de um processo histórico do qual Lula se beneficiou e pouco fez para promovê-lo. Com exceção do estímulo à indústria naval, todo o Governo Lula trata-se de uma continuação do governo do PSDB. Não fez nada de novo, apenas colheu os frutos das reformas do Governo anterior, já que não teve coragem de promover uma única das sete reformas que prometeu no discurso de posse ainda do primeiro mandato. Nem mesmo a reforma agrária que tanto alardeava quando oposição teve coragem de por em prática.
As olimpíadas, a copa? Estas viriam mais cedo ou mais tarde, afinal desde os anos 90 que a FIFA já estudava trazer a copa para a África e para a América do Sul. Com as olimpíadas a mesma coisa. Se não viessem em 2016 viriam em 2020, aliás, teria sido até melhor, pois não precisaríamos ficar os próximos anos gastando rios de dinheiro para promover dois eventos esportivos em um curto espaço de dois anos. Pior: vamos ter que ficar vendo o sucessor de Lula se ferrar para cumprir tais compromissos cujos dividendos políticos já foram colhidos pela raposa Lula. Se conseguirem, não farão mais que suas obrigações. Se atrasarem, serão tachados de incompetentes. O mesmo raciocínio vale para os “1 milhão” de casas alardeados por Lula há dois anos atrás e que até agora só entregou 0,6%.
Enquanto isso, os hospitais continuam na mesma situação da década passada. Ah, mas isso é apenas um detalhe: mais importante sãos os estádios de futebol!!!
Johnny, simplificando para ficar fácil, sua conclusão superficial é a mesma que dizer que Schumacher foi um piloto muito, mas muito melhor do que Senna só por que um ganhou sete campeonatos e o outro apenas 3.
Porém esquece de analisar que os dois corriam em momentos diferentes, com carros diferentes, em equipes diferentes e o mais importante, com concorrentes diferentes.
Se analisar tais contextos verá que Senna foi mais piloto (o que os especialistas comprovam) e que FHC fez mais do que LULA pelo Brasil ( o que a história irá nos mostrar)
Abraços
Nao subestime a capacidade das pessoas do PSDB, que inegavelmente é composto de pessoas capazes.
Eleger alguem que nunca teve um voto, nem para sindica de prédio, e que lutou da forma mais abominável contra a ditadura é um atestado de incopetência de quem forma opinião neste país.
O que me preocupa não esta possibilidade é algo mais revoltante, Serra provavelemnte enfrentará 4 ou 8 anos muito piores do que LULA e daqui a 8 Anos vai vir uma cambada de aproveitadores dizendo que na época de LULA é que era bom, as vezes acho que devemos deixar Dilma vencer as eleições para banir o PT da política brasileira, assim como foi Pitta para Maluf aqui em São Paulo, mas como queremos o melhor para o nosso país prefiro defender o que acho certo para o nosso país.
Abraços
Abbud,
Tenho a mesma preocupação sua. O sucessor vai herdar um monte de compromissos assumidos por Lula do qual ele já obteve os dividendos políticos. Se conseguir cumprir, terá cumprido apenas sua “obrigação”. Se falhar…
Aconteceu algo semelhante aqui no Recife com o Prefeito João Paulo do PT, que faturou os dividendos políticos de várias obras, mesmo deixando os pepinos para o sucessor (também do PT) finalizar. Resultado: o prefeito atual anda com a popularidade em baixa, mas não pode falar nada, já que foi cria de João Paulo.
Este é também um dos motivos pelos quais estou tão desmotivado com a nossa política. Na maioria das vezes, os conselhos entram por um ouvido e saem pelo outro. Infelizmente a maneira mais eficaz de aprender é quebrando a cara mesmo. Que o digam os venezuelanos.
De repente, esses mandatos “picados” em São Paulo de José Serra são suficientes para enfrentar a candidata governista? O que temos em São Paulo são eleitores alienados, piores que os de Lula, enganadas por políticos que transformaram o confronto PSDB x PT num combate do bem contra o mal, mas sem a definição do lado de cada um.
O PSDB tem pessoas capazes sim. Capazes de aplicar os maiores golpes com dinheiro público, expandindo minimamente a malha metroferroviária e saírem limpos pois a assembléia legislativa está repleta de marginais prontos a banir quaisquer investigações de corrução, com grande apoio da imprensa paulista. O escândalo da Alstom e dos cartões corporativos estão presos na goela ainda. Inevitavelmente aconteceram nos tempos de Geraldo Alckmin mas José Serra ficou à vontade a dar prosseguimento.
E com todo aparato midiático por trás, não foram capazes de descontruir a imagem de Lula, prova que ele tem seus próprios méritos na condução da nação. Logo, o que resta é sentir dores de cotovelo pelo sucesso do governo atual e desespero para minimizar uma derrota ainda no primeiro turno para uma candidata sem experiência.
Uma coisa que deve acabar é esse menosprezo da capacidade intelectual dos eleitores mais humildes. Eles ajudaram a eleger FHC também e puderam avaliar o governo para dar ou não continuidade. Tolos de quem pensa ser superior na hora do voto.
Tenho outra pergunta: será que José Serra ainda estará vivo em 2018 para concorrer? O PSDB não tem mais nome nenhum para concorrer, perceberam? Aécio Neves, por quem tenho profunda admiração e que elevaria o nível da disputa presidencial com certeza, não conseguiria desbancar a gestão atual, quem mais conseguirá? Álvaro Dias? Tarso Jereissati? Eduardo Azeredo? Me desculpem, mas vocês já estão condenados ao encolhimento político. Segurem São Paulo como puderem porque é o último reduto tucano, que vai encolher cada vez mais com sucessivos governos petistas.
Émerson,
O PSDB na oposição não fez 1/3 do barulho que o PT fez na gestão FHC. Os tucanos ficaram sem discurso depois que Lula deu prosseguimento a tudo que eles criaram e que antes criticavam. Num primeiro momento, até estourar o escândalo do mensalão, eu, como eleitor de Lula, me divertia ao ver os tucanos com dor de cotovelo pelo sucesso da política econômica que eles implementaram dar frutos nas mãos de Lula.
A coisa perdeu a graça quando vi a mentira deslavada do presidente dizendo que não sabia do mensalão. A coisa ficou ainda mais feia quando até bem pouco tempo, embalado pelo populismo, o presidente chegou a atribuir o “mensalão” a um golpe da “direita” para derrubá-lo. Só agora, depois de passar seis anos negando e protelando responder ao questionário enviado pelo STF, é que ele finalmente confessou aquilo que todo mundo já sabia: ou seja, que ele sabia do esquema. Incrível como uma notícia destas não causou nenhuma grande repercussão, nem mesmo na imprensa paulista tão criticada pelos petistas por não se render ao pupulismo de Lula. Para quem ainda não viu, aí vai um link da notícia: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/13/politica,i=185682/LULA+CONFIRMA+AVISO+SOBRE+O+MENSALAO.shtml. Se não tivéssemos hoje o populismo exacerbado em torno de Lula tal fato já seria motivo suficiente para impeachment, mas quem consegue hoje bater de frente com ele? Perde nossa democracia, perde a ética, a moral. Portanto, não é de se estranhar hoje que o líder do governo venha a público dizer que o Projeto Ficha Limpa não é prioridade nas votações.
Da capacidade de alguns políticos do PSDB e de muitos do DEM praticarem atos ilícitos todos nós já sabíamos e este foi um dos motivos que me levaram a votar no Lula em 2002. Agora, o que nunca esperava era que no poder o PT repetisse a mesma política suja que criticava na oposição, com toma-lá-dá-cá, rolo compressor, etc.
Como o sujo não pode falar do mal lavado, então restou ao PT desqualificar cada vez mais a oposição e promover a polarização que hoje verificamos. Dessa forma, as discussões são cada vez menos racionais e mais emotivas. Ou seja, tudo que Lula quer, pois assim pode usar seu ufanismo populista nos comícios que faz todo dias, dando um péssimo exemplo de desrespeito a legislação eleitoral.
Não se iluda com o sucesso de hoje, pois o futuro nos reserva alguns problemas que podem desencadear uma grave crise, como, aliás, já previu até mesmo um aliado do Governo, o ex-candidato Ciro. E sabe porque esta crise está sendo fabricada? Porque este governo só quer fazer o que dá ibope. Como não tem coragem de implementar as reformas que o Brasil precisa, resta ao Governo acelerar o crescimento da economia artificialmente, agravando o paradoxo que hoje verificamos. Vejamos.
O Governo vende títulos da dívida interna para repassar dinheiro para o BNDES financiar empresas. Isto, juntamente com as renúncias fiscais proteladas mesmo depois da crise, provoca uma pressão inflacionária que é contida com o aumento dos juros. Ou seja, o Governo estimula a venda de títulos e agora aumenta a remuneração dos investidores com o aumento dos juros. Em outras palavras, o Governo aumenta ainda mais seu custo mensal com o pagamento de juros da dívida que já está mascarada com a mudança de cálculo da dívida introduzida em 2006. Para saber mais sugiro que leia a série “Lula e a Dívida Pública”. Para quem vivia criticando a “ciranda financeira” na oposição, Lula passou dois mandatos sem mudar nada na estrutura que faz o Brasil pagar um dos juros mais altos do mundo, mesmo no momento em que nossa economia passa seu melhor momento. Ou seja, basta mudar o cenário que tudo desaba, afinal com todo o progresso verificado nos últimos anos, as contas do governo continuam no limite, além de continuarmos pagando 1/3 da nossa arrecadação com a rolagem da dívida pública.
Sobre a inanição da oposição, amigo, isto é algo que diminui a democracia e fortalece o populismo que está em curso. A máquina estatal está cada vez mais inchada, o Governo já tem uma carga tributária alta e vai precisar aumentar ainda mais para poder tocar os compromissos assumidos neste governo. Se vc não sabe, Lula já deu aumentos escalonados ao funcionalismo público até 2014, engessando ainda mais o próximo governo, isto sem falar na copa que já está ameaçada, pois até agora nada foi feito, nas olimpíadas, trem bala, Belo Monte, PAC 2, etc.
Talvez, quem sabe, esta crise estourando nas mãos de Dilma, vc e outros finalmente percebam o que hoje não conseguem perceber. Aí talvez vc sinta falta de uma oposição forte como hoje eu sinto. Afinal, não sei se vc lembra, um dos pilares da democracia é a alternância de poder.
Olá, novamente.
Vou começar pelo final. Lula não deu aumento escalonado ao funcionalismo público até 2014 acreditando que José Serra ou outro político de oposição vença e mesmo que vença, ele está bem mais preocupado com o destino da nação que qualquer um que quer o cargo. Ele não tentou tantos anos para chegar e estragar tudo. Caso José Serra vença (que acredito pouco) e a economia desandar, é mérito próprio.
Onde já se viu, como primeira medida, rever contratos firmados? Ele quer aplicar a moratória discretamente. Uma grande irresponsabilidade se ele quiser fazer como na prefeitura de São Paulo. Se pensarmos em uma gestão única, que cada um continuasse o trabalho do outro, esse país teria avançado muito mais. Mas a oposição não está nem aí para isso. Esse sim é o maior mal para o Brasil. Lula, quando deu prosseguimento, fez o que o PSDB não vai fazer caso assuma a presidência: dar continuidade ao governo Lula. Eles não vão querer essa marca, para a infelicidade da nação.
Se eu dissesse como um simpatizante de Lula, diria que, se a vida mudou nos últimos 8 anos, foi por culpa do Lula mesmo. Se FHC tivesse sido mesmo bom, isso seria percebido ainda na gestão dele, o que não aconteceu. Você, como um simpatizante de FHC, precisaria aceitar isso também.
Se a oposição só fez 1/3 do barulho que o PT de outrora fazia, é porque nunca acreditaram que um dia poderiam perder o posto de comando. O PT sempre acreditou que conseguiria tomar esse posto e fez barulho da forma correta. Enquanto faziam barulho, procuraram ver o que fazer para governar quando a oportunidade chegasse.
É pura ironia… Em mais de 500 anos de descobrimento, o Brasil, gerido pelas mais variadas pessoas e ideologias, teria o maior momento de crescimento da história justamente nas mãos de um apedeuta, sabo barbudo, déspota cachaceiro com nove dedos. Antes Fernando Henrique Cardoso tivesse provado da mesma cachaça que Lula bebe, e não ser a favor da legalização da maconha.
Abraços.
Postscriptum: coloquei essa resposta em outro local. Por favor, remova o outro. Obrigado.
Émerson,
Para Lula, a mitificação da sua imagem está acima do Brasil. O aumento escalonado até 2014 é só um exemplo. O próximo presidente vai assumir engessado por vários compromissos assumidos pelo atual presidente, ações das quais ele já colheu os dividendos políticos nos diversos lançamentos de megaprojetos (para o próximos cumprirem, claro). Inclui-se aí a Copa de 2014 que até agora não foi feito nada, apesar de ter sido definida há dois anos (e a Fifa já ameaça repassar a copa para a Inglaterra); as Olimpíadas; o trem bala; as 1 milhão de casas prometidas; o PAC 2, que vai custar três vezes mais que o PAC 1, mesmo o primeiro tendo concluído apenas 13% do prometido em mais de três anos de programa (segundo o Transparência Brasil) e com metade das obras previstas ainda não iniciadas; os investimentos do Pré-sal, a criação das novas estatais do petróleo e da banda larga, etc. etc. Tudo isso sem falar na deteriorização das contas públicas mesmo em um ano de forte crescimento da economia.
Sobre a continuidade do governo caso a oposição assuma, o próprio Lula em um dos seus momentos raros de sinceridade (já que estava falando para jornalistas bem informados do Valor Online – e ele tem um discurso de conveniência para cada platéia, vale lembrar) afirmou que “quem quer que seja que assuma a presidência não poderá mudar bruscamente os rumos do país”, pois ele próprio viu na prática que a economia tem uma dinâmica própria, que é maior que o Governo (aliás, este depende dela e não o contrário).
