Visão Panorâmica

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos. Pelo mesmo motivo (Eça de Queiroz)

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Comparação Lula x FHC

Charge Lula x FHCComparar os números dos governos Lula e FHC pode levar a conclusões equivocadas, pois ambos os governos enfrentaram realidades bem distintas (ver antes o artigo “Contextualizando o Governo Lula”). Para fazer uma comparação mais justa, citamos as principais ações de cada governo, levando em consideração os respectivos contextos de cada governo.

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MACROECONOMIA

Os desafios da era FHC

A era FHC foi caracterizada principalmente pela tentativa de estabilização da economia brasileira, condição sine qua non para o início do processo de crescimento verificado na era Lula. Ao contrário do que muita gente pensa, a vitória contra a inflação não ocorreu apenas com o Plano Real, lançado já no Governo Itamar. A inflação, embora controlada, ainda não atingira um nível compatível com as economias estabilizadas, exigindo um longo processo de desindexação e um rígido controle da taxa de câmbio. Não havia ainda um regime de metas de inflação; os estados gastavam mais do que arrecadavam, pois não havia ainda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não havia uma política de superávit primário que apontasse para a redução gradativa das dívidas interna e externa. O sistema financeiro apresentava vulnerabilidades, com bancos em crise com a perda dos ganhos com os juros altos da época da inflação, assim como os Estados que apoiavam suas receitas nos bancos estaduais, que também lucravam com o processo inflacionário. O déficit previdenciário crescia descontroladamente e a máquina estatal cada dia ficava mais obsoleta pela ausência de recursos para investimentos, principalmente  nos setores de infra-estrutura, essenciais para o crescimento da economia.

Ou seja, na era FHC não existiam condições mínimas para atrair os investidores estrangeiros. A equipe econômica, portanto, tinha como principais desafios, além de controlar a inflação, promover reformas que mudassem o panorama geral da economia brasileira. Sem dinheiro para investir nas estatais, a solução foi a privatização, principalmente dos setores de telecomunicações e de mineração, com a promessa de reduzir o endividamento crescente com o dinheiro obtido. Infelizmente a corrupção nos bastidores das transações macularam a boa idéia das privatizações. Os resultados benéficos do processo, no entanto, seriam sentidos nos anos seguintes com o crescimento exponencial de tais empresas e o consequente o aumento da arrecadação de impostos e de empregos proporcionados pela rápida expansão desses setores, assim como o aumento significativo de investimentos da iniciativa privada.

Diante das dificuldades de promover uma reforma geral na Previdência (principalmente com a oposição ferrenha do PT), o Governo FHC conseguiu aprovar o impopular “Fator Previdenciário”, medida que diminuiu sensivelmente os déficits sucessivos da Previdência ao retardar a aposentadoria de pessoas que conquistavam o direito precocemente, algumas com pouco mais de quarenta anos de idade. (Ironicamente, no último ano do Governo Lula foi aprovado no Congresso um projeto para acabar com o mesmo Fator Previdenciário. Dessa vez, o PT fez de tudo para barrar o projeto, o qual foi finalmente vetado pelo presidente Lula com o argumento de que tal medida aumentaria o déficit da previdência em R$ 45 bilhões em 2011).

Outra medida importante do Governo FHC para organizar a economia brasileira foi a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. Como parte das negociações com os prefeitos e governadores para a aprovação da lei, foram repassados para o Governo Federal R$ 275 bilhões de dívidas dos estados e municípios para o Governo Federal.

Outra imporante medida saneadora do Governo FHC foi a recuperação dos bancos federais, que entraram em crise com o fim da inflação, além da implantação do impopular PROER (que evitou uma crise sistêmica e ajudou o Brasil a passar ileso pela crise mundial de 2008), a quebra do monopólio da Petrobrás e a abertura de seu capital, medidas que possibilitaram a triplicação da produção de petróleo do país em dez anos.

Como antídoto para o crescimento da dívida pública, o Governo FHC implementou o  Superávit Primário, como também os regimes de Metas de Inflação e Câmbio Flutuante, o tripé da atual e bem sucedida política econômica, a qual o PT da oposição tanto combateu.

Como resultado dos esforços de estabilização, o governo FHC multiplicou a dívida interna que pulou de R$ 108 bilhões, em 1995, para R$ 658 bilhões, em 2002 (segundo o IPEA), dos quais R$ 275 bilhões foram decorrentes do repasse das dívidas dos estados e municípios para o Governo Federal; R$ 143,4 bilhões resultante dos chamados “esqueletos”, compromissos assumidos pelos governos anteriores na época da inflação, mas que não tinham sido contabilizados como dívidas efetivas; e R$ 69,5 bilhões decorrente da recuperação dos bancos federais, que entraram em crise com a queda da inflação.  (Para saber detalhes sobre estes números, clique aqui).

Os desafios da era Lula

Apesar de herdar um repique inflacionário de 12% ao ano após a chamada “Crise Lula”, decorrente do medo dos agentes econômicos de que a eminente vitória de Lula provocasse alguma mudança na política econômica deixada por FHC, Lula foi o primeiro presidente, desde o início dos anos 80, que assumiu a presidência sem ter como principal objetivo derrotar o “dragão da inflação”.

Ao assinar a famosa “carta aos brasileiros” (na verdade a “carta ao mercado”), prometendo não alterar os fundamentos da política econômica e ao assinar,  juntamente com FHC, um empréstimo ao FMI, o ainda candidato Lula acalmou o mercado. A inflação, assim como o dólar que chegou aos R$ 4 e demais indicadores financeiros, aos poucos, foram voltando aos patamares anteriores a “Crise Lula”.

Fora este primeiro “desafio”, o Governo Lula encontrou um período de mais rápido crescimento da economia mundial desde o final da Era de Ouro do capitalismo, sem turbulências e contando com a duplicação do valor dos principais produtos de exportação brasileiros ainda no primeiro mandato. Só para ilustrar a diferença de cenários, a renda per capta mundial, que passou os oito anos de FHC estagnada em U$ 5,2 mil, pulou para U$ 9 mil já em 2008. Considerando o PIB mundial com o valor do dólar de 2005, o PIB mundial pulou de US$ 29 trilhões, em 1995, para US$ 60 trilhões, em 2008. Nos oito anos de FHC, o PIB mundial aumentou de US$ 29 trilhões para US$ 33 trilhões.

Claro que a equipe econômica comandada por Antonio Palloci tem méritos em conduzir bem a política econômica herdada. Mas, fora isso, durante todo este tempo, o governo Lula não fez nada de novo, a não ser estimular alguns setores da economia e as exportações.

A primeira grande crise internacional enfrentada pelo Governo Lula só veio acontecer no final de 2008. Dessa vez, no entanto, o Brasil estava preparado, com boas reservas internacionais e com um sistema bancário sólido, saneado no governo anterior. O Governo fez bem sua parte estimulando setores importantes da economia e o Brasil saiu lucrando da crise, já que faz parte do grupo de países emergentes, os menos afetados pela crise e que, portanto, tornaram-se os principais destinos dos investidores dos primeiro mundo, cujas economias permanecem estagnadas com os juros próximo a zero.

A redução da dívida externa e o pagamento da dívida com o FMI, um dos maiores trunfos do governo do PT nesta área, foi, na verdade uma troca de títulos da dívida externa pela dívida interna – esta última com juros bem mais altos. (Confira aqui artigo sobre este assunto).

Outra ironia da história é que, depois de combater tão veemente a política de Superávit Primário quando oposição, no Governo, o PT não só o manteve como ainda aumentou o percentual de economia para o abatimento da dívida. Aliás, foi a partir do aumento do superávit primário que os números contaminados pela Crise Lula rapidamente se normalizaram. Apesar disso a dívida interna continuou aumentando na mesma proporção da era FHC, chegando a ultrapassar a histórica marca dos R$ 2 trilhões de dívida bruta ainda em 2009.  Isto acontece porque se de um lado o Governo abate a dívida com o superávit primário, do outro, aumenta a dívida emitindo títulos para financiar o próprio défict e os empréstimos subsidiados do BNDES a grandes empresas (inclusive para obras no exterior).

Ao mudar a metodologia de cálculo da dívida pública em 2006, o governo tem mascarado o problema da dívida. Com a nova metodologia, o Governo unificou as dívidas interna e externa,  excluindo do cálculo parte dos títulos em poder do Banco Central e das empresas estatais (fato este contestado recententemente pelo FMI).

Com uma série de “maquiagens” na contabilidade, o Governo Lula chega ao último ano comemorando a redução percentual da dívida pública em relação ao PIB (43%), usando sempre como comparativo o recorde negativo da era FHC, quando o dólar bateu a casa dos R$ 4, na “Crise Lula”, elevando o percentual da dívida em relação ao PIB para 56,9% (dez pontos a mais nos cálculos do FMI). Ou seja, se a comparação fosse feita com base nos números pré Crise Lula, o endividamento deixado pelo governo Lula não seria muito diferente deixado pelo já alto endividamento do governo do PSDB, com a diferença que o governo do PT teve seis anos e meio de cenário favorável para reduzir o endividamento significativamente. Além do mais, o percentual de endividamento do Governo Lula está favorecido pelo baixo valor do dólar nos dias atuais, o que, portanto, reduz seus méritos já que a perda de valor da moeda norte-americana é um fenômeno mundial.

Em relação aos gastos públicos, o Governo Lula tem dados sucessivos passos para trás, pois a máquina estatal do PT têm crescido acima do crescimento do PIB, o que torna o país vulnerável e engessado, caso os ventos da economia tornem-se desfavoráveis nos próximos anos.

Conclusão:

O governo FHC tem quase todos os méritos sobre a política macroeconômica brasileira. Como efeito colateral do processo de estabilização, o governo FHC deixou uma dívida interna recorde. O governo do PT teve o mérito de conduzir bem tais políticas, mas não deu sequencia às reformas necessárias para tornar nosso crescimento sustentável. Ao invés de iniciar um processo de redução da carga tributária, foi na direção contrária, aumentando-a em mais dois pontos percentuais, assim como os gastos fixos da máquina governamental que aumentaram em 38%. Aliás, o governo do PT vai terminar o segundo mandato sem implementar nenhuma das seis reformas prometidas no discurso de posse do primeiro governo.

Quem se saiu melhor?  FHC.

Obs.: este é o item mais importante da comparação, pois dele depende todos os outros. Ou seja, se a economia vai bem, o governo tem dinheiro para investir em todos os demais ministérios.

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EDUCAÇÃO

Em comparação com os governos anteriores tanto o governo do PSDB quanto do PT tiveram boas atuações na educação, apesar dos resultados ainda inexpressivos. Os maiores méritos do governo FHC foram na educação de base. A implantação do Bolsa Escola permitiu uma redução média anual do analfabetismo em torno de 3.5% ao ano, superando a marca do PT que continuou reduzindo, só que em um ritmo de 2.6% (números do primeiro mandato).  Os especialistas atribuem a queda a incorporação do Bolsa Escola ao Bolsa Família no Governo Lula, eliminando as contrapartidas das famílias atendidas no acompanhamento dos estudantes. Outro ponto desfavorável do governo Lula neste ponto é o aumento do porcentual de brasileiros entre 15 a 17 fora da escola, revertendo uma queda gradativa que vinha ocorrendo desde o governo Itamar Franco.

O governo FHC lançou o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamenta) que destina recursos ao ensino fundamental. O governo Lula lançou o FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) que direciona recursos também para o ensino de base, porém com uma cláusula que repassa as sobras dos valores que não foram aplicados aos professores.

Outra medida importante do governo FHC foi a instituição do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, o qual foi ampliando no Governo Lula que o transformou no principal indicador de qualidade do ensino brasileiro (apesar dos deslizes dos últimos anos).

No ensino superior, o governo Lula foi muito superior. Além de aumentar o número de vagas nas universidades federais e expandir os campos universitários para o interior, criou o Prouni, que financia a entrada de estudantes em faculdades privadas. Claro que tais investimentos só foram possíveis com o crescimento da arrecadação na era Lula, afinal de 1995 até 2010 o PIB do Brasil foi multiplicado por dez, enquanto que o crescimento da população foi de apenas 23% no mesmo período.

Outra marca do Governo Lula nesta área foi a implantação do sistema de cotas nas universidades, uma medida polêmica, mas que ajuda a atenuar a distância dos menos favorecidos às universidades federais.

Conclusão:

Ambos os governos avançaram na educação. O governo FHC avançou mais no ensino de base, enquanto que o governo Lula avançou mais no ensino superior. Os números do governo de PT são mais expressivos, pois houve também maiores recursos investidos, conseqüência direta dos sucessivos aumentos de arrecadação nos últimos anos.

Quem se saiu melhor?  LULA

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SAÚDE

Na saúde, o governo FHC teve uma atuação bem mais expressiva. Deixou sua marca com a regulamentação dos medicamentos genéricos; implantou o Programa Saúde da Família – PSF para atuar na prevenção de doenças nas comunidades; e ganhou projeção internacional com seu programa de combate à AIDS.

O Governo Lula ampliou a atuação do PSF. Deixou sua marca apenas nas implantações da Farmácia Popular e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU.

O atendimento hospitalar, no entanto, não evoluiu em nenhum dos governos. Com raras exceções, as cenas recorrentes de corredores lotados de macas continuam a ser uma triste realidade brasileira.

Conclusão:

O governo FHC com menos recursos fez mais pela saúde no Brasil. Em comparação com todas as outras áreas de atuação do Governo Lula, a saúde é certamente uma das menos expressivas.

Quem se saiu melhor?  FHC

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SEGURANÇA

Em ambos os governos, a segurança pública continuaram relegadas. O governo FHC chegou a propor algumas ações para melhorar a segurança pública (como a unificação das polícias, por exemplo), mas nunca pôs nada em prática. O governo Lula implantou o Sistema Único da Segurança Pública (Susp), mas até agora nenhum resultado prático foi obtido. Um viés a favor do governo Lula são as intenções de investimentos na modernização de aviões das forças armadas (digo “intenções” porque até agora a transação não foi concretizada e, quando for, o compromisso de pagar as aeronaves vai para o sucessor de Lula). No governo FHC houve a compra de um porta-aviões francês fora de linha (ainda hoje o único do Brasil) e a instalação do polêmico Sistema de Vigilância da Amazônia – SIVAM, marcado por um escândalo de corrupção em sua implantação. No governo Lula, o maior destaque foi a melhoria da Polícia Federal, que teve seu contingente de policiais dobrado, assim como melhorias salariais e de equipamentos.

Conclusão:

Como na saúde, ambos os governos também tiveram atuações pífias. Mas o PT conseguiu sobressair um pouco pelas melhorias na estrutura da Polícia Federal.

Quem se saiu melhor?  LULA

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REDUÇÃO DA POBREZA

Em ambos os governos houve uma expressiva redução da pobreza. Segundo a FGV, a redução da pobreza no primeiro governo FHC foi de 5,1%, patamar quase idêntico aos 5,2% do primeiro governo Lula. No governo FHC, a redução foi decorrência do controle da inflação, enquanto que no Governo Lula, da ampliação dos programas assistências, como Bolsa Família. Certamente quando terminar seu segundo mandato, os número do governo do PT serão bem mais expressivos também neste item, decorrente da ampliação do Bolsa Família e da aceleração do crescimento da economia. Mas ainda assim os méritos do governo do PSDB são maiores, pois tanto o Bolsa Família quanto a política econômica são continuações de políticas implementadas na era FHC.

Conclusão:

Embora a redução percentual do nível de pobreza seja praticamente idêntica entre os dos primeiros mandatos de FHC e Lula, os resultados do primeiro são mais expressivos porque a estabilização da moeda melhorou a vida da população como um todo, enquanto a gestão Lula obteve melhora mais significativa para as populações mais pobres. Outro ponto que reduz os méritos do governo Lula é que o Bolsa Família trata-se da unificação e ampliação de programas lançados no segundo governo FHC. Ou seja, os méritos do Bolsa Família são também do governo FHC.

Quem se saiu melhor?  FHC

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POLÍTICA EXTERNA

Ambos os governos tiveram importantes atuações na política externa. Ambos os presidentes viajaram bastante e aumentaram o prestígio do Brasil no cenário mundial. FHC chamava atenção por ser um intelectual. Lula chama atenção por seu um ex-metalúrgico. Lula, no entanto, conseguiu mais prestígio, pois o Brasil da década de 2000 subiu na escala de importância no mundo globalizado, principalmente após a crise do final de 2008, quando os países ricos, pela primeira vez na história da humanidade, jogaram para os países emergentes a responsabilidade de atenuarem os efeitos da crise mundial, já que estes países vêm mantendo taxas de crescimento muito superiores ao mundo desenvolvido nas últimas duas décadas. Na época de FHC, o G8 decidia tudo sozinho. Na era Lula, surgiram o G14 e o G20, nos quais o Brasil participa ativamente.

Até o final de 2008, Lula se tornou uma espécie de xodó entre os líderes mundiais. Nos dois últimos anos, no entanto, Lula tem perdido sua grande popularidade internacional pelos equívocos no episódio Honduras, na visita à Cuba, quando ignorou o apelo de presos políticos em greve de fome; ao visitar alguns dos mais sanguinários ditadores africanos e, mais recentemente, no apoio ao programa nuclear iraniano.

Entre os nossos vizinhos sul americanos, o desempenho do Governo do PT não tem sido melhor, pois nosso país tem sido desafiado sucessivamente pelos nossos vizinhos, que contam com a total complacência do Governo Lula. A começar pela Argentina, que tem descumprido acordos de livre comércio, sobretaxando produtos brasileiros, a Bolívia nacionalizou uma refinaria da Petrobrás; o Equador expulsou do país uma construtora Brasileira (contratada com dinheiro do BNDES); o Paraguai que conseguiu aumentar em 300% o preço da energia vendida ao Brasil e até a Venezuela de Hugo Chaves tem falhado na sua contrapartida para a construção de uma refinaria em Pernambuco.

Um viés a favor de Lula nesta área são seus esforços no sentido de derrubar barreiras alfandegárias aos produtos agropecuários brasileiros.

Na primeira versão que escrevi desta comparação, havia dado ponto para o Governo Lula neste quesito.  Diante dos últimos equívocos, no entanto, não tenho como manter a mesma posição.

Conclusão:

Os cenários são bem distintos. Os países do primeiro mundo caíram alguns degraus no cenário mundial, ao passo que os países emergentes subiram alguns degraus. FHC era apenas um coadjuvante na década de 90. Lula figura como mais um protagonista no cenário mundial, principalmente por fazer parte dos BRICs, grupo dos principais emergentes de onde se destaca a China. Portanto, a política externa brasileira da era Lula cresceu em importância, mas errou bastante ao se comportar de forma passiva diante das audaciosas investidas dos vizinhos sul americanos e de forma ativa ao se aliar a figuras autoritárias.

Quem se saiu melhor?  FHC

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LEGADO ÉTICO

Ambos os governos decepcionaram seus eleitores do ponto de vista ético. Além das várias denúncias envolvendo personagens de diversos escalões do governo e até de familiares (a filha de FHC x filhos de Lula, por exemplo), ambos os governos praticaram o fisiologismo político, os quais se cristalizaram nos escândalos da compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição, no governo FHC, e no escândalo do Mensalão, no governo Lula.

Outro ponto que depõe contra o PT é o discurso desonesto que tenta desqualificar o Governo FHC com comparações descontextualizadas e a falta de humildade em não reconhecer os erros do passado quando combatia políticas que hoje defende. Ao invés disso, o presidente Lula e, por extensão o PT, adotaram a tática de radicalizar o discurso, dividindo o país entre os “contra” e “a favor” ao presidente Lula (direita e esquerda), uma tática semelhante a de Hugo Chaves, na Venezuela.

O Presidente ainda cometeu graves desvios éticos ao diferenciar cidadãos de primeira e segunda classe no episódio Sarney, ao ameaçar o Ministério Público com uma suposta “castração de poderes”, ao desobedecer à legislação eleitoral e ao negar a existência do Mensalão por seis anos, uma vez que finalmente admitiu a sua existência ao STF.

Ao conquista uma popularidade de 80%, o presidente Lula perdeu a inédita chance de, em um fim de mandato, promover uma reforma política para evitar o fisiologismo verificado nos dois governos. FHC pelo menos teve a desculpa de se aliar ao PFL para poder aprovar as reformas que possibilitaram o “sucesso” do governo Lula. O governo do PT, no entanto, não fez reformas. Portanto, não precisava se rebaixar tanto ao fisiologismo do PMDB.

Conclusão:

A decepção com o PT foi mais desastrosa, pois o partido era uma das últimas esperanças do povo brasileiro de uma política ética. Tal desilusão, portanto, afastou muita gente da política e salientou o ditado popular de que “político é farinha do mesmo saco”.

Quem se saiu menos ruim?  FHC

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CONCLUSÃO FINAL

Embora os números do governo do PT sejam bem mais expressivos, o governo FHC tem os maiores méritos, pois criou as condições macroeconômicas para o crescimento consolidado na era Lula.  A FHC coube o ônus de implementar reformas impopulares em um período de grandes turbulências, onde teve que enfrentar sete crises internacionais com uma economia extremante frágil e dependente dos capitais especulativos. O governo Lula, além de não implementar uma única medida macroeconômica, pegou seis anos e meio de crescimento ininterrupto, com as maiores médias de crescimento mundial dos últimos 30 anos, o que influiu diretamente no progresso verificado na economia brasileira, que bateu sucessivos recordes de arrecadação. Lula pecou também por não prosseguir com as reformas (certamente por serem impopulares). Das seis reformas pendentes e prometidas em seu discurso de posse (ainda no primeiro mandato), Lula não conseguiu implementar uma única nos dois mandatos. Além do mais Lula vai terminar o segundo mandato com a dívida interna triplicada, apesar do bom momento da economia mundial e da queda do dólar em todo mundo. Com o crescimento da dívida, o governo Lula pagou em sete anos de governo mais de R$ 1 trilhão em juros. Ou seja, um valor superior ao total da dívida interna deixada por FHC. Com uma dívida tão gigantesca, mais do que nunca o Governo Lula deveria ter um compromisso com a redução de gastos públicos. Mas, ao contrário, o governo Lula tem aumentado os gastos a cada ano, reduzindo cada vez mais a capacidade de investimento do Estado e empurrando a conta da rolagem da dívida para os próximos governos.