Por isso não estou nem aí para quem vença as próximas eleições, pois se Serra vencer ficarei feliz por ter na presidência alguém competente para enfrentar a crise que está por vir. Por outro lado, se a Dilma vencer, vou assistir de camarote a briga que vai surgir entre ela e Lula, assim como aconteceu aqui em Recife entre o João Paulo e seu candidato fabricado João da Costa. Aí talvez algumas verdades venham finalmente à tona sobre este governo manipulador.
Dizer que Serra vai quebrar contratos e mudar tudo que foi feito é mais uma das conspirações criadas pelos blogueiros financiados por Lula, entre os quais o PHA é um dos principais representantes, alguém que não merece a menor credibilidade.
Dizer que o PT fez uma oposição correta é, no mínimo, uma contradição, pois no governo fez tudo o que criticava. Um dos exemplos mais recentes é o projeto de extinção do fator previdenciário que o PT da oposição tanto combateu e que agora faz de tudo para mantê-lo. Quem estava certo afinal?
Sobre a ironia dos “500 anos”, sem comentários, amigo. É preciso estar muito apaixonado para se render a retórica tão vazia. Ela funciona muito bem nos comícios exaltados para as massas, não para qualquer eleitor mais bem informado.
Abraço.
Caro amigo,
Respeito sua posição, e mesmo sendo simpatizante do Lula e feliz com seu desempenho, reconheço a importância do governo FHC. Mas, mesmo assim, você tem que concordar comigo que os números são bem cruéis com FHC: Crescimento, investimentos, venda de carros, energia, ensino superior, polícia federal, SAMU, salário-mínimo (este sim o grande responsável pela redução da pobreza), PAC, Luz para Todos, Bolsa-Família, Minha Casa, Minha Vida, Petrobras, Política Externa, Inflação, Taxa de Juros, Dívida Externa, etc e etc…
A minha dica, pensando como um simpatizante de FHC é a seguinte: Reconheçam a situação, sejam reais, assumam que a situação da população melhorou sensivelmente nos últimos 8 anos.
Como ser real e defender FHC ao mesmo tempo: Concentrem-se no primeiro mandato de seu líder. FHC foi um excelente Ministro da Fazenda, fez um primeiro mandato tecnicamente perfeito, mas infelizmente vendeu a alma para se reeleger. O loteamento do governo para que que a emenda da reeleição fosse aprovada foi de tal magnitude que engessou totalmente o segundo mandato, de onde não se consegue lembrar de nenhum feito, foram 4 anos perdidos. 1999 perdeu-se com a crise da desvalorização do real. 2000 salvou-se mas apenas recuperou parte das perdas de 1997 (crises internacionais) e 1999. 2001 perdeu-se pela crise energética e 2002 perdeu-se pelo terrorismo provocado pela estratégia eleitoral do “eu tenho medo”.
Ironia do destino, se FHC tivesse se contentado com seu mandato simples e não tivesse rasgado a constituição para se reeleger, talvez a história teria lhe reservado uma posição mais nobre e com certeza ele teria força pra até pleitear um novo mandato. Com sua popularidade em alta, FHC teria com facilidade eleito um sucessor e seria recebido de braços abertos pelos brasileiros em 2002.
Mas…a história foi escrita de outra maneira, e Lula com seu brilho que parece inesgotável ofuscou completamente FHC e o relegou a condição de vilão.
Olá Pérsio,
A questão central deste debate é combater a idolatria a Lula, que, ao longo do seus dois mandatos fez de tudo para absorver todos os méritos do sucesso do Brasil (não apenas do Governo, é diferente) e, ao contrário, queimar a imagem do seu antecessor, diminuindo todas as suas conquistas com discursos oportunistas e populistas. Pode ter certeza que, se Lula não tivesse esta obsessão de promover o seu culto e demonizar FHC, certamente hoje não estaríamos aqui neste debate. Todo mundo sabe que Lula tem discursos diferentes para cada tipo de platéia. Nos palanques, coisa que ele não deveria fazer enquanto presidente, adora demonizar FHC, embora nos bastidores a imagem de FHC seja bem diferente. Fazer o que, né? No poder, Lula se mostrou mais um adepto do “na política vale tudo para se manter no poder”.
Perceba que todas as conquistas que vc citou do Governo Lula só foram possíveis porque o Brasil cresceu, e isto só foi possível porque as condições básicas para o crescimento foram definidas no Governo anterior, a um preço bem alto para o Brasil e para o próprio FHC que teve que pagar o ônus de governar o Brasil numa época conturbada, como vc mesmo citou. Quando vc avalia objetivamente cada ato do Governo, vc percebe que o Governo Lula criou muito pouco e continuou muito. Tudo que vc citou só foi possível porque houve um crescimento contínuo da arrecadação, enquanto que o crescimento da população tem diminuído a cada ano, além da ausência total de crises e uma valorização dos produtos de exportação brasileiros no mercado mundial. Ou seja, hoje o Governo tem muito mais dinheiro para gastar (R$ 1,8 trilhão) e, mesmo assim, continuamos no limite dos gastos, pois o governo Lula gasta muito e gasta mal. Um exemplo do que falamos é a Petrobrás que vc citou como “mérito” de Lula. Ora, o pulo da Petrobrás se deu com a quebra do mónopólio e com a abertura do seu capital, ações do Governo FHC. Lula, mais uma vez ficou com os méritos.
Sejamos sensatos. Não nos deixemos levar pelas paixões políticas como torcedores de futebol. Sejamos eleitores conscientes capazes de separar méritos e bravatas políticas. Não tenhamos memória curta. Não nos esqueçamos que hoje Lula defende muitas idéias que passou toda a época de oposição combatendo, como se sempre as tivesse defendido. Ou seja, ele hoje deveria sim ser amigo de FHC e não inimigo, pois, no poder, ambos mostram mais convergências do que divergências. O que impede que isso aconteça? A famigerada disputa política que ofusca a visão da maioria dos brasileiros que se deixa levar pelas paixões da campanha eleitoral. Aliás, vc mesmo já reconheceu que se FHC não tivesse governado o Brasil em 1998 a história seria bem diferente. Eu também fui um dos críticos ferrenhos de FHC no segundo mandato, mas hoje percebo que tivemos sorte de tê-lo no Governo naquela época, pois se Lula tivesse sido eleito na ocasião certamente o Real teria sido mais uma tentativa frustrada de estabilização da nossa economia. Certamente hoje não estaríamos comemorando os recordes da economia brasileira que sustentam a popularidade de Lula. FHC, ao contrário, hoje talvez fosse o herdeiro das conquistas do Brasil dos últimos anos. Ou seja, isto corrobora aquilo que afirmamos o tempo todo: os méritos de Lula estão inflacionados pelo contexto histórico.
Ps.: Sobre a dívida externa, sugiro que leia nossa série de dez artigos sobre a dívida pública. Vc vai ver que a coisa é bem diferente do que prega a publicidade oficial.
Olá Pérsio, se LULA e a maioria dos que defendem o Governo atual, tivessem o mínimo de respeito e inteligência, reconheceria o que voce sabiamente reconheceu no início do seu texto, que foi a importancia de FHC em seu período e o reconhecimento de que algo de bom foi feito antes de LULA.
Este é o ponto , chamar de “herança maldita” algo que foi na verdade toda a base para que o Brasil hoje tenha condições de crescer tática usada para manipular as massas e gerar uma idolatria cega a LULA, a qual como Amilton muito bem disse é o ponto central desta discussão.
A partir daí é perfeitamente democrático e benéfico discutirmos acertos e erros dos dois governos, sem nos esquecermos de ponderar os diferentes cenários que cada um encontrou.
Abraços
Bom pra quem sempre teve a vida boa é facil criticar o lula , eu como nao nasci com este previlegio só tenho a dizer q ele é um anjo enviado por deus , sou um simples caminhoneiro q cruzo o pais de ponta a ponta e nao fico lento jornais ou vendo tv pra saber como anda o pais . vejo com meus proprios olhos e hj vejo um pais com estradas acesso com juros baixos pra compra d de caminhoes fora outras coisas e nao vejo mais tanta pobreza , até diminuiu a mendincagem a beira das estradas eu jamais imaginei ver o pais como está , mas criticar é facil desde q vc nao conheça as sintuaçoes eu como vejo no dia a dia sei q o brasil mudou e pra muito melhor . na minha cidade FHC nao é eleito nem pra presidente de time varzeano .. um abraço a todos e desculpem minha ignorancia é q sou da mesma escola do lula a escola da vida!!!!!
Aroldo,
De fato o Brasil está bem melhor. Daí a popularidade de Lula, pois a grande maioria julga o desempenho dos presidentes de acordo com a melhoria ou piora do seu dia-a-dia, como vc bem descreveu. Mas a questão que fica é: que reformas lula fez para que o Brasil melhorasse?
Quando vc se aprofunda em cada questão, percebe que Lula não fez nada de novo, apenas continuou o que foi implantado lá atrás, aperfeiçoou algumas coisas e piorou outras. Seus méritos são quase todos relacionados a investimentos, os quais só se tornaram possíveis depois que a economia brasileira finalmente decolou, não por obra de Lula, mas pelo bom momento da economia mundial entre 2003 e meados de 2008 e pelos frutos das reformas da nossa economia implantadas nos governo anteriores.
No máximo, Lula tem o mérito de escolher bem alguns ministros da área econômica e não por acaso um tucano para tocar o banco central. No mais, é muita publicidade e populismo.
Sabe por que Lula tem muito dinheiro hoje para investir? Porque hoje o Brasil tem gigantes como a Vale, a Embraer, Oi, Vivo e tantas outras grandes empresas que só são o que são hoje porque no passado alguém ousou abrir a economia brasileira para o mundo, porque alguém ousou quebrar monopólios, porque alguém privatizou empresas estagnadas, porque alguém abriu o capital de empresas estratégicas como a Petrobrás aos investidores privados. Na época o PT foi contra tudo isso, hoje os resultados estão aí, tais empresas hoje enchem os cofres do governo para que este promova a gastança e colha os dividendos políticos do sucesso de tudo que criticavam quando oposição. Não mudaram nada do que antes criticavam. Aliás, até privatizações de estradas o PT promoveu e só não privatizou a Infraero por causa da campanha eleitoral, uma vez que só agora no final dos dois mandados Lula tenta dar uma nuance estatizante com a idéia para inglês ver de recriar a Embratel.
A política econômica vai bem? Ok, pois esta é a mesma política econômica implantada no governo anterior. Hoje o Banco do Brasil tem dinheiro para emprestar? Ok, mas quem saneou o BB, a Caixa e o BNDS foi o governo anterior. O Brasil não foi contaminado pela crise financeira? Ok, mas isto tem muito a ver com o saneamento do sistema bancário promovido no governo anterior. Hoje vc tem dois, três, quatro telefones? Ok, mas isto só foi possível porque o governo anterior abriu a telefonia ao setor privado.
Enfim, Lula é o que é hoje porque a economia cresceu, mas esta cresceu porque o mundo passou por seis anos e meio de estabilidade, porque os preços dos principais produtos de exportação brasileiros duplicaram, porque a política econômica definida no governo anterior deu resultados, porque o governo anterior aprovou a lei de responsabilidade fiscal que colocou um freio no endividadamento público, porque chegaram investidores estrangeiros de olho no mercado consumidor brasileiro, etc, etc.
Ao governo atual temos que destacar o incentivo a indústria naval. No entanto, os gastos da máquina pública a cada dia engessam o nosso futuro. A crise que Ciro prevê para os próximos anos vai ser conseqüência da irresponsabilidade deste governo com o futuro do país, pois a Lula só importa o presente, sua popularidade, sua mitificação.
O mais triste de tudo isso é que quando esta crise estourar, seja na mão de Dilma, Serra ou de qualquer outro, ainda vai aparecer gente por aqui dizendo dizendo coisas do tipo “no tempo de Lula não tinha isso”. Lula, claro, vai continuar com suas bravatas, falando a “linguagem do povo”, aquela que vc entende.
Gostei muito do artigo. A memória do eleitor é muito fraca e não suporta o período de 8 anos. Para os partidários do Lula tudo que já foi conseguido é mérito dele (Lula). Esquecem que Lula recebeu o Brasil com as bases prontas para o crescimento, porém faltando ainda reformas que também não foram implementadas ele. Eu penso que o maior mérito do governo do PT foi ter prosseguido com a política econômica implementada no governo FHC.
Hoje talvez Eça de Queiroz dissesse: Porque os “partidos” são como fraldas. Devem ser trocados frquentemente. Pela mesma razão.
Parabéns pelo blog! Há tempos procurava vida inteligente na internet. Uma gratíssima surpresa…
Excelente!
Está evidente sua posição política mas de uma coisa você não poderá fugir. Que Se Fernando Henrique tivesse feito seu sucessor, o país não teria alcançado os níveis de desenvolvimento atuais. Aquela conversa de Lula colher frutos de FHC é apenas um consolo à oposição. Se isso fosse verdade, já teria sido desconstruído. O PSDB tem amplo apoio da imprensa paulista. Quer marketing mais poderoso que isso? O governo Lula não o tem, fato. E não conseguem “acabar com a farsa” do governo Lula.
Agora um desafio a você:
Como estaria o Brasil atualmente em questão de infra-estrutura se fosse José Serra o presidente, se em 1988, o próprio José Serra enviou uma proposta ao congresso para que fosse extinta a ferrovia Norte-Sul? Quais eram as razões dele para tal? E como ele tem vai conseguir falar sobre infra-estrutura em Goiás, que seria o maior prejudicado caso tal proposta fosse executada, mas que o congresso fez muito bem em “não dar ouvidos a um maluco”?
Material de apoio: A fonte onde se encontra a imagem pode até ser contestada, mas a imagem fala por si só.
http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/05/serra_contra_norte-sul_1988.jpg
Emerson,
Primeiro desculpas pela demora em habilitar e responder seus comentários, pois tive uma semana difícil, devido a uma complicada cirurgia em minha esposa.