344 Responses to Comparação Lula x FHC

  1. Aline Lira says:
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    Faltou dizer que FHC deu de presente nossas estatais para os sanguessugas!
    • Murilo says:
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      Muito bom o seu blog. Para ele ficar mais com a cara do dono, no alto da página deveria ter um tucano, com as garras afiadas, preparando para atacar a Petrobrás, por exemplo…o que acha? ah, sua mente seletiva tucana faltou contar alguns “detalhezinhos” sórdidos: algo como FHC ter triplicado o déficit público e em uma crisezinha qualquer, como a do México ou da Rússia, ter elevado os juros para 46%. Faltou também escrever que o (des)governo FHC simplesmente aumentou em mais de 10 pontos percentuais a carga tributária brasileira…
      • 18
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        Murilo, vou desconsiderar suas provocações. Quanto aos números da era FHC, qualquer um que estivesse no governo não faria muito diferente. As “crisezinhas” que vc citou, ao contrário da única crise que Lula pegou, provocou uma saída em massa de dólares do país, elevando a cotação da moeda americana e desvalorizado o Real. Num contexto desses não existe mágica, amigo. Ou o governo torrava dinheiro para segurar o câmbio ou deixava fracassar mais um plano econômico na tentativa de vencer o inimigo número um de todos os governos desde o fim da ditadura: a inflação. Por isso os déficts que vc citou. Lula, na única crise que pegou, não houve fuga de capitais (até porque não tinham para onde fugir, uma vez que, pela primeira vez em décadas, o primeiro mundo todo entrou em crise); também não precisou queimar reservas, pois o dólar que já vinha se desvalorizando em todo mundo (que fique bem claro que não é mérito de Lula); e, ao contrário de FHC, não precisou aumentar juros. Ao contrário, foi forçado a baixar os juros que já deveria ter baixado desde início do governo. Mesmo com um cenário tão favorável, Lula vai terminar seu mandato multiplicando por três a dívida interna astronômica deixada por FHC. Para quem vivia esbravejando contra a especulação financeira, Lula não só não a combateu, como a incentivou ainda mais ao retirar as taxações dos estrangeiros. Sugiro que leia a série de artigos “Lula e a dívida pública”, principalmente o próximo que vou publicar no sábado, 26, onde vou mostrar mais uma mentira deslavada deste governo. Ah, quanto à carga tributária, FHC aumentou porque havia défict devido ao sobe e desce da economia que enfrentou sucessivas crises, além do mais a economia brasileira não tinha empresas fortes e competitiva com hoje (Vale, Embraer, Ambev, etc.). O PT, não só não reduziu como ainda aumentou o que já estava alto. Se tivesse aproveitado os seis anos e meio de crescimento mundial e sem crises não só poderia ter diminuído a carga tributária, quanto a taxa Selic, poupando-nos de bilhões e bilhões de juros da dívida pública e da necessidade da criação de um programa de aceleração artificial do crescimento (PAC) devido a incapacidade de crescer em um ritmo de pelo menos a metade da média dos demais Brics. Os recursos do PAC vc sabe de onde o Governo está tirando, né? A conta, claro, vai para o sucessor.
        • anônimo says:
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          boa parte do aumento da dívida interna se deveu aos títulos emitidos para securitizar as dívidas dos bancos públicos, que foram estatizados como parte da Lei de Responsabilidade Fiscal. como o governo Lula continuou a privatizar os bancos públicos, e como oficialmente reconheceu que a LRF foi boa e que errou ao ter sido contra, nenhum petralha pode falar do aumento da dívida pública durante a era FHC – mesmo porque com Lula ela continua a aumentar.
        • DANIEL ALVES says:
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          Amilton me desculpe , mas não tem como querer comparar o governo de lula ao de fhc. Faça uma pesquisa para escolher o próximo presidente numa suposta eleição entre fhc e lula ,e verá uns 90% de votos a favor de lula, FHC não é concorrente á altura para lula , nem obama seria. Então meu caro engula Lula fazendo o seu sucessor(a) a ministra Dilma Roussef sem maiores esforços , enquanto o psdb de fhc e Serra vão tentar criar escândalos e dossiês para temntar desarmonizar Lula com o povo, essa estratégia eu já vi e saiu pela culatra. Vou deixar um conselho para o psdb, não gaste seu tempo criticando o governo, DEIXA O HOMEM TRABALHAR,TÁ TUDO ANDANDO DIREITINHO……..NÃO TEM PORQUE MUDAR. VOTE DILMA ,EU E LULA RECOMENDA . FUI!REPETIDO TUCAIADA
          • 18
            2
            Meu caro Daniel, Numa coisa vc tem razão. A incompetente oposição tucana vai mais uma vez ser derrotada. Porém isto não é motivo para comemoração e sim de preocupação. Graças a pessoas como vc, o populismo vai ganhando força por aqui até que um monte de “merdas” se sobreponham e uma nova crise venha a mostrar o que vcs não podem ver agora, algo semelhante ao que acontece agora com o amiguinho de Lula, Hugo Chaves. Lembra de alguns anos atrás quando a Venezuela crescia a 9% e os fanáticos por Lula o idolatravam? Se este debate ainda existe, é porque algumas pessoas como eu não suportam a falta de ética de alguém que no passado se dizia contrário a tudo que faz hoje e tem ainda a cara de pau de, depois de tudo isso, de desconstruir a imagem de seu antecessor e se apoderar das suas conquistas. Se Lula tivesse um mínimo de ética, ele hoje deveria ser amigo de FHC e lhe agradecer por ter assumido o ônus das reformas que fez na economia brasileira, as quais Lula colhe hoje os frutos. Como não tem, então continua desqualificando seu antecessor da maneira mais eficiente possível: comparando os números do governo atual com do anterior. O povão que não sabe nada de economia e que atribui ao presidente tudo de bom ou de ruim que acontece com o país, claro, engole tal discurso de maneira incondicional. Me orgulho de fazer parte de uma parcela da população que vê também nas entrelinhas, e não apenas o que é mostrado pelo marketing eleitoral. Seja petista, mas não seja doutrinado.
          • Abbud says:
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            Amilton, vou discordar de voce quanto ao prognóstico da próxima eleição presidencial, acreditar que Dilma irá vencer é não acreditar na capacidade de indignação das pessoas como voce e eu, força motora de qualquer mudança na sociedade. Volto a dizer que aprovação de um governo é irrelevante para uma eleição, eleição é comparação e não aprovação. Prefiro ficar com o resultado da ultima eleição, aonde observamos claramente a vitoria de Alckmin em São Paulo, todos os estados do SUL e diversas capitais Brasil a fora. Ou seja, quanto mais esclarecido menos se vota em LULA, e só pessoas esclarecidas podem formar opinião. Daniel, governos populistas são por natureza populares e neste ponto não há comparação mesmo com FHC, devemos comparar LULA com GV: Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador Um foi conhecido como o pai dos pobres, o outro quer ser o filho do Brasil Se fossemos trazer para o presente, poderiamos comparar LULA com Chaves, Fidel, Evo Morales ou Kichner, todos presidentes de países que vão de vento em poupa não é mesmo? Menos o Brasil graças a uma herança maldita! Abraços
          • 6
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            Amigo Abbud, Gostaria muito de ter seu otimismo. Acho a tarefa do PSDB muito difícil, pois tem que lutar contra um marketing poderoso, além de tentar contextualizar dados que o Governo vai usar e abusar de forma desonesta, aliás como tem feito até aqui. Se o Aércio entrasse de fato na campanha de Serra talvez… No entanto, o Governador mineiro não tem demonstrado muito compromisso com o partido, nem com as idéias que acreditamos. Assim realmente fica difícil. Abraço,
    • Tariq Mustapha says:
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      Por isso que você tem uma linha telefonica hoje… pois não teria competencia para pagar cerca de R$ 15.000,00 em uma linha de empresa “pública”.
    • Pedro says:
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      Sangues-sugas? 2 exemplos: Vale do Rio Doce: Estatal 10 mil funcionários, dívidas, sucateadas. Hoje, +60mil funcionários, superavitária, rende muito mail em impostos do que em dividendos da éra estatal, globalizada (um das maiores do mundo) etc, etc, Sistema Telebras: Estatal: U$3000 e dois anos para ter uma linha. Hoje: nem é preciso falar, é? Agora, o mais importante – para todos – é entender que os governos FHC e Lula viveram momentos diferentes e um deles (FHC) foi a base para o sucesso do governo do outro. Por outro lado, vemos rancor e falta de humildade, além, é claro, de se apossarem de feitos do governo anterior sem dar o mínimo crédito. É isso ai. Parabens pelo belo artigo. Apesar de ter um pequeno viès pró-FHC (eu também tenho), é muito esclarecedor. Abs
    • Felippe says:
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      1
      As estatais privatizadas e capital aberto, estao figurando entre as maiores do mundo, gerando emprego e arrecadando muito em impostos, ja as estatais na mao de Lula, são moeda de troca por apoio politico e palco de escandalos de corrupçao protagonizado pela “companherada do PT”
  2. visaopanoramica says:
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    Ok, Aline. Vamos escrever um post específicos sobre o tema em breve!
  3. Anne Dantas says:
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    Acho que faltou um item muito importante e que Lula daria de goleada: investimento em energia, principalmente os biocombustíveis
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      Anne, vc tem razão. De qualquer forma, este é mais um exemplo de políticas que dependem de uma boa conjuntura macro-econômica favorável. Mesmo que FHC quisesse não teria como investir em novas usinas, pois em sua época os recursos eram escassos e o país não tinha mais capacidade de endividamento.
  4. Clécio says:
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    Por mais que vc tente desculpar o governo FHC, a verdade é que hoje o povo está mais feliz, nunca se vendeu tanto carro, nunca se comprou tanta geladeira, TVs, computadores, etc. Podem choramingar. Pois esta já é de Dilma!!! Em 2014 é Lula lá, de novo!!!!! Chora tucanalha!!!!!
    • 5
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      Clécio, vc é um perfeito exemplo de como a população compara os dois governos. Ou seja, sem levar em consideração as realidades enfrentadas por cada um, olhando apenas para o seu dia-a-adia.
      • Lukas says:
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        Acontesse que a maior parte do Brasil é pobre, e pobre não é sinonimo de ignorante. E o Lula governa para os pobres e não para os ricos. E o resultado está aí: Lula eleito a pessoa mais influente do mundo. Falam das viagens do Lula e falam que o FHC nao tinha dinheiro para fazer acontecer!? Vocês lembram qual era o apelido do Fernando Henrique Cardoso? Era: Viajando Henrique Cardoso. Vcs, tucanos, só souberam botar as sujeira pra debaixo do tapete e o Lula não, o Lula vai e faz; quem não deve não teme, pq vcs temeram tanto as CPI’s, a ponto de engavetar qse todas? Não há comparação a se fazer. Vocês querem ir de encontro aos fatos, aos números; está na cara de todo mundo, e a maioria sabe e reconhece isso; apenas alguns sujos do PSDBestas e DEMoníacos ainda insistem em ficar apelando, inventando coisas, “endeusando o diabo”, só vcx mesmos, perdedores q fizeram o Brasil parar no tempo e venderam o país, só não venderam a amazonia pq faltou tempo.
        • 6
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          Lukas, Corrigindo: Lula não foi eleito “o mais influente do mundo” e sim consta na lista das 25 pessoas mais influentes do mundo, o que não necessariamente significa uma coisa boa, pois Hitler foi o mais influente da sua época, assim como o canastrão Chaves é um dos mais influentes de hoje, etc, etc. De qualquer forma, a citação mostra que nosso país ascendeu no cenário mundial, principalmente depois da hecatombe econômica do primeiro mundo. Sobre as viagens, vale lembrá-lo que quem mais criticava as viagens de FHC era o PT. Pois bem, no governo Lula conseguiu a proeza de passar 90% do seu tempo fora do seu gabinete. Em oito anos de FHC foram gastos R$ 58 milhões, amplamente criticados pelo PT. Lula, em sete anos, gastou R$ 584 milhões apenas com viagens! Isto sem falar na compra do “Aerolula”. Quanto as CPIs, vale lembrá-lo que o PT de hoje nem de longe lembra aquele PT do passado que só falava em CPIs. No governo, o PT montou uma “tropa de choque” para esvaziar CPIs. Lembra da comissão de ética formada só por senadores biônicos patrocinada pelo governo? Lembra de Lula dizendo que não sabia do mensalão. Pois bem, há exatos seis anos depois de receber um questionário da justiça sobre o assunto, só agora Lula finalmente respondeu. E sabe qual foi a resposta: que SABIA DO ESQUEMA, isto depois de passar todo este tempo negando e, mais recentemente, atribuindo a história do mensalão a um “golpe da direita”. Três crimes: 1) mentiu descaradamente quando negou; 2) Sabia e não tomou providências, prevaricou; 2) Calunia, pois acusou a oposição da susposta “armação” do mensalão. Em um país com memória e com um senso ético mais apurado a confissão poderia levar até a um impeachment. Mas como ninguém mais tem coragem de brigar com Lula, fica tudo por isso mesmo. Vc chegou a ver alguma coisa na imprensa sobre este importante assunto? Pois é, todos estão amedrontados com a pupularidade cega dos eleitores de Lula. Brigar com eles certamente não é bom negócio. Portanto, moderação no seu entusiasmo, amigo, pois quase sempre a história real é bem diferente daquela que nos contam.
        • Pedro says:
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          Deus do Céu! Você relamente leu o artigo? A história relamente é relamente diferente, e espero que mude, pois não quero imprensa amordaçad (isto incluiria este Blog), Amigos ditadores morando aqui, proteção é terroristas (inclusive de outros países). O que precisamos é de um governo sério. Cadê as reformas? Assim que o mundo desacelerar, não vai ter um FHC que fez todo o trabalho pesado. O Brasil vai cambalear meu amigo e espero que você releia o que escreveu…
    • Murilo says:
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      Clécio, gostaria de lhe falar que não se houve tantas busca de automoveis como no Governo de Lula. Esse falso estimulo a compra é prejudicial, até porque não há certeza no crescimento economico. Essa polita adortado por Lula já foi adota nos EUA e vaja o que aconteceu!!!!!!
  5. Ronald says:
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    Que grande conversa fiada essas comparações, Lula já provou que administra muito melhor. Fez relações internacionais como ninguém neste país! FHC queria era entregar todo o país nas mãos dos seus, isso sim! Sou morador de Volta Redonda e este tal de FHC deu toda a cidade de presente pro comprador da CSN. Áreas de lazer, florestas, absolutamente tudo! Sugiro alguns temas: Instituto FHC e verbas públicas. Instituto FHC e investimentos em bancos( Até onde sei é proibido). Instituto FHC e suas relações com a SABESP do José Serra. Abraços a todos!
    • 4
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      Ronald, os títulos deste artigo foram escolhidos conforme suas relevâncias. Certamente Lula levaria vantagem em muitos outros itens não presentes aqui, principalmente se estes outros itens dependem exclusivamente de recursos, requisito escasso na era FHC e abundante na era Lula. Mas o mais importante deles é sem dúvida o primeiro (Políticas macroeconômicas), requisito básico para um crescimento sustentável. Neste item principal, o Governo Lula deve quase tudo que conquistou ao governo FHC. Sobre as privatizações, a maioria foi bem sucedida. A CSN que vc citou foi comprada pela Vale e é hoje a segunda maior mineradora do mundo, sendo responsável por uma grande fatia da arrecadação do governo Lula
  6. Marcos Coimbra says:
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    0
    O maior erro de Lula, além da crise ética que ele jogou a política brasileira, foi não baixar as taxas de juros. Não me lembro onde, mas vi uma projeção de que o Brasil teria economizado pelo menos 350 bilhões no pagamento de juros da dívida interna, caso o governo tivesse iniciado uma trajetória de queda dos juros já a partir do segundo ano de governo.
  7. Jairo Pereira says:
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    Já perceberam que petistas não sabem argumentar? Será que se espelham no “analfamãedepaiebeto” seu chefe? Os caras só vociferam! Não tem lado. Não conhecem o meio termo… Concluí que não vale a pena conversar com petistas. Vejam que bela comparação feita acima. Mostrou o positivo e negativo de cada governo. Mas os petistas doentes acham que Lula é a “santidade” e jamais pode ser criticado! Eu critico! Sim, critico a omissão de Lula ante o Mensalão. Critico a aliança espúria e fisiologista com Sarney e Collor. Critico o enriquecimento estranho e rápido do Lulinha que não é alvo de investigação da honrosa Polícia Federal… (porque será?). Critico esse “mar” de comissionados admitidos sem concurso público ganhando fortunas. Critico o “roubo” dos projetos sociais de FHC que mudaram de nome… Critico as incontáveis medidas provisórias que travam o Congresso. Por fim, critico as promessas nunca cumpridas de campanha do sr. Lula e a enorme quantidade de mentiras deslavadas propaladas pelos petistas em sites e blogs de araque! Deus tudo vê. Tudo ouve. E a máscara do PT cairá um dia. Tão certo como dois mais dois são quatro.
    • Christian says:
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      Meu caro, acredito que vc. tenha que ler um pouco mais e analisar os números de cada governo. Hoje, discutimos o PAC, se vamos investir em um trem de grande velocidade ou em Metrôs ? Na era FHC, onde foi investido o dinheiro público ? Vc. poderia listar alguma obra de infraestrutura do governo FHC ? Se eu não estou enganado foi neste governo que tivemos que restringir o crescimento devido a falta de energia… Qual o balanço entre o dinheiro que ‘entrou’ nas privatizações e o que foi investido no país ? Este papo de que a realidade era muito diferente entre os 2 governos é uma mera justificativa para os desastres proporcionados pelo FHC, os quais pagaremos por muito tempo ainda (afinal, estamos patinando desde a saída dos governos militares – os últimos a investir em infraestrutura…)
      • 4
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        Meu caro Cristian, não se iluda com os factóides eleitoreiros do PT. Primeiro, porque são muito menores do que o Governo tenta mostrar (o PAC, por exemplo, não completou nem 7% do que foi alardeado há três anos atrás – o mesmo vale para “Minha casa, minha vida”, Pré-sal, etc. ); segundo porque os recursos para tais projetos estão sendo todos empurrados para a dívida pública (coitado do sucessor!); terceiro, porque o PT pegou um cenário extremamente favorável, sem se preocupar com inflação e reformas estruturais na economia (ver comentário 20, logo abaixo, que vc encontrará respostas para a maioria dos seus argumentos). Quanto ao dinheiro das privatizações da era FHC serviu para amortizar o crescimento da dívida interna decorrente do esforço em segurar o cambio em uma época em que a inflação ainda era um fantasma e um empecilho para um crescimento sustentável e duradouro. Daí o porquê da falta de investimentos desde os governos militares como vc mesmo citou, pois foi a partir do fim do governo militar que a inflação surgiu segurando nosso crescimento. Vários governos tentaram e não conseguiram derrotá-la. Só a partir do Governo Itamar Franco é que podemos finalmente iniciar um ciclo de desenvolvimento que, infelizmente, foi interrompido por sucessivas crises internacionais. E já que vc falou em “herança”, sugiro que leia a série de artigos “Lula e a dívida pública” e veja que as coisas não estão indo assim tão bem como vc pensa. Uma pena, pois o PT teve muita sorte ao pegar um cenário tão favorável e poderia hoje estar investindo realmente na melhoria do país se tivesse se preocupado em controlar os gastos e as dívidas. Por pensar mais nas eleições que com o país, Lula vai entregar ao sucessor um país com mais da metade da arrecadação comprometida com dívidas! Como pode ver, parece que quem está precisando ler um pouco mais é vc.
    • Bruno Thiesen says:
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      Jairo Pereira: Chega a ser cômico seu comentário. Criticas os petistas, afirmas que não conhecem o meio termo, elogias a comparação que mostrou o lado positivo e negativo de cada governo, chamas os petistas de doentes, e afirmas que para eles, o Lula é a “santidade” e jamais pode ser criticado! Logo em seguida, a máscara cai, e tudo o que criticavas nos petistas tu destilas em seu comentário, exclusivamente de críticas ao governo Lula… É… não consegues, por mais que possas ter tentado, ser isento e centrado, demonstrando que tudo não passou, à exemplo do que querias criticar, uma relação de amor e ódio… como todas as demais. Para ti, o que o Lula faz, é errado (independentemente do que for), ao mesmo tempo que tudo o que FHC fez, estava certo! Parabéns! És muito imparcial, e o que escreves é de grande interesse para todos, hehehe…
  8. Gerd says:
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    Muito boa comparação, mas tenho um reparo importante. É na questão educacional. Você adequadamente identificou os pontos fortes de cada governo: no de FHC, a universalização (sem qualidade) do ensino fundamental e grande ampliação do ensino médio; no governo Lula, a massificação (sem qualidade) do ensino superior. A pergunta a se fazer é: era isto que se deveria fazer? Quanto a FHC, penso que, em parte, era. Talvez a universalização poderia ter sido conduzida com maior qualidade, mas sem dúvida era o ingrediente essencial naquele momento. Esta conquista, que precisava ser mantida e fortalecida, tem sido corroída, como você mesmo notou. O passo seguinte teria sido, a meu ver, a universalização da pré-escola, pré-requisito para uma escolarização mais consistente, e o reencontro da vocação do ensino médio, entre fortalecimento do ensino profissionalizante e uma formação analítico-científica que nos falta. Pouco disto aconteceu. Sem tirar méritos do ProUNI, havia coisas mais urgentes e mais relevantes para o progresso do país. O pior de tudo isto é a postura anti-intelectual do presidente. Uma fala desastrada do Lula exaltando sua própria ignorância, seu asco à leitura, jogam no ralo bilhões de reais investidos em educação, pelo exemplo negativo dado aos estudantes.
  9. Aline Leal says:
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    Sobre a comparação da educação, sugiro o seguinte artigo. http://www.eagora.org.br/arquivo/As-falhas-da-educao/ Segundo o IPEA, baseada em dados oficiais, é a seguinte, Lula gastou menos e pior do que FHC. Pulverizou recursos sem foco definido e transformou em bandeira eleitoral uma proposta, o Fundeb, que na verdade é um cheque sem fundo
  10. petrafan says:
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    FHC deu as estatais? a CPI das privatizações não foi adiante porque o PT não quis. petistas não podem mais levantar essa bandeira furada. relações internacionais? piada. Lula conseguiu fazer o Brasil ficar associado ao que há de pior em termos de política internacional: Líbia, Cuba, Sudão… sem falar nas sucessivas e vergonhosas derrotas nas indicações de brasileiros para órgãos internacionais. uma boa comparação: Lula concedeu à China o status de economia de mercado em troca de praticamente nada. FHC instituiu a gestão de contenciosos na OMC.
  11. Henrique says:
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    Análise tendenciosa pró FHC escancarada…
  12. Henrique says:
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    Ok vamos lá. Questão primeira, se vcs responderem de forma satisfatória a essa irei expor as demais. Reconheçamos primeiramente que o tripé da politica economica brasileira foi criada em 1999. Superavit fiscal primario, metas de inflação e regime de cambio flutuante. Esse pontapé inicial orientou e orienta a politica economica atualmente. Como explicar portanto como dois governos utilizam os mesmos mecanismos de politica economica e um possui resultados exponencilamente superiores ao outro? Simples. Competencia. Enquanto o primeiro sempre alardeou ser o governo da gestão e do liberalismo, produziu resultados pífios. O crescimento da economia internacional não justifica quaisquer contrargumentações, afinal o componente exportações não foi ampliado somente pelo aumento da demanda internancional, mas tambpem pela prevalencia no atual governo de se dar prioridade ao acordos Sul-Sul, do que a politica subserviente e vassalar que só se mantinha orinetada pelos EUA. As exportações cresceram de 60 para 200 bilhoes de dólares, mais de 200% em 6 anos, enauqnto a economia internacional cresceu a uma média de 3% ao ano no mesmo período. Explique essa questão também. Politicas de transferencia de renda como o Bolsa família, ampliararm e aqueceram a demanda interna em rincões de pobreza. São 11 milhões de famílias consumindo e fazendo circular a produção. Ampliação do salário mínimo. FHC deixou o governo com um salário mínimo de pouco mais de 100 dólares, 200 reais na época, hoje o salário mínimo é de 250 dólares, hj 465 reais. A renda média do trabalhador é outro componente de aquecimento de demanda interna, principal fator hj de crescimento do Produto Agregado brasileiro. Portanto o amadurecimento da economia no atual governo não é produto de forças fortuitas e ocasionais como o texto sugere.
    • 3
      0
      Se vc fizer uma comparação entre os dois mandatos de Lula até o período pré-crise vai ver que o segundo governo teve resultados bem mais expressivos (assim como é natural o governo Lula tenha números mais expressivos que os de FHC). A trajetória do PIB é crescente desde o crescimento pífio dos primeiros anos do governo, acelerando a cada ano até chegar ao ano da crise em 2008 quando o país iria ter o crescimento recorde da década de 6.5%. E aí deu no que deu: crescimento zero ou muito próximo de zero no ano seguinte. Se vc fizer a mesma analise do PIB da era FHC vai ver que, ao contrário da era Lula, o país nunca conseguiu passar mais de dois anos sem uma crise internacional (e isto não é culpa do governo). Como resultado, os gráficos do PIB da era FHC são irregulares. Um ano cresce a 4%, no seguinte vai perto de zero, depois recupera dois pontos, depois cai novamente, etc. Ou seja, a primeira diferença que explica o bom cenário que vc citou são os seis anos e meio de crescimento initerrupto da economia brasileira e mundial, sem crises. O Brasil pôde, portanto, sair do circulo vicioso das crises e entrar no circulo virtuoso do desenvolvimento. Este viria com Lula ou sem Lula no governo, da mesma forma que as crises anteriores. O segundo ponto é que o governo Lula é o primeiro, desde o final dos anos 70, que começa a governar sem ter o desafio da inflação como principal inimigo a ser vencido. O governo FHC teve que concentrar todos os esforços para segurar a moeda em meio às sucessivas crises internacionais. Muitos países quebraram nestas crises. O Brasil chegou bem perto, mas conseguiu preservar o grande legado da era FHC: a estabilidade econômica, requisito básico para o desenvolvimento verificado na era Lula. Além do mais, houve uma valorização das comodities no mercado internacional, o que elevou nosso saldo comercial, que, por sua vez, contribuiu para o aumento das nossas reservas internacionais. O que vem em seguida já é fruto deste ciclo de desenvolvimento. O crescimento do PIB propiciou um aumento gradativo da arrecadação. Com mais dinheiro, o governo pôde investir mais em todas as áreas, inclusive no Bolsa Família, o outro nome dado por Lula aos bem sucedidos programas criados no Governo FHC, uma saída honrosa para o fracasso do Fome Zero. No entanto, o que o Governo Lula deveria ter feito e não fez foi baixar os juros altíssimos da era FHC, além de iniciar uma trajetória de queda da carga tributária. Caso tivesse feito isso, teria economizado mais de 300 bilhões de juros e não precisaria lançar PAC para acelerar o crescimento de forma artificial. Quanto ao salário mínimo, o aumento não é tão expressivo quanto vc imagina. Durante os 8 anos do governo FHC o salário mínimo aumentou 150% (de 80 para 200 reais). Até o final do governo Lula o salário mínimo terá aumentado 170 ou 175%. Claro que em dólar, hoje o mínimo vale muito mais. Porém, observe que, ao contrário da era FHC, quando o dólar apenas se valorizava, na era Lula o dólar tem caído a cada ano em todo mundo (e isto também não é mérito de Lula). Como vc pode ver, não dá para comparar os dois governos como duas realidades estáticas. O que Lula conseguiu tem muito a ver com o que foi plantado antes, com o cenário mundial e com o aumento da competitividade das empresas nacionais. Lula poderia feito muito mais se pensasse mais no país e menos nas eleições. Sugiro que leia o artigo “Contextualizando o Governo Lula“.
  13. Carlos says:
    1
    4
    Meu amigo, Tá difícil de enxergar as “condições macroeconômicas” que vc fala. Só vejo macrodestruição em tudo em que o FHC tocou o dedinho. Para se ter uma melhor noção das maiores perdas que essa Nação já teve, não devemos olhar apenas FHC e Lula, mas temos que recuar e ver como FHC recebeu o país do Itamar: tinha reservas cambiais, moeda estabilizada, dólar estabilizado, dívida pública em torno de 38% do PIB. Ai vem o FHC e torra as reservas para manter o real a US$ 1,00 (para se reeleger), dilapida o patrimônio público e deixa a dívida pública em torno de 78% do PIB. Me responda essa mágica: para onde foi a riqueza do Brasil?? Se o Brasil fosse uma empresa americana, e apresentasse esse resultado, FHC estaria preso (isso sem falar do golpe político de instituir a reeleição e já usufruir da mudança). Não sou petista, e acho que todo mundo deve ter a liberdade de ter suas opiniões políticas, mas aconselho a você a usar outros argumentos para defender o FHC. Sei lá, diga que ele é bonito, tem diploma de doutor, fala “ingreis”, etc…. mas não entre na seara econômica, é suicídio….. Abs, Carlos
    • 2
      0
      Olá Carlos, mais importante que os números em si é ver o que cada um dos governos fez ou poderia fazer em cada situação. Como já disse antes, desde o final da ditadura militar, todos os demais governos assumiram com o principal objetivo derrotar a inflação. O plano Real, implantado no Governo Itamar Franco, conseguiu conter a hiperinflação num primeiro momento, mas não conseguiu sepultar a inflação. Faltava muita coisa a fazer, entre elas desindexar a economia e reequilibrar as contas que foram desestruturadas com a supervalorização do Real, além dos déficts cambiais crescentes decorrentes principalmente do processo de abertura da economia. O problema é que isto ocorreu em uma época de grandes instabilidades, onde muitos países emergentes quebraram (chegamos muito perto disso). Veja que no primeiro ano de FHC estourou logo a crise do México, que provocou fuga de capitais, mais pressão inflacionária e exigiu do Governo a elevação dos juros para evitar a desvalorização do Real, o que poderia significar o fim do Plano Real. Daí o endividamento ao qual vc se refere. FHC errou ao implantar as bandas cambiais tardiamente e fez a maior burrada de sua vida ao criar a famigerada reeleição. Se tivesse deixado a coisa correr naturalmente, talvez Lula tivesse ganhado as eleições de 1998, o qual teria então se defrontado com quatro crises internacionais com uma economia ainda em processo de estabilização. Não existe mágica em economia, amigo. Lula teria se queimado da mesma forma que FHC se queimou, pois o termômetro da popularidade de um presidente no Brasil é o crescimento da economia e controle da inflação (esta última cada vez mais esquecida). FHC poderia então ter voltado em 2002 como um deus e teria ainda mais seu status reforçado com seis anos e meio de bonança e rápido crescimento da economia mundial que Lula pegou. Quanto às privatizações, não se iluda, amigo. No estado de endividamento crescente em que o país estava na década passada, Lula não faria muito diferente. Se Lula hoje privatiza rodovias federais, imagina se resistiria à tentação de reforçar o caixa em US$ 60 bilhões com a venda de estatais que traziam mais problemas do que soluções? O endividamento da era FHC foi o preço que tivemos que pagar para conquista a estabilidade. Infelizmente não podemos dizer o mesmo do Governo Lula, que poderia ter economizar centenas de bilhões se tivesse baixado os juros e se parasse de emitir novos títulos da dívida. Mesmo com todo este cenário, vai deixar o país com uma dívida interna triplicada (quase 2 trilhões), depois de ter pago outro trilhão em juros e rolagens das dívidas. Ah, o endividamento recorde de FHC foi de 55% do PIB e não 78%. Abraço.
  14. anônimo says:
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    não entendo o paradoxo de algumas pessoas em relação às privatizações de FHC. Lula licitou campos de petróleo nos mesmos moldes (exceto o pré-sal, no qual estamos andando para trás) e mesmo as rodovias seguiram o mesmo padrão, apenas com diminuição das exigências iniciais, ou seja, as novas concessionárias gastam menos para recuperar as estradas no início e assim podem começar com preços menores de pedágio. até nos bancos Lula seguiu FHC, ao privatizar alguns bancos regionais/estaduais. já no BB ele superou FHC, tendo aumentado de cerca de 8% para 20% o limite de capital estrangeiro com participação acionária. Lula só faz o que FHC já fez.
  15. foralula says:
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    Entre julho de 1994 e abril de 2002 a dívida interna do governo federal (ou seja, o montante global dos títulos emitidos pelo governo) passou de R$ 60,7  bilhões para R$ 633,3 bilhões. Um aumento de R$ 572,6 bilhões, portanto. É muita grana, de fato; os juros respectivos oneram pesadamente o orçamento do governo federal, diminuindo, é claro, sua capacidade de gastar em outros itens. Para onde foi essa montanha de dinheiro? Quais os fatores de aumento da dívida?   1. Primeiro. O governo federal empreendeu, a partir de 1997, um programa de refinanciamento da dívida de estados (praticamente todos) e municípios (especialmente São Paulo). Vários destes, pagando juros de mercado para rolar suas dívidas, estavam perigosamente próximos da insolvência; em muitos casos, lançavam mão de empréstimos obtidos nos bancos estaduais oficiais (apesar disso ser proibido: um banco não pode emprestar para seu dono) e, em decorrência, muitos dos bancos estaduais estavam também em péssima situação. No passado, vários programas de “saneamento” das finanças estaduais haviam sido tentados, a partir de um socorro do governo federal, e o enredo subseqüente era sempre o mesmo: vários estados não conseguiam cumprir os acordos, aumentavam suas dívidas, seus bancos se encalacravam mais. Mas -como o peso político dos governadores e prefeitos endividados, seus deputados e senadores, é grande- o governo federal acabava cobrindo a conta, ou boa parte dela, e muitos estados e municípios continuavam gastando mais do que podiam, calçados por sua influência política (bem no estilo das províncias argentinas). As novidades do programa de 1997 foram duas: primeiro, o governo federal, ao refinanciar as dívidas, fixou normas de comportamento financeiro para os estados e municípios, com penalidades para o não-cumprimento; segundo, veio logo em seguida a Lei de Responsabilidade Fiscal, moralizando de várias formas os gastos públicos, inclusive com a proibição de que o governo federal empreste para os estados e municípios. Para cobrir o refinanciamento das dívidas dos estados e municípios, o governo federal emitiu títulos no montante de R$ 275,2 bilhões. 2. Segundo. O governo resolveu deixar visíveis dívidas latentes, quer dizer, despesas que teriam que ser feitas necessariamente, em decorrência de compromissos assumidos no passado, mas que não eram contabilizadas como dívidas. Um bom exemplo é o Fundo do Compensação de Variações Salariais, nome rebarbativo de uma verba destinada a cobrir a diferença entre o montante pago por mutuários do Sistema Financeiro de Habitação, que têm as prestações corrigidas por seus aumentos de  salário, e o valor da dívida desses mutuários, que é corrigida pela inflação integral, e portanto cresce mais. Na época da inflação alta, a diferença entre esses dois valores podia ser muito grande. No fim do contrato de financiamento, essa diferença é coberta pelo tal Fundo; e o buraco do Fundo é coberto pelo governo federal. Ninguém sabia direito a quanto montavam os compromissos futuros desse tipo, a serem pagos pelo governo federal. Para deixar as coisas mais claras, esses “esqueletos” foram reconhecidos e contabilizados (pelo menos a maioria deles). Como resultado disso, o governo emitiu títulos (por ex.: no caso acima, a Caixa Econômica, credora dos mutuários, receberia títulos correspondentes ao buraco do tal Fundo). Valor total desses títulos: R$ 143,4 bilhões.   3. Terceiro. Os bancos federais, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, foram muito usados, em governos anteriores, para fornecer empréstimos a quem acabava não pagando, a partir de critérios políticos. Por causa disso, esses bancos ficaram, em geral, mal das pernas, especialmente a Caixa. Para fortalecer os bancos federais e torná-los economicamente viáveis, o governo fez várias operações, que resultaram na emissão de títulos no montante de R$ 69,5 bilhões. 4.   Poderíamos ir adiante, mas bastam esses três itens. Se somá-los, veremos que o total (R$ 488 bilhões) corresponde a não menos que 85,3 % do aumento da dívida pública, de 1994 a 2002. Em suma: a expansão do endividamento público, no governo FHC, foi determinada essencialmente pelo objetivo de resolver problemas herdados do passado. O “cassino” do Frei Betto não foi, afinal, criação de um governante malévolo, mancomunado com banqueiros e especuladores… (Aliás essa é outra tolice: supor que quem compra papéis do governo, e ganha com os juros altos, são só sinistros personagens. Se o Frei Betto põe dinheiro em algum fundo de investimento – e se tinha uma conta corrigida, no tempo da inflação alta -, ele também é cúmplice dessa sórdida jogatina…). E cabe lembrar que o que nos diferencia hoje da Argentina, em termos de situação econômica, é, basicamente, o fato de que estamos muito melhor do que eles em dois desses pontos: não temos um conjunto de províncias deficitárias, politicamente poderosas, pressionando irresistivelmente o governo federal, e nosso sistema bancário é sólido (também por causa do PROER – alvo preferido de críticos desinformados -, um programa de bem-sucedido de saneamento de bancos privados que ficaram a perigo, depois do Plano Real). Cabe lembrar também que o que o PT, PSOL, partidos comunistas, base de apoio do governo, fisiologistas, imprensa chapa-branca, chupins e apaniguados do petismo e do lulismo, falam sobre o PROER, como era de se esperar dessa gente, é bem diferente da realidade, visto que o PROER é constituído com fundos das instituições financeiras. Agora, se viesse por aí um presidente, pregando paz e amor, e querendo ser bonzinho com os governadores do peito, à custa da caixa do Tesouro e dos bancos federais, essa nossa superioridade sobre a Argentina poderia se dissolver rapidamente.
    • Márcia Santos says:
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      Ótimos argumentos. FHC se queimou organizando a empresa e, quando esta ia começar da Lucro, aí apareceu o mentiroso e levou para si todos os méritos. Ô paizinho de gente ignorante!
  16. Carlos says:
    0
    5
    Peço desculpas as pessoas, pois como pude perceber, sem querer entrei num grupo de discussão de adoradores de FHC. Os números não mentem, mas as pessoas fantasiam. Falam de uma “crise” que FHC nunca pegou. A única “crise” vivida por FHC, foi criada por FHC, quando colocou o Plano Real (implantado por Itamar) em risco, apenas para colher dividendos políticos. Crise foi a que enfrentamos nos últimos 2 anos (embrionada desde 1999/2001). Sinceramente, o Lula tem um bocado de falhas e equívocos, mas comparado ao FHC ele parece um gênio. Infelizmente as discussões no Brasil hoje estão quase todas contaminadas pelo ranço político. É raro encontrarmos debates realmente técnicos. Até compreendo os receios que haviam em relação ao Lula. Faziam sentido no início(pela grande interrogação do que aconteceria, eu mesmo não votei nele), mas agora, parece pura irracionalidade, o que faz com que o exterior não consiga entender o que se passa com boa parte da imprensa e da sociedade brasileira, que insistem em procurar “chifres em cabeça de burro”. Não conseguem ser pragmáticos, vencendo seus conceitos a priori, numa grande perda de energia e recursos. Procurando factóides para tentar desestabilizar o que, na prática, se mostra consistente. Em suma confirmam o velho dito de que “o pior cego, é aquele que não quer ver”. Boa noite a todos.
    • 2
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      Carlos, ao contrário de vc, votei no Lula em 2002, pois não conseguia entender como FHC tinha conseguido endividar tanto o Brasil. E aí vem Lula e triplica a dívida interna. Para o povão, que não está nem aí para o endividamento, que só vê os factóides do governo e um progresso que tem mais a ver com o processo histórico do que com os méritos do governo, fica realmente difícil entender como existem pessoas que se opõem ao deus Lula. Me oponho sim por vários motivos, principalmente porque percebo a grande oportunidade que perdemos de reduzir nosso endividamento no bom momento econômico que vivemos, alicerçado pela política econômica do governo anterior. Se Lula pensasse mais no país e menos nas eleições, hoje não precisaríamos de PACs para acelerar o crescimento da economia artificialmente e às custas de mais endividamento. Se hoje a maior parte da imprensa não engole mais o Lula é porque os jornalistas acompanham de perto o que o Governo faz e já perceberam o grande mentiroso que é (apesar de omissos em vários aspectos). A admiração que os estrangeiros ainda têm hoje pelo “ex-metalurgico” é porque não conseguem ver a fundo o que realmente está por traz desta grande mentira. Mas não se iluda, aos poucos a máscara já começa a cair. Desde o ano passado já começaram a surgir na imprensa internacional artigos questionando o sucesso do deus Lula. Sugiro que leia o comentário do “foralula” e as séries de artigos “Lula e a mídia golpista” e a “Lula e dívida pública”. Se vc abrir um pouco sua mente e deixar as paixões políticas de lado, certamente vai perceber que seu ídolo não é tão reluzente como vc pensa que é. Como vc mesmo disse, “o pior cego, é aquele que não quer ver”.
      • Luiz Fernando Mendes de Santana says:
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        Prezado, FHC mentiu para o país. Fez campanha para reeleição prometendo 1 real – 1 dolar e acusou Lula de, se eleito acabar com esta “conquista”. Por vaidade faliu o país. Quem tem mais de 40 anos deve lembrar dos ataques especulativos à moeda brasileira, comandados pelo “Grande Brasileiro” Armínio Fraga, à época o principal homem de mercado de George Soros e Ministro da Fazenda do 2o Governo. . FHC elegeu-se graças a boa vontade de Clinton, que indiretamente, fez a submissão do país, via FMI. O famoso tripé econômico foi exigência para avalizar o empréstimo de US$ 41,5 bilhões para um país falido. Além disso perdemos autonomia de investimento. Todo patrimônio estatal deveria ser vendido. Empresas que acreditaram nas promessas do príncipe em 1998, endividaram-se em dólar e quebraram com a desvalorização de 1999. Em relação a investimentos produtivos, o que fez FHC? Nada. Quebrou o setor naval e sua cadeia produtiva. Alienou patrimônio nacional, por 30 moedas. A VALE não volta ao Estado Brasileiro. Foi privatizada, não concedida; Amordaçou a PETROBRAS. E com vergonha do S, tentou adicionar o X, com argumentos risíveis (o X caracteriza empresas tecnológicas). Engenheiros viraram taxistas. Comerciantes, camelôs. Informalidade explodiu. E culminou com o racionamento de energia.O ano 2000 foi bom. O país conseguiu crescer bem, apesar de FHC. Empresários investiram, aumentaram maquinário, acreditaram no “agora vai” e ficaram sem energia. Foram penalizados por acreditar no Brasil e em seu Governante, O partido da gestão e da modernidade confiou em São Pedro. Quando vejo defesas deste Sr. lembro que nem o seu partido o defende. Escondeu-o em 2002. Ignorou-o em 2006. Fez com que seu candidato se apresentasse como a continuação de Lula em 2010. Na verdade as hiperinflações dos países emergentes não interessavam ao novo mundo. Todos os países com alta inflação reduziram seus índices na década de 90.O Plano Real atendeu a conjuntura do Consenso de Washington. E FHC surfou no engodo. Como Lula e FHC são diferentes! O príncipe faliu o país em função do seu ego. Destruiu famílias. E sonhos. Mas satisfez sua vaidade. Lula colocou seu futuro político e do PT na crise de 2008, indo contra todas as receitas ortodoxas dos especialistas que defendiam arrocho e recessão, dizendo aos brasileiros que continuassem com suas vidas, pois esta era a saída para superar a crise de 2008. E todo sucesso do Nordestino deve-se a FHC e ao mundo favorável! Em relação a imprensa me perdoe mas nestes 11 anos de governo petista, quando a imprensa tratou Lula de forma favorável? Apedeuta, Chefe de Quadrilha, Ditador, Mentiroso, Sem preparo, Cachaceiro… Se isto é tratar bem… Enquanto isso a amante do vestal FHC foi escondida em Barcelona (jornalista da Globo). O que a Globo e a mídia ganharam com isto? Lembre-se que a Globo fez pesados investimentos as custas de dólar barato. Telemontecarlo, Parque Grafico. Em Janeiro de 1999 suas dívidas foram multiplicadas por 4… Ai entra a carta na manga. Lula não é Deus. Tem muitos defeitos. Porém não renega sua origem e seu país. FHC tentou transformar o Brasil em caso de aplicação da sua (sua?) Teoria da Dependência. E o povo? Um detalhe.
        • Amilton Aquino says:
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          Meu caro Luiz Fernando. Se vc acompanhar as dezenas de comentários deste post, vai ver que já respondi a todas as “questões” apontadas por vc. Tivemos várias réplicas e tréplicas, mas no final, TODOS, sem exceção, acabaram fugindo do debate por falta de argumentos. Felizmente “argumentos” como os seus estão cada vez mais raros por aqui, pois muitos que defendiam as fábulas petista já acordaram para o engodo que foi o governo do PT. O seu principal erro (e por extensão de todos os militantes fanáticos) é supervalorizar o peso de um presidente em detrimento ao contexto histórico. Na cabeça de vcs é tudo muito simples. O fulano que está no poder é o responsável por tudo de bom ou ruim que acontece no país durante o seu mandato. Eles têm um poder quase ilimitado, capaz de mudar variáveis macroeconômicas como num passe de mágica. O que está cada vez mais claro para estes analfabetos econômicos é que em economia muitas ações (ou omissões) têm efeitos retardados. Isto explica porque vcs acreditam que o primeiro mandato de FHC foi melhor (ou menos ruim) que o segundo, quando é justamente o contrário. Da mesma forma acreditam que o segundo governo Lula foi melhor (ou menos pior) que o primeiro, quando é justamente o contrário. O que os analfabetos econômicos ignoram é que a maioria das reformas que contribuíram para o rápido crescimento do segundo mantado de Lula foram efetuados entre o segundo mandato de FHC e o primeiro de Lula. Quando o crescimento acelerou, Lula achou que todos os problemas do país estavam resolvidos e colocou a agenda de reformas na gaveta. O resultado estamos colhendo agora no governo Dilma. Portanto, meu caro, sugiro que acorde da lavagem cerebral do PT. Antes de publicar estas asneiras, acompanhe o debate que se seguiu desde que este post foi publicado. E se tiver alguma novidade volte aqui para debatermos de fato.
          • Luiz Fernando Mendes de Santana says:
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            Prezado, Realmente não acompanho seu blog, logo não tenho a obrigação de saber o que você escreveu anteriormente. Discordei educadamente. O que escrevi não foi fruto de lavagem cerebral petista, foi vivenciado durante o dia-a-dia. Não supervalorizei Lula, ao contrário de você que supervaloriza uma pessoa que destruiu a vida de muitas pessoas. O que digo e afirmo é que FHC rifou o país. Mentiu para se eleger. São fatos. Não é cegueira. Seu texto de resposta tergiversa. E me adjetiva sem base, pois não me conhece. Não saiu da mente limitada de FHC ou de sua equipe econômica o famoso “tripé econômico”. Isto é fato. Em relação as asneiras aponte uma. Que asneira foi dita? Expressei minha opinião de forma clara. E recebi adjetivações pejorativas como resposta. E prezado, o primeiro mandato de FHC foi péssimo. Você leu o que escrevi. O primeiro mandato faliu o país.
          • Amilton Aquino says:
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            Meu caro Luiz, eu poderia refutar uma a uma de cada um das suas asneiras, mas vou apenas citar um fato que elucida muito bem a diferença entre Lula e FHC e refuta toda a sua “tese” principal de que FHC foi um filho da puta orgulhoso que pensou mais em si que no pais, ao contrário de Lula, que, nas suas palavras ” colocou seu futuro político e do PT na crise de 2008″ e blá blá blá. Pois bem, o que vc não sabe é que o principal motivo da rusga entre FHC e Serra (e por extensão em relação ao seu partido que praticamente desistiu de defender seu legado, como vc fez questão de ressaltar) tem a ver com o fato de que FHC, em plena campanha eleitoral de 2002, colocou Lula no avião presidencial e o levou ao FMI para assinar conjuntamente o empréstimo que ajudou a acalmar o mercado por causa da chamada “Crise Lula”. Ou seja, deixou a eleição de lado e pensou mais no Brasil, ao contrário de Lula que desde que chegou ao poder transformou o exercício da presidência num processo de eleições eternas para se perpetuar no poder, tanto que já no primeiro ano de governo colocou seu time em campo para montar o esquema do mensalão, como hoje sabemos. FHC, ao contrário, abriu imediatamente cada um dos seus ministérios para fazer a transição da melhor forma possível, tanto que foi elogiado pela própria equipe do PT, que reconheceu publicamente o bom trabalho que o governo anterior fez e que vc, de forma infantil, tenta ridicularizar. Aliás, não só alguns membros do PT, mas também a agência de investimentos que criou a sigla BRICs, ainda no governo FHC, indicando o país aos investidores por ter criado as condições para o crescimento sustentável. Lula, ao contrário de FHC, durante todo este tempo procurou sempre desconstruí-lo (certamente por temer um confronto direto com ele, já que perdeu duas vezes seguidas), apesar de FHC durante muito tempo mostrar-se aberto ao diálogo e reconhecer publicamente os alguns avanços do governo do PT, dos quais discordo, vale salientar. Aliás, Lula foge de FHC como o diabo foge da cruz, tendo recusado debater diretamente com ele todas as vezes que foi desafiado. Por que será? Bom, uma das razões é esta viagem que citei. Imagina o clima de amizade entre os dois em mais de duas horas de avião rumo ao FMI, enquanto o coitado do Serra perdia sua maior chance de ser presidente. Portanto, como disse o Churchil, a diferença entre o estadista e o populista é que o primeiro pensa mais nas futuras gerações, enquanto que o segundo, pensa mais nas próximas eleições. Não é preciso ser muito inteligente para saber quem é quem nesta história. Bom, fiquei sem internet e só agora puder ver seus últimos comentários. Volto brevemente. Pode ter certeza.
          • Luiz Fernando Mendes de Santana says:
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            Prezado, Li seus textos. Infelizmente seu embasamento técnico é nulo. Não sou economista. Sou Engenheiro Mecânico, com Mestrado e com quase um Doutorado (fui até a qualificação, porém em 2002 não compensava ser cientista). Conheço matemática a fundo. Seus textos e respostas são clichês. Pensei que veria embasamento teórico fundamentado sobre: URV e Âncora Cambial. SELIC x CORREÇÃO MONETÁRIA ( o que mudou?) Paridade de duas moedas que representam PIBs muito diferentes -1dólar = 1 real (avalie o custo para a Economia Brasileira desta imposição populista – foi necessária no início mas serviu para quebrar toda cadeia produtiva brasileira – FHC teve 4 anos para corrigir isto, mas preferiu exaltar o frango e o iogurte e se reeleger). Me desculpe mas lendo estes textos não posso concordar com adjetivações a terceiros de analfabeto econômico, de quem não possui fundamentos técnicos para poder qualificar quem não conhece. Farei retratação se o prezado criador de apelidos expuser tecnicamente seus argumentos. Com fatos e lógica e não com adjetivações. Atenciosamente, Luiz Fernando Mendes de Santana.
          • Amilton Aquino says:
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            Prezado Luiz, embora vc tente me contradizer dando a entender que, na sua opinião, o primeiro mandato de FHC foi pior que o segundo, veja que a grande maioria das críticas que vc fez no seu primeiro comentário tem mais a ver com o segundo mandato. Portanto, a minha adjetivação faz sentido sim. Vc faz parte da maioria dos brasileiros que confunde causas com conseqüências. Que ver mais um exemplo? Então vamos falar do “populismo cambial” que vc citou neste último comentário. Como vc mesmo admitiu, a paridade inicial foi necessária sim para quebrar a inércia inflacionária. Portanto, o debate que resta é quando ela deveria ter sido quebrada. Hoje é muito fácil criticar, mas vamos ver o contexto do primeiro mandato. Se vc não sabe, a razão principal da inflação é o desequilíbrio entre arrecadação e gastos. Ora, desde que a inflação caiu, tanto a União como os estados tiveram cortadas uma das suas fontes de financiamento que, paradoxalmente, era a própria inflação via bancos federais e estaduais. Não por acaso, as dívidas dos três níveis de administração estouraram, principalmente nos três primeiros anos do Real. Logo, a principal causa da geração da inflação (o desequilíbrio fiscal) não foi resolvida com o Plano Real (nem poderia). Além disso, a maioria dos bancos públicos e privados entraram em crise aumentando ainda mais a pressão sobre o governo e aumentando as desconfianças do mercado de que o Real seria mais um dos vários planos fracassados. Para agravar ainda mais a situação, o fim do processo inflacionário trouxe à tona vários esqueletos de governos anteriores que exigiam uma solução. Ou seja, o governo se viu de repente com um déficit fiscal crescente, importações em alta, pouco caixa, reservas se esvaindo, pressão cambial e tendo que socorrer bancos, estados e municípios. E tudo isso sem poder expandir a base monetária (como hoje faz o PT), pois esta pressionaria ainda mais a inflação. Com as exportações crescendo muito mais que as exportações, o governo precisava mais do que nunca de poupança externa para crescer e dar uma compensada nos rombos que pipocavam a cada dia. Tudo isso num cenário de crise entre os emergentes que colocavam o Brasil como um dos candidatos a “bola da vez” entre os vários focos de crises que assolaram o terceiro mundo na década de 90. Daí o aumento da taxa de juros para conter não apenas as pressões inflacionárias, como, principalmente para atrair compradores para os nossos títulos e segurar o câmbio. Ou seja, o quadro era muito difícil. E apesar da desvalorização do Real em 1999, surpreendentemente o Brasil não se tornou mais um foco de instabilidade entre os emergentes, como aconteceu com a Argentina duas vezes, México, Rússia, Turquia, Indonésia, Malásia, Tigres asiáticos, além de todo o leste europeu que saía do comunismo e colocava à venda, de uma só vez, milhares de empresas em seus processos quase simultâneos de privatizações. Além de todos estes desafios, o governo teve ainda que promover uma ampla reestruturação da dívida pública, que envolveu intensas renegociações com estados e municípios e que levou o governo a criar a Lei de Responsabilidade Fiscal, que teve como “moeda de troca” a transferência de quase R$ 300 bilhões de dívidas dos estados e municípios para a União. Além disso, o governo teve que investir R$ 70 bilhões nos bancos públicos, além de criar o PROER para segurar a crise bancária e incorporar mais alguns bilhões de esqueletos do antigo BNH e antigas estatais falidas. Ou seja, em poucos anos, a dívida interna foi multiplicada por cinco, sendo que 80% deste acréscimo veio da transferência das dívidas dos estados e municípios, da recuperação dos bancos públicos e dos esqueletos antigos. Portanto, não foi por incompetência como o PT e seus idiotas úteis ainda hoje tentam pichar o governo FHC. Muito além da vontade dos governantes existe todo um contexto que tem que ser considerado e que limitam sua capacidade de atuação. Falar hoje de “populismo cambial” é fácil. Difícil mesmo foi assumir os ônus de todos estes desafios, tendo como oposição um partido que se apresentava como o paladino da ética e que mobilizava quase toda a intelectualidade brasileira. O PT, e por extensão todos os seus militantes fanáticos, deveriam lavar a boca antes de falar de populismo. Populismo foi o que este filho da puta do Lula fez durante todos estes anos de ventos favoráveis para continuar a agenda de reformas pendentes e para resolver boa parte dos gargalos que hoje limitam nosso crescimento e colocam o Brasil como um ponto de interrogação, depois de toda a euforia da de´cada passada. Populismo foi manter os subsídios à indústria automobilística por todos estes anos, principalmente em 2010, ano eleitoral, quando o PIB cresceu 7,5%. Portanto, entenda a minha irritação. Como vc, fui um dos desiludidos com o segundo governo FHC e que apostaram no PT em 2002. Se hoje mudei de opinião é porque tive a humildade para perceber que errei na avaliação dos dois governos. Não só eu como vários petistas históricos. Coloque o partidarismo fanático de lado e concentre-se na realidade. O PSDB, como o PT queria, é carta fora do baralho. Dilma vai se reeleger, pode ficar tranquilo. Então, sugiro a vc que pare de remoer o passado e concentre-se no presente e no futuro. Vc pode começar com a indiscutível piorados nossos indicadores macroeconômicos aqui mesmo no nosso blog: http://visaopanoramica.net/2013/11/02/acende-o-sinal-vermelho-na-economia-brasileira/ Vc vai ver que entre a guerra política existe uma economia que está sendo vitimizada pelo populismo do PT. No final todos nós perderemos. E não foi por falta de aviso. Veja as avaliações que fiz desde as eleições de 2010 e compare com o que está acontecendo agora.
          • Luiz Fernando Mendes de Santana says:
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            Prezado, Em 2002 o Candidato a Presidente não era FHC. O que FHC fez não foi salvar o país. Ele tentou enquadrar Lula com seus patrões. Ele já sabia que iria perder. FHC não pensou no país em 1997. Poderia ter tomado medidas para atenuar a crise dos mercados, incluindo a desvalorização do real, mas isto iria gerar desequilíbrios na economia e na sua imagem. Ele não pensou no país. Em relação a inflação, a grande motivadora era a indexação. O Plano Real eliminou de forma elegante este fator, com a criação da URV. Nada foi feito após a decisão de atrelar, indiretamente a nova moeda ao dólar. Simplesmente, seguindo a cartilha investiram ferozmente na venda de empresas públicas, com um detalhe: gastavam quase tanto para saneá-las quanto o dinheiro recebido pelas vendas. Então os resultados líquidos foram pífios. Ao mesmo tempo a paridade exagerada criou distorções na economia brasileira. Quem produzia não podia competir com os importados, pois estes eram trazidos com alíquota reduzida e os produtos brasileiros majorados em imposto. Muitos fabricantes de insumos para a indústria fecharam suas fábricas, desempregaram pessoas e viraram importadores. Explique o que faria a paridade ser mantida, sem a injeção de dólares para produção e com deficits em conta corrente devido ao real=dólar! Emissões de Títulos atrelados ao dólar, com taxas de juros muito maiores do que as exercidas no mundo e com prazos de vencimento curtos. Ah! Que paraíso. Um dinheiro que não gerava produção, apenas servia para lastrear pagamentos de mais dinheiro volátil. Os capitais internacionais não injetaram nada em investimento novo no país. Compraram ativos saneados a preços irrisórios e com regras absurdas. Quando as crises dos mercados emergentes começaram a pipocar, o grande patriota defendeu perante a nação a paridade absurda entre real e dólar. Se elegeu em cima desta premissa e deixou o país, no início de 1999, sem dinheiro em caixa, com vários compromissos de curto prazo com juros altíssimos, sem investimentos e sem perspectiva. E alienou ainda mais o país no Acordo com o FMI, quando entregou toda capacidade de planejamento de Pindorama ao controle de um organismo externo. Este é o FHC que de quem falo. Quando teve o poder de mexer na economia e talvez não se reeleger, mas salvar a economia brasileira, preferiu pensar em si e não nos brasileiros. Em relação ao primeiro Governo, este foi tão deletério ao país quanto o Governo Sarney. O segundo governo não conta, já que o poder estava nas mãos do mercado (via FMI e Armínio). E meu caro, Você não refutou nenhuma das minhas “asneiras”.
          • Amilton Aquino says:
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            Meu caro Luiz! De fato, FHC não era o candidato, ele era o presidente e como tal se comportou. Não se envolveu na campanha, não deixou suas atribuições para fazer papel de cabo eleitoral, não vivia de comício em comício como o seu idolatrado Lula e mais recentemente Dilma, que chegaram a participar (ambos) de comícios de candidatos a prefeito, além de participar ativamente das campanhas no rádio e na TV, chantageando o eleitor com a promessa de ajuda do governo federal aos seus candidatos. Em qualquer país do mundo apenas isso já seria caracterizado como abuso de autoridade, mas aqui já se tornou algo corriqueiro, institucionalizado. Portanto, sua frase só reforça meus argumentos. Agora dizer que a viagem de Lula e FHC ao FMI foi uma tentativa de “enquadramento” do Lula aí já é desespero, meu caro! É uma explicação tão infantil que eu nem deveria estar me dando o trabalho de responder. Imagina o escarcéu que Lula teria feito, já que ele gosta tanto de malhar o espantalho do FMI. No mínimo o caso renderia algumas piadas. Mas não fez nem faz. Aliás, não toca no assunto, assim como tantos outros que ele foge como o diabo foge da cruz. E sabe por que age assim? Porque é um ser amoral, incapaz de colocar seus interesses políticos em segundo plano. Tudo o que faz é para tirar vantagem, algo que possa contribuir com a sua louvação. Não por acaso, recentemente, já no governo Dilma, ele afirmou que era um “divulgador do seu governo”. Ora, se ele já saiu do governo com 80% de aprovação, fez sua sucessora, se é tão seguro que fez o melhor governo “da história deste país”, por que ainda tem que fazer o papel ridículo de “divulgador do próprio governo”? E aí eu te respondo: no fundo ele sabe que não fez tudo que diz que fez. Toda sua vida está fundamentada no discurso fácil. Foi assim que ele chegou a presidência e é assim que vai morrer. Tentando vender seu peixe, tentando sempre parecer melhor do que realmente é. Existe alguém mais ególatra que ele? FHC, dirá vc. Ok, é a sua opinião ou talvez uma forma de dar uma “resposta”, ainda que esta não tenha a menor lógica, apenas para não se dar vencido no debate. Felizmente existe a realidade para desmentir mitos, mentiras ou mesmo meias verdades, como mostramos aqui (apesar de vc fingir que não vê). Vamos para mais um exemplo? Na sua visão simplista o FMI é uma espécie de tutor, que dita a política econômica e tal. Dentre estas “determinações”, o superávit primário sempre foi uma das coisas mais criticadas pelo PT da oposição, uma forma do governo alimentar o capital especulativo, como vc fez questão de lembrar no governo FHC. Mas eis que Lula assume e, no poder, surpreende o mercado ao aumentar o superávit primário para 3,1% ainda no terceiro mês de governo! Como assim Bial? Aumentar o dinheiro dos porcos financistas? O que será que aconteceu? Enlouqueceu? Ou simplesmente percebeu as bobagens que tinha dito e resolveu ser um pouco menos irresponsável? E justamente após esta surpreendente notícia, o dólar que chegou a R$ 3,95, já no governo do PT (mais uma prova de que governos não têm varinhas mágicas para ditar variáveis macroeconômicas), começou a baixar, assim como todos os demais indicadores econômicos contaminados pela Crise Lula. Ou seja, uma coisa é o discurso fácil e oportunista da oposição, outra é a prática que, como podemos ver, tal elevação do superávit primário foi o divisor de águas entre a crise Lula e a recuperação nos anos do boom das commodities, a prova final de que o governo do PT não mexeria nos fundamentos da economia herdados de FHC, pelo menos no primeiro governo, pois no segundo começou a inventar e hoje estamos pagando o preço. Ainda no caso do FMI, outro exemplo de diferença entre discurso e prática. O mesmo Lula que tanto se gaba de ter pago (ou melhor, devolvido) a bagatela de U$ 16 bilhões ao FMI (às vésperas das eleições, claro) e bradar nos comícios argumentos semelhantes ao que vc posta aqui, é o mesmo Lula que emprestou uma merreca ao FMI pouco tempo depois. Ora, se o FMI é um instrumento de exploração dos países endividados, por que o novo “pai dos pobres” ajuda a financiar um explorador? Mais uma asneira desmentida, vamos então falar mais um pouco sobre o suposto “populismo cambial”. Diante da sua primeira argumentação simplista, contextualizei os desafios do primeiro mandato de FHC, mostrando os desequilíbrios resultantes da perda do “imposto inflacionário”, que acelerou o ritmo do processo de endividamento das três esferas de governo e que, como conseqüência, contaminou todos os demais indicadores, alguns dos quais vc mesmo citou aqui (inocentemente, confundindo causa com consequência, como sempre). Mas vc não quer encarar a realidade, preferindo se apegar a explicação simplista de que o problema da inflação resumia-se a uma questão de inércia, ignorando a causa principal de todo processo inflacionário que é o déficit fiscal. Portanto, a inércia vem depois. Ela é consequência, não causa. Quebrar a inércia e cair novamente num abismo fiscal é apenas perpetuar o processo. Portanto, estas são apenas algumas das suas falácias desmentidas não apenas por argumentos, mas por fatos.
          • Luiz Fernando Mendes de Santana says:
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            Prezado, Não sou militante fanático. Não sou analfabeto econômico. Cite e comprove uma asneira dita por mim. Falar é muito fácil. Desqualificar com adjetivações rasteiras infelizmente é sinal de falta de argumento. Em nenhum momento o tratei de forma pejorativa. Não confundo causas com consequências. Lembre-se que sou Engenheiro e anos e anos de estudo de cálculo matemático não me deixa, por mais que queira em alguns momentos, discutir em bases emocionais (meu máximo é considerar FHC uma pessoa ególatra). Então lamento que suas argumentações não tenham a lógica formal de contradizer minhas opiniões expostas sobre fatos e recorra ao fácil e simplório caminho da desqualificação. Encerro expressando meus votos cordiais de respeito e consideração. Atenciosamente, Luiz Fernando Mendes de Santana.
          • Amilton Aquino says:
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            Prezado Luiz, repetir discursos panfletários é fácil. Argumentar com coerência é mais difícil, pois exige humildade para reconhecer erros de avaliação, voltar a atrás, dar o braço a torcer. É um processo doloroso. Sepultar crenças antigas que o acompanharam por décadas pode deixa-lo em dissonância cognitiva durante algum tempo. Porém, liberto das amarras ideológicas que ofuscam sua visão, seus horizontes são ampliados. Abra sua mente. Liberte-se dos grilhões ideológicos que o impedem de ver as milhões de nuances entre o preto e o branco que a esquerda tenta sempre pintar o mundo. Não sou seu inimigo. Sou apenas uma pessoa indignada com este clima constante de guerra política que Lula e o PT sempre fazem questão de fomentar. Foi este acirramento que iniciou o processo de decadência da Argentina nos anos 50 por um outro populista bem parecido com Lula, a mesma tática que está levando a Venezuela por buraco. Além de já sentir a frustração de termos perdido uma oportunidade única de fazermos as reformas estruturais na década passada, quando a arrecadação do governo crescia a uma média de 9% ao ano, receio que vamos desperdiçar também o resto do nosso bônus demográfico que deverá se esgotar daqui a dez anos. Até lá, temos o desafio hercúleo de reformar nossa capenga estrutura, aumentar consideravelmente nossa produtividade e poupança para compensar os excessivos gastos previdenciários, já que vamos envelhecer sem termos alcançado um nível nem ao menos semelhante aos países medianos da Europa. Então quando chegar este dia, talvez vc lembre de alguns alertas que estou fazendo aqui.
  17. Rudolf Scarpin says:
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    A impermeabilidade macroeconômica das diretrizes equacionais, insurgiram das perspectivas alvissareiras do cotidiano frenético e incapaz no governo FHC. O lamento equânime das elites oposicionistas, refletem a valorização dinâmica dos vetores clássicos de uma política voltada para os ricos.
  18. Paulo Ares says:
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    Meu amigo tu tens problema!!Onde moras??O país melhorou e muito a vida da populaçao e principamente a mais desfavorecida!!Você está sendo alimentado pelos sintomas da inveja companheiro!Será que 80% da populaçao esta errado e você esta certo?Eh são números meio dividusos os seus.Eu acho que o país nao vai pra frente mais por pessoas como você que não sabe reconhecer um belo trabalho e tem olhos fechados para o progresso.Pô!Parece que torce contra!São nitidas as realizações do governo Lula e vou apenas matar o seu argumento na comparação Lula x FHC porque o que o tucano sempre previlegio foi uma política internacional de sucesso e o engraçado que o torneiro mecânico deu show em todos os aspectos representando o nosso país como verdadeiro chefe de Estado diferentemente do sociólogo poliglota!Tucano vê se me erra né!!
    • 4
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      Meu caro Paulo, me orgulho de fazer parte da minoria que vê o que fica escondidos nas entrelinhas e não apenas aquilo que querem que vejam. Faço parte da minoria que sabe diferenciar os méritos e falhas de cada governo, contextualizando o momento histórico, bem diferente do povão que julga os governantes pela análise simplória da melhora ou não do seu dia-a-dia. Abra os olhos, amigo: o Brasil está crescendo não por causa de Lula, e sim apesar de Lula. Seu ídolo teve a sorte de ser o primeiro presidente, desde o fim da ditadura a assumir um país sem ter como principal desafio combater a inflação. Não precisou inventar nada, apenas manter o que foi feito e lucrar com os seis anos e meio de crescimento acelerado da economia mundial sem crises. Aí fica fácil, né? Nem mesmo o seu maior trunfo eleitoreiro, o Bolsa Família, tem mérito, afinal foi o Governo anterior que inventou, correto? Agora some a tudo isso o fato de lucrar com a duplicação dos preços dos principais produtos de exportação brasileiros, do dólar em queda livre (tanto que já está se tornando um problema) da “festa” que Lula tem feito com a emissão de títulos da dívida interna, hoje o grande “cartão de crédito” do Governo. Veja a série de artigos sobre a dívida e vc vai ver o que os “80%” não vê e, claro, as “faturas” do cartão que terão que ser pagas no futuro. Assim fica fácil governar, né? Apesar de ver esta apoteose da ignorância, não torço contra o Brasil não. Mas vejo com muita preocupação o processo de acirramento da disputa eleitoral a ponto de cegar as pessoas a qualquer argumento contrário por puro preconceito. Se vc tivesse realmente lido a comparação acima teria percebido que no quesito política externa (que vc “matou a pau”) eu reconheço o melhor desempenho do Lula. Mas este é apenas um quesito. Sugiro que leia com atenção os demais e argumente de verdade e não traga apenas as bravatas tão conhecidas e do seu ídolo. E não se iluda. O sucesso de Lula no exterior se deve principalmente ao sucesso do Brasil, sucesso este que Lula tem muito poucos méritos, conforme vc pode ver nos artigos aqui postados e nos que virão. E se vc contesta os números aqui apresentados, por que então não checa os dados e posta aqui os links? Não sou nenhum dono da verdade, amigo. Se vc me convencer do contrário, pode ter certeza que altero o texto no que for preciso. Mas para isso vc precisa melhorar seus argumentos (e muito).
    • foralula says:
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      lula, verdadeiro chefe de estado? esse mesmo lula que tem arrepio quando a fraca oposição resolve lhe fazer… oposição? que esbraveja, perde a compostura, fica inchado e vermelho quando alguém lhe faz sentir no lombo que aqui ainda não existe uma democracia à la Foro de São Paulo? verdadeiro chefe de estado, uma pessoa desequilibrada que fica com azia quando tenta ler um livro? defendido por alguém que não sabe nem colocar um espaço depois do ponto?
  19. M says:
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    Não sou de cá, mas tb não vim ver a bola!! Provavelmente sou de um pais que todos vão considerar culpado do que o Lula e os seus amigos ‘governam’ para dentro, assim como o FHC, Itamar, etc.. Mas uma coisa vos digo, começasse uma casa por onde??? Em Portugal é pelas fundições e seus alicerces!! O que, em minha opinião o FHC fez!! Agora depois disso feito é muito mais fácil virar arquiteto, o que Lula foi também muito mal. À que perceber uma coisa, desenvolvimento!! O que quer dizer essa palavra? Que cresce, que melhora, que tem bases para isso acontecer!! Quando um pais está em desenvolvimento é muito mais fácil crescer do que um pais desenvolvido!! O que o Lula fez, era dificil fazer pior! Compadrio latente que vem dizer que o sarney (em letra pequena de propósito) tem direito??!! A quê?? A roubar os brasileiros? A fazer estes de trouxas?? A viver à conta de quem trabalha dia e noite?? A quem trabalha e não vê os filhos 1 único momento no dia, porque quando sai eles ainda estão dormindo e quando chega eles já estão dormindo? É isso que o Lula é bom?? Podem-me dizer, antes isso também acontecia! Ok!! Mas é por isso que o Lula pode?? Não meus amigos, crescer e desenvolver significa também evoluir na forma de pensar e de cobrar, o que o povo brasileiro (no qual me incluo como residente e agradeço o acolhimento) não sabe fazer!! Sabe desculpar, sabe se conformar, mas não sabe exigir!! É pena, porque se exigi-se esse gatunos não estariam a governar um pais!! O passado foi igualmente mau ou pior! Mas, não se aprendeu nada com isso?? Quando o povo brasileiro vai aprender que quem manda no pais é o POVO e não Brasilia? FHC, na minha modesta opinião, fez, ainda que possam considerar pouco, muito mais do que se preocupar com eleições e sucessões!! Atentamente e mais uma vez OBRIGADO!! Adoro viver neste pais, mas tenho a certeza que seria MUITO melhor se esta gente (toda a classe politica) não estivesse à frente deste pais!! O POVO merece muito mais!! M
  20. Gui says:
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    O Lula é um ‘cabra esperto’, viu que dar continuidade ao “MAIS ou MENOS” que o povo gosta, mais uma grande dose de “populismos” e “babaquismo”, é o que o povo gosta. Lembrando que “nunca na história deste país” se investiu tanto em marketing pessoal e propaganda de governo. Minha maior questão é pra ele: “Cadê o Aeroporto de Vitória,ES?”… no nordeste tá tudo perfeito, já tirou refinaria, tá tirando receita do nosso petróleo!! RIO 2016 parece que vai virar prioridade!!
  21. Aline _Lula says:
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    Bom,sem duvida;o governo federal,nao só o Lula ,mas tambem outros presidentes,enfrentaram,problemas e ainda enfrentarao pela frente,sei que nao é facil,dar conta de um país,deste grande,nao é?!,pois bem,tem uma pequena diferença entre os outros governos,e sse atual,do Presidente Luiz Inacio Lula da Silva,eu gosto deste nome!nao sei por que! haaa!sera por que,se dermos uma vizão,de como o Brasil,era,com ele era reconhecido,internacionalmente,ou nao era conhecido,como um país que esta crescendo,nao estou dizendo,que o Lula é o melhor presidente,de todos os tempos,infelizmente,tenho apenas 18 anos pois agora que estou começando a viver de fato,nao tive a oportunidade,de vivenciar os antigos governos,porem até agora,até onde eu entendo de poilitica,o Governo Lula esta fazendo,um ótmo trabalho;ele viaja,?viaja sim,mas ja pararam pra pensar,o que de fato ele faz viajando,sei que devem pensar,ha!ele ta só gastando dinheiro,e passeando,mas nao gente,ele esta mostrando o Brasil para o mundo,e particularmente,eu acho que,que ele esta crescendo junto ao país nao importa,se ele quer fazer a imagem dele,o que importa genta!é que o Brasil,esta finalmente,entrando,no eixo!dos pais desenvolvidosss,,,,de vagar é claro mas esta aindo!; bom tem a violencia,que hoje é um dos maiores problemas,mas sei que um dia eu tenho a esperança,de que,as pessoas vao se dar conta que a violencia nao leva a lugar algun,e que a solução,varias vezes nao esta,em invazões,nos locais onde o trafico esta,ou a violencia,nao!pois isso gera mais vilolencia,pessoas inoscentes sao feridas,ou mortas.Esta na educação,sei que esta meio dificil, de fornecer educação,a esses individuos eu digo apenas uma coisa para voces,A Esperança é Ultima que Morre.!!!bejoss falei de maisss nao é?!!!bejossss!!Estou o Lula,mas respeito seu pensamneto!bejosss