Como todo governo, certamente se Serra tivesse sido eleito em 2002 teria erros e acertos. Talvez hoje não tivéssemos a tal ferrovia, talvez não tivéssemos o estaleiro de PE, talvez não tivéssemos a mesma visibilidade internacional, etc. Mas, certamente teríamos um país com contas equilibradas, sem populismo hoje verificado, com um país menos dividido e com pelo menos algumas reformas implementadas, já que Lula não teve coragem de implementar nem uma das reformas prometidas, nem mesmo a tão propalada reforma agrária.
Portanto, de uma coisa serviu a eleição de Lula: para mostrar que existe uma diferença enorme entre o discurso e a prática, pois hoje Lula faz tudo que antes criticava quando oposição. E a grande ironia disso tudo é que construiu sua popularidade em cima do sucesso justamente da economia brasileira que hoje colhe os frutos das reformas “neoliberais” do passado.
O crescimento teria vindo com qualquer presidente, pois este foi fruto da combinação no primeiro governo de um longo período de calmaria no mercado internacional, da aceleração do crescimento da economia mundial e da duplicação dos preços dos principais produtos de exportação brasileiros. Ou seja, o Governo não precisou inventar nada, apenas conduziu bem a política econômica herdada e investiu os recordes sucessivos de arrecadação com o crescimento das empresas nacionais e com a chegada dos estrangeiros, principalmente depois que o Goldman Sachs inventou a sigla Brics para designar as grandes nações com grande mercado consumidor com potencial de crescimento, já que já havia uma tendência de estagnação entre as economias desenvolvidas e, portanto, os olhos dos investidores internacionais voltaram-se para estes países.
No segundo governo, o crescimento da economia foi ainda mais turbinado com a chegada de bilhões de dólares investidos na bolsa e em novas empresas e pela concessão de crédito, algo necessário, mas muito perigoso já que compromete o futuro quando feito de forma exagerada como parece ser o nosso caso. (Veja um contra-cheque de um aposentado para ver o que estou falando).
A ascensão social da população é um processo que ocorreu em todos os países hoje desenvolvidos em algum momento da história, desde que a economia encontre as condições básicas para isto, ou seja, estabilidade monetária, estabilidade institucional, mercado consumidor potencial, etc. Ou seja, nada inventado por Lula, apenas o resultado de um processo histórico, do acúmulo de conquistas desde a democratização, passando pela abertura da economia na era Collor e da estabilização da economia brasileira na era FHC. A Lula coube pela primeira vez, desde o final da década de 70, o privilégio de assumir um país cujo principal desafio não era mais combater a inflação e sim promover o crescimento, já que na era FHC esta etapa foi protelada várias vezes pelas sucessivas crises entre os emergentes.
Quanto aos fato de setores da imprensa terem preferência por Serra, isto ocorre porque estes perceberam as manobras populistas de Lula e de sua falta de caráter ao continuar denegrindo a imagem de FHC, mesmo defendendo hoje o que criticava no passado.
Quanto à fonte que vc citou (a revista Veja) é a mesma que o Paulo Henrique Amorim vive criticando (quando lhe é conveniente, claro). Sugiro, portanto, que procure outras fontes, pois ler a “conversa fiada” de um “jornalista” que assina manchetes zombeteiras do tipo “byby Serra” e censura comentários como os meus não merece nenhum crédito.
Boa tarde, Amilton. Dsejo melhoras a sua esposa.
Bom, pra começar, a imprensa “percebeu a manobra populista” de Lula não tem pé nem cabeça. O problema de querer fazer uma análise ao modo Émile Durkheim, sendo apaixonado por determinadas visões políticas, acaba escrevendo coisas indevidas. Não veio nem de Frnando Henrique o “endireitamento” da economia. Se formos falar nos maiores responsáveis para a economia estabilizar, lembraremos de Fernando Collor, que “escancarou” as portas para o mercado externo, já que naquela época, os computadores que tinhamos de melhor no país já tinham cravos e espinhas (licença poética de Marcelo Madureira), por exemplo.
A verdade é que a estabilidade econômica viria sem Fernando Henrique Cardoso. O Plano Real já era um sucesso antes da implementação e ele nem participação na criação teve: fez o que qualquer um faria por obrigação. O que restou foi usuarpar a paternidade do plano. Pena que ele não teve caráter nem para assumir o seu filho legítimo por causa das eleições presidenciais, o fazendo apenas 18 anos depois.
Até.
Émerson,
Obrigado pelas votos de melhora para minha esposa. Como deve perceber, ainda estou na luta, pois o pós-operatório teve complicações. Mas acho que o pior passou.
Agora vamos às suas considerações. Se vc leu o segundo artigo da série “Lula e a Mídia Golpista” vai ver que citei três pesquisas feitas durante a cobertura jornalística das eleições de 2002 que desmentem esta tese furada de que Lula chegou ao poder lutando contra a mídia. O que elas mostram é aquilo que todos nós sabemos: a mídia, os empresários, os políticos, enfim a estrutura do poder pende sempre para onde as pesquisas de intenção de votos apontam. Portanto, quando Serra estava à frente nas pesquisas no primeiro turno, a mídia deu um pouco mais de destaque para ele. Quando as pesquisas apontaram a inversão de intenções no segundo turno para Lula, a mídia deu mais destaque para Lula. Quando este chegou ao poder então foi uma babação geral, uma verdadeira lua de mel com a opinião pública que ecoaram na mídia internacional pelo grande feito da nossa democracia de colocar no poder um ex-metalúrgico. Começava aí a mitificação de Lula.
As vozes dissidentes só vieram à tona quando o presidente começou a falar em controle da imprensa, principalmente depois do advento do mensalão. Logo, se Lula tinha o apoio total da imprensa quando assumiu e hoje perdeu uma parte desse apoio (apesar da sua imensa popularidade) é porque algum motivo houve para isso, afinal antes de qualquer coisa, um meio de comunicação é uma empresa que vive de audiência. Portanto, brigar com um presidente que tem 80% de popularidade não é bom negócio para ninguém. Ou seja, é preciso ter muitos motivos e coragem para bater de frente com o todo poderoso Lula. Ainda bem que ainda temos algumas vozes dissonantes dessa unanimidade burra que assolou o nosso país. Infelizmente o presidente atual não suporta críticas. Ele quer a unanimidade absoluta. Daí o jogo sujo de enquadrar os dissidentes como “Mídia Golpista” e toda aquela balela de conspirações que o PHA adora inventar, sempre com o objetivo explícito de destruir a oposição e endeusar Lula. E assim trilhamos no mesmo caminho da Venezuela. Temos cada dia uma sociedade mais polarizada patrocinada por um presidente populista que tenta a todo custo mobilizar as massas contra uma suposta “conspiração da direita elitista”.
Portanto, amigo, minha visão não é de nenhum apaixonado como vc me taxa não. Já fui comunista e petista e se hoje não partilho das mesmas idéias é porque, assim como uma parte da imprensa, percebemos a falta de ética nas mil manobras políticas do atual presidente. Aliás, me encontro apático nestas eleições pelo simples motivo de que não quero ver se concretizar nas mãos da oposição mais uma grave crise que está em curso pela irresponsabilidade deste governo. Se é para estourar, portanto, que estoure nas mãos da Dilma. Concordo com vc, ela é favorita, pois o presidente vai continuar desrespeitando a lei e fazendo comícios até o dia da votação, pode ter certeza.
Quanto à estabilização da economia brasileira, esta foi fruto do aprendizado das várias experiências frustradas até então. E, ao contrário do que muitos pensam, a estabilização da economia não veio apenas com o Plano Real lançado no Governo Itamar Franco, pois derrubar a inflação nos primeiros meses todos os outros planos conseguiram. O difícil foi administrar os problemas decorrentes da queda da inflação, principalmente para a máquina pública que também se beneficiava do processo inflacionário, ainda mais em um momento de turbulência entre os emergentes. Daí o estouro da dívida interna e a necessidade da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma das maiores conquistas da era FHC que o atual governo agora tenta “flexibilizar” para ganhar o apoio de prefeitos pelegos nas próximas eleições. Sobre este assunto sugiro que leia a última parte da séria “Lula e a dívida pública” (http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/) . Vc vai perceber como o marketing do PSDB foi incompetente ao não conseguir justificar para a sociedade o principal motivo da perda de apoio da sociedade: o estouro da dívida interna. Confesso que se soubesse disso na época não teria votado em Lula em 2002.
Em um ponto concordo contigo, pois a estabilização viria com ou sem FHC, pois, como disse antes, o Plano Real foi o resultado de um aprendizado com os fracassos anteriores e em algum momento alguém iria acertar. É fruto, portanto, de um processo histórico, da mesma forma que o desenvolvimento dos últimos anos. Coube a FHC conduzir a equipe econômica na implantação do Plano Real e na sua parte mais difícil que foi sustentar o Real nos turbulentos anos seguintes. Da mesma forma, reafirmo que o desenvolvimento do país verificado nos últimos anos viria com ou sem Lula, pois é a concretização de uma etapa no desenvolvimento de um país destinado a ser grande, mas que, infelizmente, teve seu crescimento protelado pela irresponsabilidade dos militares da época do “Milagre Brasileiro” que, assim como Lula hoje, surfaram na boa maré do momento internacional da época, apostando que os bons ventos continuariam para sempre. E aí deu no que deu: três décadas de processo inflacionário galopante que protelaram nosso desenvolvimento.
Quanto as baixarias sobre a vidas pessoal de FHC, não vou entrar nesta seara, pois se partir para este lado, Lula também tem seus calos. Lembra do Caso Mirian? Lembra do caso Benjamin? Este tipo de acusação é típico da política rasteira, aquela em que tenta desconstruir a imagem do opositor até mesmo no campo pessoal, algo que o PT faz com extrema “competência”.
Amilton,
Quando a população ‘endeusa’ um governo (e não a mídia, pois nunca esteve à serviço da população, e sim de poucos) há que se desconfiar.
Fundamentalismo político precede a guerra.
A avaliação sobre o passado é digna e importantíssima para a reflexão de como chegamos até aqui, mas o que fazemos com o presente é mais valioso ainda (adepta ao existencialismo e a importância do aqui e agora).
Se não for assim, voltaremos a velha discussão de que toda a conta do Brasil deveria ser paga pelos patrícios responsáveis pela exploradora colonização que perdurou por dois séculos seguintes após o descobrimento.
E cá entre nós, discussão que não nos leva a lugar nenhum.
Talvez descobriremos, daqui 15, 30 anos ou mais a conseqüência feliz do governo Lula na auto-estima do brasileiro e que deu base para o fortalecimento da cidadania , resultando em altos índices na Educação, mas é outra discussão sem fundamento, pois somente o tempo para argumentar.
Portanto, concentremo-nos no HOJE, no que nós cidadãos conscientes faremos daqui pra frente, pois inteligência sem ação é inócua (vide oposição atual).
Um Abraço,
*Só a tolerância é capaz de construir um mundo melhor*
Karina
Olá Karina,
Concordo com vc que o tempo vai nos dizer a verdade sobre o Governo Lula, assim como trouxe a verdade sobre o chamado “milagre brasileiro” dos militares quando chegamos a crescer a 12% ao ano em meio a toda aquela euforia do tricampeonato mundial, grandes obras, etc.
O fato é que o governo atual não implementou nenhuma reforma importante para o país. E olha que ele prometeu cinco ainda no discurso de posse do primeiro governo. Por isso continuamos pagando os maiores juros do mundo, com uma carga tributária que não pára de crescer, com uma máquina cada vez mais pesada e aparelhada, que cresce num ritmo acima do crescimento do PIB. Ou seja, só se sustenta com um crescimento forte da economia, com recordes sobre recordes de arrecadação. Se houver uma mudança nos ventos da economia brasileira, teremos o caos, pois o governo não pode demitir nem reduzir salários que aumentou para criar uma base política entre o funcionalismo público, da mesma forma que tem subornado o MST com verbas federais e assim ir empurrando com a barriga até mesmo a tão falada reforma agrária que o PT tanto falava na o oposição e que no poder esqueceu.
E assim chegamos a situação esquizofrênica de ter uma economia forte com potencial de crescer a ritmo chinês, mas que está sendo freada pelo Central por meio do aumento do juros, uma vez que na estrutura atual um crescimento acima de 6% ao ano gera inflação. O PAC, portanto, é mais uma contradição deste governo, criado para acelerar o crescimento da economia, uma vez que até meados do 2º governo Lula o Brasil crescia num ritmo inferior a média mundial. Ou seja, o Brasil vende títulos da dívida para passar para o BNDES financiar obras pelo Brasil e assim acelerar o crescimento da economia e, por outro lado, o BC freia o crescimento aumentando os juros. O mesmo acontece com os incentivos que o Governo acertadamente concedeu durante a crise do final de 2008 e que esticou até o início de 2010, apesar de todos economistas já apontarem que a economia já estava aquecida. Ou seja, o governo perde dinheiro renunciando impostos e ao mesmo tempo paga um rio de juros para segurar a inflação, já que este governo não foi capaz de continuar as reformas na economia para desarmar esta lógica perversa que já nos fez pagar durante o governo Lula de juros mais de R$ 1 trilhão.
Felizmente estamos vivendo uma época única na história da humanidade, onde as economias do primeiro mundo estagnaram (pois há excesso de produção para uma população que cresce a cada dia mais lentamente) e, como consequencia, os investidores e grandes empresas migraram para os chamados países emergentes (os quais criaram as condições de estabilidade mínimas para o crescimento, processo este que Lula muito pouco ou nada fez) e que contam com mercados consumidores com grande potencial de crescimento, já que estes países estão entrando na fase de crescimento rápido, a mesma fase que os países do primeiro mundo passaram a desde o início do século passado.