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      Aline, estou às vésperas dos 40 anos. Desde criança escuto que o Brasil é o país do futuro. De fato, este é um país que tem tudo para se tornar uma potência mundial. Infelizmente, o progresso do país foi protelado por erros graves dos nossos governantes. Até o início da década de 70 o Brasil vivia um clima de euforia, como agora, chegando, inclusive a crescer até 12% ao ano. Poucos anos depois o país mergulhou na chamada década perdida, onde permaneceu até meados dos anos 90. Neste longo intervalo de tempo, o país sofreu com uma praga chamada inflação que impedia que o país crescesse de forma sustentável. Foram necessários anos e anos (todo governo Itamar Franco e os dois mandatos de FHC) para corrigir as anomalias da nossa economia decorrentes da cultura inflacionária e recriar as condições básicas para um crescimento sustentável. Lula teve a sorte de pegar o Brasil no momento da colheita. Não precisou implantar nenhum plano econômico (como todos os demais), não precisou se preocupar com inflação nem com alta do dólar (já que este entrou num processo de desvalorização a nível mundial); não precisou se preocupar com fugas de capitais, já que os dólares dos grandes investidores foram canalizados para os países emergentes como o Brasil; não teve que se preocupar com sucessivas crises internacionais; não precisou implantar reformas impopulares na economia; não precisou sanear bancos estatais e privados; não precisou se preocupar com nada (a não ser com escândalos de corrupção) e ainda teve a sorte do mundo entrar em uma fase áurea de desenvolvimento, contando ainda com o lucro extra da valorização internacional dos preços dos principais produtos de exportação brasileiros. O Brasil finalmente pôde voltar a crescer de forma sustentável por quase sete anos consecutivos. Enfim, o que aconteceu foi resultado de um longo processo de amadurecimento da economia brasileira. Infelizmente, assim como os outros presidentes que governaram o Brasil em momentos bons como este, Lula voltou a cometer erros graves os quais poderão comprometer novamente nosso crescimento no futuro. Sugiro que leia a série “Lula a e Divida Pública”, pesquise sobre o assunto e tire suas próprias conclusões. Temos motivos para comemorar sim. De fato o Brasil cresceu em importância, mas que fique bem claro: cresceu “apesar” do Lula e não “por causa” do Lula. Aliás, este país hoje estaria muito melhor se tivéssemos qualquer outro presidente que tivesse pelo menos um pouquinho de austeridade administrativa.
  22. Pedro Martins says:
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    É estranho ver como tem gente que encara tudo na vida como se fosse time de futebol: “tudo que não seja o meu time não presta”. Dá para perceber que muitos dos comentários pró-lula são de pessoas com essa mentalidade pequena, típico de pessoas com pouca instrução. As pessoas deveriam aprender a se portarem em um debate, trazendo argumentos, como alguns fizeram, e também saber analisar o que foi argumentado pelos outros, sem considerar como papo furado. Política não tem de torcer, tem de votar e acompanhar o que estão aprontando. Como digo há anos, partido político é igual a lata de molho de tomate: muda o rótulo, mas o conteúdo é o mesmo. É tudo farinha do mesmo saco, são poucos os que se salvam, sendo que estes que se salvam são por causa de sua idoneidade, não por causa do partido que se filiaram.
  23. jose Vital Palma de franceschi says:
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    Prezados Petistas Não adianta argumentar com vocês, que têm opinião formada, e deturpada pelas mentiras diárias lançadas por esse governo, a respeito do Lula e suas ações , e por isso me permitam apenas colocar algumas das minhas verdades em pauta, sem polemizar. Tudo, digo tudo mesmo, que o Lulla Paz E Amor prometeu,antes de ser eleito, ele não cumpriu!Principalmente as tais REFORMAS tão esperadas!Eu vejo que, mesmo gov ernando com “céu de brigadeiro” mundial, durante mais de seis anos, ele fez muitas coisas muito interessantes para ELE PRÒPRIO como: Comprou um avião de luxo, carissimo, passando por cima de nossa Embraer ( o Presidente da India, etc, usam avião construido no Brasil! )e ainda gastou mais uma fortuna em decoração exclusiva, com atenção especial para o BAR! Passeou pelo mundo todo, gastando mais uma fortuna e se tornando um Play Boy internacional, muito conhecido e popular!! Contratou milhares de apaniguados, sem concurso publico, tendo aumentado, insuportávelmente, o Custo Brasil ( O Brasil do lulla não cabe em nósso PIB ). Enriqueceu a familia e todos os amigos, com as”maracutaias” Lullistas, sendo a mais famosa a da OI na qual ele modificou uma LEI e emprestou BIlhões para favorecer ao Jereissati e ao Gutierrez, mas, em compensação o filho & quadrilha tem 4% da OI em ações ao portador que valem a bagatela de R$ 360.000.000,00 Milhões!!(Vocês notaram que dessa época para cá, o Lulli ficou mais leve, alegre, contador de piadas,brincalhão como um mestre de auditório ou seja é o “NOVEAU RICHE” de São Bernardo se manisfestando.Forçou o PT a engolir essa Sargentona Terrorista Comunista como candidata à Presidência do Brasil!!Montou uma quadrilha de Politicos Corruptos, indelévelmente ligados à Presidência da Republica.Se preocupa mais com o futuro do Fidel Castro, seu idolo, e do Chaves,do que com o do Brasil. Mente sobre tudo e sobre todos e principalmente sobre sua religião pois, Ex Presidente e fundador do Foro De São Paulo, organização COMUNISTA de orientação Castrista, tudo indica que sendo Comunista ele é, por consequência, um ATEU, mas, como a maioria do povo Brasileiro é Catolico Apostolico Romano, eleitoralmente é interessante ele se dizer Católico, mas sua vida e suas atitudes (existem histórias que não cabem aqui) provam que não é!!Aliás um professor de psicologia classificou o Lulla como sedndo um “SOCIOPATA” e, vendo no dicionário o que isso representa, vai explicar para vocês muitas atitudes, inexplicáveis, desse senhor.O que o Lulli quer agora, é eleger alguém que não vá olhar as suas contas, que devem ser absurdas e cheias de irregularidades, e que o deixe á vontade para gozar a fortuna que nós,os TOLOS Brasileiros lhe proporcionamos.Acorda Brasil!
  24. jose Vital Palma de franceschi says:
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    PS.Para um homem da idade do Lulli, e que nunca trabalhou na vida, pois sempre foi ajudado por “compadres” e “amigos”, que chegavam a emprestar uma casa para ele morar, alem de pagar suas contas, 3 (tres) aposentadoris mais um salário deveriam ser suficientes para viver bem!! Mas quem usa Ternos de R$5.000,00, gravatas, sapatos, etc, milionários, e tem um para cada dia do mês, é necessário muita renda para pagar isso tudo!!Ha! Tem o cartão de crédito da Presidência, caixa preta que o tal “SEGREDO DE ESTADO” ( na verdade é falta de vergonha na cara desse governo corrupto e corruptor em sua totalidade) não permite que suas despezas sejam divulgadas!!Acorda Brasil antes que quebrem o Pais!!!!!
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    Concordo com as análises muito bem fundamentadas pelo Amilton, e que se fossem lidas com atenção evitariam reiteradas ratificações. Cabem algumas complementações: 1- É preciso lembrar que as privatizações livraram o Governo Federal não apenas da responsabilidade de fazer os necessários investimentos, mas também, e especialmente, do custeio, com importante impacto na sustentabilidade fiscal. 2- A luta contra a inflação, em um mundo que passou a ser globalizado, exigia cuidados especiais com o câmbio, não apenas para manter a estabilidade dos preços,mas também para permitir a requalificação de nosso parque industrial com a importação de bens de capital para permitir maior competitividade. Exportar é o que importa, dizia FHC, e isso continua se propagando até hoje. Eduardo Dantas
  26. Walter da Fonseca SIlva says:
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    Esses dados mostram um pouco da irresponsabilidade quando passamos uma informação onde no nosso dia-a-dia a coisa foi ou é bastante diferente. Sou um cidadão comum e gosto de acompanhar a gestão de cada governante. 1º Redução da pobreza, é claro que essa informação não tem nada haver com a realidade. No atual governo houve um deslocamento de Classes Sociais de baixo para cima e as Classes D e E passaram a participar diretamente da economia do Brasil bem diferente do governo passado. Investimento em infra-estrutura, educação ( Universidades Federais, Escolas Técnicas – Nesse caso durante o governo do FHC várias foram fechadas e outras esquecidas, ou seja, sem investimento. Precisamos mostrar com transparência e respeito ao povo brasileiro essas informações, o governo FHC nada fez pelo Nordeste mesmo tendo o seu vice um “Pernambucano” bem diferente do atual governo. Abraço, Walter Fonseca
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    Walter, é óbvio que o Governo atual tem investido mais. As empresas brasileiras cresceram, o PIB cresceu, a arrecadação cresceu, o Governo não teve problemas com crises internacionais, não teve que se preocupar com inflação, com alta do dólar, etc. Pegou tudo pronto. Sua única preocupação foi investir, se promover e, claro, diminuir os outros (especialidade do Governo Lula), mesmo dando continuidade a tudo que criticava antes quando era oposição. Comparar os governos com base no nosso dia-a-dia é algo bastante simplista. Quem acompanha o dia-a-dia da economia desde a década passada sabe que as realidades enfrentadas por cada governo foram bem diferentes. Logo, os governos devem ser julgados por seus méritos e não apenas pelos resultados.
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    Amilton, parabéns pelas suas excelentes colocações. Você consegue ser genial tanto nas suas pstagens quanto nas suas respostas àqueles que lhe questionam. Em relação a este post, “Comparação FHC x Lula”, só discordo, humildemente, em um ponto que é o das relações exteriores. Na minha opinião há sérias evidências que o governo Lula não coaduna com uma diplomacia progressista para o Brasil. Falo sobre isto numa postagem que tentei expor um pouco da situação diplomática desconexa existente no Brasil, no governo Lula. Quando puder acesse: http://perspectivacidadao.wordpress.com/2009/10/27/diplomacia-combalida/ …e comente o que pensa sobre o assunto. Um cordial abraço. Luan Holanda
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      Olá Luan, Quando escrevi este artigo, o Brasil ainda não tinha cometido mais este erro em Honduras. De qualquer forma, a análise que faço sobre o desempenho de Lula no exterior é mais pela sua popularidade do que mesmo pelas atuações, principalmente com governos autoritários. Lógico que sua “popularidade” no exterior está inflada pelo sucesso do Brasil, principalmente depois da hecatombe econômica que levou o primeiro mundo a recessão e fortaleceu a posição dos emergentes. Vale salientar também que, por traz destas “amizades” com tais governos autoritários, o Governo Brasileiro atua em alguns casos com o aval dos EUA (o caso do Iran, por exemplo), com o objetivo de servir de interlocutor para Obama. Este é o preço que se paga por ter uma posição mais importante. Não me surpreenderia se daqui a alguns anos nosso país participe ativamente de algumas guerras.
  29. Alexander Roca says:
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    Discordo dessa analise, e escrevo porque: - Nao faz sentido dizer que o FHC acertou em aumentar os juros para controlar a inflacao, e de que Lula poderia haver baixado os juros antes (e mais do que baixou). Onde esta a coerencia? Os juros foram altos no ultimos anos em decorrencia da inflacao, e eh exatamente essa politica (que os FHCistas se orgulham, mas que comecou com ITAMAR) que manteve a estabilidade economica que disfrutamos atualmente. - Alem disso, o Brasil tem um problema serio de falta de capital humano e social, que limita o seu crescimento potencial. As taxas de juros refletem essa realidade, e o governo Lula acertadamente tentou corrigir esses problemas com um programa de investimentos (PAC). Falar que o PAC nao conseguiu investir o que prometeu reflete uma realidade, mas ai estamos entrando principalmente na seara judicial (e nao a do Poder Executivo), pois como eh sabido a liberacao dos recursos foi dificultada por diversas acoes judiciais (muitas ligadas a questoes ambientais); - Lula incentivou a industria nacional como “nunca antes na historia desse pais”. Pressionou a Petrobras e a Vale a construirem e investirem no Brasil (com excelentes resultados, principalmente na estrutura ferroviaria e na industria naval). Tambem incentivou o desenvolvimento de grandes bancos publicos (em especial BB e BNDES) que hoje tem condicoes de pressionar o mercado para a diminuicao dos spreads bancarios. - Tambem na Era Lula surgiram diversas regulamentacoes que diminuiram a festa dos grandes bancos, em especial a normatizacao da cobranca de tarifas e comissoes e a possibilidade de escolha do banco para recebimento de tributos, que tambem empurrarao para baixo os spreads bancarios em pouco tempo. Bem, a lista de feitos extraordinarios eh longa, mas resumo algo que realmente torna o Lula UNICO: Ele transformou a sociedade brasileira, mostrando que o crescimento e o desenvolvimento do Brasil soh eh viavel desde o fortalecimento das classes mais pobres. Nos ainda somos habitantes de um pais classista e socialmente preconceituoso, com pouca consciencia social (e essa eh a nossa maior pobreza), mas acho que nisso o Lula representa O ponto de inflexao, coisa que o FHC nunca logrou (e nem lograria). De repente, seja por isso que ele eh hoje uma das mais importantes figuras internacionais no cenario politico mundial, e nos faz sentir cada vez mais orgulho de ser brasileiros. Fazemos parte de um momento unico no pais, e o Lula representa uma transformacao do Brasil como “conceito”, de fato agora podemos dizer “cansamos de ser pequenos”.
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      Olá Alexander, Os juros da era FHC foram altos por dois motivos principais: a necessidade de atrair dólares e o controle da inflação. Ao contrário da era Lula, onde sobram dólares no mercado internacional, na era FHC havia escassez, além da pressão inflacionária muito maior, pois, ao contrário do que muitos pensam, a inflação não foi vencida apenas com a introdução da URV e posteriormente o Real ainda no governo Itamar Franco. A queda imediata da inflação outros planos anteriores conseguiram, no entanto, todos sucumbiram. Com a queda da inflação, o governo FHC herdou também alguns graves problemas que tiveram que ser transformados em dívida interna, diminuindo a capacidade de investimento do estado e forçando o aumento da carga tributária (sobre esta “herança maldita” decorrente do fim da hiperinflação, sugiro que leia este artigo). Portanto, Lula teve sim condições de baixar os juros antes, porém só veio baixar substancialmente durante a crise internacional com o objetivo de evitar a recessão. Se não tivesse ocorrido a crise, os juros certamente continuariam os mais altos do mundo (agora estamos na 3ª posição do ranking). Sobre o PAC este é mais um erro do governo Lula que tenta acelerar o crescimento da economia de forma artificial, às custas de mais endividamento, justamente por não aprimorar as condições macroeconômicas deixadas por FHC, principalmente a redução da carga tributária, a redução da dívida pública, o aumento do percentual de investimento e, claro, a taxa de juros, entre outros. Além do mais, o PAC tem data e hora para acabar. Ou seja, o programa provoca um crescimento artificial sustentado por recursos do estado que poderiam estar sendo melhor utilizados. As obras embargadas do PAC não podem ser desculpa para o baixíssimo aproveitamento, números, aliás, manipulados pelo governo em seu último relatório, assim como os números da dívida pública. Sobre o incentivo do governo à indústria naval, concordo com vc. Porém, isto só foi possível justamente pelas melhores condições econômicas que o governo Lula pegou (sobre a Petrobrás e Vale sugiro que leia um bom debate que tive com um internauta no artigo “Contextualizado o Governo Lula”). FHC não poderia investir pesadamente em nada, pois sua era foi marcada por um processo de grande endividamento decorrente do controle do processo inflacionário e das reformas estruturais que hoje Lula colhe os frutos. Vc citou os bancos estatais como exemplo, mas vale lembrá-lo que na era FHC estavam todos com dificuldades decorrentes principalmente da perda do “imposto inflacionário”. Para tornar tais bancos competitivos, o governo FHC teve que investir R$ 70 bilhões. Mais uma que Lula deve a FHC. Sobre os spreads bancários e demais regulamentações, o governo não fez mais que sua obrigação, afinal não se justifica em um ambiente de estabilidade, com todos os indicadores melhorando e os bancos continuarem com as mesmas taxas, como se os riscos fossem os mesmos da década passada. Quanto à suposta “transformação da sociedade brasileira” que vc atribui ao Lula, discordo mais uma vez. Claro que o governo Lula teve méritos neste sentido, mas eles estão supervalorizados pelo bom momento econômico que o país passa e que Lula tem muito pouco a ver. FHC nunca poderia promover tal aporte de recursos para programas sociais, pois estes eram escassos e a cada dia mais incertos com a instabilidade econômica da década. Além do mais, cabe lembrá-lo que, mesmo sem os recursos que Lula dispõe hoje, a “jóia da coroa” do atual governo (o Bolsa Família) é apenas a unificação e ampliação dos programas sociais implantados pelo governo anterior, já que o Fome Zero fracassou. Com relação à imagem do Lula hoje no exterior, cabe lembrá-lo que se deve ao sucesso do Brasil e não apenas ao “carisma” do presidente. Na reportagem especial que o The Economist publicou recentemente sobre o bom momento do Brasil, por exemplo, os gringos atribuem o sucesso do Brasil às reformas implantadas no governo anterior e a continuidade da política econômica no governo Lula (ainda que deixando a desejar). Sobre o “orgulho” que vc sente de Lula, os gringos perceberam o perigoso caminho populista que o Brasil está enveredando e nos alertaram sobre isso, afirmando que este é talvez nosso maior problema hoje. Mais uma vez repito, o Brasil está crescendo “apesar” de Lula e não “por causa” de Lula. Se Lula tivesse tanta certeza do seu “bom trabalho” ele não estaria tão empenhado em eleger a sucessora. Seu temor é que a oposição vença e o Brasil continue crescendo, o que ajudaria a população desinformada a ter um melhor referencial de comparação entre os governos do PT e do PSDB, o que dificultaria seu intento de voltar em 2014 e se perpetuar no poder.
      • Abbud says:
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        Amilton complementando seus comentários gostaria de dizer que a maior segregação social que existe é fruto da falta de acesso e condiçoes à educação básica universal, como voce bem avaliou, enquanto FHC investiu na base, Lula investe no topo, o problema do Brasil não é o ensino superior, é o ensino básico! Se fosse criar um slogan para a campanha eleitoral de 2010 ela seria: Diga não a esmola e sim a escola! FHC deixou o legado das bases macroeconomicas, Lula testa a capacidade democrática e política do nosso país, o próximo presidente deve deixar o legado fundamental da educação!
  30. joapas says:
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    O início da estabilidade econômica foi importante na Era FHC porém as privatizações que até hoje ninguém sabe aonde foi parar o dinheiro….o descaso com a educação pública em todos os níveis… o desemprego permanente…os pífios investimentos na educação e reforma agrária… a dependência econômica internacional (aliás se a crise fosse no governo FHC hoje estáríamos falidos)fizeram deste, um péssimo governo…oito anos empacados….Não tem como negar os inúmeros avanços do governo Lula em todas as áreas…Educação, saúde, segurança, habitação, reforma agrária, medidas emergenciais para redução da pobreza, investimentos em energia e diversificação da política econômica internacional…Não sou petista…mas também não tenho a inocência para acreditar que o governo FHC foi melhor que o governo Lula….abraços…
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      Joapas, Vc compara os dois governos exatamente como a maioria da população: sem observar os contextos. A era FHC foi de transição, de reformas. A era Lula de consolidação. Os “descasos” que vc critica da era FHC foram decorrentes da falta de recursos, uma vez boa parte das receitas foram consumidas com o aumento da dívida pública. Aí tem mais uma crítica fácil ao governo FHC, mas se vc mergulhar fundo também neste assunto vai ver que este foi mais um ônus que FHC pagou no processo de reformas da economia brasileira que agora o Governo Lula colhe os frutos. Sugiro que leia o último artigo da séria “Lula e a Dívida Pública”. Com os “pepinos” todos encaminhados, claro que Lula teve muito melhores condições para investir em todas as áreas. O que estamos comparando aqui não são os resultados, e sim os méritos de cada governo levando em conta as realidades enfrentadas. Cada um dos itens que vc citou já foram exaustivamente discutidos aqui, tanto nos posts quanto nos comentários (basta dar uma olhada). A diferença é que Lula pegou tudo pronto em uma época de crescimento da economia mundial sem crises. Pode ter certeza que, se Lula tivesse sido eleito em 1998 vc não teria hoje o mesmo conceito dele.
  31. Leonardo says:
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    Prezado colega, eu sou engenheiro e graças à não privatização da Petrobras hoje tenho uma profissão que dificilmente deixa os diplomados sem emprego que lhe forneça condições dignas para viver se os profissionais estiverem dispostos a estar nas áreas produtoras ou refinadoras. Isso ocorre graças à iniciativa do governo vigente que obriga a BR a licitar internamente suas necessidades de serviços. É ÓBVIO QUE A PETROBRAS SERIA MAIS RENTÁVEL COMO EMPRESA SE PRIVATIZADA FOSSE. MAS QUEM GANHARIA COM ISSO? SOMENTE OS ACIONISTAS, POIS EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS EM SUA MAIORIA NÃO SERIAM DE FORMA ALGUMA INTERNOS. O capital circulando seria muito menor. Então eu creio que a forma como as nossas estatais foram privatizadas foi errada e que as estatais dão menos lucro que as empresas privadas isso não é novidade. No entanto, além de impostos arrecadados, as estatais possibilitam uma geração de renda incrível quando obrigadas a lucrar, ainda que não em sua plenitude, MAS APLICANDO APENAS SERVIÇOS E MÃO DE OBRA nacionais. Nisso o governo FHC falhou feio. A economia mista se mostra uma alternativa mais do que viável: retira grande parte do ranço e ostracismo de ser uma estatal e freia de forma eficiente o capitalismo selvagem que apenas visa ao lucro de seus acionistas.
    • Abbud says:
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      Leonardo, até onde me consta 49% do capital da “nossa” Petrobras é pulverizado no mercado, ou seja, todos que possuem ações são donos dela tambem, da onde voce tirou que empresas estatais de capital misto tem que dar menos lucro? Concordo com voce que o modelo de economia mista é o ideal, sem dúvida. As pessoas cometem o erro de rotularem empresas privadas de capital aberto como ladrões do patrimonio público e estatais como empresas do povo, quando na verdade empresas estatais são de poucos políticos (e geralmente por causa disto ineficientes) e as empresas privadas de capital aberto são de todos os milhares de acionistas (povo), e devem ser eficientes e rentáveis. Lembre também que a sua Pretos (fundo de pensão da petrobras) é dona de parte de quase todas as empresas “demoniacamente privatizadas pelo FHC”, e por serem hoje eficientes garantirão sua aposentadoria.É assim que deve funcionar o modelo economico do futuro o “Socialismo de Capital” aonde toda a sociedade tem participacao nas empresas, ao mesmo tempo que trabalham nelas.
  32. says:
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    Legado ético? FHC HAHAHAHAHAHHAHAHAHA
  33. says:
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    REDUÇÃO DA POBREZA? FHC HAHAHAHAHAHHAHAH
  34. foralula says:
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    o nível dos apoiadores do chefe dos mensaleiros é medonho.
    • werner says:
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      Senhor Foralula: por gentileza dê uma olhada, nas minhas considerações, com carinho.E depois me diga o que acha, mas não leve para o lado pessoal, com relação ao presidente. Um abraço.
  35. werner says:
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    Com relação as críticas, sobre escandalos no gov. lula, Pesquisem como eu fiz. Falei com promotores, e agentes federais, perguntando a eles, como estava este gov. todos foram unanimes, nunca um governo deixou a justiça investigar corrupções em um governo, como este.Específicamente o presidente. Então não é este governo que é corrupto.Os podres, apareceram neste gov.tanto da direita como da esquerda, e os de cima do muro, PMDB, este nunca se sabe que lado esta.. Durante 20 anos, a direita sempre jogou pra debaixo do tapete, as cacacas, não se moraliza o que foi permitido em 20, em 7 anos. Outra coisa. se a direita estivesse ainda no poder, a Petrobras, o Bco. do Brasil, e a Caixa, já teriam sido vendidas. A exemplo da Vale, que através dela nossas riquezas saem do país mais fácil e legalmente.Graças a deus, o lula já avisou, a Vale vai ter de exportar produtos industrializados, e não só matéria prima, gerando assim mais empregos.Tenho 45 anos e já venho a um bom tempo acompanhando a política no pais. Não sou partidário, mas presto atenção nos numeros.O déficit público com certeza será controlado apartir do ano que vem. Outra coisa, muita gente não lembra, mas eu vi, por incrível que paressa, na Globo, quando o FHC entregou o gov. p> LULA, junto com a faixa, um empréstimo engatilhado, no FMI, pois bém , LULA não pegou, e ainda pagou a dívida com FMI, e agora empresta dinheiro ao fundo. Mais uma coisa: è muito fácil, criticar ,o bolsa familia principalmente quem tém condições de fazer 3 ou 4 refeições por dia. A pobreza diminuiu, isso é fato, Quando isso aconteceu antes????? Mais uma coisa: Se aturma do FHC tivesse continuado no poder, com certeza estariamos fazendo parte na ALCA, Pois os americanos na època precisavam escoar suas produções, pois já estavam prevendo, o que aconteceu. Uma coisa eu garanto, se na época , la tráz, do plano CRUZADO,o LULA tivesse entrado, com certeza teria dado certo, aí, a direita iria dizer, que o plano era deles, PÔ, VAMO SE RESPEITA.
    • Abbud says:
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      Werner, alguns pontos para reflexão: 1- Privatizações: Parte so sucesso do Brasil e não do Lula hoje, se deve justamente ao sucesso das empresas privatizadas, que hoje sim são do povo, pois rendem mais empregos, impostos, e principalmente dividendos aos milhares de acionistas na maioria brasileiros, ao contrario do passado aonde geravam aumento de dívida, empregos para políticos e afins, ou seja dividendos negativos para povo.Os valores e os metodos da privatização podem e devem ser questionados, mas se tivessem sido vendidas a R$ 1,00 já seriam melhor negócio para o País. 2- Bolsa família: é o maior programa de dependência social que já existiu neste planeta, se ele não é assistencialista me mande 6 nomes de famílias que depois de digamos 6 anos de programa tenham deixado o programa por que conseguiram se capacitar, arrumar bons empregos e não dependem mais do governo!Escola sim esmola não!
  36. werner says:
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    Pessoal, Mantenho meu ponto de vista a qualquer custo, mas deixa claro que respeito o ponto de vista de vcs.pois isso é democracia, limpa. um abraço a todos.
  37. werner says:
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    Mais um detalhe. FHC entregou o gov. com um saldo positivo de OITOCENTOS e alguma coisa de novos empregos, entre demissões e admissões.POSITIVO. O LULA prometeu em campanha DEZ MILHÕES, não conceguiu no primeiro mandato, mas se entregase hoje o gov. teria um saldo positivo de 12.000.000 ( DOZE MILHÕES). Diante das seguintes informações, a dívida pública, com certeza, pode ser tratada diferentemente; 12.000.000 novos empregos 6.000.000 deixaram a categoria de pobreza Pagamos o FMI, e estamos emprestando Dinheiro Temos condições de pagar a dívida externa, que D.Pedro iniciou quando mudouse para o Brasil, aliàs, as escolas deveriam ensinar aos alunos que o brasil, não teve sua independência declarada, mas sim que D. Pedro, comprou o Brasil (FIADO). Facilitação na aquisição da casa própria, que antes era só pra quem tinha dinheiro. Reduçâo do IPI, em vários produtos, em plena crise. E outras coisas mais. Concordo, que têm muita coisa pra ser feita, e acertada, mas pô, fazer em 7 anos o que não fizeram em dècadas? Vamo ajudá o home. A política no brasil, é como futebol; tem que ganha sempre, e não é assim. Todo jogo da seleção, o Brasil tém que ganha, senão, a emprenssa cai de pau. Obrigado por me aturarem. Um abraço.
  38. werner says:
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    Não podemos comparar o crescimento da CHINA com o BRASIL, a menos, que os brasileiros queiram, ter o salário que é pago aos chineses.
  39. werner says:
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    Muitos chamam LULA de ignorante, sem cultura, que não seba falar direito. Muito bém , todos conhecem JOSÉ SARNEI, Catedrático,Intelectual, as voltas com ascandalos, e pra quem não sabe, na época em que era presidente, deu calóte no FMI. Então quem seria o ignorante??
  40. MORAIS says:
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    Werner : “Deixa o home trabaiá”. Não importa se ele está quebrando o país, pois o Promotor ganha 25.000, por mês, mais 700 reais de diária. O governo deixa a polícia investigar corrupção? Então por que não investigaram a venda da Várig? As cartilhas do PT? O dinheiro dos aloprados? Aliás, foi preso um Federal com o dinheiro $1.700.000, se não me engano. E o mensalão? E a lavagem de dinheiro usando o “laranja” Lulinha? O filme patrocinado pelas empresas que “ganham dinheiro do BNDES. Repasse para ONGs. Repasse para MST. Compra do Panamericano. Patrocínios da Petrobrás, do BB, das outras estatais. Contratos das empresas de publicidade, quase todas de compadres, filhos, amigos do barbudo. Enfim, são tantos os escândalos que até perdemos a conta. Não pense que o príncipe barbudo encontrou uma fórmula mágica para governar. Todo esse dinheiro distribuído entre a quadrilha tem um custo e mais cedo ou mais tarde vai ser cobrado. Aliás, ele – chefe da quadrilha – faz isso em nosso nome, portanto esta conta vai sobrar para nós, brasileiros contribuintes pagarmos. E pelo que está se falando nos últimos dias, a dívida já passa de um trilhão e setecentos bilhões de reais, ou seja, um trilhão de dólares. Além de ladrões, são mentirosos. Muita gente no Brasil, incluindo gente esclarecida, está achando que o Brasil pagou a dívida. Sugiro que leia os artigos do A.Aquino “Lula e a dívida pública” e tire conclusões. Caridade com chapéu alheio é muito fácil. Concordo com algumas coisas que voce escreveu mas que nós temos condições de pagar a dívida externa é apenas mais um factóide do mentiroso. Aliás, ele está fazendo isto. Quitando dívidas (externas) contraídas a taxa de 3 % ao ano e contraindo outras dívidas (interna) pagando taxas de 8,75% a 11,5% ao ano(já foram até 27% a/a). Eu também fui iludido, votei na camarilha em 2002 e arrependi amargamente. O PT era para ser o partido da justiça social, da ética, da verdade mas se tranformou no partido da roubalheira do dinheiro público, da imoralidade, da mentira. E o pior, todos estão cegos e aplaudindo o espetáculo. è vergonha uma atrás da outra. Abs.
  41. Leonardo says:
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    Olá a todos tenho 22 dois anos e não tenho tanto conhecimento político como os que aqui postaram suas opiniões. Li praticamente todos os comentários e fica claro como o debate se procede e é sempre a mesma coisa um apontando o erro do outro ou como em um clássico de futebol independente do ganhador sempre o lado perdedor vai culpar sua derrota a um terceiro. Sei que posso estar indo contra o tema mais me sinto muito triste ao ver que as pessoas com maior conhecimento e preparo não tem o mais importante, que é o amor a esta nação chamada Brasil. Falo isso porque ambos os lados torcem para que o outro lado fracasse, erre só para ter o gostinho de dizer “eu ti falei você não quis ouvir”. Eu não estou em nem um dos dois lados, no entanto estou dos dois lados. • Obrigado Itamar por dar inicio ao plano real. • Obrigado FHC por usar seus diplomas e conhecimento para dar sustentabilidade a este plano. • Obrigado Lula por contrariar a todos que torciam pelo seu fracasso e conseguir “Administrar” este país mesmo não possuindo Diploma. Eu acredito no meu país, eu amo meu país, por favor, amem esse país torçam por ele independente de quem esteja no poder não torçam por tropeços ou por erros. Muitos falam e o mensalão ? Que bom que sabemos que ele existe pior seria se não soubéssemos não concordam? Corrupção é algo que sempre existiu e pouco se investigou pra minha felicidade no governo atual a atuação da Policia Federal foi maior, exemplo este que deveria ter acorrido em todos os governos. Volto a dizer torçam por este país independente de quem esteja lá no topo da pirâmide. Abram os olhos e reflitam que existem problemas maiores que mensalão e privatização e na maioria das vezes o problema começa na sua casa ao fecharem os olhos ou mudarem de canal quando o noticiário divulga que um menor de 16 anos reincidente mata em assalto, menor este que não pode ser julgado por ser menor mais pode ter filhos e decidir o futuro do país votando se ele tem o poder de decidir o rumo de uma nação porque não pode pagar pelos seus atos? Por que vocês não ficam bravos assim quando ano após ano nossos políticos do PT, PSDB, PMDB e etc. votam para aumentar seus salários ? E por que vocês não ficarem felizes quando a dona Maria lavadeira comprou sua tão querida maquina lavar em 24 prestações? Eu só sei de uma coisa seja Serra ou seja Dilma eu desejo uma boa sorte e que vocês consigam fazer com que nossa nação continue crescendo e seja cada vez mais respeitada porque este povo merece. Desculpas por ter desviado um pouco do foco da discussão e muita paz e serenidade ao votar na próxima eleição e que as escolha da maioria seja realmente a mais acertada para este país.
  42. PEDRO MACHADO DE MELO ROMANO says:
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    Risível, O dono do blog apresentou uma versão totalmente tendenciosa. Na verdade, a despeito de tudo que o Lula fez, ainda existe um resquício de resistência de seu nome na classe média. Na comparação com o governo FHC, o governo lula foi em todos os termos muito melhor, repito, em todos os termos e sem sombra de dúvidas. O dono do blog foi profundamente leviano em sua análise. Como muitas pessoas, principalmente da classe média, o dono do blog, isto é visível, não aceita ver os fatos, os números, e vem com toda essa tucanagem, tentar ganhar no grito. Muito feio isto, é desviar totalmente a realidade das coisas, é não reconhecer que está errado por orgulho. Se fosse ao contrário, se o governo FHC fosse bom, eu, a despeito de ter uma formação de esquerda, seria o primeiro a reconhecer. Na verdade, as análises isentas já estão sendo feitas, diferente dessa análise leviana do dono do blog, fruto de preconceito e de irracionalidade, a história já tende a considerar o governo Lula no mesmo nível de grandeza ou até em patamar mais alto, que os governos de JK e Getúlio Vargas. Como disse o nosso amigo acima, algumas pessoas pensam que é mais importante a opinião ideológica do que o bem do nosso Brasil. Existiram governos de esquerda que deixaram muito a desejar sim, posso citar vários, assim como existiram governos de direita que também deixaram a desejar. Existiram governos de esquerda bons, existiram governos de direita bons. Tirando o discurso ideológico, se formos honestos, temos que admitir que o governo Lula foi sim muito, mais muito melhor que o governo FHC
    • Abbud says:
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      Pedro, se fossemos ver apenas números econômicos sem contextualizá-los, chegaríamos a conclusão que o regime militar da década de 70 foi o melhor de todos os tempos! Crescimento Chines! Taxas médias acima de 10% ao ano, e a história nos mostrou o contrário pagamos a conta até 6 anos atrás quando então o Deus Lula assumiu a casa arrumada! O dono do Blog fez uma análise fundamentada e contextualizada, coisa que infelizmente a minoria neste país sabe fazer, não pela classe social que faz parte, mas pela falta de educação básica e cultura necessários ao senso crítico. Costumo dar um exemplo de fácil entendimento, se o Brasil fosse uma monarquia parlamentar, FHC,JK e GV seriam exemplos de primeiros ministros, trabalhadores e empreendedores, já LULA daria um perfeito Rei, com carisma mas que nunca quiz trabalhar na vida, que vendeu um dedo que quase ninguem na história deste país perdeu, por que é o mais díficil e raro de se perder em acidentes, e que por acaso é o que nóss menos usamos! o mindinho da mão esquerda!POr que será? Ache um caso de acidente igual ao do Lula e me prove que ele não vendeu o dedo!
      • Pedro says:
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        Abbud, olha, quando a coisa chega nesse nível fica difícil discutir. Eu pensava que estava em fórum de debates, em que as pessoas discutem em alto nível. Tenho que ser bastante sincero com você, ao chegar à baixeza de afirmar que o Lula ´vendeu` o dedo acidentado você apelou… tal posição reflete a sua falta de preparo para discutir qualquer coisa. Coisa desse tipo, acusações dessa natureza, podem ser enquadradas no art. 139 c/c art. 141, I do Código Penal Brasileiro, traduzindo: difamação grave contra o presidente da república. Sou advogado, e toda vez que eu vejo coisas dessa natureza, fico revoltado, essas maldades, essas fofocas, essas intrigas, sabe…me deixa triste, pense por exemplo se tivesse acontecido com alguém da sua família, e uma pessoa alegasse que o acidente foi resultado deliberado de marketing pessoal para chamar a atenção… aí você seria vítima do seu próprio veneno, queria ver se você ia gostar! Esses argumentos fortalecem a tese de que esse blog é uma piada de mal gosto, porque se fosse sério mesmo, se fosse destinado verdadeiramente ao debate em alto nível, teria o seu comentário retirado pelo dono do blog, que se auto define como uma pessoa que enxerga mais longe que o resto da população e não filtra nem mesmo um comentário criminoso como o seu. Podia me calar, mas diante disso, deixo o meu protesto, contra você e seu comentário, e ao dono do blog que não teve a decência de retirá-lo ou então intervido contra o seu conteúdo.
        • Abbud says:
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          Pedro, como advogado que voce o é, voce esta certo, realmente juridicamente nao podemos provar que o nosso presidente vendeu o dedo, mas tecnicamente e como engenheiro eletricista e de seguranca do trabalho que eu o sou, posso sim elaborar uma tese embasada pelas disiplinas da estatistica, mecania e física, com uma conclusao tecnica que ate onde sei como leigo nao fere nenhuma lei deste pais. E outra, ninguem se mutila por marketing, e sim por necessidade, neste caso, cada falange perdida em um acidente do trabalho gera uma indenizaco trabalhista, alem de afastamento de trabalho, por incrivel que pareca tal atitude e mais comum do que se imagina, tirem suas proprias conclusoes. Mas por que nao comentou meu argumento da necessidde da contextualizacao? Pela sua teoria a decada de 70 e os governos militares nao foram os melhores? Ou vai apenas desviar o assunto tentando utilizar o artificio que o atual governo adora, e o governo militar do passado mais ainda, que e a intimidacao “juridica” da censura!? Felizmente ainda vivemos em um pais livre, e ainda na era da internet que permitem analises e debates como deste excelente blog, com opinioes de qualquer pessoa que se interesse pelo assunto.
      • Clovis Aragão says:
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        Ok caro Abbud, vc nos informa que o regime militar sob aspecto economico foi o mais bem sucedido por assim dizer, com taxas de crescimento a nível chinês. lindo, maravilhoso, realmente um espanto.Mas cabe uma perguntinha simples: Crescimento em favorecimento de quem? Acredito que o cerne do que se discute aqui seja exatamente em qual destes períodos os pobres, vou repetir, os pobres, foram beneficiados e vistos como parte do bolo a ser repartido. Vou lhe responder sem medo de pedir perdão a DEUS: NUNCA,em tempo algum. Portanto a espeito do erros do Srº Lulla, que certamente ocorreram, fato inegável é, que durante sua gestão a inclusão social ocorreu de forma inquestionável.
  43. Pedro says:
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    Não adianta tentar argumentar em cima de fatos gente! se for relativizar tudo cairemos no que o famoso colunista da folha José Simão chama de tucanagem, com todo o respeito aos defensores do PSDB. Essa anásile do blogueiro não foi isenta, fica claro que ele já tem uma idéia a priori independente dos fatos, ou seja, qualquer que fossem eles, tentaria obscurecer pra tentar fazer prevalescer sua idéia pré-concebida e original. Até o americano mais conservador de todos reconhece que o governo Clinton foi muito melhor do que o governo Bush, é tão certo quanto dois e dois são quatro. Assim como qualquer brasileiro que não pense somente em si mesmo, diante dos fatos, reconhece que o governo Lula foi e é muito melhor que o governo FHC. Qualquer americano, independente de ideologia, sabe que o governo de Roosevelt foi essencial para os Estados Unidos. Gente, vamo parar de tentar botar chifre em cabeça de cavalo, se for discutir até se dois e dois são quatro, aí não tem jeito!!
  44. werner says:
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    Para FORALULA; O que vc. me diz dos DEMOCRATAS, partido contrário ao do lula(chefe dos mensaleiros), como vc diz.? Parece que os mensaleiros tém mais um chefe, o Gov. de Brasilia.
  45. werner says:
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    Na verdade, o nosso país só tera geito,quando, não axistirem mais polítcos corruptos, e os empresarios, não sonegarem mais impostos.
  46. Pedro says:
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    Caro Abbud, Não confunda censura com ética. Sinceramente achei seu comentário sobre o ´dedo` do Lula preconceituoso, perigoso, resumindo, eu não insinuaria tal coisa nem para o meu pior inimigo. Está na Constituição Federal que o Brasil prima pela dignidade da pessoa humana, e o seu comentário foi, tirando todas as divergências políticas, indigno. Mas vamos voltar a discussão, não sei porque você saiu dela e desviou para um assunto tal maldoso!! De fato, o período da ditadura militar foi marcado por um intenso crescimento econômico, o Brasil chegou a estar entre os três países que mais cresciam no mundo inteiro. As taxas variavam de 7% à 13%, conforme você mencionou, ´crescimento chinês`. Mas havia uma noção equivocada de que era primeiro preciso fazer o ´bolo crescer`, para depois dividí-lo, noção essa considerada obsoleta hoje pelos economistas. O período do ´milagre econômico` fez o Brasil crescer enormemente e entrar no grupo das maiores economias do mundo, mas ao invés de tal crescimento diminuir a pobreza, o resultado prático foi aumentar a desigualdade social, criando abismos que são nítidos até hoje entre as camadas pobres e as pessoas ricas. O governo militar adotou a famosa política do ´arrocho salarial` e a miséria, mesmo com tanto crescimento, não diminuiu. E obviamente, os resultados econômicos no período militar foram conseguidos em detrimento de valores éticos, culturais, humanos. Não havia uma oposição séria e qualquer vestígio de democracia. O governo militar perseguiu ferozmente seus opositores, eliminando-os, inclusive com assassinatos que somente hoje começam a ser desvendados, em suma, uma época a ser esquecida, apesar do crescimento econòmico O mérito do governo Lula, foi e ainda é, a preocupação constante em gerar crescimento distribuindo a renda, reduzindo a pobreza, aumentando o poder aquisitivo da população. E ninguém pode negar que os resultados estão sendo obtidos. Mesmo com índices de crescimento menores que os do governos militar, com Lula, o crescimento está vindo acompanhado da melhoria das condições de vida da maior parte da população com a respectiva diminuição da pobreza. Isso, de fato, nunca ocorreu na história do Brasil. Muito bem, já que você é engenheiro, não acha que um governos que supera o anterior em 100% dos aspectos seja considerávelmente melhor? Se fossem melhores 60% dos indicadores contra 40% desfavoráveis, aí sim, poderíamos entrar numa discussão em torno de qual foi melhor. Não acha, que o índice de aprovação do governo Lula demonstra que o seu governo foi e está sendo melhor que o governo FHC? Olhe bem, nada mais nada menos que 80% por cento da população aprova o governo Lula…vai ver qual era a aprovação do FHC no final de seu segundo mandato. Eu acho que 20% da população brasileira, talvez um pouco menos, sempre vota contra o PT, é a parte conservadora do eleitorado, se você considerar a aprovação do presidente diante desse número, constata que o governo é Lula é quase uma unanimidade. Como engenheiro, é mais claro pra você que a chance de 80% da população estar errada é bem menor do que 20% que não mudaria de opinião nem mesmo se o Lula fizesse chover durante todo o ano no sertão nordestino. Há não ser que você compartilhe da visão do dono do blog, que de forma terrivelmente arrogante, acha que somente ele mesmo tem condições de ver a realidade dos fatos, enquanto que outros 80% de brasileiros estão errados. O dono do blog deve ser aquela pessoa que nunca pegou um ônibus na vida, que almoça só em restaurantes badalados, que nunca lavou um banheiro, se estivesse no olho do furacão da realidade econômica e social brasileira, perceberia com certeza que as coisas estão sim melhorando. Quem conhece a história do Brasil, sabe que em determinadas conjunturas, o crescimento e desenvolvimento se deram de maneira mais concentrada. Foi o caso de uma parte do governo do imperador Dom Pedro II, da era Vargas, da ascenção de JK, do Milagre econômico. Tais épocas, na minha visão, existia um desejo genuíno de seu líderes em modernizar o Brasil, em desenvolver o Brasil, em elevar o Brasil a um papel importante no cenário geopolítico e econômico mundial. Por isso, os seus líderes(com exceção do militares, que repito, cometeram crimes contra a humanidade para atingirem seu objetivos)tem um lugar de destaque na história. Com certeza o governo Lula também terá um lugar de destaque na história, talvez até a frente dos que foram mencionados acima, porque Lula, pela primeira vez na história do Brasil, adotou um política de crescimento apoiada na melhoria de condições de vida do brasileiro. Já FHC, na minha opinião, não terá o mesmo reconhecimento da história. Ele dilapidou o tesouro nacional para manter uma política cambial surreal, combater a inflação com fins eleitoreiros, gerando para tanto milhões de desempregados e só aumentando a pobreza. A história também vai colocar os verdadeiros pingos nos is, e aquela coisa de mudar a Consituição para se manter no poder ficará caracterizada como uma incoerência de um governo que se dizia democrático mas que no entanto utilizou de emendas constitucionais e de corrupção para permanecer no poder.
    • Abbud says:
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      Pedro muito bom! voltamos a discussão técnica, vamos lá então aos meus contrapontos. Quando falamos de aprovação de um Governo não estamos comparando ele a nenhum outro, apenas opinando se ele esta sendo positivo ou negativo, aos olhos populares que exergam o movimento no comercio e a estabilidade economica claro que ele será avaliado como positivo, mas se a pergunta fosse: Qual governo foi mais competente e fez mais pelo país ao seu tempo, ai teríamos uma análise um pouco mais elaborada e contextualizada, e ai meu amigo, concordo com o dono do blog que o FHC foi muito mais competente e preparado do que o Lula, ou ainda, se LULA e FHC trocassem de períodos, LULA ou o Brasil estariam acabados enquanto FHC teria que arrumar a casa de qualquer jeito, porém em um ambiente mundial muito mais positivo, e mesmo assim seria capaz de obter resultados melhores do que o LULA atualmente. Quanto a melhor distribuição de renda, em nenhum momento tivemos um salto tão grande quando do fim da inflação, essa sim corroia a renda dos mais pobres que não tinham acesso ao sistema financeiro, enquanto empresas e os mais ricos se protegiam e lucravam muito com ela. Será que LULA e seus companheiros conseguiriam diminuir a inflação gastando mais, estatizando mais, inchando mais? Por que será que a dona Marta do PT quando assumiu uma prefeitura desturida financeiramente por 4 anos de Maluf e 4 anos de Pitta não teve a mesma popularidade do nosso Amigo Lula? A competência aparece nos momentos de crise, e de falta de recursos. Hoje a ditribuição de renda funciona muito bem dentro dos companheiros do lula, que inchou o funcionalismo e maquina de forma fantastica! Ta sobrando dinheiro não é mesmo? enquanto que distribui uma pequena, mas pequena parte mesmo como esmola atraves do bolsa familia, e assim todo mundo fica feliz e ele garante votos, este é o ciclo perverso que vivemos. Mas o controle da inflação era o primeiro passo, falta ainda o segundo passo e o mais difícil, aumentar a renda de forma sustentável e diminuir o abismo social que ainda vivemos, e ai meu amigo Pedro, so com uma estrutura educacional e de capacitação profissional de primeiro mundo, e não com programas assistencialistas do terceiro mundo populista como o Bolsa Familia é no formato atual, não adianta aumentarmos o bolo se a maioria das pessoas não terão capacidade de usufruí-lo, pois não terão pratos, talheres ou ate mesmo geladeira para poder conservá-lo e aproveitá-lo, continuará sendo um bolo para poucos. No modelo atual estamos condenando uma grande parte da populacao brasileira, que sim é verdade, deixou a classe E e migrou para a classe D, com suporte do Bolsa Familia, mas que para por ai, pois não existe mágica, a única maneira de aumentarmos a renda de uma população de forma sustentável é através da educação, no Brasil, nos EUA ou na Somalia, pessoas sem formação básica estão condenadas a viver nas classes mais pobres da sociedade pois so terão acesso a subempregos. Faco de novo o desafio, me tragam uma lista de 100 familias de deixaram de receber o beneficio do bolsa familia que ja dura 6 anos, por que conseguiram se estruturar e andar com as próprias pernas. A solução imediata é simples, o Bolsa Familia tem que ser um programa com data para começar e terminar,por exemplo no máximo 3 anos, depois deste prazo o programa deixa de ser pago a familia e passa a ser a garantia das condições básicas de suas crianças terem acesso integral à educação de qualidade, uma Bolsa Escola melhorada. O que queremos para o futuro do nosso país? Uma grande sociedade que não passa fome mas ainda faz parte da classe D, dependende de programas sociais. Ou uma grande sociedade, que da a mesma chance de ascenção social a todos, idependente da região, cor ou classe social que faça parte, através do acesso a educação universal de qualidade?
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      Meu caro Pedro, Como vc e todos os demais internautas podem ver, faz um bom tempo que não posto nada no blog por absoluta falta de tempo, pois, ao contrário da sua idéia préconcebida sobre as pessoas que criticam o deus Lula, ando de ônibus sim (e todos os dias). Aliás, dou um duro danado para sustentar minha família, enfrentando mil dificuldades, porém com muita dignidade.
    • Lady says:
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      Não nego que o governo Vargas trouxe mudanças importantes para o Brasil tanto no plano economico quanto na conquista de direitos trabalhistas. Mas se você exclui os militares da lista de “líderes que tem um lugar na historia do Brasil” devido aos crimes que eles cometeram, deveria excluir Vargas dessa lista também. Durante o primeiro governo da Era Vargas a repressão foi atuante e cruel. A mídia foi censurada, as crianças eram alfabetizadas com cartilhas que enalteciam os feitos do presidente, opositores foram presos, havia TORTURA, partidos foram colocados na ilegalidade. Enfim, tudo o que os militares vieram a fazer depois, Vargas fez. Sem falar que ele permaneceu no poder através de um golpe, o que definitavemnte não o coloca no hall dos defensores da democracia.
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        Concordo plenamente contigo, Lady. Vargas até então era o nosso mais famoso exemplo de populismo no Brasil. Depois do suicídio então virou um “intocável”. Sua morte foi mais um xeque-mate na oposição, justamente quando sua máscara começava a cair. Uma pena. Caso isto não tivesse acontecido, talvez a história fosse contada de uma maneira mais realista e talvez hoje não tivéssemos um ditador como ídolo dos nossos políticos.
  47. Pedro says:
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    Caro Amilton, Ótimo então, se a sua opinião é formada não por manipulações ideológicas ou por interesse proprio, então podemos discutir de forma mais racional. Olha, na sua análise, em relação às políticas macro-econômicas, em relação ao legado ético e em relação à redução da pobreza, fica a impressão sim de uma análise tendenciosa pró-fhc. Vamos lá: primeiramente, em relação às políticas macro-econômicas. Durante os oito anos de mandato de FHC, a política econômica esteve somente voltada para o combate à inflação e ao controle do real. Para tanto, sua solução foi simples, aumentar os juros a patamares estratosféricos(os maiores juros do mundo), cortar os gastos públicos em infraestrutura, educação, investimento e arrecadar com a privatização de estatais. Como você observa, a maneira mais fácil de combater a inflação, a única com 100% por cento de eficácia, mas com um imensurável custo. O Brasil, nos oito anos de governo FHC, a despeito de controlar sempre a inflação, não cresceu, e consequentemente não gerou empregos suficientes para absorver o crescente mercado de trabalho, sem trabalho jovens ficaram mais propícios às drogas, a criminalidade disparou, a pobreza aumentou e a desigualdade nunca esteve tão grande. FHC com sua política sucateou todas as universidades públicas, quem estudou em alguma delas, como eu, sabe do que estou falando, as vezes faltava até material. Deve ser por isso que os responsáveis pela administração das Universidades Públicas não querem ver o FHC nem pintado de ouro. Ainda assim, mesmo com essa política, no final do mandato, FHC entregou o país com o dolar acima da casa dos quatro reais(assumiu com o dólar a um real) e com a inflação acima de 12%, inflação na casa dos dois digitos amigo!! você está chamando de condições macroeconômicas favoráveis, somente esses dois fatores(inflação e câmbio) quando existem muitas outras condições macroeconômicas que estavam totalmente desfavoráveis no final do mandato de FHC. E mesmos as que você classificou como favoráveis, não estavam nada favoráveis, dolar a mais de quatro reais e inflação maior que 12%. As desfavoráveis são muitas: primeiramente as elevadíssimas taxas de juros( com essas taxas nem a Chinha cresceria), em segundo lugar estagnação, o PIB brasileiro não cresceu com FHC( essa é a condição macroeconômica mais importante), o risco país acima de 2.000 pontos. Você vai afimar que o risco país nesse patamar foi por causa da eleição do Lula, olha, você pode pensar dessa forma só se estiver muito mal informado, mas muito mal informado mesmo. O risco país permaneceu alto durante toda a era FHC, e mesmo após a eleição do Lula, já havia um acordo deste prestando compromisso com FMI que se eleito manteria o superávit fiscal em 3,75%, o que acalmou o mercado na época, não adianta discutir, está em todos os jornais da época. Ainda com relação às condições macroeconômicas, FHC detonou as reservas cambiais para manter o real, e nessa brincadeira foi também o capital arrecadado com as privatizações, realizadas por sinal com excessiva pressa e com preços muito inferiores aos que as estatais valiam. Em resumo, Lula assumiu com as condições macroeconômicas totalmente desfavoráveis. Em relação ao legado ético, de novo você esta equivocado. Apesar de os dois governos conviverem com escândalos, Lula afastou todos que estavam envolvidos, até mesmo velhos companheiros que sempre estiveram com ele, podemos citar José Dirceu, José Genuíno, Delúbio Soares, Antônio Pallocci, ou seja a cúpula máxima do PT. FHC não afastou, não deixou sequer que os escandalos em seu governo fossem investigados. Redução da pobreza, na sua análise FHC foi melhor que o Lula, algo que claramente, cabalmente, você está errado, não adianta negar os fatos. Com Lula o salário mínimo é três vezes maior, foram gerados muitos mais empregos que comparado a FHC, muitos brasileiros estão mudando de classe social. Eu sei que esse é um espaço pró- PSDB, claro que é, mas como brasileiros, temos que colocar o nosso país acima dessas rixas partidárias, e não adianta espernear gente, o governo Lula foi incomparávelmente melhor que o governo FHC.
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      Pedro, Uma das coisas que mais me incomodam neste debate é a ingenuidade de comparar os governos sem levar em consideração que os índices econômicos são cumulativos e, claro, se atribuir aos presidentes todos os méritos do mundo ou todas as mazelas do mundo, conforme a conveniência. Coisa de populações ignorantes, que julgam o desempenho dos governantes pela melhoria ou não do dia-a-dia, sem levar em consideração os desafios que cada um enfrentou e o contexto da economia mundial. Claro que a atuação do governante tem um peso decisivo nos destinos de um país, mas convém ressaltar que a economia tem uma dinâmica própria e que, caso haja condições propícias, ela se desenvolve, independente do governante ou do regime político. Temos hoje no Brasil um perfeito exemplo disso, mas poderíamos citar também a China e até Angola que cresceu em 2007 mais do que o Brasil cresceu em toda a década atual. Para alguém que não sabe nada de economia a tendência é acreditar que o atual presidente de Angola está fazendo o melhor governo da história daquele país. No entanto, se olharmos um pouco mais para este caso vamos ver que tal crescimento é decorrente da combinação de alguns fatores: o recorde do preço do petróleo em 2007 (principal produto de exportação de Angola), demanda reprimida por muito tempo e, claro, as condições macroeconômicas favoráveis. Se compararmos o primeiro e segundo governo de Lula vc vai chegar a conclusão que o segundo foi muito melhor, pois os indicadores econômicos são melhores. O que ocorreu aí foi justamente o que falamos no primeiro parágrafo, pois o segundo governo Lula se beneficiou das conquistas do anterior (e dos anteriores), pois a base de comparação é sempre inferior, caso não ocorra nenhuma crise mais grave, claro. Se tivessemos um outro presidente entre 2003 e 2006 com os mesmos resultados, hoje vc certamente o estaria denegrindo. Só para dar um exemplo: quando FHC assumiu o governo o PIB era de R$ 350 bilhões. Como a carga tributária era de 28,6% do PIB o Governo tinha que se virar com um orçamento de pouco mais de R$ 100 bilhões para governar para 160 milhões de brasileiros. Hoje o Governo tem um orçamento 15 vezes maior para governar para 193 milhões de brasileiros. A base de comparação do PIB ao final do Governo FHC é, portanto, de R$ 1,5 trilhão, enquanto que hoje o PIB já ultrapassou os R$ 3 bilhões. Ou seja, ficou bem mais fácil governar. Que fique bem claro: uma coisa é a atuação dos governos. Outra bem diferente são as épocas, a dinâmica própria da economia e da sociedade, o processo histórico que faz o mundo de hoje ser tão diferente coma comparado a 10, 20 ou 30 anos atrás. Quem está no poder é apenas um ator neste processo, onde a estrela principal é a economia. Aí vc vai dizer que Lula é o responsável pelo crescimento da economia brasileira! E aí eu te digo que apesar de Lula ter pego um período de calmaria na economia mundial, combinado com um aumento expressivo dos principais produtos de exportação brasileiros, sem crises, nossa economia cresceu abaixo da média mundial. Só no último ano de governo está previsto um crescimento acima de média mundial para o Brasil, uma vez que a crise internacional prejudicou muito mais os países desenvolvidos e, de certa forma, fortaleceu a posição de países emergentes como a China e o Brasil. Na era FHC, lutando contra a inflação, implementando reformas, em meio a diversas crises nos países emergentes que atingiram em cheio nossa economia, ainda assim FHC conseguiu crescer acima da média mundial. E aí entro finalmente nos fundamentos macroeconômicos. Como vc disse, realmente os oito anos de FHC foram marcados pela luta contra a inflação. Porém vale ressaltar que se este esforço não tivesse sido feito, hoje talvez ainda estivéssemos torrando bilhões e bilhões em vários outros planos e o Brasil não tivesse hoje se preparando para entrar no hall das potências. Não sei que idade vc tem, mas acompanhei todos os planos econômicos desde a democratização e vi várias vezes a inflação zerar e logo em seguida voltar com mais força. Muita gente pensa que o plano real foi só aquele artifício de conversão de Cruzeiro para URV e de URV para Real. Na verdade, a estabilização da economia brasileira foi um longo processo que ainda hoje não foi concluído. Por que vc acha que ainda hoje pagamos os juros mais altos do mundo aos especuladores, apesar de todo o sucesso da nossa economia nos últimos anos e da abundância de dólar? Justamente porque o Governo Lula até hoje não criou um outro mecanismo de combate a inflação. Tudo continua fundamentado na herança de FHC, onde o principal mecanismo de controle é a taxa Selic. Se a inflação ameaça voltar, logo os juros voltam a subir e assim por diante. Ou seja, Lula repete a mesma política que criticava de FHC e que vc ingenuamente continua repetindo. A diferença é que hoje não existem pressões como na década passada, onde a simples possibilidade de eleição de Lula elevou o dólar a R$ 4 reais. Mais uma ingenuidade sua achar que os governos podem controlar ao bel prazer o preço da moeda norte-americana. A única coisa que podem fazer é comprar ou vender a moeda, conforme os sistema flutuante da taxa de cambio, mais uma política macroeconômica adotada por FHC e que Lula segue à risca, muito bem conduzida por Henrique Meireles, um tucano recrutado pelo PT para conduzir o BC já que o PT não conseguiu ninguém do partido com competência para fazê-lo. Este discurso fácil do PT acontece em muitas outras áreas. A privatização que vc citou, por exemplo. Por que será que Lula não reestatizou como os coleguinhas da Bolívia e da Venezuela? Por que será que Lula privatiza estradas e agora quer privatizar os aeroportos? Por que será que Lula abriu o capital do BB da mesma forma que FHC fez com a Petrobrás? Por incrível que pareça, o PT, mesmo fazendo tudo que criticava antes, continua com mesmo discurso fácil, uma cara-de-pau que só se sustenta pela ignorância do povo. O endividamento da era FHC é outro exemplo. É comum dizer que este multiplicou a dívida é bla blá blá para justificar o endividamento que continua a aumentar na mesma proporção da era FHC, só que em um ambiente extremamente favorável. Porém, 85% da divida deixada por FHC foi decorrente da resolução de problemas que vieram à tona com a queda da inflação, como o repasse de R$ 275 bilhões de dívidas dos Estados e municípios em troca da aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal; R$ 70 bilhões para o saneamento e fortalecimento de bancos estatais que hoje esbanjam saúde e que ajudaram o país a passar bem pela única crise que Lula enfrentou; R$ 143 bilhões dos passivos contingentes dos “esqueletos” que vieram à tona com a queda da inflação. Mas e Lula? Que motivos teve para continuar aumentando a dívida interna? E como explicar os quase R$ 500 bilhões de títulos em poder do BC não contabilizados na dívida interna? Quem vai pagar? É a falta de conhecimento sobre a dinâmica da economia, combinada com a má fé da politicagem e a ingenuidade que dão suporte as críticas fáceis como as que vc faz. Vc confunde índices econômicos com políticas macroeconômicas. Assim fica difícil debater, amigo. Se existe um consenso entre os economistas este é que Lula não inventou nada. Apenas manteve os fundamentos da política macroeconômica implantada nos anos anteriores (além, claro, de gastar demais). Tudo o que vc citou de forma distorcida foi decorrente do processo histórico pelo qual o Brasil teve que passar para que chegássemos onde estamos. FHC assumiu o ônus, Lula ficou com o bônus. O resto é demagogia. Sobre o legado ético, Lula desperdiçou a grande chance de pelo menos dar um ponta pé inicial em uma mudança na política brasileira. Com 80% de popularidade, sem nem ao menos colocar em discussão nenhuma das sete reformas prometidas ainda no discurso de posse do primeiro mandato, o Governo atual não precisava repetir as políticas clientelísticas do passado e não precisava mergulhar na lama do mensalão. Em respeito a sua história e aos eleitores que como eu acreditaram em uma mudança na política com sua eleição, Lula hoje deveria, no mínimo, ter a humildade de reconhecer seus erros do presente e principalmente do passado, quando fazia oposição a tudo que hoje defende com unhas e dentes. Não é uma questão de comparar o número de escândalos de cada governo (coisa que o PT hoje já ganha) e sim da desilusão política que este cidadão provocou. Hoje está tudo nivelado por baixo. Não temos mais referências. O Congresso nunca esteve tão desmoralizado. E isto tem tudo a ver com o mandatário maior, pois este não tem moral nenhuma para exigir nada. Este é o triste legado de Lula no quesito ética. Sobre a redução da pobreza, vc faz o mesmo raciocínio simplório que faz com a economia. Não sei se vc percebeu, mas os índices de redução da pobreza citados são da FGV. Eu apenas lembrei que a redução da pobreza dos governos anteriores ocorreram por méritos dos governos com a estabilização da economia e com a criação dos programas do PSDB que Lula unificou e deturpou. Não se trata de comparar os números de pessoas que saíram da linha da pobreza nos dois governos, pois isto tem muito a ver com o processo histórico e o momento da economia (e o tamanho do PIB que citei acima), e sim de comparar os méritos de cada um nas iniciativas que abriram caminho para tais conquistas. Nesta comparação, Lula é apenas um continuador. Mais uma vez não inventou nada, e sim se beneficiou dos méritos dos outros, graças à ignorância da população, a mesma que acredita que Lula pagou a dívida externa, apesar de continuarmos pagando os juros dos US$ 277 bilhões que continuam sendo contabilizados pelo BC. Não, amigo. Este espaço aqui não é do PSDB. Aliás, não tenho nada com o PSDB, não conheço nenhum político do PSDB pessoalmente. Agora poderia citar alguns nomes de alguns políticos do PT e do PC do B com quem tive contato na minha época de militante estudantil. Este espaço é sim dedicado a esclarecer sobre as mentiras que triunfam neste país. As rixas que vc citou são fruto justamente do populismo do presidente que nunca desceu do palanque. No poder, PSDB e PT demonstraram mais convergências do que divergências. Era de se esperar, portanto, que hoje tivéssemos um debate menos ideológico e mais voltado às idéias. Se Lula se comportasse realmente como um estadista, hoje ele deveria estar acima de tudo isso (como esteve FHC), longe das disputas políticas. Poderíamos hoje estar discutindo o futuro de uma forma mais racional. Certamente pouparíamos nosso precioso tempo com este tipo de discussão sobre o passado, pois realmente o Brasil está entrando nos trilhos, apesar de Lula.
  48. Abbud says:
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    Pedro realmente confirmamos que Deus é brasileiro, deu a pedra para cada presidente carregar do tamanho da sua competencia e capacidade, fez LULA esperar 12 anos e perder tres eleicoes seguidas até que o Brasil (e por que não o próprio LULA) estivesse preparado e a prova do LULA, e ainda para garantir que nada desse errado, nenhuma crise ocorreu durante 6 anos seguidos. Imagine LULA tendo que acabar com a Inflacao fazendo o que voce descreveu como simples, cortar gastos e privatizar, palavras que não existem no vocabulario do PT, qual seria a mágica economica? O comunismo Cubano, como alguns ate hoje no PT acreditam? Como disse em comentário anterior, os fundamentos politicos, democráticos do nosso país estão sendo testados nestes 8 anos de LULA, o que é excelente para a maturidade do nosso país, depois de LULA temos a certeza, que como um edifício, nosso país foi construído sobre fundaçoes sólidas, e por pior que sejam os seus futuros síndicos, ele não cairá.. resta saber como queremos que seja a vida dentro dele. E só retificando, todos os companheiros mencionados por voce, continuam filiados e com cargos no PT, fora a acessoria que continuam dando ao Governo. Só sobrou a Dilma não afastada (pelo menos dos holofotes) e com cargo oficial no Governo… Abraços
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      Perfeita a sua colocação, Abbud. Não precisava nem ir muito longe. Bastava Lula ter sido eleito de 1998. Teria assumido já em plena crise asiática, tendo logo a crise da Rússia e da Argentina na sequência. FHC teria então voltado em 2002 com sobras. Certamente Lula hoje seria apenas uma triste lembrança.
  49. Fábio says:
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    Faltou um tucano com as garras afiadas…. kkkkkk Muito boa!
  50. Maurílio Melo says:
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    A análise está muito bem feita e a conclusão não poderia ser outra. O problema é que temos muita gente que só vê o momento, inclusive endeusando políticos que, muito provavelmente, não chegariam ao plano real, como foram os presidentes anteriores ao FHC.
  51. Pedro says:
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    Agora que o país está no trilho, está crescendo, depois de anos negros na era FHC, vão tentar de todas as formas desvirtuar, pra voltar àquela velha história de cento e oitenta anos atrás. Pela primeira vez na história o Brasil se preocupa com os pobres, vão tentar desvirtuar isso também. FHC foi um presidente das elites. Foi eleito duas vezes Presidente da República e achou que ainda era Ministro da Fazenda. Governou apoiado nos seus amigos intelectuais do PSDB paulista, até hoje o único quadro presidenciável do partido. Ficou oito anos somente voltado para economia, somente no âmbito da avenida paulista. Entregou o país endividado, com as reservas devastadas, com uma enorme taxa de desemprego, com o risco país acima de 2000 pontos. Mudou a Constituição para permanecer no poder. No cenário geopolítico mundial o Brasil tinha a mesma importância que a Argentina. Lula, mesmo com toda sua resistência, mesmo não tendo o diploma que vocês tanto valorizam, estabilizou o país, venceu as velhas oligarquias golpistas, fez o Brasil crescer, diminuiu a inflação, diminuiu o risco país, e acima de tudo melhorou as condições de vida da população mais pobre, algo que um intelectual da elite não pode entender. Lula também elevou o Brasil à categoria de líder na América Latina de maneira indiscutível, e com papel de destaque nos BRICS, em contraposição aos países desenvolvidos. A ordem mundial hoje consiste na dualidade entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento liderados pelos BRICS, portando o Brasil é ator global de primeira ordem. Vamo parar com essa estratégia sofista de desvirtuar a verdade, se o Brasil tem a importância que tem hoje, muito se deve a postura corajosa do governo Lula
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      Pedro, Se esta é a sua réplica ao meu último comentário, deduzo então que vc não leu uma única linha, pois vc repetiu a mesma “velha retórica” que atribui a mim. Na falta de argumentos, a saída é apontar as conquistas do país e atribuí-las ao deus Lula. O mesmo raciocínio ingênuo que didaticamente critiquei no meu último comentário, mas que vc não conseguiu replicar. Certamente vc é mais um dos bitolados discípulos do PHA que enxergam conspiração em tudo, exatamente como Lula quer. Neste contexto, eu sou mais um conspirador que, nas suas palavras, “tenta de todas as formas desvirtuar a verdade” . Não me surpreendo com isso, pois na lógica deturpada e populista de Lula e seus seguidores, tudo que não é a favor é contra. Não existe mais meio termo. Agora tudo se resume em ricos x pobres, direita x esquerda, os que amam e os que odeiam o país. Não sei se vc percebeu, mas vamos ficando cada dia mais parecidos com o Brasil da época do “milagre” militar. Crescimento acelerado, mil promessas de um futuro glorioso, policiamento ideológico, controle da imprensa e das instituições, populismo nacionalista, oposição de mentirinha, etc. Nesta mesma linha, até bem pouco tempo o amiguinho de Lula, Hugo Chaves, era citado pelos ensandecidos esquerdistas como o modelo a ser seguido, pois em menos de uma década conseguiu tirar da pobreza milhões de venezuelanos e blá blá blá. Pois bem, foi só o preço do petróleo baixar e agora o general está afundado em dívidas, a beira da hiperinflação. O que aconteceu lá? Algo que está acontecendo com o Brasil. Hugo Chaves não soube aproveitar o bom momento da economia mundial e o alto preço do petróleo para aperfeiçoar as condições macroeconômicas do país. Assim como no Brasil, aumentou gastos contando que a bonança seria para sempre. Quando a torneira diminuiu o fluxo, ficou difícil reduzir os gastos e aí estamos assistindo agora a tragédia anunciada. Felizmente os riscos dessa tragédia acontecer no Brasil são reduzidos, pois o cenário continua sendo muito favorável aos emergentes, diferente da década anterior caracterizada por crises em alguns dos principais emergentes. Mas certamente o prejuízo seria muito grande se uma nova crise surgisse logo em sequencia, como aconteceu várias vezes na era FHC. Enfim, respeito a sua opção de votar no Lula, na Dilma ou qualquer outro boneco escolhido por ele, até porque o PSDB na oposição se mostrou muito incompetente e covarde. Veja os comentários deste blog. Como vc já apareceram muitos aqui, mas todos fogem quando o debate é aprofundado. Quando muito, ficam andando em círculos fazendo as comparações ingênuas que vc faz. Assim como eu, um simples cidadão, o PSDB poderia fazer o mesmo com as mentiras de Lula, caso tivesse coragem e competência para mostrar os desafios que enfrentou na década anterior e contextualizar todas as “conquistas” que Lula atribui a si. Sendo assim, o PT vai continuar no poder, pois sua capacidade de manipular as informações é inversamente proporcional a incompetência do PSDB em se comunicar com a sociedade. Só lhe dou um conselho: seja mais crítico.
  52. Abbud says:
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    Amilton, concordo plenamente com a critica ao PSDB como oposicao, Alckmin so não ganhou do LULA por que foi abandonado a própria sorte no segundo turno, fruto dos interesses de Serra e Aecio, e estratégia equivocada. Outro fato interessante é que no mapa do resultado das eleicoes de 2006, LULA ganhou em todos os Estados do Norte, Nordeste, Espirito Santo, Minas e Rio, dai para baixo Alckmin Ganhou, e ainda chegou a ganhar no Mato Grosso e algumas capitais do país, o que indica que quanto mais esclarecido e menos dependente de programas sociais ou do governo menos votos LULA terá, esta é a lógica populista, explorar os votos dos menos esclarecidos com açoes de impacto populista de curto prazo, associado a programas de “dependencia” social. Mas não é só esclarecida que precisa ser uma sociedade, veja o exemplo da Argentina, refem do populismo peronista, um pais que já foi uma dos mais ricos do mundo no comeco do seculo passado, que ao contrário do Brasil tem uma estrutura educacional pública muito superior a nossa, praticamente os mesmos recursos naturais em abundancia que o Brasil, porem com um pequeno mercado interno, e o principal, que é a espinha dorsal de qualquer economia, a escassez atual de recursos externos para financiamento, fruto do calote dado na divida anos atras, algo que acontecia constantemente na era FHC nao pelos calotes, mas pela fuga de capitais, necessidade de luta contra a inflacao e demora em alterar politica cambial. Portanto, fazer um discurso de ricos contra pobres, é mais uma das ferramentas populistas em ação, um discurso simples para pessoas que pensam simples e não conseguem ou não querem ter um pensamento mais elaborado sobre as coisas. Com recursos financeiros tudo fica fácil, até o aumento do gasto público muito superior a era FHC é permitido. (entendam bem, gasto, nao investimento) Nossa sorte é que o Brasil tem uma economia privada muito maior do que as forças populistas, alem de bases democráticas e politicas melhores do que Argentina e Venezuela. Lula sempre sonhou em ser Chavez ou Fidel, felizmente pegou um pais com uma economia com pouco peso das estatais , diversificada e pouco dependente do controle do estado, alem de estrutura democratica boa e juridica rozoavel, ele faz o que pode, acolhe ex presidente violador de leis locais em embaixada em Honduras, utiliza seu fantastico carisma e alimenta as massas com acoes populistas, e sempre que pode tenta aos poucos mudar e testar nossas bases democráticas. Uma boa comparação FHC x LULA e exemplo disto, é o Programa Nacional de Direitos Humanos elaborado na era FHC e o agora editado pelo Governo LULA, incluindo agora a censura e a reparaçao a perseguidos politicos pela direita, ao passo que ignora os perseguidos ou vitimas dos querrilheiros de esquerda. Sonho com um dia em que teremos um Brasil com muitos ricos e uma grande classe média, e então livre do populismo, que Deus nos proteja e continue brasileiro neste último ano de testes!
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      Boa análise Abud. A Argentina é um perfeito exemplo daquilo que tememos. Até a década de 50 tinha um PIB maior que o Brasil. Hoje tem um PIB equivalente ao estado de São Paulo. O país foi vítima do populismo instituído por Peron. A quase unanimidade que conquistou aniquilou a oposição e aí se seu a tragédia. Hoje a Argentina está amarrada pelos pacotes de “bondades” que sustentaram o populismo do passado. O país não só não consegue ser competitivo, como amarga sucessivos déficits decorrentes da ausência de uma Lei de Responsabilidade Fiscal nas províncias, que sempre gastam mais do que arrecadam. A bomba sobra para o Tesouro. Por aqui a coisa vai na mesma linha. A popularidade de Lula vai cada dia minando as oposições. Até políticos do antigo PDS/PFL estão oportunamente mudando de lado. Ninguém quer bater de frente. Ninguém fala nada, nem mesmo quando a mentira é deslavada como o suposto pagamento da dívida externa e a mudança na metodologia da contabilidade da dívida que exclui quase 500 bilhões dos títulos em poder do BC e dos empréstimos as estatais. Enquanto o cenário positivo continuar, tudo bem. O problema vai ser depois que os ventos mudarem, cortar os gastos da máquina pesada que está sendo criada. Acho que já vi este filme antes. Infelizmente.