Mas o que a história já nos revela é que o PT da oposição estava completamente equivocado, pois no Governo passou a defender tudo que criticava, até mesmo o fator previdenciário. Portanto, não deveríamos hoje estar neste clima de guerra, pois no poder os governos agem de forma semelhante, o que muda é o contexto histórico, onde alguns se beneficiam e outros são prejudicados. Veja o caso de FHC. Se nãotivesse inventado a reeleição, talvez Lula tivesse assumido em 1998 e teria enfrentando um contexto completamente diferente. FHC voltaria em 2003 e pegaria o bom momento da economia mundial iniciado neste ano. Os conceitos que teríamos dos dois presidentes seriam bem diferentes dos que temos hoje.
Quanto ao endeusamento de Lula temos aí uma conjunção de fatores: o primeiro, é que cada ação de Lula, cada fala, cada discurso é para se autopromover (e diminuir FHC e o PSDB); o segundo é que a população brasileira julga o desempenho dos governos com base na melhora do seu dia-a-dia, algo que sempre acontece quando ocorre um período de crescimento da economia; o terceiro é a poderosa máquina de marketing do PT que multiplicou os gastos do governo com publicidade, todas com o intuito de mitificar Lula.
Portanto, mais importante do que analisar os números de um governo,é analisar os erros e acertos de cada um em cada contexto. Isso certamente a história vai nos dizer.
Abraço e parabéns pela civilidade no seu comentário, algo raro nos dias de hoje. De fato, “só a tolerância é capaz de construir um mundo melhor”. Podemos divergir em vários assuntos, mas nunca devemos perder o senso ético para admitir quando estamos errados nos nossos pontos de vista. Mais razão e menos emoção nesta eleição.
Um abraço!
Parabéns pelo artigo! É a primeira vez q leio algo ñ tendencioso (baseado em fatos), fazendo comparação entre os dois governos. Se algum tucano ou petista ñ gostou, é por pura ignorância e militância. São verdades como essa q precisam ver veiculadas em tempos de eleição para q o eleitor ñ seja bombardeado por propaganda enganosa.
O espelho do governo FHC é tão bom, que só quem acha, são os sofismáticos, aqueles que com a pena na mão cria uma ficção, pois a avaliação daqueles cuja a destinação das políticas devem atingir,(o povo) eleva a popularidade do governo LULA a níves nunca vistos, qual sejam entorno de 83 porcento. Será porque o governo do seu antecessor saiu de cena com popularidade tão baixa? Os Sintomas disto, não há pena sofismática e sua ficção que consigam mudar, pois o povo sente, no bolso, no trabalho, no prato, em casa e avalia melhor que qualquer PHD, os governos de FHC e LULA lhe dá popularidade merecedora, quanto a administração de suas res.
Ou seja, a melhor avaliação é a do povo, pois quem melhorar sua condição de vida é o melhor. E neste quesito LULA é imbatível
Olá Carlos,
Se vc comparar os governos pela melhora do nosso dia-a-dia, de fato não tem comparação. O mundo mudou, o Brasil mudou. A questão que deve ser respondida, no entanto, é: o que o Governo atual fez de reformas para que o país mudasse tanto? Há pouco tempo FHC escreveu um artigo chamando os petistas para debater as conquistas de cada governo de forma contextualizada. A Dilma, claro, aprendendo com o seu mestre Lula, se mostrou disposta a comparação com uma bravata. Ou seja, “desde que fossem comparados número a número”! Ora, como comparar os números de dois governos quando o orçamento recorde do antecessor (no último ano) é menor que o menor orçamento do segundo (primeiro ano do Governo Lula)????
Como sempre, a maioria dos petistas que se atreveram a comentar o artigo de FHC, centraram suas réplicas na desqualificação do ex-presidente e, claro, na exaltação de Lula. O único integrante do PT que juntou algum argumento para tentar diferenciar a política econômica do atual governo com o anterior foi Ricardo Berzoini. E vejam só as “diferenciações” promovidas pelo Governo Lula que foram responsáveis pela mudança radical no progresso do país:
1) A redução da dívida externa;
2) O aumento significativo das reservas cambiais;
3) O estímulo a indústria naval;
4) A melhoria da distribuição de renda decorrente do bolsa família e do aumento real do salário;
5) O fortalecimento do Estado, em contraposição ao estado mínimo supostamente proposto pelo PSDB.
Ora, das cinco “diferenciações” que ele citou apenas as duas primeiras são medidas macro-econômicas. As demais são resultantes do aumento da capacidade de investimento do Governo decorrente dos recordes sucessivos da arrecadação. Ou seja, são conseqüência e não causa. Mas mesmo assim vamos analisar cada uma das “diferenciações”:
1) “A redução da dívida externa” é apenas uma meia verdade, pois, se por um lado ela representa um peso menor em relação ao PIB, por outro lado continuou crescendo, chegando hoje bem perto dos U$ 300 bilhões, quando computados os U$ 80 bilhões de empréstimos intercompanhias. (confira os números aqui http://tinyurl.com/28s33s4)Ou seja, o governo adotou a “estratégia” de vender títulos da dívida interna para diminuir a dívida externa com o objetivo de reduzir a dependência do capital estrangeiro. Na prática, trocou títulos que pagava 4% de juros ao ano por títulos da dívida interna que paga entre 8 e 13% ao ano! Resultado: em 8 anos do Governo Lula, já pagamos mais de R$ 1 trilhão de juros, valor superior ao total da dívida interna herdada de FHC! E o pior, a dívida Interna bruta já bateu a casa dos R$ 2 trilhões! Ou seja, continuamos pagando 30% do que arrecadamos com juros, quando poderíamos estar hoje livres deste peso caso o governo pensasse mais no futuro e menos no próprio umbigo. E o mais hilário disso tudo é que o Governo vende a idéia de que “pagou” a dívida externa!
2) O “aumento significativo das reservas cambiais” que o governo tanto se gaba e que usa para dizer que tem dinheiro para pagar a dívida externa é resultante não apenas da estratégia do BC de comprar dólares, mas principalmente da entrada maciça de dinheiro na Bolsa de Valores, já que os países emergentes se tornaram o principal foco dos investidores estrangeiros já que os países do primeiro mundo entraram em crise. Ou seja, este é mais um fator resultante de um processo histórico, e não de uma ação do governo;
3) O estímulo a industria naval é de fato uma das poucas virtudes do governo Lula, a qual só se tornou possível pelo aumento da capacidade de investimento do Governo com os sucessivos recordes de arrecadação;
4) Tanto a ampliação dos programas sociais criados no governo FHC e transformados no Bolsa Família quanto o aumento real do salário mínimo já vinham ocorrendo desde o governo anterior. O que aconteceu no governo Lula foi a aceleração do processo decorrente da aceleração do crescimento da economia que entrou em um bom cenário internacional;
5) O chamado “fortalecimento do estado” é na verdade o aparelhamento do estado, pois o governo Lula aumentou os gastos com funcionários muito além do crescimento da arrecadação. Resultado: chega ao último ano de governo com mínima capacidade de investimento e fazendo malabarismos contábeis para fechar as contas.
Portanto, a conclusão é aquela que repetimos aqui desde o início: o governo Lula não promoveu nenhuma reforma, apenas continuou a política econômica herdada do governo anterior e colheu os frutos das reformas estruturais promovidas por FHC. Pior, hoje defende tudo que criticava quando oposição.
A avaliação positiva do governo Lula, portanto, é fruto da desinformação, já que o povo avalia os presidentes de acordo com o momento econômico que passa o país, sem levar em conta os contextos de cada governo enfrentou nem as medidas impopulares que foram tomadas no passado e que deram suporte ao governo atual, da quais podemos citar como por exemplo mais recente, a aprovação do fator previdenciário, que o PT tanto combateu na oposição e que no início do mês Lula foi obrigado a vetar o projeto que o extinguia, com o argumento de que sua extinção aumentaria o rombo da previdência em R$ 50 bilhões!!!
Enfim, o povão está inebriado com o sentimento nacionalista cultivado pelos “sofismas” da publicidade do governo. Não se iluda com os 83% de aprovação de Lula. Hitler teve mais que isso e deu no que deu. Hoje os alemães ainda se perguntam como se deixaram levar pela propaganda oficial tão cegamente. Isto só vai mudar quando o país entrar em crise, aliás, como já previu o próprio aliado de Lula, Ciro Gomes. A bomba certamente vai estourar na mão da Dilma. E aí vou assistir de camarote a troca de acusações entre ela e Lula. É triste, mas infelizmente há lições que só se aprende com sofrimento. Os sinais já estão aí: déficts nas contas do governo, apesar dos recordes sucessivos de arrecadação e do recorde de carga tributária.
Parabéns Amilton, escreve com muita sabedoria e serenidade… o Brasil precisa de pessoas como você, inteligentes e perspicazes… Espero que muitos brasileiros acompanhem sua página!!! Assim poderemos mudar “realmente” esse país… avante José Serra!!!
Muito bom o artigo. Me parece imparcial, embora eu não tenha como aferir os numeros.. o que me espanta é um monte de comentários aqui defendendo o governo atual de forma cega. Se Lula é melhor ou pior do que FHC, isso vai de números a visão pessoal. Entretanto ninguém pode dizer que este governo é perfeito, que o Lula é um anjo e que a Dilma é a salvação.. Eu cada dia que passo me simpatizo mais com as coisas que a Marina diz… Vi outro dia o CQC num evento do PT, e tirando a parte da comédia, deu pra perceber o “niver” das pessoas que lá frequentam..
Que estabilidade é esta de fhc-serra, vocês estão loucos?? Eles derrubaram da estratosfera a inflação para zero% por meio de artifícios monetários e impondo uma grande perda aos trabalhadores, mas a base da economia estava totalmente minada, tanto que quando os fhc-serra passaram o governo p/ Lula-Dilma, a inflação já estava a 12,53% e 27,5% a taxa de juros (sem controle e voltando para a estratosfera, como tinha ocorrido nos demais planos de artifícios monetários).
Lula-Dilma é que consertaram o país, então, que continuidade é esta?? Fundamentos de Macroeconmia são iguais para todos o que muda é a dosagem e a capacidade de quem avalia. Lula e Dilma nunca disseram que inventaram a macroeconomia e sim que sabem aplicá-la muito melhor do que aplicou fhc-serra, além de diversas outras muitas diferenças…
Em 1994, Itamar Franco, com o Real (com alto preço pago por nós trabalhadores pelas perdas salariais) levou a inflação a quase zero e fhc, por artifícios, a manteve baixa até 1997- Clinton1998, quando tudo já indicava sua tendência de subir e artificialmente eles seguraram por causa da eleição em 1998.
Foi quando o Amigo Bill Clinton, liberou verbas do FMI para que o BRAzIL de FHC não quebrasse e “impôs” como condição a adoção do ajuste fiscal, com metas de inflação e câmbio flutuante, além da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, nem a estabilidade é obra da Tucanalha.
Depois das eleições a inflação só fez subir de 1,65 para 12,53%, quando o governo foi passado para Lula-Dilma, que aí sim consertaram o Brasil de fato, com inclusão social, distribuição de renda, abrindo novos mercados pelo mundo e sem artifícios, mas com muito trabalho, apesar de todas as armações da imprensa golpista para demonizar o seu governo e o PT. Mas a verdade, uma hora aparece. ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo. A não ser que o sujeito queira ou se deixe ser enganado.
Taxas de inflação anualizadas:
1998 1,65%
1999 8,94%
2000 5,97%
2001 7,67%
2002 12,53%
2003 9,30%
2004 7,60%
2005 5,69%
2006 3,14%
2007 4,46%
2008 5,90%
2009 4,30%
2010 4,50%
(fonte: IBGE)
Assim sendo, companheiros, reflitam muito bem, não caiam em esparrelas e não rasguem seus votos em outubro. O futuro do país do futuro, que já é presente, depende só de nós.
Abs
“O BRASIL DE VERDADE não passa na GloBO – O que passa na gLObo é um braZil para TOLOS”
Yacov,
Seu comentário é sintomático. Vc é o típico militante cego “formado” pelas mentiras dos blogs alugados pelo Governo através de jornalistas escanteiados pelo mercado como Paulo Henrique Amorin, Azenha e Nassif, entre outros. Gente que abriu mão de qualquer escrúpulo e postura jornalística para fazer campanha aberta e escrachada para Lulla-Dilma e, claro, denegrir os antecessores (a especialidade do PT), sempre em tom de deboche, afinal o país foi dividido entre os “infalíveis petistas, nacionalistas, donos da verdade e donos do poder” e os “derrotados direitistas, elitistas, entreguistas, etc., etc.”, ou seja, todo e qualquer cidadão que cometa o sacrilégio de não cultuar o deus Lulla, mesmo depois deste confessar perante a justiça, depois de seis longos anos, aquilo que todos nós já sabíamos: elle sabia do esquema do Mensalão, apesar de negar de pés juntos todas as vezes em que foi questionado pela imprensa. Sim, a imprensa, um dos pilares da democracia que a cada dia se vê mais intimidada pelo populismo instalado neste país por este cara-de-pau a quem vc presta subserviência.
Sua análise simplista e deturpada mostra o quanto vc entende de economia. Certamente vc não viveu a era da hiperinflação e, portanto, não lembra dos diversos planos econômicos pelos quais passamos na tentativa de domar o principal empecilho ao nosso desenvolvimento: a instabilidade econômica. Para sua informação, Lulla é o primeiro presidente brasileiro, desde o final dos anos 80 que assumiu sem ter como principal meta o combate a inflação (este “mérito” ele não quer ostentar, né?). Ao contrário do que vc pensa, a inflação não foi domada em um passe de mágica com o plano Real. Foram necessários anos e anos da era FHC, tentando acabar com a memória inflacionária, com indexação da economia e com os o estouro das contas públicas dos estados e municípios e bancos públicos que entraram em crise com os com a perda dos juros fáceis obtidos com a queda brusca da inflação. Sobre isto, o aconselho a ler o artigo http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ Sua leitura nos pouparia de tanta bobagem.