  53. Leonardo A. says:
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    Olá senhores acho que em toda a minha vida nunca aprendi tanto de política como agora acompanhando estes posts todos os dias desde já agradeço pela devoção como defendem suas condições apesar de no fundo realmente notar uma certa “quedinhas pró PSDB” rsrs. Acredito sim que o FHC fez um excelente primeiro mandato já o segundo não manteve o mesmo nível do primeiro mas também foi bom! Mais ai vendo estas críticas tão fortes contra o atual governo me pergunto devo eu me incluir nesta grande parcela da população que vocês denominam famigerados ou analfa de mãe e Beto de pai? Pelo fato de não conseguir enxergar tamanha falta de preparo do atual presidente? Tenho apenas 22 anos sempre estudei em escola publica não tive a infância dos sonhos mais lembro muito bem como era ganhar 1 real no inicio do plano real quanta besteira dava pra comprar mais também lembro como era difícil para minha mãe consegui-lo! Sei que precisamos estudar o passado para entender o presente mais não julguem o pobre como burro tenham mais respeito ao falarem desta parte da população principalmente você que diz andar de ônibus e que da um duro danado para sustentar a sua família! Entendam que talvez estes oito anos possam ter sido os melhores pra muitos brasileiros, principalmente pra mim que hoje sou bacharel em sistemas de informação e já estou concluindo a minha pós-graduação não almejo concursos públicos pois não me adaptei a lentidão do funcionalismo publico e trabalho em uma das empresas de tecnologia mais respeitadas em nosso pais e sabe qual é o meu maior orgulho ? ver minha mãe que na hera FHC teve que trabalhar de bóia fria pra me sustentar terminar o seu segundo grau e hoje estar cursando uma universidade como muitos membros da minha família estão ou já concluíram .Somos pobres? Sim. Burros? nem tanto o futuro do nosso pais esta na educação e educação também existe na pobreza , onde nas escolas? Não nos lares . Discutam defendam suas opiniões mais não difamem o povo brasileiro e admitam que ambos os governos foram fundamentais para chegarmos aqui eu vejo esta historia e a comparo como uma empresa se o FHC é o chefe de desenvolvimento e produções lula é o chefe de RH e Marketing ambos extremamente importantes e indispensáveis para que se alcance o sucesso não adianta ter um bom produto se a propaganda não for bem feita e ainda vele lembra que mesmo sendo incorreto o contrario se aplica com uma boa propaganda seu produto não precisa ser tão bom assim. Então sejamos justos com nos mesmos e percebam cada um no seu tempo e no seu cenário fizeram um bom trabalho se FHC criou a situação que hoje estamos o Lula por sua vez foi um gênio ao usá-la como usou e colocar o Brasil em evidencia. Ou seja se Lula não governaria nos tempos de FHC, FHC também não conseguiria dar o destaque que o Brasil tem hoje pois podem falar o que quiser mais o FHC não tem e nunca vai ter o carisma e o poder da palavra como o Lula tem e isso é importante sim pois isso vende lá fora e não podemos nos esquecer que o nosso país é um produto , então já que vocês insistem em trocá-los de lugar e colocá-los para atuar em épocas diferentes em cenários diferentes pensem nisso. Mais uma vez obrigado pelo conhecimento que vocês vem distribuindo mesmo que sem perceber . E gostaria que o blogueiro criasse um tópico sobre as opções que temos ai para preencher esta vaga que logo estará vaga ai na presidência acho que ajudaria a conhecer os pontos fortes e fracos de cada um para que possamos escolher a melhor opção e que de preferência sem puxar saco para partido, rsrsrsrs brincadeira ! Desde já um abraço a todos
    • Abbud says:
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      Ola Leonardo, o pouco que nos relatou de sua historia de vida é o exemplo do Brasil que queremos, a ascensão social pela educação e trabalho duro! Entendo que este caminho pode ser muito mais fácil do que é hoje, poderíamos ter um ensino público básico de altissima qualidade e federalizado, associado a politicas sociais de suporte e fomento da capacitação e das condições básicas para a educação, e não programas assistencialistas. Como comentei anteriormente FHC é o exemplo de um primeiro ministro enquanto LULA o de um Rei, os dois tem papel importante mas cada um na sua função básica, um de administrar e outro de cumprir o papel de representar o País. Em nenhum momento chamamos o povo brasileiro de burro, mesmo por que não acredito na burrice, e sim na ignorancia ou falta de esclarecimento o que é bem diferente. Em uma sociedade em que o ensino fundamental de qualidade é universal, não temos uma associação direta entre classes sociais e nivel de esclarecimento, já no Brasil aonde o pobre não tem acesso ao mesmo nível de ensino das classes mais favorecidas, esta relação acaba ficando mais próxima, e infelizmente é terreno fértil para o populismo. O que queremos é que histórias como a sua sejam mais comuns e fáceis do ponto de vista do acesso a uma educação de primeiro mundo, o unico caminho para a ascensão social sustentada.
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      Olá Leonardo, Que bom seria que o debate se desse sempre neste tom. Entre tantas coisas que aprendi nestas décadas uma foi que não dá para defender nenhum político ou partido incondicionalmente. Se hoje pareço um defensor do PSDB isto se deve ao combate que faço ao populismo instaurado no país nos últimos anos, algo que considero terrivelmente pernicioso não só para a democracia como para o próprio desempenho do Governo. Se o PSDB voltar ao poder, vai cometer erros também e pode ter certeza que estarei criticando da mesma forma. Se FHC cometeu o terrível erro de instituir a reeleição, Lula não só a referendou ao se recandidatar, como tenta de todas as formas eleger uma fantoche para preparar o caminho para continuar no poder por mais algumas décadas. Ou seja, um dos princípios fundamentais da democracia (a alternância de poder) está seriamente ameaçado. As conseqüências disso são conhecidas em diversos países, dos quais a Argentina é um dos mais representativos. Lamento se vc se sentiu ofendido quando critico a ignorância do povo brasileiro ao avaliar os desempenhos dos presidentes apenas pela observação da melhoria do seu dia-a-dia, sem levar em conta os desafios que cada um enfrentou e o processo cumulativo de ganhos que ocorre ano após ano. Lógico que quando fazemos qualquer generalização corremos o risco de cometer injustiças. Mas não leve a mal. Quando faço este tipo de crítica é porque estou realmente indignado com a indiferença da sociedade com as contas públicas, a ponto de uma mentira deslavada como o suposto pagamento da dívida externa ser repetido várias vezes em cadeia nacional, sem que ocorra uma reação, nem mesmo da oposição. Este é mais um sintoma do populismo ao qual me refiro. As “merdas” vão acontecendo e ninguém se dá conta, até que a bomba estoura, normalmente nas mãos de outro. Entre os méritos de Lula, o maior foi a competência com que a equipe econômica conduziu a economia. Minha crítica nesta área concentra-se no fato de não avançar nas reformas por falta de coragem de assumir alguns ônus como fez FHC para preparar o terreno para os sucessores. Veja discurso de posse de Lula ainda no primeiro mandato e vai ver que não promoveu uma única das sete grandes reformas prometidas, alguma essenciais para aumentar nossa competitividade. A escolha de Lula foi o imediatismo. Faz apenas o que dá Ibope. Se a reforma agrária é difícil de fazer, então vamos acalmar o MST com dinheiro. Se promove uma reforma fiscal ou tributária pode reduzir a arrecadação a curto prazo, então deixa quieto, e por aí vai. Quanto ao sucesso de Lula no exterior, claro que ele tem seus méritos, mas convém levar em conta duas condição extraordinárias que muito contribuíram para isso: 1) O deslocamento do fluxo de capitais dos países desenvolvidos para os emergentes a partir de 2005, aumentando a importância dos chamados BRICs; 2) A crise financeira mundial que diminuiu a importância dos países ricos e aumentou a dos emergentes. Ou seja, qualquer que fosse o presidente hoje do Brasil teria mais visibilidade. Claro que o inusitado de termos um ex-torneiro mecânico a frente de um país candidato a potência atrai mais atenção, mas certamente sua popularidade não seria a mesma se tivesse governado o Brasil na década passada. Hoje é fácil peitar os EUA enfraquecido economicamente e politicamente pelo desastroso Bush. Queria ver ele fazer isso em 1995 no auge do poder norte-americano, com o Brasil precisando desesperadamente de dólares. Quanto a sua sugestão de criar um espaço sobre os candidatos, gostaria muito, mas talvez não tenha tempo. Gostaria também de escrever uma série de artigos sobre os erros e acertos do Governo Lula, mas vai depender da minha disponibilidade de tempo nos próximos meses. Um abraço.
  54. Pedro says:
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    Caro dono do blog, você propôs uma análise imparcial da comparação Lula versus FHC, mas na verdade, sejamos sinceros, sua análise é tão somente disfarçada de imparcialidade. Então para todos que a lerem, deve-se ficar claro que você mentiu ao falar em imparcialidade. É uma análise pró-FHC muito clara. A economia tem sua ´dinâmica própria e pouco depende de qualquer governo`. Me parece que essa sua tese já está absoleta há muito… muito tempo. Desde do crash de 1929 sabe-se que não é bem assim. Com a Segunda Revolução Industrial o capitalismo tomou feições monopolista e não concorrêncial, e desde essa época sabe-se também que se o Estado não intervir na dinâmica econômica, tudo vai pro espaço. Keynes em 1933 já sabia disso, e olha que foi 67 anos atrás!! Outro ponto que eu gostaria de abordar refere-se ao fato de você ter usado a seguinte expressão referindo-se ao povo brasileiro: ´povo ignorante`. Essas expressões mostram uma tendência elitista sua. Calma lá, eu li seu perfil, você desencantou com os governos de esquerda, e o seu rancor foi o principal elemento nessa comparação Lula versus FHC, já que todos concordam que não foi uma comparação isenta. Gostaria sinceramente que você me indicasse a fonte que fala que o Brasil cresceu mais que a economia mundial na era FHC. Não é desconfiando não, mas pô, o Brasil não cresceu nada na era FHC, se na era FHC o Brasil cresceu mais que o mundo, significa que a economia mundial encolheu…tem como me passar essa fonte? Quanto ao fato de até agora o Brasil ter crescido menos que a média da economia mundial com Lula, eu o atribuo às políticas macroeconômicas adotadas na era FHC, que deixaram o país a beira do abismo, com risco país acima de 2000 pontos, ou seja, a um pequeno passinho de quebrar totalmente. Em outros termos, se FHC não fosse tão frouxo, o Brasil já teria entrado no status de líder dos países em desenvolvimento, os Brics, há muito tempo, e hoje cresceria como eles, pois China, Índia e Rússia crescem a indíces maiores que sete por cento. Você me acusou de ser ´mais um dos bitolados discípulos do PHA`, e eu gostaria que você me informasse qual o significado dessa sigla, pois sinceramente não sei. Você me aconselhou a adotar uma postura mais crítica, mas me pergunto, crítica como a sua? Isso aí ia ser bem difícil, porque eu não sou do tipo que faz análises tendenciosas. A velha discussão entre direita e esquerda, pra mim não importa, quero que essa divergência se exploda. Minhas idéias tem um compromisso com a realidade dos fatos, essa coisa de utilizar argumentos no intuito de fazer prevalescer a tese oposta aos fatos não é comigo. Você que é uma pessoa inteligente, sabe que o governo Lula foi muito melhor que o governo FHC. Não te culpo, conforme li no seu perfil, você está amargurado com os governos de esquerda, pois desencantou depois de anos de militância. Isso está te fazendo não enxergar os fatos. Conheço muitas pessoas que pensam como você. Eu sempre respondo pra elas que o que menos importa é o fato do governo Lula ser ou não de esquerda, e sim o fato de que o governo Lula apesar de ter enfrentado uma duríssima crise política e outra duríssima crise econômica, ter deixado o país em condição de almejar um futuro entre as potências mundiais, algo que com FHC era impossível. Você fala muito em econômia, a ´estrela economia`, e muito pouco de política. Se olhando na economia FHC já perde de goleada de Lula, ao se falar de política é até sacanagem. FHC sempre teve muito, mais muito menos resistência que Lula, foi eleito duas vezes no primeiro turno, e mesmo assim, não conseguiu unir o país em torno de seus objetivos principais. FHC, quando eleito em 1994 tinha oitenta por cento do congresso a seu favor, ampla governabilidade. A maior coligação já existente, PSDB, PMDB, PFL, PPB, PTB e mais uma porrada de partido. A oposição na época, tadinha, era só o PT, que por sua vez era muito muito menor do que é hoje, olhe os dados pra você ver, se você quiser eu te passo por e-mail. Lula quando eleito em 2002 não tinha maioria no congresso, longe disso, precisou fazer acordos de todos os tipos pra governar. Lula enfrentou uma duríssima crise política, na época do mensalão, que abriu caminho pra velha oposição coronelista golpista ir a forra. Contornou a crise, conquistou setores que antes não queriam nem vê-lo por perto, e pode por sua liderança e força propor a união em torno de temas importantes para o Brasil, veja, Olimpíada e Copa do Mundo no Brasil, uma depois da outra, quando que isso era possível para o nosso país? O frouxo do FHC, nunca ia conseguir fazer isso. Se te consola, Lula deve ser respeitado muito mais por ser o estadista que é, pelo carisma, pelo faro político, pela arrojada postura frente aos países poderosos, do que por ser de esquerda, não é verdade?
    • Abbud says:
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      Pedro, acesse o link http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp e voce tera todos os numeros de crescimento do PIB que precisar, entrei neste blog procurando dados sobre crescimento comparativo entre o Governo FHC e LULA, depois de analisado os dados deste link. Vendo os dados de PIB, observamos que o Brasil de FHC cresceu 19,8% em oito anos enquanto o mundo cresceu 25,9%, crescendo acima da media mundial por tres anos. Ja nos 6 anos de LULA o Brasil cresceu 27,5% contra 22,3% do mundo, e tambem em tres anos o Brasil cresceu mais que o mundo. Fazendo uma analise simplista e vendo o movimento no comercio, populariade do governo, chegamos a conclusão pouco elaborada de que LULA foi Melhor que FHC certo? Errado, é a mesma coisa que falar que Michael Schumacher foi muito melhor do que Ayrton Senna, que teve condições muito mais adversas de carro e concorrente, do que Schumacher e por isso ganhou so 3 campeonatos enquanto o outro ganhou 7, a pergunta é, quem foi mais piloto? O que pedimos é que apenas elabore mais sua opinião, e enxergue o plano de poder que esta por tras do Governos LULA. Não somos donos da verdade, que a historia ja nos mostrou e infellizmente ira nos mostrar no futuro, se a censura do LULA deixar é claro.
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      Caro Pedro, Os pontos que vc refutou nos quais eu teria sido parcial repliquei, mas vc não replicou novamente. Desviou o assunto e agora escolhe a dedo os assuntos que quer falar. Se quer que eu mude o teor da comparação acima, traga argumentos consistentes e deixe de ficar repetindo a retórica vazia dos palanques de Lula. Quanto a sua citação de Keynes de 77 anos atrás isso só mostra como vc está atualizado. Amigo, quando eu digo que a economia atual tem vida própria não estou emitindo nenhuma opinião se o Estado deve ser mais ou menos intervencionista. Estou apenas constando um fato que a cada ano fica mais claro. Veja o caso dos EUA, por exemplo, os dólares sobram em economia emergentes como a do Brasil, algo bem diferente a realidade de uma década atrás. Os investidores norte-americanos não querem saber de nacionalidades, eles querem obter lucro e migram para onde traz mais perspectivas, assim como as empresas multinacionais. A GM, por exemplo, está quase falida nos EUA ao mesmo tempo que bate recordes de produção na China e no Brasil. Muitas empresas fecham nos EUA porque não conseguem competir com os preços de suas próprias filiais do exterior. O governo do EUA sabe disso, mas pouco pode fazer, pois no fundo o capital é quem governa o mundo. Daí a vida própria a qual me refiro. Há 40 anos atrás isso seria inimaginável pelos teóricos do subdesenvolvimentismo crônico segundo o qual países ricos estariam destinados a serem sempre ricos e os pobres condenados eternamente a se contentarem em exportar matérias-primas. O que aconteceu nestes últimos anos? Dezenas de países ascenderam economicamente, chegando a ultrapassar os tradicionais ricos em renda per capta. Nas últimas décadas o crescimento dos ricos vem declinando ano após ano, enquanto que os pobres e em desenvolvimento vem acelerando. O que está havendo é a migração dos investimentos dos ricos para os pobres em busca de novos mercados já que no primeiro mundo fica cada dia mais difícil vender, uma vez que seus mercados estão saturados. Daí a invasão de dólares na bolsa brasileira a partir de 2005, o que fez o dólar cair substancialmente, processo este do qual Lula muito se beneficiou. Será que deu para entender ou vou ter que desenhar? Sobre a minha “visão elitista” já falei sobre isto ao amigo Leonardo. Definitivamente não faço parte da elite deste país. Sou até hoje o único membro de uma numerosa família do interior de Pernambuco (próximo da cidade onde Lula nasceu e posso te garantir que lá não é seco como aparece no filme. kkkkkkkkk) que conseguiu concluir um curso universitário. Quanto ao crescimento da economia mundial o link é o mesmo que o Abud indicou. Acesse http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp, clique em “Downloads” e em seguida na planilha “All countries and regions/subregions (totals) for all years – sorted by region/subregion” que mostra o PIB per capta de todos os países do mundo. A conclusão é óbvia: o Brasil acelerou o crescimento na era Lula porque o mundo acelerou. Ou seja, pura inércia. Sobre a sua desculpa de que o Brasil atual não cresce mais por causa das políticas de FHC, francamente, amigo. Por que Lula não mudou a política econômica então? Sobre o meu desencanto com o PT e com a política de um modo geral isto é notório, mas pode ter certeza que isto não ofusca a minha visão da realidade. Pelo contrário, me torna mais crítico, pois não me iludo com ninguém. Sobre a base de apoio de FHC, este realmente precisou se aliar ao PFL e Cia porque promoveu reformas importantes na economia. Agora te pergunto: qual a reforma importante aprovada no Congresso por Lula nestes sete anos? Como disse ao amigo Leonardo, Lula empurrou todas as reformas com a barriga e mesmo assim continuou com o toma lá da cá do PMDB. Perdeu a grande chance de fazer pelo menos um discurso criticando tal prática. Como resultado, temos o pior Congresso da história, retrato do presidente. De fato, no quesito “política” tenho que concordar contigo, afinal Lula é a mais esperta das raposas que já passaram por Brasília. FHC teria que ter muitas aulas com Lula para aprender a ser tão cara-de-pau e maquiavélico (no pior sentido da palavra). Se hoje a imagem de FHC está queimada, pode ter certeza que muito tem a ver com os discursos demonizantes de Lula falando mal dos seus antecessores, ao mesmo tempo que faz sua autopromoção com o seu famoso “nunca na história deste país”. Daí a indignação minha e de muitos outros, pois se tem uma coisa que me deixa p. da vida é ver alguém se promover às custas de outros. Se Lula tivesse um pingo de caráter ele hoje seria amigo de FHC pois pode ter certeza que ele no fundo sabe tudo que falamos aqui. Na verdade o que ele mais teme é que Serra vença as eleições e se beneficie também dos bons ventos da economia mundial. Assim, teríamos uma outra base de comparação com o PSDB, o que poderia prejudicar seu projeto de voltar em 2014. Como só pensa em se manter no poder, então tenta de todas as formas desqualificar qualquer resquício de oposição. Para isto conta com seu batalhão de paus mandados, dos quais o Paulo Henrique Amorim (o PHA) é o maior ícone. Se quer saber mais sobre este dito cujo (se é que não sabe) sugiro a leitura de uma preciosidade dele que citei na série “Lula e a mídia Golpista”.
      • Pedro says:
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        Caro dono do blog, Eu não quero ser descortez, mas o quadro acima que você postou como resposta ao meu comentário é pra rir, e depois rir de novo, e depois rir mais uma vez. Não acredito que você tenha feito isso de má fé, se fez não tem jeito de discutir mais. O indicador que deve ser usado como crescimento econômico é o PIB E NÃO O PIB PER CAPTA ORA BOLAS !!!! Seu erro deve ter ocorrido por que você está tão preocupado em usar os termos instruidos de economia que se esqueceu de estudar um pouco da dinâmica demográfica mundial, lamentável!! Se você não sabe, o mundo cresce demograficamente muito menos hoje do que a dez anos atrás, isso se deve à diminuição crescente das taxas de natalidade principalmente nos países emergentes, que eram os principais responsáveis pela explosão demográfica. É lógico que o PIB per capta mundial cresceu muito mais na era Lula que na era FHC, o crescimento econômico mundial foi muito superior aos crescimento demográfico nos últimos anos. A estatistica correta foi a utilizada pelo nosso amigo Abbud, postada anteriormente ao seu comentário. Sugiro que diante do que expus, você reconheça que usou o indicador errado, e não tente através de argumentos sofistas mudar o método tradicionalmente utilizado para se comparar o crescimento nacional ao crescimento mundial. O método correto aponta que o Brasil cresceu acima da média mundial na era Lula, e cresceu abaixo da média mundial na era FHC, é só olhar a estatistica postada pelo Abbud, à qual eu peço emprestado como fonte.
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          Caro Pedro, Eu usei o PIB per capta e deixei bem claro isso de propósito justamente para corrigir a variável demográfica que também deve ser considerada. Não adianta vc aumentar sua renda se suas despesas aumentam mais que as receitas. Vc vai ficar mais pobre. Mais população significa mais gastos, menos riqueza para ser distribuída, amigo. Isso é básico. Eu já havia feito uma referência a isto em um comentário anterior quando fiz uma rápida comparação entre o orçamentos que FHC pegou (pouco mais de R$ 100 bilhões para governar para 160 milhões) e o orçamento atual (15 vezes superior para uma população apenas 20% maior, mesmo descontando a inflação de quase 200% do período). A questão é lógica. É mais capital circulando para um população que cada vez cresce menos, ainda mais com os preços de produtos tecnológicos em queda. É por isso que hoje existe mais gente comprando. É o mesmo efeito cumulativo que venho citando aqui várias vezes. Para quem entende um pouco de economia e de “demografia” é fácil entender o crescimento dos últimos anos. Para quem não entende, resta cultuar o deus Lula. Não inventei dados nenhum. A tabela mostra aquilo que temos falado o tempo todo: que a década passada foi difícil, com baixo crescimento em todo mundo. Entre 1995 e 2002 o PIB per capta mundial permaneceu praticamente estagnado, na casa dos US$ 5,2 mil dólares. Em 2003 deu um pulo de 9,8% (mais que em todos os 8 anos de FHC) e daí não parou mais de crescer chegando a incríveis US$ 9 mil dólares já em 2008. Claro que o ritmo do crescimento da população tem diminuído, mas convenhamos, a diferença é astronômica. Se não houvesse a crise financeira do final de 2008 certamente já em 2009 o PIB per capta já teria sido duplicado. Ou seja, o dado confirma aquilo que dizemos o tempo todo. Os dados citados servem também para desmistificar os argumentos dos que dizem que as crises da era FHC não eram tão relevantes. Pois bem, dá uma olhada nos anos de 1997 e 1998 (crise asiática e russa), o PIB per capta foi negativo por dois anos consecutivos. Em 2001, quebra da Nasdaq, segunda crise argentina, 11 de setembro, etc. Resultado: redução de -2%. Infelizmente a oposição é tão incompetente que não é capaz de jogar estes números na cara de Lula.
        • Abbud says:
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          Pedro, os dados que utilizei do PIB sao os mais obvios e o utilizei de propósito, para mostrar que precisamos analisar mais profundamente os fatos, e elaborar e exercitarmos mais nosso senso crítico. Como disse precisamos exergar quem foi “melhor” piloto e nao quem ganhou mais campeonatos. A Analise do Amilton esta igualmente correta a minha, e ainda mais correlacionada do que o crescimento absoluto do PIB, o que vale para o mundo vale para o Brasil, com mais gente produzindo mais chance de gerar riqueza, com menos gente, menos força de trabalho para gerar riqueza. Melhor ainda se pegássemos indicadores realmente sociais e balanceados como o IDH não acha? Ai vai o desafio, sair das falacias cegas e ir para os fatos históricos. Não encontrei nada compilado da maneira que gostaríamos mas os dados estao todos neste http://hdrstats.undp.org/en/countries/data_sheets/cty_ds_BRA.html Primeiro dado, entre 1990 e 2000 o Brasil cresceu a media de 0,79% a.a o IDH , enquanto de 2000 a 2007 o Brasil cresceu apenas a media de 0,41% a.a o IDH Agora acesse este outro site http://hdrstats.undp.org/en/countries/country_fact_sheets/cty_fs_BRA.html Veja como claramente o Brasil da um salto entre 1995 e 2000 na evolucao do IDH , alcanca a média da America Latina e depois estabiliza e cresce menos. Será realmente que nosso país esta melhorando mais com LULA do que melhorou com FHC??? Os numeros sociais dizem que NAO! se compararmos com o mundo a situação da era LULA fica pior ainda, melhoramos sim, mas muito menos do que na era FHC.
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            Perfeita a análise, Abud. Só agora vi seu comentário, pois o sistema o identificou como span, certamente porque foram postados dois links. Infelizmente ainda somos minoria. Infelizmente vamos ter que sofrer um pouco mais com o populismo. O consolo é que o mundo passa por um processo de evolução em vários indicadores, certamente um dia teremos uma sociedade com um senso crítico mais apurado e talvez recoloquemos os pingos nos “is” da história. Abraço.
          • Ricardo Costa says:
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            Amilton! Achei que fosse uma comparação séria. Mas é só o argumentinho dizendo que tuuuudo que ocorre hoje é obra do FHC. Nossa…16 anos de repercussão das obras do FHC! Se o governo anterior fosse tudo isso mesmo…teria elegido o Serra, o Alckmin e outros tucanos…essa ladainha de dizer que o bolsa família e obra do FHC é outro argumentinho mais ou menos, pois se assim fosse (já que dizem que este programa de governo foi o responsável pela reeleição de Lula), tooodos os outros tucanos estavam reeleitos. O Lula pegou a maior crise desde o Crash!! É um absurdo comparar as duas crises…Se os tucanos tivessem na presidência, eles tinham se desesperado tanto quanto os banqueiros, empresários e etc. O Brasil quebrou duas vezes na era FHC…uma por orgulho (e vaidade) e outra por inccompetência…e na boa…não há desculpa para um governo entreguista, ludibriador e inconsequente.
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            Olha, comentários como este seu já respondi aos montes. Poderia apenas fazer copy cola já que vc não leu o debate. Não vou perder tempo com este tipo de comentário ingênuo. Se quiser, leia os demais comentários e vc vai ver que “argumentinhos” como estes seus não resistem a um debate realmente sério. Agora, se depois que vc ler tudo tiver realmente algum bom argumento, então vc volta. Abraço
          • Abbud says:
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            Olá Amilton, já faz algum tempo que nenhum questionador entrou no seu blog para argumentar sua excelente análise, parecem que não possuem mais argumentos….. Porém encontrei um blog muito semelhante ao seu porém com outro ponto de vista, e até certo ponto inteligente (o que é muito raro). Para dizer que não somos abertos a argumentos, e sermos sempre questionadores vale a pena voce e os demais visitantes do blog tambem visitarem este blog. http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=217&cpage=1#comment-229 Depois de ponderar os dois lados continuo com as minhas convicções já várias vezes colocada aqui. Abraços
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            Olá Abbud, Dei uma olhada no blog indicado, mas não aguentei prosseguir com a leitura, pois é tudo aquilo que combatemos: a glorificação do governo Lula comparando números descontextualizados. Infelizmente não tenho mais tempo para ficar rodando em círculos com estes caras, mas, como vc pode ver nos debates travados aqui, quando aprofundamos cada assunto, percebemos como tais argumentos são frágeis. Desculpas, mas não deu para acompanhar. A cada réplica do blogueiro, minha língua ficava coçando. Uma pena que não tenha tempo agora. Abraço.
          • Abbud says:
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            Tambem não tenho tempo, por isso sugeri a divulgação na esperança de uma força tarefa “oftalmológica” para ver se conseguimos abrir os olhos do maior número de pessoas possível, mas infelizmente fazemos parte da população que precisa trabalhar para pagar impostos e sustentar o ciclo vicioso atual, tambem pejorativamente chamada de elite! Abraços
  55. Carlos says:
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    nao há o que comparar.. governo Lula e FHC. Lula tem que ser comparados com outros presidentes mais expressivos…. Vargas, por exemplo. Lula mostrou que o Brasil tem tudo para ser o país, e nao um país. Credibilidade internacional e respeito sao os pontos mais importantes que Lula realizou.
    • Abbud says:
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      Pois é Carlos realmente não devemos comparar LULA com FHC, GV tem muito mais de LULA do que imaginamos. Veja como a história é cíclica.. Com o discurso de acabar com a política do café com leite das oligarquias da época , GV o super popular presidente então apelidado de “O pai dos pobres” é eleito por voto indireto na revolucao de 30, deu um golpe de estado e virou ditador em 37, depois de mais de 15 anos de um governo nacionalista e populista , cai nos bracos do povo e é eleito pelo voto direto. Parece até que o LULA quer seguir a mesma trajetoria, so que de maneira inversa. Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador , Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!! Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola…
  56. Pedro says:
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    A estatística utilizada acima está errada, quando você compara crescimento econômico nacional com mundial, tem que usar o PIB. Todo mundo sabe disso, quando vocês falam que a China cresce 11 por cento ao ano, estão falando é que o PIB aumentou nesse patamar. Sabemos que existem países que estão realizando a primeira ou segunda revolução industrial só agora, é lógico que o crescimento demográfico vai diminuir e a renda per capita consequentemente vai aumentar. Não adianta espernear, vir com um monte de argumentos, ao se comparar crescimento econômico com o exterior deve ser usado o PIB. Mas como sou curioso, olhei no site do IBGE, que é uma fonte mais confiável que o site de onde vocês tiraram essa estatistica, aí vai a verdadeira evolução do PIB per capta: 1995 2,8 1996 0,6 1997 1,8 1998 -1,5 1999 -1,2 2000 2,8 2001 -0,2 2002 1,2 2003 -0,3 2004 4,2 2005 1,7 2006 2,3 2007 4,0 O dono do blog ainda citou algumas estatisticas duvidosas, gostaria de novo saber qual a fonte que fala que o orçamento na era Lula é 15 vezes maior que na era FHC, e qual a fonte que fala que Lula fez a divida interna aumentar em maior proporção que FHC, quando todo mundo sabe que o grande resoponsável pela explosão da divida interna foi o próprio Ressalto ainda que FHC assumiu num ambiente de calmaria econômica, com a inflação já controlada, é só olhar as estatísticas, com vultuosas reservas cambiais. Depois dos oito anos de seu governo, entregou uma bomba atômica para seu sucessor, o risco país a 2.400 pontos, os juros a 25 por cento na taxa selic, a inflação a 12 por cento, fez a dívida interna explodir, fez a dívida externa explodir, deixou 12 milhoões de desempregados. Ou seja, a verdade, que o dono do blog tenta esconder, é a seguinte: FHC fracassou em seus objetivos, teve um primeiro mandato de calmaria econômica, com tempo suficiente para se preparar para eventuais crises, e um segundo mandato desastroso, em todos os sentidos. Era a ordem natural das coisas, primeiro os tigres asiáticos, depois o méxico, depois a Rússia, depois a Argentina, e a bola da vez com o risco país a mais de 2000 pontos, o Brasil. Só não foi assim, porque, critiquem a vontade, desde o primeiro momento que o Lula assumiu, teve a preocupação de abaixar os juros, não fez de maneira abrupta, senão teria sido deposto no dia seguinte. Abaixando os juros gradualmente, e controlando o dólar, o governo Lula desamarrou o Brasil e devolveu a possibilidade de crescimento econômico. Se FHC tivesse a coragem de fazer isso mais cedo, o Brasil hoje cresceria no ritmo dos Brics. O governo Lula não é perfeito, cometeu sim alguns erros, mas sinceramente eu não sei o que leva vocês a negarem os avanços decorrentes dele, e ainda por cima tentar ressucitar uma época triste da história do Brasil, em que o ex-presidente entregou o tesouro nacional na mão do grande capital estrageiro e devastou socialmente o Brasil com uma política econômica baseada na estagnação econômica e no desemprego
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      Caro Pedro, Não tenho tempo de lhe responder agora, mas pode ter certeza que vou fazer mais algumas considerações, apesar de vc ficar andando em círculos. De antemão eu já te adianto um link sobre o orçamento de 2010. Olha só, não são apenas 15 vezes não, são 18 (apesar da inflação de 200% do período)!!!! http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1424379-5601,00.html Ps.: Vc já observou que quanto mais vc fala, mais nos dá argumentos? Rssssssssss!
      • DANIEL ALVES says:
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        SE O ORÇMENTO ESTÁ 18 VEZES MAIOR E MERITO E PURO ESPIRITO DE ECONOMISTA DE LULA , FAZER O PAÍS CRESCER A TAL PONTO É ESPLÊNDIDO , MUITA EFICIÊNCIA E MAIOR PODER DE ESTADO QUE LULA DEU, AINDA BEM QUE ESTAMOS FICANDO UM PAÍS RICO , VALEU LULA E CHISPA DAQUI DIREITA DE INVEJA
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          Não, amigo. Quando FHC assumiu, o PIB brasileiro era de R$ 350 bilhões, enquanto que a carga tributária era de 28%. Quando Lula assumiu, o PIB era de R$ 1,5 trihão. Na era Lula o PIB foi duplicado. Como vc pode ver, é tudo uma questão de continuidade. O maior orçamento de FHC foi o menor de Lula e por aí vai. Em condições normais, quando não ocorrem crises internacionais o Brasil sempre cresce. Como o ritmo de crescimento da população é cada dia menor, claro que vai haver um aumento da renda per capta e, portanto, um maior orçamento per capta. Ou seja, vai sobrar dinheiro para investir (isto se o governo fosse responsável, mas como não é, continua faltando, especialmente para Saúde). Queria ver se vc teria a mesma opinião hoje se fosse o contrário: se Lula tivesse assumido em 1995 e FHC em 2003.
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      Caro Pedro, Ok. Vc não aceita o PIB per capta como compararativo, embora ele revele o que dizemos aqui o tempo todo: que o período FHC foi de baixo crescimento para o mundo todo e que a era Lula foi o período de maior crescimento da economia mundial desde os anos 70. Mas vamos aos dados que vc apresentou, já que agora vc contesta o banco de dados norte-americano, mesmo ele discriminando o PIB de cada país. Pelos dados que vc postou, o mundo teria crescido 6,3% na era FHC e 11,9% na era Lula. Temos aí mais um dado que comprova o que estamos falando, pois na pior das hipóteses é quase o dobro, contando apenas com seis anos de Lula. Pois bem, como a economia brasileira cresceu 18,28% na era FHC e 19,5% no período correspondente na era Lula (isto sem contabilizar o ano de 2009 cujo crescimento foi zero ou próximo a zero), podemos concluir pelos seus “números mais confiáveis” que FHC teria crescido num ritmo três vezes maior que o do mundo, enquanto que Lula teria crescido num ritmo 1,6 vezes maior que o do mundo. Ou seja, poderíamos afirmar então que o desempenho de FHC segundo estes números que vc postou seriam quase duas vezes melhores que os de Lula! Mas, como disse nos posts anteriores, a evolução do PIB per capta mundial é um dado mais revelador, pois ele inclui na comparação a variável demográfica. Sendo assim vou postar mais alguns números que contradizem seu argumento. População mundial em 1995: 5 674 bilhões População mundial em 2005: 6 453 bilhões A população mundial teria aumentado então em 779 milhões no período, o que percentualmente corresponderia a 13,7% de aumento. Ou seja, um índice superior aos 11,9% de aumento do PIB no período, segundo os dados que vc postou (os quais não chequei no site do IBGE, vale salientar). Em outras palavras, o dado contradiz a sua tese que tenta desqualificar o PIB per capta que citei com a explicação infantil de que a redução da taxa de natalidade explicaria o fato da renda per capta mundial ter pulado de U$ 5,2 mil em 2002 para U$ 9 mil em 2008, depois de passar os oito anos de FHC estagnada nos mesmos U$ 5,2 mil. Agora já que vc insiste nos seus “sofismas” sobre a demografia, então eu te pergunto: por que o PIB per capta mundial ficou estático na era FHC e aumentou 73% entre 2003 e 2008? Foi a população mundial que diminuiu ou foi o PIB mundial que aumentou? Será que o decréscimo da taxa de natalidade (que explicaria tal aumento) só serve para a era Lula? Com relação ao comparativo da evolução da dívida, sugiro a leitura da última parte de uma série de dez artigos que publiquei sobre a dívida pública brasileira. http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ Vc vai ver que 85% da dívida deixada por FHC não podia ser evitada, pois foram decorrentes de “esqueletos” que vieram à tona com o fim do processo inflacionário, enquanto que na era Lula a dívida continua aumentando na mesma proporção por absoluta falta de competência. Dá uma olhada nos gráficos e vc vai ver então do que estou falando. http://visaopanoramica.net/graficos/ Se vc quiser se aprofundar um pouco mais no assunto, sugiro a leitura de do post 7 da mesma série que mostra a manobra contábil do governo atual que retirou do cálculo da dívida os títulos em poder do BC (quase R$ 500 bilhões) e mais os empréstimos as estatais. Caso isso não tivesse sido feito, hoje a dívida interna seria de mais de R$ 2 trilhões! http://visaopanoramica.net/2009/10/10/lula-e-a-divida-publica-parte-7/ Bom se vc chama calmaria um início de governo em plena crise do México, então seu conceito de calmaria está muito equivocado, amigo. Assim como está equivocado o seu conceito de estabilidade, pois ao contrário do que vc pensa, o controle da inflação não foi só a troca da moeda não. Foi um longo processo que demorou anos e até hoje por falta de compromisso do Governo não foi concluído, daí porque temos ainda as mais lucrativa taxas de juros aos especuladores. Já falei isso aqui, mas vc insiste com o mesmo argumento infantil, o mesmo que tenta comparar os governos com índices, o que convenhamos, é uma estratégia cínica, uma vez que exclui das comparações os contextos de cada número, assim como o efeito cumulativo ao qual também já me reportei e que vc continua ignorar, no máximo classificando-os como “sofismas”. Mais cara-de-pau ainda pegar como parâmetro de comparação os números contaminado pela “Crise Lula”, pois todo mundo sabe que até meados de 2002 o país caminhava para uma retomada do crescimento já que a fase de crises dos emergentes havia passado, da qual o Brasil conseguiu passar sem se transformar também um foco de instabilidade (e que vc infantilmente atribui a Lula mais este mérito, rsrssrsr). Claro que num ambiente de instabilidade entre os emergentes o risco país vai disparar, da mesma forma que o dólar disparava por qualquer boato, já que na época os EUA não demonstrava nem em sonho a fragilidade de hoje. Os juros que vc citou em 25% ao ano, na verdade foi de 26% e aconteceram no auge da “Crise Lula”, pois foi só ele assinar a carta a sociedade se comprometendo em não alterar os fundamentos da política econômica e logo os juros começaram a baixar, retomando a um patamar ligeiramente inferior a época pré-crise. Vc se vangloria de Lula ter baixado os juros, mas esquece de citar que até 2008 os juros estavam em patamares bem próximos da era FHC. Só vieram a cair de fato com a crise internacional como uma alternativa de estimo a economia. Perceba que até a única crise que Lula enfrentou foi benéfica para o país, pois ao contrário das anteriores, quando o epicentro era entre os emergentes, o dólar disparava e só restava os Governos aumentar os juros para não deixar os “investidores” correrem para as economias seguras. Como desta vez o foco da crise foi no 1º mundo, não só os dólares não saíram daqui, como vieram mais ainda, uma vez que a crise lá era de origem financeira (desconfiança nos bancos), sendo que aqui os bancos mostraram-se sólidos devido ao PROER da era FHC que o PT tanto criticou na época e mais uma vez se beneficiou no Governo. Ou seja, mais uma vez FHC ficou com o ônus, Lula com o bônus. E já que vc fala hoje com tanto orgulho dos BRICs, devo lembrar-lhe que na época de FHC ainda não existia este grupo, pois este só passou a existir de fato depois que os bancos de investimentos passaram a classificá-los como tal, chamando os investidores a apostarem nestes países, já que estes apresentavam grande potencial de crescimento por seus imensos mercados consumidores, justamente o que faltava nas saturadas economias do 1º mundo. Ou seja, mais um vento a favor da época atual do qual FHC não pode contar. Isto sem falar que pousar de BRIC ao lado da China levanta o moral de qualquer um. Está aí mais um fator que inflaciona o prestígio de Lula e que inflacionaria qualquer outro que estivesse no cargo. Enfim, aceito o seu desabafo, mas devo lhe dizer que não estou tentando ressuscitar nada. Estamos apenas combatendo o populismo instaurado neste país que tenta endeusar Lula e satanizar o resto. Seria bom que vc usasse esta sua “curiosidade” para torna-se um cidadão consciente, e não mais um manipulado pela publicidade governista. Entenda uma coisa de uma vez por todas, amigo. Minha revolta não é apenas com o populismo de Lula. É também com a oposição que tem se mostrado incompetente para combater este processo populista que está em marcha. Se a oposição tivesse metade do empenho que teve o PT quando oposição, tudo isso aqui hoje já devia estar muito claro para a sociedade e eu e tantos outros não estaríamos perdendo tempo e cabelos para tentar explicar tudo isso aqui. Quem sabe até vc estivesse hoje tivesse uma outra visão deste processo. Ao invés disso, a oposição gastou tempo precioso na TV falando de marolinha e algumas gafes do presidente sem a menor importância. A única explicação que encontro para a indiferença do PSDB sobre estas questões é talvez uma estratégia de deixar para soltar a artilharia durante a campanha, o que eu consideraria um erro da mesma forma, pois se tudo isso aqui já é muito complicado para entrar na cabeça das pessoas que tem tempo e internet para pesquisar como vc, imagine então em poucos minutos de horário de TV falando para uma massa já com a cabeça feita… Portanto, ao contrário de vc que faz uma defesa incondicional do populista Lula, eu sou um simples cidadão que tenta fazer aquilo que a oposição não faz: desmistificar o endeusamento de Lula, algo muito prejudicial a nossa democracia cujos efeitos serão sentidos no futuro. Alguns indícios já são realidade hoje, pois chegamos ao ponto de vermos pessoas como vc se vangloriando do fato de Lula com sua “habilidade política” ter driblado o Mensalão! Este é um perfeito exemplo de uma coisa safada que Lula faz com maestria. Ele coloca o mérito da coisa em segundo plano e resume tudo na disputa política. Não importa mais se foi comprovada a culpa dos seus colaboradores mais próximos. Agora, o Mensalão não passa de uma disputa política da qual Lula venceu. E para onde foi a ética???? Veja o ar preocupado de Lula na época do Mensalão distribuindo seu famoso “eu não sabia” para todos os lados e compare agora com seu cinismo ao defender Sarney no ano passado. Temos aí mais um passo no processo populista em que estamos vivendo. Agora ele sabe que uma crise política como esta última pode no máximo lhe tirar um ou dois pontos percentuais de popularidade, nada que não seja compensado com um novo programa social como o “Minha casa, minha vida”. E assim ele vai se tornando cada dia mais cínico. E quando me preocupo com nossa democracia não estou me referindo a nenhum risco de golpe de estado não, pois acho que já temos maturidade suficiente para evitar que isto ocorra hoje. Falo pelo simples fato da auto-censura que começa a acontecer nos meios de comunicação, já que qualquer coisa que se fala que seja interpretada como crítica ao Governo é logo taxada de “golpismo”, “PIG” e etc. O que sobra é um bando de puxa-sacos, como o PHA, por exemplo, sem nenhum compromisso com a verdade, já que censura comentários como os meus ou de qualquer outra pessoa que provoque algum tipo de reflexão no exército de iludidos que está sendo formado para as próximas eleições. Enfim, vejo com muito pessimismo os rumos que estamos tomando, pois para quem conhece um pouco de história este filme já não é nenhuma novidade. Os.: agradeço a sua contribuição. Vc tem sido muito útil aqui. Certamente quem acompanha este debate vai tirar algumas conclusões. Aliás, acho que está na hora de dar uma atualizada neste comparativo incluindo os dados sobre o IDH que o Abud citou, um comparativo do PIB brasileiro com o PIB mundial e um comparativo sobre o endividamento de cada governo. Quando sobrar um tempinho atualizo. Abraço e volte sempre!
  57. Abbud says:
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    Olá Pedro, ao inves de usar sua tecnicas de defesa de advogado do LULA, dando circulos em suas análises, por que não comenta a evolução do IDH? Já que utilizou minhas estatísticas do PIB como corretas, apesar de não responder quem foi mais “piloto”, e simplesmente ver quem ganhou mais campeonatos, por que não nos ajuda a analisar a evolução do IDH nos dois periodos? Não seria o indice mais completo e ponderado que poderíamos utilizar para comparar em que período nosso país evolui mais em um aspecto mais amplo? Sem dúvida que sim! pois é um Índice de Desenvolvimento Humano , comparável a qualquer regiao e pais do mundo, e não um Índice de Popularidade de Governo! Mais uma vez utilizou em seu ultimo “circular” comentário jargões do passado que não colam mais. Coragem para fazer mudanças? Que mudanças o LULA fez? Entrega do tesouro ao “grande capital estrangeiro”? Quem é esse grande capital estrangeiro? Seria o que comprou nossas estatais que se hoje estivessem na mão do LULA seriam máquina para o populismo, como são para o Chaves na Venezuela? Para seu conhecimento, os grandes acionistas das ex estatais são os Fundos de previdencia da petrobras,banco do brasil, bancos nacionais, e todos os investidores na maioria brasileiros, que hoje geram riqueza e recebem dividendos, e no passado financiavam prejuízos. Esse é o grande capital estrangeiro a que voce se refere? LULA, o Getulio Vargas as avessas! Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador. Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!! Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social e industrial, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola… Estamos regredindo a 60 anos atras…
  58. Pablo says:
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    olhe meus caros amigos eu li esse debate e me interessei justamente para apurar fatos conclusivos perante ao q eu já pensava antes. sem duvida FHC proporcionou para nosso país o que jamais tivemos, estabilidade economica, agora pergunto: como FHC investiria no país sem dinheiro? certamente no governo lula tiveram várias obras q certamente envolveram investimentos, porem graças ao governo passado q isso foi possível, pois se lula tivess e pego o Brasil na década de 90 ele certamente quebraria o país, vc acha msm q um cara sem o minimo de conhecimento e q só fala besteira na midia seria capaz de deter a inflaçao?? NUNCA olhe.. vcs q ainda defendem o lula.. por favor tirem os cabrestos.. tente ver os dois lados da moeda, eu nunca critiquei lula antes dele ser presidente.. meu pai por exemplo acreditava em suas promesas e se decepcionou com seu primeiro mandato, (meu pai é historiador, sociologo e cientista politico) ele tem muitos argumentos até para provar a qlqr um q apoiar lula é ignorancia e apoio a corrupçao. eu sei q breviamente receberei varias criticas (pessoais) mas sejam éticos e não sigam o exemplo do pt, corruptos bandidos!!! ah soh uma coisa.. akeles q um dia lutaram por uma “democracia” hj estão lah no senado ROUBANDO para qm qr ver.. olhe sarney por exemplo.. o proprio lula q apresenta bens incalculaveis hahaha mto ironico.. é akela kestao “qm serve os serventes” o lula é apenas mais uma impunidade q o povo apoia por pleno desconhecimento de fatos, alias hj formamos na faculdade analfabetos tbm!! bem a cara do lula… e a divida interna estah crescendo.. só mais uma coisa: Lula estah sim extimulando o consumo, entretanto será q estamos msm preparados a consumir? (o credito estah sem duvidah mais facil) de certa forma isso parece um plano (neo liberal) adotADO pelos US de fato funciona.. mas alem de ser contraditoria as leis “esquerdistas” de lula.. pode ser um barco furado qnd as pessoas não tiverem dinheiro para cobrir os creditos cedidos.
  59. John says:
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    Gostaria de fazer uma observação quanto ao salário mínimo, tratado no post do dia 11 de setembro de 2009 às 7:56 pm. O salário mínimo no governo FHC variou de R$ 70,00(e não de R$ 80,00) para R$ 200,00. Portanto, um aumento de mais de 185%. No governo Lula – que ainda não terminou, mas certamente não trará mais um reajuste este ano – a variação foi de R$ 200,00 para R$ 510,00. Um aumento de 155%. Fonte: “http://www.portalbrasil.net/salariominimo.htm” Considerando a política salarial fundamental para diminuir as desigualdades sociais – meta (pelo menos, em tese) tão perseguida pelo governo Lula – não seria um contra-senso essa inferioridade em relação ao governo FHC? E outra questão: por que os candidatos pró-FHC fogem ao debate da comparação entre os dois governos, deixando os pró-Lula apresentarem dados superiores desvinculados do contexto em que eles foram extraídos? Não estariam eles, implicitamente, concordando que Lula foi melhor? Obrigado e parabéns pelo debate.
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      Olá John, Obrigado pela observação quanto ao mínimo. Claro que debitando a inflação dos dois períodos teremos um número bem parecido, porém com um gosto de derrota para o PT já que esta era uma bandeira história, ainda mais numa época de grande crescimento mundial, sem crises. Mais contracenso ainda é com relação a outra bandeira histórica do PT: a reformar agrária. Cadê esta reforma cantada em verso e prosa em todas as falas do PT? Com relação a inércia do PSDB, acho que é uma mistura de três fatores: 1) o PSDB ficou sem discurso, uma vez que o PT continuou a política econômica e os programas sociais do governo anterior; 2) O PSDB de hoje não é o mesmo da década passada, pois perdeu referências como Mários Covas e Sérgio Mota; 3) Covardia. Quanto ao primeiro ponto, poderia ficar cutucando Lula o tempo todo mostrando a população tudo o que Lula criticava no passado e que hoje defende. O segundo não tem muito o que fazer, paciência. Agora, com relação ao terceiro ponto é de lamentar, pois revela primeiro uma covardia com FHC, e em segundo com suas próprias convicções, pois como vimos por aqui, o PT não resiste ao aprofundamento das questões.
  60. Pedro says:
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    De novo vou tomar emprestada a estatística do Abbud, que é a mais correta, compara o crescimento do PIB do Brasil na época de FHC com o crescimento do PIB mundial em contraposição ao crescimento do PIB do Brasil com o PIB mundial na era Lula, aí vai: LULA FHC BRASIL 27,5% BRASIL 19,8% MUNDO 22,3% MUNDO 25,9% Não se trata de endeusar o Lula e demonizar todos que vieram antes dele. Estamos comparando Lula com FHC na seara econômica. Os dados acima mostram que o Brasil cresceu conjuntamente mais que o mundo na era Lula, e menos que o mundo na era FHC. E ainda um fato importante, que desmente o argumento utilizado pelos tucanos de que nos anos de Lula foi mais fácil crescer, pois o mundo cresceu mais nos anos de FHC do que nos anos de Lula. O crescimento do PIB é o índice mais importante, tanto que é o único utilizado na comparação de crescimentos entre os países. É o mais importante, mas não é o único. Fazendo uma análise da macroeconomia nos dois períodos, Lula é o vecedor em todos os aspectos. Gerou mais empregos, diminuiu mais a inflação, apresentou expressivamente maiores superávits em transações correntes no balanço de pagamentos, aumentou menos a dívida interna, diminuiu a dívida externa contra o aumento da mesma no período FHC, diminuiu mais a cotação do dólar, diminuiu muito mais o risco país, aumentou muito mais as exportações. Então vamos dar a Cézar o que é de Cézar, se estamos comparando Lula e FHC, primeiramente na seara econômica, Lula foi melhor, quem negar isso vai estar negando a matemática!!Quem negar isso, vai faze-lo por resistência à Lula, por posições ideológicas e partidárias. O dono do blog utilizou ainda dois termos de comparação: o legado ético e a diminuição da pobreza. Em sua análise, FHC foi melhor nos dois aspectos. Respeito tal análise, mas de novo vou me ater os fatos. Vamos lá: Em termos de legado ético, claramente Lula foi melhor que FHC. Escandalos existiram nos dois governos, só que os escândalos da era FHC foram relacionadas a cifras de dinheiro imensurávelmente maiores que os da era Lula, e além disso, na era Lula os escândalos foram investigados, na era FHC ainda hoje paira o fantasma das privatizações das teles, em que o Ministro Sergio Mota estava envolvido em suspeitas de desvios astronômicos, até hoje tal escândalo nunca foi investigado. Não ficou provado nem que Lula, nem que FHC participaram diretamente nos diversos escândalos de corrupção. Mas FHC mudou a Constituição da República pra permanecer no poder, inclusive com compra de votos(200.000 reais pra cada deputado). No ponto de vista do legado ético, Lula ganha. Em relação a diminuição da pobreza: na minha opinião o único modo de diminuir a pobreza é possibilitando que as camadas desfavorecidas tenham renda. Lula criou muito mais empregos que FHC, portanto Lula ganha nesse ponto também. Uma potência mundial não se faz somente em termos econômicos. Lula se preocupou em reaparelhar as forças armadas e proteger as fronteiras, FHC esqueceu da defesa. Lula reconstruiu todo o aparelho bélico brasileiro, inclusive a Folha de São Paulo admitiu que depois de Lula nenhum páis da América Latina tem condições a longo prazo de chegar perto do Brasil em termos de desenvolimento do sistema de defesa. Política externa, Lula foi bem melhor. Elevou o Brasil a ator global de primeira ordem, com notável liderança entre os países em desenvolvimento, juntamente com China, Rússia e Índia. Lula conseguiu ainda uma vitória histórica, trazendo para o Rio de Janeiro as Olimpíadas de 2016, vencendo cidades emblemáticas como Chicago, Madrid e Tóquio. Lula atuou ainda para fortalecer o Mercosul. FHC em termos de política externa, não consigo visualizar seus êxitos. Em termos de desenvolvimento e planejamento nacional Lula também foi melhor, o campo de seu governo percorreu o Brasil todo, FHC focalizou somente o eixo Rio São Paulo. Educação Lula também foi muito melhor, só olhar as Universidades Públicas que estavam sucateadas com FHC e depois deste ganharam novo fôlego. O mais importante, o projeto de privatização das Universidades Públicas do governo FHC foi abandonado por Lula, e ainda temos Universidade gratuita no Brasil. Em relação a Saúde, não estou bem informado, não tenho condições de contrapor os argumentos utilizados pelo dono do blog, então fica a análise deste. Eu acho que tá acontecendo um erro aqui, pessoas que não gostam do governo Lula estão utilizando o método da comparação com o governo FHC para contestar o governo atual. Essa discussão não leva a lugar nenhum. O governo Lula foi sim melhor, mas ainda sim não é perfeito, tem seus erros. E essa energia toda poderia estar sendo utilizada para críticas construtivas, para abrir caminhos, para pensar a melhor maneira de ver o nosso Brasil no topo, no lugar em que deve estar. Nos últimos anos, inegáveis avanços ocorreram, ficar negando por ranço político é um negócio muito contraproducente.
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      Caro Pedro, Assim fica difícil debater. Vc continua andando em círculos, não traz nada de novo. Tudo o que vc diz agora já disse nos outros posts e todos já foram replicados, mas vc ignora as réplicas, não responde aos questionamentos. Simplesmente repete tudo de novo fazendo as comparações descontextualizadas que os petistas usam para embasar o seu triunfalismo. Já saquei qual é a sua. Vc acha que quem ganha o debate é que faz o último post! kkkkkkkkkk. Como não tem argumentos, fica repetindo seus “melhores argumentos”! Esta é a única explicação que encontro pela sua insistência em reescrever o mesmo texto não sei quantas vezes. Como não sou nenhum palhaço de ficar falando com quem me ignora, vou ignorar este seu último post também e vou considerar apenas as estatísticas do Abud que vc tão convenientemente “tomou emprestado”. Portanto, peço ao amigo Abud que me envie o link do arquivo Excel onde ele fez os cálculos, pois já peguei três tabelas diferentes do BD norte-americano e não consegui reproduzir os números que ele postou. Ao Pedro, deixo um aviso: Se repetir o mesmo texto mais uma vez vou ter que fazer uma coisa que nunca fiz aqui: desabilitar seu comentário.
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      Pedro, esqueceu do IDH? ele é mais importante do que o PIB ou seria uma consequencia ponderada deste, e portanto muito mais preciso? Ignorou dados aos quais voce não tem argumento? Seria o mesmo que dizer que a Arabia Saudita teve um avanço fantástico no PIB e por isso foi bem, mas lá 99% do PIB esta ligado a cotação do barril de petróleo. Precisamos saber como isso foi transferido de forma sustentável a sociedade de cada país e ai o IDH é o indicador mais completo! Amilton seguem dados que peguei no site http://unstats.un.org/unsd/snaama/resQuery.asp Year Brazil China LAM World Brazil China LAM World 1995 4,20% 10,90% 1,00% 2,90% 4,20% 10,90% 1,00% 2,90% 1996 2,20% 10,00% 3,60% 3,30% 6,50% 22,00% 4,70% 6,30% 1997 3,40% 9,30% 5,20% 3,70% 10,10% 33,30% 10,20% 10,20% 1998 0,00% 7,80% 2,30% 2,40% 10,10% 43,70% 12,70% 12,80% 1999 0,30% 7,60% 4,20% 3,30% 10,40% 54,60% 17,50% 16,50% 2000 4,30% 8,40% 4,00% 4,20% 15,20% 67,60% 22,20% 21,40% 2001 1,30% 8,30% 4,40% 1,70% 16,70% 81,50% 27,60% 23,40% 2002 2,70% 9,10% 5,60% 2,00% 19,80% 98,00% 34,80% 25,90% 2003 1,10% 10,00% 2,40% 2,70% 1,10% 10,00% 2,40% 2,70% 2004 5,70% 10,10% 5,70% 4,10% 6,90% 21,10% 8,20% 6,90% 2005 3,20% 10,40% 4,60% 3,50% 10,30% 33,70% 13,30% 10,70% 2006 4,00% 11,60% 5,40% 4,00% 14,70% 49,20% 19,40% 15,20% 2007 5,70% 13,00% 5,60% 3,90% 21,20% 68,70% 26,10% 19,70% 2008 5,20% 9,00% 4,30% 2,20% 27,50% 83,90% 31,50% 22,30% As tres primeiras colunas sao crescimento em relação ao ano anterior, as tres ultimas é o acumulado dos dois periodos que eu calculei. Atenção que é o PIB em US Dolar sem converter para o poder de compra de cada pais, ou seja, não considera as variações cambiais de cada país, e portanto tem embutido um erro para mais ou para menos. Outro ponto é a análise que fiz anteriormente, mesmo em uma situação interna e externa muito mais adversa na era FHC, por tres anos crescemos mais que o mundo, enquanto que o LULA ate agora tambem,porém em um abiente bem mais propício, o que indica que quando tivemos ambiente externo propício, (exceto o interno do apagao) na era FHC sempre crescemos mais que o mundo, já com LULA, mesmo com tudo a favor em 2003 2005 e 2006 crecemos menos que o mundo. Quanto a Educação, o problema do Brasil não é o ensino superior e sim o básico! Sem ensino básico de qualidade, as universidades públicas vão ser só para os ricos! E precisaremos de sistemas rídiculos e injustos de cotas! E no básico foi aonde FHC focou. Se não tivessemos opção ( que não é o caso) prefiro privatizar as Universidades e universalizar o ensino básico público, aliás como é em muitos países desenvolvidos. Como disse e repito, LULA é GV as avessas: Um foi ditador e depois eleito, o outro foi eleito e quer ser ditador. Um foi o pai dos pobres e o outro quer ser o filho do Brasil!! Apesar de não ter dado exemplo de democracia, pelo menos GV estudou, se preparou melhor, enfretou uma Guerra mundial ,trabalhou e deixou um legado social e industrial, já LULA… trouxe a copa, as olimpiadas, o bolsa esmola… Estamos regredindo a 60 anos atras, e ainda tem gente que acha que trazer as olimpiadas e a copa é o máximo da política externa, enquanto somos engulidos e coniventes com países que não cumprem contratos em negociações comerciais mundo afora…
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        Caro Abud, Obrigado pelos dados. Mas eu gostaria de ver realmente o arquivo excel onde se encontram estes dados para procurar alguma entrelinha que explique a contradição que estou vendo entre a evolução normal do PIB e a evolução per capta da população mundial. Abraço,
  61. Abbud says:
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    Um amigo meu me mandou um texto que apesar de ter sido elaborado em 1931 é extremamente atual, e mostra muito do que discutimos aqui neste blog. A adaptação feita por ele é também perfeita. O pensamento abaixo foi ESCRITO NO ANO DE 1931 !!! (Adrian Rogers) “É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”. Adrian Rogers, 1931 “É impossível levar o Brasileiro pobre à prosperidade através de legislações que punem os Brasileiros ricos pela prosperidade. Por cada Brasileiro que recebe sem trabalhar, outro Brasileiro deve trabalhar sem receber. O Governo Lula não pode dar para alguém aquilo que não tira de outro alguém. Quando metade da população Brasileira entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população Brasileira irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim da nação Brasileira”. Marcos Gueller, 2010 (Adapted from text Adrian Rogers 1931)
  62. Safadeza says:
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    Isto aqui trata-se de uma matéria de TUCANO!… obviamente que o autor disso aí está preocupado em creditar todas as coisas boas aos tucanos, afinal, ele é um!..mesmo fazendo o máximo de esforços pra puxar tudo para seu lado, ainda foi obrigado a dizer que o lula foi melhor em alguns itens!..isso mesmo, pois nos 8 anos de mandato FHC, ele nao encontrou nada para dizer este foi melhor nestes quesitos..FHC primeiro mandato: bom..segundo mandato: ruim, ou melhor, péssimo dos péssimos! Governo Lula primeiro mandato: mais ou menos.. segundo mandato: muito bom
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      Amigo, ao contrário de vc que vê política como torcedor de futebol, eu não tenho medo de reconhecer os méritos do meu opositor ou até mesmo dar o braço a torcer em alguma idéia desde que os argumentos contrários sejam mais fortes. Como vc pode ver no debate (se é que vc leu) até aqui os argumentos dos seus amigos petistas não resistem a qualquer aprofundamento. Traga argumento sérios e pare de rotular os outros e fazer bravatas como o seu ídolo.
    • foralula says:
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      o pessoal do PT está dando comida estragada à tropa de choque.
  63. Abbud says:
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    Para reforçar um pouco o que temos debatido aqui, dito por um dos personagens principais hoje em São Paulo: FHC disse ainda que o governo Lula não promoveu mudanças com relação à sua administração. “Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom”, ironizou. E continuou: “Eleição é futuro. Se [o PT) quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer.” Do Site UOL em 08/02/2010
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      Pois é Abud, o PSDB é também o culpado por chegarmos a este ponto, pois, no governo, não souberam passar para a população tudo que foi feito. Na oposição, permitiram que Lula desconstruísse FHC e assumisse os méritos de tudo que foi feito até então (mesmo sem ter promovido uma única reforma nestes sete anos). O artigo de FHC infelizmente é tardio. O povão não vê contextos, só vê resultados.
  64. Marcelo says:
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    Olá, primeiramente parabéns pelo blog e pela forma como percebo que tem tratado aqueles que postam seus comentários, mesmo que para expressar uma discordância mais baseada no fígado do que opiniões fundamentadas. Achei muito interessante o mote da comparação entre os dois períodos de governo, concordo plenamente que eles têm de ser comparados dentro do contexto em que aconteceram. Nesse sentido, recomendo a leirura do livro “três mil dias no bunker” para que se tenha uma idéia do esforço de engenharia institucional que esteve por trás da criação do Plano Real. Não há nada remotamente parecido no Governo Lula. Aliás, até hoje eu não entendi porque o Governo Lula se empenhou tanto em conseguir maioria no Congresso via mensalão se nao foi para aprovar alguma das reformas que o país tanto precisa. As iniciativas que o atual governo tomou que mais o beneficiaram, os aumentos reais do salário mínimo e a “criação” e expansão do Bolsa Família foram praticamente medidas administrativas, sem ter que enfrentar nenhum dos embates que marcaram o governo anterior. Outro ponto que me parece relevante é o fato de que essas medidas, por mais meritórias que sejam, dependem de fundos públicos. Veja bem, isso não é para dizer, de maneira alguma, que nao devessem ter existido. Programas de transferencia de renda com condicionalidades, como é o caso do BF, existem em muitos países e integram o rol de políticas sociais dos Estados mais avançados. O ponto é que é bem mais difícil reduzir a pobreza de forma mais consistente, com políticas que aumentem a escolaridade da população e ampliem as condições para criação de empregos, o que exige o tipo de reforma que o Governo Lula tão habilmente evitou. Finalizando, me parece que uma das possíveis óticas para analisar o atual governo é pelos seus imperativos, o de ter assento permanente no conselho de segurança da ONU e o de vencer a sucessão. A isso, se subordinam, respectivamente, a política externa e a atual política interna.
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      Marcelo, o que mais me impressiona nisso tudo é tudo que nós falamos aqui é óbvio. Não precisa ser economista para entender o que aconteceu como este país nestes últimos anos. Infelizmente a propaganda política desonesta do atual governo, empenhada em mitificar Lula e desconstruir os seus atencessores, combinada com a indiferença da população com estes assuntos, permitiu que chegássemos a este ponto.
  65. dr givago says:
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    A INCURTURA É QUE INCENTEVEIA A PRORIFERAÇÃOD A CORRUPTANCIA. gostaria de saber com que base vcs arrumam esse argumentos. n vejo o gover FHC dessa forma que vcs falam. sou informado o máximo que posso. mas concluo quem entre os dois o LULA foi o menos pior. e vcs “tucanos acham FHV perfeito” chega a ser ridiculo isso.
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      Os argumentos estão aí. Vc tem todo o direito de discordar. Porém vc deve dizer em que discorda e trazer argumentos que sustentem sua opinião. Dizer simplesmente que achou Fulano menos pior que Sicrano não é argumento e não contribui em nada com o debate, da mesma forma que não contribui em nada ficar tachando quem não é petista de tucano. Faça jus a sua “boa formação”.
  66. Abbud says:
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    Para quem não leu ainda coluna de FHC no Estado de São Paulo do mes passado. Nada melhor do que um dos comparados falar um pouco, pena que o outro, além de não gostar de ler nunca escreveu nada. SEM MEDO DO PASSADO Fernando Henrique Cardoso O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita. Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira? A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês…). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo. Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados… O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país. Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores. Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”. O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real. Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores. É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil). Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.
  67. Roberto says:
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    Dizer que o governo Lula deve todo o seu bom desempenho ao seu antecessor fhc soa meio papo de tucano… Poderíamos então dizer que o “sucesso” do governo fhc foi então mérito de seus antecessores. Todo o seu plano de estabilização econômica,(se é que podemos dizer que este foi realmente um plano elaborado pelo governo brasileiro, visto que a estabilização da moeda é fato em todos os países da américa latina, pois fora uma exigência do mercado global) foi lastreado pela arrecadação obtida pela “venda” (estava mais para entrega) das estatais herdadas dos governos anteriores, principalmente os da era da ditadura, quando foram criadas. Não fora a eleição do Lula, hoje não seríamos mais donos da Petrobrás, nem da Embraer, ou do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e por aí vai… A mais recente investida do PSDB e do DEM contra o patrimônio público foi no que se refere aon Pré-sal, que tentaram entregar tudo na mão da iniciativa privada, não a Nacional, chegando ao ponto ridículo de alguns deputados tucanos irem ao EUA pedirem ajuda das indústrias Petroquímicas de lá para forçarem o governo aqui a abrir mão dos 35% da quota do Pré-sal reservados à Petrobras. Como acreditar em um governo formado por pessoas assim?…
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      Caro Roberto Dizer que o fim da inflação foi decorrente não do plano Real e sim de uma milagrosa “exigência do mercado global” só mostra o quanto vc entende de economia. Sem comentários… Ao contrário do que vc pensa, a Embraer é hoje uma empresa privada, a quarta maior fabricante de aviões do mundo, assim como a Vale a segunda maior mineradora do mundo. A Petrobrás, graças ao fim do monopólio e a abertura do seu capital a iniciativa privada (cujo modelo Lula copiou para o BB) teve sua produção triplicada. Se FHC realmente quisesse privatizar a o BB e a Caixa o teria feito. Ao contrário, investiu R$ 60 bilhões para sanear os bancos federais para que hoje Lula faça a farra do crédito. Quanto à contribuição dos antecessores de FHC, este foi sim beneficiado pela abertura econômica iniciada na era Collor e com a implantação do Plano Real no curto governo Itamar, assim como Lula se beneficiou das conquistas do Gov. FHC e dos bons ventos da economia mundial que aumentou a renda per capta do mundo em 73% apenas nos seis primeiros anos de Lula, depois de passar oito anos estagnada na era FHC. Se vc sair da cegueira ideológica vai ver que Lula faz tudo hoje o contrário do que pregava quando oposição, seguindo a risca a política econômica deixada pelo PSDB. Até privatização de estradas tem promovido. Não se iluda, amigo. Governar o Brasil hoje é muito mais fácil. De 1995 para cá a população brasileira aumentou apenas 23%, enquanto que o orçamento do Governo pulou de pouco mais de R$ 100 bilhões para R$ 1,8 trilhão. Lula tem méritos, claro. Só que estes estão inflacionados pelo marketing, o qual vc parece ser um consumidor contumaz.
  68. Johnny says:
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    Como números são números, a do governo Lula foi melhor. O FHC teve 8 anos para tal e pouca coisa melhorou. Assim, não é possível dizer que ele não teve tempo de demonstrar algo. Vide só alguns números que valem a pena citar (vide IBGE). Taxa de desemprego: FHC herdou com 5% e deixou em 12,5% e Lula está na casa dos 7%; Risco pais: FHC deixou na casa dos 3000 pontos e hoje está em 196; Valorização da bolsa de valores: FHC melhor índice 18000 e no governo Lula, chegou a 74000 e hoje está em 69000; Conquista de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, governo Lula; Obtenção de grau de investimento, governo Lula; Ufa, chega né.
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      Johnny, Números são números, porém seus significados podem ser bem diferentes quando saímos da mera superficialidade. Comparar os números de dois governos separados por intervalo de 15 anos em pleno século XXI é de uma ingenuidade tamanha que só mesmo um governo populista como o de Lula para ter a cara-de-pau de alimentar, coisa de gente desonesta mesmo, sem um mínimo de escrúpulos. Como comparar os números de um governo que teve como principal desafio o combate à inflação e a reforma do Estado brasileiro com o seguinte que goza das conquistas do anterior e tem como principal desafio “acelerar o crescimento”? Como comparar os números de dois governos quando o maior orçamento do primeiro é menor que o menor orçamento do sucessor? Como comparar os números de Brasil de estatais estagnadas e quase nenhuma multinacional da década passada com o Brasil das gigantes Vale, Embraer, Petrobás, Ambev, Perdigão, etc. etc.? Como comparar os números de um governo que teve que passar por sete crises externas com um outro que só teve uma e mesmo assim já no final do segundo mandato? Como comparar os números do Brasil da década passada com um sistema bancário a beira da falência, repleto de bancos estatais deficitários, com o Brasil de hoje, que conta com um sistema bancário privado totalmente saneado, e com bancos estatais turbinados com os investimentos feitos pelo antecessor, com recursos para conceder crédito para pequenos e grandes investidores? Como comparar os números da Petrobrás da década passada, estagnada que não conseguia nem mesmo o suficiente para o consumo interno, com a Petrobrás de hoje turbinada pela injeção de capitais privados, com a produção triplicada e com tecnologia para explorar o Pré-sal? Como comparar os números do Brasil da década passada que sofria com a supervalorização do dólar da única potência do mundo com o Brasil de hoje com o dólar em queda livre em todo o mundo, com os EUA cada vez mais fraco? Como comparar os números das exportações brasileiras da década passada com as da atual, cujo os preços dos principais produtos de exportação (commodities) valorizaram mais de 100% no mercado internacional apenas no primeiro governo Lula? Como compara os números de um governo onde a renda per capta mundial permaneceu estagnada durante quase uma década, com o sucessor que teve a sorte de pegar o período de maior crescimetno da economia mundial desde o início dos anos 70, cujo PIB per capta pulou aumentou 73% apenas de 2003 a 2008? Enfim, como comparar os números de um governo que pegou um PIB de R$ 350 bilhões com o sucessor que pegou um PIB de R$ 1,5 trilhão, quando a população cresceu apenas 10%? Meu caro Johnny, os 3.000 pontos de risco país da era FHC são apenas mais um número na balança das comparações descabidas do PT. Para mim é a percepção do mercado sobre a nossa economia que chegou bem próximo de sucumbir como várias outras economias emergentes ao redor do mundo sucumbiram. O risco país caiu aqui da mesma forma que caiu na maioria dos emergentes, assim como diminuiu a probreza até mesmo na sofrida América Latina. Poderia contextualizar cada item que vc citou e vc veria que tais conquistas são resultado de um processo histórico do qual Lula se beneficiou e pouco fez para promovê-lo. Com exceção do estímulo à indústria naval, todo o Governo Lula trata-se de uma continuação do governo do PSDB. Não fez nada de novo, apenas colheu os frutos das reformas do Governo anterior, já que não teve coragem de promover uma única das sete reformas que prometeu no discurso de posse ainda do primeiro mandato. Nem mesmo a reforma agrária que tanto alardeava quando oposição teve coragem de por em prática. As olimpíadas, a copa? Estas viriam mais cedo ou mais tarde, afinal desde os anos 90 que a FIFA já estudava trazer a copa para a África e para a América do Sul. Com as olimpíadas a mesma coisa. Se não viessem em 2016 viriam em 2020, aliás, teria sido até melhor, pois não precisaríamos ficar os próximos anos gastando rios de dinheiro para promover dois eventos esportivos em um curto espaço de dois anos. Pior: vamos ter que ficar vendo o sucessor de Lula se ferrar para cumprir tais compromissos cujos dividendos políticos já foram colhidos pela raposa Lula. Se conseguirem, não farão mais que suas obrigações. Se atrasarem, serão tachados de incompetentes. O mesmo raciocínio vale para os “1 milhão” de casas alardeados por Lula há dois anos atrás e que até agora só entregou 0,6%. Enquanto isso, os hospitais continuam na mesma situação da década passada. Ah, mas isso é apenas um detalhe: mais importante sãos os estádios de futebol!!!
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      Johnny, simplificando para ficar fácil, sua conclusão superficial é a mesma que dizer que Schumacher foi um piloto muito, mas muito melhor do que Senna só por que um ganhou sete campeonatos e o outro apenas 3. Porém esquece de analisar que os dois corriam em momentos diferentes, com carros diferentes, em equipes diferentes e o mais importante, com concorrentes diferentes. Se analisar tais contextos verá que Senna foi mais piloto (o que os especialistas comprovam) e que FHC fez mais do que LULA pelo Brasil ( o que a história irá nos mostrar) Abraços
  69. Abbud says:
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    Nao subestime a capacidade das pessoas do PSDB, que inegavelmente é composto de pessoas capazes. Eleger alguem que nunca teve um voto, nem para sindica de prédio, e que lutou da forma mais abominável contra a ditadura é um atestado de incopetência de quem forma opinião neste país. O que me preocupa não esta possibilidade é algo mais revoltante, Serra provavelemnte enfrentará 4 ou 8 anos muito piores do que LULA e daqui a 8 Anos vai vir uma cambada de aproveitadores dizendo que na época de LULA é que era bom, as vezes acho que devemos deixar Dilma vencer as eleições para banir o PT da política brasileira, assim como foi Pitta para Maluf aqui em São Paulo, mas como queremos o melhor para o nosso país prefiro defender o que acho certo para o nosso país. Abraços
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      Abbud, Tenho a mesma preocupação sua. O sucessor vai herdar um monte de compromissos assumidos por Lula do qual ele já obteve os dividendos políticos. Se conseguir cumprir, terá cumprido apenas sua “obrigação”. Se falhar… Aconteceu algo semelhante aqui no Recife com o Prefeito João Paulo do PT, que faturou os dividendos políticos de várias obras, mesmo deixando os pepinos para o sucessor (também do PT) finalizar. Resultado: o prefeito atual anda com a popularidade em baixa, mas não pode falar nada, já que foi cria de João Paulo. Este é também um dos motivos pelos quais estou tão desmotivado com a nossa política. Na maioria das vezes, os conselhos entram por um ouvido e saem pelo outro. Infelizmente a maneira mais eficaz de aprender é quebrando a cara mesmo. Que o digam os venezuelanos.
    • romenes says:
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      De repente, esses mandatos “picados” em São Paulo de José Serra são suficientes para enfrentar a candidata governista? O que temos em São Paulo são eleitores alienados, piores que os de Lula, enganadas por políticos que transformaram o confronto PSDB x PT num combate do bem contra o mal, mas sem a definição do lado de cada um. O PSDB tem pessoas capazes sim. Capazes de aplicar os maiores golpes com dinheiro público, expandindo minimamente a malha metroferroviária e saírem limpos pois a assembléia legislativa está repleta de marginais prontos a banir quaisquer investigações de corrução, com grande apoio da imprensa paulista. O escândalo da Alstom e dos cartões corporativos estão presos na goela ainda. Inevitavelmente aconteceram nos tempos de Geraldo Alckmin mas José Serra ficou à vontade a dar prosseguimento. E com todo aparato midiático por trás, não foram capazes de descontruir a imagem de Lula, prova que ele tem seus próprios méritos na condução da nação. Logo, o que resta é sentir dores de cotovelo pelo sucesso do governo atual e desespero para minimizar uma derrota ainda no primeiro turno para uma candidata sem experiência. Uma coisa que deve acabar é esse menosprezo da capacidade intelectual dos eleitores mais humildes. Eles ajudaram a eleger FHC também e puderam avaliar o governo para dar ou não continuidade. Tolos de quem pensa ser superior na hora do voto. Tenho outra pergunta: será que José Serra ainda estará vivo em 2018 para concorrer? O PSDB não tem mais nome nenhum para concorrer, perceberam? Aécio Neves, por quem tenho profunda admiração e que elevaria o nível da disputa presidencial com certeza, não conseguiria desbancar a gestão atual, quem mais conseguirá? Álvaro Dias? Tarso Jereissati? Eduardo Azeredo? Me desculpem, mas vocês já estão condenados ao encolhimento político. Segurem São Paulo como puderem porque é o último reduto tucano, que vai encolher cada vez mais com sucessivos governos petistas.
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        Émerson, O PSDB na oposição não fez 1/3 do barulho que o PT fez na gestão FHC. Os tucanos ficaram sem discurso depois que Lula deu prosseguimento a tudo que eles criaram e que antes criticavam. Num primeiro momento, até estourar o escândalo do mensalão, eu, como eleitor de Lula, me divertia ao ver os tucanos com dor de cotovelo pelo sucesso da política econômica que eles implementaram dar frutos nas mãos de Lula. A coisa perdeu a graça quando vi a mentira deslavada do presidente dizendo que não sabia do mensalão. A coisa ficou ainda mais feia quando até bem pouco tempo, embalado pelo populismo, o presidente chegou a atribuir o “mensalão” a um golpe da “direita” para derrubá-lo. Só agora, depois de passar seis anos negando e protelando responder ao questionário enviado pelo STF, é que ele finalmente confessou aquilo que todo mundo já sabia: ou seja, que ele sabia do esquema. Incrível como uma notícia destas não causou nenhuma grande repercussão, nem mesmo na imprensa paulista tão criticada pelos petistas por não se render ao pupulismo de Lula. Para quem ainda não viu, aí vai um link da notícia: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/04/13/politica,i=185682/LULA+CONFIRMA+AVISO+SOBRE+O+MENSALAO.shtml. Se não tivéssemos hoje o populismo exacerbado em torno de Lula tal fato já seria motivo suficiente para impeachment, mas quem consegue hoje bater de frente com ele? Perde nossa democracia, perde a ética, a moral. Portanto, não é de se estranhar hoje que o líder do governo venha a público dizer que o Projeto Ficha Limpa não é prioridade nas votações. Da capacidade de alguns políticos do PSDB e de muitos do DEM praticarem atos ilícitos todos nós já sabíamos e este foi um dos motivos que me levaram a votar no Lula em 2002. Agora, o que nunca esperava era que no poder o PT repetisse a mesma política suja que criticava na oposição, com toma-lá-dá-cá, rolo compressor, etc. Como o sujo não pode falar do mal lavado, então restou ao PT desqualificar cada vez mais a oposição e promover a polarização que hoje verificamos. Dessa forma, as discussões são cada vez menos racionais e mais emotivas. Ou seja, tudo que Lula quer, pois assim pode usar seu ufanismo populista nos comícios que faz todo dias, dando um péssimo exemplo de desrespeito a legislação eleitoral. Não se iluda com o sucesso de hoje, pois o futuro nos reserva alguns problemas que podem desencadear uma grave crise, como, aliás, já previu até mesmo um aliado do Governo, o ex-candidato Ciro. E sabe porque esta crise está sendo fabricada? Porque este governo só quer fazer o que dá ibope. Como não tem coragem de implementar as reformas que o Brasil precisa, resta ao Governo acelerar o crescimento da economia artificialmente, agravando o paradoxo que hoje verificamos. Vejamos. O Governo vende títulos da dívida interna para repassar dinheiro para o BNDES financiar empresas. Isto, juntamente com as renúncias fiscais proteladas mesmo depois da crise, provoca uma pressão inflacionária que é contida com o aumento dos juros. Ou seja, o Governo estimula a venda de títulos e agora aumenta a remuneração dos investidores com o aumento dos juros. Em outras palavras, o Governo aumenta ainda mais seu custo mensal com o pagamento de juros da dívida que já está mascarada com a mudança de cálculo da dívida introduzida em 2006. Para saber mais sugiro que leia a série “Lula e a Dívida Pública”. Para quem vivia criticando a “ciranda financeira” na oposição, Lula passou dois mandatos sem mudar nada na estrutura que faz o Brasil pagar um dos juros mais altos do mundo, mesmo no momento em que nossa economia passa seu melhor momento. Ou seja, basta mudar o cenário que tudo desaba, afinal com todo o progresso verificado nos últimos anos, as contas do governo continuam no limite, além de continuarmos pagando 1/3 da nossa arrecadação com a rolagem da dívida pública. Sobre a inanição da oposição, amigo, isto é algo que diminui a democracia e fortalece o populismo que está em curso. A máquina estatal está cada vez mais inchada, o Governo já tem uma carga tributária alta e vai precisar aumentar ainda mais para poder tocar os compromissos assumidos neste governo. Se vc não sabe, Lula já deu aumentos escalonados ao funcionalismo público até 2014, engessando ainda mais o próximo governo, isto sem falar na copa que já está ameaçada, pois até agora nada foi feito, nas olimpíadas, trem bala, Belo Monte, PAC 2, etc. Talvez, quem sabe, esta crise estourando nas mãos de Dilma, vc e outros finalmente percebam o que hoje não conseguem perceber. Aí talvez vc sinta falta de uma oposição forte como hoje eu sinto. Afinal, não sei se vc lembra, um dos pilares da democracia é a alternância de poder.
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          Olá, novamente. Vou começar pelo final. Lula não deu aumento escalonado ao funcionalismo público até 2014 acreditando que José Serra ou outro político de oposição vença e mesmo que vença, ele está bem mais preocupado com o destino da nação que qualquer um que quer o cargo. Ele não tentou tantos anos para chegar e estragar tudo. Caso José Serra vença (que acredito pouco) e a economia desandar, é mérito próprio. Onde já se viu, como primeira medida, rever contratos firmados? Ele quer aplicar a moratória discretamente. Uma grande irresponsabilidade se ele quiser fazer como na prefeitura de São Paulo. Se pensarmos em uma gestão única, que cada um continuasse o trabalho do outro, esse país teria avançado muito mais. Mas a oposição não está nem aí para isso. Esse sim é o maior mal para o Brasil. Lula, quando deu prosseguimento, fez o que o PSDB não vai fazer caso assuma a presidência: dar continuidade ao governo Lula. Eles não vão querer essa marca, para a infelicidade da nação. Se eu dissesse como um simpatizante de Lula, diria que, se a vida mudou nos últimos 8 anos, foi por culpa do Lula mesmo. Se FHC tivesse sido mesmo bom, isso seria percebido ainda na gestão dele, o que não aconteceu. Você, como um simpatizante de FHC, precisaria aceitar isso também. Se a oposição só fez 1/3 do barulho que o PT de outrora fazia, é porque nunca acreditaram que um dia poderiam perder o posto de comando. O PT sempre acreditou que conseguiria tomar esse posto e fez barulho da forma correta. Enquanto faziam barulho, procuraram ver o que fazer para governar quando a oportunidade chegasse. É pura ironia… Em mais de 500 anos de descobrimento, o Brasil, gerido pelas mais variadas pessoas e ideologias, teria o maior momento de crescimento da história justamente nas mãos de um apedeuta, sabo barbudo, déspota cachaceiro com nove dedos. Antes Fernando Henrique Cardoso tivesse provado da mesma cachaça que Lula bebe, e não ser a favor da legalização da maconha. Abraços. Postscriptum: coloquei essa resposta em outro local. Por favor, remova o outro. Obrigado.
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            Émerson, Para Lula, a mitificação da sua imagem está acima do Brasil. O aumento escalonado até 2014 é só um exemplo. O próximo presidente vai assumir engessado por vários compromissos assumidos pelo atual presidente, ações das quais ele já colheu os dividendos políticos nos diversos lançamentos de megaprojetos (para o próximos cumprirem, claro). Inclui-se aí a Copa de 2014 que até agora não foi feito nada, apesar de ter sido definida há dois anos (e a Fifa já ameaça repassar a copa para a Inglaterra); as Olimpíadas; o trem bala; as 1 milhão de casas prometidas; o PAC 2, que vai custar três vezes mais que o PAC 1, mesmo o primeiro tendo concluído apenas 13% do prometido em mais de três anos de programa (segundo o Transparência Brasil) e com metade das obras previstas ainda não iniciadas; os investimentos do Pré-sal, a criação das novas estatais do petróleo e da banda larga, etc. etc. Tudo isso sem falar na deteriorização das contas públicas mesmo em um ano de forte crescimento da economia. Sobre a continuidade do governo caso a oposição assuma, o próprio Lula em um dos seus momentos raros de sinceridade (já que estava falando para jornalistas bem informados do Valor Online – e ele tem um discurso de conveniência para cada platéia, vale lembrar) afirmou que “quem quer que seja que assuma a presidência não poderá mudar bruscamente os rumos do país”, pois ele próprio viu na prática que a economia tem uma dinâmica própria, que é maior que o Governo (aliás, este depende dela e não o contrário). Por isso não estou nem aí para quem vença as próximas eleições, pois se Serra vencer ficarei feliz por ter na presidência alguém competente para enfrentar a crise que está por vir. Por outro lado, se a Dilma vencer, vou assistir de camarote a briga que vai surgir entre ela e Lula, assim como aconteceu aqui em Recife entre o João Paulo e seu candidato fabricado João da Costa. Aí talvez algumas verdades venham finalmente à tona sobre este governo manipulador. Dizer que Serra vai quebrar contratos e mudar tudo que foi feito é mais uma das conspirações criadas pelos blogueiros financiados por Lula, entre os quais o PHA é um dos principais representantes, alguém que não merece a menor credibilidade. Dizer que o PT fez uma oposição correta é, no mínimo, uma contradição, pois no governo fez tudo o que criticava. Um dos exemplos mais recentes é o projeto de extinção do fator previdenciário que o PT da oposição tanto combateu e que agora faz de tudo para mantê-lo. Quem estava certo afinal? Sobre a ironia dos “500 anos”, sem comentários, amigo. É preciso estar muito apaixonado para se render a retórica tão vazia. Ela funciona muito bem nos comícios exaltados para as massas, não para qualquer eleitor mais bem informado. Abraço.
  70. Pérsio Lopes dos Santos says:
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    Caro amigo, Respeito sua posição, e mesmo sendo simpatizante do Lula e feliz com seu desempenho, reconheço a importância do governo FHC. Mas, mesmo assim, você tem que concordar comigo que os números são bem cruéis com FHC: Crescimento, investimentos, venda de carros, energia, ensino superior, polícia federal, SAMU, salário-mínimo (este sim o grande responsável pela redução da pobreza), PAC, Luz para Todos, Bolsa-Família, Minha Casa, Minha Vida, Petrobras, Política Externa, Inflação, Taxa de Juros, Dívida Externa, etc e etc… A minha dica, pensando como um simpatizante de FHC é a seguinte: Reconheçam a situação, sejam reais, assumam que a situação da população melhorou sensivelmente nos últimos 8 anos. Como ser real e defender FHC ao mesmo tempo: Concentrem-se no primeiro mandato de seu líder. FHC foi um excelente Ministro da Fazenda, fez um primeiro mandato tecnicamente perfeito, mas infelizmente vendeu a alma para se reeleger. O loteamento do governo para que que a emenda da reeleição fosse aprovada foi de tal magnitude que engessou totalmente o segundo mandato, de onde não se consegue lembrar de nenhum feito, foram 4 anos perdidos. 1999 perdeu-se com a crise da desvalorização do real. 2000 salvou-se mas apenas recuperou parte das perdas de 1997 (crises internacionais) e 1999. 2001 perdeu-se pela crise energética e 2002 perdeu-se pelo terrorismo provocado pela estratégia eleitoral do “eu tenho medo”. Ironia do destino, se FHC tivesse se contentado com seu mandato simples e não tivesse rasgado a constituição para se reeleger, talvez a história teria lhe reservado uma posição mais nobre e com certeza ele teria força pra até pleitear um novo mandato. Com sua popularidade em alta, FHC teria com facilidade eleito um sucessor e seria recebido de braços abertos pelos brasileiros em 2002. Mas…a história foi escrita de outra maneira, e Lula com seu brilho que parece inesgotável ofuscou completamente FHC e o relegou a condição de vilão.
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      Olá Pérsio, A questão central deste debate é combater a idolatria a Lula, que, ao longo do seus dois mandatos fez de tudo para absorver todos os méritos do sucesso do Brasil (não apenas do Governo, é diferente) e, ao contrário, queimar a imagem do seu antecessor, diminuindo todas as suas conquistas com discursos oportunistas e populistas. Pode ter certeza que, se Lula não tivesse esta obsessão de promover o seu culto e demonizar FHC, certamente hoje não estaríamos aqui neste debate. Todo mundo sabe que Lula tem discursos diferentes para cada tipo de platéia. Nos palanques, coisa que ele não deveria fazer enquanto presidente, adora demonizar FHC, embora nos bastidores a imagem de FHC seja bem diferente. Fazer o que, né? No poder, Lula se mostrou mais um adepto do “na política vale tudo para se manter no poder”. Perceba que todas as conquistas que vc citou do Governo Lula só foram possíveis porque o Brasil cresceu, e isto só foi possível porque as condições básicas para o crescimento foram definidas no Governo anterior, a um preço bem alto para o Brasil e para o próprio FHC que teve que pagar o ônus de governar o Brasil numa época conturbada, como vc mesmo citou. Quando vc avalia objetivamente cada ato do Governo, vc percebe que o Governo Lula criou muito pouco e continuou muito. Tudo que vc citou só foi possível porque houve um crescimento contínuo da arrecadação, enquanto que o crescimento da população tem diminuído a cada ano, além da ausência total de crises e uma valorização dos produtos de exportação brasileiros no mercado mundial. Ou seja, hoje o Governo tem muito mais dinheiro para gastar (R$ 1,8 trilhão) e, mesmo assim, continuamos no limite dos gastos, pois o governo Lula gasta muito e gasta mal. Um exemplo do que falamos é a Petrobrás que vc citou como “mérito” de Lula. Ora, o pulo da Petrobrás se deu com a quebra do mónopólio e com a abertura do seu capital, ações do Governo FHC. Lula, mais uma vez ficou com os méritos. Sejamos sensatos. Não nos deixemos levar pelas paixões políticas como torcedores de futebol. Sejamos eleitores conscientes capazes de separar méritos e bravatas políticas. Não tenhamos memória curta. Não nos esqueçamos que hoje Lula defende muitas idéias que passou toda a época de oposição combatendo, como se sempre as tivesse defendido. Ou seja, ele hoje deveria sim ser amigo de FHC e não inimigo, pois, no poder, ambos mostram mais convergências do que divergências. O que impede que isso aconteça? A famigerada disputa política que ofusca a visão da maioria dos brasileiros que se deixa levar pelas paixões da campanha eleitoral. Aliás, vc mesmo já reconheceu que se FHC não tivesse governado o Brasil em 1998 a história seria bem diferente. Eu também fui um dos críticos ferrenhos de FHC no segundo mandato, mas hoje percebo que tivemos sorte de tê-lo no Governo naquela época, pois se Lula tivesse sido eleito na ocasião certamente o Real teria sido mais uma tentativa frustrada de estabilização da nossa economia. Certamente hoje não estaríamos comemorando os recordes da economia brasileira que sustentam a popularidade de Lula. FHC, ao contrário, hoje talvez fosse o herdeiro das conquistas do Brasil dos últimos anos. Ou seja, isto corrobora aquilo que afirmamos o tempo todo: os méritos de Lula estão inflacionados pelo contexto histórico. Ps.: Sobre a dívida externa, sugiro que leia nossa série de dez artigos sobre a dívida pública. Vc vai ver que a coisa é bem diferente do que prega a publicidade oficial.
    • Abbud says:
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      Olá Pérsio, se LULA e a maioria dos que defendem o Governo atual, tivessem o mínimo de respeito e inteligência, reconheceria o que voce sabiamente reconheceu no início do seu texto, que foi a importancia de FHC em seu período e o reconhecimento de que algo de bom foi feito antes de LULA. Este é o ponto , chamar de “herança maldita” algo que foi na verdade toda a base para que o Brasil hoje tenha condições de crescer tática usada para manipular as massas e gerar uma idolatria cega a LULA, a qual como Amilton muito bem disse é o ponto central desta discussão. A partir daí é perfeitamente democrático e benéfico discutirmos acertos e erros dos dois governos, sem nos esquecermos de ponderar os diferentes cenários que cada um encontrou. Abraços
  71. aroldo says:
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    Bom pra quem sempre teve a vida boa é facil criticar o lula , eu como nao nasci com este previlegio só tenho a dizer q ele é um anjo enviado por deus , sou um simples caminhoneiro q cruzo o pais de ponta a ponta e nao fico lento jornais ou vendo tv pra saber como anda o pais . vejo com meus proprios olhos e hj vejo um pais com estradas acesso com juros baixos pra compra d de caminhoes fora outras coisas e nao vejo mais tanta pobreza , até diminuiu a mendincagem a beira das estradas eu jamais imaginei ver o pais como está , mas criticar é facil desde q vc nao conheça as sintuaçoes eu como vejo no dia a dia sei q o brasil mudou e pra muito melhor . na minha cidade FHC nao é eleito nem pra presidente de time varzeano .. um abraço a todos e desculpem minha ignorancia é q sou da mesma escola do lula a escola da vida!!!!!
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      Aroldo, De fato o Brasil está bem melhor. Daí a popularidade de Lula, pois a grande maioria julga o desempenho dos presidentes de acordo com a melhoria ou piora do seu dia-a-dia, como vc bem descreveu. Mas a questão que fica é: que reformas lula fez para que o Brasil melhorasse? Quando vc se aprofunda em cada questão, percebe que Lula não fez nada de novo, apenas continuou o que foi implantado lá atrás, aperfeiçoou algumas coisas e piorou outras. Seus méritos são quase todos relacionados a investimentos, os quais só se tornaram possíveis depois que a economia brasileira finalmente decolou, não por obra de Lula, mas pelo bom momento da economia mundial entre 2003 e meados de 2008 e pelos frutos das reformas da nossa economia implantadas nos governo anteriores. No máximo, Lula tem o mérito de escolher bem alguns ministros da área econômica e não por acaso um tucano para tocar o banco central. No mais, é muita publicidade e populismo. Sabe por que Lula tem muito dinheiro hoje para investir? Porque hoje o Brasil tem gigantes como a Vale, a Embraer, Oi, Vivo e tantas outras grandes empresas que só são o que são hoje porque no passado alguém ousou abrir a economia brasileira para o mundo, porque alguém ousou quebrar monopólios, porque alguém privatizou empresas estagnadas, porque alguém abriu o capital de empresas estratégicas como a Petrobrás aos investidores privados. Na época o PT foi contra tudo isso, hoje os resultados estão aí, tais empresas hoje enchem os cofres do governo para que este promova a gastança e colha os dividendos políticos do sucesso de tudo que criticavam quando oposição. Não mudaram nada do que antes criticavam. Aliás, até privatizações de estradas o PT promoveu e só não privatizou a Infraero por causa da campanha eleitoral, uma vez que só agora no final dos dois mandados Lula tenta dar uma nuance estatizante com a idéia para inglês ver de recriar a Embratel. A política econômica vai bem? Ok, pois esta é a mesma política econômica implantada no governo anterior. Hoje o Banco do Brasil tem dinheiro para emprestar? Ok, mas quem saneou o BB, a Caixa e o BNDS foi o governo anterior. O Brasil não foi contaminado pela crise financeira? Ok, mas isto tem muito a ver com o saneamento do sistema bancário promovido no governo anterior. Hoje vc tem dois, três, quatro telefones? Ok, mas isto só foi possível porque o governo anterior abriu a telefonia ao setor privado. Enfim, Lula é o que é hoje porque a economia cresceu, mas esta cresceu porque o mundo passou por seis anos e meio de estabilidade, porque os preços dos principais produtos de exportação brasileiros duplicaram, porque a política econômica definida no governo anterior deu resultados, porque o governo anterior aprovou a lei de responsabilidade fiscal que colocou um freio no endividadamento público, porque chegaram investidores estrangeiros de olho no mercado consumidor brasileiro, etc, etc. Ao governo atual temos que destacar o incentivo a indústria naval. No entanto, os gastos da máquina pública a cada dia engessam o nosso futuro. A crise que Ciro prevê para os próximos anos vai ser conseqüência da irresponsabilidade deste governo com o futuro do país, pois a Lula só importa o presente, sua popularidade, sua mitificação. O mais triste de tudo isso é que quando esta crise estourar, seja na mão de Dilma, Serra ou de qualquer outro, ainda vai aparecer gente por aqui dizendo dizendo coisas do tipo “no tempo de Lula não tinha isso”. Lula, claro, vai continuar com suas bravatas, falando a “linguagem do povo”, aquela que vc entende.
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    Gostei muito do artigo. A memória do eleitor é muito fraca e não suporta o período de 8 anos. Para os partidários do Lula tudo que já foi conseguido é mérito dele (Lula). Esquecem que Lula recebeu o Brasil com as bases prontas para o crescimento, porém faltando ainda reformas que também não foram implementadas ele. Eu penso que o maior mérito do governo do PT foi ter prosseguido com a política econômica implementada no governo FHC. Hoje talvez Eça de Queiroz dissesse: Porque os “partidos” são como fraldas. Devem ser trocados frquentemente. Pela mesma razão.
  73. Katia says:
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    Parabéns pelo blog! Há tempos procurava vida inteligente na internet. Uma gratíssima surpresa… Excelente!
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    Está evidente sua posição política mas de uma coisa você não poderá fugir. Que Se Fernando Henrique tivesse feito seu sucessor, o país não teria alcançado os níveis de desenvolvimento atuais. Aquela conversa de Lula colher frutos de FHC é apenas um consolo à oposição. Se isso fosse verdade, já teria sido desconstruído. O PSDB tem amplo apoio da imprensa paulista. Quer marketing mais poderoso que isso? O governo Lula não o tem, fato. E não conseguem “acabar com a farsa” do governo Lula. Agora um desafio a você: Como estaria o Brasil atualmente em questão de infra-estrutura se fosse José Serra o presidente, se em 1988, o próprio José Serra enviou uma proposta ao congresso para que fosse extinta a ferrovia Norte-Sul? Quais eram as razões dele para tal? E como ele tem vai conseguir falar sobre infra-estrutura em Goiás, que seria o maior prejudicado caso tal proposta fosse executada, mas que o congresso fez muito bem em “não dar ouvidos a um maluco”? Material de apoio: A fonte onde se encontra a imagem pode até ser contestada, mas a imagem fala por si só. http://www.conversaafiada.com.br/wp-content/uploads/2010/05/serra_contra_norte-sul_1988.jpg
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      Emerson, Primeiro desculpas pela demora em habilitar e responder seus comentários, pois tive uma semana difícil, devido a uma complicada cirurgia em minha esposa. Como todo governo, certamente se Serra tivesse sido eleito em 2002 teria erros e acertos. Talvez hoje não tivéssemos a tal ferrovia, talvez não tivéssemos o estaleiro de PE, talvez não tivéssemos a mesma visibilidade internacional, etc. Mas, certamente teríamos um país com contas equilibradas, sem populismo hoje verificado, com um país menos dividido e com pelo menos algumas reformas implementadas, já que Lula não teve coragem de implementar nem uma das reformas prometidas, nem mesmo a tão propalada reforma agrária. Portanto, de uma coisa serviu a eleição de Lula: para mostrar que existe uma diferença enorme entre o discurso e a prática, pois hoje Lula faz tudo que antes criticava quando oposição. E a grande ironia disso tudo é que construiu sua popularidade em cima do sucesso justamente da economia brasileira que hoje colhe os frutos das reformas “neoliberais” do passado. O crescimento teria vindo com qualquer presidente, pois este foi fruto da combinação no primeiro governo de um longo período de calmaria no mercado internacional, da aceleração do crescimento da economia mundial e da duplicação dos preços dos principais produtos de exportação brasileiros. Ou seja, o Governo não precisou inventar nada, apenas conduziu bem a política econômica herdada e investiu os recordes sucessivos de arrecadação com o crescimento das empresas nacionais e com a chegada dos estrangeiros, principalmente depois que o Goldman Sachs inventou a sigla Brics para designar as grandes nações com grande mercado consumidor com potencial de crescimento, já que já havia uma tendência de estagnação entre as economias desenvolvidas e, portanto, os olhos dos investidores internacionais voltaram-se para estes países. No segundo governo, o crescimento da economia foi ainda mais turbinado com a chegada de bilhões de dólares investidos na bolsa e em novas empresas e pela concessão de crédito, algo necessário, mas muito perigoso já que compromete o futuro quando feito de forma exagerada como parece ser o nosso caso. (Veja um contra-cheque de um aposentado para ver o que estou falando). A ascensão social da população é um processo que ocorreu em todos os países hoje desenvolvidos em algum momento da história, desde que a economia encontre as condições básicas para isto, ou seja, estabilidade monetária, estabilidade institucional, mercado consumidor potencial, etc. Ou seja, nada inventado por Lula, apenas o resultado de um processo histórico, do acúmulo de conquistas desde a democratização, passando pela abertura da economia na era Collor e da estabilização da economia brasileira na era FHC. A Lula coube pela primeira vez, desde o final da década de 70, o privilégio de assumir um país cujo principal desafio não era mais combater a inflação e sim promover o crescimento, já que na era FHC esta etapa foi protelada várias vezes pelas sucessivas crises entre os emergentes. Quanto aos fato de setores da imprensa terem preferência por Serra, isto ocorre porque estes perceberam as manobras populistas de Lula e de sua falta de caráter ao continuar denegrindo a imagem de FHC, mesmo defendendo hoje o que criticava no passado. Quanto à fonte que vc citou (a revista Veja) é a mesma que o Paulo Henrique Amorim vive criticando (quando lhe é conveniente, claro). Sugiro, portanto, que procure outras fontes, pois ler a “conversa fiada” de um “jornalista” que assina manchetes zombeteiras do tipo “byby Serra” e censura comentários como os meus não merece nenhum crédito.
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        Boa tarde, Amilton. Dsejo melhoras a sua esposa. Bom, pra começar, a imprensa “percebeu a manobra populista” de Lula não tem pé nem cabeça. O problema de querer fazer uma análise ao modo Émile Durkheim, sendo apaixonado por determinadas visões políticas, acaba escrevendo coisas indevidas. Não veio nem de Frnando Henrique o “endireitamento” da economia. Se formos falar nos maiores responsáveis para a economia estabilizar, lembraremos de Fernando Collor, que “escancarou” as portas para o mercado externo, já que naquela época, os computadores que tinhamos de melhor no país já tinham cravos e espinhas (licença poética de Marcelo Madureira), por exemplo. A verdade é que a estabilidade econômica viria sem Fernando Henrique Cardoso. O Plano Real já era um sucesso antes da implementação e ele nem participação na criação teve: fez o que qualquer um faria por obrigação. O que restou foi usuarpar a paternidade do plano. Pena que ele não teve caráter nem para assumir o seu filho legítimo por causa das eleições presidenciais, o fazendo apenas 18 anos depois. Até.
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          Émerson, Obrigado pelas votos de melhora para minha esposa. Como deve perceber, ainda estou na luta, pois o pós-operatório teve complicações. Mas acho que o pior passou. Agora vamos às suas considerações. Se vc leu o segundo artigo da série “Lula e a Mídia Golpista” vai ver que citei três pesquisas feitas durante a cobertura jornalística das eleições de 2002 que desmentem esta tese furada de que Lula chegou ao poder lutando contra a mídia. O que elas mostram é aquilo que todos nós sabemos: a mídia, os empresários, os políticos, enfim a estrutura do poder pende sempre para onde as pesquisas de intenção de votos apontam. Portanto, quando Serra estava à frente nas pesquisas no primeiro turno, a mídia deu um pouco mais de destaque para ele. Quando as pesquisas apontaram a inversão de intenções no segundo turno para Lula, a mídia deu mais destaque para Lula. Quando este chegou ao poder então foi uma babação geral, uma verdadeira lua de mel com a opinião pública que ecoaram na mídia internacional pelo grande feito da nossa democracia de colocar no poder um ex-metalúrgico. Começava aí a mitificação de Lula. As vozes dissidentes só vieram à tona quando o presidente começou a falar em controle da imprensa, principalmente depois do advento do mensalão. Logo, se Lula tinha o apoio total da imprensa quando assumiu e hoje perdeu uma parte desse apoio (apesar da sua imensa popularidade) é porque algum motivo houve para isso, afinal antes de qualquer coisa, um meio de comunicação é uma empresa que vive de audiência. Portanto, brigar com um presidente que tem 80% de popularidade não é bom negócio para ninguém. Ou seja, é preciso ter muitos motivos e coragem para bater de frente com o todo poderoso Lula. Ainda bem que ainda temos algumas vozes dissonantes dessa unanimidade burra que assolou o nosso país. Infelizmente o presidente atual não suporta críticas. Ele quer a unanimidade absoluta. Daí o jogo sujo de enquadrar os dissidentes como “Mídia Golpista” e toda aquela balela de conspirações que o PHA adora inventar, sempre com o objetivo explícito de destruir a oposição e endeusar Lula. E assim trilhamos no mesmo caminho da Venezuela. Temos cada dia uma sociedade mais polarizada patrocinada por um presidente populista que tenta a todo custo mobilizar as massas contra uma suposta “conspiração da direita elitista”. Portanto, amigo, minha visão não é de nenhum apaixonado como vc me taxa não. Já fui comunista e petista e se hoje não partilho das mesmas idéias é porque, assim como uma parte da imprensa, percebemos a falta de ética nas mil manobras políticas do atual presidente. Aliás, me encontro apático nestas eleições pelo simples motivo de que não quero ver se concretizar nas mãos da oposição mais uma grave crise que está em curso pela irresponsabilidade deste governo. Se é para estourar, portanto, que estoure nas mãos da Dilma. Concordo com vc, ela é favorita, pois o presidente vai continuar desrespeitando a lei e fazendo comícios até o dia da votação, pode ter certeza. Quanto à estabilização da economia brasileira, esta foi fruto do aprendizado das várias experiências frustradas até então. E, ao contrário do que muitos pensam, a estabilização da economia não veio apenas com o Plano Real lançado no Governo Itamar Franco, pois derrubar a inflação nos primeiros meses todos os outros planos conseguiram. O difícil foi administrar os problemas decorrentes da queda da inflação, principalmente para a máquina pública que também se beneficiava do processo inflacionário, ainda mais em um momento de turbulência entre os emergentes. Daí o estouro da dívida interna e a necessidade da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma das maiores conquistas da era FHC que o atual governo agora tenta “flexibilizar” para ganhar o apoio de prefeitos pelegos nas próximas eleições. Sobre este assunto sugiro que leia a última parte da séria “Lula e a dívida pública” (http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/) . Vc vai perceber como o marketing do PSDB foi incompetente ao não conseguir justificar para a sociedade o principal motivo da perda de apoio da sociedade: o estouro da dívida interna. Confesso que se soubesse disso na época não teria votado em Lula em 2002. Em um ponto concordo contigo, pois a estabilização viria com ou sem FHC, pois, como disse antes, o Plano Real foi o resultado de um aprendizado com os fracassos anteriores e em algum momento alguém iria acertar. É fruto, portanto, de um processo histórico, da mesma forma que o desenvolvimento dos últimos anos. Coube a FHC conduzir a equipe econômica na implantação do Plano Real e na sua parte mais difícil que foi sustentar o Real nos turbulentos anos seguintes. Da mesma forma, reafirmo que o desenvolvimento do país verificado nos últimos anos viria com ou sem Lula, pois é a concretização de uma etapa no desenvolvimento de um país destinado a ser grande, mas que, infelizmente, teve seu crescimento protelado pela irresponsabilidade dos militares da época do “Milagre Brasileiro” que, assim como Lula hoje, surfaram na boa maré do momento internacional da época, apostando que os bons ventos continuariam para sempre. E aí deu no que deu: três décadas de processo inflacionário galopante que protelaram nosso desenvolvimento. Quanto as baixarias sobre a vidas pessoal de FHC, não vou entrar nesta seara, pois se partir para este lado, Lula também tem seus calos. Lembra do Caso Mirian? Lembra do caso Benjamin? Este tipo de acusação é típico da política rasteira, aquela em que tenta desconstruir a imagem do opositor até mesmo no campo pessoal, algo que o PT faz com extrema “competência”.
  75. Karina says:
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    Amilton, Quando a população ‘endeusa’ um governo (e não a mídia, pois nunca esteve à serviço da população, e sim de poucos) há que se desconfiar. Fundamentalismo político precede a guerra. A avaliação sobre o passado é digna e importantíssima para a reflexão de como chegamos até aqui, mas o que fazemos com o presente é mais valioso ainda (adepta ao existencialismo e a importância do aqui e agora). Se não for assim, voltaremos a velha discussão de que toda a conta do Brasil deveria ser paga pelos patrícios responsáveis pela exploradora colonização que perdurou por dois séculos seguintes após o descobrimento. E cá entre nós, discussão que não nos leva a lugar nenhum. Talvez descobriremos, daqui 15, 30 anos ou mais a conseqüência feliz do governo Lula na auto-estima do brasileiro e que deu base para o fortalecimento da cidadania , resultando em altos índices na Educação, mas é outra discussão sem fundamento, pois somente o tempo para argumentar. Portanto, concentremo-nos no HOJE, no que nós cidadãos conscientes faremos daqui pra frente, pois inteligência sem ação é inócua (vide oposição atual). Um Abraço, *Só a tolerância é capaz de construir um mundo melhor* Karina
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      Olá Karina, Concordo com vc que o tempo vai nos dizer a verdade sobre o Governo Lula, assim como trouxe a verdade sobre o chamado “milagre brasileiro” dos militares quando chegamos a crescer a 12% ao ano em meio a toda aquela euforia do tricampeonato mundial, grandes obras, etc. O fato é que o governo atual não implementou nenhuma reforma importante para o país. E olha que ele prometeu cinco ainda no discurso de posse do primeiro governo. Por isso continuamos pagando os maiores juros do mundo, com uma carga tributária que não pára de crescer, com uma máquina cada vez mais pesada e aparelhada, que cresce num ritmo acima do crescimento do PIB. Ou seja, só se sustenta com um crescimento forte da economia, com recordes sobre recordes de arrecadação. Se houver uma mudança nos ventos da economia brasileira, teremos o caos, pois o governo não pode demitir nem reduzir salários que aumentou para criar uma base política entre o funcionalismo público, da mesma forma que tem subornado o MST com verbas federais e assim ir empurrando com a barriga até mesmo a tão falada reforma agrária que o PT tanto falava na o oposição e que no poder esqueceu. E assim chegamos a situação esquizofrênica de ter uma economia forte com potencial de crescer a ritmo chinês, mas que está sendo freada pelo Central por meio do aumento do juros, uma vez que na estrutura atual um crescimento acima de 6% ao ano gera inflação. O PAC, portanto, é mais uma contradição deste governo, criado para acelerar o crescimento da economia, uma vez que até meados do 2º governo Lula o Brasil crescia num ritmo inferior a média mundial. Ou seja, o Brasil vende títulos da dívida para passar para o BNDES financiar obras pelo Brasil e assim acelerar o crescimento da economia e, por outro lado, o BC freia o crescimento aumentando os juros. O mesmo acontece com os incentivos que o Governo acertadamente concedeu durante a crise do final de 2008 e que esticou até o início de 2010, apesar de todos economistas já apontarem que a economia já estava aquecida. Ou seja, o governo perde dinheiro renunciando impostos e ao mesmo tempo paga um rio de juros para segurar a inflação, já que este governo não foi capaz de continuar as reformas na economia para desarmar esta lógica perversa que já nos fez pagar durante o governo Lula de juros mais de R$ 1 trilhão. Felizmente estamos vivendo uma época única na história da humanidade, onde as economias do primeiro mundo estagnaram (pois há excesso de produção para uma população que cresce a cada dia mais lentamente) e, como consequencia, os investidores e grandes empresas migraram para os chamados países emergentes (os quais criaram as condições de estabilidade mínimas para o crescimento, processo este que Lula muito pouco ou nada fez) e que contam com mercados consumidores com grande potencial de crescimento, já que estes países estão entrando na fase de crescimento rápido, a mesma fase que os países do primeiro mundo passaram a desde o início do século passado. Mas o que a história já nos revela é que o PT da oposição estava completamente equivocado, pois no Governo passou a defender tudo que criticava, até mesmo o fator previdenciário. Portanto, não deveríamos hoje estar neste clima de guerra, pois no poder os governos agem de forma semelhante, o que muda é o contexto histórico, onde alguns se beneficiam e outros são prejudicados. Veja o caso de FHC. Se nãotivesse inventado a reeleição, talvez Lula tivesse assumido em 1998 e teria enfrentando um contexto completamente diferente. FHC voltaria em 2003 e pegaria o bom momento da economia mundial iniciado neste ano. Os conceitos que teríamos dos dois presidentes seriam bem diferentes dos que temos hoje. Quanto ao endeusamento de Lula temos aí uma conjunção de fatores: o primeiro, é que cada ação de Lula, cada fala, cada discurso é para se autopromover (e diminuir FHC e o PSDB); o segundo é que a população brasileira julga o desempenho dos governos com base na melhora do seu dia-a-dia, algo que sempre acontece quando ocorre um período de crescimento da economia; o terceiro é a poderosa máquina de marketing do PT que multiplicou os gastos do governo com publicidade, todas com o intuito de mitificar Lula. Portanto, mais importante do que analisar os números de um governo,é analisar os erros e acertos de cada um em cada contexto. Isso certamente a história vai nos dizer. Abraço e parabéns pela civilidade no seu comentário, algo raro nos dias de hoje. De fato, “só a tolerância é capaz de construir um mundo melhor”. Podemos divergir em vários assuntos, mas nunca devemos perder o senso ético para admitir quando estamos errados nos nossos pontos de vista. Mais razão e menos emoção nesta eleição. Um abraço!
  76. Ichy says:
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    Parabéns pelo artigo! É a primeira vez q leio algo ñ tendencioso (baseado em fatos), fazendo comparação entre os dois governos. Se algum tucano ou petista ñ gostou, é por pura ignorância e militância. São verdades como essa q precisam ver veiculadas em tempos de eleição para q o eleitor ñ seja bombardeado por propaganda enganosa.
  77. Carlos says:
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    O espelho do governo FHC é tão bom, que só quem acha, são os sofismáticos, aqueles que com a pena na mão cria uma ficção, pois a avaliação daqueles cuja a destinação das políticas devem atingir,(o povo) eleva a popularidade do governo LULA a níves nunca vistos, qual sejam entorno de 83 porcento. Será porque o governo do seu antecessor saiu de cena com popularidade tão baixa? Os Sintomas disto, não há pena sofismática e sua ficção que consigam mudar, pois o povo sente, no bolso, no trabalho, no prato, em casa e avalia melhor que qualquer PHD, os governos de FHC e LULA lhe dá popularidade merecedora, quanto a administração de suas res. Ou seja, a melhor avaliação é a do povo, pois quem melhorar sua condição de vida é o melhor. E neste quesito LULA é imbatível
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      Olá Carlos, Se vc comparar os governos pela melhora do nosso dia-a-dia, de fato não tem comparação. O mundo mudou, o Brasil mudou. A questão que deve ser respondida, no entanto, é: o que o Governo atual fez de reformas para que o país mudasse tanto? Há pouco tempo FHC escreveu um artigo chamando os petistas para debater as conquistas de cada governo de forma contextualizada. A Dilma, claro, aprendendo com o seu mestre Lula, se mostrou disposta a comparação com uma bravata. Ou seja, “desde que fossem comparados número a número”! Ora, como comparar os números de dois governos quando o orçamento recorde do antecessor (no último ano) é menor que o menor orçamento do segundo (primeiro ano do Governo Lula)???? Como sempre, a maioria dos petistas que se atreveram a comentar o artigo de FHC, centraram suas réplicas na desqualificação do ex-presidente e, claro, na exaltação de Lula. O único integrante do PT que juntou algum argumento para tentar diferenciar a política econômica do atual governo com o anterior foi Ricardo Berzoini. E vejam só as “diferenciações” promovidas pelo Governo Lula que foram responsáveis pela mudança radical no progresso do país: 1) A redução da dívida externa; 2) O aumento significativo das reservas cambiais; 3) O estímulo a indústria naval; 4) A melhoria da distribuição de renda decorrente do bolsa família e do aumento real do salário; 5) O fortalecimento do Estado, em contraposição ao estado mínimo supostamente proposto pelo PSDB. Ora, das cinco “diferenciações” que ele citou apenas as duas primeiras são medidas macro-econômicas. As demais são resultantes do aumento da capacidade de investimento do Governo decorrente dos recordes sucessivos da arrecadação. Ou seja, são conseqüência e não causa. Mas mesmo assim vamos analisar cada uma das “diferenciações”: 1) “A redução da dívida externa” é apenas uma meia verdade, pois, se por um lado ela representa um peso menor em relação ao PIB, por outro lado continuou crescendo, chegando hoje bem perto dos U$ 300 bilhões, quando computados os U$ 80 bilhões de empréstimos intercompanhias. (confira os números aqui http://tinyurl.com/28s33s4)Ou seja, o governo adotou a “estratégia” de vender títulos da dívida interna para diminuir a dívida externa com o objetivo de reduzir a dependência do capital estrangeiro. Na prática, trocou títulos que pagava 4% de juros ao ano por títulos da dívida interna que paga entre 8 e 13% ao ano! Resultado: em 8 anos do Governo Lula, já pagamos mais de R$ 1 trilhão de juros, valor superior ao total da dívida interna herdada de FHC! E o pior, a dívida Interna bruta já bateu a casa dos R$ 2 trilhões! Ou seja, continuamos pagando 30% do que arrecadamos com juros, quando poderíamos estar hoje livres deste peso caso o governo pensasse mais no futuro e menos no próprio umbigo. E o mais hilário disso tudo é que o Governo vende a idéia de que “pagou” a dívida externa! 2) O “aumento significativo das reservas cambiais” que o governo tanto se gaba e que usa para dizer que tem dinheiro para pagar a dívida externa é resultante não apenas da estratégia do BC de comprar dólares, mas principalmente da entrada maciça de dinheiro na Bolsa de Valores, já que os países emergentes se tornaram o principal foco dos investidores estrangeiros já que os países do primeiro mundo entraram em crise. Ou seja, este é mais um fator resultante de um processo histórico, e não de uma ação do governo; 3) O estímulo a industria naval é de fato uma das poucas virtudes do governo Lula, a qual só se tornou possível pelo aumento da capacidade de investimento do Governo com os sucessivos recordes de arrecadação; 4) Tanto a ampliação dos programas sociais criados no governo FHC e transformados no Bolsa Família quanto o aumento real do salário mínimo já vinham ocorrendo desde o governo anterior. O que aconteceu no governo Lula foi a aceleração do processo decorrente da aceleração do crescimento da economia que entrou em um bom cenário internacional; 5) O chamado “fortalecimento do estado” é na verdade o aparelhamento do estado, pois o governo Lula aumentou os gastos com funcionários muito além do crescimento da arrecadação. Resultado: chega ao último ano de governo com mínima capacidade de investimento e fazendo malabarismos contábeis para fechar as contas. Portanto, a conclusão é aquela que repetimos aqui desde o início: o governo Lula não promoveu nenhuma reforma, apenas continuou a política econômica herdada do governo anterior e colheu os frutos das reformas estruturais promovidas por FHC. Pior, hoje defende tudo que criticava quando oposição. A avaliação positiva do governo Lula, portanto, é fruto da desinformação, já que o povo avalia os presidentes de acordo com o momento econômico que passa o país, sem levar em conta os contextos de cada governo enfrentou nem as medidas impopulares que foram tomadas no passado e que deram suporte ao governo atual, da quais podemos citar como por exemplo mais recente, a aprovação do fator previdenciário, que o PT tanto combateu na oposição e que no início do mês Lula foi obrigado a vetar o projeto que o extinguia, com o argumento de que sua extinção aumentaria o rombo da previdência em R$ 50 bilhões!!! Enfim, o povão está inebriado com o sentimento nacionalista cultivado pelos “sofismas” da publicidade do governo. Não se iluda com os 83% de aprovação de Lula. Hitler teve mais que isso e deu no que deu. Hoje os alemães ainda se perguntam como se deixaram levar pela propaganda oficial tão cegamente. Isto só vai mudar quando o país entrar em crise, aliás, como já previu o próprio aliado de Lula, Ciro Gomes. A bomba certamente vai estourar na mão da Dilma. E aí vou assistir de camarote a troca de acusações entre ela e Lula. É triste, mas infelizmente há lições que só se aprende com sofrimento. Os sinais já estão aí: déficts nas contas do governo, apesar dos recordes sucessivos de arrecadação e do recorde de carga tributária.
  78. Fernando Cogo says:
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    Parabéns Amilton, escreve com muita sabedoria e serenidade… o Brasil precisa de pessoas como você, inteligentes e perspicazes… Espero que muitos brasileiros acompanhem sua página!!! Assim poderemos mudar “realmente” esse país… avante José Serra!!!
  79. jose silva says:
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    Muito bom o artigo. Me parece imparcial, embora eu não tenha como aferir os numeros.. o que me espanta é um monte de comentários aqui defendendo o governo atual de forma cega. Se Lula é melhor ou pior do que FHC, isso vai de números a visão pessoal. Entretanto ninguém pode dizer que este governo é perfeito, que o Lula é um anjo e que a Dilma é a salvação.. Eu cada dia que passo me simpatizo mais com as coisas que a Marina diz… Vi outro dia o CQC num evento do PT, e tirando a parte da comédia, deu pra perceber o “niver” das pessoas que lá frequentam..
  80. Yacov says:
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    Que estabilidade é esta de fhc-serra, vocês estão loucos?? Eles derrubaram da estratosfera a inflação para zero% por meio de artifícios monetários e impondo uma grande perda aos trabalhadores, mas a base da economia estava totalmente minada, tanto que quando os fhc-serra passaram o governo p/ Lula-Dilma, a inflação já estava a 12,53% e 27,5% a taxa de juros (sem controle e voltando para a estratosfera, como tinha ocorrido nos demais planos de artifícios monetários). Lula-Dilma é que consertaram o país, então, que continuidade é esta?? Fundamentos de Macroeconmia são iguais para todos o que muda é a dosagem e a capacidade de quem avalia. Lula e Dilma nunca disseram que inventaram a macroeconomia e sim que sabem aplicá-la muito melhor do que aplicou fhc-serra, além de diversas outras muitas diferenças… Em 1994, Itamar Franco, com o Real (com alto preço pago por nós trabalhadores pelas perdas salariais) levou a inflação a quase zero e fhc, por artifícios, a manteve baixa até 1997- Clinton1998, quando tudo já indicava sua tendência de subir e artificialmente eles seguraram por causa da eleição em 1998. Foi quando o Amigo Bill Clinton, liberou verbas do FMI para que o BRAzIL de FHC não quebrasse e “impôs” como condição a adoção do ajuste fiscal, com metas de inflação e câmbio flutuante, além da LRF – Lei de Responsabilidade Fiscal, ou seja, nem a estabilidade é obra da Tucanalha. Depois das eleições a inflação só fez subir de 1,65 para 12,53%, quando o governo foi passado para Lula-Dilma, que aí sim consertaram o Brasil de fato, com inclusão social, distribuição de renda, abrindo novos mercados pelo mundo e sem artifícios, mas com muito trabalho, apesar de todas as armações da imprensa golpista para demonizar o seu governo e o PT. Mas a verdade, uma hora aparece. ninguém pode enganar todo mundo o tempo todo. A não ser que o sujeito queira ou se deixe ser enganado. Taxas de inflação anualizadas: 1998 1,65% 1999 8,94% 2000 5,97% 2001 7,67% 2002 12,53% 2003 9,30% 2004 7,60% 2005 5,69% 2006 3,14% 2007 4,46% 2008 5,90% 2009 4,30% 2010 4,50% (fonte: IBGE) Assim sendo, companheiros, reflitam muito bem, não caiam em esparrelas e não rasguem seus votos em outubro. O futuro do país do futuro, que já é presente, depende só de nós. Abs “O BRASIL DE VERDADE não passa na GloBO – O que passa na gLObo é um braZil para TOLOS”
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      Yacov, Seu comentário é sintomático. Vc é o típico militante cego “formado” pelas mentiras dos blogs alugados pelo Governo através de jornalistas escanteiados pelo mercado como Paulo Henrique Amorin, Azenha e Nassif, entre outros. Gente que abriu mão de qualquer escrúpulo e postura jornalística para fazer campanha aberta e escrachada para Lulla-Dilma e, claro, denegrir os antecessores (a especialidade do PT), sempre em tom de deboche, afinal o país foi dividido entre os “infalíveis petistas, nacionalistas, donos da verdade e donos do poder” e os “derrotados direitistas, elitistas, entreguistas, etc., etc.”, ou seja, todo e qualquer cidadão que cometa o sacrilégio de não cultuar o deus Lulla, mesmo depois deste confessar perante a justiça, depois de seis longos anos, aquilo que todos nós já sabíamos: elle sabia do esquema do Mensalão, apesar de negar de pés juntos todas as vezes em que foi questionado pela imprensa. Sim, a imprensa, um dos pilares da democracia que a cada dia se vê mais intimidada pelo populismo instalado neste país por este cara-de-pau a quem vc presta subserviência. Sua análise simplista e deturpada mostra o quanto vc entende de economia. Certamente vc não viveu a era da hiperinflação e, portanto, não lembra dos diversos planos econômicos pelos quais passamos na tentativa de domar o principal empecilho ao nosso desenvolvimento: a instabilidade econômica. Para sua informação, Lulla é o primeiro presidente brasileiro, desde o final dos anos 80 que assumiu sem ter como principal meta o combate a inflação (este “mérito” ele não quer ostentar, né?). Ao contrário do que vc pensa, a inflação não foi domada em um passe de mágica com o plano Real. Foram necessários anos e anos da era FHC, tentando acabar com a memória inflacionária, com indexação da economia e com os o estouro das contas públicas dos estados e municípios e bancos públicos que entraram em crise com os com a perda dos juros fáceis obtidos com a queda brusca da inflação. Sobre isto, o aconselho a ler o artigo http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ Sua leitura nos pouparia de tanta bobagem. Os dados do IBGE que vc citou sobre a inflação tem muito a ver com o valor do dólar que era valorizado sempre que explodia uma crise em um país emergente (e olha que foram muitas na década passada), um dos motivos pelo qual a renda per capta mundial encalhou nos U$ 5,2 mil durante os 8 anos de FHC. Passada a era das crises dos emergentes, em 2001 (além das crises da Nasdaq, do 11 de setembro, finalmente o Brasil entraria numa fase de desenvolvimento sustentável sem interrupção (já que FHC nunca conseguiu passar dois anos seguidos sem sentir os efeitos de uma crise internacional). E aí veio a Crise Lula que fez o dolár disparar aos 4 reais, puxando a inflação para os 12% que agora vc toma como referência para mostrar a “competência” do presidente mentiroso. O mercado só se acalmou depois que Lulla (ou seria Lulla-Dilma?) assinou a famosa carta ao mercado financeiro se comprometendo em não mexer nos fundamentos da política econômica implantada por FHC. E aí então veio a fase áurea da economia mundial entre os anos 2003 e meados de 2008, quando o renda per capta mundial quase dobrou (chegou a casa dos U$ 9 mil já em 2007), sem crises internacionais, com dólar em baixa em todo mundo e com os preços dos principais produtos de exportação brasileiros dobrados. Ou seja, Lulla não precisou inventar nada, apenas manteve o que já existia e investiu os sucessivos recordes de arrecadação decorrentes da chegada de novas empresas ao país, além do crescimento das receitas dos impostos pagos pelas empresas nacionais privatizadas, principalmente das teles , da Vale e da própria Petrobrás que triplicou sua produção desde que o Governo FHC acabou com o monopólio da estatal. Nem mesmo os programas sociais, o mentiroso pode se gabar, pois estes além de serem implantando no Governo anterior, até mesmo a idéia da unificação no Bolsa Família foi idéia de um tucano (Marconi Perillo). E olha que estes mesmos programas Lulla antes chamava de “Bolsa Esmola”. E o que dizer o Banco Central, comandado pelo um tucano recrutado pelo PT? Sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, mais uma mentira: esta foi proposta já nos primeiros anos do Governo FHC devido ao estouro das dívidas dos estados e municípios, apesar de só ter sido aprovada quase quatro anos depois, mesmo com a oposição ferrenha do PT, assim como fez com o plano Real, o fato previdenciário e tantas outras ações da era FHC que agora, no poder, Lula defende com unhas e dentes, dando mais provas de sua falta de ética, já que nunca teve a humildade de reconhecer os erros que cometia quando oposição. Pode ficar despreocupado, pois certamente o povão que acredita que o Brasil pagou a dívida externa vai eleger o poste da Dilma. E aí quero ver quando ela tiver que assumir os compromissos já assumidos e já capitalizados politicamente por Lula (Copa, Olimpíadas, Trem Bala, Minha Casa, Minha Vida, PAC 2, etc. etc. Como vc mesmo disse: um dia a verdade vem à tona (normalmente em períodos de crise) e aí vamos lamentar ter aumentado os custos da máquina acima do crescimento do PIB no momento em que deveríamos reduzir o endividamento (e consequentemente as taxas de juros), investir em infra-estrutura e reduzir o famigerado “custo-Brasil”. Se a bomba vai estourar, que estoure no colo da Dilma.
    • Abbud says:
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      Meu Deus! mais um adepto de que o Brasil foi descoberto em 2002, perdas salariais com o Plano real? Governo FHC Serra? Governo LULA Dilma? LULA arrumoi o Brasil? em que porão voce vive meu amigo? FHC é FHC, Serra é Serra , LULA é LULA e Dilma é… quem é Dilma mesmo? Se depende-se do PT e seus companheiros, nada, absolutamente nada de bom que foi feito antes deles teria sido aprovado. Boicotaram as eleições indiretas de Tancredo, votaram contra o Plano Real, votaram contra a lei de responsabilidade fiscal, votaram contra o Proer… O Brasil de verdade é o Brasil que trabalha ,estuda e tem senso crítico para assistir e ler qualquer coisa e tirar suas próprias conclusões. Abraços
  81. Yacov says:
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    Esse papo de dívida interna é puro blá blá blá ou trololó de tucano, como preferirem, de perdedor que não reconhece a derrota. Com nossas reservas câmbiais e nosso PIBão, essa dívida se paga em menos de 4 anos, fácil, fácil, o que não acontecerá com as dívidas públicas de nenhuma outro país no mundo e nem das maiores potências mundiais, que levarão um período de até 80 anos para pagar suas imensas dívida interna, como é o caso do Japão. Deixem de ser maus perdedores e reconheçam que o LULA, apesar de não ter diploma, é muito mais inteligente e comprometido com os interesses do país que o FHC e sua turmimnha de rodas presas quinta-colunas privatistas descarados que dilpaidaram o patrimônio do país e entrgaram o pais à beira do caos ao LULA pensando que o torneiro mecânico não daria conta e que vocês voltariam nos braços do povo. POis bem, perderam a aposta playboyzinhos, e agora só voltarão ao poder (se voltarem), daqui uns 16 anos, após dosi mandatos da DILMa e mais dois mandatos do LULA que voltará em 2018,pra alegria gerla da Nação. “o BRASIL DE VERDADE não passana gLOBo – O que passa na glOBo é um braZil para TOLOS”
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      Yacov, Pelo menos numa coisa concordo com vc: o Brasil de verdade não passa nem na Globo, nem em qualquer outra emissora, pois hoje uma notícia importante a confissão do presidente de que sabia do Mensalão deveria repercutir por várias semanas, desencadeando uma crise que deveria levar este cara-de-pau a um processo de impeachement. Mas vamos voltar aos seus “comentários-gozações”. Sobre a dívida, de fato esta poderia já ter sido paga nos oito anos de Lulla, caso este governo irresponsável parasse de emitir mais títulos da dívida pública, pois foi para isto que foi criado o superávit primário no governo anterior. No entanto, como este governo não quer facilitar para o próximo e apenas se autopromover, paga 30% do que arrecada de juros e logo em seguida pega emprestado outros bilhões através da venda de novos títulos da dívida. Resultado: nos oito anos de Lulla pagamos mais de R$ 1 Trilhão de juros, valor bem superior a dívida interna de R$ 650 bilhões de dívida interna deixada por FHC. Apesar disso, nossa dívida interna bruta não pára de subir, batendo a histórica marca dos R$ 2 trilhões, mesmo com o bom momento atual da economia. Quanto à dívida externa é outro “trololó” governista, pois, apesar de mentirem dizendo que quitaram a dívida externa, esta também não para de bater recordes, chegando bem próximo também na inédita casa dos U$ 300 bilhões (quando computados os 80 bilhões dos empréstimos intercompanhias, valor este que o governo atual insiste em colocar fora dos cálculos da dívida, assim como os bilhões e bilhões que o BNDEs empresta às empreiteiras com o dinheiro obtido da venda de títulos da dívida pública). Não é a toa que mudaram a metodologia de cálculo da dívida em 2006 para mascarar o “cartão de crédito” do PAC. Em relação às dívidas dos países do primeiro mundo, não se iluda, amigo. Tomemos isto com uma lição, já que passamos pelo momento mágico do crescimento rápido da economia, impulsionado pela inclusão na economia dos cidadãos que estavam à baixo da linha da pobreza. Para quem conhece um pouco de história e de economia, esta fase de crescimento rápido que passamos agora é apenas uma etapa do processo de desenvolvimento pela qual os países do primeiro mundo já passaram (alguns há mais de 100 anos) e que finalmente conseguimos chegar graças à estabilidade econômica implementada no governo anterior. Para os bajuladores do deus Lulla, no entanto, é tudo fruto da “competência” do presidente mentiroso, afinal, o Brasil começou em 2003! A crise do primeiro mundo ocorre devido principalmente ao descompasso entre o crescimento de suas populações e a necessidade cada vez maior da economia em vender. Por isso os ricos crescem a taxas cada vez menores, enquanto que os emergentes aceleram, pois aqui as multinacionais tem a quem vender, já aqui há muita gente ainda a ser inserida no mercado consumidor. O “PIBão” que vc hoje se gaba tanto tem muito a ver com a chegada das antes indesejáveis multinacionais que aportaram por aqui em busca de novos mercados. Vc certamente é muito jovem e não lembra como a esquerda radical e burra brasileira criticava tais empresas. Só mais um detalhe sobre as dívidas dos EUA e do Brasil: lá os juros hoje estão zerados, enquanto que aqui continuamos com as maiores taxas de juros do mundo, apesar do presidente mentiroso, quando oposição, viver alardeando que no governo acabaria com a ciranda financeira. Quanto às reservas, por que será que o Governo não pega pelo menos um terço destas e diminui a dívida interna, reduzindo assim o percentual de 30% do nosso “PIBão” que vai para o pagamento de juros? A resposta é simples: a maior parte das reservas é dinheiro investido na Bolsa por investidores estrangeiros. Em outras palavras, não é dinheiro nosso. Nosso são apenas os bilhões que o Governo compra de dólares nos momentos em que o Banco Central tenta controlar a cotação do dólar. Isto também vc não vê na Globo. Mas não se preocupe, pois em poucos anos a Record vai passar a Globo e aí teremos um novo “Roberto Marinho”, mais conhecido por Edir Macedo. Certamente vai ser muiiiiito melhor.
    • Abbud says:
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      Yacov se depender dos seus deuses, não se preocupe, resolveremos o problema da Globo censurando todos os meios de comunicação, assim somente o que for “verdade” será mostrado, afinal o “povo” não merece mentiras que passam na televisão e saem nos jornais. Parabéns Brasil estamos na vanguarda do mundo e no caminho certo…
  82. DANILO says:
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    Nao sou nenhum economista, mais deixa eu entender, todos os numeros do Lula foram melhores, mas o governo dele nao foi melhor do que o do FHC?? Algo me diz que voce é preconceituoso quando se trata do Lula. Dilma ou Serra, pela logica, é a Dilma. Concorda??
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      Danilo, Sua lógica é muito simplista. Então vou te responder de maneira simplista também para vc entender. Tomando emprestado uma analogia do amigo Abbud, teríamos algo semelhante a uma comparação entre Senna e Shummacher. Embora o segundo ostente todos os recordes da formula 1, inclusive 7 títulos mundiais (contra 3 de Senna), é consenso entre os especialistas em fórmula 1 que Senna foi melhor, devido justamente aos adversários muito mais qualificados que teve, além de não contar com as “jogadas de equipe” que beneficiaram Shummacher em toda sua carreira. Nunca fui preconceituoso em relação a Lula, aliás, militei durante muito tempo para elegê-lo. Se hoje mudei de opinião ao seu respeito é porque acompanho de perto a política e percebo a grande chance que perdemos não só de melhorar ainda mais o Brasil, principalmente no quesito ética na política.
      • Abbud says:
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        E para reforçar a tese meu amigo Amilton, Schummacher voltou a correr depois e um tempo fora, so que agora não tem carro e tem um monte de adversários melhores, ta perdendo ate do seu companheiro de equipe… Abraços
  83. Miguel says:
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    O governo FHC nunca quebrou nenhuma patente de medicamento (licenciamento compulsório). Dizer que quebrou a patente do AZT? Mentira. Segue outra comparação Lula x FHC, em formato powerpoint: http://cambuca.ldhs.cetuc.puc-rio.br/~miguel/lula_fhc_alckmin.pps
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      Olá Miguel, Não sei qual sua idade, mas posso te afirmar que acompanhei de perto a briga comprada pelo governo brasileiro com a indústria farmacêutica para quebrar a patentes não só do AZT como para implantar a lei dos genéricos. Isto está fartamente documentado nos jornais e revistas da época. Quanto à comparação que vc sugeriu, me chama atenção primeiramente às várias citações da Revista Veja com reportagens de capa sobre os escândalos de corrupção da era FHC. Para mim não é nenhuma novidade, pois li várias daquelas reportagens citadas na época. Aliás, neste quesito (corrupção), ambos os governos se equivalem (veja minha comparação). Ou seja, assim como hoje, na época de FHC a imprensa bem ou mal exercia seu papel de divulgar as falcatruas do poder público. A diferença é que o governo da época nunca tentou desqualificar a imprensa nem a atribuir a ela nenhum rótulo “golpista”, como hoje acontece. Aliás, não só com a imprensa, como também com as demais instituições, principalmente o Ministério Público. O resultado é isso que vemos: um exército de defensores incondicionais do Governo Lula, que não aceita nenhum argumento contrário, já que as opiniões contrárias são supostamente fruto da ação da “imprensa golpista”. Outra coisa que me chama a atenção é com relação à abordagem do problema da dívida, pois 85% da dívida deixada por FHC foram decorrentes de fatores “não repetitivos” resultantes de reformas na economia recém saída da hiper-inflação, entre as quais o refinanciamento de estados e municípios, passivos contingentes e do fortalecimento dos bancos federais em crise com a perda dos ganhos inflacionários. Ou seja, o governo não tinha como evitá-los. Para saber mais sobre este assunto sugiro que leia o último artigo de uma série de dez que escrevi sobre a dívida pública: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ Uma vergonha como o PSDB não soube passar estas informações para a população. Lula, ao contrário, não teve motivos para se endividar. Apesar disso a dívida interna bruta já ultrapassou a casa dos R$ 2 Trilhões e a dívida externa já se aproxima do recorde de U$ 300 bilhões. Mas o governo esconde este valor, separando a parte pública e privada da dívida (80 bilhões) e deduzindo da dívida as reservas cambiais como se todo o dinheiro aqui investido fosse nosso (veja o conceito de reservas cambiais no Uol). A divida do FMI seria paga de qualquer forma. O que o governo fez foi antecipar as duas últimas parcelas para criar um fato político às vésperas das eleições de 2006, trocando uma dívida com juros de 4% ao ano (juros do FMI) por outra com juros entre 8 e 12% ao ano, repassada para a dívida interna. E vale lembrar que o próprio Lula assinou o empréstimo junto ao FMI, pois na ocasião o dinheiro era essencial para acalmar o mercado temeroso quanto a eleição de Lula. Pior, ele agora faz bravata dizendo que empresta dinheiro para o FMI, apesar de manter o discurso populista de que o FMI explora os países aos quais empresta dinheiro. Em outras palavras nós passaríamos de explorados para explorados, em mais uma demonstração da falta de ética do nosso presidente. O gráfico que vc mostra sobre a queda do endividamento é ilusório, pois deduz da dívida as reservas cambiais e os “possíveis créditos” do dinheiro que o governo pega emprestado através da venda de títulos públicos para emprestar a grandes empresas a juros camaradas, isso sem falar da diferença cambial do dólar que aumenta a dívida de FHC e diminui a dívida da era Lula. A mesma lógica perversa do endividamento citada continua intacta, apesar dos 8 anos de governo Lula e do bom momento da economia. Enfim, tivemos 8 anos de crescimento que poderiam ser muito mais acelerados, caso o governo tivesse a coragem de promover pelo menos uma ou duas reformas das cinco que prometeu ainda no discurso de posse do primeiro mandado. Enfim, a comparação que vc sugeriu é mais um desfile de escândalos do governo FHC. E aí se formos para este critério, amigo, a disputa é acirrada. Não lembro agora onde está, mas aqui mesmo no site alguém postou um link com mais de 200 escândalos do governo Lula, e olha que a lista está desatualizada, pois é do ano de 2008! Abraço
      • Miguel says:
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        Amilton, brigar dizendo que vai quebrar a patente, para negociar preço menor, é uma coisa. Quebrar realmente é outra coisa. Desafio você, na boa, a mostrar uma referência que prove que o governo FHC alguma vez quebrou a patente de algum medicamento.
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          Miguel, Vc tem razão. Acompanhei a briga (não muito de perto) com os laboratórios na época e imaginei que o governo tinha vencido a queda de braço porque conseguiu produzir o AZT por aqui e esta era a questão colocada, pois o custo da importação era muito alto. Na verdade, houve um acordo como vc falou, não houve a quebra da patente propriamente dita. Obrigado pela contribuição. O texto principal foi corrigido.
      • Miguel says:
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        Amilton, parabéns pela sua paciência de aceitar a discussão com tantas pessoas. Isso me anima a comentar mais alguns pontos. Sim, concordo que governos FHC e Lula devem, a grosso modo, se equivaler em volume de corrupção. Difícil falar dos militares pois não temos registros mais confiáveis disso, mas não acredito que fosse diferente. Agora, acho que vc também não deve discordar que os mecanismos de controle, acompanhamento, portal transparência, CGU, ações da PF contra corrupção etc têm melhorado, não? Isso é um processo contínuo. A menos que o governo seja sequestrado por bandidos a tendência é continuar melhorando. Sobre as capas de Veja e as cobertura dos escândalos dos anos FHC, discordo. A compra de votos da reeleição, algo muito próximo do mensalão, rendeu apenas uma capa de Veja. Lembre-se do grampo que pegou o Mendonça de Barros falando: “A imprensa está muito favorável com editoriais.” FHC: “Está demais, né? Estão exagerando, até!” E depois vc vai querer me convencer que a imprensa falava mal do FHC como ela fala do Lula? Sei… Sobre a dívida. Entendo o impacto das regulamentações que foram feitas como consequência da constituição de 88. Aposentadoria para trabalhadores rurais, por exemplo. Mas veja que a dívida tem um aumento grande em 1998, justamente quando FHC lutava contra a lógica e tentava manter o câmbio em um valor artificial. Coincidência? FHC-II teve uma política fiscal mais razoável, mas FHC-I foi a farra da irresponsabilidade fiscal… A carga tributária aumentou com FHC e com Lula. Com FHC mais e isso explica, em parte, porque a dívida parou de explodir. Para finalizar, o governo Lula quebrou a primeira patente de medicamento em 2007, o Efavirenz. Isso apesar das previsões apocalípticas de que os laboratórios fugiriam do país… Cabe notar que o licenciamento compulsório é previsto nos termos do GATT antes mesmo da criação da OMC. abraços
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          Olá Miguel, Se vc observar meus textos e comentários, vai perceber que raramente falo de corrupção, justamente pelas decepções de todos os lados. Acho que teremos que evoluir muito na vigilância política e na alternância de poder para que tenhamos uma representação digna algum dia. Por isso mesmo procuro não me envolver apaixonadamente em nenhuma campanha, pois qualquer que seja o presidente o certo é que continuaremos a presenciar escândalos, além dos equívocos corriqueiros, qualquer que seja a linha ideológica. Concordo plenamente que os mecanismos de controle estão sendo aperfeiçoados. Acho que tem muita gente nova e cheia de energia oriundos de concorridos concursos assumindo cargos importantes na PF, no Ministério Público e demais instituições, além, claro, das diversas iniciativas da sociedade organizada, como o Transparência Brasil, Adote um vereador, Ficha Limpa, etc. Acho que são dessas iniciativas que ocorrerão as maiores transformações no perfil político dos nossos representantes. Sobre as capas da Veja, nunca fiz um estudo quantitativo sobre o assunto, mas qualquer que seja o resultado, todo veículo, entidade de classe, cidadão, etc. tem o direito de se identificar com a corrente de idéias que acredite ser a mais correta. Claro que isto vai influenciar no maior ou menor destaque que se vai dar aos fatos. Paciência. A opinião é inerente ao ser humano e ela é construída com base nas nossas experiências e na observação do dia-a-dia. O PT da oposição estava completamente equivocado, o PSDB no poder, apesar dos erros e escândalos, estava correto na maioria das bandeiras defendidas. Portanto, acho natural que um veículo tenha mais ou menos simpatia por este ou outro partido. O que não concordo é que se transforme esta identificação em sectarismo, como também não concordo com esta mania que a esquerda tem de ver conspiração em tudo, de ver a imprensa como um bloco uniforme que age de forma orquestrada, sempre em favor da direita, claro, afinal tudo que não é esquerda é logo taxado de direita, não existe meio termo. Outro dia estava lendo um artigo de Kupfer, colunista do Estadão (jornal que já manifestou em editorial sua preferência por Serra) e tinha a impressão de estar lendo um artigo da Carta Capital, pois estava totalmente alinhado com o lulismo. Ou seja, os colunistas, independentemente da orientação política do veículo têm suas próprias idéias. A menos que o colunista seja um mercenário como o PHA, por exemplo, a maioria é movida por algum idealismo, cada um tem uma reputação a zelar e se vc não acredita no que escreve dificilmente encontra motivação para passar anos e anos escrevendo uma coluna diária. Sobre a demora em mudar o regime cambial, escrevi outro dia para um outro leitor que cito também para vc: http://visaopanoramica.net/2009/10/24/lula-e-a-divida-publica-parte-9/#comment-888 Sobre a quebra de patentes, mérito para o Governo Lula. Apesar de me identificar mais com o PSDB não tenho nenhum problema em reconhecer seus méritos. Abraço e obrigado por sua participação.
  84. Marcos Nunes says:
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    Opinião extremamente tendenciosa, omitindo falhas do governo FHC e acertos do governo Lula. Nunca fui simpático ao Lula. Aliás, não voto nas pessoas, mas nas ideologias. E ideologia por ideologia, fico com aquela mais voltada para o bem da sociedade. Enfim, não dá para comparar entre os dois, dada a distância que os separa. Vale ainda lembrar que essa “única” crise que o governo Lula enfrentou derrubou até os EUA, a ponto de o Governo americano agir contra sua tradição e intervir duramente na economia, injetando dinheiro público para salvá-la.
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      Marcos Nunes Realmente tenho que concordar com vc. Não dá para comparar, pois são duas realidades completamente distintas. As comparações feitas pelo PT são um exemplo perfeito da da falta de ética deste governo, pois como comparar dois períodos quando um se beneficia das conquistas do outro? Como comparar duas épocas quando o PIB brasileiro aumentou dez vezes ao passo que a população aumentou apenas 25%? Como comparar uma época em que o grande desafio da economia brasileira era controlar a inflação e sobreviver crises sucessivas (onde a renda per capta mundial esteve estagnada em U$ 5,2 mil) com um período onde o maior desafio era crescer, justamente na época de maior crescimento da economia mundial desde o final dos anos 70, quando a renda per capta mundial pulou para mais de U$ 9 mil em apenas seis anos? A única crise que Lula passou não é apenas uma crise, amigo, é uma mudança no cenário mundial provocada pela transferência do capital do primeiro mundo para os países emergentes já que as economias do primeiro mundo estão com seus mercados saturados. Daí a invasão de grandes empresas multinacionais por todo mundo, as quais trazem mais empregos e impostos para os governos gastarem e ostentarem recordes sucessivos. O mais irônico é que alguns desses governos que hoje surfam na fartura de dólares por aqui no passado bradavam contra a Globalização. Lula que o diga.
  85. Pingback: Comparação: Lula x FHC | www.because.com.br