Os dados do IBGE que vc citou sobre a inflação tem muito a ver com o valor do dólar que era valorizado sempre que explodia uma crise em um país emergente (e olha que foram muitas na década passada), um dos motivos pelo qual a renda per capta mundial encalhou nos U$ 5,2 mil durante os 8 anos de FHC. Passada a era das crises dos emergentes, em 2001 (além das crises da Nasdaq, do 11 de setembro, finalmente o Brasil entraria numa fase de desenvolvimento sustentável sem interrupção (já que FHC nunca conseguiu passar dois anos seguidos sem sentir os efeitos de uma crise internacional). E aí veio a Crise Lula que fez o dolár disparar aos 4 reais, puxando a inflação para os 12% que agora vc toma como referência para mostrar a “competência” do presidente mentiroso. O mercado só se acalmou depois que Lulla (ou seria Lulla-Dilma?) assinou a famosa carta ao mercado financeiro se comprometendo em não mexer nos fundamentos da política econômica implantada por FHC. E aí então veio a fase áurea da economia mundial entre os anos 2003 e meados de 2008, quando o renda per capta mundial quase dobrou (chegou a casa dos U$ 9 mil já em 2007), sem crises internacionais, com dólar em baixa em todo mundo e com os preços dos principais produtos de exportação brasileiros dobrados. Ou seja, Lulla não precisou inventar nada, apenas manteve o que já existia e investiu os sucessivos recordes de arrecadação decorrentes da chegada de novas empresas ao país, além do crescimento das receitas dos impostos pagos pelas empresas nacionais privatizadas, principalmente das teles , da Vale e da própria Petrobrás que triplicou sua produção desde que o Governo FHC acabou com o monopólio da estatal. Nem mesmo os programas sociais, o mentiroso pode se gabar, pois estes além de serem implantando no Governo anterior, até mesmo a idéia da unificação no Bolsa Família foi idéia de um tucano (Marconi Perillo). E olha que estes mesmos programas Lulla antes chamava de “Bolsa Esmola”. E o que dizer o Banco Central, comandado pelo um tucano recrutado pelo PT?
Sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, mais uma mentira: esta foi proposta já nos primeiros anos do Governo FHC devido ao estouro das dívidas dos estados e municípios, apesar de só ter sido aprovada quase quatro anos depois, mesmo com a oposição ferrenha do PT, assim como fez com o plano Real, o fato previdenciário e tantas outras ações da era FHC que agora, no poder, Lula defende com unhas e dentes, dando mais provas de sua falta de ética, já que nunca teve a humildade de reconhecer os erros que cometia quando oposição.
Pode ficar despreocupado, pois certamente o povão que acredita que o Brasil pagou a dívida externa vai eleger o poste da Dilma. E aí quero ver quando ela tiver que assumir os compromissos já assumidos e já capitalizados politicamente por Lula (Copa, Olimpíadas, Trem Bala, Minha Casa, Minha Vida, PAC 2, etc. etc.
Como vc mesmo disse: um dia a verdade vem à tona (normalmente em períodos de crise) e aí vamos lamentar ter aumentado os custos da máquina acima do crescimento do PIB no momento em que deveríamos reduzir o endividamento (e consequentemente as taxas de juros), investir em infra-estrutura e reduzir o famigerado “custo-Brasil”. Se a bomba vai estourar, que estoure no colo da Dilma.
Meu Deus! mais um adepto de que o Brasil foi descoberto em 2002, perdas salariais com o Plano real? Governo FHC Serra? Governo LULA Dilma? LULA arrumoi o Brasil? em que porão voce vive meu amigo?
FHC é FHC, Serra é Serra , LULA é LULA e Dilma é… quem é Dilma mesmo?
Se depende-se do PT e seus companheiros, nada, absolutamente nada de bom que foi feito antes deles teria sido aprovado. Boicotaram as eleições indiretas de Tancredo, votaram contra o Plano Real, votaram contra a lei de responsabilidade fiscal, votaram contra o Proer…
O Brasil de verdade é o Brasil que trabalha ,estuda e tem senso crítico para assistir e ler qualquer coisa e tirar suas próprias conclusões.
Abraços
Esse papo de dívida interna é puro blá blá blá ou trololó de tucano, como preferirem, de perdedor que não reconhece a derrota. Com nossas reservas câmbiais e nosso PIBão, essa dívida se paga em menos de 4 anos, fácil, fácil, o que não acontecerá com as dívidas públicas de nenhuma outro país no mundo e nem das maiores potências mundiais, que levarão um período de até 80 anos para pagar suas imensas dívida interna, como é o caso do Japão.
Deixem de ser maus perdedores e reconheçam que o LULA, apesar de não ter diploma, é muito mais inteligente e comprometido com os interesses do país que o FHC e sua turmimnha de rodas presas quinta-colunas privatistas descarados que dilpaidaram o patrimônio do país e entrgaram o pais à beira do caos ao LULA pensando que o torneiro mecânico não daria conta e que vocês voltariam nos braços do povo. POis bem, perderam a aposta playboyzinhos, e agora só voltarão ao poder (se voltarem), daqui uns 16 anos, após dosi mandatos da DILMa e mais dois mandatos do LULA que voltará em 2018,pra alegria gerla da Nação.
“o BRASIL DE VERDADE não passana gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
Yacov,
Pelo menos numa coisa concordo com vc: o Brasil de verdade não passa nem na Globo, nem em qualquer outra emissora, pois hoje uma notícia importante a confissão do presidente de que sabia do Mensalão deveria repercutir por várias semanas, desencadeando uma crise que deveria levar este cara-de-pau a um processo de impeachement.
Mas vamos voltar aos seus “comentários-gozações”.
Sobre a dívida, de fato esta poderia já ter sido paga nos oito anos de Lulla, caso este governo irresponsável parasse de emitir mais títulos da dívida pública, pois foi para isto que foi criado o superávit primário no governo anterior. No entanto, como este governo não quer facilitar para o próximo e apenas se autopromover, paga 30% do que arrecada de juros e logo em seguida pega emprestado outros bilhões através da venda de novos títulos da dívida. Resultado: nos oito anos de Lulla pagamos mais de R$ 1 Trilhão de juros, valor bem superior a dívida interna de R$ 650 bilhões de dívida interna deixada por FHC. Apesar disso, nossa dívida interna bruta não pára de subir, batendo a histórica marca dos R$ 2 trilhões, mesmo com o bom momento atual da economia.
Quanto à dívida externa é outro “trololó” governista, pois, apesar de mentirem dizendo que quitaram a dívida externa, esta também não para de bater recordes, chegando bem próximo também na inédita casa dos U$ 300 bilhões (quando computados os 80 bilhões dos empréstimos intercompanhias, valor este que o governo atual insiste em colocar fora dos cálculos da dívida, assim como os bilhões e bilhões que o BNDEs empresta às empreiteiras com o dinheiro obtido da venda de títulos da dívida pública). Não é a toa que mudaram a metodologia de cálculo da dívida em 2006 para mascarar o “cartão de crédito” do PAC.
Em relação às dívidas dos países do primeiro mundo, não se iluda, amigo. Tomemos isto com uma lição, já que passamos pelo momento mágico do crescimento rápido da economia, impulsionado pela inclusão na economia dos cidadãos que estavam à baixo da linha da pobreza. Para quem conhece um pouco de história e de economia, esta fase de crescimento rápido que passamos agora é apenas uma etapa do processo de desenvolvimento pela qual os países do primeiro mundo já passaram (alguns há mais de 100 anos) e que finalmente conseguimos chegar graças à estabilidade econômica implementada no governo anterior. Para os bajuladores do deus Lulla, no entanto, é tudo fruto da “competência” do presidente mentiroso, afinal, o Brasil começou em 2003!
A crise do primeiro mundo ocorre devido principalmente ao descompasso entre o crescimento de suas populações e a necessidade cada vez maior da economia em vender. Por isso os ricos crescem a taxas cada vez menores, enquanto que os emergentes aceleram, pois aqui as multinacionais tem a quem vender, já aqui há muita gente ainda a ser inserida no mercado consumidor. O “PIBão” que vc hoje se gaba tanto tem muito a ver com a chegada das antes indesejáveis multinacionais que aportaram por aqui em busca de novos mercados. Vc certamente é muito jovem e não lembra como a esquerda radical e burra brasileira criticava tais empresas.
Só mais um detalhe sobre as dívidas dos EUA e do Brasil: lá os juros hoje estão zerados, enquanto que aqui continuamos com as maiores taxas de juros do mundo, apesar do presidente mentiroso, quando oposição, viver alardeando que no governo acabaria com a ciranda financeira.
Quanto às reservas, por que será que o Governo não pega pelo menos um terço destas e diminui a dívida interna, reduzindo assim o percentual de 30% do nosso “PIBão” que vai para o pagamento de juros? A resposta é simples: a maior parte das reservas é dinheiro investido na Bolsa por investidores estrangeiros. Em outras palavras, não é dinheiro nosso. Nosso são apenas os bilhões que o Governo compra de dólares nos momentos em que o Banco Central tenta controlar a cotação do dólar.
Isto também vc não vê na Globo. Mas não se preocupe, pois em poucos anos a Record vai passar a Globo e aí teremos um novo “Roberto Marinho”, mais conhecido por Edir Macedo. Certamente vai ser muiiiiito melhor.
Yacov se depender dos seus deuses, não se preocupe, resolveremos o problema da Globo censurando todos os meios de comunicação, assim somente o que for “verdade” será mostrado, afinal o “povo” não merece mentiras que passam na televisão e saem nos jornais.
Parabéns Brasil estamos na vanguarda do mundo e no caminho certo…
Nao sou nenhum economista, mais deixa eu entender, todos os numeros do Lula foram melhores, mas o governo dele nao foi melhor do que o do FHC??
Algo me diz que voce é preconceituoso quando se trata do Lula.
Dilma ou Serra, pela logica, é a Dilma.
Concorda??
Danilo,
Sua lógica é muito simplista. Então vou te responder de maneira simplista também para vc entender. Tomando emprestado uma analogia do amigo Abbud, teríamos algo semelhante a uma comparação entre Senna e Shummacher. Embora o segundo ostente todos os recordes da formula 1, inclusive 7 títulos mundiais (contra 3 de Senna), é consenso entre os especialistas em fórmula 1 que Senna foi melhor, devido justamente aos adversários muito mais qualificados que teve, além de não contar com as “jogadas de equipe” que beneficiaram Shummacher em toda sua carreira. Nunca fui preconceituoso em relação a Lula, aliás, militei durante muito tempo para elegê-lo. Se hoje mudei de opinião ao seu respeito é porque acompanho de perto a política e percebo a grande chance que perdemos não só de melhorar ainda mais o Brasil, principalmente no quesito ética na política.
E para reforçar a tese meu amigo Amilton, Schummacher voltou a correr depois e um tempo fora, so que agora não tem carro e tem um monte de adversários melhores, ta perdendo ate do seu companheiro de equipe…
Abraços
O governo FHC nunca quebrou nenhuma patente de medicamento (licenciamento compulsório). Dizer que quebrou a patente do AZT? Mentira.
Segue outra comparação Lula x FHC, em formato powerpoint:
http://cambuca.ldhs.cetuc.puc-rio.br/~miguel/lula_fhc_alckmin.pps
Olá Miguel,
Não sei qual sua idade, mas posso te afirmar que acompanhei de perto a briga comprada pelo governo brasileiro com a indústria farmacêutica para quebrar a patentes não só do AZT como para implantar a lei dos genéricos. Isto está fartamente documentado nos jornais e revistas da época.
Quanto à comparação que vc sugeriu, me chama atenção primeiramente às várias citações da Revista Veja com reportagens de capa sobre os escândalos de corrupção da era FHC. Para mim não é nenhuma novidade, pois li várias daquelas reportagens citadas na época. Aliás, neste quesito (corrupção), ambos os governos se equivalem (veja minha comparação). Ou seja, assim como hoje, na época de FHC a imprensa bem ou mal exercia seu papel de divulgar as falcatruas do poder público. A diferença é que o governo da época nunca tentou desqualificar a imprensa nem a atribuir a ela nenhum rótulo “golpista”, como hoje acontece. Aliás, não só com a imprensa, como também com as demais instituições, principalmente o Ministério Público. O resultado é isso que vemos: um exército de defensores incondicionais do Governo Lula, que não aceita nenhum argumento contrário, já que as opiniões contrárias são supostamente fruto da ação da “imprensa golpista”.
Outra coisa que me chama a atenção é com relação à abordagem do problema da dívida, pois 85% da dívida deixada por FHC foram decorrentes de fatores “não repetitivos” resultantes de reformas na economia recém saída da hiper-inflação, entre as quais o refinanciamento de estados e municípios, passivos contingentes e do fortalecimento dos bancos federais em crise com a perda dos ganhos inflacionários. Ou seja, o governo não tinha como evitá-los. Para saber mais sobre este assunto sugiro que leia o último artigo de uma série de dez que escrevi sobre a dívida pública: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ Uma vergonha como o PSDB não soube passar estas informações para a população.
Lula, ao contrário, não teve motivos para se endividar. Apesar disso a dívida interna bruta já ultrapassou a casa dos R$ 2 Trilhões e a dívida externa já se aproxima do recorde de U$ 300 bilhões. Mas o governo esconde este valor, separando a parte pública e privada da dívida (80 bilhões) e deduzindo da dívida as reservas cambiais como se todo o dinheiro aqui investido fosse nosso (veja o conceito de reservas cambiais no Uol). A divida do FMI seria paga de qualquer forma. O que o governo fez foi antecipar as duas últimas parcelas para criar um fato político às vésperas das eleições de 2006, trocando uma dívida com juros de 4% ao ano (juros do FMI) por outra com juros entre 8 e 12% ao ano, repassada para a dívida interna. E vale lembrar que o próprio Lula assinou o empréstimo junto ao FMI, pois na ocasião o dinheiro era essencial para acalmar o mercado temeroso quanto a eleição de Lula. Pior, ele agora faz bravata dizendo que empresta dinheiro para o FMI, apesar de manter o discurso populista de que o FMI explora os países aos quais empresta dinheiro. Em outras palavras nós passaríamos de explorados para explorados, em mais uma demonstração da falta de ética do nosso presidente.