  86. Realidade says:
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    O Blog é Tucano. Isto não é nenhum problema. Problema é esconder isso!!!
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      Meu caro “Realidade”, Um dos problemas do nosso país de hoje é esse. Qualquer crítica a Lula é rotulada logo de “tucano”. A estratégica maquiavélica de Lula de dividir o país entre o “nós” e “contra nós” funcionou. Como vc, hoje existem milhões que isentam Lula e o PT de todos os seus erros e falcatruas, simplesmente porque se acham parte de um time, o time dos “donos da verdade”, apesar de fazerem sucesso justamente as políticas neoliberais que passaram a vida inteira combatendo. Irônico, não? Já fui tucano sim, da mesma forma que já fui petista. Hoje estou mais para a Marina. Como ela não tem muita chance, voto no Serra no 2º turno, se houver, pois considero esta hipótese muito remota. Aliás, já declarei meu voto aqui em vários outros comentários. Não tenho nenhum problema com isso. Não tenho rabo preso, nem me deixo mais levar por paixões políticas. Tenho idéias próprias.
  87. Pedro says:
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    Meu caro dono do Blog, A sua teoria continua sendo fantasiosa, a despeito da veemência com que você a defende. Você acha que o governo atual colheu frutos do anterior? Vou te mostrar que você está errado. Você, inteligente como é, concorda que o primeiro governo do FHC foi melhor do que o segundo, não concorda? Pois que seja, se a lógica que você defende estivesse correta, tal fato não teria acontecido. A realidade mostra outra coisa completamente diferente. É tão claro que chega a ser cartesiano: entre 94 e 98 tudo ia bem. Entre 98 e 2002 a coisa desgringolou e virou um desastre, e o grande responsável por isso foi o seu amado FHC, que teve culpa no cartório sim, não adianta você negar. Em 2003, o país tava detonado, e foi melhorando em todos os anos seguintes até o atual. Mas o crescimento se deu em progressão geométrica somente a partir do segundo mandato do LULA. Isso porque ele colheu os frutos dos primeiros quatro anos de seu mandato. Concordo com você que existe uma mitificação da figura de LULA, concordo com você que geralmente os petistas não trabalham bem com críticas. Mas uma coisa que eu não posso concordar e que é completamente ilógico seria não reconhecer que LULA foi melhor que FHC. FHC decepcionou muito mais que o LULA. Alguns idealistas achavam que depois da vitória deste último, simplesmente todos os problemas do país iriam ser extintos da noite pro dia, que nunca mais haveria corrupção e que todos seriam felizes pro resto da vida. Para esses, logo no primeiro ano do primeiro mandato, LULA já não servia. O que se tem, realmente, foi que LULA foi melhorando ao longo de seus 8 anos de governo, enquanto FHC foi piorando. As curvas são antagônicas. Se você analisar, vai perceber que LULA teve um congresso imensuravelmente menos favorável que o do FHC, vale dizer, este tinha no mínimo 80 por cento de todos os deputados e senadores fazendo parte de sua imensa coligação. Teve todas as chances do mundo de fazer as reformas necessárias, e no entanto, só fez a que lhe interessava, a emenda da reeleição. Em relação à manipulação da mídia contra o governo LULA, acredito que ela se dê por dois motivos: primeiro porque ela realmente existe, a grande mídia realmente é controlada por setores conservadores, parcelas elitistas; segundo porque, neste ponto inclusive concordo com você, o governo petista não trabalha bem com críticas. Por todo o exposto, a comparação que você fez em seu artigo não é imparcial. Mesmo com todas as ressalvas que você mencionou, acho que o justo, o correto, seria considerar, como um todo, o governo LULA superior ao governo FHC.
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      Meu caro Pedro, Interessante sua tese! Lula foi melhor que FHC porque teve uma “progressão geométrica”. FHC, ao contrário, teve uma “regressão geométrica”. Certamente FHC, depois de chegar ao auge de sua popularidade no primeiro governo, se cansou da fama e resolveu regredir, “degringolar” o Brasil. Cansou de ser herói e resolveu virar vilão detonando nossa economia! Ora, Pedro, vc continua com suas análises simplistas baseadas na percepção da melhora ou piora da economia. Se vai bem, méritos do presidente. Se vai mal, a culpa é do presidente. Vou tentar te explicar pela última vez, pois estou cansado de repetir os mesmos argumentos. O quadro se complicou no segundo Governo FHC por dois motivos principais (entre outros): 1) O crescimento da dívida interna e, conseqüente, dos gastos com juros e a redução do poder de investimento do Governo; 2) A sucessão de crises internacionais que quebrou vários emergentes e, por pouco, não quebrou o Brasil. Antes que vc volte a andar em círculos atribuindo a FHC a culpa pelo crescimento da dívida, vou te indicar novamente o artigo que escrevi sobre o assunto, mas que vc ainda não leu: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ . Resumidamente o artigo mostra que o crescimento da dívida não poderia ter sido evitado, pois a maior parte foi decorrente do repasse das dívidas de estados e municípios para a União, uma realidade caótica que só veio à tona com a queda da inflação, mas que precisava ser equacionada para criar as condições mínimas para um crescimento sustentável. Agora sobre as crises. Quando FHC assumiu, o Brasil ainda estava sentido alguns reflexos da Crise do México. Aos poucos, as coisas foram se ajustando e FHC teve a maior sequencia sem crises de seus oito anos de governo: 2 anos! (entre 1996 e 1997). Já em 2008, estourou a Crise da Coréia, que se expandiu para os demais Tigres Asiáticos, seguidas pelas crises da Argentina e da Rússia, em 1999; a Quebra da Nasdaq, em 2000; o 11 de setembro e a 2ª crise da Argentina, em 2001, além de crises menores como a da Turquia, a quebra da Enron e o Apagão decorrente de um fenômeno nunca visto no Brasil: a seca na Amazônia (e, claro, da falta de investimento do Governo Federal em infra-estrutura, como o PT adora acusar, apesar de investir proporcionalmente ao PIB menos que FHC na área). E, por fim, a crise Lula em 2002 que elevou a inflação e piorou todos os indicadores do final de Governo FHC para alegria do PT (o campeão do quanto pior melhor), que até hoje os usam nas suas desonestas comparações. Se considerarmos que na época o dólar era uma moeda forte, escassa, e que disparava a cada ameaça de crise, com uma inflação ainda latente, em meio a uma crise geral de confiança entre os emergentes dá para imaginar o tamanho do desafio da equipe econômica da época teve para controlar o câmbio e evitar o fracasso de mais um plano econômico. Chega a ser admirável que o Governo ainda tenha conseguido promover programas sociais, investir R$ 70 bilhões para recuperar os bancos federais que hoje financiam o crédito da era Lula. Mais incrível ainda é a incompetência do PSDB de hoje ao não saber explicar a população o que foi feito. Explicada a “regressão geométrica” de FHC, agora vamos a “progressão geométrica” de Lula. Primeiro “desafio”: retornar os indicadores econômicos aos níveis pré-crise Lula. O cenário: um governo recém eleito contando com amplo apoio da população, dos políticos vira-casaca e da mídia (não sei se vc lembra, mas até o Jabor saudava a grande conquista da democracia brasileira ao eleger Lula), com seis anos e meio de estabilidade internacional, com as maiores taxas de crescimento desde o final dos anos 70 e com a duplicação dos principais produtos de exportação brasileiros. Tudo isso em uma época marcada pela mudança do rumo dos investidores estrangeiros dos países do primeiro mundo (cujas economias entraram em fase de estagnação) para os países emergentes, principalmente depois que o economista Jim O’Neill, do Goldman Sachs, criou a sigla BRICs, para designar os quatro grandes países com maiores potenciais de desenvolvimento, justamente por terem grandes populações para ingressarem no grande mercado consumidor global, além de uma recém conquistada estabilidade. Não por coincidência, pouco depois da sigla começar a circular no meio econômico, o Brasil começou a receber um enorme fluxo de investimentos estrangeiros a partir de meados de 2005. Ou seja, pouca gente sabe, mas a grande virada da economia brasileira tem a ver com este cidadão, o Jim O’Neill, que desencadeou uma onda de otimismo nas bolsas dos BRICs, fato este que turbinou os investimentos estrangeiros no Brasil, engordou nossas reservas e reduziu o risco país atraindo ainda mais investimentos. Quando chegou a única crise internacional que o Governo Lula se deparou, a economia brasileira já estava turbinada, os bancos já estavam saneados, o dólar já estava em decadência (assim como os EUA) e, dessa vez, os investidores internacionais (e os especuladores) não tiveram motivos para fugir do Brasil, até porque o “porto seguro” do dólar já não era mais seguro, muito menos os grandes bancos mundiais, que tiveram que ser socorridos pelos Governos do primeiro mundo. Ou seja, a crise terminou sendo benéfica para o Brasil, já que marcou uma nova era na economia mundial, caracterizada pela decadência dos países ricos e, por outro lado, a ascensão não só dos BRICs, como da maioria dos países do terceiro mundo que conquistaram a estabilidade econômica. Não por acaso, neste ano toda a América Latina (com exceção do Haiti e da Venezuela, por motivos óbvios) está crescendo acima dos 6%. Quanto ao apoio do Congresso e das reformas, ambos os Governos tiveram a maioria. A diferença é que FHC teve uma “regressão geométrica” com as seguidas dissidências, quando a coisa começou a se complicar, enquanto que Lula teve uma “progressão geométrica” quando a economia começou a acelerar. Outra diferença é que, apesar dos ventos desfavoráveis, FHC promoveu alguns remendos importantes para o “sucesso” do Governo Lula, entre as quais a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impediu que os estados continuassem fabricando dívidas; o Fator Previdenciário (o mesmo que o PT foi contra quando oposição e agora o defende como essencial ), que evitou que a previdência entrasse em colapso; a quebra do monopólio da Petrobrás e a abertura do seu capital, que permitiram que a produção de petróleo no país triplicasse em dez anos; a abertura da economia para iniciativa privada em setores antes monopolizados por estatais ineficientes; o PROER (dos bancos privados e estatais) que evitaram crises sistêmicas na era FHC e na era Lula; a eliminação da “conta movimento” do Banco do Brasil, uma espécie de cheque sem fundos que o Governo Federal usava e abusava na época da inflação; entre outras medidas importantes em outros setores, como a Lei dos Genéricos, a instituição do ENEM, a implantação do SIMPLES, Fundef, etc. O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Lula que, apesar de prometer, ainda no seu discurso de posse no primeiro governo, não cumpriu uma única das grandes reformas que o Brasil precisa, mesmo tendo o apoio do maior partido do Brasil, a grande prostituta da política nacional: o PMDB. Mesmo com a maioria absoluta neste segundo mandato, o PT só usou sua maioria para esvaziar CPIs, justamente o PT, o partido que, quando oposição tentava criar CPIs para tudo. Como resultado, continuamos pagando os maiores juros do mundo para emprestar dinheiro subsidiado pelo BNDS para grandes empresas, algumas das quais utilizam o dinheiro para financiar obras no exterior (lembra do calote do Equador ?). Agora o mais irônico disso é que, enquanto o Governo continuar a aumentar a dívida pública na mesma proporção da era FHC (que foi uma época anormal) parar acelerar o crescimento da economia via PAC, por outro lado, o Banco Central aumenta os juros todas as vezes que a economia acelera um pouco mais, já que nossa infra-estrutura não permite que cresçamos acima dos 7% sem gerar inflação. Em outras palavras, continuamos rolando o “cartão de crédito” da dívida pública (que consome cerca de R$ 200 bilhões por ano), apesar do “salário” do Governo (a arrecadação) ser multiplicada por dez desde 1995, enquanto que a família (a população) aumentou apenas 25% no mesmo período. Enfim, pagamos para acelerar um crescimento artificial (via emissão de títulos públicos) e, por outro lado, pagamos para frear o crescimento com a alta dos juros.
  88. André says:
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    Amilton, serreal a sua comparação da política externa de Lula com FHC. Considerando que o superletrado FHC fazia inúmeras viagens que não trouxeram resultados significantes para o Brasil(Viajando Henrique Cardoso), Lula ia em busca de parcerias comerciais importantes, fomentando o comércio com vários países, o que possibilitou que a nossa balança comercial passasse a ser superavitária, ao contrário do governo FHC. Este foi um fator fundamental para o fortalecimento do nossa economia. Além disso, Lula fez e vem fazendo o que o PT sempre pregou: Fortalecimento das empresas estatais estratégicas, distribuição de renda e inclusão social. O governo FHC foi um governo da minoria abastada dentro da população brasileira. O plano real foi uma etapa inicial e muito importante, mas FH não soube dar os próximos passos para conduzir o país à frente. O desemprego estrutural que ele causou com seus equuívocos macroeconômicos quase levaram o Brasil ao colapso no final do seu governo, que não duraria sequer mais seis meses sem a quebra do país. O dinheiro da privatização da Vale não apereceu em nenhum lugar. Dois equívocos podem ter acontecido, ambos de igual gravidade: 1-o dinheiro foi usado para custeio; 2-o dinheiro desapareceu na corrupção do governo. André
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      André, Surreal é colocar na mesma balança os resultados de dois governos em contextos histórico-econômicos tão diferentes. É claro que os resultados das visitas de Lula devem ser mais expressivos, pois o Brasil de hoje é um emergente. O Brasil de FHC era um apenas um candidato a emergente, tentando sobreviver a um vendaval de crises. Quanto a nossa balança comercial, mais uma análise simplista. Ela ficou ficou negativa deste a abertura da economia e se agravou com o Real fortalecido nos primeiros anos FHC. Após a desvalorização de 1999, aos poucos ela foi ficando superavitária de forma gradativa, principalmente depois que os principais produtos de exportação brasileiros dobraram de preço entre 2003 e 2005. Não se trata de mágica do governo, e sim resultado do aumento da competitividade da economia brasileira, principalmente de ex-estatais como a Vale e a Embraer que turbinaram as exportações brasileiras nos últimos anos. Diante de tantas contradições entre o PT da oposição e o PT da situação, este ironicamente bem sucedido justamente com as políticas “neo-liberais” que tanto criticava, restou aos “cabeças” do PT esta tentativa tardia de se diferenciar do PSDB com este súbito ímpeto estatizante no final de governo. Os resultados práticos disso vamos ver daqui a alguns anos, mas a julgar pelos primeiros “esforços” de fortalecer a nossa maior empresa (que vale ressaltar é de economia mista) já começam a aparecer. A Petrobrás já perdeu 25% do seu valor de mercado desde o início do ano, em decorrência das incertezas quanto ao seu futuro (apesar das promessas de aumento de produção com o Pré-sal). Quanto ao dinheiro arrecadado com a venda das estatais, o PT do Governo tem hoje acesso a todos os documentos das transações realizadas e poderia prestar um grande serviço ao país trazendo provas concretas da suposta corrupção, não só para punir, como também para recuperar o patrimônio público. Na prática, vemos apenas bravatas, os mesmos discursos vazios do PT da oposição, pois se o PT governo achasse realmente tão salutar a estatização, certamente já teria reestatizado pelo menos uma das empresas privatizadas. Pelo contrário, o PT tem adotado as políticas do PSDB também nesta área tão criticada no discurso. Como exemplo mais recente temos a abertura do capital da Infraero (já que não houve tempo suficiente para promover sua privatização total), a abertura do capital do Banco do Brasil, além das privatizações de estradas e hidrelétricas. Agora, mais surreal ainda é vc continuar chamando o FHC de “Viajando Henrique Cardoso” depois de Lula, que tanto o criticava por isso, viajar o dobro no governo, chegando a passar 90% de seu tempo fora do gabinete.
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      André realmente o PT esta fazendo o que pregou: “aparelhando as estatais estratégicas para o plano de poder deles” basta ver como anda os Correios e a Petrobrás!, já quanto ao dinheiro da privatizaçào da Vale Amilton respondeu muito bem. Agora se voce tem dúvidas e acredita que o Brasil estaria melhor hoje com todas aquelas estatais ineficientes, é só olhar a bolsa de São Paulo, a VALE esta atropelando a Petrobras em valor de mercado, por que será? Felizmente o mercado é justo e não segue e nem aceita decretos de governos populistas, corruptos e incopetentes. Abraços
  89. amabylle says:
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    olá amilton, parabéns pelos seus argumentos e provas…. acredito que o brasil é um país de esquecidos…. esqueçem os comentários e nao acreditam nas provas… triste fim nosso…os idealistas. perdi as esperanças….se eu tivesse como mudaria de planeta. abraço fraterno.
  90. Abbud says:
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    Amilton, a cada critica repetitiva e pobre que observo aqui no seu blog, me convenço que infelizmente vivemos em un país de “analfabetos políticos”, condenado e totalmente indefeso a governos populistas e assistencialistas. No Brasil o Marketing e o hoje são suficientes para movimentar massas, não podemos esperar nenhuma análise mais complexa da nossa sociedade que vá além da seguinte lógica popular: Um líder popular como é o LULA e foi o GV, é o passaporte para que ele e sua equipe participem dos maiores esquemas de corrupção e desmandos sem que sua imagem seja atingida. Um programa de “dependência social” como é o bolsa familia, é a garantia de fidelidade do povo, ou em outras palavras “o voto de cabresto moderno”. As olimpiadas no Rio e a Copa no Brasil é sinonimo de política externa bem sucedida e respeito pelo Brasil. A economia do País e o comercio popular girando é mérito do Presidente. E quem discorda desta lógica é considerado elite ou burguês. Felizmente fazemos parte da elite deste país, pessoas que conseguem pensar de forma complexa e possuem um mínimo de senso crítico, e enquanto estivermos aqui há a esperança de saírmos deste ciclo perverso, colocando nossas idéias em blogs como este. Como todos os outros presidentes recentes que tivemos, FHC se elegeu com esta mesma lógica, o plano real foi o seu maior cabo eleitoral, talvez a única realização do seu Governo que o povo conseguiu entender, a diferença é que enquanto FHC se beneficiou de uma popular e benéfica realização, outros se utilizam de realizações populares e maléficas para se perpetuarem no poder, mas parece que só a elite consegue ver isso claramente! Abraços
  91. Fernando Corrêa says:
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    Caros amigos! É salutar essa discussão a respeito dos méritos de FHC ou de Lula para com a estabilização economica e o seu visível crescimento. Posso dizer que os dois tem seus méritos e suas falhas. FHC pegou o país com a maior preocupação de todos os governos que o antecederam: A INFLAÇÃO. Tem a seu favor o fato de , com medidas muitas vezes impopulares, mais austeras, ter conseguido junto com uma equipe competente, implementar o Plano Real e colocar o País nos trilhos, preparado para o crescimento. Suas medidas foram tão acertadas, que quando Lula assumiu, só teve o trabalho de continuar a política do governo anterior, aprimorando alguns programas sociais, e estimulando alguns setores da economia para que houvesse crescimento. Mesmo assim, com tudo a favor, o Governo Lula tem conseguido falhar, onerando a cadeia produtiva, com excessão das últimas medidas, que visaram incentivar o consumo depois da crise de 2008, deixando de aproveitar o momento favorável. Seus investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública tem sido pífios, basta ler os jornais e assistir TV para ver. Por outro lado, acertadamente estimula o crescimento através de investimentos na construção civil, com obras de infra estrutura e moradias, o tão festejado PAC, que está mais na teoria do que na prática. A política externa é um fiasco! É só lembrar o episódio recente do Irã. Para mim, qualquer um que tem relações com um homem que nega o holocausto não merece confiança. Sem falar na amizade com o maluco do Hugo Chavez….Bem…acho que temos que tomar muito cuidado com a a mania ¨socialista¨ do PT, que tenciona, sem dúvida nenhuma, controlar tudo, inclusive a nossa liberdade de expressão, com suas várias tentativas de controlar a imprensa e os programas de televisão, até agora infrutíferas, porque, graças a Deus, ele não governa a Venezuela. Somente quem não viveu a ditadura não percebe a verdadeiras intenções, por mais sutis que sejam, desse governo, em controlar tudo. Vivemos uma Democracia e espero que continuemos atentos para continuar vivendo. Um abraço a todos!!!
  92. amabylle says:
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    parabens pelo seu trabalho e seus explicações Abbud, realmente se tivessemos mais pessoas como vc por aqui e no poder nao teriamos tantos ladroes e mercenarios por lá. abraço fraterno. ah tbem devo afirmar a galera deste país que “popularidade” NAO é sinal de EFICIENCIA e EFICACIA…. até mais.
  93. Mateus says:
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    Se o Lula tivesse tanta capacidade como pregam os petistas, não teria sido metalurgico, fazedor de greves. FHC com o plano real fêz com muita competência um grande alicerce de um pais. Alquem tinha que dar continuidade e levantar as paredes, o que é mais fácil. O resto é pura enganação e incompetência dos Petistas, que até então não tiveram competência anterioomente.
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      Olá Mateus, A competência de Lula é incontestável. Seu problema é que ele se coloca acima de tudo. Ao fazer sucesso com a política “neoliberal” que criticava quando oposição, era de se esperar que hoje tivéssemos uma disputa política mais centrada em idéias e não ultra polarizada como vemos hoje. Se a história mostrou que o PT da oposição estava totalmente equivocado, então deveríamos ter discursos mais amenos, principalmente em relação ao PSDB, partido de centro que sempre defendeu as idéias que hoje fazem sucesso no Governo e que foi empurrado para a direita pelo discurso populista de Lula. Infelizmente, nestas eleições vamos assistir a um encolhimento ainda maior da oposição e um adesismo ainda maior em relação ao Governo, o que significa menos vigilância em relação às ações do Governo e, consequentemente, mais tolerância da sociedade em relação à corrupção. Os exemplos já estão aí. Um dos últimos foi a confissão de Lula ao STF que sabia do Mensalão (depois de passar seis anos negando e acusando a oposição de conspiração) e nada, absolutamente nada aconteceu. Vale lembrar que por muito menos Collor caiu. Enquanto os ventos bons da economia continuarem, o “modelo” instaurado por Lula sobrevive. Se mudarem, então vão vir à tona os principais erros do Governo, entre os quais o aumento significativo dos gastos com pessoal e o aumento da carga tributária.
      • Abbud says:
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        Pois é, resumiria no seguinte conceito: Liberdade, Igualdade e Fraternidade eram os lemas da revolução Francesa. Já os Petistas estão fazendo uma revolução silenciosa aonde os lemas são: Liberdade para o Governo, Igualdade para o Povão e Fraternidadade com os “cumpanheiros”. Que Deus proteja o povo mais humilde e ignorante desta nação, ironicamente o que elegerá a continuidade deste mesmo sistema, aonde a saída parece estar cada vez mais em apenas um lugar… O Aeroporto Internacional…
  94. Mateus says:
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    O que não consigo entender, é que o Deus Lula, como se prega só vive viajando, como é que pode um ex-metalurgico, ter tanta “capacidade”, de presidir o Brasil e quase não ficar em terra.? Com certeza vive nas alturas pensando como ao pegar o microfone e iludir os pobres de espirito do bolsa familia.?
  95. MARCELO says:
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    Oito anos de (des)governo, dois mandatos, nenhuma reforma política ou social, táticas chavistas pra se perpetuarem no poder. acho msm que trocamos uma ditadura por outra,querem calar a imprensa e jogar a culpa da pobreza na burguesia que joga tênis. viva Goebels, Adolf Hitler,Luis Inácio LULA da Silva e toda a máquina de propaganda da SS.assinado um ex-petista,idiota por ter dado o meu voto nos dois turnos da eleição do Sapo-barbudo.Obama já fez duas reformas heim!
  96. MARCELO says:
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    antigamente existia primeiras-damas que trabalhavam, faziam trabalhos sociais e não sei se recebiam algum salário,mas hj o que vejo é uma mulher que viaja pra todo o canto com um kra que se diz presidente, sem nunca permanecer no país, ainda criam um salário pra essa que se diz primeira-dama. Ruth Cardoso era e é uma brasileira verdadeira que com certeza está fazendo muita falta para os menos assistidos nesse pais.
  97. Mateus says:
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    Graças aos programas implantados dor Ruth Cardoso, é que hoje o PT, usa de sua politica, se é que podemos chamar de política o que o PT esta fazendo, após ter alterado o programa de Dª Ruth, para bolsa familia que esta transformando o nordeste, em estados de vagabundos, preguisosos etc, que não admitem serem registrados em carteira para não perderem o benefício do BOLSA FAMILIA, que antes os filhos tinham que frequentar escolas comprovadamente para continuarem recebendo os benefícios.
  98. cristiane says:
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    Quanto os senhores discultirem pulitica, otimo concordo, mas dizer que nos nordestinos somos vagabundos, que isso meu senhor; vagabundos??? Os verdadeiros vagabundos foram estes politicos miseraveis que tentaram transformar os nordestinos em montes de analfabetos, quando me refiro a analfabeto não é em relação a politica, nos vivemos durante anos sob as redeas dos Carlistas, sofrendo miserias, vendo amigos morrer por não os apoiar politicamente, ai vc vem com esse teu discursso cretino, dizendo que os tucanos fizeram e vão fazer. Pode ate fazer querido, mas com certeza farão miserias.
    • Abbud says:
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      Olá Cristina, desculpe mas não consegui entender o seu texto, esta meio confuso. Mas concordamos com os politicos vagabundos,mas não com os Nordestimos, por que vagabundo existem em qualquer lugar do planeta, mas a pergunta é quem os elegem e por que? Infelizmente a grande maioria do povo brasileiro não tem a capacidade de fazer análises complexas e acabam enganadas por como voce mesmo disse, vagabundos, e assim entramos em um ciclo perverso, povo igonorante elege vagabundos, que por sua vez mantem o povo ignorante para se perpetuarem no poder. Enquanto a parte não ignorante e não vagabunda não se mobilizar, não conseguiremos sair deste ciclo perverso. As pesquisas comprovam, a tres meses da eleição Dilma estava atras de Serra pelo simples motivo da grande maioria não saber que ela era candidata do LULA, se bobear tem gente que acha que o LULA é o Vice da Dilma, como discutir política com uma massa que pensa assim? Pelé continua certo, o povo brasileiro ainda não sabe votar! Abraços Abraços Abraços Abraços
  99. Braulio Rossetto says:
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    Ola, Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a todos pela discussao proporcionada. Nao estou aqui para defender nenhum partido seja o Pt ou o PSDB. Eu acredito que a oposicao partidaria nao leva a nada a atrapalha o desempenho do nosso pais. Concordo que a politica macroeconomica adotada pelo governo FHC e o controle da inflacao seja a raiz do nosso desevolvimento atual. Foi uma batalha que aquele governou venceu!!! Eu vejo que falta grandeza por parte dos apaixonamos PSDBistas e FHC em reconhecer a competencia e os avancos alcancados nesse governo. E muito facil criticar, todos fazemos, mais pouco tem a capacidade de reconhecer quando o adversario faz um bom trabalho. Talvez seja parte da nosso cultura por causa do futebol. Jamais um sao paulino vai falar que o corinthians mereceu ganhar e vice versa. Esse e a primeira vez na nossa historia que a esquerda, o PT, esta no governo. Acredito que isso seja fundamental para o precesso democratico do nosso pais. Logico que a oposicao nunca vai elogiar os feitos desse governo. O Pt resceu muito depois que entrou no governo, o partido percebeu que a oposicao adotada por eles mesmos era equivocada em relacao a outro governos. Se um dia o PSDB voltar a governar eu aredito que o PT vai tratar a oposicao de maneira diferente. Hoje o PSDB faz as mesmas coisas que o PT fazia quando era oposicao, so critica!! Logico que existem falhas nesse governo como em todos ou outros tambem. Mais os resultados alcancados nesse governo (seja consequencia das medidas adotadas pelo FHC ou nao) foram significativos, nao podemos negar!! As mudancas macroeconomicas nao sao de hoje, o FHC tambem teve oito anos para governar com o plano real, e os resultados nao foram tao bom assim. Nao adianta falar das crises daquela epoca porque nesse governo tambem passou algumas crises e mesmo assim o pais se saiu bem. Reconhecimento e muito importante caro Amilton!! Ate agora so vi critica da sua parte!!! Falar que o governo usa e abusa de marketing?? Sera que o PSDB nao faria o mesmo?? Politica e assim mesmo, eles usam todas as ferramentas que tem para conseguirem o que eles querem, nao adiante vim com uma ladainha porque o PSDB como qualquer outro partido faria o mesmo, nao e? Populismo e assim mesmo!!! Agora, vc falou que o governo nao passou nenhma reforma importante nos ultimos anos?? Na sua opiniao, qual reforma seria importante nesse momento?? De algumas sugestoes para o internauta!! Reforma e sempre bem vinda na minha opiniao, contanto que a oposicao apoie e nao faca oposica partidaria. Eu tenho algumas duvidas sobre a taxa de juros. Vc disse que o governo deveria reduzir a taxa de juros. Reduzir a taxa de juros e injetar dinheiro na economia atraves de obras de infraesrutura nao colocaria uma pressao na inflacao?? O proprio crescimento economico ja pressiona a inflacao nao e verdade?? Qual seria a melhor saida para esse dilema?? Grande abraco a todos!! ps: peco desculpas pela acentuacao, eu moro na australia e o computador aqui nao oferece essas teclas.
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      Meu caro Braulio Rossetto, Uma das coisas que mais me incomodam na política atual brasileira é justamente a falta de humildade de Lula em não só não reconhecer que estava totalmente equivocado quando oposição, como ainda ter a cara-de-pau de a cada discurso tentar denegrir seu antecessor, com suas comparações descabidas. Desde que o PT chegou ao poder e manteve as políticas implantadas pelo PSDB, a oposição ficou sem discurso. O acirramento só veio a ocorrer a partir do episódio do mensalão, intensificando-se ainda mais quando Lula começou a fazer comícios para sua candidata há três anos das eleições, desafiando a legislação eleitoral, as instituições e a democracia. Portanto, se existe uma pessoa responsável pelo acirramento que vc também critica, esta pessoa é Lula pois sua tática é clara: dividir a população brasileira entre vermelhos e azuis, pois ao partidarizar as discussões, ele blinda-se das críticas da oposição, desqualificando-a e alimentando as fantasiosas teorias conspiratórias da “direita” tão disseminadas pela militância cega do PT. Mais “emoção” e menos razão. Assim fica mais fácil colocar uma cortina de fumaça sobre todas as mancadas cometidas. Um exemplo disso foi sua recente admissão ao STF que sabia do mensalão, depois de passar seis anos negando e atribuindo o escândalo a uma “conspiração” da oposição. A tática funcionou, pois a confissão provocou apenas pequenos registros nos noticiários. Hoje nem a oposição se atreve a criticá-lo. Está blindado, enquanto a oposição está de joelhos. Não, meu caro Braulio. O PSDB já esteve no governo e nunca usou das tática citadas acima para destruir a oposição, mesmo quando o PT jogava no time do quanto pior melhor. FHC melou as mãos para aprovar a emenda da reeleição, mas nunca interferiu no processo eleitoral. Se comportou sempre como um presidente e não como um candidato em campanha, fazendo comícios todos os dias e debochando das leis e das instituições democráticas. Quanto às reformas, me contetaria se o PT tivesse posto em prática pelo menos uma das reformas prometidas no discurso de posse ainda do primeiro mandato. Pelo menos a reforma agrária, uma das bandeiras históricas do PT melancolicamente abafada pelo aliciamento das lideranças com verbas públicas. Quanto à equação da redução dos juros, esta não será resolvida enquanto o governo continuar agindo de forma contraditória, pois, se por um lado o Governo tenta acelerar o crescimento da economia via PAC (às custas de mais endividamento), por outro lado aumenta os juros para conter o mesmo crescimento já que nossa economia não consegue crescer acima de 7% sem gerar inflação. E por que não consegue crescer acima de 7%? Porque o governo não fez os investimentos necessários em infra-estrutura, porque não pára de emitir novos títulos públicos, porque aumenta os gastos públicos acima do crescimento do PIB e porque não consegue resolver as injustiças tributárias. Assim, pagamos para crescer e pagamos para desacelerar. Não por acaso, continuamos a pagar 30% do que arrecadamos com a dívida.
      • Abbud says:
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        É isso mesmo Amilton, resumindo. Quem não reconhece nada do que foi feito é o Governo atual, o PSDB critica ate pouco, e por isso nao consegue atingir a massa ignorante deste país que so elegeu FHC por que so conseguiu entender uma unica realizacao dele, o Plano Real, ja o mestre da manipulacao popular (sinonimo de populista) fez muito menos e e reconhecido por muito mais. Se FHC e o PSDB fossem populistas não teriam perdido as eleiçoes em 2002 e 2006, essa é infelizmente a logica popular brasileira. Por que não se consegue reduzir os juros? Simples, o governo LULA não consegue conter a gastança e precisa aumentar juros para não desequlibrar suas contas. É como em casa, se gastamos (custeio da máquina)ao inves de investir em ativos temos que recorrer a empréstimos (aumento de juros ou impostos) cada vez mais caros, ao passo que se investirmos em ativos (infraestrutura e educação), começamos a receber juros (aceleramos a economia)ao inves de pagar e assim entrariamos em um ciclo virtuoso, que definitivamente não estamos, apesar do povo achar que sim. Abraços
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          Abbud, Observe que, apesar das boas notícias da economia brasileira que turbinam cada vez mais a arrecadação, o Governo continua tendo dificuldade para fechas as contas, recorrendo a artifícios contábeis como a compra de ações de estatais por outras estatais, contabilizando assim créditos que na verdade são pura ficção. Agora imagina se os ventos da economia brasileira mudarem…
  100. Yoshio Shubo says:
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    Prezado Amilton, parabéns pela sua iniciativa e também a todos aqueles que participam e se interessam pelos problemas do nosso país. Essa é a primeira vez que eu me interesso por um blog e gostei muito. Acho que as discussões sobre quem foi melhor ou pior, ficam apenas no efeito “Joule”, pois, ambos contribuíram para o desenvolvimento que enxergamos hoje. O FHC preparou o terreno e o Lula plantou e colheu, isso faz parte do desenvolvimento e espero que o próximo presidente faça mais do que os seus antecessores, independentemente do partido. Hoje o meu único receio é se o que foi feito nesses últimos dezesseis anos foram suficientes para garantir um crescimento sustentável com bases sólidas para o desenvolvimento da sociedade. Nós cidadãos interessados por um país melhor, temos sim que aproveitar a oportunidade que um blog como esse gera. Conheço muitas pessoas que criticam o antigo e o atual governo, ficam irritados com a falta de ética, com a falta de comprometimento, ficam irritadas com tanta corrupção. Descontentamento total. Não faltam criticas para o Lula e FHC. Essas mesmas pessoas que julgam e condenam os governos, guiam suas vidas através de ações parecidas. Essas mesmas pessoas que disparam condenações, também falsificam carteiras de estudantes, compram produtos pirateados, andam pelo acostamento, jogam lixo no chão e dão propina quando são parados sem documento do carro. Enfim, sempre que preciso, lançam mão de atitudes e ações incoerentes com o que pregam, para garantir o benefício próprio. O que acontece é a total falta de coerência! Esse é o real problema do Brasil, precisamos nos aprofundar em um debate sobre o comportamento da sociedade e sua responsabilidade com o país, essa mesma sociedade que gera políticos como esses que vemos no picadeiro do horário eleitoral. Prazer em conhece-los!!
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      Meu caro Yohshio, São pessoas como vc que eu gostaria que fosse constituída a nossa sociedade. Não o conheço, mas pelo pouco que escreveu, concordo com cada palavra. Pelo que a história nos tem mostrado, deveríamos ter um debate hoje mais racional e menos ideológico. Infelizmente, vamos ter que conviver durante muito tempo ainda com esta irracionalidade, ainda mais agora com a mitificação de Lula. Realmente sua preocupação procede. Nosso crescimento não tem sido o mais eficaz. Estamos desperdiçando duas das janelas mais importantes da etapa do desenvolvimento rápido (etapa esta que todos os países ricos já passaram) que é a incorporação ao mercado formal da população pobre e a expansão do crédito. Vai chegar um tempo em que o desenvolvimento não vai poder mais ser baseado nestes dois pilares e aí vamos lamentar por não ter aproveitado para resolver o problema da dívida e equacionar alguns problemas estruturais que impedem que nosso crescimento seja ainda mais rápido e sustentável. Acho que a eleição está definida e espero sinceramente que a Dilma não se deixe levar pelas alas mais à esquerda do PT. Pelo bem do nosso país, que prevaleça o bom senso,
  101. Rafael says:
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    Amilton, para tudo que é falado que o Governo do FHC não fez, vc tem uma desculpa, era que não tinha recursos para investir, era que o momento economico não era favoravel, entre outras coisas. Assim vc não esta sendo parcial. É claro que os 2 governos tem os pontos fortes e fracos. Mas porque vc não comparou a taxa de juros Selic, que no Governo FHC chegou a 26,32% (nada bom para os banqueiros), no Governo Lula chegou a 8,65% (sendo que o maximo que chegou foi de 19,76% em 2005), porque vc não comparou a facilidade de credito, pois nunca foi tão facil obter credito como é hoje, e a taxa de desemprego que em 2003 (ultimo ano do FHC) estava em 12,3%, sendo que o ano passado ficou em 8,1%. Assim como a minha comparação esta sendo tendenciosa, a sua também foi, mas a diferença é que vc propos no seu Blog fazer uma comparação, que tava a entender que seria imparcial. Pois uma comparação tendenciosa fica sem credibilidade, e não pode ser usada por eleitores, e só servem para enganar as pessoas. Então sugiro que quem ler essas comparações (quanto a sua ou a minha), não usem para decidir seus votos, procurem pesquisar em sites de noticiais, onde tem as informações de todos os governos. Abraço Até mais.
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      Caro Rafael, A taxa Selic reflete a insegurança do ambiente econômico. Não é uma coisa qualquer que o Governo aumenta ou baixa ao bel prazer. Além de frear a inflação ela tem também a função de atrair investidores para financiar a dívida pública. Portanto, a taxa Selic é mais uma prova daquilo que falamos na comparação, pois ela aumenta sempre que há uma crise ou pressão inflacionária. Como a maior parte do período FHC sempre teve crises entre os países candidatos a emergentes como o Brasil, então ela sempre permaneceu alta, ainda mais com o crescente aumento da dívida que o Governo teve que administrar. Sugiro que leia um artigo específico sobre a explosão da dívida interna na era FHC para entender melhor o que estou falando: http://visaopanoramica.net/category/divida-publica/ Se vc leu o artigo citado, então imagina agora o que seria do Governo atual se tivesse que incorporar à dívida interna em poucos anos um valor correspondente ao PIB! Para quanto iria a taxa Selic, o risco país e demais indicadores econômicos? Pois foi o que aconteceu com FHC. E quando finalmente estávamos saindo da sucessão de crises então veio a “Crise Lula”, que elevou a taxa Selic ao recorde histórico de 26% que vc citou e que o PT adota sempre como ponto de comparação,mesmo sabendo que tal índice foi provocado pelo medo do mercado de que Lula alterasse a política econômica que evitou que o Brasil tivesse o mesmo destino dos demais emergente, como a Argentina, por exemplo, que quebrou duas vezes. Como vc pode ver, não se pode comparar governos apenas com números , pois este são fruto de um contexto histórico-econômico. A avaliação do desempenho de cada governo deve ser objetiva, levando em conta o que cada um fez ou deixou de fazer, justamente o que estamos fazendo aqui.
      • Rafael says:
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        Caro Amilton, Não entendi o final do seu comentário, pois primeiro vc fala que não podemos comparar governos apenas com números, depois vc pede para avaliarmos o desempenho de cada gorverno de forma objetiva. Como vamos avaliar objetivamente sem usar os números?!?!?! Vc também falou somente da taxa Selic, (e ainda fazendo pouco caso da mesma, como que não fosse importante para a economia do pais). Mas qual explicação vc tem para o indice de desemprego?? Já sei, o FHC não tinha recursos….
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          Rafael, Vc deveria antes estudar um pouco de economia para evitar questionamentos tão primários. Você realmente leu a comparação acima? Aliás, vc leu o artigo que te indiquei no post anterior sobre o endividamento da era FHC? Se leu não entendeu nada. Mas como estou de bom humor, então vou desenhar mais um pouquinho para vc. Primeiro, devo esclarecê-lo que número não é sinônimo de objetividade. Em economia, os números não são como na matemática pura quando dois mais dois são quatro. A economia tem outras variáveis que estão mais próximas da sociologia do que da matemática. Ou seja, tem a ver com o comportamento humano, expectativas, etc.. Logo, em economia, números descontextualizados podem enganar mais do que explicar. Esta é uma lição básica de economia. Por exemplo: de 1995 à 2010 o PIB brasileiro foi multiplicado por dez, enquanto que a população brasileira aumentou apenas 25%. Imagino que vc deve ser bem jovem para fazer estes questionamentos, então imagina como seria se seu pai tivesse seu salário multiplicado por dez, enquanto que sua família inicialmente de quatro pessoas tivesse aumentando em apenas um indivíduo no mesmo período. Faça um esforço para imaginar este quadro em relação ao Brasil e vc vai concluir que é muito mais fácil governar hoje do que há 16 anos, da mesma forma que governar hoje é mais fácil do que governar há 8 anos. Existe um processo cumulativo dos dados econômicos que, caso não ocorram crises (como não ocorreu nos seis primeiros anos da era Lula), ocorre um progresso natural e gradativo na maioria dos indicadores financeiros. E foi o que ocorreu nos últimos anos. Portanto, uma forma mais objetiva de julgar os governos é analisar o que fizeram ou deixaram de fazer levando em conta cada contexto histórico. Um exemplo disso é a comparação acima que vc leu, mas não entendeu. O mesmo raciocínio vale para o desemprego, pois na década de 90 o Brasil estava em processo de abertura para o mercado externo, processo este que tem como conseqüência maior desemprego. Procure pesquisar também sobre este assunto. É fácil entender. Basta um pouquinho de esforço e deixar a disputa política de lado para não embaralhar suas idéias. Agora, objetivamente, diga-me quais as reformas que Lula fez na política econômica deixada pelo governo anterior?
  102. Che Ricardo says:
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    Poxa vida nem sei porque teve eleições em 2002, pensa bem, segundo uns caras daqui estava tudo maravilhoso, eramos só darmos umas férias de uns 8 anos para o FHC e que todas as coisas “espetaculares” que seu governo fez governariam sozinho o nosso país, alias acho que pelo que dizem nem precisaremos nos preocupar mais com quem será o eleito deste ano pois o que ele fizer estara “sustentado em uma base economica do governo deste cidadão o Sr. FHC blá, blá, genial esse cara, o FHC. Mas perai teve eleição em 2002 e o Sr. FHC perdeu cara (rsrsrsrs), e vcs não sabem quem votou?, pois é foi o povo milhões de eleitores votaram no Sr. Lula, pois é muitos diziam “o cara é analfabeto”,”não tem curso superior”, “é peão”, é isso que eu acho mais engraçado o Sr. FHC do PSDB, partido que possui muitos médicos, gente chique e intelectual, perdeu, perdeu, mas o cara era tão bom, foi tão genial que ninguem queria mais ele(rsrsrsrsrs). Ai vem 2006, e a população estava tão chateada com o governo do Sr. Lula que elegeu ele de novo, essa gente fogo, e está tão chateada com o governo atual que a Dilma está ganhando em 1° turno. O fato é que o país está progredindo e é mérito de todos, não querer enxergar que um presidente que possui mais de 70% de aprovação em ótimo está fazendo um trabalho excelente, é realmente não querer enxergar. E já que o presidente Lula não agradeu ao FHC pela base do sistema economico do nosso país eu o agradeço, Obrigado Sr. FHC pois foi a melhor coisa que vc fez pois vcs(PSDB) nunca mais voltarão ao poder agora, triste sina XD.
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      Caro Che Ricardo, Agora a pouco vi na TV Lula falando no comercial da Dilma, alertando a população sobre uma suposta armação da oposição contra Dilma, semelhante ao que teria acontecido com ele em 2006 com a história do mensalão. É interessante observar que Lula, no auge da sua popularidade, até bem pouco tempo tinha chegado ao ponto de afirmar que o esquema não teria ocorrido de fato e que teria sido tudo uma “armação da oposição”. Mais recentemente, depois de seis anos convocado pela Justiça para depor sobre o caso, o presidente finalmente teve que admitir aquilo que passou seis anos negando: que sabia do mensalão. Ou seja, não foi uma “armação da oposição”. Foi sim mais uma calúnia do presidente. Apesar de ser um réu confesso, nada aconteceu com ele, pois, assim como Sarney, Lula está acima da lei. Está blindado com seus 80% de aprovação. A Justiça, aliás, não sabe mais o que fazer com ele, pois todos os dias desrespeita a legislação fazendo comícios e pronunciamentos como este que citei, onde com a maior cara-de-pau do mundo, mais uma vez tenta desqualificar a oposição, simplificando toda a questão da quebra de sigilo como mais uma “armação da oposição”. A historinha que contei é apenas para exemplificar o quanto nossa população está iludida, não só com relação à falta de ética do presidente, quanto em relação ao suposto pagamento da dívida externa que a maioria da população acredita que foi paga. Numa coisa concordo com vc. A oposição vai sair ainda mais enfraquecida destas eleições e o populismo que sustenta mentiras como a citada acima vai continuar prevalecendo até que uma crise econômica venha acordar a população do êxtase que se encontra. Talvez então vc venha a lamentar o nanismo da oposição. A Venezuela de hoje que o diga.
    • Abbud says:
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      Vale lembrar que FHC tem uma profissao e nao e um politico profissional, e por isso e tambem por ser um verdadeiro estadista nao deixou de presidir e cumprir suas obrigacoes e responsabilidades como presidente em 2002. Ja o politico profissional, o “exemplo”, adorado pelo povo igonorante, deixou de ser presidente e virou cabo eleitoral, e o povo ainda acha o maximo. Mas e isso que o povo gosta e consegue entender nao e mesmo? Serra deveria escancarar a historia financeira da sua filha, ja que os petistas ja o fizeram, mas com uma condicao, que LULA fizesse o mesmo com o seu filho que enriqueceu da noite para o dia!!! Ohhh povo ignorante!!!
  103. Mateus says:
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    Na realidade concordo com os comentarios acima, mas minha maior preocupação é que o PT, nestes oito anos, não mostrou a que veio, não inovou em nada, pelo contrario preparou o caminho para implantar o socialismo no Brasil, a la Chaves e Cia. Pois ao dar sequência a politica de FHC, tinha que provar que era melhor que o PSDB, e isto não aconteceu,pois aonde estão as melhorias feitas pelo Lula, a não ser o populismo de palanque.?
  104. vitor Ramirez says:
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    Eu discordo no ponto de vista em que manter e melhorar algo, tem menos mérito doque mudar as coisas. Acho que o governo Lula teve muito merito no que diz manter (e fazer crescer) o que havia conseguido o governo FHC e mudou algumas coisas que estavam erradas. Esse país ainda está longe de ficar bom. Mas o governo Lula não foi o fracasso que muito acreditavam (e torciam). Exemplo de que manter é tão dificil quanto mudar: O sujeito após anos trabalhando num empregunho meia boca e ganhando mal, decide: Vou mudar isso, vou fazer faculdade e conseguir um emprego. Então ele vai se esforça faz vestibular, passa e começa a faculdade. Depois de alguns meses(ou algumas semanas) e por cansaço e preguiça em conciliar trabalho e estudo ele começa a faltar, não fazer trabalhos da faculdade, levar nas coxas, e consequentemente saindo da faculdade em menos de seis meses e ficando novamente só com o empregunho mediocre ! Pergunta: O QUE É MAIS FACIL, MUDAR OU MANTER ?
  105. Flávia says:
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    Muito bom o seu blog.. continue postando mais suas ideias pois me identifiquei muito com elas.. e é sempre bom ouvir a opniao dos outros!! Além do que, te parabenizo por apresentar de forma clara o passado do nosso país e por ressaltar as medidas pelo grande presidente que tivemos, que foi FHC.
  106. wilson says:
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    O neoliberalismo do PSDB/DEM Wilson Azevedo Ramos A ética do lucro, da mais valia, vigente e globalizada no modelo neoliberal em que o mercado coordena a economia e condena qualquer ação econômica do Estado, é caracterizadamente de natureza capitalista selvagem. Capaz enquanto não se apresenta uma crise, como a crise econômica de 2008, quando somente os países em que o estado tinha melhores condição de intervenção na economia, através de mecanismos de incentivos à produção e consumo e manutenção de renda foram capazes de atravessar essa crise sem grandes prejuízos. Países historicamente disseminadores do capitalismo de mercado fizeram grandes intervenções, o que sepulta o ideal neoliberal de um Estado mínimo. “Vemos nos últimos anos, no cenário mundial, precisamente na América Latina, a conturbação do sistema político por forças externas que não querem a soberania, nem a nacionalização dos países desse continente. Querem governos que defendam os interesses externos e não de seu povo, e com isso, torná-los eternamente dependentes do capital estrangeiro. Em nosso País, houve uma onda de entreguismo que tem como sinonímia: globalização e neoliberalismo. Nos oito anos de ´governo´ de FHC, houve a privatização de empresas públicas e operantes, tipo Vale do Rio Doce, de sistemas público-estratégicos como a telefonia e sistema elétrico, com a desculpa de que o Estado teria que ter responsabilidades com outros setores. ´Foram na onda´ da globalização.”[1] Sempre se utilizam de muitas desculpas, algumas até aceitáveis, como na época foi muito utilizada a desculpa de que os recursos da privatização seriam utilizados para pagamento da dívida, infelizmente algo muito estranho aconteceu que a dívida ao final do governo era maior e o país estava subjugado ao FMI. Sem contar reformas que atingiram somente o povão, como a reforma da previdência, mesmo que necessária, implementada somente para participantes do regime geral, que já tinham benefícios limitados a valores baixos e destinada a trabalhadores de baixa renda, com retirada de direitos adquiridos que passaram a chamar de expectativa de direito. E que hoje os próprios classificam como a maior injustiça já praticada contra os trabalhadores na aposentadoria, o fator previdenciário. Se era verdadeira a desculpa de saneamento do déficit da previdência, porque FHC nem tentou fazer a reforma da previdência do regime especial, muito mais necessária e urgente? Seguramente porque atingiria uma parcela importante de componentes da elite, de altas aposentodorias, para quem a própria elite acredita que devem ser dedicadas todas as ações e benefícios do governo, pois afinal acreditam serem os donos do país. “E se José Serra tivesse sido eleito em 2002, o que teria acontecido? Privatização da água, Petrobras, Banco do Brasil, CEF e Banco do Nordeste? O que mais poderia ter acontecido?”[2] Talvez a privatização total da saúde, educação, previdência, como ocorreu em outros países. Ou mudariam de política, sem terem uma referência de como pode ser um governo para todos e não somente para os ‘donos’ do país. [1] VASCONCELOS FILHO, Juarez Cruz de. A. Latina, Lula e companheiros. Disponível em: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=307941. Acessado em: 12.09.2010. [2] Idem
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      Olá Wilson, Já tive um discurso parecido com o seu. Mas veja mais uma ironia da história: hoje mais países estão entrando no clube dos países ricos graças à globalização, entre eles o Brasil. Explicando simplificadamente este processo, o que ocorre é que os países do primeiro mundo crescem menos, pois lá os mercados já estão saturados de produtos. A maioria dos seus habitantes já tem a maioria dos eletrodomésticos e bem duráveis que são sonho da maioria das populações do terceiro mundo. Há um descompasso entre a melhoria da produtividade das empresas e, por outro lado, o ritmo cada vez menor do crescimento de suas populações. Para não estagnarem também, as grandes multinacionais migraram para os países periféricos em busca de novos mercados. Daí o boom de desenvolvimento verificado agora na América Latina e mais especificamente entre os BRICs. Lula foi beneficiado com este cenário, justamente com as políticas “neoliberais” implantadas por FHC. Ao contrário do que vc pensa, Lula privatizou também. Bem menos, até porque não tinha mais o que privatizar. Mas privatizou. Chegou a cometer o mesmo absurdo cometido pelo PSDB de privatizar estradas federais, nos mesmos moldes das criticadas rodovias pedagiadas de SP, o que prova mais uma vez a distância entre o discurso (PT da oposição) e da prática (PT da situação). Sobre a crise de 2008, ela ocorreu pela falta de regulação do mercado financeiro e não por causa do tamanho do estado norte-americano. Aliás, sobre este assunto, o que a história nos mostra também é que quanto maior o estado nenor é a competitividade da economia (e maior a corrupção). Veja o caso dos ex-comunistas. O Brasil se saiu melhor da crise não porque nosso estado seja maior, e sim porque tinha bancos saneados no governo anterior (veja que o pânico inicial da crise veio com a desconfiança no setor financeiro), porque desde 2006 chegaram bilhões em investimentos estrangeiros na bolsa que, por sua vez, turbinaram nossas reservas, o que fez reduzir o risco país e etc, etc. Além do mais pegou o Brasil naquele momento mágico pelo qual já passaram todos os países desenvolvidos: quando a economia passa a ser acelerada pelo crescimento do mercado interno. Daí mais um motivo para o Brasil sair mais cedo da crise, pois os investidores estrangeiros, com todo o primeiro mundo em crise, migraram ainda mais para os emergentes. Sobre o fator previdenciário, vale lembrá-lo que, na oposição, o PT fez de tudo para boicotá-lo. No ano passado, fez de tudo para derrubar o projeto que visava extinguí-lo. O argumento: a extinção aumentaria o rombo da previdência em R$ 45 bilhões. Ou seja, mais uma vez a prática contraria o discurso, pois Lula teve o projeto em suas mãos e o vetou. Deu razão a FHC. Sobre a reforma das aposentadorias especiais o questionamento cabe mais ao governo do PT, pois teve oito anos para implementá-la e nem sequer a cogitou. O primeiro passo FHC deu. Faltou a Lula coragem para dar o segundo passo, mesmo com toda a sua popularidade. Por que não o fez? Porque o Lula só quer mexer naquilo que dá Ibope. Não teve coragem de assumir ônus como fez FHC para promover reformas cujos resultados só seriam colhidos pelos próximos governos. Sobre a balela do FMI, vale lembrá-lo que o mesmo Lula que hoje faz bravata sobre o fundo dizendo que ele explora os países aos quais empresta dinheiro, é o mesmo Lula que empresta uma merreca ao FMI só para fazer bravata nos comícios para os eleitores mal informados. Se o fundo é tão perverso como Lula alardeia nos comícios, então o Brasil não deveria tirar dinheiro que falta aqui para financiá-lo. Eis aí mais uma contradição do PT. Vale lembrá-lo também que o mesmo Lula assinou, junto com FHC, o empréstimo ao FMI que ajudou a acalmar o mercado em pânico com a possibilidade do PT chegar ao poder em 2002. E ainda sobre o FMI, sugiro que leia este artigo sobre o falso pagamento “antecipado” da dívida com o FMI: http://visaopanoramica.net/2009/08/29/lula-e-a-divida-publica-parte-1/ Sobre as privatizações da era FHC, hoje Lula colhe os frutos (emprego e arrecadação) do sucesso das mega-empresas nacionais que se formaram a partir das privatizações. Tanto que Lula não ousou reestatizar nenhuma delas, nem mesmo do setor elétrico que, ao meu ver, deveriam ser hoje de economia mista como a Petrobrás e o próprio BB, que o Lula copiou o modelo com a abertura do seu capital. E aí vai mais uma contradição: o PT agora joga nas mãos da iniciativa privada a construção e manutenção da segunda maior hidrelétrica brasileira (Belo Monte). E o pior: financiada com dinheiro público. Este sim o novo “modelo” de privatização do Governo Lula. Dizer que Serra teria privatizado isso e aquilo é mais um discurso fácil do PT, pois, como vc pode ver, o Lula mente e mente descaradamente.
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    Discurso tucanês sórdido. O entreguismo de FHC de nossas empresas, como a Vale, RFFSA, Embratel, Embraer já desqualifica vocês e seus candidatos.
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      Elson, Nem mesmo o seu guru Lula acredita mais neste discursinho de esquerda alienada. Veja o comentário anterior em resposta ao Wilson, pois ele vale também para vc.
    • Abbud says:
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      Elson faz o seguinte deixe de usar telefone, nao viaje de aviões brasileiros, peça para que todo o transporte de carga ferroviario passe para o rodoviario e troque uma das maiores pagadoras de impostos para o Governo por uma empresa estatal ineficiente. Eu prefiro focar em ações realmente de Estado, Saude,Educação e políticas sociais e econômicas. Já voce parece querer ter uma boquinha em uma destas empresas graças a deus hoje dos brasileiros!
  108. Yoshio Shubo says:
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    Senhores, não sou economista, mas leio bastante a respeito, pois, me preocupo com o futuro. Sou Lula desde a primeira eleição, mas não gosto do PT. Não gosto do PSDB mas admiro a biografia do FHC e o pouco que li sobre Serra, também gosto. Dessa maneira eu tento enxergar de forma imparcial o que aconteceu nos dois governos. É fato que durante um perído até 2003 a economia mundial andava de lado sendo impossível ver no governo FCH o que vemos hoje. É provável que se ele tivesse feito um sucessor em 2002 os números que vemos hoje seriam os mesmos. O que fica claro depois de alguns estudos,sobre as obras de Karl Marx, Schumpeter e principalmente Kondratiev, é que existe um ciclo econômico que se repete. Todo esse movimento de expansão economica já aconteceu em outras época, e o que vemos hoje é a fase de expansão se repetindo. É como se fosse uma onda e só chega na area para descansar, o surfista que sabe surfar. O Brasil está surfando essa onda? Esta! Ela começou em 2003 e pelo que foi observado por esses estudiosos é que ela pode se prolongar até 2028. Por que 2028? De 2003 até 2028 temos 25 anos é tempo médio de maturação de grande projetos. A partir de 2003 começaram as grandes obras pelo mundo inclusive no Brasil. Depois de 25 anos esses projetos estão pagos e o que era capital voltar a ser dinheiro. Quando esse tempo acabar, voltaremos a observar aumento da taxa de juros, contração do crédito, encolhimento da economia global, até que o fenomeno se repita novamente. Se eu estiver falando besteira, peço aos economistas que me corrijam. O que eu quero dizer com esse texto é que não basta crescer, tem que crescer bem, temos que aproveitar a oportunidade que temos hoje, para gerar as grandes reformas sociais, políticas e econômicas. Não podemos perder tempo discutindo quem foi melhor ou pior não dá para fazer comparações. Temos que fazer o levantamento do que ambos erraram e discutir se há tempo de fazer as correções. Olhem para Europa, Japão, EUA, todos já passaram por fase de expansão e hoje estão com dilemas para manter o padrão. Imaginem o Brasil daqui a 50 anos. Como estaremos? Antes de criticarmos qualquer governo, precisamos estudar, precisamos entender a fundo o problema do país. Não conheço o Amilton, essa é a segunda vez que entro no blog, independente do viés partidário, ele abriu um bom meio de debate, mas para valer a pena, é necessário estudar. Leiam a biografia do FCH, leiam a biografia de Lula, entrem no site do CEPAL, FMI, IBGE. Vamos levantar informações e debater o que precisa ser melhorado. Meu pai escolheu o Brasil para viver, pois, ele acreditava que o Brasil seria um grande país, um lugar de oportunidades e liberdade. Eu acredito que chegaremos lá! Depende somente de nós. Viva o Brasil!!
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      Olá Yoshio, Suas preocupações são minhas também, pois acho que a fase atual de crescimento não está sendo bem aproveitada. Como vc disse bem, a economia mundial oscila entre momentos de euforia, retração e crises, seguidos de retomadas e assim sucessivamente. No âmbito de cada país, além destas oscilações temos as diversas etapas de desenvolvimento, as quais conduzem aos indicadores do primeiro mundo. Até os anos 80, um grupo seleto de países haviam atingido este patamar e ditavam o ritmo de crescimento da economia mundial. Com a globalização, o capital cruzou as fronteiras do primeiro mundo e chegou também ao terceiro mundo. Sobre este assunto vou publicar um novo artigo brevemente. Abraço,
    • Abbud says:
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      Yoshio voce em parte tem razão, mas lembre que não basta a onda ser grande, o surfista precisa ter competencia, e neste quesito FHC surfou em uma marola e LULA em um Tsunani, Serra ou Alckmin são muito melhores surfistas que LULA. Mas voce esqueceu do principal, nada será sustentável se não tivermos uma solução para a qualidade de nossa educação básica. Nenhum, absolutamente nenhum país rico que vive o dilema que voce comentou tem um sistema ruim de educação, geralmente estão no topo do ranking educacional e economico, os dois andam junto! Seu pai te deu uma oportunidade que no Japão é sagrado! a Educação! Corremos o risco de sermos vitimas do populismo, pela falta de instrução e educação do povo, ao mesmo tempo que sem ela a conta não “fecha”. Então se correr o bicho pega, se ficar o bicho come! Não tem saida sem Educação!
  109. Paulo says:
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    Sr. Aquino, Não conheço sua pessoas nem suas intenções reais. Não quero que tome as críticas abaixo como pessoais. Criticarei o seu texto apenas, não que eu não reconheça qualidade no que você escreve, mas porque reconheço também um certo partidarismo travestido de imparcialidade. Suas qualidades como retórico são admiráveis. Seu texto mascara muito bem um engajamento anti-PT, utilizando-se de uma falsa imparcialidade, inclusive dando alguns (poucos) créditos a Lula. Porém, essa manobra só engana os menos atentos. É claro que aqui neste espaço não poderemos ter um debate entre iguais, o seu espaço será muito maior, e além disso, meu tempo atualmente é escasso. Mas se sua real intenção for a imparcialidade, convido-o a informar-se melhor sobre algumas questões: 1- Os méritos sobre o programa de combate à Aids são do governo de José Sarney, como presidente e posteriormente como senador. Pesquise o assunto e confira. 2- O Real foi criado antes de FHC assumir o ministério da Fazenda. Você deve saber muito bem disso, se não, leia a fundo a história do real e leia as entrevistas de Itamar Franco, ele faz críticas sérias a FHC. 3- As privatizações foram feitas com a falsa intenção de pagar a dívida externa. No entanto, a dívida pública (externa e interna) cresceu exatamente 346%. FHC deixou o governo com uma dívida que chegava a 54,4% do PIB brasileiro. 4- Privatizar não foi bom negócio como seu texto aponta. Venderam barato o que nunca poderia ter sido vendido. Não terei como explicar-me aqui, mas você é inteligente o bastante para saber o porquê. Busque informações em fontes qualificadas. Aqueles argumentos de “mais linhas telefônicas” não dizem nada sobre qualidade do serviço e preço, só dizem o que é óbvio: empresa privada busca lucros, portanto expande o mercado. Sobre o argumento de que “a Vale hoje emprega mais” é uma contradição grosseira. Quando era estatal, ela empregava muito mais e melhor (via concurso público). Mas alguns têm a péssima mania de rotular as estatais como “cabide de emprego”. A Vale demitiu muitos funcionários ao ser privatizada e hoje quase todo seu controle é estrangeiro. Seu crescimento não se deve à privatização, mas sim à necessidade mundial de recursos dos quais o Brasil dispõe em abundância. 5- A política externa de FHC foi ínfima comparada ao avanço da era Lula. FHC apenas manteve o tripé (EUA, Europa e Japão). Lula reforçou o Mercosul, manteve antigos aliados (o tripé de FHC) e ainda criou novos mercados, expandindo para todos os continentes e em áreas onde o Brasil nunca antes esteve. 6- O PT nunca foi um partido revolucionário, ele se difere muito de partidos socialistas e comunistas. Então, antes de dizer que o PT mudou radicalmente, informe-se melhor sobre a história do partido. Seja justo! Houve algumas mudanças com o decorrer dos anos, o que é normal. O partido deve se adequar às novas realidades. Mas o princípio do PT continua o mesmo. 7- Sobre Hugo Chavéz e outros, sugiro que se informe melhor com urgência. Desculpe dizer, mas nessa área você demonstra completa ignorância. Comece sua pesquisa lendo sobre a tentativa de golpe de Estado liderada por Gustavo Cisneros. O empresário das telecomunicações tentou derrubar um governo democraticamente eleito. Chavéz tem até hoje amplo apoio popular. Em seguida, reconheça alguns avanços do governo Chavez e critique o que se deve criticar, mas com o devido respeito e imparcialidade. 8- Sobre as relações Brasileiras com o Irã, a maioria dos brasileiros ignora o que há por trás da crise entre Irã e EUA. Acho que você é inteligente o bastante para não cair nesses clichês de “terrorismo”, “ditador”… e em todo esse maniqueísmo barato. Para entender o problema, você deve entender antes a amplitude do poder israelita na economia e na mídia dos EUA. Por favor, não caia em clichês e rótulos criados com fins políticos e econômicos. É um jogo de poder, não um jogo do bem contra o mau. 9- Sobre corrupção e ética, para sermos justos deveríamos dizer, a priori, que ambos os governos foram igualmente ruins. Contudo, boa parte dos escândalos no governo Lula é fruto de uma imprensa sensacionalista. Essa mesma imprensa não foi tão ativa no governo FHC. Com FHC as críticas eram moderadas e os escândalos esquecidos rapidamente. É engraçado ouvir alguns dizerem “me decepcionei com o PT”. Análise comigo esse discurso. Quer dizer que com o PSDB eles não se decepcionaram, logo, eles já sabiam que o partido era corrupto, portanto aceitavam a corrupção como coisa normal. Há um senso comum no Brasil que diz que todo político é ladrão. Então aceitamos a corrupção desses partidos: “o PSDB o é corrupto mesmo, deixa pra lá. Para que punir? Político é assim mesmo” Mas com o PT o buraco é mais embaixo. Ninguém aceita o PT metido com corruptos. Tudo vira CPI e o Congresso praticamente pára. Observe que há diferença. Uma analogia: você tem 2 amigos, um em quem você confia muito, pois conhece sua boa índole. Ele é um amigo de infância muito querido seu. O outro amigo é apenas um colega de trabalho em quem você não confia tanto, pois sabe que ele é dado a certos vícios de caráter. Imagine que os dois amigos traem sua confiança. Você naturalmente ficará mais decepcionado com o seu amigo de infância, porque do outro você já podia esperar uma traição. Então, motivado pela decepção (sentimento irracional) você severamente pune o seu amigo de infância afastando-o de seu convívio, sem dar a ele a chance de se explicar. O outro amigo, você apenas o ignora, o deixa de lado, como se a traição dele já fosse esperada, como se fosse algo normal. Observe que a sua punição para os dois é semelhante, porém para o seu amigo de infância o castigo é muito pior. Ele sofrerá muito mais com a perda de sua amizade. Logo, você estará também se auto-punindo por meio de sua teimosia irracional em se manter afastado de seu melhor amigo. É isso o que acontece na maioria das vezes. Na vida, nós punimos muito mais aqueles que amamos do que aqueles que tememos. Maquiavel escreveu (vou parafrasear): “obedecemos muito mais aos que tememos do que aos que amamos” e isso não poderia ser mais verdadeiro, porém triste. Na política é um pouco semelhante. Se você condena toda uma trajetória apenas por causa de algumas pedras, você não está sendo justo. Toda atitude de rasgar suas convicções baseado numa decepção é uma atitude irracional. Ex: “O muro de Berlim caiu, agora não acredito mais no comunismo”, “o PT foi corrupto, agora não acredito mais no PT” etc. Não é assim que se age racionalmente. O comunismo tem ideias boas, o PT (que não é, nem nunca foi comunista) tem um bom governo e bons planos. Seja crítico sim, mas não radical cego. Fazer críticas ao PT é ótimo, eu apoio. Mas há coisas para serem elogiadas também. Decepcionar-se com um partido é uma atitude lamentável e muito infantil. 10- A revista Veja é um caso à parte. Sempre tendenciosa, algumas vezes caluniadora e até golpista. Dois de seus diretores são ex-secretários de FHC. A revista tem ligação com o capital especulativo. Gustavo Cisneros (opositor de Hugo Chavéz) é um de seus sócios. O grupo Naspers (criador do apartheid) também é sócio da editora Abril. Tudo graças a uma manipulação que FHC fez na legislação regulamentar, tornando possível a entrada desse tipo de capital em empresas de comunicação brasileiras. 11- O Real apenas estabilizou a inflação. Não houve distribuição justa de renda, programas de aceleração do crescimento, nem ganhos reais. Quem era assalariado, não teve nenhum ganho, apenas viu sua moeda ser valorizada ante o mercado. Mas isso não reduz em nada a pobreza do brasileiro, apenas estabiliza a vida econômica de quem já possui renda, ou seja, de quem já era consumidor. Não tiro o mérito, foi ótimo para a classe média. Mas daí a dizer que FHC foi melhor no combate à pobreza? Amigo, você foi fundo. Além disso, você sabe e até FHC reconhece que manter a paridade Real-Dólar foi uma péssima ideia. Eu iria dizer que no governo Lula: a)Os apagões da era FHC ficaram para trás, b)O Brasil é, pela segunda vez, o campeão mundial no combate à fome, c)O Brasil está cada vez mais perto de atingir as metas do milênio, d)Copa do Mundo e Olimpíadas no Brasil (incentivo ao crescimento e ao esporte), e)Greves universitárias (no gov. FHC eram constantes) com Lula ficaram no passado. Mas aí você vai dizer que tudo isso que Lula fez foi porque o governo dele arrecadou mais e o de FHC não arrecadava tanto. Pare com isso, amigo! Não se engane! O governo Lula arrecadou mais porque gerou mais empregos formais, consequentemente mais consumo e mais tributos. Os empregos são conseqüência da ampliação de mercados (a alta das exportações). Isso é mérito da política externa no gov. Lula que ampliou o leque de opções de comércio internacional. Outra coisa que favoreceu a alta recorde de empregos foi a diminuição dos impostos sobre material de construção e o conseqüente aquecimento no setor imobiliário e na construção civil. O que o PSDB ainda não aprendeu é que política social não é gasto, é investimento e gera frutos para a economia. Invista no povo, porque tudo que eles consomem se torna tributos e o trabalho do povo produz frutos para o país. Com a redução da pobreza todo o país cresce e todos ganham. Mas o PSDB ainda pensa: “vamos crescer, para depois reduzir a pobreza” – Essa é a marca de Adam Smith. Todavia, a melhor política é o oposto “vamos reduzir a pobreza para o país crescer”-Essa é a marca do pensamento de esquerda. Todo o seu texto foi baseado em Adam Smith. Você utilizou-se apenas do conceito de macroeconomia para (tentar) justificar um sucesso pretenso de FHC. Essa estratégia econômica (a macroeconomia isolada) foi criticada por Marx e por Keynes. Nem mesmo a direita (séria) se baseia em Smith. Sr. Aquino, Seu texto seguiu uma estratégia retórica inteligente, porém a mais óbvia de todas. O que você chama de “necessidade de contextualizar” é conhecido na retórica como “relativização”. Isso mascara a realidade e você deve saber disso. Não sei se sua intenção é justa ou se você quer fazer propaganda partidária. Se sua intenção for justa, sugiro que após pesquisas, reescreva o seu texto, desta vez sendo realmente imparcial. Suas poucas críticas ao governo FHC camuflaram grandes problemas sociais que FHC gerou (não herdou de governos anteriores) e problemas que ele herdou, mas que não resolveu. Dê os créditos ao governo que merece, independente de partido. Evitei fazer as críticas ao PT porque você já fez todas. Espero que você seja justo o bastante para não desqualificar e descartar (ou apagar) todos os meus argumentos. Tente primeiro entendê-los mais a fundo. Depois tome para si o que achar por bem. Proponho uma síntese de pensamentos e não uma ditadura. Sobre você ter sido comunista, lamento que tenha abandonado um sonho unicamente porque “o muro caiu”. Uma ideia não pode morrer assim, essa sua atitude só demonstra imaturidade. Você não precisa ser um comunista doutrinado, mas apenas um comunista, alguém que busca a qualidade de vida para todos. Há uma grande diferença entre ser um comunista cego e doutrinado e ser um comunista sério, imparcial e autocrítico. Quem disse a você que comunista é cego? O comunismo é passível de receber críticas e revisões, com essa intenção foi criado o materialismo histórico. E o comunismo não tem nada a ver com totalitarismo, são duas coisas diferentes. O comunismo pode e deve ser democrático. Pontos positivos do socialismo: 1- A Noruega (maior IDH do mundo) é governada pelo partido dos trabalhadores (socialista) desde 1935 até hoje. 2- A URSS foi uma potencia inegável. O socialismo tirou a Rússia do atraso. Porém, alguns erros foram cometidos no percurso. Aprender com a experiência não é descartar a ideia e sim melhorá-la, adaptá-la, rever o planejamento… 3- Segundo os estudos da ONU, Unesco e OMS (pesquise os números depois) Cuba é uma potência na educação e na saúde: mortalidade infantil menor que nos EUA, expectativa de vida igual a dos EUA, 100% da população é alfabetizada. O país é pobre por questões regionais (compare com os outros países caribenhos) e também em razão do embargo americano que impede o comércio de Cuba com vários outros países. No entanto, miserável em Cuba não há. Mendigos também não há. Cuba é um país com liberdade religiosa, garantias individuais (garantidas por constituição) e com eleições constantes. É muito inocente toda essa crítica que a mídia brasileira (baseada nas agências internacionais) faz sobre Cuba. 4- A China sempre teve as ZEE. O que a mídia chama de “abertura ao capitalismo” é uma visão parcial do fenômeno. Quero dizer que parte do que a mídia diz é verdade, mas apenas parte. A China sempre foi assim tal como é hoje. O atual crescimento chinês é devido principalmente às contradições do próprio capitalismo. Tome esses pontos como exemplo. O socialismo existente não é o terror que o senso comum (cegamente) acredita. Problemas há, mas também há muitas soluções. O capitalismo também tem seus problemas (e como tem)! Entre cada 7 norte-americanos, 1 vive na pobreza. É melhor ser um cubano pobre que um norte-americano pobre. Desculpe por qualquer coisa que tenha ficado mal esclarecida. Realmente escrevi com pressa. Peço que busque sempre evoluir, sintetizar ideias e não doutriná-las. Paz! Há mais sobre a editora Abril (da revista Veja). Leia aqui: http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=330 45 escândalos da era FHC: http://www.consciencia.net/corrupcao/documentos/fhc-45escandalos.html Assista ao filme “Sicko – SOS Saúde” de Michael Moore.