O gráfico que vc mostra sobre a queda do endividamento é ilusório, pois deduz da dívida as reservas cambiais e os “possíveis créditos” do dinheiro que o governo pega emprestado através da venda de títulos públicos para emprestar a grandes empresas a juros camaradas, isso sem falar da diferença cambial do dólar que aumenta a dívida de FHC e diminui a dívida da era Lula.
A mesma lógica perversa do endividamento citada continua intacta, apesar dos 8 anos de governo Lula e do bom momento da economia. Enfim, tivemos 8 anos de crescimento que poderiam ser muito mais acelerados, caso o governo tivesse a coragem de promover pelo menos uma ou duas reformas das cinco que prometeu ainda no discurso de posse do primeiro mandado.
Enfim, a comparação que vc sugeriu é mais um desfile de escândalos do governo FHC. E aí se formos para este critério, amigo, a disputa é acirrada. Não lembro agora onde está, mas aqui mesmo no site alguém postou um link com mais de 200 escândalos do governo Lula, e olha que a lista está desatualizada, pois é do ano de 2008!
Abraço
Amilton, brigar dizendo que vai quebrar a patente, para negociar preço menor, é uma coisa.
Quebrar realmente é outra coisa.
Desafio você, na boa, a mostrar uma referência que prove que o governo FHC alguma vez quebrou a patente de algum medicamento.
Miguel,
Vc tem razão. Acompanhei a briga (não muito de perto) com os laboratórios na época e imaginei que o governo tinha vencido a queda de braço porque conseguiu produzir o AZT por aqui e esta era a questão colocada, pois o custo da importação era muito alto. Na verdade, houve um acordo como vc falou, não houve a quebra da patente propriamente dita. Obrigado pela contribuição. O texto principal foi corrigido.
Amilton, parabéns pela sua paciência de aceitar a discussão com tantas pessoas. Isso me anima a comentar mais alguns pontos.
Sim, concordo que governos FHC e Lula devem, a grosso modo, se equivaler em volume de corrupção. Difícil falar dos militares pois não temos registros mais confiáveis disso, mas não acredito que fosse diferente.
Agora, acho que vc também não deve discordar que os mecanismos de controle, acompanhamento, portal transparência, CGU, ações da PF contra corrupção etc têm melhorado, não?
Isso é um processo contínuo. A menos que o governo seja sequestrado por bandidos a tendência é continuar melhorando.
Sobre as capas de Veja e as cobertura dos escândalos dos anos FHC, discordo. A compra de votos da reeleição, algo muito próximo do mensalão, rendeu apenas uma capa de Veja.
Lembre-se do grampo que pegou o Mendonça de Barros falando: “A imprensa está muito favorável com editoriais.” FHC: “Está demais, né? Estão exagerando, até!”
E depois vc vai querer me convencer que a imprensa falava mal do FHC como ela fala do Lula? Sei…
Sobre a dívida. Entendo o impacto das regulamentações que foram feitas como consequência da constituição de 88. Aposentadoria para trabalhadores rurais, por exemplo. Mas veja que a dívida tem um aumento grande em 1998, justamente quando FHC lutava contra a lógica e tentava manter o câmbio em um valor artificial. Coincidência? FHC-II teve uma política fiscal mais razoável, mas FHC-I foi a farra da irresponsabilidade fiscal…
A carga tributária aumentou com FHC e com Lula. Com FHC mais e isso explica, em parte, porque a dívida parou de explodir.
Para finalizar, o governo Lula quebrou a primeira patente de medicamento em 2007, o Efavirenz. Isso apesar das previsões apocalípticas de que os laboratórios fugiriam do país… Cabe notar que o licenciamento compulsório é previsto nos termos do GATT antes mesmo da criação da OMC.
abraços
Olá Miguel,
Se vc observar meus textos e comentários, vai perceber que raramente falo de corrupção, justamente pelas decepções de todos os lados. Acho que teremos que evoluir muito na vigilância política e na alternância de poder para que tenhamos uma representação digna algum dia.
Por isso mesmo procuro não me envolver apaixonadamente em nenhuma campanha, pois qualquer que seja o presidente o certo é que continuaremos a presenciar escândalos, além dos equívocos corriqueiros, qualquer que seja a linha ideológica.
Concordo plenamente que os mecanismos de controle estão sendo aperfeiçoados. Acho que tem muita gente nova e cheia de energia oriundos de concorridos concursos assumindo cargos importantes na PF, no Ministério Público e demais instituições, além, claro, das diversas iniciativas da sociedade organizada, como o Transparência Brasil, Adote um vereador, Ficha Limpa, etc. Acho que são dessas iniciativas que ocorrerão as maiores transformações no perfil político dos nossos representantes.
Sobre as capas da Veja, nunca fiz um estudo quantitativo sobre o assunto, mas qualquer que seja o resultado, todo veículo, entidade de classe, cidadão, etc. tem o direito de se identificar com a corrente de idéias que acredite ser a mais correta. Claro que isto vai influenciar no maior ou menor destaque que se vai dar aos fatos. Paciência. A opinião é inerente ao ser humano e ela é construída com base nas nossas experiências e na observação do dia-a-dia. O PT da oposição estava completamente equivocado, o PSDB no poder, apesar dos erros e escândalos, estava correto na maioria das bandeiras defendidas. Portanto, acho natural que um veículo tenha mais ou menos simpatia por este ou outro partido.
O que não concordo é que se transforme esta identificação em sectarismo, como também não concordo com esta mania que a esquerda tem de ver conspiração em tudo, de ver a imprensa como um bloco uniforme que age de forma orquestrada, sempre em favor da direita, claro, afinal tudo que não é esquerda é logo taxado de direita, não existe meio termo. Outro dia estava lendo um artigo de Kupfer, colunista do Estadão (jornal que já manifestou em editorial sua preferência por Serra) e tinha a impressão de estar lendo um artigo da Carta Capital, pois estava totalmente alinhado com o lulismo. Ou seja, os colunistas, independentemente da orientação política do veículo têm suas próprias idéias. A menos que o colunista seja um mercenário como o PHA, por exemplo, a maioria é movida por algum idealismo, cada um tem uma reputação a zelar e se vc não acredita no que escreve dificilmente encontra motivação para passar anos e anos escrevendo uma coluna diária.
Sobre a demora em mudar o regime cambial, escrevi outro dia para um outro leitor que cito também para vc: http://visaopanoramica.net/2009/10/24/lula-e-a-divida-publica-parte-9/#comment-888
Sobre a quebra de patentes, mérito para o Governo Lula. Apesar de me identificar mais com o PSDB não tenho nenhum problema em reconhecer seus méritos.
Abraço e obrigado por sua participação.
Opinião extremamente tendenciosa, omitindo falhas do governo FHC e acertos do governo Lula. Nunca fui simpático ao Lula. Aliás, não voto nas pessoas, mas nas ideologias. E ideologia por ideologia, fico com aquela mais voltada para o bem da sociedade. Enfim, não dá para comparar entre os dois, dada a distância que os separa. Vale ainda lembrar que essa “única” crise que o governo Lula enfrentou derrubou até os EUA, a ponto de o Governo americano agir contra sua tradição e intervir duramente na economia, injetando dinheiro público para salvá-la.
Marcos Nunes
Realmente tenho que concordar com vc. Não dá para comparar, pois são duas realidades completamente distintas. As comparações feitas pelo PT são um exemplo perfeito da da falta de ética deste governo, pois como comparar dois períodos quando um se beneficia das conquistas do outro? Como comparar duas épocas quando o PIB brasileiro aumentou dez vezes ao passo que a população aumentou apenas 25%? Como comparar uma época em que o grande desafio da economia brasileira era controlar a inflação e sobreviver crises sucessivas (onde a renda per capta mundial esteve estagnada em U$ 5,2 mil) com um período onde o maior desafio era crescer, justamente na época de maior crescimento da economia mundial desde o final dos anos 70, quando a renda per capta mundial pulou para mais de U$ 9 mil em apenas seis anos?
A única crise que Lula passou não é apenas uma crise, amigo, é uma mudança no cenário mundial provocada pela transferência do capital do primeiro mundo para os países emergentes já que as economias do primeiro mundo estão com seus mercados saturados. Daí a invasão de grandes empresas multinacionais por todo mundo, as quais trazem mais empregos e impostos para os governos gastarem e ostentarem recordes sucessivos. O mais irônico é que alguns desses governos que hoje surfam na fartura de dólares por aqui no passado bradavam contra a Globalização. Lula que o diga.
[...] http://visaopanoramica.net/2009/08/05/comparacao-fhc-x-lula/ [...]
O Blog é Tucano. Isto não é nenhum problema. Problema é esconder isso!!!
Meu caro “Realidade”,
Um dos problemas do nosso país de hoje é esse. Qualquer crítica a Lula é rotulada logo de “tucano”. A estratégica maquiavélica de Lula de dividir o país entre o “nós” e “contra nós” funcionou. Como vc, hoje existem milhões que isentam Lula e o PT de todos os seus erros e falcatruas, simplesmente porque se acham parte de um time, o time dos “donos da verdade”, apesar de fazerem sucesso justamente as políticas neoliberais que passaram a vida inteira combatendo. Irônico, não?
Já fui tucano sim, da mesma forma que já fui petista. Hoje estou mais para a Marina. Como ela não tem muita chance, voto no Serra no 2º turno, se houver, pois considero esta hipótese muito remota. Aliás, já declarei meu voto aqui em vários outros comentários. Não tenho nenhum problema com isso. Não tenho rabo preso, nem me deixo mais levar por paixões políticas. Tenho idéias próprias.
Meu caro dono do Blog,
A sua teoria continua sendo fantasiosa, a despeito da veemência com que você a defende. Você acha que o governo atual colheu frutos do anterior? Vou te mostrar que você está errado.
Você, inteligente como é, concorda que o primeiro governo do FHC foi melhor do que o segundo, não concorda? Pois que seja, se a lógica que você defende estivesse correta, tal fato não teria acontecido. A realidade mostra outra coisa completamente diferente. É tão claro que chega a ser cartesiano: entre 94 e 98 tudo ia bem. Entre 98 e 2002 a coisa desgringolou e virou um desastre, e o grande responsável por isso foi o seu amado FHC, que teve culpa no cartório sim, não adianta você negar.
Em 2003, o país tava detonado, e foi melhorando em todos os anos seguintes até o atual. Mas o crescimento se deu em progressão geométrica somente a partir do segundo mandato do LULA. Isso porque ele colheu os frutos dos primeiros quatro anos de seu mandato.
Concordo com você que existe uma mitificação da figura de LULA, concordo com você que geralmente os petistas não trabalham bem com críticas. Mas uma coisa que eu não posso concordar e que é completamente ilógico seria não reconhecer que LULA foi melhor que FHC.
FHC decepcionou muito mais que o LULA. Alguns idealistas achavam que depois da vitória deste último, simplesmente todos os problemas do país iriam ser extintos da noite pro dia, que nunca mais haveria corrupção e que todos seriam felizes pro resto da vida. Para esses, logo no primeiro ano do primeiro mandato, LULA já não servia.
O que se tem, realmente, foi que LULA foi melhorando ao longo de seus 8 anos de governo, enquanto FHC foi piorando. As curvas são antagônicas.
Se você analisar, vai perceber que LULA teve um congresso imensuravelmente menos favorável que o do FHC, vale dizer, este tinha no mínimo 80 por cento de todos os deputados e senadores fazendo parte de sua imensa coligação. Teve todas as chances do mundo de fazer as reformas necessárias, e no entanto, só fez a que lhe interessava, a emenda da reeleição.
Em relação à manipulação da mídia contra o governo LULA, acredito que ela se dê por dois motivos: primeiro porque ela realmente existe, a grande mídia realmente é controlada por setores conservadores, parcelas elitistas; segundo porque, neste ponto inclusive concordo com você, o governo petista não trabalha bem com críticas.
Por todo o exposto, a comparação que você fez em seu artigo não é imparcial. Mesmo com todas as ressalvas que você mencionou, acho que o justo, o correto, seria considerar, como um todo, o governo LULA superior ao governo FHC.
Meu caro Pedro,
Interessante sua tese! Lula foi melhor que FHC porque teve uma “progressão geométrica”. FHC, ao contrário, teve uma “regressão geométrica”. Certamente FHC, depois de chegar ao auge de sua popularidade no primeiro governo, se cansou da fama e resolveu regredir, “degringolar” o Brasil. Cansou de ser herói e resolveu virar vilão detonando nossa economia!
Ora, Pedro, vc continua com suas análises simplistas baseadas na percepção da melhora ou piora da economia. Se vai bem, méritos do presidente. Se vai mal, a culpa é do presidente. Vou tentar te explicar pela última vez, pois estou cansado de repetir os mesmos argumentos.
O quadro se complicou no segundo Governo FHC por dois motivos principais (entre outros):
1) O crescimento da dívida interna e, conseqüente, dos gastos com juros e a redução do poder de investimento do Governo;
2) A sucessão de crises internacionais que quebrou vários emergentes e, por pouco, não quebrou o Brasil.
Antes que vc volte a andar em círculos atribuindo a FHC a culpa pelo crescimento da dívida, vou te indicar novamente o artigo que escrevi sobre o assunto, mas que vc ainda não leu: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ . Resumidamente o artigo mostra que o crescimento da dívida não poderia ter sido evitado, pois a maior parte foi decorrente do repasse das dívidas de estados e municípios para a União, uma realidade caótica que só veio à tona com a queda da inflação, mas que precisava ser equacionada para criar as condições mínimas para um crescimento sustentável.
Agora sobre as crises. Quando FHC assumiu, o Brasil ainda estava sentido alguns reflexos da Crise do México. Aos poucos, as coisas foram se ajustando e FHC teve a maior sequencia sem crises de seus oito anos de governo: 2 anos! (entre 1996 e 1997). Já em 2008, estourou a Crise da Coréia, que se expandiu para os demais Tigres Asiáticos, seguidas pelas crises da Argentina e da Rússia, em 1999; a Quebra da Nasdaq, em 2000; o 11 de setembro e a 2ª crise da Argentina, em 2001, além de crises menores como a da Turquia, a quebra da Enron e o Apagão decorrente de um fenômeno nunca visto no Brasil: a seca na Amazônia (e, claro, da falta de investimento do Governo Federal em infra-estrutura, como o PT adora acusar, apesar de investir proporcionalmente ao PIB menos que FHC na área). E, por fim, a crise Lula em 2002 que elevou a inflação e piorou todos os indicadores do final de Governo FHC para alegria do PT (o campeão do quanto pior melhor), que até hoje os usam nas suas desonestas comparações.
Se considerarmos que na época o dólar era uma moeda forte, escassa, e que disparava a cada ameaça de crise, com uma inflação ainda latente, em meio a uma crise geral de confiança entre os emergentes dá para imaginar o tamanho do desafio da equipe econômica da época teve para controlar o câmbio e evitar o fracasso de mais um plano econômico. Chega a ser admirável que o Governo ainda tenha conseguido promover programas sociais, investir R$ 70 bilhões para recuperar os bancos federais que hoje financiam o crédito da era Lula. Mais incrível ainda é a incompetência do PSDB de hoje ao não saber explicar a população o que foi feito.
Explicada a “regressão geométrica” de FHC, agora vamos a “progressão geométrica” de Lula. Primeiro “desafio”: retornar os indicadores econômicos aos níveis pré-crise Lula. O cenário: um governo recém eleito contando com amplo apoio da população, dos políticos vira-casaca e da mídia (não sei se vc lembra, mas até o Jabor saudava a grande conquista da democracia brasileira ao eleger Lula), com seis anos e meio de estabilidade internacional, com as maiores taxas de crescimento desde o final dos anos 70 e com a duplicação dos principais produtos de exportação brasileiros. Tudo isso em uma época marcada pela mudança do rumo dos investidores estrangeiros dos países do primeiro mundo (cujas economias entraram em fase de estagnação) para os países emergentes, principalmente depois que o economista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, criou a sigla BRICs, para designar os quatro grandes países com maiores potenciais de desenvolvimento, justamente por terem grandes populações para ingressarem no grande mercado consumidor global, além de uma recém conquistada estabilidade. Não por coincidência, pouco depois da sigla começar a circular no meio econômico, o Brasil começou a receber um enorme fluxo de investimentos estrangeiros a partir de meados de 2005. Ou seja, pouca gente sabe, mas a grande virada da economia brasileira tem a ver com este cidadão, o Jim O’Neill, que desencadeou uma onda de otimismo nas bolsas dos BRICs, fato este que turbinou os investimentos estrangeiros no Brasil, engordou nossas reservas e reduziu o risco país atraindo ainda mais investimentos.
Quando chegou a única crise internacional que o Governo Lula se deparou, a economia brasileira já estava turbinada, os bancos já estavam saneados, o dólar já estava em decadência (assim como os EUA) e, dessa vez, os investidores internacionais (e os especuladores) não tiveram motivos para fugir do Brasil, até porque o “porto seguro” do dólar já não era mais seguro, muito menos os grandes bancos mundiais, que tiveram que ser socorridos pelos Governos do primeiro mundo. Ou seja, a crise terminou sendo benéfica para o Brasil, já que marcou uma nova era na economia mundial, caracterizada pela decadência dos países ricos e, por outro lado, a ascensão não só dos BRICs, como da maioria dos países do terceiro mundo que conquistaram a estabilidade econômica. Não por acaso, neste ano toda a América Latina (com exceção do Haiti e da Venezuela, por motivos óbvios) está crescendo acima dos 6%.
Quanto ao apoio do Congresso e das reformas, ambos os Governos tiveram a maioria. A diferença é que FHC teve uma “regressão geométrica” com as seguidas dissidências, quando a coisa começou a se complicar, enquanto que Lula teve uma “progressão geométrica” quando a economia começou a acelerar. Outra diferença é que, apesar dos ventos desfavoráveis, FHC promoveu alguns remendos importantes para o “sucesso” do Governo Lula, entre as quais a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impediu que os estados continuassem fabricando dívidas; o Fator Previdenciário (o mesmo que o PT foi contra quando oposição e agora o defende como essencial ), que evitou que a previdência entrasse em colapso; a quebra do monopólio da Petrobrás e a abertura do seu capital, que permitiram que a produção de petróleo no país triplicasse em dez anos; a abertura da economia para iniciativa privada em setores antes monopolizados por estatais ineficientes; o PROER (dos bancos privados e estatais) que evitaram crises sistêmicas na era FHC e na era Lula; a eliminação da “conta movimento” do Banco do Brasil, uma espécie de cheque sem fundos que o Governo Federal usava e abusava na época da inflação; entre outras medidas importantes em outros setores, como a Lei dos Genéricos, a instituição do ENEM, a implantação do SIMPLES, Fundef, etc.
O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Lula que, apesar de prometer, ainda no seu discurso de posse no primeiro governo, não cumpriu uma única das grandes reformas que o Brasil precisa, mesmo tendo o apoio do maior partido do Brasil, a grande prostituta da política nacional: o PMDB. Mesmo com a maioria absoluta neste segundo mandato, o PT só usou sua maioria para esvaziar CPIs, justamente o PT, o partido que, quando oposição tentava criar CPIs para tudo.
Como resultado, continuamos pagando os maiores juros do mundo para emprestar dinheiro subsidiado pelo BNDS para grandes empresas, algumas das quais utilizam o dinheiro para financiar obras no exterior (lembra do calote do Equador ?). Agora o mais irônico disso é que, enquanto o Governo continuar a aumentar a dívida pública na mesma proporção da era FHC (que foi uma época anormal) parar acelerar o crescimento da economia via PAC, por outro lado, o Banco Central aumenta os juros todas as vezes que a economia acelera um pouco mais, já que nossa infra-estrutura não permite que cresçamos acima dos 7% sem gerar inflação. Em outras palavras, continuamos rolando o “cartão de crédito” da dívida pública (que consome cerca de R$ 200 bilhões por ano), apesar do “salário” do Governo (a arrecadação) ser multiplicada por dez desde 1995, enquanto que a família (a população) aumentou apenas 25% no mesmo período.
Enfim, pagamos para acelerar um crescimento artificial (via emissão de títulos públicos) e, por outro lado, pagamos para frear o crescimento com a alta dos juros.
Amilton,
serreal a sua comparação da política externa de Lula com FHC.
Considerando que o superletrado FHC fazia inúmeras viagens que não trouxeram resultados significantes para o Brasil(Viajando Henrique Cardoso), Lula ia em busca de parcerias comerciais importantes, fomentando o comércio com vários países, o que possibilitou que a nossa balança comercial passasse a ser superavitária, ao contrário do governo FHC. Este foi um fator fundamental para o fortalecimento do nossa economia.
Além disso, Lula fez e vem fazendo o que o PT sempre pregou: Fortalecimento das empresas estatais estratégicas, distribuição de renda e inclusão social.
O governo FHC foi um governo da minoria abastada dentro da população brasileira.
O plano real foi uma etapa inicial e muito importante, mas FH não soube dar os próximos passos para conduzir o país à frente. O desemprego estrutural que ele causou com seus equuívocos macroeconômicos quase levaram o Brasil ao colapso no final do seu governo, que não duraria sequer mais seis meses sem a quebra do país.
O dinheiro da privatização da Vale não apereceu em nenhum lugar. Dois equívocos podem ter acontecido, ambos de igual gravidade: 1-o dinheiro foi usado para custeio; 2-o dinheiro desapareceu na corrupção do governo.
André
André,
Surreal é colocar na mesma balança os resultados de dois governos em contextos histórico-econômicos tão diferentes. É claro que os resultados das visitas de Lula devem ser mais expressivos, pois o Brasil de hoje é um emergente. O Brasil de FHC era um apenas um candidato a emergente, tentando sobreviver a um vendaval de crises.
Quanto a nossa balança comercial, mais uma análise simplista. Ela ficou ficou negativa deste a abertura da economia e se agravou com o Real fortalecido nos primeiros anos FHC. Após a desvalorização de 1999, aos poucos ela foi ficando superavitária de forma gradativa, principalmente depois que os principais produtos de exportação brasileiros dobraram de preço entre 2003 e 2005. Não se trata de mágica do governo, e sim resultado do aumento da competitividade da economia brasileira, principalmente de ex-estatais como a Vale e a Embraer que turbinaram as exportações brasileiras nos últimos anos.
Diante de tantas contradições entre o PT da oposição e o PT da situação, este ironicamente bem sucedido justamente com as políticas “neo-liberais” que tanto criticava, restou aos “cabeças” do PT esta tentativa tardia de se diferenciar do PSDB com este súbito ímpeto estatizante no final de governo. Os resultados práticos disso vamos ver daqui a alguns anos, mas a julgar pelos primeiros “esforços” de fortalecer a nossa maior empresa (que vale ressaltar é de economia mista) já começam a aparecer. A Petrobrás já perdeu 25% do seu valor de mercado desde o início do ano, em decorrência das incertezas quanto ao seu futuro (apesar das promessas de aumento de produção com o Pré-sal).
Quanto ao dinheiro arrecadado com a venda das estatais, o PT do Governo tem hoje acesso a todos os documentos das transações realizadas e poderia prestar um grande serviço ao país trazendo provas concretas da suposta corrupção, não só para punir, como também para recuperar o patrimônio público. Na prática, vemos apenas bravatas, os mesmos discursos vazios do PT da oposição, pois se o PT governo achasse realmente tão salutar a estatização, certamente já teria reestatizado pelo menos uma das empresas privatizadas. Pelo contrário, o PT tem adotado as políticas do PSDB também nesta área tão criticada no discurso. Como exemplo mais recente temos a abertura do capital da Infraero (já que não houve tempo suficiente para promover sua privatização total), a abertura do capital do Banco do Brasil, além das privatizações de estradas e hidrelétricas.
Agora, mais surreal ainda é vc continuar chamando o FHC de “Viajando Henrique Cardoso” depois de Lula, que tanto o criticava por isso, viajar o dobro no governo, chegando a passar 90% de seu tempo fora do gabinete.
André realmente o PT esta fazendo o que pregou: “aparelhando as estatais estratégicas para o plano de poder deles” basta ver como anda os Correios e a Petrobrás!, já quanto ao dinheiro da privatizaçào da Vale Amilton respondeu muito bem.
Agora se voce tem dúvidas e acredita que o Brasil estaria melhor hoje com todas aquelas estatais ineficientes, é só olhar a bolsa de São Paulo, a VALE esta atropelando a Petrobras em valor de mercado, por que será?
Felizmente o mercado é justo e não segue e nem aceita decretos de governos populistas, corruptos e incopetentes.
Abraços
olá amilton,
parabéns pelos seus argumentos e provas….
acredito que o brasil é um país de esquecidos….
esqueçem os comentários e nao acreditam nas provas…
triste fim nosso…os idealistas.
perdi as esperanças….se eu tivesse como mudaria de planeta.
abraço fraterno.
Amilton, a cada critica repetitiva e pobre que observo aqui no seu blog, me convenço que infelizmente vivemos em un país de “analfabetos políticos”, condenado e totalmente indefeso a governos populistas e assistencialistas.
No Brasil o Marketing e o hoje são suficientes para movimentar massas, não podemos esperar nenhuma análise mais complexa da nossa sociedade que vá além da seguinte lógica popular:
Um líder popular como é o LULA e foi o GV, é o passaporte para que ele e sua equipe participem dos maiores esquemas de corrupção e desmandos sem que sua imagem seja atingida.
Um programa de “dependência social” como é o bolsa familia, é a garantia de fidelidade do povo, ou em outras palavras “o voto de cabresto moderno”.
As olimpiadas no Rio e a Copa no Brasil é sinonimo de política externa bem sucedida e respeito pelo Brasil.
A economia do País e o comercio popular girando é mérito do Presidente.
E quem discorda desta lógica é considerado elite ou burguês.
Felizmente fazemos parte da elite deste país, pessoas que conseguem pensar de forma complexa e possuem um mínimo de senso crítico, e enquanto estivermos aqui há a esperança de saírmos deste ciclo perverso, colocando nossas idéias em blogs como este.
Como todos os outros presidentes recentes que tivemos, FHC se elegeu com esta mesma lógica, o plano real foi o seu maior cabo eleitoral, talvez a única realização do seu Governo que o povo conseguiu entender, a diferença é que enquanto FHC se beneficiou de uma popular e benéfica realização, outros se utilizam de realizações populares e maléficas para se perpetuarem no poder, mas parece que só a elite consegue ver isso claramente!
Abraços
Caros amigos!
É salutar essa discussão a respeito dos méritos de FHC ou de Lula para com a estabilização economica e o seu visível crescimento. Posso dizer que os dois tem seus méritos e suas falhas. FHC pegou o país com a maior preocupação de todos os governos que o antecederam: A INFLAÇÃO. Tem a seu favor o fato de , com medidas muitas vezes impopulares, mais austeras, ter conseguido junto com uma equipe competente, implementar o Plano Real e colocar o País nos trilhos, preparado para o crescimento. Suas medidas foram tão acertadas, que quando Lula assumiu, só teve o trabalho de continuar a política do governo anterior, aprimorando alguns programas sociais, e estimulando alguns setores da economia para que houvesse crescimento. Mesmo assim, com tudo a favor, o Governo Lula tem conseguido falhar, onerando a cadeia produtiva, com excessão das últimas medidas, que visaram incentivar o consumo depois da crise de 2008, deixando de aproveitar o momento favorável. Seus investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública tem sido pífios, basta ler os jornais e assistir TV para ver. Por outro lado, acertadamente estimula o crescimento através de investimentos na construção civil, com obras de infra estrutura e moradias, o tão festejado PAC, que está mais na teoria do que na prática. A política externa é um fiasco! É só lembrar o episódio recente do Irã. Para mim, qualquer um que tem relações com um homem que nega o holocausto não merece confiança. Sem falar na amizade com o maluco do Hugo Chavez….Bem…acho que temos que tomar muito cuidado com a a mania ¨socialista¨ do PT, que tenciona, sem dúvida nenhuma, controlar tudo, inclusive a nossa liberdade de expressão, com suas várias tentativas de controlar a imprensa e os programas de televisão, até agora infrutíferas, porque, graças a Deus, ele não governa a Venezuela. Somente quem não viveu a ditadura não percebe a verdadeiras intenções, por mais sutis que sejam, desse governo, em controlar tudo. Vivemos uma Democracia e espero que continuemos atentos para continuar vivendo.