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      Olá Paulo, Vc é um dos poucos petistas respeitosos que aparecem por aqui. Bem diferente de Lula que não respeita adversários, instituições, leis, nem a própria memória, já que frequentemente participa de comícios defendendo de forma cínica, com toda o sarcasmo que lhe é peculiar, idéias que antes combatia veemente, sem ao menos pedir desculpas pelos equívocos do passado. Portanto, uma das coisas que mais me admiram hoje é ver alguém bem intensionado, como parece você, continuar admirando alguém com tais características. Quem respeita merece respeito. Seja bem vindo! Minhas motivações acredito que ficaram claras no meu perfil. Se minhas críticas concentram-se mais em Lula, isto acontece porque detesto mentiras e percebo que sua popularidade foi construída justamente com meias-verdades e com a desconstrução do seu antecessor. Logo, posso dizer que a minha principal motivação é restabelecer a verdade, colocar os pingos nos “is”. Sei que sou apenas uma gota d’água que vai de encontro a correnteza, mas ainda assim continuo falando daquilo que acredito, perseguindo sempre o que é justo, independentemente dos objetivos partidários. Também não estou com muito tempo (pode ver que passei quase um ano sem postar artigos), então vou ser bem objetivo, até porque todos os itens citados por vc já foram exaustivamente debatidos por aqui. Por isso, vou citar também alguns links do nosso blog. 1) A comparação proposta é entre FHC e Lula. Veja que tentei ser objetivo no texto principal e, mesmo assim ficou muito longo. Agora imagina se para cada ponto abordado eu tivesse que falar de sua gênese. Mas sua observação sobre a contribuição de Sarney é bem vinda. Ela enriquece o debate e faz justiça, mesmo a este crápula que é Sarney (agora elevado a categoria de cidadão acima da lei por Lula). Portanto, os méritos de Sarney não tiram os méritos do Governo FHC no combate a AIDS. Cada um na sua. O legislador legisla. O executivo executa. E, convenhamos, foi no Governo FHC que o programa de combate a AIDS ganhou projeção mundial. Isto é um fato. 2) De fato FHC foi injusto com Itamar. Ele tem razão de criticá-lo, da mesma forma que Itamar tem razão de criticar Lula pelos mesmos motivos que criticamos aqui, pois ambos, FHC e Lula, se deixaram levar pelos seus superegos, Lula bem mais, já que não consegue fazer um único pronunciamento sem tentar se elevar ainda mais e, em contrapartida, diminuir todos os seus antecessores, principalmente FHC, sua obsessão. Quando falo dos méritos de FHC na estabilização da economia não me refiro especificamente a engenharia econômica implementada no Governo Itamar e conduzida por FHC, quando ministro. Derrubar a inflação nos primeiros meses todos os outros planos anteriores conseguiram. O grande desafio, portanto, foi resolver os problemas econômicos que vieram à tona com a queda da inflação (entre os quais o mais grave foi a explosão da dívida) e segurar o Real em meio a um ambiente turbulento entre as economias emergentes. Sobre este assunto, sugiro que leia o seguinte artigo: http://visaopanoramica.net/category/divida-publica/ Vc vai entender melhor do que estou falando. 3) No mesmo artigo que indiquei antes faço uma comparação do processo de endividamento da era FHC e da era Lula. O endividamento da era FHC não poderia ter sido evitado, o da era Lula sim. Sugiro que leia também nossa série sobre a dívida. Vc vai ver quanta mentira há também nesta área. Se não tiver tempo para ler os dez artigos, sugiro então que leia uma resposta ao leitor José Luiz P Santos, ainda nesta semana: http://visaopanoramica.net/2009/09/12/lula-e-a-divida-publica-parte-3/#comment-877 4) Sobre as privatizações, acho que FHC se equivocou nas concessões de estradas e no setor energético , já que este é um setor estratégico. Poderia ter aberto o capital de tais empresas como fez com a Petrobrás. No mais, as privatizações foram corretas. O governo não tinha dinheiro para fazer os investimentos que foram feitos e nem a competência para gerir tais empresas, sem usá-las como cabide de empregos, como ocorre hoje com os Correios, por exemplo. Se a qualidade dos serviços das empresas de telefonia caiu, é porque o Governo também aparelhou as agências que tinham a função de monitorá-las. Além do mais, Lula, apesar do discurso, continuou privatizando. Aliás, repetiu um dos mais lamentáveis erros de FHC ao privatizar também estradas. Pior: criou uma nova modalidade de privatização: vende títulos da dívida a juros de 10 e 12% ao ano e repassa ao BNDES para que este empreste a grandes empresas a juros de 4% ao ano para que estas construam usinas hidrelétricas, como a de Belo Monte, por exemplo. Nem 8, nem 80, amigo. Sugiro que leia o debate com o leitor Lívio no seguinte link: http://visaopanoramica.net/2009/07/19/contextualizando-o-governo-lula/ 5) Na primeira versão que escrevi deste artigo dei ponto para Lula neste quesito, pois reconheço que foi importante diversificar os parceiros comerciais. Discordo, no entanto, do estreitamento das relações com ditadores, principalmente do Irã e da desastrada atuação em Honduras. Se hoje o Brasil tem uma atuação mais importante no cenário mundial, isto tem a ver também com a elevação do país a condição de BRIC. Vale salientar que o país ganhou este status de BRIC (indicação do país aos investidores como uma das promessas de ser uma das maiores economias das próximas décadas) foi feita em 2002. Portanto, pelos méritos do que foi feito no período FHC. Claro que nossa democracia ganhou um charme especial por ter eleito um ex-metalúrgico para a presidência e Lula soube capitalizar muito bem este fato. Mas, qualquer que fosse o presidente nos dois mandatos de Lula teria tido uma maior importância do mesmo jeito, pois a fama internacional de Lula está diretamente vinculada a ascensão da economia brasileira, algo que tem muito pouco a ver com a atuação do atual governo. 6) Que o PT mudou é notório. Tudo muda, todos nós mudamos. Minha queixa com Lula neste assunto é que ele não teve a humildade que a Marina teve, por exemplo, de assumir que estava equivocado quando fazia oposição ostensiva a tudo que o governo FHC propunha. Pelo contrário, ele sempre procura acirrar os ânimos, chegando ao cúmulo da cara-de-pau de chamar de idiotas os que criticam hoje o Bolsa Família, mesmo tendo ele feito críticas semelhantes aos mesmos programas lançados por FHC. Sugiro que veja este vídeo para entender melhor do que estou falando: http://www.youtube.com/watch?v=khrWYPd3hRQ 7) Sobre Hugo Chaves, este está agora colhendo o fruto do seu populismo. A Venezuela neste ano será, ao lado de Cuba e do Haití, os únicos países em recessão na América Latina, que vai ter um crescimento médio de 5%. Sua popularidade foi conseguida com um cenário extremamente positivo e que ele não soube aproveitar. Explico: quando ele assumiu, em 1998, o preço do barril custava US$ 17,2400. Em meados de 2008 chegou a US$ 151. Se vc considerar que a indústria do petróleo corresponde a 50% da arrecadação daquele país, dá para imaginar a festa que foi para o Chaves administrar a Venezuela nos últimos anos. Como ele aumentou os gastos na mesma proporção que aumentou a arrecadação (Lula aumentou ainda mais do que o crescimento do nosso PIB), quando o preço do barril caiu para US$ 75, ficou difícil cortar os gastos e então o mundo dele caiu. É exatamente isso que temo que aconteça com o Brasil, pois embora continuemos batendo recordes de arrecadação a cada ano, continuamos fazendo malabarismos contábeis para fechar as contas. 8 – Sobre as relações com o Irã, acho um dos mais lamentáveis erros de Lula. Acho, inclusive, que todos os países democráticos deveriam fazer um tratado para isolar totalmente os países com regimes autoritários, não apenas para forçar a queda das atuais ditaduras, como também para evitar que novos ditadores surjam. Acho inadmissível que em pleno século XXI sejamos exortados a considerar como um mero “traço cultural” (como sugere Lula) o apedrejamento de pessoas até a morte, sobretudo de uma mulher e por um motivo tão fútil. E olha que eu também não simpatizo com Israel. Aliás, defendo a causa palestina. Mas isto não me coloca ao lado de Ahmadinejad pelo simples fato de ser inimigo de Israel. A mesma coisa digo em relação a briga PT / PSDB. Procuro sempre seguir minha consciência, independente de lado. 9) Concordo com sua analogia sobre o amigo. De fato me doeu muito mais ver os escândalos de corrupção no partido que eu achava que tinha a ética como principal bandeira do que com o PSDB, um partido de centro-esquerda com alguns políticos mais à direita. No entanto, minha decepção não é apenas com os escândalos, mas, principalmente, pela chance que perdemos de dar um salto de qualidade na nossa política. Apesar de sair ileso do escândalo do mensalão, ora jogando toda culpa para os aloprados, ora atribuindo as denúncias a um “golpe da direita”. A recente proteção de Lula a Sarney foi apenas mais um capítulo nesta minha decepção que a cada dia fica maior com as cada vez mais constantes demonstrações de cinismo a cada comício em que Lula se coloca acima de tudo em seu já conhecido tom inflamado. E veja a que ponto chegamos: escândalos de corrupção já não mais causam indignação. O presidente desrespeita as leis, diferencia cidadãos segundo sua posição política, mente, admite que mente, ameaça o Ministério Público com uma possível “castração de poder” e nada acontece. Aliás, acontece sim: a cada dia fica mais popular, enquanto que a justiça, a imprensa e a oposição ficam mais acuados. Com a popularidade alcançada, Lula poderia se redimir um pouco dos erros cometidos nos últimos anos pelo menos rejeitando a política do toma-lá-da-cá que chegou ao seu ápice nas relações escusas com o PMDB ou simplesmente se comportando como um republicano, não interferindo nas eleições atuais como está fazendo. E olha que no início do seu primeiro mandato ele chegou a elogiar FHC pelo comportamento republicano que teve nas eleições de 2002. Mais uma vez ele esquece suas próprias palavra e faz agora justamente o contrário. Pior: dividiu a população entre os que o apóiam incondicionalmente e os que, como eu, ousam a criticá-lo. 10) Embora discorde da posição cada vez mais antagônica da Revista Veja em relação a Lula, compreendo sua posição, pois sinto a mesma indignação. Mas não foi sempre assim. Já li várias reportagens na Veja enaltecendo Lula, principalmente no primeiro mandato. Depois que Lula se safou do mensalão ele foi ficando cada vez mais cínico e despreocupado em relação à imprensa, pois o PT, através de um dos seus porta-vozes de segundo escalão, meu conterrâneo antes admirado, Fernando Ferro, tratou de também de desqualificar a imprensa com a história do “PIG”. É a velha estratégia usada pelos advogados de desconstruir a imagem do opositor para que seus argumentos não façam mais efeito. Não importam mais os argumentos, os documentos, as provas, pois tudo que vem do “PIG” é conspiração da direita. Como todos podem ver, a tática funcionou. Tanto com a oposição, quanto com a imprensa. Enquanto isso o PT segue na sua trajetória crescente, inchando a cada eleição e cada dia mais parecido com tudo aquilo que criticava. 11) O dado que citei que compara a redução da pobreza entre os primeiros mandatos de Lula e FHC é da Fundação Getúlio Vargas. Não sei sua idade, mas pelos seus argumentos em relação à inflação deduzo que vc é bem jovem. Amigo, o maior imposto já pago neste país foi o “imposto inflacionário”, não só pela corrosão do salário no decorrer do mês (principalmente dos mais pobres que não tinham como se proteger em bancos), como também pela estagnação que jogou a economia brasileira por mais de 20 anos e pelas dívidas nos três níveis de administração que ajudou a ocultar durante todo o tempo em que nos assombrou. Quando finalmente foi domada, aí vieram à tona as dívidas dos estados e municípios que elevaram substancialmente a dívida na era FHC e prejudicando todos os indicadores financeiros do país, justamente na época mais turbulenta para os emergentes que foi o período do segundo governo FHC. Como disse na comparação, os méritos de Lula no Bolsa Família devem também ser computados para FHC já que foi ele quem implantou os programas que o originaram. A duplicação de famílias atendidas na era Lula nada mais é do que uma conseqüência natural do crescimento da economia brasileira, beneficiada pelo cenário internacional favorável e pelo crescimento natural das nossas empresas, crescimento este que turbinou a arrecadação do Governo ano após ano. Uma simples analogia para vc entender o que aconteceu com o Brasil nos últimos 16 anos: um pai de família tinha três filhos e um salário de R$ 1.000,00. Aos poucos sua renda foi melhorando e, 16 anos depois, sua renda chegou a R$ 10.000,00. Lógico que a família aumentou (ganhou mais um filho) e teve também uma perda inflacionária no período, mas convenhamos, ficou muito mais fácil para este pai de família proporcionar o bem estar de sua família. Com o Brasil aconteceu o mesmo. Os méritos do Governo Lula ao incentivar a indústria da construção civil tem mais a ver com a necessidade de acelerar o crescimento da nossa economia que até o final do primeiro governo Lula cresceu muito aquém de suas possibilidades. Daí surgiu o PAC (e de quebra o plano eleitoreiro de eleger a sucessora). E o que é o PAC? Aceleração artificial do crescimento da economia através de empregos e obras temporárias às custas de dinheiro financiado com a emissão de títulos públicos que, por sua vez, impedem que a dívida pública diminua gradativamente, como deveria ser já que o superávit primário foi criado para quitar a dívida em dez anos. Como resultado, continuamos campeões de juros altos. Pagamos para acelerar o crescimento e pagamos para frear o crescimento quando este bate na casa dos 7% através do aumento da Selic. Como resultado, já pagamos mais de R$ 1 trilhão de juros e a dívida interna bruta herdada de FHC ainda assim foi multiplicada por 3. Em outras palavras, as medidas que o Governo Lula tomou (e que vc cita tão empolgadamente), embora acertadas, soam mais como paliativos, já que o Governo não foi capaz de eliminar os gargalos que emperram nosso potencial de crescimento. Por isso mesmo continuamos a crescer com médias bastante inferiores a dos demais BRICs. Sobre o erro da paridade Real-dólar, também sugiro um ótimo debate que tive com o leitor André Nogueira: http://visaopanoramica.net/2009/10/24/lula-e-a-divida-publica-parte-9/#comment-879 Sugiro também que leia meu último artigo sobre a última matéria publicada pela revista The Economist sobre o crescimento da América Latina: http://visaopanoramica.net/2010/09/14/um-olhar-estrangeiro-sobre-a-america-latina-o-brasil/ Quanto ao meu descrédito no comunismo, ele é justificado pela história, pois não existe um único exemplo bem sucedido no bloco comunista (se é que ainda podemos falar de “bloco”, já que um dos últimos remanescentes que vc cita como exemplo, Cuba, agora já se prepara para abrir a economia). Os bons resultados sociais alcançados por estes países há algumas décadas só foi possível porque o ritmo de inovação tecnológica ainda era lento. Bastou acelerar um pouco o ritmo das inovações tecnológicas, e aí então o bloco comunista ficou para traz. Poderia escrever mais sobre este assunto, mas percebi que o amigo Abbud abordou muito bem a questão, então vou ficando por aqui. Agora, usar a Suécia como exemplo de país socialista, amigo, vc foi um pouco longe demais. A Suécia, embora tenha como regime a monarquia, é um dos países mais democráticos do mundo, com uma economia capitalista moderna e globalizada. De fato é um dos melhores exemplos a serem seguidos. Em comum com o Brasil só a alta carga tributária. A diferença, no entanto, está no que ela dá em troca. Quanto a lista de 45 escândalos que vc citou da era FHC, sugiro a uma lista com mais de 100 escândalos apenas no período de 2003 a 2007: http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=1795 Sobre o Michael Moore saiba que eu sou um de seus fãs. Acho um tanto manipulador, mas acima de tudo corajoso. Sua crítica a saúde privada é justa, assim como as demais críticas dos seus outros documentários. O fato é que o modelo norte-americano não pode e não deve ser seguido pelo mundo. A globalização vai a cada dia se espalhar pelas nações mais atrasadas, reduzindo a distância entre países ricos e pobres, embora não consiga reduzir as desigualdades. Isto só vai ser conseguido algum dia com a evolução da humanidade, e não com a imposição de modelos como foi feito com o comunismo. Abraço e muita paz!
  110. Abbud says:
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    Paulo alguns contrapontos ao seu discurso velho e cego na minha humilde opinião: O programa da Aids pode até ter sido iniciado antes, mas diferente de seus amigos petistas, o PSDB não costuma elilmiar ou mudar de nome o que é bom so por que foi feito por outro partido, nem colocar a culpa dos problemas do Brasil nos outros. Se voce acha que o Governo é eficiente administrando as ex estatais de aço, telefonia, minerio, e aviões, fica dificil discutir com voce, estes setores são mundialmente privados, extremamente competitivos e globais, e sem estes setores fortes e competitivos não há economia competitiva, me diga uma empresa 100% estatal em setores industriais e de serviços que sobrevive hoje em um ambiente global e de competição justa? Se voce acha que uma estatal emprega melhor do que uma empresa privada, só por ai ja vemos que existe um desequilibrio, empresas iguais em setores iguais que pagam mais para funcionários menos eficientes não tem como serem eficientes! é a lógica do trabalho e recursos. Da onde voce tirou que a Vale é em grande parte de capital externo, e mesmo que fosse não haveria problemas, por que quem é dono dela, e hoje voce realmente pode ser dono comprando ações, quer o lucro e o crescimento da empresa, já o Governo tende quase sempre a querer usar a empresa como um braço político, e ai sim fica na mão de poucos políticos. Amigo desculpe, mas voce não sabe a diferença entre socialismo e comunismo, ai tambem fica dificil discutir, Cuba a China a ex URSS são comunistas, a Noruega e Suecia são considerados países socialistas, a diferença básica é que enquanto no socialismo o Governo garante a igualdade para a sua população, com Educação igual, Sáude Igual e Assistencia Social universal também há a diferenciação pelo merito e trabalho, quem estudou e trabalha mais ganha mais mas não muito mais do que o que estudou menos e trabalha. Já no comunismo não há diferenciação (exceto na China como abordarei a seguir), é um sistema independente do mérito e do trabalho, a não ser é claro a diferença se voce é do governo ou não, e isto explica os regimes ditatoriais necessários nestes sistemas sem exceção. É mais ou menos assim: A revolução francesa pregou a “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, O Lulismo melhorou e prega a “Liberdade para o Governo, Igualdade para o Povo e a Fraternidade com os companheiros” O plano real meu amigo, sim!, apenas acabou com a inflação, e com ela eliminou a maior geração de desilgaldade, e resistência ao crescimento economico, e nenhum outra ação de Governo até hoje distribuiu e aumentou tanto a renda do Brasil em tão pouco tempo! Ou voce com sua ideologia cega e antiga, vai dizer que o Bolsa Familia é muito mais eficiente para a distribuição de renda e geração de empregos? A inflação é ruim para todo mundo mas é muitas vezes pior e cruel com o pobre que nem conta em banco tem! Ma pelo menos agora, lendo seu texto eu entendi por que o PT foi contra o Plano Real!Lamentável.. Me diga algum país que conseguiu se desenvolver com hiperinflação!? Nenhum! portanto a eliminação da inflação é o primeiro passo para qualquer coisa, inclusive o populismo lulista atual! A China sempre foi negociadora, a milhares de anos eles fazem isso ,e ela cresce hoje por que simplesmente através do seu regime ditatorial e mãos fortes, investiu na industria para exportação, sendo sócio do capital externo de países mundo afora, colocando a disposição todo o seu gigantesco mercado interno, ao fazer isto ela mesclou o sistema comunismo a um capitalismo controlado,um verdadeiro negócio da China. Só que isso só é sustentável enquanto a população estiver sentindo que esta participando do crescimento com o aumento dos seus salários e ganhos, e então o Chines vai gostar de ganhar dinheiro como o Japones e o Coreano gostaram no passado recente, e os seus custos de produção já não serão os mais competitivos do mundo e ai o crescimento estabiliza, as pessoas começam a querer mais, a se informar e então a quebra do regime comunista será eminente! Lembre-se meu amigo que o Brasil foi a China na década de 70, não por acaso também vivíamos uma ditatura, so que diferente da China não ficamos sócios do capital, o capital veio e foi dividido e surrupiado por poucos, e depois foi embora deixando a inflação e a divida externa como uma verdadeira herança maldita! Seus argumentos com relação a política externa chegam a parecer piada, mas explicam sua cegueira, pois Chaves é popular na Venezuela em parte pelo mesmo motivo que Lula no Brasil, assistencialismo e populismo. Na verdade Lula gostaria de ser Chaves mas não consegue, se ele conseguisse ele fecharia a Veja que voce gostaria e critica, se perpetuaria no poder como Fidel e demais ditadores comunistas que voce acha corretos e justos! Quem deve se informar melhor acho que é voce amigo, mas não leia informações do Governo, nós ainda não vivemos um regime sem liberdade de imprensa então voce ainda pode buscar outras fontes!Ai verá que a Venezuela foi o país que menos cresceu no mundo e que os apagoes são diários, ahh ta… mas ai voce vai dizer que foi a falta de chuva, o que não vale para o Governo do FHC, que apesar de não ter tido apagão nenhum e sim uma mobilização pelo racionamento, não pode deixar de ser culpado pela chuva! Já Lula e Dilma pelo blecaute…ahhh ai sim foi um raio divino que caiu na linha de Furnas! Se voce acha que o Irã não quer fazer a Bomba Atomica, que Chavez não quer se perpetuar no poder, que Cuba é uma ilha de prosperidade, e que fazendo comercio com 3% do mundo vamos conseguir aumentar em 10% o nosso comercio, então voce precisa aprender a fazer conta e ler mais de uma fonte de informação. Melhorou o Mercosul? O que é isso meu amigo! Lula com suas benevolencias com os vizinhos, criou exceções para tudo no Mercosul, cotas de geladeiras, sapatos, carros e etc…e todas elas contra o Brasil, e com isso ele transformou o Mercosul e uma literalmente “zona” de livre sanções! Ah ta mas isso sai na Veja e voce não le a Veja….Mas tambem saiu em todos os Jornais mas voce também não acredita..Mas todos os especialistas falam, mas voce não os dá credibilidade. Quando a sua pergunta sobre o que é melhor, se ser Americano ou Cubano, pergunte aos cubanos! que na sua maioria não pensaria duas vezes se tivessem a chance de fugir. Enfim fique tranquilo amigo, estes fatos óbvios não vão influenciar a eleição, pois a maioria esmagadora dos eleitores de Dilma Lula da Silva, que não tem uma boquinha no esquema, não sabe nem que a revista Veja existe, jornal então só serve para limpar…
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      Abbud, Discordo de vc apenas sobre a diferença entre socialismo e comunismo. Segundo, Karl Marx, o socialismo seria uma fase de transição entre o capitalismo e o comunismo. Porém, em ambos os casos, o Estado advoga a propriedade pública e a administração dos meios de produção. Diante das dificuldades de como implantar o modelo, logo surgiram os reformistas admitindo uma economia de mercado, porém ainda planejada pelo Estado. Ou seja, este definitivamente não é o caso nem da Suécia nem da Noruega. De fato, tais países são ótimos exemplos de igualdade de acesso à saúde e educação. No entanto, suas economias são sim capitalistas, com empresas muito competitivas como a Volvo, Scania, SKF, Ericsson, por exemplo. Aliás, assim como acontece com nossas multinacionais, nas suecas também ocorre uma internacionalização de suas ações, inclusive com fusões e parcerias com multinacionais sediadas em outros países. Recentemente a Ford vendeu sua parte da Volvo para uma montadora chinesa que se tornou sua maior acionista. Coisas da globalização.
      • Abbud says:
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        Aquino, é questão de semantica, Karl Marx talvez tenha idealizado o Socialismo como um caminho para o comunismo como voce disse, mas o socialismo na forma mais ampla signfica socializar as oportunidades e serviços sociais, independente do capital de cada indivídio, nestas questão não há a relação capital e trabalho. Trabalho em empresas suecas a 12 anos, 6 anos na ABB e 6 na SKF , uma das empresas que voce colocou na sua lista, então posso dizer com propriedade que a Suecia é sim considerada um país socialista neste sentido mais amplo, todas as empresas que voce mencionou tem capital misto porém controle privado, todas as empresas suecas tem participação da coroa sueca que faz o papel do Estado. Os Países Nórdicos em geral possuem um sistema que podemos chamar de Socialismo de Capital, todos são donos e socios das principais empresas inclusive o Estado, porém o controle e administração é sempre privado, os impostos são pesados e as diferenças de renda entre o mais alto nível e o mais baixo é muito pequena, então quando as empresas vão bem todos ganham e o Estado tem grande capital para garantir alto nível de serviços de saúde e educação principalmente. Este é o modelo que vejo como o mais próximo do ideal, o capital é socializado pelo trabalho e mérito, e assim temos o verdadeiro ganha ganha, se o empresario ganha os funcionarios e o estado tambem ganham, e se um perde todos perdem! Abraços
  111. Garota says:
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    Petista doente não sou… Mas… O que adianta realizar as reformas macroeconômicas e não saber conduzí-las? Lula só deu continuidade ao que FHC já deixou pronto? Isso sim é ser alienado. E todos os resultados positivos (E COMPROVADOS!) que podemos observar nesses últimos anos, deve-se a boa administração do nosso presidente. FHC pode ter feito um bom governo durante seu primeiro mandato, mas não soube conduzí-lo no segundo. Ao contrário de Lula, que “preparou e semeou a terra” em sua primeira gestão, para depois “colher os frutos” na sua segunda gestão. E disso, tucanos doentes, vocês tem que tirar o chapéu! ps: não votarei na Dilma, e não sou petista doente, mas…a realidade é mais forte do que “dados” irrelevantes!
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      Garota, Seu raciocínio é bastante simplista. O senso comum diz que FHC fez um bom primeiro mandato e desandou no segundo. Certamente ele se cansou da popularidade alcançada no primeiro mandando e então resolveu mudar tudo, ou então desaprendeu. Fez o carro mas não soube dirigir! Ora, garota, é claro que isso não faz nenhum sentido. O que ocorreu no segundo mandato de FHC foi resultado de uma conjunção de fatores internos (aumento da dívida e consequentemente a piora de todos os indicadores econômicos) com um cenário mundial recessivo e cheio de crises, principalmente entre os candidatos a emergentes como o Brasil. No caso de Lula aconteceu justamente o contrário: a conjunção de fatores internos (política econômica acertada) com o cenário internacional de maior crescimento dos últimos 30 anos, além de uma mudança no cenário econômico mundial que redirecionou os investimentos internacionais para os países emergentes. O aumento do PIB mundial mostra bem a diferença de cenários, pois praticamente duplicou nos 8 anos de Lula, enquanto que em todo o período FHC aumentou de US$ 30 trilhões para US$ 33 trilhões. Mas é compreensível. Nossa população não sabe nem o tamanho do PIB do Brasil, como vai poder comparar com o PIB mundial? Sugiro também que leia meu último artigo sobre a última matéria publicada pela revista The Economist sobre o crescimento da América Latina: http://visaopanoramica.net/2010/09/14/um-olhar-estrangeiro-sobre-a-america-latina-o-brasil/ Vc vai ver que o progresso dos últimos anos aconteceu na América Latina como um todo, em mais uma prova de que Lula governou na inércia.
  112. Paulo says:
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    A indiferença é a melhor resposta a quem desconhece o item mais básico da inteligência: a educação. Portanto, vou responder apenas a quem merece. Sr. Aquino, Acrescentarei alguns novos itens para a sua reflexão. 1- Eu disse Noruega e não Suécia (leia de novo o que postei) Noruega, partido socialista, no poder desde 1935. País com o maior IDH do mundo. Página do Partido dos Trabalhadores Norueguês (em inglês): http://arbeiderpartiet.no/Kontakt/Information-in-English 2-Sobre os ataques que Lula faz ao PSDB. Concordo, mas estes ataques são também defesas. Acaso o PSDB reconhece ou reconhecerá alguma melhoria feita pelo PT? Não, exceto com intenção eleitoreira. O PSDB sempre atacou o PT, inclusive de forma muito mais baixa que o PT ataca o PSDB. Exemplos não faltam. O que a maioria das pessoas pensaria se visse o Lula elogiando o governo anterior? Mesmo que fosse um reconhecimento justo, se ele o fizesse não seria compreendido pela maioria das pessoas. Isso seria dar votos para a oposição. Esse joguinho eleitoreiro é baixo, porém é necessário numa democracia baseada em dicotomias. Atacar a oposição é perfeitamente normal numa democracia ainda recente, e o PSDB também faz isso (com motivação eleitoreira e não necessariamente verdadeira). Espero que no futuro todos os partidos e ideologias possam governar igualmente, escolhendo a melhor ideia entre eles não importa de quem venha. Mas isto ainda vai demorar um pouco. Recentemente o PSDB mudou seu discurso. Ele percebeu que criticar Lula é ir contra a opinião da maioria dos eleitores, então, apenas com motivação eleitoreira, o PSDB parou de criticar o Lula e o Bolsa-Família e agora vive afirmando que irá amplia-lo. Você acusa Lula de ser ingrato. Mas o PSDB tentou ficar com créditos de governos anteriores e mais recentemente também quer os créditos do governo petista. Logo, não há jogo limpo de nenhuma das partes. Se o Lula agradecesse ao FHC ele estaria sendo ingênuo e burro, porque FHC não fará o mesmo. FHC é o político mais arrogante e vaidoso que existe. Chama a atenção para si, não reconhece o esforço de outros e usa de um discurso convincente, porém falso. FHC chega a parecer imparcial. Esse é o pior de todos os mentirosos, aqueles que escondem sua verdadeira opinião atrás de um discurso que soa como imparcial sem na verdade sê-lo. Ele não mente, ele manipula os fatos. Não é a toa que Betinho (Hertert de Sousa, sociólogo, Deus o tenha) criticou FHC. Além disso, não custa lembrar: FHC ao assumir a presidência: “esqueçam tudo o que eu escrevi”. FHC durante: “os aposentados brasileiros são vagabundos”. 3- Macroeconomia. Você continua pensando como Adam Smith. O que você chamou de macroeconomia (que seria uma teoria de Keynes) é na verdade a microeconomia de Adam Smith, só que aplicada ao Estado. Esta é uma falácia comum, aplicar conceitos econômicos empresariais a um Estado. Você aplicou uma teoria caduca, mas deu a ela o nome de uma outra teoria, esta amplamente aceita. Karl Marx respeitava muito Adam Smith, mas não deixou de criticá-lo rigorosamente. Keynes fechou a tampa do caixão de Smith com sua teoria macroeconômica. Porém, a macroeconomia isolada é uma prática tão caduca que apenas a direita norte-americana e o PSDB a usam. A direita européia está um século mais evoluída nesse aspecto (mas em outros ela é caduca também). No mundo hoje não podemos ser arrogantes ao ponto de adotar apenas uma teoria econômica. As teorias com base marxista somadas às teorias de influência keyniana são as que mais dão certo no mundo. Exemplo: Europa ocidental. 4-Capitalismo, Socialismo e Comunismo: Entre cada 7 norte-americanos, 1 vive na pobreza. A classe média tem consumo, mas não tem qualidade de vida: saúde, educação etc são ruins. Imagine a desigualdade com que um pobre norte-americano convive. Ele seria mais feliz em Cuba, onde não passaria fome, teria educação, esporte e uma das melhores saúdes do mundo, além de não conviver com a humilhação e o preconceito das elites. Pobreza e riqueza não podem conviver lado a lado. É melhor um país pobre, porém justo, do que um país rico e desigual. É uma questão de bom senso e de humanidade, não de economia. Ninguém pode ser dono de um rio, uma terra, uma montanha. Essas coisas existem para permitir que haja vida, portanto, é desumano e anti-ético apropriar-se de bens naturais ou de qualquer outra coisa que seja necessária à vida. Hoje, alguns remédios, tratamentos, trabalho, casa, cama, escola, computador são coisas tão necessárias quanto o ar. É impossível haver qualidade de vida sem essas coisas. Cuba nunca foi fechada ao mundo, o embargo estadunidense é que a bloqueou. O que Cuba está fazendo hoje é o que a China já fazia há décadas. E nos países capitalistas onde não há um socialismo paralelo, a desigualdade social fará as pessoas se revoltarem contra as elites. A queda desse tipo de capitalismo é certa. Assim foi na Noruega e assim é na França, Alemanha e Inglaterra, países capitalistas, mas que adotaram um socialismo paralelo. O socialismo existente nesses países europeus é fruto da luta do povo e de partidos de esquerda. Isso culminou nos direitos trabalhistas que temos hoje em todo o mundo. O comunismo não é caridade nem filantropia, Marx criticou os filantropos chamando-os de reformadores do capitalismo. O comunismo é justiça social, é acabar com a exploração do trabalho, é criar uma economia cooperativista e independente de fatores externos (isso não significa ser uma economia fechada). O comunismo é a verdadeira democracia (poder para o povo). O comunismo não pode ser imposto a um povo, ele nasce do povo, de sua vontade de se governar. Um povo bem instruído caminha nesse sentido, por isso, o comunismo é inevitável. A redução da carga de trabalho já é uma tendência mundial necessária para manter o capitalismo vivo. Com o tempo, modos de produção autosustentáveis também o serão. A redução das desigualdades, a inclusão social e a convivência pacífica com as diferenças são sonhos que nunca se apagarão no seio da humanidade. 5- O problema de quem se apega demais apenas aos números. Conta hipotética: O país A tem PIB de 10 trilhões e o país B tem PIB de 2 trilhões. O país A cresce 4% (passa a ter PIB de 14 trilhões) e o país B cresce 100% (passa a ter PIB 4 trilhões). O país B cresceu muito mais, entretanto, veja que a diferença entre eles aumentou. Primeiro, a diferença entre eles era de 8 trilhões, agora a diferença entre eles é de 10 trilhões. Logo, quando criticavam o governo dizendo: “O Chile cresceu mais que o Brasil” os críticos omitiam o fato de a diferença entre Brasil e Chile ter aumentado. Apesar dos números mostrarem que o Chile cresceu mais, ele se tornou mais pobre em relação ao Brasil. E alguns pensam que a Globalização econômica diminui a diferença entre países ricos e pobres, mas muito pelo contrário, a diferença entre eles aumenta. Basta enxergar além dos números ou saber realmente analisar números de forma crítica. O sentido que as riquezas tomam é sempre em direção às suas matrizes, nunca às filiais. Gráficos e pesquisas estatísticas dão a falsa impressão de serem objetivas e incontestáveis. Realmente, a pesquisa pode ser séria (ter boa amostra e método), porém é uma das “ciências” mais manipuladoras que há. Quando você contesta corretamente os números e gráficos, ao invés de aceitá-los, você descobre que “a verdade” está ali e ao mesmo tempo não está. 6- Hipótese remota Hipoteticamente, se Serra vencesse em 2010 você o criticaria com a mesma dureza que critica o Lula? Desculpe, mas acho que não. Ainda não me convenci de sua imparcialidade. Baseado no comportamento de Serra na constituinte (votou contra vários direitos trabalhistas) e também no que ele fez em São Paulo, você confia num político desses? 7- Revista Veja (folheto propagandista) Observe o acervo de todas as capas de Veja aqui neste link: http://veja.abril.com.br/busca/resultado.shtml?qu=lula Eu o desafio a encontrar uma capa que critique FHC e uma que fale bem de Lula. Você diz que não gosta da política israelense. A editora Abril é propriedade da família Civita (judeus). A Veja chamou Ariel Sharon de “guerreiro da paz”. Sharon é o homem responsável pelo massacre no Líbano e outras atrocidades (crimes contra a humanidade), além de querer construir um muro que separe Israel e Palestina. O grupo Abril é parceiro do grupo Naspers (criador do Apartheid na África do Sul). Observe o racismo, o xenofobismo (contra nordestino) e o preconceito de classe explícitos nesta capa de uma edição de Veja: http://galizacig.com/imxact/2006/09/20060816_revista_veja_capa.jpg 8- Política externa A relação de Lula com Armadinejad é estritamente comercial. Fernando Henrique concedeu ao ditador Alberto Fujimori o principal título honorário brasileiro, a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul. Mais tarde a honraria foi cassada. O que os tucanos têm a me dizer sobre isso? Pergunto aos tucanos que adoram usar clichês (aloprado, terrorista, baderneiro, analfabeto etc). Sobre a “crise” na Bolívia o governo agiu corretamente! 9- Manipulação da história Um estudo feito em Harvard (EUA) na década de 80 (durante a Guerra Fria, ou guerra de ideias) concluiu que: Entre 1932 e 1933, Stalin matou entre 1.5 milhões a 10 milhões (veja que a discrepância entre os números é enorme). Obviamente, eles não tiveram acesso aos arquivos russos. Os juristas de uma comissão encabeçada por Inglaterra, EUA e Canadá (na década de 80) concordam em desconsiderar fatores climáticos para explicar o número elevado de óbitos naquele período. Os juristas atribuem as mortes ao governo de Stalin. Mas o que esperar de um “estudo” feito em potências capitalistas? Há muitos estudiosos sérios que discordam dos dados apresentados pela comissão, como a historiadora francesa, Annie Lacroix-Riz. Dados oficiais da Ucrânia: Em 1931, a população da Ucrânia era de 23 milhões. Em 1939, a população da Ucrânia era de 40 milhões. Um crescimento de 74%. (fonte: Demoscope) Obs: eu apenas arredondei os números para facilitar a visualização e a comparação. Isso para mim é contradição suficiente para questionar Harvard. O que acha? A História é imparcial ou escrita pelos vencedores? Obs: Não estou defendendo Stalin, só estou apresentando um dado contestável. Minha intenção é apenas mostrar que a História não é ciência objetiva. 10- Reforma agrária. Sobre reforma agrária, não tocamos nesse tema, mas espero que o senhor concorde comigo que ela é extremamente importante e deveria ser tratada com caráter de urgência. Nisto, nenhum governo avançou. Infelizmente nossa mídia burra trata o MST como “baderneiros” e “aloprados” – rótulos criados por uma mídia sem compromisso, caduca e burra. O MST pode sim ser criticado, mas a causa deles não. Todo o país sairia ganhando, não só os agricultores, mas também boa parte da elite e principalmente a classe média urbana. Só quem perderia seriam os latifundiários (hoje, os empresários e políticos mais baixos que temos). Falhas no seu texto: - Envolver-se emocionalmente com partidos. - Utilizar a aplicação prática da microeconomia (de Adam Smith) e chamá-la de macroeconomia (que seria Keynes). - Dizer que Lula continua a mesma política econômica de FHC. Lula apenas honrou os contratos brasileiros estabelecidos na era FHC, e isto não é continuar política econômica, isto é honrar contratos. Os governos desde Sarney até hoje têm essa tradição e isso vai além das leis, é mesmo uma tradição brasileira, quase cultural. Isso prova que o governo brasileiro é responsável (neste quesito), independente de partidos. Porém, a política econômica de FHC e Lula são muito diferentes. - Combate à Aids: mérito do ministro da saúde Roberto Santos no governo Sarney. E posteriormente Sarney deu continuidade no senado. O mérito de FHC foi não vetar o programa, só isso. - Seguro desemprego: mérito de José Sarney. FHC tentou manipular a CLT o que poria fim a vários direitos trabalhistas que nós temos. Felizmente FHC foi vetado pela oposição, especialmente pelo PT. - Genéricos: mérito do ministro da saúde Jamil Haddad no governo Itamar Franco. Porque o PSDB deu continuidade? Por que o projeto tinha sido aprovado e porque queriam eleger José Serra, dando a ele os méritos do que ele não fez. - Bolsa-escola: Cristovam Buarque quando ainda era do PT. FHC não poderia vetar um projeto desses. Logo, o tucano não tem mérito nenhum. - O Plano Real foi uma criação de uma equipe de tecnocratas da qual faziam parte Gustavo Franco, Persio Arida (Banco Central), André Lara Resende, Pedro Malan, Edmar Bacha, Clóvis Carvalho, Winston Fritsch, entre outros. Esse Plano econômico foi concebido ainda antes de Elizeu Resende assumir o Ministério da Fazenda no governo Itamar Franco. Elizeu Resende assumiu o ministro da fazenda, mas devido a um “escândalo” foi obrigado a renunciar. Foi assim que Fernando Henrique assumiu o ministério da fazenda. Ainda no governo Itamar, Rubens Ricupero sucedeu FHC no ministério da fazenda durante o período de implementação do Plano Real. Mas Rubens Ricupero também foi envolvido em um escândalo (com a Rede Globo). Por isso, Fernando Henrique colheu os méritos do Plano Real praticamente sozinho. E por isso também, ele foi o canditado escolhido por Itamar Franco. Mas Itamar Franco arrependeu-se (tarde demais) e demonstrou isso em várias oportunidades. Numa delas, chegou a dizer: “Eu me arrependo é de ter escolhido ele (FHC) candidato (para presidente). Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim assinou cédulas (de Real). Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricupero. O ministro Ricupero foi o sacerdote do Plano Real. Mais até do que o FHC.” (JB on line, 10 de fevereiro de 2008) Estabilizar a economia é importante, porém essa medida só beneficia a quem já possui economia. E como ficaram os milhões de brasileiros excluídos da economia? Sr. Aquino, Você disse: “Logo, posso dizer que a minha principal motivação é restabelecer a verdade”. Cuidado com isso! Se você afirma que o que você acredita é a verdade, então não sei mais se sua intenção é boa. Essa atitude é arrogante e lembra muito as atitudes de ditadores. Julguei que você poderia ser uma pessoa bem intencionada. Não sei se é e nunca saberei, pois não o conheço pessoalmente. Todavia, é uma pessoa bem educada e isso eu admiro. Eu pretendia que você analisasse mais a fundo meus argumentos. Parece que você descartou alguns por não ter explicações para eles ou por concordar comigo. Não desminto boa parte de seus argumentos, muitos são “verdade” e quase todos são lógicos. Mas não é apenas com essa “verdade” e uso da lógica que se analisa criticamente os fatos. Muitas coisas que parecem lógicas são falácias, e muitas “verdades” são parciais. Portanto, se formos discutir números e visão política, nenhum de nós terá razão, porque ambas as áreas são discursivas e retóricas. É preciso ir muito além disso para uma investigação séria. Em História, Economia, Política, Estatística, Jornalismo e Sociologia não há verdades. São todas “ciências” do discurso (retóricas). Agradeço por ter sido educado, por não ter desqualificado minhas palavras e minha pessoa. Mantenho o mesmo respeito por você e posso dizer que gostei de conhecer um tucano bem informado. Você é o primeiro tucano inteligente que eu conheço. A maioria dos tucanos que conheço é desinformada, cheia de clichês, racista e elitista. Não sou de generalizar, mas vou abrir uma exceção. O preconceito e a ignorância é o retrato fiel da elite burguesa brasileira. São racistas, odeiam nordestinos, cultuam um padrão de beleza importado, cultuam a aparência e o corpo, idolatram os bens materiais acima até da humanidade e de Deus. Boa parte da elite é consumidora de drogas ilícitas. É uma elite burra que estuda apenas para tirar boas notas e se formar. A classe média, do mesmo modo, nunca lê um livro, é viciada em televisão, não gosta de estudar, tem preguiça de escrever e é cheia de vícios. Esse é o retrato da nossa elite, maniqueísta, viciada e arrogante. Pessoas que discriminam o MST e o povo mais humilde. Uma elite preguiçosa, iletrada, mas que adora chamar o pobre de ignorante. Uma elite que desconhece a sabedoria do homem do campo (economistas natos). Uma classe média que questiona a capacidade de um analfabeto votar (como se a própria classe média não fosse quase toda analfabeta funcional). Uma burguesia que ignora a rica cultura indígena. Uma burguesia que ignora a própria história recente do Brasil (a luta pela redemocratização e contra a ditadura). É claro que em toda generalização, há também as exceções. Por isso, você conquistou meu respeito (pelo menos momentaneamente). Mas acho um desperdício de potencial você defender um governo tão corrupto e estúpido como o de FHC. Você poderia muito bem atacar o PT sem defender outro partido, ou seja, sendo imparcial ao invés de fazer propaganda. Se você critica o PT em questões de ética, então, pelos mesmos motivos, o PSDB também deve ser criticado. Mas se você elogia o PSDB, então você passa a não ser confiável. Não seja garoto propaganda. Seja ético. Equilibre mais suas críticas e combine seu ponto de vista com opiniões contrárias às suas. Busque a síntese. Cuidado para não se tornar radical nem arrogante. Leve em conta os meus argumentos anteriores, analise-os bem. Aproveite o que você achar bom. Critique o que achar ruim. Mas investigue! Se após tudo isso, você ainda achar que FHC tem méritos, tudo bem. Mas cuidado. Se você for relativista demais vai acabar achando que o governo Collor de Mello foi bom. Collor abriu o mercado, mas a que preço? Sr. Aquino, foi uma satisfação conhecê-lo. Considerarei suas palavras e seu ponto de vista com respeito. Desculpe por qualquer mal entendido. Desculpe também pelo meu texto direto e corrido, mas tenho outras tarefas para dar conta. Pena não podermos ter um bom debate pessoalmente. Paz.
    • Abbud says:
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      Paulo , a indiferença é a comprovação da falta de argumentos, pessoas como voce talvez nunca mudarão suas convicções movidas provavelmente por interesses próprios, nem mesmo a história irá convencer que você se equivocou. Portanto corrigindo a ordem do seu argumento, a falta de éducação gera a indiferença, e assim voce conseguirá o seu objetivo que é fugir do debate. Sem saber do que voce vive, voce deve uma pessoa inteligente que estudou história, com convicções comunistas,e deve ser um funcionário público concursado,(e por ironia considerado da elite que voce mesmo renega e critica) ,que acredita que tudo vale se os objetivos são nobres, só não sabe fazer contas e também entende que por se achar dono da verdade, quem não concorda deve ser repudiado e combatido, enfim um típico comunista igual aos líderes de todos os países que são e foram seguidores deste sistema! Só gostaria de saber por que nenhum país comunista conseguiu ser assim sem uma didatura?
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      Olá Paulo, Nossa convivência pacífica, apesar das opiniões divergentes, é um exemplo do que poderia ser nossa política hoje, se nosso presidente não tivesse um ego não elevado e não procurasse a todo momento acirrar os ânimos. Portanto, inicio pelo item 2, discordando veemente da sua afirmação que diz “Esse joguinho eleitoreiro é baixo, porém é necessário numa democracia baseada em dicotomias”. E aí está a minha maior decepção com o PT, pois, pelo que vemos no dia-a-dia, este é o pensamento vigente. Desde que assumiu o poder e deu continuidade a política econômica, o PSDB ficou completamente sem discurso. Como ainda não tinha estourado o escândalo do mensalão, eu me divertia com o atordoamento dos tucanos, cuja única tecla que tinha para bater era justamente o fato de Lula não ter feito nada de novo e os resultados pífios do Fome Zero. No mais, era uma calmaria total. Depois do escândalo os ânimos se acirraram e então a oposição tomou como principal bandeira o discurso da corrupção. Tanto que esqueceu completamente de defender o Governo FHC. E aí foi o principal erro do PSDB, pois além de não saber mostrar a população o motivo do principal problema do seu governo (o endividamento), o PSDB deixou o caminho livre para que Lula iniciasse sua escalada populista em cima de comparações descontextualizadas, mentiras e meias-verdades, sempre se colocando no pedestal e diminuindo FHC. Discordo também quando vc tenta justificar as manobras eleitoreiras do PT dizendo que o PSDB também fazia o mesmo, não reconhecendo os méritos do PT. Pra começar, FHC, quando presidente, não interferiu no processo eleitoral. Chegou inclusive a ficar mal com Serra em plena campanha de 2002 quando, tentando acalmar o mercado com a subida de Lula nas pesquisas, fez elogios ao então candidato de oposição, o credenciando para assumir o cargo de presidente. E mesmo depois de todas as comparações injustas de Lula em cada comício, FHC sempre se comportou de maneira amistosa, defendendo o seu legado (já que o PSDB o relegou) assumindo publicamente os avanços do governo do PT. Um dos últimos exemplos foi no ano passado quando FHC publicou um artigo criticando o populismo de Lula e as comparações descabidas que tornaram-se rotina nos comícios inflamados de Lula e Dilma, desde o lançamento do PAC, há praticamente 3 anos das eleições. Em um trecho do artigo FHC diz o seguinte: “Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?” Observe que, mesmo num artigo crítico, FHC não só reconhece os avanços do PT como as contribuições dos seus antecessores. No final, FHC coloca-se à disposição para debater os avanços de cada governo de uma forma contextualizada, como deve ser, aliás como propomos aqui. No entanto, até hoje ninguém do PT encarou o desafio. O máximo que o PT chegou foi mais uma bravata da candidata Dilma dizendo: “Se é para comparar, vamos comparar número por número, escola por escola, emprego por emprego”. Em outras palavras, a aprendiz de Lula quer comparar resultados, sem levar em consideração os contextos, como sensatamente ponderou FHC (e como vc mesmo pondera muito bem no item 5). Mas, como comparar os números de dois governos quando o menor orçamento do sucessor é o recorde do antecessor? Portanto, amigo, considero que o mensalão foi o divisor de águas na relação PT / PSDB. Note que, num primeiro momento, Lula demonstrou ficar abatido com o episódio, chegando inclusive a cogitar uma eventual abandono da política tal era sua decepção. Até aí eu ainda relutava em abandonar meu apoio a Lula, o que veio a ocorrer posteriormente quando notei que ele resolveu adotar a tática da desqualificação do adversário que citei no comentário anterior. Ou seja, se Lula não tivesse tanta obsessão pelo poder poderia sim contribuir para o amadurecimento da nossa democracia. Se fizesse isso não teria perdido meu voto. No entanto, seu faro político maquiavélico optou por radicalizar nossa sociedade. Uma pena, pois sua manobra conseguiu alcançar até pessoas bem intencionadas como vc. Uma pena! 1) Certamente confundi Suécia com Noruega porque o Abbud citou os dois países. Mas isso não muda muita coisa. Assim como a Suécia, a Noruega também é uma monarquia parlamentar democrática. Sua economia é o que chamamos hoje de social-democrata, algo que se perdeu um pouco no decorrer dos anos, mas que fazia parte do ideal do PSDB como modelo ideal. Difere um pouco da Suécia por ter um estado com uma presença mais forte na economia, justamente por ser muito rica em recursos naturais, principalmente petróleo. Como é a terceira maior exportadora de petróleo (e tem uma população de menos de 5 milhões de habitantes), sobra dinheiro no país. Portanto, o Governo pode fazer o que bem entender. Infelizmente este não é o caso da maioria dos países do mundo. 3) Realmente não sei de onde vc tirou esta idéia de que penso como Smith. Certamente porque defendo a maioria das privatizações realizadas dos setores não estratégicos e porque vejo mais eficiência na administração privada. Ora, isto é um fato. Tinha razão Smith sobre a o “motor” da economia que é de fato a iniciativa privada e tem razão Keynes quando defende o papel do estado com medidas fiscais e monetárias para atenuar os efeitos adversos dos ciclos econômicos, sejam de boom ou de crises. 4) Se Smith e Keynes continuam atuais, o mesmo não posso dizer de Marx. Infelizmente deste só restaram os belos ideais e a dialética, que o PT não pratica. Se por um lado o modelo norte-americano está em decadência, o mesmo podemos dizer de todas as tentativas marxistas. E olha que foram muitas, das mais diversas correntes. De fato, como disse o Abbud em seu último comentário, o melhor modelo que temos hoje é da Suécia, algo como um “Socialismo de Capital”. 5) Acho que vc confundiu um pouco os números, pois o “A” que cresce a 4% não pode ter seu PIB aumentado de 10 para 14 trilhões. Mas acho que entendi o que vc quis dizer, pois tenta mostrar que o crescimento do Brasil hoje é superior ao do Chile. Bom, se é isso, então vc deve levar em consideração que o Chile sofreu bem mais com a crise de 2008 por ter sua economia fortemente atrelada à norte-americana. Para piorar teve ainda um terremoto logo em seguida. Aí fica difícil para qualquer país, mesmo os mais bem organizados como o Chile. Discordo quando vc diz que a globalização aumenta as diferenças entre países. Basta vc voltar duas ou três décadas e vc contava nos dedos os países desenvolvidos. Hoje vários outros países chegaram a tal status graças à globalização, como os “tigres asiáticos”, o emergentes da década de 90, por exemplo. Agora, se a globalização pode aumentar diferenças entre cidadãos ricos e pobres, aí já é outra discussão, pois isto pode sim ser verdadeiro, pois a globalização acelera a transferência de tecnologias para os subdesenvolvidos. Neste processo, se o governo não se preocupar com a educação (principalmente a técnica) certamente boa parte da população vai continuar fora da “festa”. 6) Hipótese remota: E bota remota nisso. Nunca acreditei na vitória de Serra mesmo quando ele estava bem nas pesquisas. Aliás, nem mesmo com Aércio de vice o PSDB ganharia essas eleições. Por isso vejo com muita tristeza o PSDB aproveitar tão mal seu tempo na TV. Mesmo sendo tarde demais (já que não combateu as mentiras de Lula como deveria nos últimos oito anos), o PSDB deveria aproveitar o tempo para tentar desconstruir o mito Lula. Talvez assim plantasse uma semente contra o populismo que está em marcha. Se eu criticaria Serra, claro que sim. Já critiquei FHC e critico agora Lula. A ética deve prevalecer sobre as disputas políticas. Reconhecer erros, mudar de opinião faz parte do aprendizado. E eu não tenho vergonha de admitir equívocos. 7) Olha, dei uma olhada em várias capas antigas que vc citou da Veja sobre Lula e não encontrei nada parecido com o que temos hoje, quando a Veja de fato tomou partido (e com razão, diga-se de passagem, pois me sinto representado como um brasileiros indignado com o populismo do presidente). As capas traduzem muito bem cada época. De fato, a estrela “brilhava e assustava”. A revista estava certa, pois o PT da época crescia, mas tinha um discurso muito fora da realidade. E olha só a ironia: bastou dar uma olhada nas primeira capas sobre FHC e olha só com o que me deparo: “O corvo é Graziano – O assessor de FCH está por traz da espionagem do Planalto”; “Os dólares no buraco-negro”, sobre a semana em que o BC teve que torrar US$ 7 bilhões para segurar o câmbio; “Os preços mordem o Plano” e por aí vai. Como dizia Pirandello, assim é se assim lhe parece. Em outras palavras, cada um ver o que quer. Mas, já que a Veja tomou partido, o que dizer então da Carta Capital? E o que dizer dos bilhões que o Governo torra todos os anos para aliciar jornais menores e blogs panfletários como o de PHA, por exemplo? É a apoteose da tática de desconstruir o adversário. Não importa mais o conteúdo, não importam mais os documentos, as provas. O fato da Veja ter judeus como acionistas significa que os jornalistas são alinhados como o Israel, e se é alinhado com Israel, é alinhado com os EUA, se é alinhado com os EUA é da direita. Simples assim: é preto ou branco. O cinza não existe. 8 – Não, amigo, as relações com Armadinejad não são só comerciais. Lula tenta minimizar todas as criticas ao ditador iraniano, inclusive com o cúmulo que citei no comentário anterior. Talvez ela tenha se aproximado do Irã para marcar posição contra os EUA. O estranho é que Lula, quando a nossa economia ainda não havia decolado, era amiguinho de Bush e agora se afasta cada vez mais de Obama que está tentando concertar as merdas de Bush. Um erro não concerta outro, amigo. A relação FHC/Fujimori é uma mancha no seu currículo. Nós, como eleitores, devemos repudiar ambos os casos. 9) Concordo com vc. A história é escrita por vencedores. 10) Sobre a reforma agrária é inadmissível que o PT que passou toda sua história levantando esta bandeira tenha feito tão pouco. O MST também perdeu toda credibilidade. O movimento foi desvirtuado e cooptado com verbas federais. Sobre o meu “envolvimento emocional com partidos”, devo esclarecer que, embora vc ache que eu sou tucano, não sou. Vou votar na Marina, não porque ache que é a mais preparada (o Serra o é), e sim porque ela personifica as idéias que defendo aqui, principalmente no combate a esta dicotomia ridícula entre PT e PSDB. Envolvimento emocional mesmo só quando vejo os discursos inflamados do presidente se auto-promovendo. Aí é preciso ter sangue de barata para ficar indiferente. Quanto à continuação da política econômica, Lula não precisou lançar nenhum plano econômico, não mudou regime cambial, não mudou o superávit primário que tanto criticava, não mexeu no regime de metas de inflação (e era para ter baixado as metas), não acabou com a ciranda financeira que tanto criticava, etc, etc. Ou seja, governou na inércia. A economia global acelerou, o Brasil também, a arrecadação bombou e ele então promoveu a festa da gastança aumentando os gastos fixos acima do ritmo de crescimento do PIB. Enquanto isso continuamos gastando mais de 30% do nosso orçamento com o “cartão de crédito” da dívida. Isto sim era para ter mudado. Bastava diminuir pela metade a emissão de novos títulos da dívida. Sobre as diversas gêneses que vc citou para retirar os méritos de FHC, gostaria que vc fizesse o mesmo com Lula e aí vc veria que sobraria muito pouco. Aliás, ainda bem que existem técnicos competentes que ajudam a dar continuidade aos governos. Já imaginou Lula administrando a economia? Uma coisa é vc ter uma idéia, outra é implantar, outra é dar continuidade e outra é aperfeiçoar. Todos têm seus méritos. Agora o que não dá para engolir é Lula tentar vender a imagem de que o Brasil começou em 2003. Quanto ao Plano Real, lembro mais uma vez que o maior mérito não é lançar um plano que derruba a inflação num primeiro momento. Isso todos os anteriores o fizeram. O mérito de FHC foi ter conseguido segurar o plano em um cenário turbulento e administrar as dívidas que vieram à tona com a estabilização, conforme descrevi no último artigo sobre a dívida pública e que lhe indiquei no post anterior. E, por fim, a estabilização da economia foi o ponto de inflexão entre o Brasil estagnado e o Brasil que cresce. Aqui não cabe discutir quem ganhou mais com a queda da inflação. Rico e pobre foram beneficiados e sem a estabilização não chegaríamos onde chegamos. Sobre a tentativa de FHC de reformar a CLT sou de pleno acordo, pois acho que isto criaria mais empregos e daria mais competitividade e dinamismo a nossa economia. Por fim, amigo, faço questão de deixar bem claro que estou neste debate porque cansei de ver as mentiras de Lula e Dilma nas comparações descabidas com FHC. Se estes dois não tivessem esta obsessão certamente este debate já estaria superado. Lógico que ao combater as mentiras de Lula, logo sou enquadrado no time dos tucanos. Mas devo lhe dizer que o mais perto que cheguei de um tucano foi trocar umas palavras pelo Twitter com Álvaro Dias. Agora, do PT e do PCdoB, poderia citar uma dezena de políticos que vi despontar dos movimentos estudantis dos quais participei. Restabelecer a verdade não é contar a minha verdade é combater a mentira. Isto pode ser feito objetivamente. Claro que aí tem também um componente de subjetividade, mas para isto existe o debate. Aqui a dialética de Marx ainda está atual. Se faltou alguma coisa é porque seu texto é muito looooogo! :) Dá um trabalhão respondê-lo. Quando tiver um tempinho vou recapitular. Independente de qualquer coisa, nosso debate serviu para mostrar que existem nuances entre o preto e o branco. Fique em paz!
  113. Ana Paula says:
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    Amilton favor comentar, se puder é claro! *Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores. *Lula, que não entende de economia, pagou as contas do entreguista FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda dá algum aos ricos… *Lula, que não entende de educação, pois a oposição e a mídia o classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade… *Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como dizia FHC… *Lula que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo… mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista), que entende de tudo, acha que não… *Lula que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula não entende de nada, reabilitou o pró-alcool, acreditou no biodisel e levou o país a liderança mundial de combustíveis renováveis… *Lula que não entende de política , mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8… *Lula , que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou as favas a ALCA , olhou para os parceiros do sul e especialmente para o vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem transito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc….bobo que é cedeu a tudo e a todos… *Lula que não entende de mulher, nem de preto, colocou o primeiro negro no supremo (desmoralizado por brancos), colocou uma mulher no cargo de primeira ministra e vai fazê-la sua sucessora. *Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis. *Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora do Estado investir e hoje (o PAC) é um amortecedor da crise… *Lula que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre… *Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual… Lula não entende nada de nada e mesmo assim é melhor que todos os outros… * Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa americana. E agora já tem a empatia do Obama. * Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador lá, nos states. *Lula, que não entende de geografia pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas. *Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal. *Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil. *Lula que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo já é cotado pelos Palestinos para dialogar com Israel.
    • Abbud says:
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      Ana se o Amilton permitir vou ajudá-lo com as minhas opiniões: *Lula, que não entende de sociologia, levou 32 milhões de miseráveis e pobres à condição de consumidores. Não foi a pessoa LULA que levou 32 milhões de pessoas a uma condição melhor, e sim um sistema e uma sequencia de fatores, associar resultados a pessoas é tipico de populistas. *Lula, que não entende de economia, pagou as contas do entreguista FHC, zerou a dívida com o FMI e ainda dá algum aos rico. Se zerou a divida por que se paga uma fortuna de juros ainda? Mais um factoide populista. *Lula, que não entende de educação, pois a oposição e a mídia o classificam como analfabeto e burro, criou mais escolas e universidades que seus antecessores juntos e ainda criou o PRÓ-UNI onde filho de pobre vai à universidade… *Lula, que não entende de finanças, nem de contas públicas elevou o salário mínimo de 64 para mais de 200 dólares e não quebrou a previdência como dizia FHC. O Problema do Brasil não é e nunca foi a qualidade e quantidade das universidades, elas continuam sendo para os ricos ou para os que tiveram a oportunidade de estudar em escola básica de qualidade! Quanto ao salário mínimo de novo é um evolução turbinada pelo factoide populista que não considera por exemplo a inflação e cambio, apesar de fato ser uma evolução. *Lula que não entende de psicologia, levantou o moral da nação e disse que o Brasil está melhor que o mundo… mas o PIG (Partido da Imprensa Golpista), que entende de tudo, acha que não… Quanto a psicologia isto se chama carisma e populismo, o que LULA realmente é especialista, quanto a realidade dos fatos, a questão são: Será Sustentável? Lula fez melhor do que outro faria na mesma condição? *Lula que não entende de engenharia, nem de mecânica, nem de nada, Lula não entende de nada, reabilitou o pró-alcool, acreditou no biodisel e levou o país a liderança mundial de combustíveis renováveis. O que LULA fez de diferente neste sentido? voce poderia me dizer? Lembre-se que os carros flex é fruto da indústria e não do governo, que não se criou da noite para o dia e começou a se popularizar somente em 2003. *Lula que não entende de política , mudou os paradigmas mundiais e colocou o Brasil na liderança dos países emergentes, passou a ser respeitado e enterrou o G-8. Essa eu não vou comentar, enterrar o G8? *Lula , que não entende de política externa nem de conciliação, pois foi sindicalista brucutu, mandou as favas a ALCA , olhou para os parceiros do sul e especialmente para o vizinhos da América Latina, onde exerce liderança absoluta sem ser imperialista, tem transito livre com Chaves, Fidel, Obama, Evo etc….bobo que é cedeu a tudo e a todos Nessa concordamos, ele realmente misturou politica partidaria com governo e cedeu a tudo e a todos, em detrimento dos preceitos e interesses de nossa sociedade. *Lula que não entende de mulher, nem de preto, colocou o primeiro negro no supremo (desmoralizado por brancos), colocou uma mulher no cargo de primeira ministra e vai fazê-la sua sucessora. Mais um factóide, o que importa é a competencia e honestidade das pessoas não a cor e sexo, se isso é importante para voce, significa que voce não usa os critérios que mencionei para definir uma equipe mas sim o sexo e a cor. *Lula, que não entende de etiqueta, sentou ao lado da rainha e afrontou nossa fidalguia branca de lentes azuis. Isso é irrelevante para o que realmente importa para a nossa sociedade *Lula, que não entende de desenvolvimento, nunca ouviu falar de keynes, criou o PAC, antes mesmo que o mundo inteiro dissesse que é hora do Estado investir e hoje (o PAC) é um amortecedor da crise. O PAC foi criado segundo interesses eleitoreiros e de perpetuação no poder, o fato real é que o Brasil tem muito a fazer e precisaríamos ainda de muitos PAC’s para chegarmos próximo aos países desenvolvidos, independente de qualquer crise, dificil é achar investimentos realmente do Governo no PAC que tenha sido concluído. *Lula que não entende de crise, mandou abaixar o IPI e levou a indústria automobilística a bater recorde no trimestre. Ação óbvia, e nem por isso demérito à LULA *Lula que não entende de português nem de outra língua, tem fluência entre os líderes mundiais, é respeitado como uma das pessoas mais poderosas e influentes no mundo atual Como os demais lideres nao falam portugues, não chega a ser uma gafe, gafe seria se ele falasse um Ingles errado com um Lider Ingles, entao o mal exemplo e falta de respeito são com os Brasileiros que veem o seu presidente desmerecer a nossa lingua, mas isto tambem é irrelevante. Lula não entende nada de nada e mesmo assim é melhor que todos os outros Isso é a sua opinião. * Lula, que não entende de respeito a seus pares, pois é um brucutu, já tinha uma empatia e uma relação direta com Bush, notada até pela imprensa americana. E agora já tem a empatia do Obama. De novo voce esta misturando a pessoa ao Governo, o que isso trouxe de resultado efetivo para o Brasil? * Lula, que não entende nada de sindicato, pois era apenas um agitador, é amigo do tal John Sweeny e entra na Casa Branca com credencial de negociador lá, nos states. Puxa e o que isso muda para nós? Aumentou o comercio com o Brasil? Algum subsidio ou barreira quebrada? *Lula, que não entende de geografia pois nunca viu um mapa, é ator da mudança geopolítica das Américas. Só se for para pior… *Lula, que não entende nada de diplomacia internacional, pois nunca estará preparado, age com sabedoria em todas as frentes e se torna interlocutor universal O problema é que ele mistura os seus interesses com o do país, e acha que esta negociando com os diretores da Volks em Sao Bernardo. *Lula, que não entende nada de história, pois é apenas um locutor de bravatas, faz história e será lembrado por um grande legado dentro e fora do Brasil. Isso a historia ira nos mostrar, mas olhando pro passado podemos deduzir que não será bem assim. *Lula que não entende nada de conflitos armados nem de guerra, pois é um pacifista ingênuo já é cotado pelos Palestinos para dialogar com Israel. E assim será usado como um bobo da corte, e de fato não trará nada de prático para o nosso país.
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      Ana Paula, O grau de fanatismo das bravatas postadas mostra o quanto vc está iludida. Até parecem ter saído da boca de Lula nos comícios que ele faz todos os dias com o seu habitual tom de sarcasmo. Não costumo responder a bravatas. É pura perda de tempo. Para quem está iludido não adiantam argumentos. Agora, se vc estiver disposta a sair da fascinação, podemos sim debater seriamente. Da forma que vc postou, eu teria que partir para a gozação, fugindo totalmente o objetivo do blog.
      • Felipe Castro says:
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        EU SÓ TEMHO UMA COISA A DIZER A TODOS QUE ESCREVERAM, QUERENDO , DIGO QUERENDO, DETONAR COM ESTA MARAVILHA DE COMPARAÇÃO, ONDE TUDO SE ENCAIXA E É A MAIS PURA VERDADE!!! ESTAS PESSOAS QUE SÃO A FAVOR DESTE GOVERNO, ONDE A VERGONHA, A ROUBALHEIRA, A FALTA DE CARÁCTER, E UM GOVERNO ONDE TUDO ACONTECE E NINGUEM FEZ NADA, SABE NADA…É O RETRATO DO BRASIL…FOME MISÉRIA…BURRICE…FALTA DE ESCLARECIMENTO, MEMÓRIA DECLARATIVA…INTELIGÊNCIA…SINTO AVERSÃO E NOJO QDO LEIO ALGUMA COISA QUERENDO DEFENDER, ARGUMENTAR A FAVOR DESTE PARTIDO…A VCS QUE ESCREVERAM…TOMEM VERGONHA NA CARA…VÃO LER…SE ATUALIZAR…TER VERGONHA MNA CARA …DISCERNIMENTO…SAIAM DO PAIS DO NUNCA..E VENHAM PARA REALIDADE….O QUE MAIS TENHO RAIVA É DE GENTE RETARDADA!!!!!!!!!
  114. Garota says:
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    Eu não estou desmerecendo o que FHC, apesar de tudo, fez, mas dizer que Lula só deu continuidade ao que ele deixou é acreditar nesta imprensa alienada! Dizer que ele não tem méritos? Negar a realidade, com teorias pseudointelectuais? FHC talvez queria ser um próximo Rosevelt, com seu New Deal, mas é fato: não conseguiu, deixou o país na merda. Ah, já que você gosta TANTO da revista The Economist, veja esse artigo, os dados comparam o governo Lula com o governo FHC…veja! O quadro comparativo foi feito pela revista, em novembro de 2009. http://gmpconsult.com.br/blogdolen/?p=217 Acredito que agora o Brasil precisa de um desenvolvimento mais sustentável, e talvez com novas propostas de políticas econômicas, mas graças a Deus, FHC já deixou o posto! Abraços!
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      Garota, Qualquer iniciante em economia sabe que o risco país, por exemplo, é decorrente de uma série de fatores que dependem mais do contexto histórico-econômico do que do desempenho do governo. São justamente esta comparações descontextualizadas que combatemos aqui, independente de ser publicado em blogs sujos ou no The Economist. De fato a tabela mostra que o Brasil evoluiu. Mas veja que nas últimas matéria publicadas pela revista ela contextualiza este bom momento e então a verdade que se esconde atrás dos números vêm à tona assim como os méritos de cada governo em seu contexto histórico. Procurei o original da revista e não encontrei. Só encontro a tabela (só a tabela) em blogs petistas. Se vc tiver o link original, por favor poste aqui o link, pois quero ver a matéria completa. Se vc ler os demais artigos do nosso blog vai encontrar a maioria destes dados contextualizados. Se conseguir se libertar do partidarismo cego vai perceber que tais números não dizem muita coisa sobre os méritos de Lula. Sugiro que leia a série de dez artigos sobre a dívida pública. Pode começar pelo final: http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/ e depois voltar para o início , que trata do comemorado pagamento do FMI citado na tabela. Vc vai ver o que se esconde atrás destes números: http://visaopanoramica.net/2009/08/29/lula-e-a-divida-publica-parte-1/
  115. Ana Paula says:
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    Amilton, Apesar de ter postado um texto totalmente “pró-Lula” juro que nunca me simpatizei muito pelo atual governo. Mas gosto de analisar os fatos e tenho que concordar que o governo atual (tirando contextos) realmente apresentou resultados mais expressivos, independentmente da conjentura econômica. Gostaria apenas de saber o que exatamente foi ruim no atual governo. Não o que ele poderia ter feito melhor, quero saber pontos negativos quando se trata de economia, educação, saúde, enfim… Essa história de foi bom mas poderia ter sido melhor, não cola, pelo contrário, só me faz pensar que foi bom e que poderá ser melhor se continuar assim…entende? Quero ter argumentos convincentess que provem que o atual governo, se continuar, trará sérios prejuízos ao País. Obrigada.
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      Ana Paula, Como já disse aqui, o mundo viveu um período áureo de crescimento a partir de 2003, onde o PIB mundial quase duplicou em apenas seis anos. O problema é que o Governo Lula não soube aproveitá-lo para resolver problemas estruturais que impedem que nosso crescimento seja ainda mais sustentável. Um cenário tão positivo encobre problemas estruturais que mais cedo ou mais tarde vêm à tona. Alguns sinais amarelos já começam a aparecer. Hoje, por exemplo, foi divulgada uma previsão do BC de um défict recorde de US$ 60 bi nas contas externas em 2011. Este déficit vem aumentando gradativamente, o que pode concretizar uma crise que já foi prevista até por um aliado de Lula, o então candidato Ciro Gomes, em um de seus rompantes de sinceridade. Estes déficits crescentes poderiam ser evitados? Sim. Se o governo tivesse trabalhado para resolver alguns gargalos que prejudicam a competitividade da economia brasileira, entre os quais a eliminação dos impostos em cascata, a burocracia excessiva, a infra-estrutura portuária, a flexibilização das leis trabalhistas e, principalmente, a redução da dívida pública. Esta última um câncer que consome mais de 30% do nosso orçamento todos os anos e impede que os juros brasileiros cheguem a níveis civilizados. E o mais triste é ver que esta dívida hoje poderia estar quase zerada se pelo menos o Governo diminuísse pela metade o ritmo de emissão de novos títulos, pois foi para isso que foi criado o superávit primário. Não só economizaríamos hoje mais de R$ 200 bilhões por ano, como ainda poderíamos baixar a taxa Selic para os níveis do primeiro mundo, o que aumentaria o crédito de forma natural, assim como o crescimento da economia. No entanto, a pressa do Governo atual de promover o prometido “espetáculo do crescimento” colocou o carro na frente dos bois. Ao invés de resolver estes gargalos gradativamente, e obter um crescimento natural, o Governo preferiu promover um crescimento artificial através do PAC. Embora o Governo não contabilize os empréstimos concedidos pelo BNDES como dívidas (pois dá como certo o pagamento futuro) emite títulos da dívida pública para financiar o PAC. O problema é que as obras e os empregos gerados pelo PAC são temporários, mas as dívidas geradas comprometem o futuro. Se surge então uma crise qualquer, estas construtoras, por exemplo, que se acostumaram a receber dinheiro do Governo a juros de 4% ao ano (enquanto o Governo paga entre 10 e 11% ao mercado), podem ficar inadimplentes, o que pode criar um efeito cascata e mudar completamente o cenário econômico. O resumo da ópera é que pagamos para acelerar o crescimento e pagamos para freá-lo via taxa Selic quando a economia fica muito aquecida, o que representa ainda riscos inflacionários. Outro grave erro do Governo atual foi aumentar excessivamente os gastos fixos da máquina pública, sempre num ritmo superior ao crescimento do PIB. Se hoje com o recorde de crescimento do Governo Lula as contas estão no limite, agora imagina como ficariam em um momento de crise? Pior, metade do défict da previdência vem da aposentadoria dos funcionários públicos que são uma minoria. Se esta massa de funcionários é aumentada, estamos comprometendo ainda mais nosso futuro, já que o défict da previdência também é crescente (a previsão deste ano está na casa dos R$ 45 bilhões). Enfim, o Governo se comportou como um assalariado que teve aumentos sucessivos ao longo dos últimos anos (arrecadação) e, ao invés de estancar a sangria de seu orçamento com o cartão de crédito (dívida) para aumentar sua saúde financeira no futuro, preferiu rolar a dívida e utilizar o aumento da receita com mesadas aos seus filhos (não estou me referindo aqui ao Bolsa Família, e sim ao empreguismo que multiplicou o número de cargos comissionados nos últimos anos). Faltou coragem ao presidente tomar algumas medidas impopulares, porém necessárias, para criar melhores condições no futuro. Ele foi imediatista, capitalizou o bom momento internacional como se fosse seu mérito, capitalizou os dividendos políticos de projetos futuros (Pré-sal, Copa, Olimpíadas, Trem-bala, Minha casa minha vida, PAC 2, compra de caças etc.) e vai jogar a responsabilidade de tais execuções para o próximo governo. Ou seja, talvez seja melhor mesmo que a Dilma pegue esta batata-quente. Se ela conseguir tocar, aplausos. Caso contrário, veremos entre Lula e Dilma o que aconteceu com João Paulo e João da Costa aqui em Pernambuco. Na campanha “João é João”. Hoje, nem se cumprimentam, mesmo estando num mesmo palanque. Vale salientar que abordei apenas o lado econômico, no entanto minha maior crítica a Lula é na questão ética, assunto que já foi exaustivamente abordado aqui, mas vou ficar por aqui porque já está muito tarde. Quanto a sua dúvida em quem votar, acho que ela é irrelevante, pois a eleição já está decidida. Meu voto, por exemplo, é de protesto (Marina) porque acho que ela representa aquilo que defendo aqui: a quebra da dicotomia PT/PSDB, uma disputa irracional que foi polarizada propositalmente por Lula para transformas estas eleições num plebiscito. Abraço.
  116. Paulo says:
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    Sr. Aquino, Você discorreu bem sobre o meu texto, acho que não ficou nenhum tópico de fora. Concordo com alguns pontos, discordo de outros, porém, não vou entrar na discussão para não prolongar mais o debate. Realmente, meu tempo é escasso nestes meses de setembro e outubro. Embora eu adore debates e por mim nós debateríamos muito mais, eu realmente não posso. Retornarei ao seu blog talvez só daqui a alguns meses. Só gostaria de dizer apenas algumas coisas: 1- Karl Marx ainda é muito atual. Não reduza o pensamento de Marx apenas às teses comunistas. O materialismo histórico, a dialética, os conceitos de alienação, ideologia, superestrutura, fetichismo, mais-valia, exército de reservas etc são ainda muito relevantes na História, Sociologia, Filosofia, Economia, Antropologia, Política, Psicologia, Psicanálise, Lingüística, Literatura, Pedagogia e Teologia da Libertação. O marxismo foi essencial para Bertold Brecht, Louis Althusser, Jean-Paul Sartre, Albert Camus, José Saramago, Frida Kahlo, Pablo Neruda, Bakunin, Michel Pêcheux, Chomsky (de certo modo), Paulo Freire, Leonardo Boff entre outros. É impossível pensar a História, a Sociologia e a Filosofia hoje sem o marxismo. 2- FHC escritor de artigos (sociólogo) e FHC político partidário são pessoas diferentes. São praticamente heterônimos (como Fernando Pessoa). 3- Sobre as contas eu realmente me confundi BASTANTE. Os “trilhões” eram antes uma unidade monetária, mas depois eu mudei para “trilhões” sem verificar os números. Portanto, ignore a palavra “trilhões”. E o “A” cresce 40% e não 4% (falha minha ao digitar, apagar e digitar de novo, enquanto criava o exemplo). A intenção era mostrar que, apesar de B crescer muito mais que A, B ficou mais pobre em relação a A (a diferença entre eles aumenta). Obrigado por chamar minha atenção de forma tão educada. Eu, como você, não tenho vergonha de assumir meus equívocos publicamente. Eu iria corrigir, mas creio que não seja necessário porque o senhor já captou a minha intenção. Isso é o que importa para mim. 4- Sr. Aquino, você disse que:“a globalização pode aumentar diferenças entre cidadãos ricos e pobres, aí já é outra discussão, pois isto pode sim ser verdadeiro”. Este é exatamente o meu ponto e por incrível que pareça, Marx falou sobre isso no Manifesto Comunista: “Pela exploração do mercado mundial, a burguesia imprime um caráter cosmopolita à produção e ao consumo em todos os países. Para desespero dos reacionários, ela retirou da indústria sua base nacional. As velhas indústrias nacionais foram destruídas e continuam a sê-lo diariamente. São suplantadas por novas indústrias, cuja introdução se torna uma questão vital para todas as nações civilizadas, indústrias que não empregam mais matérias primas nacionais, mas sim matérias primas vindas das regiões mais distantes, cujos produtos se consomem não somente no próprio país, mas em todas as partes do globo. Em lugar das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, nascem novas necessidades que reclamam para sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e dos climas mais diversos. Em lugar do antigo isolamento de regiões e nações que se bastavam a si próprias, desenvolve-se um intercâmbio universal, uma universal interdependência das nações. E isto se refere tanto à produção material quanto à produção intelectual…” Manifesto Comunista, Marx e Engels, 1848. Espero que nosso debate tenha sido proveitoso para ambas as partes. Garanto que para mim foi. Retornarei assim que possível.
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      Paulo, Marx realmente estava muito a frente do seu tempo, como demonstra o trecho citado. No entanto, acho seriam necessários alguns séculos de evolução da humanidade para por o comunismo em prática. Seu grande problema é justamente tentar igualar o que naturalmente é diferente. As pessoas têm ambições diferentes, uns se contentam com pouco, outros querem sempre mais. Daí as experiências autoritárias fracassadas que tivemos. Para mim, o grande legado de Marx é moral: o desejo de criar uma sociedade menos desigual e mais justa. Acho que poderemos conseguir isso com a evolução natural da humanidade. Apesar de tudo, sou otimista. Abraço e volte sempre. O debate foi muito proveitoso para mim também.
  117. Milton says:
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    Escreve bunitinhu, gastou um tempão com isso. Que generoso é FHC, fez tudo pensando la na frente, em Lula; se mutilou para todo o sempre na história, para de forma generosa dar o benefício da glória ao presidente Lula, puts, nem cristo faria isso…meus parabéns FHC.
  118. thiago says:
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    A farsa FHC. Fernando Henrique assumiu o Ministério da Economia sem ser economista, apenas para ser colocado como autor de um plano que não foi ele quem fez. O grupo que deu sustentação a Ditadura Militar e Collor é o mesmo que deu sustenção política ao PSDB, ou seja PFL que hoje é DEMO. O único cabo eleitoral de FHC foi um plano econômico iniciado no governo Collor com o confisco e em segunda etapa com a criação da URV no governo Itamar Franco. As desculpas para tentar amenizar o pior governo da história FHC pode até surtir efeito com algumas pessoas desinformadas mas não com conscientes. O governo Lula teve um forte papel social. O governo FHC/PSDB/DEMO governo para a minoria. Quando PSDB/DEMO implementa algum projeto social na verdade é enganação. São projetos que atendem um número mínimo de pessoas apenas com a finalidade de marketing político.
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      Meu caro Thiago, Se FHC assumiu o Ministério da Economia sem ser economista, o que dizer de Lula? Uma coisa nada tem a ver com outra. Se vc tira os méritos de FHC por apenas “comandar” a equipe de verdadeiros economistas, porque não usa o mesmo raciocínio para o seu ídolo Lula? Sobre a “farsa de FHC” vc foi fundo, hein? De onde vc tirou esta teoria maravilhosa de que o Plano Real começou no Governo Collor? E eu que sou o “desinformado”. ;)
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      Vai ver que os projetos sociais do PSDB tenham um problema grave, eles procuram gerar emprego e contrapartidas. Mas parece que não isso que o povo quer.. Abraços
  119. Abbud says:
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    Olá Aquino, mesmo não tendo como assunto principal o tema deste blog, acho que vale a pena reproduzir o Editorial do Jornal o Estado de São Paulo deste domingo. Nunca na história deste país um jornal precisou ir tão claramente aos fatos e tomar partido, que só é possível por que ainda vivemos em um país com liberdade de expressão. Já que o Governo virou um partido político, nada mais justo que um Jornal de respeito tome partido… “O mal a Evitar A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país. Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País. Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção. Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana. Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto. Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso. E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?” Este é o mal a evitar.” Texto publicado na seção “Notas e Informações” da edição de 26/09/2010
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      É Abbud, a cada dia vamos percorrendo os passos da Venezuela. Lembro muito bem quando, no auge de sua popularidade, Chaves elegeu ampla maioria no Congresso, aprovou o que quis e iniciou a caça à bruxas na imprensa oposicionista. Ou seja, onde isso tudo vai levar todos nós já sabemos.
  120. Pingback: FHC X LULA 2 « F5 da História