Um abraço a todos!!!
parabens pelo seu trabalho e seus explicações Abbud,
realmente se tivessemos mais pessoas como vc por aqui e no poder nao teriamos tantos ladroes e mercenarios por lá.
abraço fraterno.
ah tbem devo afirmar a galera deste país que “popularidade” NAO é sinal de EFICIENCIA e EFICACIA….
até mais.
Se o Lula tivesse tanta capacidade como pregam os petistas, não teria sido metalurgico, fazedor de greves. FHC com o plano real fêz com muita competência um grande alicerce de um pais. Alquem tinha que dar continuidade e levantar as paredes, o que é mais fácil. O resto é pura enganação e incompetência dos Petistas, que até então não tiveram competência anterioomente.
Olá Mateus,
A competência de Lula é incontestável. Seu problema é que ele se coloca acima de tudo. Ao fazer sucesso com a política “neoliberal” que criticava quando oposição, era de se esperar que hoje tivéssemos uma disputa política mais centrada em idéias e não ultra polarizada como vemos hoje. Se a história mostrou que o PT da oposição estava totalmente equivocado, então deveríamos ter discursos mais amenos, principalmente em relação ao PSDB, partido de centro que sempre defendeu as idéias que hoje fazem sucesso no Governo e que foi empurrado para a direita pelo discurso populista de Lula. Infelizmente, nestas eleições vamos assistir a um encolhimento ainda maior da oposição e um adesismo ainda maior em relação ao Governo, o que significa menos vigilância em relação às ações do Governo e, consequentemente, mais tolerância da sociedade em relação à corrupção. Os exemplos já estão aí. Um dos últimos foi a confissão de Lula ao STF que sabia do Mensalão (depois de passar seis anos negando e acusando a oposição de conspiração) e nada, absolutamente nada aconteceu. Vale lembrar que por muito menos Collor caiu.
Enquanto os ventos bons da economia continuarem, o “modelo” instaurado por Lula sobrevive. Se mudarem, então vão vir à tona os principais erros do Governo, entre os quais o aumento significativo dos gastos com pessoal e o aumento da carga tributária.
Pois é, resumiria no seguinte conceito:
Liberdade, Igualdade e Fraternidade eram os lemas da revolução Francesa.
Já os Petistas estão fazendo uma revolução silenciosa aonde os lemas são:
Liberdade para o Governo, Igualdade para o Povão e Fraternidadade com os “cumpanheiros”.
Que Deus proteja o povo mais humilde e ignorante desta nação, ironicamente o que elegerá a continuidade deste mesmo sistema, aonde a saída parece estar cada vez mais em apenas um lugar… O Aeroporto Internacional…
O que não consigo entender, é que o Deus Lula, como se prega só vive viajando, como é que pode um ex-metalurgico, ter tanta “capacidade”, de presidir o Brasil e quase não ficar em terra.? Com certeza vive nas alturas pensando como ao pegar o microfone e iludir os pobres de espirito do bolsa familia.?
Oito anos de (des)governo, dois mandatos, nenhuma reforma política ou social, táticas chavistas pra se perpetuarem no poder. acho msm que trocamos uma ditadura por outra,querem calar a imprensa e jogar a culpa da pobreza na burguesia que joga tênis. viva Goebels, Adolf Hitler,Luis Inácio LULA da Silva e toda a máquina de propaganda da SS.assinado um ex-petista,idiota por ter dado o meu voto nos dois turnos da eleição do Sapo-barbudo.Obama já fez duas reformas heim!
antigamente existia primeiras-damas que trabalhavam, faziam trabalhos sociais e não sei se recebiam algum salário,mas hj o que vejo é uma mulher que viaja pra todo o canto com um kra que se diz presidente, sem nunca permanecer no país, ainda criam um salário pra essa que se diz primeira-dama. Ruth Cardoso era e é uma brasileira verdadeira que com certeza está fazendo muita falta para os menos assistidos nesse pais.
Graças aos programas implantados dor Ruth Cardoso, é que hoje o PT, usa de sua politica, se é que podemos chamar de política o que o PT esta fazendo, após ter alterado o programa de Dª Ruth, para bolsa familia que esta transformando o nordeste, em estados de vagabundos, preguisosos etc, que não admitem serem registrados em carteira para não perderem o benefício do BOLSA FAMILIA, que antes os filhos tinham que frequentar escolas comprovadamente para continuarem recebendo os benefícios.
Quanto os senhores discultirem pulitica, otimo concordo, mas dizer que nos nordestinos somos vagabundos, que isso meu senhor; vagabundos???
Os verdadeiros vagabundos foram estes politicos miseraveis que tentaram transformar os nordestinos em montes de analfabetos, quando me refiro a analfabeto não é em relação a politica, nos vivemos durante anos sob as redeas dos Carlistas, sofrendo miserias, vendo amigos morrer por não os apoiar politicamente, ai vc vem com esse teu discursso cretino, dizendo que os tucanos fizeram e vão fazer.
Pode ate fazer querido, mas com certeza farão miserias.
Olá Cristina, desculpe mas não consegui entender o seu texto, esta meio confuso.
Mas concordamos com os politicos vagabundos,mas não com os Nordestimos, por que vagabundo existem em qualquer lugar do planeta, mas a pergunta é quem os elegem e por que?
Infelizmente a grande maioria do povo brasileiro não tem a capacidade de fazer análises complexas e acabam enganadas por como voce mesmo disse, vagabundos, e assim entramos em um ciclo perverso, povo igonorante elege vagabundos, que por sua vez mantem o povo ignorante para se perpetuarem no poder.
Enquanto a parte não ignorante e não vagabunda não se mobilizar, não conseguiremos sair deste ciclo perverso.
As pesquisas comprovam, a tres meses da eleição Dilma estava atras de Serra pelo simples motivo da grande maioria não saber que ela era candidata do LULA, se bobear tem gente que acha que o LULA é o Vice da Dilma, como discutir política com uma massa que pensa assim?
Pelé continua certo, o povo brasileiro ainda não sabe votar!
Abraços
Abraços
Abraços
Abraços
Ola,
Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a todos pela discussao proporcionada.
Nao estou aqui para defender nenhum partido seja o Pt ou o PSDB. Eu acredito que a oposicao partidaria nao leva a nada a atrapalha o desempenho do nosso pais.
Concordo que a politica macroeconomica adotada pelo governo FHC e o controle da inflacao seja a raiz do nosso desevolvimento atual. Foi uma batalha que aquele governou venceu!!! Eu vejo que falta grandeza por parte dos apaixonamos PSDBistas e FHC em reconhecer a competencia e os avancos alcancados nesse governo. E muito facil criticar, todos fazemos, mais pouco tem a capacidade de reconhecer quando o adversario faz um bom trabalho. Talvez seja parte da nosso cultura por causa do futebol. Jamais um sao paulino vai falar que o corinthians mereceu ganhar e vice versa.
Esse e a primeira vez na nossa historia que a esquerda, o PT, esta no governo. Acredito que isso seja fundamental para o precesso democratico do nosso pais. Logico que a oposicao nunca vai elogiar os feitos desse governo. O Pt resceu muito depois que entrou no governo, o partido percebeu que a oposicao adotada por eles mesmos era equivocada em relacao a outro governos. Se um dia o PSDB voltar a governar eu aredito que o PT vai tratar a oposicao de maneira diferente. Hoje o PSDB faz as mesmas coisas que o PT fazia quando era oposicao, so critica!!
Logico que existem falhas nesse governo como em todos ou outros tambem. Mais os resultados alcancados nesse governo (seja consequencia das medidas adotadas pelo FHC ou nao) foram significativos, nao podemos negar!! As mudancas macroeconomicas nao sao de hoje, o FHC tambem teve oito anos para governar com o plano real, e os resultados nao foram tao bom assim. Nao adianta falar das crises daquela epoca porque nesse governo tambem passou algumas crises e mesmo assim o pais se saiu bem. Reconhecimento e muito importante caro Amilton!! Ate agora so vi critica da sua parte!!! Falar que o governo usa e abusa de marketing?? Sera que o PSDB nao faria o mesmo?? Politica e assim mesmo, eles usam todas as ferramentas que tem para conseguirem o que eles querem, nao adiante vim com uma ladainha porque o PSDB como qualquer outro partido faria o mesmo, nao e? Populismo e assim mesmo!!!
Agora, vc falou que o governo nao passou nenhma reforma importante nos ultimos anos?? Na sua opiniao, qual reforma seria importante nesse momento?? De algumas sugestoes para o internauta!! Reforma e sempre bem vinda na minha opiniao, contanto que a oposicao apoie e nao faca oposica partidaria.
Eu tenho algumas duvidas sobre a taxa de juros.
Vc disse que o governo deveria reduzir a taxa de juros. Reduzir a taxa de juros e injetar dinheiro na economia atraves de obras de infraesrutura nao colocaria uma pressao na inflacao?? O proprio crescimento economico ja pressiona a inflacao nao e verdade?? Qual seria a melhor saida para esse dilema??
Grande abraco a todos!!
ps: peco desculpas pela acentuacao, eu moro na australia e o computador aqui nao oferece essas teclas.
Meu caro Braulio Rossetto,
Uma das coisas que mais me incomodam na política atual brasileira é justamente a falta de humildade de Lula em não só não reconhecer que estava totalmente equivocado quando oposição, como ainda ter a cara-de-pau de a cada discurso tentar denegrir seu antecessor, com suas comparações descabidas.
Desde que o PT chegou ao poder e manteve as políticas implantadas pelo PSDB, a oposição ficou sem discurso. O acirramento só veio a ocorrer a partir do episódio do mensalão, intensificando-se ainda mais quando Lula começou a fazer comícios para sua candidata há três anos das eleições, desafiando a legislação eleitoral, as instituições e a democracia. Portanto, se existe uma pessoa responsável pelo acirramento que vc também critica, esta pessoa é Lula pois sua tática é clara: dividir a população brasileira entre vermelhos e azuis, pois ao partidarizar as discussões, ele blinda-se das críticas da oposição, desqualificando-a e alimentando as fantasiosas teorias conspiratórias da “direita” tão disseminadas pela militância cega do PT. Mais “emoção” e menos razão. Assim fica mais fácil colocar uma cortina de fumaça sobre todas as mancadas cometidas. Um exemplo disso foi sua recente admissão ao STF que sabia do mensalão, depois de passar seis anos negando e atribuindo o escândalo a uma “conspiração” da oposição. A tática funcionou, pois a confissão provocou apenas pequenos registros nos noticiários. Hoje nem a oposição se atreve a criticá-lo. Está blindado, enquanto a oposição está de joelhos.
Não, meu caro Braulio. O PSDB já esteve no governo e nunca usou das tática citadas acima para destruir a oposição, mesmo quando o PT jogava no time do quanto pior melhor. FHC melou as mãos para aprovar a emenda da reeleição, mas nunca interferiu no processo eleitoral. Se comportou sempre como um presidente e não como um candidato em campanha, fazendo comícios todos os dias e debochando das leis e das instituições democráticas.
Quanto às reformas, me contetaria se o PT tivesse posto em prática pelo menos uma das reformas prometidas no discurso de posse ainda do primeiro mandato. Pelo menos a reforma agrária, uma das bandeiras históricas do PT melancolicamente abafada pelo aliciamento das lideranças com verbas públicas.
Quanto à equação da redução dos juros, esta não será resolvida enquanto o governo continuar agindo de forma contraditória, pois, se por um lado o Governo tenta acelerar o crescimento da economia via PAC (às custas de mais endividamento), por outro lado aumenta os juros para conter o mesmo crescimento já que nossa economia não consegue crescer acima de 7% sem gerar inflação. E por que não consegue crescer acima de 7%? Porque o governo não fez os investimentos necessários em infra-estrutura, porque não pára de emitir novos títulos públicos, porque aumenta os gastos públicos acima do crescimento do PIB e porque não consegue resolver as injustiças tributárias. Assim, pagamos para crescer e pagamos para desacelerar. Não por acaso, continuamos a pagar 30% do que arrecadamos com a dívida.
É isso mesmo Amilton, resumindo.
Quem não reconhece nada do que foi feito é o Governo atual, o PSDB critica ate pouco, e por isso nao consegue atingir a massa ignorante deste país que so elegeu FHC por que so conseguiu entender uma unica realizacao dele, o Plano Real, ja o mestre da manipulacao popular (sinonimo de populista) fez muito menos e e reconhecido por muito mais.
Se FHC e o PSDB fossem populistas não teriam perdido as eleiçoes em 2002 e 2006, essa é infelizmente a logica popular brasileira.
Por que não se consegue reduzir os juros? Simples, o governo LULA não consegue conter a gastança e precisa aumentar juros para não desequlibrar suas contas.
É como em casa, se gastamos (custeio da máquina)ao inves de investir em ativos temos que recorrer a empréstimos (aumento de juros ou impostos) cada vez mais caros, ao passo que se investirmos em ativos (infraestrutura e educação), começamos a receber juros (aceleramos a economia)ao inves de pagar e assim entrariamos em um ciclo virtuoso, que definitivamente não estamos, apesar do povo achar que sim.
Abraços
Abbud,
Observe que, apesar das boas notícias da economia brasileira que turbinam cada vez mais a arrecadação, o Governo continua tendo dificuldade para fechas as contas, recorrendo a artifícios contábeis como a compra de ações de estatais por outras estatais, contabilizando assim créditos que na verdade são pura ficção. Agora imagina se os ventos da economia brasileira mudarem…