  121. Sandro says:
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    No ponto EDUCAÇÃO eu penso mais na linha do Economista e Sociólogo Dr. Eduardo Giannetti da Fonseca: Durante a palestra, Giannetti citou outras distorções que, na opinião dele, contribuem para baixar a qualidade do ensino. Ele não concorda, por exemplo, com o grande investimento dirigido às universidades públicas, em detrimento da educação fundamental, do ensino médio e da pré-escola. “O ensino superior, na área pública, recebe 20% de todo o orçamento em educação. É muito, visto que quem ocupa as vagas destas universidades são os ricos, justamente os que podem pagar para estudar.” Nesse caso o governo FHC teria um pouco mais de méritos, já que seus investimentos foram muito mais voltados para o ensino de base. http://www.insper.org.br/noticias/2010/04/26/familia-e-educacao-formal-sao-os-pilares-do-capital-humano-%E2%80%93-eduardo-giannetti
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      Sandro, Acho que falei disso em linhas gerais na comparação. De qualquer forma tem um dado mais relevante sobre isso quando comparamos o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que mostra que entre 1990 e 2000 o Brasil cresceu a media de 0,79% ao ano, enquanto eu de 2000 a 2007 o Brasil cresceu apenas a media de 0,41%. Como o IDH não leva em conta apenas os resultados econômicos, isto explica a diferença, pois prioriza a melhoria no Ensino Fundamental.
  122. Denise says:
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    Na verdade tudo mundo tem medo de admitir que o Lula foi o melhor presidente que o Brasil teve, por que ele vem de baixo (ou seja é pobre) e não rico como FHC
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      Denise, Esta pessoa que vc diz ser “pobre” não existe pelo menos há umas três décadas. Se algum dia foi verdadeiro hoje tenho minhas dúvidas. O fato é que este personagem teve os últimos 30 anos para mudar estas características que a maioria da população hoje tanto valoriza (baixa escolaridade, pobreza, etc.) no mais alto cargo da nação. Veja o exemplo de Marina. Ela também teve uma origem humilde. Diferente de Lula ela estudou. No caso de Lula, a questão é outra: é interessante eleitoralmente continuar sendo este personagem. Particularmente acho que tem também aí uma dose de preguiça. Mas não pense que sou preconceituoso com ele, pois também tenho origem humilde. Aliás, sou conterrâneo dele.
  123. Clonner says:
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    Primeiramente parabéns pelo artigo muito justo em alguns pontos, tendencioso em outros, os comentários também foram tendenciosos. Creio, assim como você, que os dois presidentes encontram situações completamente diferentes. Vou citar os dois grandes problemas de cada presidente. Problema 1: Hiperinflação que corrompia tudo, absolutamente tudo! FHC resolveu o problema com louvor. Teve suas crises, seus escândalos, seus acertos e seus erros. Pensou mais no futuro e conseguiu entregar ao seu sucessor o Brasil em melhores condições do que quando recebeu. Problema 2: Baixo crescimento e conseqüentemente miséria extrema! Lula resolveu o problema também com louvor. Teve sua crise, seus escândalos, seus acertos e seus erros. Pensou mais no presente e estará conseguindo entregar ao seu sucessor o Brasil em melhores condições do que quando recebeu. Não sou PT e nem PSDB. Sou a favor do Brasil e sendo assim creio que deveria ser FHC+Lula e não FHCvsLula. O problema é que estão fazendo comparações entre dois governos em momentos diferentes. Deveríamos focar no próximo grande problema: Educação? Saúde? Segurança? Outro? Eu realmente acredito que seja Educação! Não creio que Serra será um grande presidente, como também não creio que Dilma será uma excelente primeira Presidenta. Mas são os dois que estão na disputa e entre eles é que temos que decidir.
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      Clonner, De fato é um absurdo que estejamos ainda hoje debatendo este assunto. O problema é que o próprio presidente é quem estimula este debate o tempo todo quando faz suas comparações descontextualizadas sempre se vangloriando e denegrindo seu antecessor. Se pareço tendencioso, é porque combato as mentiras de quem está no poder. E quem está no poder agora é Lula. É também uma forma de fazer justiça a FHC, pois este pagou pesados ônus para pavimentar a estrada para Lula.
  124. Clonner says:
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    Amilton, Concordo que Lula se vangloria exageradamente, todos sabem disso, até mesmo a população de baixa renda. Sempre darei o crédito a quem merece e o credito da estabilidade econômica é de FHC, mas não acredito que a estrada foi pavimentada para Lula e sim para o Brasil. FHC é conhecido mundialmente e entrou para história como o presidente do maior e mais arrojado plano econômico de estabilização e também o mais bem sucedido e isso é justiça. Ninguém, nem mesmo o senhor Lula, pode negar. Já o Lula será conhecido como o presidente que comandou o Brasil durante a maior crise econômica mundial e conseguiu passar por ela, não ileso, mas com alguns arranhões. Vamos ver o que os próximos quatro anos vão dizer.
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      Olá Clonner, Admiro sua capacidade de buscar os pontos positivos de cada governo sem se deixar levar pelas paixões políticas. Vc é uma exceção por aqui. Uma pena. Mas permita-me mais algumas considerações, pois acho que ver os pontos positivos não pode ofuscar os negativos, principalmente se estes comprometem o nosso futuro. Claro que “pavimentar a estrada para Lula” é uma forma de expressão. Na verdade, uma das coisas que hoje percebo em FHC (e que não vejo em Lula) é justamente o fato deste colocar os objetivos do Estado acima dos interesses políticos. Por isso FHC foi capaz de pagar pesados ônus para criar condições melhores para o futuro (para o Brasil e para o sucessor, claro). O que vejo em Lula é justamente o contrário. Ele fugiu de tudo que era impopular (não fez nenhuma reforma), capitalizou politicamente o bom cenário que pegou e capitalizou até mesmo projetos futuros. Por exemplo, lançou o projeto “Minha Casa Minha Vida” prometendo 1 milhão de casas: vai entregar 150 mil. Ou seja, as outras 850 terão que ser construídas pelo sucessor, porém os dividendos políticos do programa ele já capitalizou. Outros exemplos: a compra dos caças, PAC 2, Olimpíadas, Copa do Mundo e por aí vai. Ou seja, o sucessor vai ficar na berlinda: se conseguir dar conta de tudo “não terá feito mais que a obrigação”. Se não conseguir, o mito Lula será ainda mais reforçado. Quanto a crise de 2008, embora ela seja a maior crise das últimas décadas, ela tem um caráter totalmente diferente das crises que FHC enfrentou. Não só o Brasil passou bem por ela, como todos os emergentes.
  125. Ana Paula says:
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    Amilton, Gostaria de sua opnião a respeito das privatizações na era FHC. Por mais que tenha sido “melhor” privatizar (acho que isso ninguém contesta)você achou justo ter sido “doada” (pois pelo preço que foi, assim o considero)a empresas multinacionais que deixam uma parte mínima ao País?? Isso não tem justificativa!! Abraços, Ana
  126. Ana Paula says:
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    Ah, estou me referindo especificamente à Vale viu! Obrigada!!
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      Olá Ana Paula, Boa parte das ações da Vale ficaram com fundos de pensão e com os próprios funcionários através do FGTS. Pode ter certeza que hoje existem muitos funcionários e ex-funcioários da Vale que se arrependem amargamente por não terem comprado e outros por ter comprado poucas ações da empresa na época. Ou seja, ninguém imaginava que a Vale iria dar o salto que deu, até porque esta foi bastante beneficiada pelo bom cenário mundial nos anos seguintes. Ou seja, falar que foi barato hoje é fácil. Na época, no entanto, não havia tanto dinheiro no mercado disponível e a empresa foi vendida por um preço um pouco acima do mínimo. Se houve negociata para não subir este preço no leilão deve ter havido, como sempre ocorre neste país. Acho inclusive que se existem denúncias a este respeito estas deveriam ir adiante. Se comprovadas, a união poderia ser ressarcida com o aumento de sua participação na Vale e, claro, os corruptos punidos. O Governo Lula poderia ter levantado esta bandeira. Teria feito um grande serviço ao país e acabaria de uma vez por todas com esta polêmica.
  127. Clonner says:
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    Oi Amilton, Concordo plenamente que FHC pensou mais no futuro da nação, e todos devem concordar que isso ele fez em melhor escala do que Lula. Lula pensou (não sei se foi extrategicamente) no agora, cito como exemplo a miséria extrema (quem tem fome tem pressa, realmente não pode esperar). Quanto aos dividendos políticos, pessoas esclarecidas sabem disso, aquele que inaugura uma obra de grande porte fica mais conhecido do que aquele que coloca uma pedra fundamental. O chamado “pulo do gato de Lula” foi exagerar no marketing da pedra fundamental. Os programas que você citou são os “pulos de gato” de Lula pois a maioria só mudou de nome para ficar mais bonito. Infelizmente nossos políticos fazem isso, o PSDB fez, o PT, o PMDB, o DEM (PFL) e tantos outros. Algumas mudanças de nome até funcionaram outras não e isso no futuro tem complicações políticas, teve para o PSDB e terá para o PT, não tenho dúvida disso. Estou preocupado com o futuro do Brasil, pois vejo um baixo investimento em educação como um todo, profissionalizar pessoas é para o agora e isso Lula está fazendo, mas educar é para o futuro e nenhum dos dois governantes fez de forma eficiente (nessas horas sinto falta de Cristovão Buarque e sua revolução na educação). É muito mais fácil governar e manipular uma população sem instrução. Creio que a bonança para o Brasil irá durar até meados de 2015 ou 2016, a partir daí veremos se o efeito Lula presidente 2003-2010 será benéfico ou não para o Brasil, como foi benéfico o efeito FHC 1995-2002.
  128. BAIRON says:
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    Confesso que não consegui ler todas opiniões, mas respeito todos. Mesmo as preconceituosas e as apaixonadamente tucanas. Pelo pouco que vi a principal bandeira e o plano REAL… Todos os avanços que o Brasil conquistou foi mérito de FHC. Abertura da economia, conquistas trabalhistas, etc… epa mas muitos destas atitudes foram tomadas bem antes de FHC… e por que estão lhe dando esse credito? ora porque para os empresarios da grande mídia percebe que trabalhar com serra tem certos beneficios então passam a calar ao inves de estabelecer a verdade. Eles sabem, por exemplo, que FHC ficou 8 anos no poder. Que não foi ele quem criou o “plano real” foi a equipe econômica do Collor liderada pelo economista Edmar Bacha no governo de Itamar Franco e o ministro da economia na época do lançamento do plano era Ciro Gomes, antes Rubens Ricúpero. Na verdade houve um golpe, uma farsa que procurou transferir a autoria do plano para FHC com a finalidade de propaganda política. Se continua a dúvida? confira voce mesmo… veja quem era o presidente, ministros ha epoca? Para ser nais justos veja tambem as medidas tomadas antes do plano real. Como os numeros são extremamente desfavoraveis ao PSDB procuram evitar a comparação atribuindo justificando a conjuntura fas duas epocas… ora O PT tambem não encontrou o pais com uma conjuntura favoravel como querem pintar… inflação em alta e con tendencia a crescimento era uma realidade. p custo da cesta basica em relação ao salario minimo no governo FHC era de 1,37 no governo lula 2,17.
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      Bairon, Ou vc não leu o artigo principal ou não entendeu nada, pois sua observação sobre a origem do Plano Real já está respondida no primeiro parágrafo da contextualização dos desafios de FHC. O texto fala o seguinte: “A era FHC foi caracterizada principalmente pela tentativa de estabilização da economia brasileira, condição sine qua non para o início do processo de crescimento verificado na era Lula. Ao contrário do que muita gente pensa, a vitória contra a inflação não ocorreu apenas com o Plano Real, lançado já no Governo Itamar”. O crédito a Itamar está lá. Ok? E então o texto segue: “A inflação, embora controlada, ainda não atingira um nível compatível com as economias estabilizadas, exigindo um longo processo de desindexação da economia e um rígido controle da taxa de câmbio. Não havia ainda um regime de metas de inflação. Os estados gastavam mais do que podiam, pois não havia ainda a Lei de Responsabilidade Fiscal. Não havia uma política de superávit primário que apontasse para a redução gradativa das dívidas internas e externas. O sistema financeiro apresentava vulnerabilidades…” E por aí vai. FHC, ao contrário do que vc diz, não só reconhece a contribuição dos antecessores como também do próprio Lula. Lula, no entanto é quem tenta vender a imagem de que tudo de bom no Brasil começou em 2003, que usa os números piorados do final do governo FHC com a “Crise Lula” para se promover. Se hoje os meios de comunicação estão cada dia mais engajados em derrotar o populismo que foi instaurado no país é porque já perceberam há muito tempo o perigo à democracia que o governo do PT representa. Já fui petista, mas hoje me sinto representado pelos meios de comunicação que têm a coragem de se colocar claramente contra as mentiras deste governo. As melhorias que vc cita do Governo Lula são resultado de um processo cumulativo da nossa economia, afinal em 16 anos o PIB brasileiro foi multiplicado por 10, sendo que a população brasileira aumentou apenas 23%. Claro que temos que levar em consideração a inflação do período, no entanto, estes números mostram que hoje existe muito mais dinheiro para investir. Ou seja, não dá para comparar em números e sim com os erros e acertos de cada governo como fizemos nesta comparação. Sobre esta contextualização me senti obrigado a escrevê-la porque nunca vi algo assim na grande imprensa. Portanto, se existe esta tal “conspiração golpista” que o PT tenta atribuir a imprensa eles tem sido bastante incompetentes, pois não tem conseguido restabelecer a verdade dos fatos. Aliás, não só a imprensa como também os institutos de pesquisa também estão sendo incompetentes nesta conspiração, pois apontavam Serra como bem menos votos que teve.
  129. Camilo says:
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    Amilton, há muito tempo não via uma comparação FHC x Lula tão boa e tão bem fundamentada. Fico muito feliz em ver que ainda existem pessoas com memória e com capacidade para entender os fatos ocorridos nas últimas décadas. É muito importante reconhecermos o valor das reformas, pois se o Brasil não as retomar não vai avançar. Quanto ao lula, ele é “o cara” de sorte. Teve a sorte de não ter ganho nenhuma das eleições anteriores, e nós também, pois imagine o que seria do Brasil se ele tivesse sido presidente antes de Fernando Henrique Cardoso. Teve a sorte também da boa maré em que o mundo se encontrava. Bastou seguir no vácuo do crescimento mundial. Digo no vácuo porque ficou sempre atrás, nunca conseguiu acompanhar a média de crescimento internacional, nem mesmo de seus pares emergentes.
  130. Camilo says:
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    Ah! Desculpe, faltou um enorme PARABÉNS pelo seu texto!
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    Aline lira, achei muito interessante seu comentário, mas a pergunta que não quer calar, vc realmente leu todo o texto?
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    Opa.. agora que vi a data do comentário, mas de qualquer forma ainda é pertinente.. Com relação ao texto… não suporto radicalismo, e vejo uma dissertação clara que apesar de alguns comentários, disprovida de parcialismo.. Parabéns ao autor… demonstração clara de profundo conhecimento da realidade econômica brasileira nos ultimos 20 anos.. É realmente uma pena, que somente uma pequena parcela da população tenha condições de compreender, o conteúdo deste material, talvez por isso não esteja sendo amplarmente discutido nesta campanha. Educação definitivamente é a solução para os problemas do Brasil..